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Dom Aldo é internado em hospital de Fortaleza; causa não foi revelada

(Jornal Correio da Paraíba)

O arcebispo emérito da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, está internado em um hospital particular da cidade de Fortaleza, no Ceará. A data que o religioso deu entrada na unidade não foi revelada e nem o que teria motivado sua internação.

Pagotto tem 68 anos e deixou a Arquidiocese do Estado alegando motivos de ordem pessoal em julho do ano passado. Depois que deixou a Paraíba, o religioso mudou-se para o Ceará. Recentemente, o Ministério Público o inocentou das acusações de suposto envolvimento em um escândalo sexual.

Apesar de o hospital não ter fornecido informações sobre o estado de saúde dele, a reportagem do Portal Correio confirmou que Dom Aldo segue internado e passa bem, sem previsão de alta.

Portal Correio 

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Pivô de queda de Dom Aldo é absolvida pela Justiça paraibana

dom-aldo-pagottoMariana José Araújo da Silva, autora da carta que denunciou supostos atos homossexuais dentro da Arquidiocese da Paraíba, envolvendo o arcebispo Dom Aldo Di Cillo Pagotto, foi absolvida em ação movida pelo religioso por calúnia e difamação, que tramitava no Fórum Criminal da Capital.

O juiz Hermance Gomes Pereira, da Câmara Criminal de João Pessoa, entendeu que, ao analisar os autos, não constatou “dolo, a intenção deliberada, livre e consciente de atacar a honra subjetiva da vítima, no caso da injúria ou a honra objetiva, reputação, em caso de difamação”.

No dia 06 de julho deste ano, o Vaticano publicou a renúncia de Dom Aldo do cargo. Para se afastar, ele alegou problemas de saúde. No entanto, veículos da imprensa nacional e internacional associaram o afastamento a escândalos de pedofilia e relacionamentos gays.

MaisPB

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Ex-seminarista da PB diz ter sofrido assédio sexual de bispo Dom Aldo

Depoimento traz acusações contra Dom Aldo Pagotto (Foto: Reprodução)Depoimento de ex-seminarista traz acusações de assédio sexual contra Dom Aldo Pagotto, ex-arcebispo da Paraíba (Foto: Reprodução)

 

O depoimento de um ex-seminarista da Paraíba traz novas acusações de assédio sexual contra o bispo emérito dom Aldo Di Cillo Pagotto, que foi arcebispo da Paraíba até julho deste ano, quando renunciou ao cargo. O G1 teve acesso a um trecho do depoimento de uma das três testemunhas citadas pela defesa de Mariana José Araújo da Silva, que foi acusada pelo bispo de calúnia e difamação. O relato ao Ministério Público do Trabalho (MPT) foi anexado a uma ação na Justiça comum. Ao G1, a defesa do religioso nega todas as acusações.

“Que o arcebispo aconselhou o depoente que ‘deixasse de besteira e que vocação seria irrelevante para um jovem bonito e apreciado como o depoente, acariciando os seus órgãos sexuais; que o arcebispo disse então ao depoente: ‘vamos fazer o ato! Só tem nós dois aqui e ninguém vai nos incomodar’, fazendo gestos obscenos com seu órgão sexual. Que o arcebispo acariciou o seu próprio órgão sexual”, diz um trecho do depoimento.

Os depoimentos, segundo a defesa de Mariana, “revelam, de forma assustadora, uma verdadeira rede de pedofilia incrustada dentro da Igreja Católica, comandada pelo Querelante, seja pela ação ou omissão”.

O depoimento foi dado no dia 30 de novembro de 2015 ao procurador do Trabalho Eduardo Varandas Araruna, durante a investigação preliminar. Os depoimentos, colhidos durante as investigações do Ministério Público do Trabalho, ficaram disponíveis para consulta depois que a defesa de Mariana os anexou em suas alegações do processo que corre na Justiça comum.

O processo contra Dom Aldo, no âmbito da Justiça do Trabalho, corre em segredo de justiça. No entanto, a ação de queixa-crime movida por Dom Aldo contra Mariana, na Justiça Estadual, é de consulta pública.

O advogado de Dom Aldo, Sheyner Asfora, disse ao G1 que o bispo emérito nega qualquer tipo de envolvimento em casos de assédio sexual e pedofilia e afirma que não foi autor de nada que está descrito nos depoimentos. Ele ainda afirma que havia um grupo dentro da Igreja que fazia oposição a Dom Aldo e que essas pessoas poderiam estar por trás tanto da carta escrita por Mariana – que denuncia acobertamento de casos de pedofilia por parte de padres e seminaristas – quanto dos depoimentos dados ao MPT.

