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Uma ameaça a menos. Vacina contra o Ebola se mostra eficaz

ebolaSegundo especialista, a humanidade pode ter uma ameaça a menos. O vírus Ebola que no ano passado dizimou milhares de vidas no oeste da Africa e ameaçava se disseminar pelo mundo, finalmente já tem uma vacina.

A vacina testada se mostrou 100% eficaz em teste condizidos no período da epidemia na Guiné onde mais de 4000 pessoas tornaram-se imunes ao vírus, sendo um grande feito da ciência a desenvolvimento da vacina em apenas um ano, quando no geral, somente se consegue em uma década.

O estudo foi financiado majoritariamente pela Organização Mundial da Saúde e reuniu cientistas de diversos países. Os resultados foram publicados nesta sexta pela renomada revista científica “The Lancet”. A vacina pertence ao Laboratório farmacêutico Merck, que a denominou de “rVSV-ZEBOV”,tendo a adquirido da Agencia de Saúde Pública do Canadá, ainda antes da realização dos testes.

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A vacina ainda não tem preço divulgado e não será para uso geral da população, mas será disponibilizada apenas para pacientes em áreas ou situações de risco.

180 Graus

 

Vacina experimental contra ebola tem bons resultados nos EUA

Vacina experimental contra ebola é testada e tem resultados promissores Foto: NIAID / AP
Vacina experimental contra ebola é testada e tem resultados promissores
Foto: NIAID / AP

Cientistas disseram estar mais perto do desenvolvimento de uma vacina viável contra o ebola, após resultados promissores de um teste de fase 1, mas advertiram que ainda serão precisos meses antes de seu uso em campo, revela nesta quarta-feira o New England Journal of Medicine.

A notícia vem à tona em meio à pior epidemia na história da febre hemorrágica, que até agora matou cerca de 5.500 pessoas, a maioria no oeste da África, e enquanto empresas farmacêuticas e agências de saúde lutam contra o tempo para aprovar rapidamente remédios experimentais e vacinas que possam auxiliar a conter o surto.

Na primeira fase de testes, 20 adultos saudáveis tomaram injeções, divididas em doses maiores e menores da vacina, e todos desenvolveram os anticorpos necessários para combater o ebola, informaram os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês), que conduziram o estudo.

 

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“A escala sem precedentes da epidemia atual de ebola no oeste da África intensificou os esforços para se desenvolver vacinas seguras e eficazes”, disse Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID), que desenvolve a vacina em conjunto com o laboratório GlaxoSmithKline.

As vacinas em desenvolvimento “podem agir para por um fim a esta epidemia e, sem dúvida, serão criticamente importantes na prevenção de futuros grandes surtos”, observou.

“Com base nestes resultados positivos obtidos no primeiro teste com humanos desta candidata a vacina, aceleramos nossos planos para a realização de testes mais amplos a fim de determinar se a vacina é eficaz na prevenção da infecção por Ebola”, acrescentou.

Mas a vacina do NIAID/GSK ainda está longe de ser testada em campo.

O NIAID está “em ativa discussão com autoridades liberianas e outros parceiros sobre o próximo estágio dos testes com a vacina no oeste da África” para sua eficácia e segurança, acrescentaram os NIH, mas nenhum anúncio sobre testes de larga escala eram aguardados antes do início do ano que vem.

Não existe tratamento ou vacina licenciada contra o vírus Ebola, que é transmitido pelos fluidos corporais e costuma ser fatal em cerca de 70% dos casos no caso da epidemia atual.

Os voluntários começaram a tomar as injeções em setembro e cada um teve resultado positivo para os anticorpos do Ebola em exames de sangue realizados ao longo de quatro semanas.

Os 10 pertencentes ao grupo que tomou a dose mais elevada desenvolveram níveis de anticorpos mais altos, acrescentaram os NIH.

Além disso, duas pessoas do grupo que tomou a dose mais baixa e sete do que recebeu a dose mais alta desenvolveram células imunológicas do tipo CD8 T, que são importantes na resposta do corpo à doença.

