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Deputado paraibano quer cassação de Eduardo Bolsonaro após fala sobre AI-5

O Deputado Federal Frei Anastácio do PT/PB repudia as declarações do deputado federal Eduardo Bolsonaro sobre o possível retorno do Ato Institucional nº 5 (AI-5). “Diante disso, defendo a punição pela perda de seu mandato, medida que será analisada pelo Conselho de Ética da Câmara com base em representação que será feita pelo PT, PSOL, PCdoB, PDT, PSB e Rede”, disse o deputado.

“Em entrevista à jornalista Leda Nagle, o deputado cogitou uma nova edição do Ato como uma resposta a uma possível radicalização da esquerda, afrontando diretamente os ditames constitucionais e democráticos pátrios”, disse Frei Anastácio.

Perda do mandato

Frei Anastácio recorda que “o AI-5 desumanizou o Brasil. Foi o tempo mais sombrio que o povo brasileiro vivenciou. O Congresso foi fechado, mandatos eletivos foram cassados, os direitos políticos foram suspensos, juízes e funcionários públicos foram demitidos, houve perseguição contra as igrejas e ocorreram mortes desenfreadamente”, relembrou.

O parlamentar afirma que a sugestão feita por um novo AI-5 é um atentado à vida do brasileiro e da brasileira. Mais uma vez um ente da família Bolsonaro declara o extermínio da nossa Constituição Federal e da nossa Democracia.

“É inaceitável, inadmissível e repugnante ver um parlamentar eleito pelo voto popular fazer apologia ao crime e a defesa da volta da ditadura. Diante disso, defendo a punição pela perda de seu mandato, medida que será analisada pelo Conselho de Ética da Câmara”, afirmou.

Afronta à Constituição

As declarações do deputado líder do PSL, segundo Frei Anastácio, é uma afronta à Constituição, ao Estado democrático de direito e assegura ainda mais os exemplos fascistas e com um passado de arbítrio, censura à imprensa, tortura e falta de liberdade. “Se o líder do partido e filho do Presidente da República faz declarações como essas, em rede nacional de TV, é porque já existe orquestrações sobre o assunto no clã Bolsonaro. O Brasil tem que ficar em alerta. A Democracia está em risco”, advertiu.

 

pbagora

 

 

Gilmar Mendes critica Eduardo Bolsonaro por ‘exaltar trevas’ da ditadura

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), criticou as declarações do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) defendendo um novo AI-5 caso a esquerda se radicalize.

“O AI-5 impôs a perda de mandatos de congressistas, a suspensão dos direitos civis e políticos e o esvaziamento do Habeas Corpus. É o símbolo maior da tortura institucionalizada. Exaltar o período de trevas da ditadura é desmerecer a estatura constitucional da nossa democracia”, escreveu o magistrado em sua conta do Twitter.

Líder do PSL na Câmara, Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, deu a declaração em entrevista à jornalista Leda Nagle realizada na segunda (28) e publicada nesta quinta (31) no canal dela no YouTube.

“Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta pode ser via um novo AI-5, pode ser via uma legislação aprovada através de um plebiscito como ocorreu na Itália. Alguma resposta vai ter que ser dada”, afirmou o parlamentar na entrevista.

 

MÔNICA BERGAMO/FOLHAPRESS

 

 

Julian critica falas de Eduardo Bolsonaro: “Só atrapalham o Governo”

Após ter sido alvo de severas criticas por parte do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal paraibano e presidente do PSL no Estado, Julian Lemos, revidou com vídeo nas suas redes sociais, onde critica as falas de Eduardo alusivas a uma possível volta do período militar caso a esquerda decida radicalizar no país.

Para Julian, apesar de reconhecer a importância de Eduardo Bolsonaro na sua eleição para a Câmara, ele revela no post que não concorda com o que disse o parlamentar paulista. “Eu sim, fui eleito pela vontande e Deus, do povo da Paraíba e pelo grande apoio que tive do então Deputado Federal Jair Bolsonaro, hoje Presidente da República, alguém que tem de mim, respeito e gratidão. Mas acima de tudo isso, está minha consciência e meu equilíbrio onde posso fazer meu juízo de valor e tomar posições”, disse.

