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Bananeiras será destaque em documentário sobre o Prêmio SEBRAE Nacional Prefeito Empreendedor

bananeirasAs importantes conquistas do município de Bananeiras no empreendedorismo tem chamado a atenção de todos o País.

Esta semana o município está recebendo uma equipe da produtora CINE GROUP, que percorrer o País registrando os ganhadores do Prêmio SEBRAE Nacional Prefeito Empreendedor. O Prefeito de Bananeiras, Douglas Lucena, foi o vencedor da última edição do prêmio. A ideia do documentário é destacar as ações exitosas dos Gestores ganhadores da premiação.

Em Bananeiras, a Casa do Empreendedor, os cursos de qualificação e capacitação, a força da piscicultura e o estímulo às cooperativas e ao associativismo, foram algumas das ações que fizeram com que Douglas fosse o vencedor.

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Em conversa com a equipe, o Chefe do Executivo Municipal fez questão de lembrar que, “tem sido muito importante a parceria do município com o SEBRAE, o que tem contribuído para o desenvolvimento da cidade”.

A equipe tem filmado vários pontos da cidade e conversado com pessoas que têm sido assistidas pelas políticas públicas no município.

premioAssessoria

Copa do Mundo: Equipe de TV alemã vem à Paraíba produzir documentário

paraibaUma equipe de TV alemã chega à Paraíba nesta sexta-feira (11) para a produção de um documentário sobre as belezas naturais, a gastronomia e a cultura do Estado. Os jornalistas são da emissora ARD e vão preparar uma série de programas com o título ‘Wetlreisen – viagens pelo mundo’, que vão mostrar a região onde a seleção da Alemanha vai disputar os jogos da Copa do Mundo. Na primeira fase da Copa, os germânicos disputarão jogos em Salvador, Fortaleza e Recife. Os programas serão exibidos no noticiário da ARD durante o mês de maio. A Empresa Paraibana de Turismo (PBTur) foi procurada pelo escritório da ARD no Rio de Janeiro e ofereceu toda logística para a vinda da equipe de reportagem.

As visitas têm início, nesta sexta-feira, pela cidade de Sousa, no Sertão paraibano. A intenção é fazer registros sobre o cultivo de coco na região conhecida pelas chuvas escassas e altas temperaturas. Ainda na sexta-feira, a equipe deve visitar a cidade de Teixeira para conhecer a Caatinga. De acordo com a jornalista Maria Adélia Mendonça, os programas sobre o Nordeste têm como proposta apresentar a Região ao telespectador alemão.

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“Queremos retratar a natureza da Região com suas belezas, a pluralidade cultural, gastronomia diferenciada e original; a economia e as tradições culturais. Escolhemos o Nordeste pelo fato que a seleção alemã estará jogando em três capitais da região. Queremos apresentá-lo ao espectador alemão, não apenas como uma foto de bonitas paisagens, mas com histórias desses importantes brasileiros que fazem dessa região ser tão especial para o resto do país e do mundo”, afirmou Adélia.

No sábado (12), os jornalistas alemães vão para a cidade do Ingá, onde irão produzir reportagens sobre as ‘Pedras de Itacoatiaras’. A Secretaria de Turismo de Ingá vai disponibilizar todo apoio à equipe de reportagem. O roteiro dos alemães na Paraíba vai ser encerrado, em João Pessoa, na segunda-feira (14). Está prevista uma entrevista com um pescador artesanal.

A presidente da PBTur, Ruth Avelino, disse que a vinda da equipe de tevê alemã à Paraíba é fruto da realização da Copa do Mundo. “Eles querem mostrar ao público alemão como são as cidades onde a seleção deles vai jogar. Mas como João Pessoa e outras cidades paraibanas estão muito próximas das capitais, eles entenderam que seria ótimo mostrar o que temos de belezas naturais, de cultura e gastronomia. Isso é ótimo”, afirmou.

Serviço– A ARD é uma rede pública, com papel de TV educativa. A emissora mantém escritórios em 32 países, sendo líder de audiência nos noticiários. O website da emissora é www.ard.de.