“Sabemos, a partir de estudos anteriores com primatas, que as células CD8 T desempenharam um papel crucial na proteção dos animais” que tomaram a vacina e, então, foram expostos ao Ebola, disse a pesquisadora Julie Ledgerwood, principal encarregada do teste.

Nenhum dos voluntários apresentou efeitos colaterais sérios no período de estudos, ainda que dois tenham tido febre moderada por um breve período, 24 horas após aplicada a injeção.

A vacina utiliza um vírus modificado de gripe que afeta chimpanzés para abrigar segmentos do material genético do vírus Ebola.

O material genético não consegue se espalhar pelo corpo como faz o vírus integral, mas ainda é capaz de ativar resposta nos anticorpos.

A versão testada nos NIH contém material de dois subtipos de Ebola: o do Zaire, responsável pela epidemia atual no oeste da África, e outra chamada Ebola do Sudão.

Uma segunda versão da vacina, desenvolvida para bloquear apenas o Ebola do Zaire, também teve os testes iniciados em outubro na Universidade de Maryland.

Outra vacina experimental que apresentou resultados promissores em primatas foi a canadense VSV-EBOV, licenciada pela empresa americana NewLink Genetics. Ela também está nos estágios iniciais de testes em humanos.

G20 se compromete a erradicar a epidemia de Ebola
G20 se compromete a erradicar a epidemia de Ebola

AFP

Instituto Butantã se prepara para desenvolver um soro contra o vírus Ebola

ebola-O Instituto Butantã está se preparando para desenvolver um soro contra o vírus Ebola, em parceria com o Instituto Nacional da Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. Segundo o diretor do instituto paulista, Jorge Kalil, os últimos trâmites estão sendo feitos para a assinatura do contrato com o NIH e, se as autoridades brasileiras liberarem a pesquisa, o novo soro estará disponível dentro de nove meses para aplicação em humanos.

Kalil explicou que o soro é diferente de uma vacina. Na aplicação de vacinas, ocorre a chamada “indução de imunidade ativa”: o organismo é induzido a produzir os próprios anticorpos. Já na aplicação de soros o que ocorre é a “indução de imunidade passiva”. “Nesse caso, pegamos os anticorpos já produzidos por outra pessoa, ou por outro animal.”

O novo soro deverá ser desenvolvido com base na imunização de cavalos com o vírus da raiva, em versão modificada com a proteína do ebola.

IstoÉ

Epidemia de ebola já causou 4.922 mortes, diz OMS

ebolaA epidemia de ebola já matou 4.922 pessoas, de um total de 10.141 infectadas, de acordo com o último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado neste sábado (25).

No total, oito países foram afetados. Entretanto, os casos estão concentrados na Libéria, Serra Leoa e Guiné, na África Ocidental. Espanha, Estados Unidos, Mali, Senegal e Nigéria também já tiveram casos confirmados. Estes dois últimos países foram declarados livres da doença em 17 e 19 de outubro, respectivamente.

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Na Guiné, Libéria e Serra Leoa, a transmissão continua intensa, de acordo com a OMS, principalmente nas capitais dos três países. A organização acredita que o número de casos ainda é subestimado, sobretudo na capital da Libéria, Monróvia.

Veja detalhes dos locais com casos de ebola:

Guiné: Foram 1553 casos de ebola, entre confirmados, suspeitos e prováveis, que levaram a 926 mortes.

Libéria: Foram 4.665 casos da doença, entre confirmados, suspeitos e prováveis, que levaram a 2.705 mortes.

Serra Leoa: Foram 3.896 casos da doença, entre confirmados, suspeitos e prováveis, que levaram a 1.281 mortes.

Espanha: Houve apenas um caso confirmado, o da enfermeira Teresa Romero, que já foi curada.

Estados Unidos: Houve quatro casos da doença. Um dos pacientes morreu, um médico segue internado e duas enfermeiras foram curadas.

Nigéria: Foram 20 casos de ebola, entre confirmados e prováveis, que levaram a 8 mortes. O país já foi declarado livre da doença.

Senegal: Houve apenas um caso da doença e o paciente se recuperou. O país já foi declarado livre da doença.

