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Em dia de agenda cheia, Eduardo Campos vem à PB almoça com RC e se encontra com Dom Aldo

Foto: Ascom
Foto: Ascom

O governador de Pernambuco e pré-candidato a presidente da República, Eduardo Campos (PSB) vem a Paraíba nesta quarta (21).

Pela manhã, o governador dará entrevista a uma emissora de Rádio da Capital e logo após participa de um almoço com o governador Ricardo Coutinho (PSB). às 16h, ele fará uma visita ao Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, presidente da Pastoral da Criança e uma hora mais tarde concede entrevista a um programa de TV local.

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À noite, Campos participa de dois eventos no Hotel Tambaú: o lançamento do livro “Palavra Acesa – Memórias da Luta Camponesa”, do jornalista e ex-secretário de Imprensa de Pernambuco, Evaldo Costa, e de uma palestra para o Fórum de Jovens Líderes, MBC/PB e Mulheres Empreendedoras.

paraiba.com com Assessoria

 

Dom Aldo fala em ‘Lobby gay’ e vai contra declarações do Papa: ‘Igreja não pode aceitar homossexuais’

papa-e-dom-aldoO arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, voltou a levantar a polêmica do que ele chama de lobby gay que vão de encontro às declarações do papa Francisco. ‘Não podemos aceitar’.

Nesta quarta (19), o arcebispo criticou o ‘Lobby gay fortíssimo’ e destacou que, para ele, existe um aparato por trás disso, inclusive a indústria turística. Ele afirmou que tenta orientar, apesar de não agredir, mas destacou: ‘Não podemos aceitar e temos que orientar as pessoas a respeito da lei natural e da divina’.

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“Na natural homem e mulher se unem no amor para formar uma família e a união homossexual é tolerada enquanto comportamento da pessoa, o que não se pode tolerar é que se imponha uma igualdade como se fosse uma família, não podemos ficar incitando, provocando. Nunca expulsamos ou escorraçamos, mas não podemos aceitar”, destaca.

Para Dom Aldo, as relações homossexuais querem destruir a família e as declarações vão de encontro as recentes falas do Papa Francisco que se mostrou mais tolerante em relação à homossexualidade quando perguntou: ‘Quem sou eu para julgá-los?’.

Com informações da Rádio Correio FM.

Marília Domingues

Dom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz será cidadão honorário de Campina Grande

 

big_8b87688b200345cac86eDom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz receberá brevemente o Título de Cidadão de Campina Grande. A propositura apresentada na Câmara Municipal de Campina Grande é de autoria dos vereadores Nelson Gomes Filho e Antonio Pimentel Filho.

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O projeto visa conceder Cidadania Campinense a Dom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz, Bispo de Campina Grande. Ele é o sétimo Bispo Diocesano de Campina Grande. Nasceu em 10 de julho de 1954, em Biritinga. Biritinga é um município do Estado da Bahia, localizado na Mesorregião do Nordeste Baiano e na Microrregião de Serrinha.

 

Dom Delson estudou Filosofia e o início da Teologia no Seminário São Francisco de Assis em Nova Veneza e concluiu os estudos teológicos no Instituto de Teologia da Universidade Católica de Salvador, na Bahia. É mestre em Ciência da Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma e graduado em Letras pela Universidade Católica de Salvador. Foi ordenado sacerdote no dia 5 de julho de 1980 na Arquidiocese de Feira de Santana e, na mesma arquidiocese, em 24 de setembro de 2006, recebeu sua ordenação episcopal. Foi acolhido na Diocese de Caicó no dia 8 de outubro daquele ano.

 

No dia 9 de maio de 2011 foi eleito durante a 49ª Assembléia do Episcopado Brasileiro em Aparecida entre os bispos dos estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, vice-presidente do Regional Nordeste dois da CNBB, mandato que terá o seu término em 2014.