Noutro trecho diz: “Como sempre fui, deixo claro o que penso, e sobre a fala e a possibilidade de uma ruptura institucional, venho nesse momento me posicionar, sou contra, não precisamos disso para vencer, e assim venceremos quantas vezes for necessário, o AI-5 foi, e não será mais, faz parte do nosso passado, para nos ensinar que a esquerda jamais deve nos governar, e nos direcionar para um futuro melhor. Mais uma vez, quero deixar meu registro que esses posicionamentos só atrapalham o Governo do Presidente Jair Bolsonaro, isso sim, estimulam uma esquerda estúpida e desmoralizada, a ter um discurso cada vez mais de ódio”, finalizou.

Assista o vídeo:

https://www.instagram.com/p/B4Sy-0wlYv7/

 

pbagora

 

 

Senadores articulam voto aberto na indicação de Eduardo Bolsonaro à embaixada nos EUA

Senadores de diferentes partidos discutiram nesta semana estratégias para “constranger politicamente” a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) à embaixada do Brasil nos Estados Unidos (EUA), se confirmada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, pai do parlamentar.

O blog apurou, junto a parlamentares de base e de oposição, que há um movimento para que os senadores abram seus votos, no microfone, e exponham sua posição publicamente, se o nome de Eduardo for submetido ao Senado.

A votação é secreta por imposição constitucional. Diz o artigo 52 que compete ao Senado “aprovar previamente, por voto secreto, após arguição em sessão secreta, a escolha dos chefes de missão diplomática de caráter permanente”.

A ideia em discussão, nos bastidores, é repetir o ambiente tumultuado e de pressão criado no plenário do Senado em fevereiro, durante a eleição para o comando da Casa.

Durante a eleição para a presidência do Senado, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) colocou em votação uma questão de ordem sobre voto aberto para a eleição, que foi aprovada por 50 votos a 2 e uma abstenção. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, acionado por aliados de Renan Calheiros (MDB-AL), então adversário de Alcolumbre, determinou que a votação fosse secreta.

Mesmo assim, embora a votação tenha sido secreta, muitos senadores favoráveis ao voto aberto criticaram no plenário a decisão do presidente do STF e declararam o voto no microfone ou exibiram a cédula de papel antes de introduzi-la na urna.

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), por exemplo, abriu o voto e declarou apoio a Alcolumbre. O gesto levou Renan Calheiros a retirar a candidatura.

Agora, senadores discutem como cobrar o voto aberto no caso de Eduardo Bolsonaro. Senadores de base e de oposição se dizem surpresos com a iniciativa do presidente de indicar um filho para a embaixada, no entanto, avaliam como “complexa” a rejeição do nome dele, por se tratar de um filho do presidente.

Por isso, a estratégia é “expor ao máximo” o “desgaste político” da indicação junto à população. Além disso, para aprovar o nome de Eduardo Bolsonaro, parlamentares admitem que cobrarão liberações de emendas e cargos.

Nesta quarta-feira (17), durante entrevista na Argentina, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender a indicação do filho para o cargo de embaixador em Washington. De acordo com o presidente, Eduardo “tem rodado o mundo todo” nos últimos anos e tem qualificação para o posto. Bolsonaro disse também que, desde 2003, os embaixadores brasileiros nos Estados Unidos não fizeram “nada de bom” para o Brasil.

Como funciona

A indicação, se confirmada, é publicada no “Diário Oficial da União”, com uma mensagem do presidente da República. A mensagem é encaminhada ao presidente do Senado, que a envia à Comissão de Relações Exteriores. O presidente do colegiado indica um relator para apresentar um parecer e, na comissão, o indicado é sabatinado por 19 senadores.

Depois da sabatina, a indicação vai a voto – a votação é secreta e precisa de maioria simples.

Independentemente da aprovação ou rejeição na comissão, a indicação precisa ser referendada pelo plenário – também em voto secreto com maioria simples.

G1

 

 

Ricardo critica indicação de Eduardo Bolsonaro à Embaixada do Brasil nos EUA

O ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) criticou a possibilidade de Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, assumir a Embaixada do Brasil nos Estados Unidos. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Integração de Bananeiras.

O ex-gestor classificou a possível nomeação como uma ‘gravidade enorme’ e lembrou os pré-requisitos para o cargo que não são alcançados pelo filho do presidente.

Ricardo tachou a ação como ‘absurda’ e alegou que ela demonstra a ‘desmoralização’ do Brasil para as nações estrangeiras.

“Você estuda a vida toda, os diplomatas, fala 7 a 8 idiomas, conhece economia, cultura, de tudo, aí chega um presidente e diz ‘vou colocar meu filho ali’, porque conhece os filhos do outro presidente. É um absurdo, é uma desmoralização do Brasil lá fora”, declarou.

http://paraiba.com.br