Secom PB

 

Campanha busca recursos para documentário sobre projeto pioneiro contra ditadura

VIDAL CAVALCANTE/FOLHAPRESS
VIDAL CAVALCANTE/FOLHAPRESS

A história que Ana Castro e Gabriel Mitani querem contar parece ficção, eles mesmos admitem. Mas, infelizmente, não é. Os dois jornalistas estão produzindo o documentário Coratio, que irá mostrar o trabalho feito por um grupo de advogados entre 1979 e 1985 para salvar documentos que provam a prática de tortura durante a ditadura (1964-85). Nesta semana, a dupla lançou uma campanha de arrecadação para terminar o filme e mostrar que a violência cuja memória o projeto Brasil: Nunca Mais quis preservar ainda é praticada nos dias de hoje.

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Em pleno regime autoritário, advogados retiraram dos arquivos judiciais processos levados aos tribunais castrenses, uma operação que garantiu a primeira comprovação de violação de direitos humanos a partir de fontes oficiais. “O uso da tortura não cessou. Você tem o Amarildo, mais de 6 mil pessoas desapareceram no ano passado do Rio, muitas delas pelas mãos de policiais que deveriam nos proteger. Então esse modus operandi da PM continua. Antes eram subversivos, universitários ou agricultores mais politizados, agora é na periferia, a população jovem. Pessoas que têm menos voz. Mas a forma de operar é a mesma”, afirma Ana.

O documentário pretende contar a história de um grupo de advogados que, em 1979, com o privilégio de ter acesso aos processos de seus clientes, percebeu que aquele material poderia ser destruído com o processo de redemocratização que se almejava próximo – mas que só se oficializou em 1985 – e decidiu fazer cópias deles. “Já se sabia que os militares brasileiros eram muito disciplinados e adoravam documentar o que faziam. E os advogados começaram a ficar com medo de que tudo aquilo fosse destruído com a redemocratização, o que era comum em ditaduras. No Estado Novo [na era Getúlio Vargas], se via quartéis em chamas”, recorda Ana.

Mas, naquela época, fazer cópias não era fácil e barato. E eles procuraram o cardeal-arcebispo de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, e o reverendo presbiteriano James Wright para ajudá-los. Com o apoio dos dois, uma campanha de arrecadação sem revelar seu real objetivo conseguiu, estima-se, US$ 250 mil. O dinheiro enviado pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), protestante, geralmente chegava ao Brasil trazido sob as roupas de religiosos ou por pessoas com passaporte diplomático.

Com os recursos, os participantes do projeto compraram máquinas copiadoras e contraram pessoas para fazer o serviço. “Eles acharam que iriam conseguir copiar 10% dos processos, mas em cinco anos conseguiram xerocar todos os 710 processos que estavam na Justiça Militar”, explica Ana.

Finda essa parte, o grupo organizou a documentação e, em 1985, lançou o livro Brasil: Nunca Mais, que compila alguns dados. À época, o trabalho foi assinado por dom Paulo, uma maneira de resguardar a identidade e evitar represálias contra os participantes. A íntegra do trabalho foi doada à Universidade de Campinas (Unicamp) e permaneceu guardada durante mais de duas décadas, até que, em 2011, o Ministério Público Federal e entidades da sociedade civil firmaram um convênio para a digitalização do material. “Era praticamente a primeira Comissão da Verdade. Há nomes de torturadores, médicos que faziam atestados de óbito falsos, detalhes sobre torturas, nomes de grupos de esquerda perseguidos”, afirma a jornalista.

“Muitas pessoas que fizeram processos de anistia usaram esses documentos. Eles eram muito importantes porque antes era a palavra dos torturados contra a dos torturadores. Foram os primeiros documentos abertos, sem pedir permissão para ninguém. Até hoje, se briga muito porque não se tem acesso à documentação da Aeronáutica, da Marinha.”

Em pouco tempo, o livro se tornou o mais vendido, mesmo tendo sido lançado sem estardalhaços e ainda sob o temor de represálias. Ana, que faz doutorado a respeito do assunto, percebeu que poucas pessoas conheciam essa história e, por isso, em junho do ano passado, em meio às manifestações que balançaram o país, teve a ideia do documentário.

