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Por dia, três paraibanos descobrem que têm tuberculose e especialista afirma que doença não só atinge ‘grupo de risco’

Transmitida pelo ar por meio da tosse, a tuberculose, doença causada pelo microorganismo chamado Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como bacilo de koch, fez três vítimas por dia na Paraíba. Um total de 1.104 pessoas foi diagnosticado com a doença no ano passado, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Neste domingo (17), Dia Nacional de Combate à Tuberculose, o infectologista do Hapvida em João Pessoa, Fernando Chagas, aproveita a data para desmistificar algumas questões sobre a patologia e alertar que o tratamento deve começar de imediato e que a doença não atinge só “grupos de risco” como ainda está presente no imaginário das pessoas.

“A tuberculose é uma doença muito presente, que carrega muitos rótulos baseados em preconceitos e estigmas. A melhor forma de acabar com isso é, realmente, identificar e tratar quem está acometido. A doença pode acometer qualquer pessoa”, afirma o especialista que explicou ainda que a doença tem cura, sendo o mais importante iniciar o tratamento assim que for diagnosticado e permanecer em uso da medicação pelo tempo necessário.

Fernando Chagas esclarece que o diagnóstico é dado pela análise do escarro. “Existe um exame barato e rápido chamado baciloscopia de escarro, na qual é detectado na análise do escarro. O diagnóstico também pode ser feito pela biopsia e exames de imagem, como radiografia e tomografia computadorizada”, elenca.

A tuberculose pulmonar causa uma infecção que pode durar meses ou anos e vai destruindo, pouco a pouco, o pulmão. O médico esclarece que os sintomas iniciais podem ser tosse prolongada, durando mais de 30 dias, que pode ser seca, mas na maioria das vezes é produtiva, ou seja, com secreção. Surgimento de febre no final da tarde – esta também pode durar meses –, perda de pesa, podendo o indivíduo perder 10 kg em seis meses ou até mais. Além de fraqueza e falta de apetite.

Consequências – O médico infectologista Fernando Chagas destaca que a tuberculose acometendo os pulmões pode deixar sequelas. Dentre as quais o risco de sangramento, destruição do tecido pulmonar e cavitações nos pulmões. “Todos estes refletem uma vida de acompanhamento e cuidados do paciente com a saúde, porque fragiliza muito o sistema respiratório”, afirma.

Além disso, o especialista alerta: “Todo paciente com tuberculose deve fazer o exame do HIV, porque a tuberculose é ainda a doença que mais mata entre os portadores desse vírus”, conclui.

 

Assessoria de Imprensa

 

 

Doença deixa pessoas com obsessão por coisas fitness

Se você vive contando calorias, não tira da cabeça o que comeu ou deixou de comer, não compra nada sem estudar todo o rótulo, ou fica sem comer porque não tem nada saudável, tenha muito cuidado, pois você pode está sofrendo da doença ortorexia, conhecida como ‘obsessão fitness’.

Segundo a nutricionista Débora Pinheiro, diferente do que ocorre com os casos de bulimia e anorexia, a ortorexia não busca essa preocupação com a imagem que está refletida no espelho, mas a única preocupação se dá em consumir alimentos tidos como puros e corretos.

“A ortorexia é uma fixação por alimentação em que a pessoa afetada passa horas pensando sobre o assunto, lendo rótulos de alimentos e na escolha do que ingerir. As restrições levam ao consumo de uma variedade cada vez menor de alimentos. Assim, ocorre a carência de algumas vitaminas e o excesso de outras. A busca incansável pelo ‘mais saudável’ torna-se uma maratona sem fim e sem recompensa”, disse a nutricionista.

Dentre os sintomas da doença, uma característica da condição é o indivíduo levar sua própria refeição ao sair de casa, caso contrário não se alimenta. Outro ponto marcante é o isolamento durante as principais refeições, além de evitar confraternizações.

“Doenças relacionadas às carências nutricionais, como anemia e avitaminose. Essa exclusão de determinados grupos alimentares da dieta são exemplos de problemas de saúde que podem ser desenvolvidos em decorrência da fixação por alimentos saudáveis”, disse Débora.

A médica sugere que o tratamento contra o problema ocorra de forma multidisciplinar, ou seja, com mais de um especialista no acompanhamento. “O tratamento é multidisciplinar, no caso o nutricionista com o psicológico, trabalhando dietas menos restritivas e educando o paciente para que não se sinta engessado no plano alimentar”.

