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Grêmio elabora dossiê com vídeos de William para buscar punição a lateral

Bolaños se envolve em outro lance com William (Foto: Lucas Uebel/Grêmio)
Bolaños se envolve em outro lance com William (Foto: Lucas Uebel/Grêmio)

O lateral-direito William, do Inter, será denunciado pelo TJD-RS, conforme o procurador Alberto Franco, pela cotovelada que causou fratura na mandíbula do atacante Miller Bolaños. O Grêmio tem de enviar os vídeos do lance no Gre-Nal 409 para a Procuradoria até esta terça-feira. Vai fazê-lo, porém, com o acréscimo das imagens de outros lances do camisa 2 colorado, que, segundo a diretoria gremista, é reincidente no ato. No total, cinco jogadas do atleta rival serão enviadas para análise.

O regulamento da competição prevê que o clube mandante, em jogos do Gauchão, envie os vídeos das partidas à Procuradoria. O Grêmio já preparou um apanhado com lances nos quais entende que William teve conduta semelhante àquela que causou a lesão de Bolaños, que será operado na quarta-feira após constatadas duas fraturas na face.

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Serão enviados mais um lance do lateral no Gre-Nal 409, uma jogada em duelo com a Chapecoense, envolvendo o atacante William Barbio, e outro no clássico 408, no Brasileiro de 2015, em disputa com Pedro Rocha. A intenção é dar subsídios aos procuradores para uma possível condenação de William, de acordo com o Tricolor.

– Temos quatro imagem de jogos, inclusive um Gre-Nal contra o Pedro Rocha, que ele usa o cotovelo. E vamos pedir a punição. Durante o jogo tentou também com outros jogadores. Esse jogador tem complexo de Figueroa, jogar com os cotovelos. Mas hoje em dia, com todas as câmeras, não dá mais – disse o diretor jurídico Nestor Hein ao GloboEsporte.com.

William Miller Bolaños Grêmio Internacional Inter Gre-Nal (Foto: Lucas Uebel/Grêmio)Bolaños se envolve em outro lance com William (Foto: Lucas Uebel/Grêmio)

Uma reunião entre o Conselho de Administração e o departamento jurídico no final da tarde de segunda-feira acertou a posição do Grêmio no caso. Por ora, estão descartadas medidas mais drásticas, como registro de um Boletim de Ocorrência em delegacia ou apelar para a Justiça em busca de ressarcimento. Isso pode ocorrer caso o clube entenda que o Tribunal de Justiça Desportiva não dê a punição que os tricolores julgam mais justa.

Os dirigentes gremistas, por sinal, estavam presentes na entrevista coletiva do médico Márcio Bolzoni, na tarde de segunda-feira, no CT Luiz Carvalho. Além do presidente Romildo Bolzan Júnior, estavam Hein, o vice de futebol Cesar Pacheco e os vices Claudio Oderich, Marcos Herrmann e Antônio Dutra Jr.

O fato, ignorado em campo e na súmula por Anderson Daronco, também dá subsídios para o Grêmio manter a postura de apostar em arbitragem de fora do Rio Grande do Sul para os próximos clássicos.

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Nestor Hein, diretor jurídico do Grêmio (Foto: Lucas Rizzatti/GloboEsporte.com)

– Queremos ver o encaminhamento na Justiça Desportiva. Vamos tomar as providências na esfera esportiva, por ora, e depois vamos examinar. E continuar reiterando a necessidade de um árbitro de fora para apitar, porque as arbitragens locais são desastrosas para o espetáculo e para os jogadores. Se provou nefasto. E (continuamos) sempre apreensivos em relação à Federação, que é comandada por um conselheiro ativo do Inter. Temos uma carga de desconfiança de tudo que vem da federação – completou o dirigente gremista.

O Grêmio também diz, por meio de Hein, que irá tomar medidas com relações a outras situações que entende serem irregulares no Gauchão. No entanto, estas não foram esclarecidas.