 

No dia 8 de Agosto de 2012, sua santidade, o Papa Bento XVI, nomeou Dom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz, OFMCap como 7º Bispo Diocesano de Campina Grande, transferindo-o da Diocese de Caicó (RN). Dom Delson tomou posse em concelebração na Catedral Diocesana de Campina Grande no dia 29 de Setembro de 2012. A solenidade ocorreu na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição com a presença de vários bispos e de todo o clero diocesano.

 

Atividades anteriores ao episcopado: (1981) Foi formador dos aspirantes, Vigário Paroquial e Vice Guardião em Feira de Santana; (1984) Formador do Pós-noviciado; Guardião e Vigário Provincial em Salvador; (1986-1992) Ministro Provincial; (1993) Diretor da Rádio Sociedade e Vice Pároco da Paróquia de Santo Antônio em Feira de Santana; (1995) Em Roma obteve o Mestrado em Comunicação Social, pela Pontifícia Universidade Salesiana; (1998 – 2001) Ministro Provincial de Salvador; (2002-2006) Em Roma exerceu o cargo de Definidor Geral para a América Latina junto à Cúria Geral dos Capuchinhos.

 

A Diocese de Campina Grande foi erigida a 14 de Maio de 1949, pelo Papa Pio XII, desmembrada da Arquidiocese da Paraíba, através de um documento Papal chamado Bula, com o título “Supremum Universi” do Papa Pio XII, desmembrada da Arquidiocese da

Paraíba, pertencendo ao Regional Nordeste 2 da CNBB. Está entre as cinco Dioceses da Província Eclesiástica da Paraíba: A Arquidiocese da Paraíba com sede em João Pessoa – criada em 1892; a Diocese de Cajazeiras, criada em 1914; a Diocese de Patos, criada em 1959 e a Diocese de Guarabira criada em 1980.

 

O 1º Bispo da Diocese foi Dom Frei Anselmo Pietrulla OFM, vindo da Prelazia de Santarém (PA). Ele tomou posse no dia 13 de Novembro de 1949, um dia após a instalação da Diocese e ficou até 1955, quando foi transferido para a diocese de Tubarão (SC), onde faleceu como Bispo Emérito em 25 de Maio de 1992.

 

A 19 de maio de 1956, o Papa Pio XII nomeou para a Diocese de Campina Grande seu 2º Bispo, Dom Otávio Barbosa Aguiar, antes Bispo Auxiliar de São Luís (MA), tendo ele governado até ser transferido, em 8 de Julho de 1962, para a Diocese de Palmeira dos Índios (AL), onde governou até renunciar em 29 de Março de 1978, tornando-se Bispo Emérito e residindo em Maceió (AL) até o seu falecimento ocorrido em 8 de Dezembro de 2004.

 

O Papa João XXIII nomeou Dom Manuel Pereira da Costa, antes Bispo de Nazaré da Mata (PE), que tomou posse como 3º Bispo de Campina Grande a 30 de Setembro de 1962, ficando no pastoreio até 1981, quando renunciou por motivos de saúde. Primeiro Bispo Emérito de Campina Grande viveu os últimos anos de vida no Lar da Providência em João Pessoa (PB) após um longo período de enfermidade e faleceu no dia 26 de Julho de 2006, sendo sepultado no cemitério do Senhor da Boa Sentença – João Pessoa (PB).

 

O Papa João Paulo II, aos 12 de Setembro de 1981, nomeou Dom Luís Gonzaga Fernandes, antes Bispo Auxiliar de Vitória (ES), como 4º Bispo diocesano de Campina Grande o qual tomou posse a 17 de Outubro de 1981. No dia 29 de Agosto de 2001 o Papa João Paulo II aceitou a renúncia de Dom Luís Fernandes. Após passar dois anos enfermo Dom Luís Fernandes morreu em João Pessoa (PB) no dia 4 de Abril de 2003. Seu corpo foi sepultado à frente do altar de Santa Terezinha do Menino Jesus na Igreja Catedral de Nossa Senhora da Conceição em Campina Grande (PB).