Asfora explicou, ainda, que tinha solicitado acesso ao conteúdo dos depoimentos em juízo, mas teve o pedido negado. Ele enfatizou que o processo tramita em “segredo absoluto perante o MPT. “Por incrível que pareça, numa ação penal em que ele é vítima, ele é surpreendido com esses depoimentos. Em vez de ela se defender, a estratégia dela é criminalizar Dom Aldo”, comentou.

A assessoria de imprensa da Arquidiocese da Paraíba informou que, como o processo foi movido pela pessoa de Dom Aldo, não vai se pronunciar sobre o caso.

Entenda o caso
Em uma carta enviada ao Vaticano em 2015, uma mulher relatou que Dom Aldo mantinha relação afetiva e sexual com um jovem de 18 anos e permitia e encobria o relacionamento de padres e seminaristas com crianças e adolescentes. No mesmo ano, segundo a agência de notícias AFP, o arcebispo foi alvo de visitas canônicas e teria sido impedido de ordenar novos padres.

No mês de julho deste ano, Dom Aldo apresentou uma carta de renúncia, que foi aceita pela Congregação para os Bispos e um decreto do Papa Francisco sobre a renúncia foi publicado no site do Vaticano. Ao aceitar a renúncia de Dom Aldo, o Papa nomeou Dom Genival Saraiva de França como Administrador Apostólico da Arquidiocese até que um novo arcebispo seja nomeado.

Na carta, Dom Aldo, que esteve à frente da Igreja Católica na região de João Pessoa por 12 anos, afirma que cometeu erros “por confiar demais, numa ingênua misericórdia”. “Acolhi padres e seminaristas, no intuito de lhes oferecer novas chances na vida. Entre outros, alguns egressos, posteriormente suspeitos de cometer graves defecções, contrárias à idoneidade exigida no sagrado ministério”, destaca.

G1 PB

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Couto recomenda autocrítica a Dom Aldo e diz que ele foi só gestor e não pastor

luiz coutoO deputado federal Luiz Couto (PT-PB) falou sobre vários temas em entrevista concedida ao programa Primeiro Plano, da TV Manaíra, em João Pessoa. Um dos que chamou mais a atenção foi o conselho que deu ao agora arcebispo emérito da Paraíba, Dom Aldo di Cillo Pagotto. Ao ser questionado sobre a proibição feita por ele quanto à participação de padres na política, Couto respondeu: “Dom Aldo usava o ´faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço´. Ele estava sempre apoiando candidaturas e eu fui vítima da perseguição dele aqui. Espero que possa aproveitar esse momento em que vai para sua congregação para fazer uma autocrítica e perceba que não foi um pastor. Foi um gestor. Não precisamos na igreja de gestores, mas de pastores que cuidem do rebanho. É isso que o Papa Francisco coloca. Não cuidou da evangelização, das pastorais e ficou muito agregado à questão econômica, do patrimônio. E essa não é a obrigação da igreja, que deve levar a Boa Nova a todas as criaturas. Na minha vida, não misturo as questões de padre com as de político. A eucaristia, a oração, a palavra de Deus são alimentos que me fortalecem. E a luta como parlamentar é para combater a corrupção, a violência e a impunidade”.
Couto ainda abordou a pré-candidatura do professor Charliton Machado a prefeito de João Pessoa e disse que ela é importante, dentre outros motivos, pela necessidade de mostrar à população o que os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff fizeram pelo povo brasileiro e paraibano e para eleger uma bancada de vereadores que represente a defesa de políticas públicas enaltecidas pelo Partido dos Trabalhadores na educação, saúde, infraestrutura, cultura e geração de emprego, etc. “Não podemos ficar parados diante desse governo golpista, usurpador e contrário à vontade de 54 milhões de eleitores, que sofreram um golpe e esse golpe não pode continuar”.
O parlamentar, como já havia feito em instâncias partidárias e publicamente, admitiu que o PT cometeu erros. Entre eles citou o fato de não ter realizado reformas como a política e a tributária, além da falta de diálogo profundo com a população. Na relação, Couto citou ainda que o partido deveria ter promovido uma formação política eficaz com seus filiados: “Ao contrário dos anarquistas, que dizem: ´Se há governo, sou contra´, o PT abrigou, durante seus bons momentos, os oportunistas, que dizem: ´Se há governo, estou dentro´. É por isso que defendo uma revisão dos filiados para ver quem, de fato, é militante”.
Dilma volta?
O deputado federal afirmou sua crença no retorno da presidente Dilma Rousseff ao cargo. “O Ministério Público Federal já disse que não houve pedaladas [fiscais]. O que houve foi uma invenção financiada pelo capital internacional para dar um golpe que começou em 2005 com Lula. Acredito que Dilma vai retornar para fazer o que deveria ter feito. Temos que ter um governo que possa gerar empregos, distribuir renda e continuar investindo na educação e na saúde, impedindo o avanço desse governo golpista. O trabalho está sendo feito em silêncio para convencer os senadores porque o atual governo, quando sabe que tem um indeciso, opera. E já ofereceu até Furnas como prêmio para um parlamentar”, disse, numa referência indireta a Romário (PSB), que conseguiu nomear um diretor da estatal numa articulação que a imprensa tratou como barganha com o presidente Michel Temer.
parlamentopb