 

(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Ilustração)

portalcorreio

 

 

Enxaqueca é a sexta doença que mais incapacita, mas tem tratamento

A enxaqueca é conhecida por provocar uma dor de cabeça que dura algumas horas e muitas vezes vem acompanhada de náuseas, sensibilidade à luz, ao som, tontura, fadiga e falta de apetite. A doença é a sexta mais incapacitante do mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), e atinge 15% da população mundial.

No Brasil, cerca de 31 milhões de brasileiros sofrem com enxaqueca, a maioria com idade entre 25 e 45 anos. As mulheres representam 25% das pessoas que convivem com a patologia, o dobro da prevalência entre os homens. Em relação às crianças, a ocorrência é de 3% a 10%, afetando ambos os sexos antes da puberdade e após tendo predomínio no sexo feminino.

Uma pesquisa feita pela Novartis e a European Migraine and Headache Alliance (EMHA) mostra que as pessoas com enxaqueca chegam a perder cerca de uma semana de trabalho por mês em decorrência do problema. Esse foi o maior estudo global já realizado com pacientes que enfrentam a doença e envolveu mais de 11.266 pessoas de 31 países, incluindo o Brasil.

Diagnóstico simples e rápido

A patologia, na maioria das vezes, é diagnosticada de forma rápida e simples, a partir de informações reunidas no consultório. “A enxaqueca é um tipo de dor de cabeça que ocorre em pessoas geneticamente predispostas. É desencadeada por alterações neuroquímicas em diversos componentes do Sistema Nervoso Central que levam à sensibilização de estruturas como nervos, músculos e vasos sanguíneos. O diagnóstico é clínico, ou seja, os sintomas e o exame neurológico no consultório são suficientes, não sendo necessário exame complementar para diagnosticar a enxaqueca”, explica a neurologista da NeuroAnchieta, Dra. Fernanda Ferraz.

Entre os tabus relacionados à enxaqueca, está o medo de uma doença grave cerebral, mas a especialista afirma que a patologia não costuma ter relação com algo mais sério. “Ela não é causada por tumores, aneurismas ou trombose cerebral. Exames de imagem do cérebro ou dos vasos sanguíneos cerebrais são solicitados pelo médico apenas quando há dúvida ou alguma suspeita de que a dor de cabeça não seja enxaqueca. Por isso, é importante procurar um profissional, porque sabemos, por meio de estudos, que alguns pacientes podem ter risco aumentado de AVC. Mas isso em casos específicos”, afirma a especialista.

Quando o paciente apresenta sinais de alerta normalmente são solicitados exames de imagem pra melhor avaliação do quadro. “Existem inúmeras causas de dor de cabeça na população em geral que vão desde privação do sono, estresse, cansaço, desidratação até causas mais graves e complexas. O neurologista poderá solicitar tomografia computadorizada e/ou ressonância magnética se suspeitar de alguma possível patologia. Esses exames são capazes de confirmar ou afastar uma causa de maior gravidade”, explica o responsável técnico do Anchieta Diagnósticos, Dr. Anderson Benine Belezia.

Mais de uma forma de enxaqueca

A enxaqueca é classificada quanto a frequência, sintomas associados e subtipos genéticos específicos. “Quando a dor ocorre até 14 vezes por mês é chamada de episódica. Acima de 15 vezes, com até oito episódios e características típicas por no mínimo 3 meses seguidos, é considerada crônica. Alguns pacientes têm a aura (manchas, raios, luzes, formigamento ou dormência, vertigem ou fraqueza em um dos lados do corpo), um sintoma neurológico que acontece antes ou durante a dor. É bom ter atenção a aura porque estudos dizem ser um fator de associação a maior incidência de doenças cardiovasculares. Mas isso não quer dizer que a pessoa terá um AVC, por exemplo. Basta fazer acompanhamento correto, preventivo”, enfatiza a neurologista.

Entre as possíveis alavancas de uma crise está a alimentação, frequentemente citada pelos pacientes. “A exposição a alguns embutidos, defumados, adoçantes, álcool, queijos, outros derivados de leite, chocolate pode desencadear uma crise em algumas pessoas. O que se deve fazer é evitar os gatilhos específicos que são identificados como causadores da dor. Não existe dieta específica para enxaqueca, então não adianta retirar alimentos se a pessoa não percebe o que desencadeia a enxaqueca”, acrescenta Dra. Fernanda Ferraz.

