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“Isolamento domiciliar é necessário”, reforça secretário

A Covid 19 tem se espalhado rapidamente na Paraíba. O Estado está no pico do coronavírus e tem 50% dos leitos de UTI ocupados. Diante do crescimento dos números, o Secretário de Saúde, o médico Geraldo Medeiros voltou a recomendar o isolamento domiciliar como medida para evitar ainda mais a propagação do vírus.

Geraldo Medeiros disse que os paraibanos precisam ficar em casa e só sair se for necessário para que o Estado não se “vire uma nova Manaus” onde o sistema público de saúde praticamente estrangulou e os cemitérios e sistema funerários entraram em caos para enterrar a grande quantidade de corpos.

O Secretário disse que a Paraíba está preparada para enfrentar o novo coronavírus,e tem investido fortemente em ações que visam combater o vírus. No entanto, a população precisa fazer a sua parte para que o sistema de saúde não entre em colapso.

A Paraíba tem 699 casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus, segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgadas nesta terça-feira (28). O número de mortes confirmadas por Covid-19 subiu para 58 no estado desde o início da pandemia. As cidades de Araçagi, Catingueira, Lucena e São José do Bom Fim registraram os seus primeiros casos.

Cinco mortes foram confirmadas nas últimas 24 horas na Paraíba. Em Campina Grande, o número de casos confirmados subiu para 45 e a Secretaria de Saúde está monitorando os infectados com GPS.

Severino Lopes
PB Agora

 

 

Quase 100 apenados de Guarabira são liberados para cumprir prisão domiciliar

Mais de 1,5 presos do regime semiaberto e aberto, que respondem por diversos crimes na Paraíba, foram autorizados pela Justiça a cumprir prisão domiciliar em razão da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Somente do Presídio Regional Vicente Claudino de Ponte (Presídio Velho) de Guarabira, um total de 95 presos foram liberados.

O diretor da unidade, Alcemir Gonçalves, explicou ao repórter Pedro Júnior que essa medida atende à determinação da Justiça, levando em base a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para evitar à propagação do vírus na cadeia, tendo em vista que esses detentos passam o dia na rua e se recolhem à noite.

A decisão teve início no dia 18 de março e vai até o dia 17 de abril porém, poderá haver prorrogação. Eles precisam se recolher em casa a partir das 19h e só sair às 5h do dia seguinte.

 

Repórter Pedro Júnior

 

 

Suspeita de matar marido a facadas vai para prisão domiciliar

Uma mulher de 31 anos suspeita de matar o marido a facadas no bairro Três Irmãs, em Campina Grande, passou por audiência de custódia na tarde desta segunda-feira (20) e vai cumprir prisão domiciliar. As informações são da TV Correio.A prisão domiciliar foi determinada porque ela tem filhos menores de 12 anos.

Crime foi planejado

A suspeita contou à polícia que planejou o assassinato depois de encontrar mensagens do marido para outra mulher em redes sociais. Para ela, evidência de traição. Ela chegou a enviar um áudio para uma amiga informando que iria cometer o crime.

“Vou matar ele hoje. Pra ele aprender a não tirar onda com a minha cara, a não me trair”, diz um trecho da mensagem. “Eu vou pedir uma coisa a você, a minha mãe e a minhas irmãs. Vão me visitar [na presídio]”, completa a suspeita.

Segundo o delegado Francisco de Assis, três filhos da suspeita, sendo um deles da vítima, estavam na casa no momento do crime. As crianças agora estão sob cuidados de avós.

Vizinhos da família acionaram a polícia e tentaram espancar a mulher. A violência foi impedida com a chegada da viatura da Polícia Militar. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi chamado, mas o homem já estava morto. A suspeita foi levada para a Central de Polícia Civil; e a faca utilizada no crime, apreendida.