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Anastácio critica posições de Dom Aldo: “tem religioso que não gosta de gente”

frei-anastacioO deputado estadual Frei Anastácio foi questionado pela imprensa, nesta quinta-feira (3), sobre o suposto processo investigatório deflagrado pelo Vaticano contra o arcebispo emérito da Paraíba, Dom Aldo Pagotto. Na oportunidade, o parlamentar, que é membro da Igreja Católica, evitou comentar sobre o processo, mas deixou clara a sua posição crítica em relação ao arcebispo.

“É o seguinte, a minha praia é o movimento social, são os trabalhadores, e quando tem gente na rua, eu fico satisfeito. Não estou preocupado se Dom Aldo vai ou se não vai, estou é preocupado se o povo vai, porque o povo indo é o importante”, disse Frei Anastácio.

O deputado ainda afirmou que a Igreja Católica tem evoluído sob a orientação do Papa Francisco e, sem citar nomes, mas dentro dos questionamentos sobre Dom Aldo Pagotto, criticou a conduta de alguns membros do catolicismo.

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“Na igreja, eu vejo que as posições do Papa Francisco têm sido muito coerentes com o evangelho. Ele diz que os padres, os bispos, e os religiosos têm que sentir o cheiro das ovelhas. Agora, temos padres, temos bispos, temos religiosos, e temos cristãos que tem medo do povo”, concluiu.

Investigação
Por decisão do Vaticano, Dom Aldo Pagotto, só poderia realizar missas e casamentos, mas não ordenar diáconos e padres. A informação foi revelada por um grupo de sacerdotes à imprensa paraibana. O alvo seria a conduta ‘anti-democrática’ do arcebispo na Igreja.

Em Nota, Dom Aldo negou a acusação afirmando que a informação ‘caluniosa’ foi afirmada no anonimato, desprovida de provas documentais. “Deve ser negado, porquanto não há como responder à série de boatos acusatórios”, diz.

WSCOM Online

Arquidiocese tranquiliza fiéis após mal-estar de Dom Aldo

Dom-Aldo-PagottoO arcebispo metropolitano de João Pessoa, Dom Aldo Pagotto, passou mal quando celebrava missa de Corpus Cristi, na manhã desta quinta-feira (4), na Igreja de Lurdes, em João Pessoa. A Arquidiocese da Paraíba tranqüiliza os fiéis em relação a saúde do religioso.

De acordo com assessoria da Arquidiocese da Paraíba, Dom Aldo teve um pico de pressão e não precisou ir ao hospital. O calor e as vestes (paramentos) utilizadas pelo religioso contribuíram para o mal-estar.

A Arquidiocese garante anida que, após descanso, Dom Aldo segue suas  atividades normalmente.

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Durante a tarde, o arcebispo participou de uma procissão, que saiu da Igreja de Lurdes, na Avenida João Marchado até a Igreja de São Francisco onde foi  realizada uma missa campal.

Roberto Targino – MaisPB

Dom Aldo participa de manifestações, apesar de ser contra impeachment e pede autocrítica para o governo

dom-aldoO arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, marcou presença na manifestação em João Pessoa.

Dom Aldo diz que não é a favor do Impeachment da presidente Dilma Rousseff, por se tratar de “um processo delicado e longo”.