 

Em 12 de Julho de 2000, João Paulo II, nomeou como Bispo Coadjutor de nossa Diocese, Dom Matias Patrício de Macêdo que assumiu sua missão em 22 de Setembro de 2000, transferindo-o da Diocese de Cajazeiras (PB). No dia 29 de Agosto de 2001 Dom Matias foi nomeado como 5º Bispo diocesano de Campina Grande e governou a Diocese até 26 de Novembro de 2003 quando foi promovido a Arcebispo e transferido para a Arquidiocese de Natal (RN).

 

No dia 16 de Fevereiro de 2005, o Papa João Paulo II, nomeou Dom Jaime Vieira Rocha como 6º Bispo Diocesano de Campina Grande, transferindo-o da Diocese de Caicó (RN). Dom Jaime passou a exercer o seu ministério episcopal à frente do nosso governo diocesano no dia 23 de Abril de 2005.

 

No dia 21 de Dezembro de 2011, o Papa Bento XVI, o nomeou como 6º Arcebispo Metropolitano de Natal (RN) transferindo-o da Diocese de Campina Grande, Estado da Paraíba, no Brasil.

 

Assessoria

Nota de solidariedade a Dom Pedro Casaldáliga

Ao se aproximar a desintrusão da Terra Indígena Marãiwatsèdè, após mais de 20 anos de invasão, quando os não-indígenas estão para ser retirados desta área, multiplicam-se as manifestações de fazendeiros, políticos e dos próprios meios de comunicação contra a ação da justiça.

Neste momento de desespero, uma das pessoas mais visadas pelos invasores e pelos que os defendem é Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Félix do Araguaia, a quem estão querendo, irresponsável e inescrupulosamente, imputar a responsabilidade pela demarcação da área Xavante nas terras do Posto da Mata.

As entidades que assinam esta nota querem externar sua mais irrestrita solidariedade a Dom Pedro. Desde o momento em que pisou este chão do Araguaia e mais precisamente, desde a hora em que foi sagrado bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia, sua ação sempre se pautou na defesa dos interesses dos mais pobres, os povos indígenas, os posseiros e os peões. Todos sabem que Dom Pedro e a Prelazia sempre deram apoio a todas as ocupações de terra pelos posseiros e sem terra e como estas ocupações foram o suporte que possibilitou a criação da maior parte dos municípios da região.

Em relação à terra indígena Marãiwatsèdè, dos Xavante, os primeiros moradores da região nas décadas de 1930, 40 e 50 são testemunhas da presença dos indígenas na região e como eles perambulavam por toda ela.  Foi com a chegada das empresas agropecuárias, na década de 1960, com apoio do governo militar, que a Suiá Missu se estabeleceu nas proximidades de uma das aldeias e  até mesmo conseguiu o apoio do Serviço de Proteção ao Indio para se ver livre  da presença dos indígenas. A imprensa nacional noticiou a retirada de 289 xavante da região os quais foram transportados em aviões da FAB, em 1966, para a aldeia de São Marcos, no município de Barra do Garças.

Em 1992, a AGIP, empresa italiana que tinha comprado a Suiá Missu das mãos da família Ometto, quis se desfazer destas terras. Por ocasião da ECO-92, sob pressão inclusive internacional, a empresa destinou 165.000 hectares para os Xavante que, durante todo este tempo, sonhavam em voltar à terra de onde tinham sido arrancados. Imediatamente  fazendeiros e políticos da região fizeram uma grande campanha para ocupar a área que fora reservada aos Xavante, precisamente para impedir que os mesmos retornassem. Já no dia 20 de junho de 1992, algumas áreas tinham sido ocupadas e foi feita uma reunião no Posto da Mata, da qual participaram políticos de São Félix do Araguaia e de Alto Boa Vista e também havia repórteres. A reunião foi toda gravada. As falas deixam mais do que claro que a invasão da área era  exatamente para impedir a volta dos  Xavante. “Se a população achou por bem tomar conta dessa terra em vez de dá-la para os índios, nós temos que dar esse respaldo para o povo” (José Antônio de Almeida – Bau, prefeito de São Félix do Araguaia).  “A finalidade dessa reunião é tentarmos organizar mais os posseiros que estão dentro da área… Se for colocar índio no seu habitat natural, tem que mandar índio lá para Jacareacanga, ou Amazonas, ou Pará…” (Osmar Kalil – Mazim, candidato a prefeito do Alto Boa Vista). “Nós ajudamos até todos os posseiros daqui serem localizados… Chegou a um ponto, ou nós ou eles (os Xavante) porque nós temos o direito… Dizer que aqui tem muito índio? Aqueles que estão preocupados com os índios que tem que assentar. Tem um monte de país que não tem índio. Pode levar a metade… Na Itália tem índio? Não, não tem! Leva! Leva pra lá! Carrega pra lá! Agora, não vem jogar em nós, não… ( Filemon Costa Limoeiro, à época funcionário do Fórum de São Félix do Araguaia)