Mali: houve apenas um caso da doença por enquanto – uma menina de 2 anos que morreu.

G1

Testes de vacinas contra o ebola devem começar em dezembro

ebolaOs primeiros testes de vacinas do vírus ebola devem começar em dezembro na África Ocidental e centenas de milhares de doses poderão estar disponíveis em meados de 2015, anunciou hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Tudo está a ser preparado para começar os testes nos países afetados ainda em dezembro”, afirmou a diretora-geral adjunta Marie-Paule Kieny, antecipando que centenas de milhares de doses poderão estar disponíveis “na primeira metade” do próximo ano.

As declarações de Marie-Paule foram feitas depois que a agência de saúde das Nações Unidas se reuniu na quinta-feira (23) a portas fechadas com peritos médicos, responsáveis de países afetados pela epidemia, empresas farmacêuticas e organizações financeiras.

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Neste momento, há duas vacinas experimentais que são as principais candidatas aos testes: uma oriunda do Canadá, outra de uma empresa farmacêutica britânica. Outras cinco estão em estudo.

A diretora indicou que o plano inicial é começar pela Libéria e que há discussões para incluir Serra Leoa e Guiné-Conacri nos testes da vacina, que ainda dependem da primeira fase de ensaios clínicos em vários países europeus e africanos, em que se tentará garantir que os produtos são eficazes e seguros.

“A vacina não é uma bala mágica [contra o vírus]”, alertou Marie-Paule.

Agência Brasil

 

Suspeita de ebola leva inquietação a imigrantes africanos no Paraná

Os haitianos Façon Exama, 40, Jude Cajour, 24, Wilfrid Arristé, 31, Rose Marie Dor, 44, Marie Michelove Ulysse, 30 e Maxeme Dormera, 31, em uma das casas onde vivem no bairro Canselli, em Cascavel (PR); região atrai mão de obra estrangeira para abate de frangos e construção civil
Os haitianos Façon Exama, 40, Jude Cajour, 24, Wilfrid Arristé, 31, Rose Marie Dor, 44, Marie Michelove Ulysse, 30 e Maxeme Dormera, 31, em uma das casas onde vivem no bairro Canselli, em Cascavel (PR); região atrai mão de obra estrangeira para abate de frangos e construção civil

Modu Beyé, 31, esteve mais calado do que de costume nos últimos dias. O senegalês é figura conhecida em Cascavel, no oeste do Paraná, pela animação nas conversas com amigos brasileiros no entorno da antiga rodoviária, ponto de reunião de imigrantes.

A preocupação era sobre como ele e conterrâneos seriam vistos por moradores após o anúncio de que um outro imigrante na cidade é o primeiro caso suspeito de ebola detectado no país.

“As pessoas confundem tudo, Guiné, Senegal. Falam África como se fosse um país. É um continente”, aborrece-se Modu num bom português de três anos em Cascavel.

 

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O guineano Souleymane Bah, 47, foi atendido numa unidade de saúde da cidade na quinta (9), após ter entrado no país em 19 de setembro. Antes, esteve por 17 dias num albergue local, onde dividiu espaço com imigrantes.

Transferido para o Rio, deve ter nesta segunda (13) a confirmação final do exame negativo para a doença, que no atual surto já contaminou mais de 7.000 africanos e matou mais de metade deles.

O caso em Cascavel somou mais um fator de inquietação à comunidade de imigrantes haitianos e africanos no oeste do Paraná.

Atraídos por ofertas de trabalho em frigoríficos e na construção civil, eles são 2.000 só em Cascavel –90% deles haitianos da diáspora pós-terremoto de 2010.

LUTA DIÁRIA

Passada a tensão da suspeita, a comunidade de imigrantes, que já enfrenta episódios isolados de preconceito, retoma o cotidiano em busca de adaptação e melhores condições de trabalho.

Hoje o salário médio dos imigrantes varia de R$ 900 a R$ 1.200 por até dez horas de trabalho, muitas delas em pé dentro de frigoríficos. “Dói ficar tanto em pé”, lamenta-se Simone Junlen, 36, do Haiti.