“Queremos que o governo reveja suas estruturas. Na verdade, queremos um projeto de estado e não de governo, de manutenção do poder”, afirmou o arcebispo.

Para ele, o governo precisa fazer uma autocrítica.

“O governo deve fazer uma avaliação da qualidade do exercício do poder. Resumindo, queremos desenvolvimento”, concluiu.

 

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paraiba.com.br

Representante do Papa no Brasil convoca Dom Aldo para explicar dossiê

Dom Aldo Pagotto e Dom Giovanni d'Aniello
Dom Aldo Pagotto e Dom Giovanni d’Aniello

Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto viaja a Brasília, na tarde desta quinta-feira. Ele teria sido chamado às pressas para dar explicações ao representante do papa Francisco no Brasil, Dom Giovanni d’Aniello. Conforme nota publicada na coluna de Heron Cid, na edição desta quinta-feira do jornal Correio da Paraíba, haveria um dossiê contra o arcebispo.

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Na íntegra, a nota publicada diz o seguinte: “Dom Aldo Pagotto foi chamado às pressas à Brasília pelo Núncio Apostólico, revelaram preocupadas fontes ligadas ao arcebipo. Olhos voltados à Arquidiocese da Paraíba!!! A convocação tem ligações com dossiê contra o líder religioso em poder do representante do papa no Brasil, Giovanni d’Aniello. O documento tem 298 páginas”.

Assessor da Arquidiocese da Paraíba, o jornalista Eisenhower Almeida afirma que não houve ‘convocação às pressas’ e que a viagem já estava programada. Ele informou que Pagotto se reunirá com membros da Igreja Católica e que os temas são sigilosos. Dom Aldo deverá retornar à Paraíba na próxima segunda-feira.

Em 2002, o Ministério Público do Ceará denunciou Aldo Pagotto, então bispo de Sobral, acusado de coagir adolescentes para que mudassem seus depoimentos à Justiça no caso do frei Luis Sebastião Thomaz – apontado como suposto autor de abuso sexual contra 21 meninas de Santana do Acaraú, no interior cearense.

Em 2013, já no cargo de arcebispo da Paraíba, dom Aldo teria encaminhado ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) denúncia de pedofilia contra dois padres da Igreja Católica.

Jãmarrí Nogueira – MaisPB

Dom Aldo alerta que padres e religiosos que participarem de eleições serão suspensos

dom-aldoEm nota nesta terça-feira (22), o arcebispo Metropolitano da Paraíba, Dom Aldo Pagotto explicou qual deve ser o posicionamento da Igreja sobre a participação de padres e religiosos na política partidária.

Conforme o documento, aquele que, por decisão pessoal, não aceitar as normas eclesiásticas e decidir pleitear função política ou assumir cargos executivos estará suspenso.

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“Eventualmente eleito, o Clérigo (padre ou religioso) continuará suspenso do uso de Ordem e de quaisquer funções eclesiásticas durante todo o período de mandato para o qual tenha sido eleito”, informou Dom Aldo.

Veja

João Pessoa (PB), 22 de julho de 2014.

 
Dom Aldo reforça posicionamento da Igreja sobre a participação de padres e religiosos na política partidária.
Leia o texto divulgado hoje.

Portaria na forma de Nota Normativa da Arquidiocese da Paraíba sobre:

a) Filiação de Clérigos em partidos políticos;
b) Disputas de Clérigos a cargos eletivos;
c) Participação de Clérigos em atividades político-partidárias, vinculados a cargos públicos remunerados, por identificação e por pertença partidária.

1. Considerando os fatos – remotos e recentes – referentes à filiação de Clérigos e de Religiosos a partidos políticos; – Considerando o fato de Clérigos e Religiosos disporem seus nomes para a candidatura e disputa a cargos eletivos; – Considerando o fato da participação efetiva de Clérigos e Religiosos em atividades político-partidárias, vinculadas a cargos públicos remunerados;

2. Considerando alguns Clérigos incardinados na Arquidiocese da Paraíba, ou que nela já exerceram seu ministério, embora hoje afastados, bem como a presença de Religiosos presbíteros que exercem na Arquidiocese da Paraíba o seu ministério, vinculados a Ordens Religiosas; – Considerando os rumores sobre Clérigos que se articulam com coligações partidárias para eventualmente se lançarem como candidatos, disputando cargos políticos na esfera federal, estadual ou municipal;