A área reservada aos Xavante foi toda ocupada por fazendeiros, políticos e comerciantes. Muitos pequenos foram incentivados e apoiados a ocupar algumas pequenas áreas para dar cobertura aos grandes. O governo da República, porém estava agindo e logo,  em 1993, declarou a área como Terra Indígena que foi demarcada e, em 1998 homologada pelo presidente FHC.  Só agora é que a justiça está reconhecendo de maneira definitiva o direito maior dos índios.  O que D. Pedro sempre pediu, em relação a esta terra, foi que os pequenos que entraram enganados, fossem assentados em outras terras da Reformas Agrária. Mas o que se vê é que, ontem como hoje, os pequenos continuam sendo massa de manobra nas mãos dos grandes e dos políticos na tentativa de não se garantir aos povos indígenas um direito que lhes é reconhecido pela Constituição Brasileira.

Mais uma vez, queremos manifestar nossa solidariedade a Dom Pedro e denunciar mais esta mentira de parte daqueles que tentam eximir-se da sua responsabilidade sobre a situação de sofrimento, tensão e ameaça de violência que eles mesmos criaram, jogando esta responsabilidade sobre os ombros de nosso bispo emérito.

5 de dezembro de 2012

Conselho Indigenista Missionário – CIMI – Brasilia

Comissão Pastoral da Terra – CPT – Goiânia

Escritório de Direitos Humanos da Prelazia de São Félix do Araguaia – São Félix do Araguaia

Associação de Educação e Assistência Social Nossa Senhora da Assunção – ANSA – São Félix do Araguaia

Instituto Humana Raça Fêmina – Inhurafe – São Félix do Araguaia

Associação Terra Viva – Porto Alegre do Norte

Associação Alvorada – Vila Rica

Associação de Artesanato Arte Nossa – São Félix do Araguaia

brasildefato

Dom José Maria Pires é agraciado com o título de Doutor Honoris Causa da UEPB

Por aclamação, o Consuni aprovou a concessão do Título Doutor Honoris Causa ao arcebispo emérito da Paraíba Dom José Maria Pires. A proposta teve como relator o professor Belarmino Mariano Neto que, em seu parecer, destacou a trajetória de Dom José Maria Pires, tendo pautado sua vida na defesa dos oprimidos e injustiçados.

 No parecer, ele também destacou a luta de dom José em defesa dos Direitos Humanos e de uma igreja que libertava pela fé.

Dom José nasceu no distrito de Córregos, e aos 12 anos entrou para o seminário, ordenando-se padre aos 22, em Diamantina – Minas Gerais.

Sua ordenação a bispo veio em 1957, e a arcebispo, em 1965, quando foi nomeado para a Paraíba. No ano seguinte, dom Hélder Câmara o conduziu à região Nordeste do Brasil.

Foi bispo de Araçuaí, membro da Comissão Central da CNBB, presidente da Comissão Episcopal Regional do Nordeste.

Renunciou em 29 de novembro de 1995.

assessoria

Senado divulga lista de agraciados com a Comenda de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara

O presidente do Conselho da Comenda de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara, senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), leu em Plenário, na quarta-feira (17), a lista dos cinco agraciados com o prêmio este ano.