 

portalcorreio

 

 

Livânia pode ter perdão judicial e pena de oito anos em ‘prisão domiciliar’

Denunciada no âmbito da Operação Calvário, a ex-secretário de Estado da Paraíba, Livânia Farias, se condenada, deverá cumprir sua pena em prisão domiciliar, com base em acordo de delação premiada.

Clique aqui e confira acordo de delação

De acordo com os termos propostos pelo Ministério Público da Paraíba, Livânia Farias e sua ex-assessora Maria Laura Caldas podem ser beneficiadas pelo fato de estarem colaborando com o órgão durante as investigações.

No caso da ex-assessora, o MP prevê que como colaboradora, Laura deverá cumprir pena de sete anos, sendo o primeiro em regime semiaberto, passará o dia fora da cadeia e dormirá no presídio. Os outros seis anos, ela cumprirá em regime semiaberto e aberto domiciliar, em vez de ir para o presídio, cumprirá a pena em casa.

Para a ex-secretária, caso condenada, a pena inicial seria de oito anos. Com base no acordo de delação, quatro anos serão cumpridos em regime semiaberto diferenciado com prisão domiciliar, e os outros quatro serão cumpridos em regime aberto diferenciado, também com prisão domiciliar. Ainda segundo o texto, Livânia não usará tornozeleira eletrônica.

 

PB Agora

 

 

Policlínica Municipal aumenta capacidade de atendimento e inicia “Coleta Domiciliar”

O Laboratório de Análises Clínicas da Policlínica Municipal Dr. Orlando Cavalcante, conta agora com capacidade maior para coleta de exames. O número de exames realizados diariamente será duplicado, agilizando o atendimento à população. O atendimento será facilitado para idosos, acamados e pessoas com dificuldade de deslocamento com a implantação da “Coleta Domiciliar”.

“Duplicamos o quantitativo diário. Além disso, contaremos agora com a Coleta Domiciliar” para acamados, idosos e pessoas com dificuldade em se deslocarem até o laboratório”, explicou o Secretário de Saúde do Município, João Rocha. Sobre a reestruturação do atendimento na Policlínica, o Prefeito Kayser afirmou que essa é mais uma conquista, junto com a Secretaria de Saúde, de um Governo que está sempre buscando melhorias para a população.

Como funciona?

A requisição de exames laboratoriais para os pacientes é feita través dos profissionais de saúde. O usuário vai até o Laboratório Municipal na Policlínica e agenda a coleta. Quanto à Coleta Domiciliar, está sendo feito um agendamento especial, onde a biomédica vai até a residência do paciente e realiza a coleta.

Ascom-CMS

 

Geddel orientou destruição de documentos durante prisão domiciliar, diz ex-assessor

O ex-ministro Geddel Vieira Lima orientou a realização de destruição de provas durante período em que esteve em prisão domiciliar. A informação foi prestada pelo ex-assessor parlamentar do irmão de Geddel, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), Job Ribeiro Brandão. À Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR) ele disse que “auxiliou na destruição de anotações, agendas e documentos” a pedido de Geddel, Lúcio e da mãe dos dois.

Os documentos, segundo ele, foram colocados em sacos de lixo e descartados e uma parte foi picotada e jogada na descarga do vaso sanitário. Geddel ficou em prisão domiciliar entre julho e setembro, depois de ser liberado por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Em 8 de setembro, no entanto, ele voltou a ser preso depois de a PF descobrir um endereço em Salvador com o equivalente a R$ 51 milhões em dinheiro em espécie, ligados ao ex-ministro segundo as investigações.

O depoimento de Brandão, ao qual o Estado teve acesso, foi prestado na última terça-feira, 14. Ele virou alvo da Operação Tesouro Perdido após a PF identificar suas digitais em parte dos R$ 51 milhões encontrados. O ex-ministro e o deputado Lúcio Vieira Lima são investigados pelo crime de lavagem de dinheiro. A defesa de Geddel Vieira Lima e do deputado Lúcio Vieira Lima não retornou contato da reportagem até o momento.