Por Eduardo Moura

Representante do Papa no Brasil convoca Dom Aldo para explicar dossiê

Dom Aldo Pagotto e Dom Giovanni d'Aniello
Dom Aldo Pagotto e Dom Giovanni d’Aniello

Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto viaja a Brasília, na tarde desta quinta-feira. Ele teria sido chamado às pressas para dar explicações ao representante do papa Francisco no Brasil, Dom Giovanni d’Aniello. Conforme nota publicada na coluna de Heron Cid, na edição desta quinta-feira do jornal Correio da Paraíba, haveria um dossiê contra o arcebispo.

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Na íntegra, a nota publicada diz o seguinte: “Dom Aldo Pagotto foi chamado às pressas à Brasília pelo Núncio Apostólico, revelaram preocupadas fontes ligadas ao arcebipo. Olhos voltados à Arquidiocese da Paraíba!!! A convocação tem ligações com dossiê contra o líder religioso em poder do representante do papa no Brasil, Giovanni d’Aniello. O documento tem 298 páginas”.

Assessor da Arquidiocese da Paraíba, o jornalista Eisenhower Almeida afirma que não houve ‘convocação às pressas’ e que a viagem já estava programada. Ele informou que Pagotto se reunirá com membros da Igreja Católica e que os temas são sigilosos. Dom Aldo deverá retornar à Paraíba na próxima segunda-feira.

Em 2002, o Ministério Público do Ceará denunciou Aldo Pagotto, então bispo de Sobral, acusado de coagir adolescentes para que mudassem seus depoimentos à Justiça no caso do frei Luis Sebastião Thomaz – apontado como suposto autor de abuso sexual contra 21 meninas de Santana do Acaraú, no interior cearense.

Em 2013, já no cargo de arcebispo da Paraíba, dom Aldo teria encaminhado ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) denúncia de pedofilia contra dois padres da Igreja Católica.

Jãmarrí Nogueira – MaisPB

Direção nacional do Partido dos Trabalhadores recebe dossiê com críticas de Anísio Maia contra Dilma Rousseff

antonio e rodrigoO deputado estadual Anísio Maia (PT) pode ficar em maus lençóis.Um dossiê preparado pelo presidente estadual do PT da Paraíba, Rodrigo Soares, já chegou as mãos de dirigentes nacionais do Partido dos Trabalhadores, em Brasília.

O documento revela em detalhes todos os pronunciamentos e críticas públicas e abertas proferidas pelo deputado petista contra o tratamento dispensando pelo Governo Dilma Roussef às vítimas da seca na Paraíba.

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Anísio tem criticado a falta de providências enérgicas e obras estruturantes. Ele defende um Fundo Permanente de Convivência com a seca. Maia criticou o pacote de medidas anunciado por Dilma em Fortaleza e boicotou a visita do ministro Fernando Bezerra às obras da Transposição do Rio São Francisco em Monteiro.

Todas as manifestações do petista chegaram ao conhecimento do comando nacional do PT. Ainda não há informações das medidas que podem ser adotadas contra o parlamentar.