Novos medicamentos

Um novo medicamento, já utilizado em outros países, foi lançado no Brasil. O erenumabe é um anticorpo receptor para a substância CGRP (peptídeo relacionado ao gene da calcitonina) que é liberado em grande quantidade durante as crises, no cérebro e no nervo trigêmeo (estrutura responsável pela percepção dolorosa em grande parte da cabeça). “Ele é administrado via subcutânea com uma injeção mensal e não age dentro do cérebro, mas sim na meninge (membrana que envolve a superfície cerebral) e no trigêmeo. Até 40% dos pacientes com enxaqueca crônica e episódica apresentaram diminuição de 50% dos episódios de dor. Resultado positivo e com pouco efeito colateral”, conta a neurologista da NeuroAnchieta.

Automedicação e a enxaqueca

O Brasil ainda é recordista mundial de automedicação, hábito comum em 77% da população, de acordo com o Conselho Federal de Farmácias (CFF). Quase metade dos brasileiros, 47%, se automedica ao menos uma vez por mês e 25% faz isso todo dia ou uma vez na semana. A prática pode atrapalhar no controle das doenças. “Uso excessivo de analgésicos comuns por mais de 15 dias no mês e analgésicos para enxaqueca por mais de 10 vezes faz com que o sistema natural de controle de dor do cérebro não funcione adequadamente e a dor piora em intensidade e frequência. O principal problema associado a isso é a cronificação dessa dor”, explica a neurologista.

A medicação correta, prescrita por um especialista, pode diminuir as crises. E há variedade e possibilidades de tratamentos. “Existem diversos medicamentos para tratamento em longo prazo, como antiepilépticos, antidepressivos, ansiolíticos, antivertiginosos, antiarrítmicos, anti-hipertensivos e toxina botulínica. Eles foram desenvolvidos para outras doenças, mas estudos demonstraram efeito e segurança também para a enxaqueca”, acrescenta Dra. Fernanda Ferraz.

Conviver com a doença é possível, seja com medicamentos, atenção aos possíveis fatores que desencadeiam as dores ou terapias alternativas. “A atividade física é uma aliada no tratamento e prevenção. Para efeito significativo são necessários pelo menos 150 minutos de exercícios aeróbicos por semana. Outras estratégias adjuvantes são a acupuntura, biofeedback e o estimulador transcutâneo do nervo trigêmio. Procurar um especialista, fazer acompanhamento correto e seguir o protocolo recomendado são fundamentais para garantir qualidade de vida”, conclui a neurologista.

 

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Dia Internacional de Atenção à Pessoa com Lúpus: doença atinge cerca de 200 mil brasileiros, segundo MS

Médica reumatologista fala sobre a doença, sintomas, diagnóstico e tratamento

Nesta sexta-feira (10/05) é lembrado o Dia Internacional de Atenção à Pessoa com Lúpus. A data visa conscientizar a população sobre a importância de se manter ciente dos sinais da doença. O Ministério da Saúde estima que aproximadamente 200 mil brasileiros sofram com o lúpus. Sendo mais comum em mulheres, na idade fértil. Elas representam uma proporção de nove para um homem.

Eliana Teles de Gois, médica reumatologista da Aliança Instituto de Oncologia explica que esta é uma doença autoimune, crônica, potencialmente grave, que pode deixar sequelas e até levar a morte. Segundo a especialista, o lúpus pode se manifestar de diversas formas e atacar qualquer parte do corpo.

Ela acrescenta que a doença pode se apresentar de quatro formas diferentes, com causas distintas. O Lúpus discoide atinge a pele da pessoa e pode ser diagnosticado com o surgimento de feridas avermelhadas com tamanhos, formatos e cores específicas, especialmente no rosto, nuca e/ou couro cabeludo.

O Lúpus sistêmico é o mais frequente e pode ser leve ou grave. Nesse tipo da doença, a inflamação abrange todo o organismo da pessoa, acometendo vários órgãos ou sistemas. “A primeira forma pode evoluir para o lúpus sistêmico”, complementa Eliana.

Há ainda o Lúpus induzido por drogas e o neonatal. O induzido também é comum e acontece porque esse tipo de substância pode provocar a inflamação, com sinais semelhantes ao lúpus sistêmico. Porém, nesse caso, tende a sumir assim que o uso terminar.

