Arquivo da tag: Econômico

Bananeiras recebe comitiva da Agência Municipal de Desenvolvimento Econômico de Campina Grande

A cidade de Bananeiras recebeu nesta quinta-feira (04), comitiva da Agência Municipal de Desenvolvimento Econômico –AMDE de Campina Grande. O Presidente da AMDE, Nelson Gomes e seus auxiliares foram recebidos pelo Prefeito Douglas Lucena em um dos cases de sucesso do município a Casa do Empreendedor que completa neste mês quatro anos da sua criação.

O programa de apoio ao empreendedorismo, desenvolvido pela Casa do Empreendedor tem como prioridade a concessão de crédito produtivo orientado. Além disso, busca incentivar a geração de ocupação e renda entre os empreendedores locais, bem como fortalecer a economia solidária, o microempreendedor individual, o microempresário, o empresário de pequeno porte e as cooperativas de produção do município.

Assim, torna-se exemplo para outros municípios que procuram meios para fomentar a sua economia local. Neste mês de abril, o programa completará 4 (quatro) anos de atuação investiu cerca de R$ 1.700,00 (Hum milhão e setecentos mil Reais) acreditando na expansão das microempresas.

O Prefeito Douglas Lucena, proferiu palestra “Bananeiras: Cidade Empreendedora”, para os presentes e pode trocar informações apresentando os avanços que foram realizados com o empreendedorismo e o turismo na região.

A casa do Empreendedor, o calendário turístico, os diversos empreendimentos que se instalam a cada dia como; condomínios, hotéis e restaurantes chama a atenção e servem de exemplo a ser seguido por outros estados. A gestão municipal tem desempenhado seu papel para que Bananeiras cresça cada dia mais com ações de desenvolvimento.

Ascom- PMB

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

Bananeiras é exemplo de Desenvolvimento Econômico em evento do Sebrae

douglasA convite do Sebrae Paraíba, o Prefeito Douglas Lucena estará no dia 28 de março na cidade do Conde para participar do Seminário de Desenvolvimento Econômico e Territorial do Litoral Sul, que tem o objetivo mobilizar, integrar e envolver lideranças.

Com a palestra “A experiência de desenvolvimento da cidade de Bananeiras e do Brejo Paraibano”, Douglas falará sobre o processo turístico que a cidade de Bananeiras e o Brejo vem passando ao longo do tempo e como esse processo contribui para o desenvolvimento econômico da região.

Cidade com extraordinário potencial turístico, Bananeiras desponta no cenário nacional com a mistura de arte, história, paisagens naturais e aventura. Com riquezas naturais e históricas, a cidade de possui em seus casarios e pontos turístico a mistura do turismo para quem quiser vivenciar experiencias.

Assim, o Seminário que acontecerá nesta terça (28) quer contribuir com o reconhecimento do estágio atual de desenvolvimento do Litoral Sul e estimular o sentimento de compromisso e corresponsabilidade de todos para transformação positiva dos indicadores econômicos e sociais da região.

 

Ascom-PMB

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

Imprensa nacional atesta que a Paraíba tem superávit econômico em meio à crise nacional

dinheiroA imprensa nacional destacou, nesta sexta-feira (11), o desempenho da Paraíba entre o grupo de estados que estão com as finanças equilibradas diante do cenário de crise econômica nacional. Em levantamento feito pelo portal nacional de notícias G1, a Paraíba apresenta superávit financeiro de R$ 302 milhões, no cenário em que apenas sete unidades federativas apresentaram resultado positivo.

O cenário é ainda melhor ao incluir na conta o resultado líquido, descontando-se as dívidas acumuladas contraídas por cada estado. Mesmo diante dos pagamentos, a Paraíba apresenta saldo positivo de R$ 208 milhões. Com base nesse critério, os estados de Alagoas e Minas Gerais apresentam déficit, tornando a Paraíba um dos cinco estados a estarem com situação positiva.

Dentre os critérios avaliados pela equipe do G1, estão o corte de investimentos, o atraso nas obras já em andamento, o atraso de salários, a situação do caixa diante dos pagamentos do 13º salário, o atraso do pagamento a fornecedores ou a possibilidade de declaração de calamidade pública.