MaisPB

Oficiais da PM adquirem apartamentos milionários, diz dossiê de ouvidora

Oficiais da PM adquirem apartamentos milionários, diz dossiê de ouvidora
O Blog do jornalista Helder Moura obteve de uma fonte da PM as fotografias dos prédios, que constariam do dossiê elaborado pela ouvidora da Polícia, Valdênia Lanfranchi, em que acusa alguns oficiais da Polícia Militar de enriquecimento ilícito. Um dos oficiais citados no relatório teria adquirido dois apartamentos nesses prédios por valores que, somados, chegam a quase R$ 3 milhões.
O primeiro dos apartamentos no edifício conhecido como Residencial Yaveh, localizado à rua Maria de Lourdes Coutinho Torres, 380, no Altiplano Cabo Branco, no valor de R$ 1,38 milhão. O segundo deles, no Residencial Manoá localizado à rua Bacharel José de Oliveira Curxhatuz , 572, Bessa, no valor aproximado do R$ 1,3 milhão. Ambos da Construtora Mashia.
Em seu dossiê, a ouvidora estranha que alguns oficiais com vencimentos limitados estejam adquirindo patrimônios vultosos, a exemplo desses apartamentos. Ao que consta, uma cópia de seu dossiê foi encaminhada ao governador Ricardo Coutinho, e outra ao Ministério Público. Porém, até o momento, não se conhece a extensão das providências tomadas, em função das provas apresentadas.
Durante entrevista à Imprensa, a ouvidora Valdênia chegou a lamentar que as denúncias estejam sendo investigados pelos próprios suspeitos: “O meu receio é que as pessoas que estão envolvidas nos grupos façam parte das investigações e elas podem macular e dificultar.” Nesse caso, não teriam qualquer isenção para tocar as investigações. Ela espera que o Ministério Público acompanhe o caso de perto.
Valdênia (foto) chegou a dar uma pista: “Vejamos um exemplo. Se dois policias ganham um salário de R$ 10 mil, os filhos estudam no mesmo colégio, enfim, tem os mesmos gastos, mas um tem vários terrenos, mansões e anda em carro que não é uma Brasília, então tem algo errado. Mas, insisto que a Ouvidoria apenas escuta, recebe as denúncias, e temos conhecimento destes casos.” E fez uma revelação: “A Corregedoria da Polícia Militar, quando é para punir, tem punido apenas os praças, mas não os oficiais. Não há critérios claros. As promoções de oficiais também não tem critérios claros, transparentes e publicizados devidamente.”
Da Redação com Blog do Helder Moura

Blog Mari Fuxico

Dossiê destaca participação civil, incluída a imprensa, no golpe de 1964

A edição deste mês da Revista de História, da Biblioteca Nacional, traz um especial discutindo a participação civil no golpe contra o presidente eleito João Goulart, em abril de 1964. A publicação reconstrói a memória do período demonstrando como setores da classe média, religiosos, políticos, setores da imprensa, empresariado e militares se uniram em uma ampla campanha para derrubar o governo de Jango, sobretudo em reação contra as reformas de base e à participação das classes populares na política.

O dossiê trata de temas voltados à compreensão da articulação do golpe e de seus momentos iniciais. Não são objeto de discussão as questões relativas a cassações de direitos políticos ou violações de direitos humanos durante o regime. Uma das questões discutidas é a definição de “ditadura militar” para o período, ocultando o registro histórico da participação de empresários, religiosos e imprensa, entre outros setores civis, que atuaram como financiadores, apoiadores ou que foram beneficiários do regime.

A publicação defende o uso da definição “ditadura civil-militar” como forma mais apropriada de denominar o regime. Embora não traga fatos novos, o dossiê tem importância no momento em que se discute a memória recente do país, através da atuação da Comissão Nacional da Verdade.

De acordo com a editora da revista, Vivi Fernandes de Lima, o momento é oportuno para a publicação, que contribuirá para o acesso a essa história por diversas pessoas. “Este tema é pedido pelos leitores há anos e acredito que a revista deve contribuir bastante não apenas para a formação de historiadores, mas principalmente para a de estudantes da educação básica”, diz.

A revista trata dos temas de forma pouco comum à cobertura da imprensa tradicional e mostra como essa mesma imprensa atuou ativamente na articulação do golpe e na desestabilização do governo Goulart. E demonstra a participação dos dois principais jornais paulistanos, Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo, na campanha para derrubada do presidente João Goulart e de legitimação do regime autoritário que se instalou depois, através de sua manchetes e editoriais.

Entre os temas tratados, estão o início do levante militar em Minas Gerais, a negativa de Goulart de atacar os golpistas, a atuação de políticos e ministros na organização do golpe, o apoio de setores da sociedade — como o de parte da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil por meio das Marchas da Família com Deus pela Liberdade — e a importância de tratar do tema de forma clara nas escolas de educação básica, por meio dos livros didáticos e outras publicações.

Entre os especialistas que contribuíram na produção estão o professor de história contemporânea da Universidade Federal Fluminense Daniel Aarão Reis, o pesquisador Luiz Antonio Dias, o professor Mateus Henrique de Faria Pereira e o professor Jorge Ferreira, biógrafo de João Goulart.