E, por último o lúpus neonatal, que é bastante raro e afeta recém-nascidos de mulheres que tenham a enfermidade. A criança pode ter erupções na pele, problemas no fígado ou baixa contagem de células do sangue. “Esses indícios tendem a sumir naturalmente depois de meses”, aponta. De acordo com a médica, esses bebês podem ter um defeito cardíaco grave. “Hoje em dia, temos testes e exames que podem identificar o risco e tratá-lo antes ou depois do nascimento da criança”, pontua.

Sintomas e tratamento

Dra Eliana destaca que os sintomas mais comuns são dores nas juntas, sensibilidade ao sol e manchas na pele. Dentre as manifestações mais graves, estão: a perda da função dos rins, anormalidades no sangue, além de transtornos neuropsiquiátricos, entre eles a depressão, os distúrbios de ansiedade e, em casos raros, os surtos psicóticos.

A especialista comenta que ainda não existe cura para o lúpus, mas o tratamento evoluiu nos últimos anos. “Pode- se dizer, que os pacientes que fazem acompanhamento regular com o reumatologista e seguem corretamente o tratamento, tem uma vida praticamente normal”, finaliza.

 

grupobjetiva

 

 

Câncer: consumo de cigarro light, eletrônico ou narguilé também são responsáveis pela doença

Consumo de tabaco pode ampliar cerca de 20 vezes o risco do surgimento do câncer de pulmão e de quatro a dez vezes mais chances de desenvolver ao menos 12 tipos de câncer
Com mais de 21 milhões de fumantes no Brasil, o tabagismo é responsável por cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Apesar de muitas pesquisas levantarem os malefícios causados pelos cigarros tradicionais, as alternativas como os cigarros light, eletrônico ou narguiles também podem ser prejudiciais à saúde.

Cigarro light

Cientistas da Ohio State University, nos Estados Unidos, apontaram que o cigarro do tipo light pode ser a razão do aumento de um câncer chamado adenocarcinoma pulmonar, muito comum entre fumantes, bastante agressivo e de difícil remoção cirúrgica. Durante o estudo, os pesquisadores perceberam que o consumo excessivo desses cigarros pode estar diretamente ligado ao aumento dos casos nos últimos 50 anos.

Isso porque os cigarros do tipo light foram desenvolvidos com filtros minúsculos. Os furos de ventilação do filtro permitem que os fumantes inalem mais fumaça, responsável por aumentar os níveis de produtos químicos e outras toxinas no organismo. Considerada uma opção menos agressiva que os demais cigarros comercializados no mercado, hoje essa ideia já é contestada por toda a comunidade médica.

Segundo a oncologista Dra. Mariana Laloni, do Centro Paulista de Oncologia (CPO), unidade paulista do Grupo Oncoclínicas, existem dois tipos principais de câncer de pulmão: carcinoma de pequenas células e de não pequenas células. “O carcinoma de não pequenas células corresponde a 85% dos casos e se subdivide em carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. O tipo mais comum no Brasil e no mundo é o adenocarcinoma e atinge 40% dos doentes”, comenta.

Cigarro eletrônico

Um estudo publicado esta semana na revista científica Thorax, realizado pela Universidade de Birmingham, revelou que o vapor inalado através do cigarro eletrônico pode debilitar as células que protegem os tecidos pulmonares. Os macrófagos alveolares – importantes células que promovem o controle de elementos estranhos no corpo – que foram expostos ao vapor apresentaram danos maiores em relação à exposição apenas ao líquido do dispositivo.

Essa não foi a primeira pesquisa que evidenciou os perigos do cigarro eletrônico. Outro estudo elaborado por pesquisadores da faculdade de medicina da Universidade de Nova York relacionou o uso do o cigarro eletrônico ao aumento do risco de câncer e doenças cardíacas.

A Dra. Mariana Laloni conta que, apesar de conter menos substâncias cancerígenas que os cigarros convencionais, o cigarro eletrônico, principalmente após o uso prolongado, ainda apresenta riscos e não deve ser considerado uma opção segura.

Narguilé

O Narguilé é um cachimbo que traz um fumo feito de tabaco, melaço e frutas ou aromatizantes. Por conter água e um mecanismo de filtragem, difundiu-se a ideia de que o seu consumo pode ser menos prejudicial à saúde, mas na realidade, ele pode ser tão ruim quanto os cigarros tradicionais.

De acordo com uma estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma sessão de narguilé, que dura em média de 20 a 80 minutos, equivale a fumar cerca de cem cigarros.