3. Considerando que, de forma precoce, são lançadas as campanhas eleitorais na esfera federal, estadual ou municipal, provocando questionamentos por parte de políticos, jornalistas, radialistas e fiéis – veiculados e repercutidos pelos meios de comunicação, solicitando respostas do Arcebispo, dando margens a interpretações diversas na opinião pública;

4. Considerando o que dispõe a Tradição e o que ordena o Magistério da Igreja a respeito da identidade sacerdotal, lavradas nas sábias e precisas Normas do Código de Direito Canônico; – Considerando as Diretrizes Pastorais emanadas pessoalmente pelo Papa emérito Bento XVI, por ocasião da “visita ad limina” dos Bispos do Regional NE 2 (Províncias Eclesiásticas de Natal, RN; Paraíba, PB; Olinda e Recife, PE e Maceió, AL) no dia 17 de setembro de 2009, bem como de Carta Normativa emanada aos 12 de dezembro de 2003 pelos Bispos das supracitadas Províncias Eclesiásticas (abaixo resumidas);

5. Preposto à Arquidiocese da Paraíba, tenho conhecimentos sobre a militância direta de padres e religiosos em política partidária – independentemente das observações em tela, eles assumem por conta própria o seu percurso histórico político-partidário. Como parlamentares sufragados, eles se sentem representantes de projetos e bandeiras que correspondem às expectativas de lideranças de movimentos populares.

6. Pela presente Nota Normativa, uma vez mais, de forma caridosa e fraterna, admoesto os Clérigos, esclarecendo o que a própria Igreja define, restringe e proíbe, conforme rezam os Cânones do Código de Direito Canônico:

a) Cânon 285 § 1 do CDC: “Os clérigos se abstenham completamente de tudo o que não convém a seu estado, de acordo com as prescrições do direito particular”.

b) Cânon 285 § 3 do CDC: “Os clérigos são proibidos de assumir cargos públicos que implicam participação no exercício do poder civil”.

c) Cânon 287 § 1º do CDC: Os clérigos promovam sempre e o mais possível a manutenção, entre os homens, da paz e da concórdia fundamentada na justiça. – § 2º. Não tenham parte ativa nos partidos políticos e na direção de associações sindicais (…).

7. O Papa emérito Bento XVI, aos 17 de setembro de 2009, dirigiu-se aos Bispos do Regional NE 2 nos seguintes termos:

“Na diversidade essencial entre sacerdócio ministerial e sacerdócio comum se entende a identidade específica – dos fiéis ordenados e dos leigos. Por essa razão é necessário evitar a secularização dos sacerdotes e a clericalização dos leigos. Nessa perspectiva, os fiéis leigos devem empenhar-se em exprimir nas realidades temporais – inclusive através do empenho político – a visão antropológica cristã e a doutrina social da Igreja. Diversamente, os sacerdotes devem permanecer afastados de um engajamento pessoal na política, a fim de favorecerem a unidade e a comunhão de todos os fiéis. Assim poderão ser uma referência para todos. É importante fazer crescer esta consciência nos sacerdotes, nos religiosos e nos fiéis leigos – encorajando e vigiando, para que cada um possa sentir-se motivado a agir segundo o seu próprio estado”.

8. Em comunhão com os Bispos do Regional NE 2, evoco a Norma emanada aos 12 de dezembro de 2003 (data anterior a minha chegada à Paraíba), tomando posição frontalmente contrária à participação de padres em disputas e cargos políticos e partidários: “Os ministros ordenados em todas as Dioceses do Regional NE 2 estão proibidos de se filiar a partidos políticos, bem como se candidatar a cargos políticos eletivos, e de assumir cargos públicos que implicam participação no poder civil”.

“Aquele que, por decisão pessoal, não aceitar as normas eclesiásticas e decidir pleitear função política ou assumir cargos executivos que implicam participação no poder civil, estará suspenso, por suspensão “latae sententiae”, de acordo com o Cânon 1333 do CDC”.

“Ao se afastar do oficio eclesiástico, o ministro deve deixar em ordem a administração que lhe compete, ficando absolutamente vedado o uso dos meios dos quais a Paróquia ou a Diocese dispõe para atividades de propaganda ou de promoção da própria candidatura”.

“Esta determinação vigorará a partir do registro de sua candidatura na convenção do Partido e será válida em todas das Dioceses do Regional NE 2”.