Para os africanos, a jornada ao Brasil começa em escalas de voos na Espanha ou Portugal, de onde seguem para São Paulo ou Recife. Alguns tomam ônibus para o Sul e outros —como teria feito o guineano— pegam voos voo para a Argentina e cruzam a fronteira pelo Rio Grande do Sul ou Santa Catarina.

No caso dos haitianos o trajeto é sempre o mesmo: voos até o Equador, estradas pelo Peru e entrada por terra pelo Acre, de onde se espalham.

O destino comumente é definido por referências —o senegalês Modu, por exemplo, recebeu um irmão de 23 anos há uma semana em Cascavel.

Muçulmano, o senegalês Bassiro Diop, 25, desembarcou sozinho em São Paulo e buscou apoio numa mesquita da capital. Sem achar emprego, um dos religiosos lhe sugeriu: “Vá para Cascavel”.

Na cidade, como outros muçulmanos, frequenta uma casa de oração, onde, sextas-feiras à noite, africanos, árabes e brasileiros convertidos atualizam a prática religiosa.

Alguns, como o senegalês Abdou Lat Diop, 22, conseguiram negociar pausas no trabalho para as cinco orações diárias em direção à Meca.

No albergue noturno André Luiz, que recebe estrangeiros e locais, a oração noturna foi vetada pelo o barulho — o quarto é coletivo.

Os haitianos são cristãos, muitos evangélicos. Para Wilfrid Aristé, 31, que vive com outros sete haitianos, um dos poucos momentos de lazer é o culto adventista nas manhãs de sábado, que assistem mesmo sem compreender bem o idioma.

COMUNICAÇÃO

O grupo tenta descobrir a frequência de uma rádio local criada por haitianos, com músicas da terra natal e locuções em francês e créole. “Outro dia fui à livraria, quis comprar um livro, mas não havia nenhum em francês”, lamenta Harland Joinville, 29.

Para conversar com a família, visitam hotéis para usar a internet nos celulares.

Em Cascavel levam vida econômica, instalados em hotéis baratos e casas modestas. O objetivo de quase todos é conseguir enviar dinheiro para parentes em casa.

Um obstáculo par isso, dizem, é a taxa de câmbio no país, desconhecida pela maioria até a chegada.

“Economizo R$ 1.000 e só consigo enviar US$ 300 para minha mulher e meus dois filhos”, afirma o haitiano Jon Saint Vema, 27, que se diz arrependido da mudança após três anos em Cascavel.

“Saí do Haiti por uma vida melhor. Foi muito sacrifício para chegar até aqui. Mas hoje não sei se compensou.”

 

Folha Online

Situação está sob controle, diz ministro sobre caso suspeito de ebola no Brasil

ChioroAo comentar o primeiro caso suspeito de ebola no Brasil, registrado no município de Cascavel (PR), o ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse hoje (10) que a situação está sob controle. “Todos os procedimentos realizados foram feitos em um tempo-resposta extremamente adequado e em cumprimento a todo os requisitos de protocolo.”

Durante coletiva de imprensa, Chioro explicou que a identificação do caso foi feita pela Secretaria de Saúde de Cascavel que, em seguida, isolou o paciente e notificou a Secretaria de Saúde do Paraná e o Ministério da Saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo o governo brasileiro, já foi informada sobre o caso suspeito.

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As informações da pasta indicam que o homem de 47 anos, solteiro, saiu da Guiné no dia 18 de setembro sem referir contato com pessoas infectadas pelo ebola. No dia 19 de setembro, ele desembarcou no aeroporto de Guarulhos. Ontem (9), procurou atendimento na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Cascavel relatando febre, tosse e dor de garganta, sintomas iniciados na última quarta-feira (8) – 20 dias depois de sair da Guiné.

O último boletim médico indica que o estado geral de saúde do paciente é bom e que ele não apresenta febre ou qualquer outro sintoma, como hemorragia ou diarreia. Ele permanece em isolamento total.