“A gente começou a ver o tipo de ação da polícia, o tipo de criminalização dos movimentos sociais, o tipo de desmerecimento em parte da mídia e notar que a história estava se repetindo”, afirma. Por isso, o documentário não ficará só na história e deve ouvir pessoas que lutam, hoje, por democracia plena e justiça. “A história é linda. Mas a gente achou que tem que trazer para hoje também. E mostrar o que isso tem a ver com a gente. Tem tudo a ver. Se a gente não discutir, isso vai se perpetuar eternamente”, afirma. “Um dos nossos entrevistados disse que a gente chegou à democracia sem passar pela Revolução Francesa. Não mudou a mentalidade da população.”

Em nove meses, os jornalistas entrevistaram dez pessoas e devem ouvir mais 15 até setembro. Os idealizadores querem entregar a história para o público no ano que vem. “Estávamos fazendo por nossa conta, mas agora acabou o dinheiro. Queremos fazer uma coisa profissional, para as pessoas verem mesmo, uma coisa legal. E para isso a gente precisa de equipamentos melhores de áudio, trabalhar na finalização. E por isso resolvermos fazer o financiamento coletivo”, explica.

A dupla está usando o site Catarse e precisa arrecadar R$ 20 mil até o dia 11 de abril. Caso falte um centavo, a campanha é considerada malsucedida e, o dinheiro, devolvido a quem contribuiu. É possível colaborar com valores entre R$ 25 e R$ 1.000. A contrapartida é a inclusão dos doadores nos créditos do filme, além de brindes.

 

 

Gisele Brito, da RBA

Documentário: Clitóris, prazer proibido

Com depoimentos de médicos, educadores sexuais e mulheres em geral, documentário contesta a concepção histórica e patriarcal de que sexo existe apenas para a reprodução. Conteúdo também aborda questões delicadas como a mutilação genital e a “adequação estética”

clitóris prazer proibido documentário
Documentário: Instintos sexuais são somente para perpetuação da espécie.

O documentário “Clitóris, Prazer Proibido”, trata de educação sexual e explora o órgão cuja única função é proporcionar prazer às mulheres. Médicos, educadores sexuais, estudiosos do comportamento e mulheres em geral dão depoimentos sobre o tema.

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Por séculos, o clitóris conseguiu a façanha de aparecer e desaparecer diversas vezes. O primeiro anatomista a fazer referência a essa parte do corpo feminino foi Ronaldo Columbus, em 1559, quando o descreveu como a “cidade do amor”. O filósofo francês René Descartes, 100 anos depois, achou que tivesse feito a descoberta. Para ele, sem o prazer clitoriano, as mulheres não se submeteriam à maternidade. Mas depois disso, o clitóris caiu no esquecimento por muitos anos, até que em 1884, George Cobald publicou uma série de desenhos que não poderiam mais ser negligenciados pela ciência.

 

Uma das entrevistadas no documentário é a médica Helen O´Connell, pesquisadora de Melbourne considerada uma das especialistas em clitóris. Ela explica o funcionamento do órgão e afirma que não há um “ponto G”. Segundo a entrevistada, o clitóris é maior do que se pensa, e está ligado a todo orgasmo feminino.

Documentário completo e legendado:

com GNT

Documentário sobre Darcy Ribeiro estreia na tevê neste domingo

Um homem de causas, assim pode ser definido Darcy Ribeiro. No documentário “Darcy – um brasileiro”, dirigido por Maria Maia, o telespectador vai conhecer um pouco desta personalidade, visto por ele mesmo e pela ótica de amigos e colaboradores.

Com estreia prevista para 19 de maio, às 20h30 na TV Senado, o documentário conta a história do pensador Darcy, das suas inquietações e da sua busca por soluções para o Brasil. Mineiro de Montes Claro, Darcy dedicou a sua vida aos menos favorecidos.

Na pele de antropólogo, defendeu os índios, fundou o Museu do Índio, ajudou na Criação do Parque Nacional do Xingu, documentou várias etnias em livros e fotografias; na de educador e professor criou a Universidade de Brasília, a Lei de Diretrizes Básicas da Educação e os CIEPS e na de político, foi chefe da Casa Civil de João Goulart, lutou contra a ditadura, foi exilado, foi vice-governador do Brizola, senador da República.

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Mesmo vencido, como costumava afirmar, Darcy assumiu preferir o lado dos derrotados do que ter contribuído com os vencedores, neste caso, com aqueles que limitaram a democracia. Para quem perder a estreia, a TV Senado prevê reprises em 25/5 (13h30) e 2/6 (12h30).