A pesquisa também atestou que a pedra no sapato dos orçamentos estaduais reside nos gastos com a Previdência, para o pagamento de servidores aposentados ou inativos. Apesar dos gastos da Paraíba superarem a marca de R$ 1 bilhão no quesito, o valor equivale a 22% do orçamento estadual, uma porcentagem abaixo da média nacional, 23%.

De acordo com o levantamento do G1, 16 estados mais o Distrito Federal cortaram investimentos nos últimos dois anos, 14 informaram  estão com obras paradas ou atrasadas por falta de dinheiro; oito com atrasos de salários de servidores; e 16 não pagaram em dia os fornecedores. A situação mais grave é a de seis estados que não garantem que haverá caixa para pagar o 13º dos funcionários neste ano.

Secom-PB

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Brasil é o 4º país mais corrupto do mundo, segundo Fórum Econômico Mundial

policia federalO Brasil é a quarta nação mais corrupta do mundo, segundo o índice de corrupção do Fórum Econômico Mundial. O país está atrás apenas do Chade, da Bolívia e da Venezuela, que lidera o ranking. A corrupção é um dos elementos que a organização suíça inclui em seu índice anual de competitividade, baseado em uma pesquisa com 15.000 líderes empresariais de 141 economias do mundo.

As três perguntas feitas a esses executivos foram: “O quanto é comum o desvio de fundos públicos para empresas ou grupos?”; “Como qualifica a ética dos políticos?”; e “O quanto é comum o suborno por parte das empresas?”. Em uma escala de um a sete, em que, quanto maior a nota, maior é a transparência, o Brasil recebeu 2,1, segundo análise publicada pelaBusiness Insider. Em um estudo divulgado pela Transparência Internacional, no início do ano, o país ficou em 76º colocado em uma lista sobre a percepção de corrupção do mundo entre 168 países.

Entre as 10 nações mais corruptas do ranking do Fórum Econômico Mundial, cinco são latino-americanas: Venezuela, à frente, com nota 1,7; Bolívia, com 2; Brasil e Paraguai, ambos com 2,1; e República Dominicana, com 2,2–, mas que não são membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o think tank a cujo pertencimento define a fronteira entre os países industrializados ou não.

AS NAÇÕES DESENVOLVIDAS MENOS TRANSPARENTES

Segundo o Foro Econômico Mundial, os países desenvolvidos com maiores índices de corrupção são:

1. México (2,5)

2. Eslováquia (2,7)

3. Itália (3,1)

4. Hungria (3,1)

5. Grécia (3,2)

6. República Tcheca (3,3)

7. Espanha (3,4)

8. Coreia do Sul (3,5)

9. Polônia (3,7)

10. Eslovênia (3,7)

(Fonte: BusinessInsider )

Um relatório do Fórum publicado em junho assinalava a corrupção como o maior problema que a América Latina precisa enfrentar, segundo seus líderes políticos e empresariais. Escândalos como o da Petrobras, no Brasil, as acusações contra a ex-presidenta da Argentina Cristina Kirchner e o suborno de que é acusado o ex-governante guatemalteco Otto Pérez-Molina mantiveram a região estagnada, nesse aspecto, em relação aos índices de 2014 e 2015.

O México aparece entre os primeiros lugares do mundo desenvolvido com o mais complexo e abrangente de seus problemas: a corrupção. O Fórum Econômico Mundial coloca o país como a décima-terceira nação mais corrupta do mundo. Mas, excluindo-se da lista os países menos industrializados, o México fica com a liderança. Segundo o Fórum, o fator que o eleva ao primeiro lugar é o crime organizado.

O caso do México, no entanto, parece ser o mais alarmante, por se tratar de uma economia mais avançada do que a dos demais países da região. No índice global de competitividade, ele ocupa o 51º lugar de um total de 138, tendo subido seis pontos graças a uma eficiência maior de seus mercados, e mantém uma longa série de fatores que assustam os investidores: a corrupção, o mais grave, é seguida pelo crime organizado e outros fatores administrativos como a ineficiência da burocracia e a política fiscal.