Foram identificadas 64 pessoas que tiveram algum tipo de contato com o homem, sendo 60 delas na UPA de Cascavel e três que tiveram contato direto com o paciente. Dois casais hospedados na mesma residência em que o homem estava também estão sendo monitorados. Todas essas pessoas são consideradas de baixo risco, mas serão submetidas ao monitoramento de temperatura uma vez por dia durante 21 dias.

Agência Brasil

Paciente com suspeita de ebola desembarca no Rio de Janeiro

(Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo)
(Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo)

O africano Souleymane Bah, que está com suspeita de ebola, chegou por volta das 6h30 desta sexta-feira (10) na base aérea do Galeão, no Rio de Janeiro. O paciente de 47 anos, que é de Guiné, na África Ocidental, chegou em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e foi levado para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que é referência em doenças infecciosas. O homem estava internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) II, no bairro Brasília, em Cascavel, no oeste do Paraná.

Segundo o infectologista Celso Ramos, da Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ), apesar de a doença não ter sido confirmada, cuidados com o isolamento do paciente e da equipe que cuida da sua transferência são fundamentais porque a transmissão do ebola se dá, principalmente, pelo contato pessoal.

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“Como é uma doença que tem uma letalidade de 50%, são necessárias precauções especiais. A ambulância está, digamos assim, envelopada. É uma ambulância que está designada pela secretaria de Saúde para isso há algum tempo. A equipe está sendo trinada diariamente e está com equipamento de proteção individual”, explicou o infectologista.

O africano veio para o Brasil na condição de refugiado e, de acordo com o documento expedido pela Coordenação Geral de Polícia de Imigração, ele pode permanecer no país até o dia 22 de setembro de 2015.

Polícia Federal emitiu documento autorizando a permanência do africano no Brasil até o dia 22 de setembro (Foto: Divulgação)Polícia Federal emitiu documento autorizando a permanência do africano no Brasil até o dia 22 de setembro de 2015. (Foto: Divulgação)

De acordo com o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, a UPA Brasília recebeu o paciente classificado como suspeito de infecção por ebola na quinta-feira (9). O homem, que chegou ao Brasil no dia 19 de setembro vindo da Guiné, com escala em Marrocos, relatou na UPA que na quarta (8) e na manhã desta quinta teve febre.

Até o início da noite de quinta, o africano estava subfebril e não tinha hemorragia, vômitos ou outros sintomas e permanecia em bom estado geral. Apesar disso, ele será mantido em isolamento total até que o diagnóstico seja confirmado. “A doença pelo vírus ebola no começo tem uma manifestação clínica muito inespecífica, ela pode ser qualquer coisa, pode ser uma gripe e não dá para correr o risco”, explicou o infectologista.

O ministério da Saúde destacou que, por estar no 21º dia, limite máximo para o período de incubação da doença, o caso foi considerado suspeito, de acordo com os protocolos internacionais para o ebola. A Guiné é um dos três países que concentram o surto da doença na África.

O ebola só é transmitido por meio do contato com o sangue, tecidos ou fluidos corporais de doentes, ou pelo contato com superfícies e objetos contaminados. O vírus somente é transmitido quando surgem os sintomas.

Nesta sexta, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, que coordena a ação nacional, e o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, falarão sobre o caso no Ministério da Saúde.

G1

 

Mulheres que teriam morrido por ebola ‘ressuscitam’ e causam medo e pânico na Libéria

ebolaDuas mulheres, entre 40 e 60 anos de idade, que estavam prestes a serem enterradas ressuscitaram e causaram medo e pânico entre a população de Nimba County, na Libéria. As duas, que são de comunidades diferentes do país africano, estavam sendo enterradas com outros corpos quando literalmente se levantaram. As informações são do site Mirror desta quinta-feira (25).

De acordo com a publicação, uma das mulheres teria ficado dentro de sua própria casa por duas noites sem comida e sem medicamentos antes de morrer.

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Esta é a primeira vez que se fala em vítimas mortas que teriam ressuscitado, após o início do surto na Libéria.

O surto de ebola já matou cerca de 2.800 pessoas em cinco países da África Ocidental neste ano.