 

Carta Maior

Pedro Bial lança documentário e diz que não pode garantir BBB 14

bialO jornalista Pedro Bial deixou por uma tarde o papel de apresentador do “Big Brother Brasil” para lançar no Rio de Janeiro seu novo filme, “Jorge Mautner – Filho do Holocausto”. O documentário musical representa a superação de um trauma para Bial, que não se aventurava no cinema desde 1999, quando lançou “Outras Histórias”, baseado na obra do escritor Guimarães Rosa . “Meu primeiro filme foi traumático pra mim. Era outro mundo, não existia tecnologia digital para fazer cinema. Com acidentes de percurso, acabei tendo que gastar tudo que eu tinha economizado na minha vida até então. Quebrei e falei: ‘Nunca mais faço cinema’”, contou.

O que o levou a mudar de ideia foi a proposta do músico Heitor D’Alincourt , codiretor do filme, para levar a vida do cantor, compositor e escritorJorge Mautner às telonas. A oferta comoveu o apresentador. “Como ficou possível fazer cinema por um custo mais razoável por causa da revolução digital – a mesma que possibilitou os reality shows –, falei: ‘Não vou ganhar nada, mas espero não perder nada”, afirmou Bial. “E ganhei muito, não em dinheiro, mas em enriquecimento de espírito e pessoal.”

Os primeiros espectadores de Bial foram os filhos José Pedro e Theo , de 10 e 14 anos, importantes para que ele pudesse saber se o filme estava “chato”. “Quando vi que eles assistiram com prazer, rindo, entendendo, falei: ‘Estamos no caminho certo’”, explicou.

Nesta segunda-feira (28), será a vez dos participantes do “BBB13” assistirem ao documentário, em uma edição especial do cinema do líder, que será aberto a todos e realizado no jardim. Segundo Bial, a iniciativa não acontecerá por causa de seus “belos olhos”, mas porque o documentário conta com o apoio da Globo Filmes.

“Vai ser no mínimo curioso”, afirmou. “Lá (na casa) eles estão muito preocupados com eles mesmos, são o centro do mundo. E uma das coisas que a gente pode desprender da juventude que participa do BBB é que eles não são contraculturais. Eles são culturais, querem a inserção na cultura. Com o filme, eles serão apresentados à contracultura por esse sorriso maravilhoso (do cantor Jorge Mautner).”

Quando um dos jornalistas presentes questionou se os participantes teriam condições de “assimilar” as informações do filme, Bial respondeu: “Não seja tão duro.”

Ao iG , Bial confirmou que o programa “Na Moral” terá uma segunda temporada, que irá ao ar no meio do ano. Sobre uma nova edição do “BBB”, que vem registrando baixa audiência, ele não deu garantias. “Aí já é futuro demais. Eu não sou profeta”, disse, brincando com Mautner, que no filme declara ser profeta. “Não sei, mas acredito que sim. Vamos ver.”

 

 

Luísa Pécora , iG

Documentário aborda a obesidade infantil, que atinge cerca de 30% dos brasileiros

A pré-estreia do documentário foi no último domingo (12) no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo. Sua primeira exibição foi na 36ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. O filme entrará em cartaz amanhã (16) nos cinemas. Com produção da Maria Farinha Filmes e o patrocínio do Instituto Alana, que atua na criação de políticas públicas em defesa da infância, o filme discute o problema da obesidade infantil e os fatores que contribuem para o problema do sobrepeso.

Marilu Cabañas: Como foi fazer esse filme? Vimos várias comparações de salgadinhos com o óleo que contém, de refrigerante com o açúcar. Os dados sobre as quantidades são assustadores.
Estela Renner: Sim, e o mais incrível é que eles estão todos nos rótulos dos produtos. De vez em quando fica difícil de entender, então acho que o filme é uma tentativa de decodificar uma informação que já existe no rótulo dos produtos. Não deixa de ser um serviço para os pais, para que eles consigam entender o que eles estão comprando para seus filhos.

Marilu Cabañas: O que te levou a fazer esse filme? Qual era sua preocupação, o que te impulsionou?
ER:A minha preocupação, junto com a minha produtora Maria Farinha Filmes e o Marcos Nisti, o produtor executivo do filme, é fazer filmes de cunho social que são muito ligados à defesa da criança. A partir do momento que não são 10% ou 20%, mas 30% das crianças brasileiras que estão acima do peso, pensamos que a causa merecia uma ferramenta audiovisual para ajudar a ampliar esse debate.