A oncologista ainda afirma que as outras formas de consumo de tabaco (como narguilé, charuto, cachimbo e cigarros eletrônicos) são responsáveis por ampliarem em cerca de 20 vezes o risco de surgimento do câncer de pulmão e de quatro a dez vezes mais chances de desenvolver ao menos 13 outros tipos de câncer: de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, intestino, rim, bexiga, colo de útero, ovário e alguns tipos de leucemia.

Sobre o CPO

Fundado há mais de três décadas pelos oncologistas clínicos Sergio Simon e Rene Gansl, o Centro Paulista de Oncologia CPO – Grupo Oncoclínicas, oferece cuidado integral e individualizado ao paciente oncológico. Com um corpo clínico com mais de 50 oncologistas e hematologistas e uma capacitada equipe multiprofissional com psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos, enfermeiros e reflexologistas. Oferece consultas médicas oncológicas e hematológicas, aplicação ambulatorial de quimioterápicos, imunobiológicos e medicamentos de suporte, assistência multidisciplinar ambulatorial, além de um serviço de apoio telefônico aos pacientes 24 horas por dia e acompanhamento médico durante internações hospitalares.

O CPO possui a acreditação em nível III pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e a Acreditação Canadense Diamante (Accreditation Canada), do Canadian Council on Health Services Accreditation, o que confere ao serviço os certificados de “excelência em gestão e assistência” e qualifica a instituição no exercício das melhores práticas da medicina de acordo com os padrões internacionais de avaliação. A instituição possui uma parceria internacional com o Dana Farber Institute / Harvard Cancer Center, que garante a possibilidade de intercâmbio de informações entre os especialistas brasileiros e americanos, bem como discussão de casos clínicos. Além disso, ainda, proporciona a educação médica continuada do corpo clínico do CPO, com aulas, intercâmbios e eventos com novidades em estudos e avanços no tratamento da doença. Atualmente o CPO possui duas unidades de atendimento em São Paulo, nos bairros de Higienópolis e Vila Olímpia.

Sobre o Grupo Oncoclínicas

Fundado em 2010, é o maior grupo especializado no tratamento do câncer na América Latina. Possui atuação em oncologia, radioterapia e hematologia em 11 estados brasileiros. Atualmente, conta com mais de 60 unidades entre clínicas e parcerias hospitalares, que oferecem tratamento individualizado, baseado em atualização científica, e com foco na segurança e o conforto do paciente.

Seu corpo clínico é composto por mais de 450 médicos, além das equipes multidisciplinares de apoio, que são responsáveis pelo cuidado integral dos pacientes.

O Grupo Oncoclínicas conta ainda com parceira exclusiva no Brasil com o Dana-Farber Cancer Institute, um dos mais renomados centros de pesquisa e tratamento do câncer no mundo, afiliado a Harvard Medical School, em Boston, EUA.

Para obter mais informações, visite www.grupooncoclinicas.com.

 

DIGITAL TRIX

 

 

No Dia de Prevenção e Combate à Hipertensão, esclareça os principais mitos e verdades sobre a doença

Foi instituído em 26 de abril o Dia de Prevenção e Combate à Hipertensão, doença crônica que atinge um em cada quatro brasileiros. Apesar da alta incidência, o problema ainda gera muitas dúvidas entre a população. Para ajudar a conscientizar as pessoas sobre os cuidados básicos que podem ajudar a evitar esse tipo de problema, além de outras doenças mais graves que podem ser decorrentes da hipertensão, o Dr. Lucas Silva Possebon, especialista em cirurgia cardiovascular da SulAmérica, esclarece alguns dos principais mitos e verdades relacionados ao tema.

Adotar hábitos de vida saudáveis, como uma boa alimentação e a prática de atividades físicas com regularidade, contribui para manter a pressão arterial a níveis mais baixos.

Verdade! Adotar hábitos de vida saudáveis desde a infância e a adolescência reduz as chances de desenvolver hipertensão. Para evitar o problema no futuro, além de outras doenças cardiovasculares, recomenda-se uma ingestão controlada de sódio e de álcool, assim como evitar o tabagismo. A prática de atividades físicas também é muito importante para reduzir o risco de hipertensão. Cerca de 30 minutos de atividade moderada durante cinco dias na semana já é suficiente. E vale lembrar que evitar o sedentarismo ajuda a controlar não só a pressão arterial, mas também a prevenir outros problemas de saúde.

O histórico familiar pode influenciar no desenvolvimento da hipertensão.