Procurado pelo Estado, Marcelo Ferreira, advogado de Job, declarou que “tem uma especial preocupação com a segurança de Job e que tem por objetivo demonstrar que sua condição de vida é totalmente incompatível com a renda de um secretário parlamentar … que é vítima da situação e que, além da liberdade de Job, pretende buscar, judicialmente, o ressarcimento dos valores de seu salário que era obrigado a repassar à família Vieira Lima”

Estadão

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Eike Batista deixa Bangu e segue para prisão domiciliar no Rio

O empresário Eike Batista deixou a Penitenciária Bandeira Stampa, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, por volta das 9h25 deste domingo (30) . Ele vai cumprir prisão domiciliar em sua casa, no Jardim Botânico, na Zona Sul, após conseguir um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF).

Eike chegou à sua mansão, escoltado pela Polícia Federal, às 10h15. Ele estava em um carro particular, que seguia atrás da viatura policial. O portão da casa já estava aberto e foi fechado tão logo o comboio acessou o imóvel.

Eike Batista chegou em casa, após sair de Bangu, escoltado pela Polícia Federal (Foto: Matheus Rodrigues/G1)

Eike Batista chegou em casa, após sair de Bangu, escoltado pela Polícia Federal (Foto: Matheus Rodrigues/G1)

A prisão domiciliar inclui nove medidas cautelares, como a vistoria da Polícia Federal em casa sem aviso prévio, afastamento das empresas nas quais é sócio e entrega do passaporte. No total, são nove determinações (veja todas abaixo).

Empresário Eike Batista deixou o presídio de Bangu por volta das 9h25 deste domingo após três meses preso (Foto: Reprodução/GloboNews)

Empresário Eike Batista deixou o presídio de Bangu por volta das 9h25 deste domingo após três meses preso (Foto: Reprodução/GloboNews)

A decisão é do juiz federal de plantão, Gustavo Arruda Macedo, que atendeu a liminar do ministro do STF Gilmar Mendes, que na sexta-feira (28) concedeu habeas corpus ao empresário e considerou que não se justifica o argumento de que Eike deve ficar preso para não atrapalhar as investigações.

Veja as medidas que Eike deverá cumprir após sair da prisão:

  • Afastar-se ou continuar afastado da direção/administração das empresas envolvidas, em especial as empresas do Grupo X;
  • Proibição de manter contato com qualquer pessoa que seja ré ou investigada, em feitos que tramitam perante o Juízo da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro ou em outros processos relacionados à Operação Lava Jato (13ª Vara Federal de Curitiba) e seus desdobramentos;
  • Concordar com o levantamento permanente dos sigilos telefônico e telemático, enquanto durar a medida cautelar;
  • Recolhimento domiciliar integral, ressalvada situação de emergência médica, que deverá ser imediatamente comunicada ao juízo;
  • Atender a todas as comunicações judiciais;
  • Entregar na secretaria do juízo o(s) passaporte(s) que tiver no prazo de 24 horas, caso ainda não tenha feito;
  • Proibição de alteração de domicílio sem autorização judicial;
  • A defesa deverá manter o registro de todas as pessoas que ingressarem no imóvel em que a medida será cumprida, sendo certo que está proibida a visitação de pessoas que não sejam parentes ou advogados regularmente constituídos com procuração nos autos;
  • A Polícia Federal está autorizada a realizar visitas no imóvel em que a medida será cumprida, em qualquer dia da semana, sem prévia comunicação ou autorização do juízo, a fim de checar se todas as condições estão sendo cumpridas;

Eike teve a prisão preventiva decretada em janeiro, na Operação Eficiência, após dois doleiros dizerem que ele pagou US$ 16,5 milhões (ou R$ 52 milhões) a Sérgio Cabral, ex-governador do RJ, em propina. O pagamento teria sido feito em troca de contratos com o governo estadual.