Receberão a comenda em virtude de sua história de luta em defesa dos direitos humanos o bispo Dom José Maria Pires, o cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, o procurador da República Felício Pontes Júnior, o advogado e professor João Baptista Herkenhoff e o líder camponês Manuel da Conceição Santos. Foram analisados 21 indicados para a escolha dos cinco premiados.

A cerimônia de premiação ocorrerá em sessão do Senado no mês de dezembro, em data a ser marcada. Esta é a terceira edição da comenda, criada em 2010.

– Foram escolhidas figuras ilustres da vida brasileira que dedicaram suas vidas à causa de defesa dos direitos humanos – disse Inácio Arruda.

Já receberam a comenda em anos anteriores o ministro do Supremo Trunal Federal Carlos Ayres Britto, o cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales, o historiador Jair Krischke, o arcebispo Dom Marcelo Pinto Carvalheira, os bispos Dom Tomás Balduíno, Dom Pedro Casaldáliga e Dom Manuel da Cruz, os deputados Paulo César Fonteles de Lima e Marcelo Freixo, e os defensores públicos Wagner de La Torre e Antônio Roberto Cardoso.


Fonte: Agência Senado

Focando a Notícia

Para Dom Delson, quem compra voto não tem compromisso com o povo

Foto: Paraibaonline

“A Igreja teve um papel muito importante na aprovação da Ficha Limpa, mas é preciso conscientizar a população porque a prática da compra de votos persiste”.

A declaração foi dada pelo bispo de Campina Grande, Dom Manoel Delson ao falar sobre a prática da compra de votos.

Ainda de acordo com o religioso, “isso é um crime da parte de quem vende e compra os votos”.

– Aceitar dinheiro para dar o voto a um determinado candidato é crime e você (eleitor) estará abrindo mão da sua cidadania de escolher livremente o melhor candidato que vai trabalhar pelo bem do povo. Quem compra voto não tem compromisso com o povo e sim por seus interesses pessoais. O voto deve ser livre e o voto vendido não é livre. Você estará vendendo sua consciência e estará assinando um cheque em branco – disse Dom Delson, em entrevista à Rádio Caturité AM.

paraibaonline

Dom Aldo lança cartilha com orientações para os eleitores

Dom Aldo recebe a imprensa das 9h ao meio-dia de segunda-feira, dia 10/09, para falar sobre a Cartilha. Não será uma entrevista coletiva. O Arcebispo conversa com os jornalistas e radialistas de acordo com o horário de chegada de cada um. Haverá momentos em que o “bate-papo” poderá ser individual. Em outros haverá a conversa conjunta para que todos possam ser atendidos.

O texto da Cartilha será entregue aos profissionais da imprensa quando chegaram à Cúria Metropolitana. Depois das 12h a Cartilha vai estar disponível para leitura e/ou impressão no site da Arquidiocese da Paraíba (www.arquidiocesepb.org.br). Na tarde da segunda-feira cópias da Cartilha vão estar disponíveis para a população na recepção da Cúria (entrega gratuita).

“Eleições municipais 2012. Participação do povo de Deus na construção da cidade e da cidadania”. Esse é o título da Cartilha que o Arcebispo Metropolitano da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, lança nesta segunda-feira, dia 10 de setembro, na Cúria Metropolitana/Palácio do Bispo, na Praça Dom Adauto, s/n, no Centro de João Pessoa (PB).

A Cartilha tem 12 tópicos. No início Dom Aldo explica que “a Arquidiocese da Paraíba dirige-se aos candidatos e aos eleitores lembrando o princípio elementar da Doutrina Social da Igreja: ‘a solidariedade e a subsidiariedade’, tendo em vista a formação da consciência política dos cidadãos”. E completa: “A Igreja incentiva a participação de todos na construção de políticas de inclusão social porque dignificam a vida da população como prática de fé, justiça, amor e serviço ao próximo. A vida e a história são construídas por nós todos, concidadãos e corresponsáveis”.

Dom Aldo escreve sobre qual é a missão do prefeito, do vice-prefeito e dos vereadores. “O cidadão consciente vota e acompanha o encaminhamento de projetos de políticas públicas que os candidatos e partidos prometem nas campanhas”, comenta.