Pelo menos 5.800 pessoas foram infectadas com o vírus, que não tem cura conhecida.

Milhares de vacinas experimentais contra o vírus ebola, desenvolvidas pelas companhias britânica GSK e norte-americana NewLink Genetics, deverão estar disponíveis no início de 2015, informou nesta sexta-feira (26) a OMS (Organização Mundial da Saúde).

180 Graus

Serra Leoa confina 6 milhões de pessoas em casa para conter ebola

ebolaUm toque de recolher de três dias foi iniciado em Serra Leoa para permitir que agentes de saúde encontrem e isolem novos casos de ebola, doença que já causou 2.600 mortes na África Ocidental.

O objetivo é manter as pessoas confinadas em casa durante a operação e prevenir que a doença se espalhe ainda mais. Críticos, no entanto, dizem que a medida diminuirá ainda mais a confiança entre público e autoridades médicas.

Seis milhões de cidadãos não poderão sair às ruas até domingo. Cerca de 30 mil voluntários farão uma busca de porta em porta para encontrar pacientes e vítimas.

Autoridades disseram que as equipes não entrarão nas casas, mas chamarão serviços de emergência para lidar com pacientes e corpos.

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Equipes distribuirão sabonetes e informações para prevenir novos contágios.

Serra Leoa é um dos países mais atingidos pelo surto do ebola na África Ocidental, com mais de 550 mortos. Dos 14 distritos do país, 13 registraram casos da doença.

Nas horas que antecederam o toque de recolher, as ruas da capital, Freetown, ficaram congestionadas. Pessoas estocaram óleo de cozinha, arroz e outros mantimentos.

Segundo a correspondente da BBC Umaru Fofana, nem mesmo a forte chuva na cidade conteve as milhares de pessoas que lotaram mercados. Uma atendente disse que prateleiras tiveram que ser repostas cinco vezes em apenas dois dias.

A agência Médicos Sem Fronteiras (MSF) criticou a medida, dizendo que, no final, ela ajuda a espalhar a doença, e não a contê-la, já que oculta potenciais casos da doença.

Autoridades, no entanto, dizem que o toque de recolher reduz a disseminação da doença, e que milhares de oficiais serão deslocados para garantir que moradores cumpram as restrições.

A porta-voz do Ministério da Saúde, Sidie Yahya Tunis, disse à BBC neste mês esperar o cumprimento do toque de recolher. “Ou você cumpre ou você está descumprindo a lei. Se você desobedecer, você está desobedecendo ao presidente”, disse.

Ebola (EPA)Autoridades africanas têm enfrentado dificuldades em conter o surto do ebola

Ebola (AP)Equipes em Serra Leoa distribuirão informações para prevenir a disseminação do ebola

Na vizinha Guiné, foram encontrados os corpos de nove agentes médicos e jornalistas desaparecidos e que participavam de uma campanha para conter o ebola.

Um porta-voz do governo disse que alguns dos corpos foram encontrados em uma fossa no vilarejo de Wome. A equipe foi atacada por moradores na terça-feira.

Correspondentes dizem que muitos moradores desconfiam dos esforços oficiais para combater a doença e o incidente mostra as dificuldades que equipes médicas enfrentam.

‘Ameaça à paz internacional’

O Conselho de Segurança da ONU declarou o surto do ebola uma “ameaça à paz e segurança internacional” e adotou por unanimidade uma resolução pedindo por mais recursos para combater a epidemia.

Integrantes do Conselho foram informados que a resposta internacional tem que ser 20 vezes maior do que atualmente e que o número de casos está dobrando a cada duas semanas na África Ocidental.

Ebola (Getty)Conselho da ONU se reuniu e declarou surto do ebola “ameaça à paz e segurança internacional”

A resolução também pediu que restrições a viagens sejam canceladas, dizendo que os países afetados necessitam ter acesso à ajuda ao invés de serem isolados.

Em uma apresentação em vídeo, um médico que estava na Libéria alertou que se a comunidade internacional não aumentar seus esforços, “nós seremos eliminados”.

BBC Brasil