Marilu Cabañas:
A gente vê até um barco da Nestlé chegando nos rincões do Amazonas. Aí vemos até onde vai a publicidade, também agindo na modificação dos costumes alimentares de um povo.
ER:É. Para mim tem uma questão difícil de entender nesse ponto. Tem o leite em pó, depois tem o composto lácteo que chega para as famílias de uma forma que parece que é leite, mas tem em sua fórmula xarope de glicose, que todos os especialistas sabem que é açúcar. Então acho que fica difícil para as mães decodificarem que ali tem uma quantidade de açúcar que vai acostumar seu filho a um paladar açucarado. É uma questão complicada as barcas chegarem com todos estes tipos de alimento, antes da informação e da educação para estas questões.

Marilu Cabañas: Um dos personagens mais marcantes do filme é a menininha, especificamente a cena em que você pergunta “o que te falta?”, e ela responde “falta sentido”. Esse filme vai além da questão do consumo. O que está faltando?
ER: Falta a gente voltar a ser. Porque por enquanto só se valoriza o ter. Houve aí uma quebra de paradigma há anos e a gente precisa voltar a ser menos embalado. E valorizar o que está por dentro, não dá mais para sermos o que temos a nossa volta. Não é o carro que a gente dirige, não é a marca que a gente veste. Estes valores, principalmente no que diz respeito à criança, não são justos.

Marilu Cabañas: O Instituto Alana sempre está defendendo a proibição da publicidade infantil. O filme vem reforçar essa ideia?
ER: Sim, porque a criança é vulnerável. Até os 12 anos ela não vai formar uma opinião, ela não é equipada para fazer suas escolhas. Os pais são, ou deveriam ser. Então a publicidade, no mínimo, deveria passar pelos pais. “Compre para o seu filho”, aí sim. Porque se falam diretamente com as crianças a autoridade dos pais é ultrapassada. Se a responsabilidade de educar é do pai, porque tem estranhos falando com os filhos?

Marilu Cabañas: 
Você cita estes estranhos na indústria. Coca-Cola, enfim. Você optou por não ouvir formalmente a indústria. Por quê?
ER: É, porque estamos a ouvindo o tempo todo. O rótulo do produto é uma forma de ouvir a indústria, a composição do produto é uma forma de manifestação da indústria. Quando você liga no Serviço de Atendimento ao Consumidor e não te falam a fórmula do produto a indústria também está se manifestando. O que ela quer dizer é “mesmo que você queira saber, eu não vou te dar essa informação”. Então a gente falou com a indústria sim, mas da forma com que ela se apresenta no ambiente. Se a gente fosse falar com o presidente, por exemplo. Ele, por causa do cargo dele, independentemente de ser ou não uma boa pessoa, não poderia responder o que vem à cabeça dele. As respostas têm de passar por um jurídico, por um marketing, por uma comunicação da empresa, e cada um no seu papel, com muita competência, não questiono isso. Mas isso faz com que, dentro de um documentário, a informação se afaste da verdade, em vez de se aproximar. Por isso, resolvemos pegar os rótulos que estavam em nossas prateleiras e decodificá-los.

Marilu Cabañas: Achei muito interessante a reação de dois irmãos quando vocês explicam todas as informações e dados sobre os produtos. O hábito muda depois que as pessoas obtém as informações.
ER: Sim. Educação é tudo. Educação traz civilização, traz uma nova forma de pensar, traz autoestima e tem de ser dada desde a primeira infância. Os pais tem de buscar educação para seus filhos, ninguém pode desistir de educação.

Marilu Cabañas, na Rede Brasil Atual

UEPB: Documentário Ondas Luminosas da universidade será gravado em Alagoa Nova

Foto: Bruno Cunha
O Documentário Ondas Luminosas das estudantes de Comunicação Social da UEPB Anne Emanuelle e Bewerlly Ad será gravado no próximo Sábado (09) nas Cidades de Matinhas, Alagoa Nova e Barra de Santana.