Rodrigo Gomes/Rede Brasil Atual
Focando a Notícia

Mulheres negras e pobres são mais vulneráveis ao aborto com risco, mostra dossiê

Brasília – Uma série de pesquisas realizadas no Brasil mostra que as desigualdades social e racial típicas do país desde a época colonial marcam também a prática do aborto. “As características mais comuns das mulheres que fazem o primeiro aborto é a idade até 19 anos, a cor negra e com filhos”, descreve em artigo científico inédito a antropóloga Débora Diniz, da Universidade de Brasília (UnB) e do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (Anis), e o sociólogo Marcelo Medeiros, também da UnB e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O texto, relativo a uma etapa da Pesquisa Nacional de Aborto (PNA), será publicado em julho na Revista Ciência e Saúde Coletiva, da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Pública (Abrasco). A edição traz um dossiê sobre o aborto no Brasil, produzido com pesquisas feitas para o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Diniz e Medeiros coordenaram, entre agosto de 2010 e fevereiro de 2011, levantamento com 122 mulheres entre 19 e 39 anos residentes em Belém, Brasília, Porto Alegre, no Rio de Janeiro e em Salvador.

Segundo os autores, a diferenciação sociorracial é percebida até no acompanhamento durante o procedimento médico. “As mulheres negras relatam menos a presença dos companheiros do que as mulheres brancas”, registram os pesquisadores. “Dez mulheres informaram ter abortado sozinhas e sem auxílio, quase todas eram negras, com baixa escolaridade [ensino fundamental] e quatro delas mais jovens que 21 anos”.

Os dados confirmam resultados encontrados pelos dois pesquisadores em 2010, quando verificaram, por meio de pesquisa de urna (método em que a entrevistada não se identifica no questionário que preenche e deposita em caixa vedada), que “o aborto é comum entre mulheres de todas as classes sociais, cuja prevalência aumenta com a idade, com o fato de ser da zona urbana, ter mais de um filho e não ser da raça branca”.

Conforme a pesquisa de 2010, 22% das mulheres brasileiras de 35 a 39 anos, residentes em áreas urbanas, já fizeram aborto. No levantamento, o aborto se mostrou mais frequente entre mulheres com menor nível de escolaridade, independentemente da filiação religiosa. “Esses dados demonstram que o aborto é prática disseminada, apesar da sua ilegalidade, constituindo-se questão para a saúde pública”, comenta Wilza Vieira Villela, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que pesquisou o aborto induzido entre as mulheres com HIV/aids.

Da mesma forma, o artigo de Rebeca de Souza e Silva, do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp, confirma a tese de que a desigualdade social afeta o acesso à prevenção da gravidez e também a qualidade do aborto. De acordo com seu estudo comparativo entre mulheres casadas e solteiras residentes na cidade de São Paulo, “as solteiras recorrem proporcionalmente mais ao aborto provocado (…). Contudo, as mais pobres, com menor escolaridade e maior dificuldade de acesso às benesses do mundo moderno, continuarão pagando alto preço – que pode ser a própria vida – pela opção de provocar um aborto”.

Souza e Silva defende a legalização do aborto, por entender que o problema “só será resolvido se o acesso aos serviços de qualidade for equitativo” e que “a ilegalidade traz consequências negativas para a saúde das mulheres, pouco coíbe essa prática e perpetua a desigualdade social, uma vez que os riscos impostos pela tal ilegalidade são vividos, sobretudo, pelas mulheres menos escolarizadas, geralmente as mais pobres, e pelas que não têm acesso aos recursos médicos para o aborto seguro”.

Para Estela Aquino, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (Ufba), “as restrições legais não coíbem a prática [do aborto] no país, mas reforçam desigualdades sociais, já que as mulheres mais pobres fazem o aborto de modo inseguro, gerando hospitalizações desnecessárias e representando riscos à saúde”.

No Brasil, o aborto voluntário é ilegal e tipificado como crime no Código Penal. O aborto é autorizado em caso de estupro e de risco de morte da mulher. Neste semestre, o Supremo Tribunal Federal confirmou  jurisprudência praticada em vários tribunais que já permitiram a interrupção da gravidez de fetos anencéfalos (malformação no tubo neural, no cérebro).

Agência Brasil