Mas ele estava em Nova York quando a operação foi deflagrada e foi preso alguns dias depois, ao desembarcar no Galeão. O empresário já foi denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro e é réu em pelo menos uma ação, junto com Cabral e a ex-primeira-dama do RJ, Adriana Ancelmo, que também está em prisão domiciliar (Cabral segue preso em Bangu). A Operação Eficiência é um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro.

A casa de Eike Batista, na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde o empresário cumprirá prisão domiciliar (Foto: Reprodução/TV Globo)

A casa de Eike Batista, na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde o empresário cumprirá prisão domiciliar (Foto: Reprodução/TV Globo)

Decisão de Gilmar Mendes

A defesa do empresário entrou com pedido de liberdade no Supremo por entender que não havia justificativa legal para que a prisão preventiva fosse mantida. No pedido de liberdade, disse que sua prisão foi decretada com base em outra investigação, ligada à Operação Lava Jato, em uma apuração sobre sua relação com a esposa do marqueteiro João Santana, Mônica Moura.

Além disso, disse que Eike não poderia ser preso pelos mesmos fatos de que é acusado nem somente por depoimentos de delatores e que as suspeitas remetem ao ano de 2011.

“Todas as decisões que envolvem o ora paciente eximem-se de indicar fato concreto e atribuível no sentido de que ele representaria um risco à instrução criminal – não se fala de testemunhas ameaçadas ou da possibilidade de destruição de provas – tampouco que ele, empresário nacionalmente reconhecido, represente risco à ordem pública ou econômica ao ser posto em liberdade’, diz o pedido de liberdade.

Na decisão, Gilmar Mendes afirma que os supostos crimes investigados, de corrupção e lavagem de dinheiro, são “graves”. Apesar disso, diz o ministro, teriam sido cometidos entre 2010 e 2011 e são “consideravelmente distantes no tempo da decretação da prisão”.

“O paciente não é formalmente acusado de manter um relacionamento constante com a suposta organização criminosa liderada por Sérgio Cabral. Pelo contrário, a denúncia não imputou ao paciente o crime de pertencer à organização criminosa”, sustenta o ministro.

Assim, diz Gilmar Mendes, entre os supostos crimes e a decretação da prisão há um “lapso temporal considerável” e não há notícias de que Eike “tenha adotado ulterior conduta para encobrir provas”.

“O fato de o paciente ter sido denunciado por crimes graves – corrupção e lavagem de dinheiro –, por si só, não pode servir de fundamento único e exclusivo para manutenção de sua prisão preventiva”, afirma o ministro na decisão.

Para Gilmar, o “perigo que a liberdade do paciente representa à ordem pública ou à instrução criminal” pode ser substituído por medidas cautelares “menos gravosas” do que a prisão preventiva.

G1

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Mãe de deputado federal da Paraíba vai para prisão domiciliar

(Foto: Reprodução/TV Paraíba)
(Foto: Reprodução/TV Paraíba)

A Justiça Federal decretou a prisão domiciliar da mãe do deputado federal Hugo Motta (PMDB), Ilanna Motta. Ela foi liberada do 3° Batalhão da Polícia Militar de Patos, no Sertão paraibano, na noite da terça-feira (13). A informação foi confirmada pela pela assessoria de comunicação da PM e pela defesa da investigada, que diz que vai provar sua inocência. Ilanna tinha sido presa preventivamente na sexta-feira (9) durante a operação Veiculação da Polícia Federal.

Ex-chefe de gabinete da prefeitura de Patos, Ilanna é investigada por supostas irregularidades em licitações e contratos públicos de locação de veículos realizados pela administração municipal. Ainda em ”Veiculação”, foram presos os prefeitos de São José de Espinharas, Renê Trigueiro Caroca, e José William Segundo Madruga, de Emas. O G1 não conseguiu informações a respeito da prisão de Segundo Madruga.