“A educação básica continua a ser uma fragilidade significativa para a sua competitividade se comparada a outros líderes regionais e mundiais, além do fato de que a qualidade institucional recuou. A economia mexicana foi atingida pela queda dos preços do petróleo, um comércio internacional fraco e a consequente queda na produção industrial”, assinala o Foro em seu texto sobre o México.

Crise ambiental urbana

A corrupção nesse país latino-americano não apenas afeta negativamente a possibilidade de realização de negócios, de acordo com o índice, mas também atinge o seu meio ambiente. Em março, a capital mexicana passou pela sua pior crise ambiental em 14 anos: a poluição do ar subiu a níveis perigosos para a saúde da população e o Governo local aplicou um polêmico programa para reduzir imediatamente o nível de partículas tóxicas.

Em relatório publicado em maio, o próprio Fórum relatava uma série de práticas que frustram as tentativas realizadas de melhorar a qualidade do ar: subornos nos centros de verificação veicular; transportes públicos sob controle privado, o que fragiliza a fiscalização; e “malversação de fundos na nova linha do metrô da Cidade do México, inaugurada em 2012 e fechada pouco depois devido a falhas estruturais.

El País

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Tião credita derrota do irmão e da filha em Areia a falta de comunicação e ao poderio econômico de cassistas

tiaoDe forma bastante sensata, o deputado estadual Tião Gomes (PSL) concedeu entrevista ao PB Agora, nesta terça, 4, e justificou o insucesso eleitoral do seu irmão Paulo Móveis (PSB), atual prefeito de Areia, e de sua filha Aparecida Perazzo (PSB), que disputava a vice, por dois fatores: falta de comunicação na gestão e a força econômica do grupo político do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), que marcou presença cativa durante toda a campanha na terra de José Américo.

Para o deputado Tião Gomes, a eleição em Areia foi uma ‘particularidade’.

“Faltou comunicação do que Paulo fez, não divulgamos o que ele fez e o povo não assimilou!”, explicou, alegando que seu irmão foi o maior prefeito da história de Areia.

“Só de calçamento ele construiu cento e vinte mil metros, levou água para Areia, escolas, ele também trouxe o IFPB para o município. Faltou comunicação!”, lamentou.

O aliado do governador Ricardo Coutinho (PSB) também culpou a interferência do senador Cássio nas eleições da cidade como determinante no insucesso eleitoral do seu grupo. Além do irmão e da filha, Tião também tinha a sobrinha, Ana Paula Gonzaga na disputa pela Câmara Municipal. Ela disputava a reeleição e foi a única da família que conquistou mandato

“Tudo isso e além do poderio econômico e político de Cássio Cunha Lima, enfrentamos Bruno Cunha Lima, Rômulo Gouveia, Tovar, Arthur Cunha Lima e Pedro Cunha Lima, os seis indo todas as semanas em Areia”, contou.

E avisou: “A democracia tem disso! Não estou desesperado!”.

Mesmo perdendo no seu maior reduto eleitoral para o tucano, e novato na política, o empresário João Francisco, o presidente estadual do PSL acredita que o seu palanque saiu fortalecido.

“Elegemos vários aliados nos municípios: Cacimba de Dentro, Algodão de Jandaíra, Serraria, Pilõeszinhos, Cuité e Sertãozinho”, elencou.

A eleição em Areia deu ao empresário João Francisco 3619 votos de vantagem. Ele obteve uma votação histórica de quase 9 mil votos.