Verdade! O fator genético tem contribuição importante no desenvolvimento da hipertensão, embora ainda não existam variantes genéticas para que os médicos possam predizer o risco de determinada pessoa desenvolver o problema. Vale ressaltar, no entanto, que essa predisposição associada a fatores ambientais, como a qualidade da alimentação do indivíduo, tende a contribuir de forma mais incisiva para o surgimento da hipertensão arterial.

Se eu não apresento sintomas de hipertensão, então significa que não tenho o problema.

Mito! A hipertensão é uma doença silenciosa e, quando os sintomas se manifestam, normalmente é um sinal de que o quadro já está agravado, ou seja, a pessoa pode ter desenvolvido alguma doença mais séria como consequência da pressão alta. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, apenas um em cada cinco adultos mantém a pressão arterial sob controle.

Determinados grupos populacionais têm maior probabilidade de desenvolver hipertensão.

Verdade! Entre esses grupos está a população idosa. Estudos mostram que 75% das pessoas com mais de 70 anos têm hipertensão arterial, por exemplo. Isso ocorre devido a alterações nas paredes dos vasos, como a calcificação e o endurecimento das artérias, decorrentes do próprio envelhecimento, que favorecem o aumento da pressão arterial. Além disso, alguns estudos já apontaram que pessoas negras também têm uma maior probabilidade de desenvolver hipertensão, embora ainda não se saiba qual o gene que contribuiu para isso.

Pessoas obesas são mais propensas à hipertensão.

Verdade! O excesso de peso é associado a uma maior prevalência de hipertensão independentemente da idade. Se a pessoa ganha 2,5kg de gordura, ela já tem maior risco de desenvolver a doença. Vale alertar que o acúmulo de gordura na barriga, bastante comum entre a população brasileira, também está diretamente associado à hipertensão.

Dormir bem ajuda a controlar a pressão arterial.

Verdade! Durante a fase profunda do sono são produzidos alguns hormônios que atuam diretamente na regulação da pressão arterial. Então, se o indivíduo dorme mal, ele pode ter uma menor produção desses hormônios, e isso vai acarretar em um maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares.

Hipertensão tem cura.

Mito! A hipertensão não tem cura, porém mudanças no estilo de vida são recomendadas não só para a prevenção, mas por também reduzirem a probabilidade de problemas maiores decorrentes da pressão alta. Mesmo depois que o paciente já toma remédio, a associação do tratamento medicamentoso com o não medicamentoso – ou seja, a adoção de hábitos saudáveis – é benéfica.

O estresse contribui para elevar a pressão arterial.

Verdade! O estresse participa tanto do desencadeamento quanto da manutenção da hipertensão arterial, ou seja, a pessoa tanto pode desenvolver pressão alta por conta de situações estressantes ou, caso já tem um quadro de hipertensão, pode agravá-lo. Diferentes técnicas de controle do estresse e seu impacto na redução da pressão arterial têm sido estudadas, entre elas a meditação e musicoterapia. Embora ainda não esteja comprovada uma associação dessas atividades com uma menor probabilidade de hipertensão, o certo é que evitar se estressar faz toda a diferença para uma melhor qualidade de vida.

A hipertensão pode aumentar o risco de outras doenças, como infarto e AVC.

Verdade! A hipertensão é associada frequentemente a alterações funcionais ou estruturais de órgãos como coração, cérebro, rins e vasos sanguíneos, aumentando o risco de infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e doenças renais. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a hipertensão contribui direta ou indiretamente para 50% das mortes relacionadas a complicações cardíacas.

A SulAmérica disponibiliza conteúdos sobre este e outros temas de saúde e bem-estar por meio do site do Programa Saúde Ativa (www.sulamerica.com.br/saudeativa), que tem o objetivo de incentivar a adoção de hábitos de vida mais saudáveis, prevenindo doenças e proporcionando uma melhor qualidade de vida.

Alícia Baptista

 

 

Apesar de evitável, hemorragia pós-parto ainda é a doença materna que mais mata no mundo

Uma em cada quatro mulheres morre por conta da complicação ao parir

Definida como a perda exagerada de sangue após o parto, a hemorragia pós-parto (HPP) é responsável por quase um quarto das mortes maternas no mundo e é a principal causa em países de baixa e média renda, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, dados preliminares do DATASUS apontam que, em 2017, 1.654 mulheres morreram por causa de doenças relacionadas à maternidade, sendo a HPP a segunda maior responsável pelos óbitos.