O advogado de Ilanna Motta, Halen Roberto, informou que a Justiça aceitou um requerimento da defesa para encaminhar a investigada para prisão domiciliar e que “ao longo das investigações a cliente vai provar a inocência”. Ela está em uma casa em Patos. Já o esposo de Ilanna, Renê Trigueiro Caroca, prefeito de São José de Espinharas, que também foi preso, não teve a prisão temporária prorrogada e foi solto. Confirmaram a soltura o advogado e a responsável pela comunicação do 3° BPM, tenente Layla Medeiros.

Operação Veiculação
A ação da Polícia Federal cumpriu mandados de prisão preventiva e temporários contra cinco pessoas. As fraudes investigadas, ainda não detalhadas, envolvem mais de R$ 11 milhões em recursos públicos. O processo segue em segredo de justiça.

Durante a operação, também foi afastada do cargo a prefeita de Patos, Francisca Motta, mãe de Ilanna Motta e avó do deputado federal Hugo Motta. O vice-prefeito, Lenildo Morais, tomou posse ainda na sexta-feira, mas a Câmara Municipal anulou a posse na segunda-feira (12). Horas depois, a Justiça deu uma liminar e Lenildo assumiu a prefeitura e exonerou secretários.

Os mandados da operação foram cumpridos nas prefeituras das cidades do Sertão da Paraíba, em uma empresa localizada em Recife, capital pernambucana, e nas residências de seis pessoas investigadas em Recife, João Pessoa, Cabedelo e Patos. Na capital pernambucana também estão sendo quatro de busca e apreensão. Todos os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5).

Ainda de acordo com o MPF, as pessoas investigadas devem responder pelos crimes de fraude em licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, entre outros crimes. As câmaras municipais vão ser oficiadas da decisão, para dar posse aos substitutos legais. Um mandado de prisão preventiva contra chefe de gabinete também está sendo cumprido. Participaram da operação 60 policiais federais, 11 auditores do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle (MTFC), um procurador regional da República e um procurador da República.
Investigação

As irregularidades investigadas pela ‘Veiculação’ são relacionadas ao direcionamento de procedimentos licitatórios e superfaturamento de contratos em razão de serviços de locação de veículos realizados pelas prefeituras. As fraudes envolvem mais de R$ 11 milhões em recursos aplicados em ações dos Programas de Transporte Escolar (PNATE), Fundeb, Pró-Jovem Trabalhador e Bloco de Média e Alta Complexidade (Saúde).

O trabalho de investigação da operação começou pelo MPF em 2015, a partir de informações da Controladoria Geral da União (CGU) que, em 2012, realizou fiscalizações e detectou a contratação irregular de serviços de locação de veículos no município de Patos. O órgão, então, indicou uma possível fraude licitatória e o não cumprimento do objeto pactuado, com consequente desvio de verba pública.

Nos pedidos feitos para subsidiar o TRF-5, o MPF também utilizou informações da operação “Desumanidade”, deflagrada em dezembro de 2015. Segundo o órgão, a operação deflagrada no ano passado demonstra que as práticas de corrupção nos municípios alvos da “Veiculação” são recorrentes e não só em contratos de obras, mas também em outros tipos. A operação “Desumanidade” apura irregularidades em obras custeadas com recursos federais nas cidades de Patos, Emas e Quixaba.

G1 PB

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Renda média domiciliar na Paraíba fica em R$ 682, uma das mais baixas do país

dinheiroA renda média domiciliar per capita na Paraíba era de R$ 682, uma das mais baixas do país, em 2014. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

O resultado coloca a Paraíba entre os estados com a menor renda média domiciliar do país e bem abaixo do valor nacional, que é de R$ 1.052. O estado ocupa a quinta posição no Nordeste, no ranking das médias salariais mais baixas da região; no país, está em sétimo lugar.