PB Agora

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Areia e Bananeiras são destaque na mídia nacional pelo seu potencial turístico e econômico

Areia_BananeirasAs potencialidades turísticas e econômicas do Brejo paraibano, assim como as belezas naturais, foram destaque, nesse domingo (25), no Programa Fernando Gabeira, da Globo News. Para representar o Brejo, foram escolhidas as cidades de Areia e Bananeiras. Durante cerca de meia hora, o apresentador mostrou as histórias de desenvolvimento econômico e de pessoas que encontraram no Brejo do estado atividades econômicas que trouxeram dignidade e autoestima. O artesanato e a produção de cachaça foram outros pontos realçados na reportagem.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Logo no início do programa, as características da cidade de Areia. Os traços da arquitetura, em tons de amarelo, foram evidenciados. Fernando Gabeira ainda mostrou histórias de empreendedorismo que deram certo. Uma dessas histórias veio da Comunidade Chã de Jardim, localizada na divisa de Areia com Remígio. No local, vivem cerca de duzentas famílias que aprenderam a olhar na natureza e desenvolver meios de subsistência. São vários empreendimentos montados tendo como base o turismo de experiência, típico da região.

Durante a entrevista, o apresentador colheu depoimentos emocionantes, como o da coordenadora do Projeto Chã de Jardim, Luciana Balbino, que disse amar a terra onde vive e que não pretende sair dela, por encontrar recursos que dão a ela e aos demais moradores meios de viver com dignidade.

Fernando Gabeira definiu o Brejo paraibano como uma região de muita potencialidade. “Pouca gente conhece o Brejo paraibano. Eu mesmo nunca tinha vindo aqui. Mas confesso que é uma região de muita prosperidade”, afirmou.

 Prosperidade que está em talentos como Rejane Ribeiro, que faz parte do Projeto Chã de Jardim desde os 14 anos. A garota, que canta para turistas que visitam a comunidade, mostrou por que o Brejo paraibano tem riquezas que vão muito além do aspecto econômico ou turístico.

Para finalizar, o programa mostrou as características da cidade de Bananeiras. Em todas as cidades, aspectos comuns foram evidenciados, como a riqueza histórica, o artesanato e a produção de um produto que tem se tornado o símbolo de identidade e prosperidade das oito cidades que compõem o Brejo: a cachaça.

Secom-PB

Mentiras propagadas pelo pensamento econômico dominante

Vicenç NavarroPermita-me, senhor leitor, que eu converse com você como se estivéssemos tomando um café, explicando-lhe algumas das maiores mentiras apresentadas diariamente no noticiário econômico. Você deveria ter consciência de que grande parte dos argumentos mostrados pelos maiores meios de informação e persuasão econômicos do país para justificar as políticas públicas ora implementadas são posturas claramente ideológicas, que não se sustentam com base na evidência científica existente. Vou citar algumas das mais importantes, mostrando que os dados contradizem aquilo que se diz. E também tentarei explicar por que continuam repetindo essas mentiras, apesar de a evidência científica questioná-los, e com que finalidade elas são apresentadas diariamente a você e ao público.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Comecemos por uma das mentiras mais importantes, que é a afirmação de que os cortes de gastos nos serviços públicos do Estado de bem-estar social – tais como saúde, educação, serviços domésticos, habitação social e outros (que estão prejudicando enormemente o bem-estar social e a qualidade de vida das classes populares) – são necessários para que o déficit público não aumente. E você se perguntará: “E por que é tão ruim que o déficit público cresça?”. E os reprodutores do senso comum lhe responderão que o motivo de se reduzir o déficit público é que o crescimento desse déficit determina o crescimento da dívida pública, que é o que o Estado tem que pagar (predominantemente aos bancos, que têm uma quantia em torno de mais da metade da dívida pública na Espanha) por ter pedido emprestado dinheiro dos bancos para cobrir o rombo criado pelo déficit público.
Reforça-se, assim, que a dívida pública (considerada um peso para as gerações futuras, que terão de pagá-la) não pode continuar crescendo, devendo-se, para isso, reduzi-la diminuindo o déficit público. Isso quer dizer, para eles, cortar, cortar e cortar o Estado de bem-estar até o ponto de acabar com ele, que é o que está acontecendo na Espanha.

Os argumentos utilizados para justificar os cortes não são críveis.