Apesar de ser mais comum nas primeiras 24 horas, quando é chamada de primária ou precoce, a HPP também pode ocorrer após o primeiro dia até seis semanas após o puerpério, definida como secundária ou tardia. As causas do problema são variadas, estando relacionadas principalmente a falha da contração uterina secundária a condições que levam à fadiga do útero, como trabalho de parto prolongado, ou à distensão exagerada do útero por gravidez de gêmeos, por exemplo. A obesidade, a idade materna (menos de 20 ou mais de 40 anos) e distúrbios da coagulação também são fatores de risco para hemorragia pós-parto.

O diagnóstico por profissional treinado é relativamente simples e feito por meio da identificação de um sangramento excessivo de acordo com o exame físico da paciente. “Um dos problemas é a demora na identificação da complicação, já que a perda sanguínea tende a ser subestimada após o parto e, além disso, a demora na instituição de medidas adequadas e oportunas de prevenção e tratamento”, destaca Samira Haddad, médica obstetra, com doutorado em Ciências Médicas pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

A observação global da mulher permite identificar a complicação precocemente ao identificar outros sinais e sintomas, como aumento da frequência cardíaca, tontura, palidez, confusão, hipotensão, entre outros. “Desta forma, é possível que a equipe de saúde responsável realize uma série de medidas que podem evitar o sangramento na hora do parto”, acrescenta Samira.

Tratamento

Atualmente, a opção de terapia mais conhecida para a hemorragia pós-parto é a aplicação intravenosa de ocitocina sintética, uma versão do hormônio naturalmente produzido por parturientes. Entretanto, o medicamento é sensível e precisa de refrigeração entre 2ºC e 8ºC, limitando assim o transporte e o armazenamento, motivo possivelmente envolvido na ocorrência de mais mortes em áreas mais afastadas dos centros urbanos.

Uma opção inovadora com potencial de salvar a vida de milhares de mulheres é a carbetocina termoestável, que  demonstrou em estudo não ser inferior ao padrão atual de tratamento, sendo, ainda mais resistente a mudanças climáticas e permanecendo eficaz mesmo em altas temperaturas – sua durabilidade é assegurada por pelo menos três anos se armazenada a até 30 °C, e por seis meses a até 40 °C.

“É importante que novas opções de tratamento sejam estudadas e disponibilizadas de maneira acessível, principalmente, nos países com maiores índices de mortalidade materna por hemorragia pós-parto, para que os números diminuam e mais vidas sejam salvas”, destaca a especialista.

Estudo

Publicado no New England Journal of Medicine, o estudo clínico CHAMPION foi realizado com quase 30 mil mulheres em dez países. Conduzido pela OMS com colaboração do Laboratórios Ferring e MSD for Mothers, este é o maior estudo realizado na prevenção da HPP, e concluiu que o novo medicamento não é inferior à ocitocina na prevenção da HPP e tem potencial para ser o medicamento de escolha em países de baixa e média renda, onde é mais difícil manter a refrigeração adequada.

Sobre a Ferring Pharmaceuticals

A Ferring Pharmaceuticals é uma empresa biofarmacêutica líder internacional em saúde reprodutiva e materna atuando em mais de 110 países – com 60 sedes próprias, 10 plantas de produção e 12 centros de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em todo o mundo, incluindo Estados Unidos, Europa, Índia, China e América Latina. Com sede na Suíça, a Ferring conta com mais de 6 mil funcionários e identifica, desenvolve e comercializa produtos inovadores nas áreas de Reprodução Humana, Urologia, Gastroenterologia, Endocrinologia e Ortopedia. Hoje, mais de um terço do investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) é direcionado a tratamentos personalizados para mães e bebes da concepção ao nascimento. A companhia atua há 25 anos no Brasil, com sede em São Paulo, e possui mais de 100 colaboradores no país. Para mais informações sobre a Ferring ou seus produtos, visite www.ferring.com.br

Assessoria de Imprensa

 

 

Glaucoma: uma doença “silenciosa” e a principal causa de cegueira irreversível

A perda gradual da visão periférica é a característica principal do glaucoma, doença que hoje é a maior causa de cegueira irreversível no mundo. A fim de evitar essa consequência drástica, a oftalmologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Paula Boturão de Almeida, alerta para o diagnóstico precoce e o controle do problema, que não tem cura.