Os maiores rendimentos nominais domiciliares estão todos nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Em São Paulo, que tem o maior parque industrial do país, o valor é R$ 1.432. Goiás, tem um rendimento nominal domiciliar, por pessoa, de R$ 1.031.

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O estado com menor renda média do Brasil é o Maranhão, onde o valor chega a R$ 461. Já a maior média salarial do país é do Distrito Federal, onde os rendimentos podem ser de R$ 2.055, em média, por mês.

As informações divulgadas pelo IBGE serão encaminhadas ao Tribunal de Contas da União e as estimativas de rendimento domiciliar per capita servirão de base para o rateio do Fundo de Participação dos Estados (FPE), conforme definido pela Lei Complementar 143, de julho de 2013.

A Pnad Contínua é uma pesquisa domiciliar que, a cada trimestre, levanta informações socioeconômicas em mais de 200 mil domicílios, distribuídos em cerca de 3.500 cidades. Os rendimentos domiciliares são o resultado da soma dos rendimentos, do trabalho e de outras fontes, recebidos por cada morador no mês de referência da entrevista, considerando todos os moradores do domicílio.

O rendimento domiciliar per capita é calculado com base no total dos rendimentos domiciliares e o total dos moradores, para cada unidade da Federação e o Brasil, considerando sempre os valores expandidos pelo peso anual da pesquisa.

 

Agência Brasil

Genoino recorre ao plenário do STF para voltar à prisão domiciliar

genoinoA defesa do ex-deputado José Genoino (PT-SP) entrou nesta segunda-feira (5) com recurso no qual pede que o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) analise o pedido de prisão domiciliar ao petista. Em documento de 31 páginas apresentado ao Supremo, a defesa argumenta que manter o ex-parlamentar na prisão será impor “pena de morte”.

Genoino se apresentou na quinta-feira (1º) ao Centro de Internamento e Reeducação (CIR) do presídio da Papuda, em Brasília, onde dará continuidade ao cumprimento da pena pela condenação no processo do mensalão do PT.

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Ele voltou à prisão por ordem do presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, após laudo de médicos da Universidade de Brasília indicar que ele não possui doença cardíaca grave.

Condenado a 4 anos e 8 meses de prisão, o ex-deputado, que tem problemas cardíacos, foi preso em novembro do ano passado, mas passou mal no presídio e, desde então, obteve o direito a cumprir temporariamente a pena em prisão domiciliar provisória. A defesa pleiteava a prisão domiciliar definitiva, o que Barbosa negou.

No recurso apresentado ao Supremo, a defesa argumentou que a ordem de Joaquim Barbosa para que Genoino retornasse ao presídio “afastou-se da cautela e prudência que devem presidir situações de risco à saúde dos apenados”.

Segundo o documento, a prisão no caso de Genoino é “caso de pena de morte a qual estaria sendo levado o paciente em caso de se haver negado o direito à vida ou pelo menos de lutar pela não morte prematura”.

A defesa diz que o fato de o condenado não ter cardiopatia grave “não afasta” a necessidade de prisão domiciliar. “Isto porque o encarcerado não tem as mesmas possibilidades de tratamento médico, exames e controle da alimentação do que alguém em liberdade.”

Conforme laudos médicos, afirmam os advogados, o ex-deputado tem alto risco cardiovascular, além de ter sofrido recentemente um acidente vascular cerebral, que o obrigou ao uso continuado de anticoagulantes orais, e síndrome depressiva.

“Mesmo após mais de noventa dias de tratamento domiciliar, continua ostentando quadro de alto risco cardiovascular e que, embora possa não integrar o conceito previdenciário de cardiopatia grave, é caracterizado pela alta mortalidade diante das intercorrências clínicas verificadas em seu caso, tudo a recomendar a manutenção definitiva da prisão domiciliar”, afirmou a defesa.

Os advogados apontam ainda que, no presídio da Papuda, há “ausência de regularidade de alguns cuidados médicos tidos por indispensáveis ao paciente”.

G1


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