O problema com esta postura é que os dados (que o senso comum oculta ou ignora) mostram exatamente o contrário. Os cortes são enormes (nunca foram tão grades durante a época democrática) e, ainda assim, a dívida pública continua crescendo e crescendo. Veja o que está acontecendo na Espanha, por exemplo, com a saúde pública, um dos serviços públicos mais importantes e mais demandados pela população. O gasto público com saúde enquanto parte do PIB se reduziu em torno de 3,5% no período 2009-2011 (quando deveria ter crescido 7,7% durante esse mesmo período para chegar ao gasto médio dos países de desenvolvimento econômico semelhante ao nosso), e o déficit público diminuiu, passando de 11,1% do PIB em 2009 para 10,6% em 2012. A dívida pública não baixou, mas continuou aumentando, passando de 36% do PIB em 2007 para 86% em 2012. Na verdade, a causa do aumento da dívida pública se deve, em parte, à diminuição dos gasto público.

Como isso pode acontecer?, você se perguntará. A resposta é fácil de enxergar. A diminuição do gasto público implica a redução da demanda pública e, com isso, a diminuição do crescimento e da atividade econômica, fazendo com o que o Estado receba menos recursos através de impostos e taxas. Ao receber menos impostos, o Estado de se endivida mais, e a dívida pública continua crescendo. Desnecessário afirmar que o maior ou menor impacto que estimula o gasto público depende do tipo de gasto. Mas os cortes são nos serviços públicos do Estado de bem-estar, que são os que criam mais emprego e que estão entre os que mais estimulam a economia. Permita-me repetir essa explicação devido à sua enorme importância.

Quando o Estado (tanto central como autônomo e local) aumenta o gasto público, aumenta a demanda de produtos e serviços, e com isso, o estímulo econômico. Quando reduz, diminui a demanda e o crescimento econômico, fazendo com que o Estado receba menos fundos. É aquilo que, na terminologia macroeconômica, se conhece como o efeito multiplicador do gasto público. O investimento e o gasto público facilitam a atividade da economia, o que é negado pelos economistas neoliberais (que se promovem, em sua grande maioria, pelos maiores meios de informação e persuasão do país), apesar da enorme evidência atestada pela literatura científica (veja meu livro Neoliberalismo y Estado del Bienestar, editora Ariel Económica, 1997. Em português, Neoliberalismo e Estado de bem-estar).

Outra farsa: gastamos mais do que temos

O mesmo senso comum está dizendo também que a crise se deve ao fato de termos gastado demais, acima de nossas possibilidades. Daí a necessidade de apertar os cintos (que quer dizer cortar, cortar e cortar o gasto público). Via de regra, essa postura é acompanhada da afirmação de que o Estado tem que se comportar como as famílias, ou seja, “em nenhum momento pode gastar mais do que recebe”. O presidente Rajoy e a Sra. Merkel repetiram essa frase milhares de vezes.

Essa frase tem um componente de hipocrisia e outro de mentira. Deixe-me explicar o porquê de cada um deles. Eu não sei como você, leitor, comprou seu carro. Mas eu, como a grande maioria dos espanhóis, comprou o carro a prazo, quer dizer, usando crédito. Todas as famílias se endividaram, e assim funciona o orçamento familiar. Pagamos nossas dívidas conforme entram os recursos que, para a maior parte dos espanhóis, vem do trabalho. E daí surge o problema atual. Não é que as pessoas gastaram além de suas possibilidades, mas foram suas rendas e suas condições de trabalho que pioraram mais e mais, sem que a população fosse responsável por isso. Na verdade, os responsáveis por isso acontecer são os mesmos que estão dizendo que é preciso cortar os serviços públicos do Estado de Bem-estar e também diminuir os salários. E agora têm a ousadia (para colocar de maneira amável) de dizer que você e eu somos os culpados porque gastamos mais e mais. Eu não sei você, mas eu garanto que a maioria das famílias não comprou e não acumulou produtos como loucos. Pelo contrário.