Sem sintomas aparentes em sua fase inicial, o único método para reconhecer a doença é por meio do exame oftalmológico, como lembra a médica. Segundo ela, essa prevenção deve ser feita em todas as pessoas acima de 40 anos, para evitar a evolução da doença para a cegueira.

No Brasil, cerca de 1 milhão de pessoas são portadoras de glaucoma, de acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a previsão futura é que, até 2020, 80 milhões de pessoas no mundo venham a ter essa alteração na visão.

A oftalmologista explica que o mal se apresenta como glaucomas primários ou secundários, sendo os primários classificados como congênitos, fechado (agudo) e ângulo aberto (crônico). Entre essas categorias, os dois primeiros são denominados como urgência oftalmológica, e tendo como tratamento indicado, a cirurgia.

No caso do glaucoma crônico, tipo mais frequente, o controle é feito com medicação e, somente em casos específicos, a intervenção cirúrgica se faz necessária.

“O glaucoma crônico é uma neuropatia óptica crônica, progressiva, caracterizada por alterações típicas do disco óptico e da camada de fibras nervosas da retina. Na maioria das vezes, é acompanhado de pressões intraoculares acima dos níveis considerados estatisticamente normais”, salienta a oftalmologista.

A especialista lembra que alguns fatores são denominados como de risco para este caso, entre eles estão a pressão intraocular, etnia, hereditariedade, miopia, diabetes e a idade. No caso dos secundários, Paula Boturão de Almeida explica que a causa está relacionada ao uso de medicamentos, como colírios de corticoide, de forma indiscriminada, doenças oculares e inflamatórias.

Apesar da gravidade do problema, a médica reforça, porém, que o portador de glaucoma pode levar uma vida normal seguindo o tratamento indicado pelo médico.

HOSPITAL EDMUNDO VASCONCELOS

Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Hospital Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 1.000 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230 mil consultas ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,45 milhão de exames por ano. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 – Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o primeiro lugar no Prêmio Melhores Empresas para Trabalhar Saúde – Hospitais, conquistado em 2017.

 

 

Diabetes: tudo sobre a doença e como se prevenir

O diabetes é uma doença metabólica, pois está relacionado à forma como o corpo metaboliza os alimentos ingeridos. O papel do corpo é fazer o pâncreas produzir insulina suficiente para transformar glicose em energia. Quando isso não ocorre, ou não ocorre de forma adequada por qualquer motivo, o nível de glicose no sangue aumenta, gerando o diabetes.

Os sintomas do diabetes muitas vezes demoram a se manifestar ou a ser percebidos pelos pacientes, por isso recebe o pseudônimo de “a doença silenciosa”.

Confiram abaixo os tipos de diabetes, sintomas comuns, tratamentos e como evitar.

 

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Especialista diz que medo de ficar sem tecnologia é doença; veja como identificar a nomofobia

nomofobiaOs avanços tecnológicos não trouxeram apenas novas ferramentas de interação social, mas também uma nova doença: a nomofobia, caracterizada pelo medo e pânico de ficar desconectado e incapacitado de se comunicar por meio de aparelhos celulares e computadores.

Segundo José Roberto Marques, especialista comportamental e presidente do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), a doença não é relacionada ao tempo que a pessoa passa utilizando os aparelhos, mas aos prejuízos que o uso acarreta.

Além disso, o problema pode estar associado a sintomas de ansiedade e depressão, já que as pessoas afetadas pela nomofobia costumam se sentir rejeitadas quando ninguém telefona e enfrentam síndrome de abstinência quando estão sem o aparelho.

Causas e sintomas da nomofobia

De acordo com o especialista, os principais fatores de risco para a nomofobia são: baixa autoestima; dificuldade em relacionamentos sociais; incapacidade de desligar o telefone ou computador; verificação obsessiva da caixa de entrada de e-mails ou chamadas de celular; sentir a necessidade de estar online cada vez mais ou preocupação contínua com a bateria de celulares ou notebooks.

Já os sintomas da doença são: incômodos e irritação acima do normal quando a rede de internet não funciona; tentativas fracassadas de passar menos tempo com aparelhos eletrônico; utilizar a internet para fugir de problemas; e incapacidade de desligar celulares ou computadores quando necessário.

Ainda segundo o especialista, uma das saídas para escapar da nomofobia é deixar a vida online de lado e se dedicar cada vez mais a vida social, saindo com amigos, frequentar locais com bom número de pessoas, viajar, realizar exercícios físicos e ficar algum tempo diariamente sem aparelhos como celular e computador.

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