“O povo anda decepcionado com a política e com os políticos incompetentes na administração do patrimônio público. Muitos fizeram do mandato político um meio para se enriquecer, sem compromisso para com as necessidades da população. Depois do escândalo é difícil recuperar a credibilidade perdida! Por isso é importante conhecer a história do candidato e as propostas que ele apresenta. Quem é? De onde vem? Onde já atuou? O que já fez? Ele representa projetos e interesses de quem?”, justifica o Arcebispo.

Sobre o perfil do eleitor consciente, Dom Aldo indica: “Jamais troque ou venda o seu voto por ‘favores’. Não se corrompa. Quem é infiel no pouco, infiel será em maiores responsabilidades”.

Dom Aldo apresenta sugestões de políticas públicas nas áreas da Saúde; Educação; Geração de ocupação e renda; Segurança pública; Reestruturação agrária, agrícola, hídrica e energética; e Cultura. “Quem planeja tem futuro. Quem improvisa ao acaso fica com a sina do destino”.

No fim da Cartilha, Dom Aldo questiona: seria possível um Pacto Social pela Paraíba, a partir dos municípios, nas pequenas, médias e grandes regiões?

Pascom

Dom Tomás Balduíno diz que futuro da Igreja está na mão do laicado, não da hierarquia

 

Bispo emérito da cidade de Goiás e conselheiro permanente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Dom Tomás Balduíno está em Fortaleza, Ceará, onde participa do Simpósio “50 Anos do Concílio Vaticano II e 40 Anos da Teologia da Libertação – O que o Espírito diz às Igrejas?”. O evento se encerra neste sábado (1) e é realizado pelo Movimento Formação Cristã Libertadora.

Em entrevista a ADITAL, Dom Tomás fala sobre as mudanças na Igreja geradas pelo Concílio Vaticano II, enfatiza o importante papel dos leigos e leigas e contextualiza o cenário da América Latina.

ADITAL – O Concílio Vaticano II foi o momento em que a Sagrada Escritura foi o foco central, voltou a ser o interesse central da Igreja e começa, sobretudo, a chegar às mãos do povo, nas mãos dos cristãos, dos leigos. Isso causou alguma mudança dentro da Igreja?

Dom Tomás Balduíno- Causou muitas mudanças. Eu falo do caso da América Latina em que havia já uma busca de contato com a bíblia, com a palavra de Deus nas comunidades, sobretudo, considerada em situação de inferioridade com relação aos crentes que lidavam muito bem com a bíblia. Então, entre nós, tivemos a grande chance de Carlos Mesters, do grupo dele, do CEBI, da leitura popular da bíblia. Isso foi como o ovo de Colombo e difundiu muito a bíblia entre nós.

ADITAL – A Igreja Povo de Deus despontou também quase que, se não em contradição, mas como novo valor do Concílio. A Igreja do lado hierárquico não acompanhou essa mudança. Como o senhor vê essa questão, sobretudo, pensando no futuro com tantos teólogos quase que afastados?

Dom Tomás Balduíno- A questão do Povo de Deus tornou-se uma proposta pra dentro da Igreja, que mexeu na estrutura, por isso, teve mais reação por parte da Cúria, eles não esperavam aquele esquema que colocasse o Povo de Deus antes da consideração sobre a Igreja hierárquica. E isso, então, com o Sínodo de 85 já programado por João Paulo II foi a bancarrota, acabou, foi supresso. Quer dizer, teoricamente, ou então curialmente supresso. Na realidade é a nossa força, é a força da nossa pastoral na América Latina, é o Povo de Deus com todas as consequências de participação, de contribuição, de presença, de contradição.

Adital – Sobre a situação da América Latina, hoje nós podemos dizer que há sinais claros de iniciativas concretas que apontam não só para um futuro, mas que mostram uma continuidade. Vendo esse passado, pensando nesses sinais e olhando o futuro, como é que o senhor avalia essa vivência desses setores de Igreja?