A mesma hipocrisia existe no argumento de que o Estado gastou muito. Veja você, leitor, que o Estado espanhol gastou muito – não muito mais –, mas muito menos do que outros países de nível de desenvolvimento econômico semelhante. Antes da crise, o gasto público representava somente 39% do PIB, enquanto a média da UE-15 era de 46% do PIB. Na época, o Estado deveria ter despendido, no mínimo, 66 bilhões de euros a mais no gasto público social para ter gastado o correspondente ao seu nível de riqueza. Não é certo que as famílias ou o Estado tenham gastado mais do que deveriam. Apesar disso, continuarão afirmando que a culpa é da maioria da população, que gastou muito e agora tem que apertar os cintos.

Você também provavelmente escutou que esses sacrifícios (os cortes) precisam ser feitos “para salvar o euro”.

Novamente, esta ladainha de que “estes cortes são necessários para salvar o euro” se reproduz. Contudo, ao contrário daquilo que se anuncia constantemente, o euro nunca esteve em perigo. Não há sequer uma mínima possibilidade de alguns países periféricos (os PIGS, Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha) da zona do euro serem expulsos da moeda. Na verdade, um dos problemas entre os muitos que estes países têm é que o euro está excessivamente forte e saudável. Sua cotação esteve sempre acima do dólar e seu poder dificulta a economia dos países periféricos da zona do euro. E outro problema é que o capital financeiro alemão lhes emprestou, com grandes lucros, 700 bilhões de euros, e agora quer que os países periféricos os devolvam. Se algum deles deixar o euro, o sistema bancário alemão pode entrar em colapso. O setor bancário (cuja influência é enorme) não quer nem ouvir falar da saída dos países devedores da zona do euro. Eu lhes garanto que é a última coisa que eles querem.

Essa observação a favor da permanência no euro é certamente óbvia, e não um argumento. Na verdade, acredito que os países PIGS deveriam ameaçar sair do euro. Mas é absurdo o argumento que se utiliza de que a Espanha deve, ainda mais, reduzir o tempo de visita ao médico para salvar o euro (que é o código para dizer, “salvar os bancos alemães e lhes devolver o dinheiro que emprestaram obtendo lucros enormes”). São essas as falácias constantemente expostas. Eu lhes garanto que são apresentadas sem que sejam comprovadas por nenhuma evidencia. Isso é claro.

A causa dos cortes 

E você se perguntará: Por que então fazem esses cortes? A resposta é fácil de encontrar, ainda que raramente seja vista nos grandes meios de comunicação. É o que se costumava chamar de “luta de classes”, mas agora a mídia não utiliza essa expressão por considerá-la “antiquada”, “ideológica”, “demagógica” ou qualquer adjetivo que usam para mostrar a rejeição e desejo de marginalização daqueles que veem a realidade de acordo com um critério diferente, e inclusive oposto, ao daqueles que definem o senso comum do país.

Mas, por mais que queiram ocultar, essa luta existe. É a luta de uma minoria (os proprietários e gestores do capital, quer dizer, da propriedade que gera rendas) contra a maioria da população (que obtém suas rendas a partir de seu trabalho). É aquilo que meu amigo Noam Chomsky chama de guerra de classes – conforme expõe em sua introdução ao livro Hay alternativas. Propuestas para crear empleo y bienestar social en España, de Juan Torres, Alberto Garzón e eu (Em português, Há alternativas. Propostas para criar emprego e bem-estar social na Espanha).
Desnecessário dizer que essa luta de classes variou de acordou com o período em que se vive. Esta que está acontecendo agora é diferente daquela da época de nossos pais e avós. Na verdade, agora está inclusive mais ampla, pois não é somente das minorias que controlam e administram o capital contra a classe trabalhadora (que continua existindo), mas inclui também grandes setores das classes médias, formando as chamadas classes populares, conjuntamente com a classe trabalhadora. Essa minoria é fortemente poderosa e controla a maioria dos meios de comunicação, e tem também grande influência sobre a classe política. E esse grupo minoritário deseja que os salários diminuam, que a classe trabalhadora fique aterrorizada (daí a função do desemprego) e que perca os direitos trabalhistas e sociais. E está reduzindo os serviços públicos como parte dessa estratégia para enfraquecer tais direitos. A privatização dos serviços públicos, consequência dos cortes, também é um fator importante por permitir a entrada do grande capital (e muito particularmente do capital financeiro e bancários, e das seguradoras) nesses setores, aumentando seus lucros. Você deve ter lido como, na Espanha, as companhias privadas de seguro de saúde estão se expandindo como nunca haviam conseguido antes.