9. Diante das determinações elencadas em caráter irreformável, na solicitude da missão de pastor, determino que:

a) Por quaisquer razões pessoais ou por motivos particulares, os clérigos já envolvidos em política partidária e que persistem na intenção de disputar e/ ou exercer cargos políticos estarão – “ipso facto” – suspensos do uso de Ordens na Circunscrição Eclesiástica da Arquidiocese da Paraíba.

b) É-lhes vedado o exercício do ministério presbiteral e quaisquer cargos eclesiásticos. São, portanto, impedidos de celebrar os Sacramentos – sobretudo a Celebração (ou a concelebração) da Eucaristia.

c) Eventualmente eleito, o Clérigo (padre ou religioso) continuará suspenso do uso de Ordem e de quaisquer funções eclesiásticas durante todo o período de mandato para o qual tenha sido eleito.

Constata-se que há pessoas ligadas tanto às pastorais quanto a movimentos populares, cuja tendência é agir como cabos eleitorais de alguns partidos políticos. Esses podem assumir projetos que por vezes são contrários aos valores e aos princípios defendidos pelo Direito natural e pela ética e moral cristã, por exemplo na questão do aborto, invasão de terra e casamento gay. Fica a orientação para que essas pessoas não tentem fazer da Igreja cabo eleitoral, confundindo os fieis.

Em profunda comunhão na Caridade com o Santo Padre e com os Bispos do Regional NE 2 da CNBB, no acatamento incondicional ao que determinam as Diretrizes Universais da Igreja, peço a anuência e a compreensão sobre o dever de fazer cumprir o que está determinado na presente Portaria.

João Pessoa, 21 de julho de 2014

+ Aldo di Cillo Pagotto, sss
Arcebispo Metropolitano da Paraíba

Papa decreta intervenção na Arquidiocese da Paraíba e bispo de Garanhus investiga Dom Aldo

Foto: Paraibaonline
Foto: Paraibaonline

A Arquidiocese da Paraíba está sob intervenção canônica, noticiou em seu blog com exclusividade na manhã da quarta-feira o bem informado multimídia pessoense Luiz Torres. A medida é considerada rara no sistema canônico e teria sido adotada no final de agosto passado pela Santa Sé.

Bispo de Garanhuns, Dom Fernando investigará os atos de Aldo Pagotto.

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Luiz Torres informa que teve acesso ao documento sigiloso decretando a intervenção, motivada por denúncias que não ficaram expostas no arrazoado.

Como interventor, foi designado o bispo Dom Fernando Guimarães, da Diocese de Garanhuns-PE, encarregado de apurar denúncias que chegaram à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e postadas em APALAVRA, na coluna Marcos Marinho do dia 20.08.2013.

Durante a intervenção, diz Luiz Torres, o arcebispo da Paraíba, Dom Aldo de Cillo Pagotto, continuará exercendo normalmente seu mister, enquanto o bispo Dom Fernando vai apurando os fatos para os quais foi instado a investigar. “Somente após o resultado da apuração é que alguma outra medida poderá ser tomada pela Santa Sé”, avisa o jornalista.

O caso corre sob sigilo, mas diversos membros da Igreja Católica já tem conhecimento.

No começo da tarde de hoje, Dom Aldo negou por meio de sua assessoria a notícia veiculada por Luiz Torres, informa do que “não teve, não tem e sequer há previsão de intervenção na Arquidiocese da Paraíba”. Para o religioso, intervenção canônica só pode ser feita por um arcebispo e que, no caso, ele afasta o arcebispo em exercício, não podendo estar ambos ao mesmo tempo em atividade.

A assessoria de Dom Aldo reforçou que a Arquidiocese tem como hábito de expor todos os fatos nos quais é citada e que não teria problemas em admitir se a intervenção tivesse sido decretada.

Em resposta, Luiz Torres assim se manifestou pelo blog: “Apesar do completo respeito à palavra de Dom Aldo, o blog é reforçado a sustentar a informação de que o bispo Dom Fernando Guimarães, bispo de Garanhuns, foi designado para apurar algumas questões referentes à Arquidiocese da Paraíba. E que estará fazendo visitas à Paraíba até que seu trabalho seja concluído, enquanto Dom Aldo continua no cargo”.

A entidade esclareceu que Dom Fernando está em João Pessoa tão somente para participar de um congresso.

 

TIÃO LUCENA