Dom Tomás Balduíno- Antes de falar desses sinais, que são sinais luminosos, eu queria mostrar a estratégia, utilizada, sobretudo, pelo Papa João Paulo II de abranger toda a estrutura da Igreja. Ele pegou desde a formação do seminário até a nomeação dos bispos. Passando também pelo direito canônico e pela repressão da Teologia da Libertação. Pegou também o colegiado, uma vez que a nomeação de bispos era de acordo com o sistema romano, então, o colegiado foi desaparecendo e reaparecendo as províncias eclesiásticas. Isso foi uma estratégia que perdura como peso até hoje em toda a diocese, em toda a Igreja no mundo inteiro.

Há sinais claros, concretos de vida continuando com o Concílio Vaticano II, vivendo esse carisma na América Latina. Primeiro os frutos de Medelín, que são as organizações sociais camponesas, indígenas de mulheres que hoje existe. Vivemos as consequências queridas e planejadas por Medelín no sentido das comunidades, dos seus agentes sujeitos, autores e destinatários da sua própria caminhada.

Isso está acontecendo mais em uns países do que em outros. Considero, por exemplo, Equador e Bolívia países onde isso é muito flagrante. Depois, dentro da própria Igreja o fortalecimento das CEBs, os encontros de CEBs é um apelo, o pessoal vem, é um grupo minoritário, mas muito representativo e significativo em todo o Brasil.

Também as Pastorais Sociais como tem crescido, como tem se fortalecido agora em comunhão ou intercâmbio com as diversas organizações sociais populares. Depois os congressos, as organizações de lideranças de teologia, as jornadas mostram que a semente não foi destruída, a semente está produzindo frutos. É muito interessante, acho que se interliga no mundo inteiro com as diversas tentativas de romper essa estrutura monolítica da Igreja.

Adital – O que falta hoje para os leigos serem mais autônomos, tomarem as decisões? Esse Simpósio Teológico que estamos fazendo deveria ser multiplicado no sentido de dar aos leigos os meios pra se sentirem mais seguros nas suas posições e para tomarem mais iniciativas. O que falta para eles agirem?

Dom Tomás Balduíno- Há 20 anos ou mais que venho pensando e tentando passar adiante. Primeiro é que o futuro está na mão do laicado da Igreja, não da hierarquia. Bananeira que já deu cacho não presta mais. Tem sua função, mas a força da Igreja é o laicado. E o Concílio ascendeu um pouco timidamente sobre isso, mas o caminho para superar essas dependências, essas mil dependências da paróquia ou então do Bispo, uma linha de criar uma autonomia é a escola de teologia, a escola bíblica.

É verdade que nós temos pastorais autônomas, temos uma pastoral autônoma, que é a Comissão Pastoral da Terra, que eu considero uma estrutura leiga, tem Bispo na direção porque foi pedido pela CNBB, mas o que vale ali é a presença do laicado. E quando isso é formado, quando tem base teológica e sabe ver o futuro, isso não só serve de defesa para a pessoa ou grupo, mas serve também de caminhada, de serviço ao mundo, um serviço necessário que não é só a hierarquia ou os missionários que vão fazer, mas leigos até com mais eficácia, com fermento na massa.

Ermanno Allegri/Diretor da Adital Focando a Notícia

Dom Lucena Bispo da Diocese de Guarabira completa nesta sexta (17), 4 anos de episcopado

 

Dom Lucena, nasceu no dia 19 de outubro de 1963 e foi ordenado sacerdote no dia 21 de julho de 1991. Foi Reitor do Seminário Diocesano de Caicó por vários anos.

A Ordenação Episcopal aconteceu dia 17 de agosto de 2008, na Catedral de Sant’Ana de Caicó. A posse de Dom Lucena ocorreu no dia 31 de agosto de 2008, na Catedral de Nossa Senhora da Luz em Guarabira-PB.

Pedimos a Deus que abençoe e acompanhe o nosso Bispo, para que exerça com solicitude pastoral o seu ministério na Diocese de Guarabira, para a glória de Deus, para o bem do seu rebanho e da Santa Igreja.

André Alexsandro/ Rádio Integração do Brejo