E muitas das empresas financeiras de alto risco (quer dizer, altamente especulativas) estão atualmente controlando grandes instituições de saúde do país graças às políticas privatizantes e aos cortes feitos pelos governos, que justificam essa medida com toda a farsa (e acredite que não há outra forma de dizer) de que precisam fazer isso para reduzir o déficit público e a dívida pública.

 

Carta maior

Festival ‘Sons e Sabores’ chega ao fim em Pilões/ PB e administração ressalta importância do evento do ponto de vista econômico

O Festival dos Sons e Sabores do Brejo chegou ao fim no final de semana entre 13 e 15 de dezembro. A última parada foi em Pilões, oitava cidade do Brejo paraibano que recebeu o roteiro cultural e gastronômico.

DSC03435As atividades começaram às 17h com abertura da Feira Gastronômica na Praça central da cidade. Em seguida, teve início apresentações culturais, como a Orquestra Filarmônica de Pilões, Hip Hop, Coco de Roda, Jacinta Voz e Violão e Grupo Asa Branca.  O encerramento da noite aconteceu com uma seresta na Churrascaria Beira Rio.

Apresentação do Coral nas calçadas da Igreja Matriz

Apresentação do Coral nas calçadas da Igreja Matriz

No sábado, a programação começou com “Som na Trilha das Nascentes”, com saída da Igreja Católica até o Engelho Olho D’água. O maestro Eduardo Nóbrega ministrou a oficina de Coro. Destaque para a Caminhada Gastronômica, que aconteceu da Igreja Católica até Churrascaria Beira Rio. Atividades e oficinas gastronômicas aconteceram à tarde : Coquetéis com Cachaças, com Silvio Coelho, Sobremesa de Engenho, com a chef Raimunda do Restaurante Barretão de Areia, e Sorvete de Rapadura.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Ainda no sábado aconteceu a Feirinha Gastronômica e Som na Praça, com a apresentação do Grupo Carcará. O I Coro de Natal, com o coral da UFPB e da Coteminas, sob regência maestro Eduardo Nóbrega foi outro espetáculo. Um grupo de crianças que faz parte dos programas sociais de Pilões protagonizaram o “Auto de Natal”.

As atividades do sábado foram  encerradas com a Banda Sylos MPB.

Já no domingo, teve o Forró na Feira, no Pátio da Feira Livre de Pilões, a Cavalgada das Flores, com a saída no Engenho Boa Fé e chegada na Cooperativa de Flores da Paraíba. O encerramento do Festival em Pilões com a Caminhada Gastronômica do Pátio da Igreja Católica até o Balneário.

Antes de chegar a Pilões, o circuito passou por Bananeiras, Alagoa Grande, Areia, Guarabira, Solânea, Serraria e Remígio.

Secretário Marcio Andrade acompanha Zezinho Cardoso e sua Sanfona no Engenho Olho D`Água

Secretário Marcio Andrade acompanha Zezinho Cardoso e sua Sanfona no Engenho Olho D`Água

A Prefeita Adriana Andrade afirmou que o Sons e Sabores é uma parceria entre a Prefeitura, o Sebrae e outros parceiros e que faz parte de uma estratégia de criar um calendário de eventos anual para o Brejo paraibano, atraindo visitantes, valorizando a gastronomia, beneficiando toda a cadeira produtiva do turismo e a economia local.

O Secretário de Turismo, Márcio Andrade, não escondia a satisfação em ver os resultados positivos do evento. “É o primeiro a ser realizado nessa nova rota que se inicia nas cidades do brejo paraibano e para mim o resultado é extremamente positivo”, comemorou Márcio.

Otimista e visando novos projetos o Secretário de Turismo de Pilões voltou a defender o turismo como uma opção para geração de emprego e renda para a população. “Além de ser um entretenimento para a população esses eventos são tidos como motor econômico na geração de emprego e renda, pois os visitantes que vem participar compram e gastam dinheiro aqui e essa é nossa meta: gerar emprego e renda através do turismo”, finalizou Marcio Andrade.

Da Redação 
Do Expresso PB

Prefeitura de Bananeiras constrói plano estratégico de desenvolvimento econômico e social do município

encontroCom a finalidade maior de unificar as ações a serem desenvolvidas nas mais diversas áreas da administração municipal e visando oferecer a população um trabalho mais consistente e de resultados, o município de Bananeiras parte na frente e reúne os secretários municipais para à construção do plano de ações estratégicas, desenvolvimento econômico e social do município.

A reunião de trabalho com análises de planos por unidade gestora, adequação de novas proposituras, acontece no mini auditório do Hotel Serra Golfe em Bananeiras, se estendendo até amanhã. A aplicabilidade e coordenação são da BR CONSULT, empresa especializada em consultoria, treinamentos, capacitações, projetos e pesquisas.

Além de do compartilhamento das propostas para elaboração do plano, serão ainda analisados as necessidades e viabilidades de parcerias, prazos de execução e metas a serem alcançadas dentro da administração municipal, levando-se em consideração o plano inicial dos cem dias já elaborado pelos secretários municipais.

Ao fazer a abertura da reunião de trabalho, o Prefeito Douglas Lucena afirmou que seu governo não abrirá mão do planejamento dos feitos e ações.  “sem planejamento apenas reagiremos ao que acontece, e ser gestor de crises não é o perfil do administrador moderno”. È preciso planejar e fazer acontecer, motivando a comunidade a reagir e compartilhar com as ações da gestão municipal.

Na próxima quinta feira dia 28 de Fevereiro, será apresentada a sistematização das propostas e o consequente inicio das execuções, visto que o aludido plano contemplara os quatro anos da administração Douglas e Matheus.

Codecom- Bananeiras

ProUni promove salto econômico e social, mostra pesquisa

ProuniAo todo, 73,4% dos universitários que concluíram o ensino superior em 2011 com bolsas integrais ou parciais pelo Programa Universidade para Todos (Prouni), do Ministério da Educação, aumentaram sua renda individual depois de formados. Os dados são de uma pesquisa realizada pela doutora em educação pela PUC-SP, Fabiana Costa, que concedeu uma entrevista ao Seu Jornal, da TVT.

Dentre os jovens pesquisados, 72% já trabalham na área em que se formaram e 64% estavam contratados com carteira assinada e benefícios trabalhistas. “Houve uma elevação da renda individual, que se reflete na renda da família e na mobilidade social dela”, afirma Fabiana. “Existe a possibilidade de vincular conhecimento teórico com a opção de profissão. Isso amplia o leque de possibilidades e perspectivas dos jovens”.

Os pais de quase todos os jovens ouvidos pela pesquisa (90%) não possuíam diploma universitário, de acordo com o levantamento. “Eles são os primeiros universitários da família. Isso traz uma elevação do conhecimento e uma série de perspectivas e, sem sombra de dúvidas, se reflete na sua inserção no mercado de trabalho”, avalia a especialista.

É o caso da psicóloga Estela Franzin, de 30 anos, que se formou em 2011 com bolsa do Prouni. “Minha mãe era doméstica. Então, eu nunca tive oportunidade de estudar uma língua diferente e fazer uma escola com mais conteúdo”, conta.

Para Fabiana, histórias como a de Estela trazem uma perspectiva de mobilidade social. “Se não fosse um programa como esse teríamos menos um milhão de jovens graduados hoje. Independente das críticas, ele tem uma relevância social importantíssima”.

O ProUni foi criado em 2004, no governo do então presidente Lula, para oferecer bolsas de estudo integrais ou parciais em universidades particulares a estudantes egressos de escola pública, com renda familiar de até três salários mínimos e que alcançassem pelo menos 450 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Em 2013, mais de um milhão de estudantes se inscreveram para concorrer a uma das 162 mil bolsas de estudo oferecidas pelo Prouni.

: Redação da Rede Brasil Atual