Em Matinhas o Documentário será gravado na residência da Senhora Maria Severina de Sousa (mais conhecida como Dona Marina ).
O Documentário foi inscrito no Projeto de Fomento e Incentivo à Produção de Curtas da UEPB/CCSA, UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA e CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E APLICADAS, e foi selecionado entre centenas de outros projetos, com o apoio da Pro-Reitoria de Cultura, a UEPB visa promover, estimular e democratizar o acesso da população à produção de obras audiovisuais de curta-metragem, contribuindo para o desenvolvimento do segmento audiovisual no Estado da Paraíba.
Da redação com Bruno Cunha.

Documentário de São José dos Ramos recebe troféu em festival de Coremas/PB

O documentário “O som do aboio”, produzido por jovens moradores do município de São José dos Ramos, no agreste da Paraíba, ganhou o Troféu Unicap (Universidade Católica de Pernambuco) de Incentivo ao Audiovisual. O Troféu foi entregue ao diretor do filme, Adriano Roberto (foto), no II Festival Audiovisual de Coremas/PB, ocorrido no último fim de semana.
OP filme foi resultado de curso de audiovisual promovido pela “Casa de Zé Preto”, entidade cultural do Município, dentro do projeto “Janelas do Mundo”, que desenvolveu ações que capacitaram jovens moradores da localidade. O projeto teve a participação de Ed Gonchá, do Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, de Itabaiana.
O II Festival Audiovisual de Coremas/PB teve saltos significativos comparados a sua primeira edição. “Foi um sucesso” revela o cineasta Kennel Rógis, idealizador do evento, “O Curta Coremas é hoje uma das maiores janelas culturais do estado, tem tudo para crescer cada vez mais, não é só cultura, é economia, turismo. Temos muito a aprender, mas a iniciativa é verdadeira e nossos amigos, patrocinadores e parceiros mergulharam fundo nessa empreitada. Coremas é coisa de cinema!”, afirma.

Assessoria de Imprensa para o Focando a Notícia

Clássico indispensável dos anos 80, ‘Você não soube me amar’ ganha documentário

Filme de 15 minutos mostra desde a composição da música até seu sucesso estrondoso (Foto: Dilvulgação)

No verão de 1982, uma canção era escutada em praticamente todos os cantos do país – “Você Não Soube Me Amar”, composta por Evandro Mesquita, Ricardo Barreto, Guto Barros e Zeca Mendigo. A história de um romance juvenil, com ares de história em quadrinhos, com mistura de pop rock com samba de breque foi incluída no primeiro LP da banda carioca Blitz, e o resultado foi a venda de milhares de cópias. Afinal, envolvendo muito chope, batata frita e um bate-papo do vocalista, Evandro, com as backing vocals, Fernanda Abreu e Márcia Bulcão, ela fazia sucesso tanto na recém-criada rádio roqueira de Niterói (RJ), Fluminense FM, e na lona mais animada do Rio de Janeiro, Circo Voador, como no programa de auditório comandado por Chacrinha nas tardes de sábado da TV Globo.

Trinta anos depois, Leonardo Souza dirige e Daniel Accioly produz o ótimo documentário em curta-metragem “Mais de três foi o diabo que fez”, que, em 15 minutos, mostra desde a composição da música até o sucesso estrondoso que obteve, abrindo as portas da indústria fonográfica para dezenas de outras jovens bandas roqueiras, como Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Titãs, Ultraje a Rigor, Legião Urbana e Kid Abelha e os Abóboras Selvagens, entre outras.

O curta tem o depoimento de todos os compositores (sendo que dois deles não se conhecem pessoalmente até hoje), que também relembram o contexto musical e político do início dos anos 1980, quando o Brasil, ainda sob o regime militar, vivia um processo cada vez mais intenso de abertura política. Mesmo com a censura ainda em ação, havia o espaço necessário para que uma nova geração de jovens compositores pudesse passar a se expressar aberta e livremente.

O objetivo é que o filme seja lançado ainda em 2012 e, para isso, Souza e Accioly resolveram aderir a um mecanismo de arrecadação de fundos online, em que os internautas ganham vários brindes relacionados à produção.

Leia entrevista exclusiva com o produtor Daniel Accioly.

Como surgiu a ideia de realizar o documentário “Mais de três foi o diabo que fez”?

A ideia surgiu ainda nos tempos de faculdade. Existia uma vontade muito grande de produzir algo que, de alguma forma, representasse um pouco do que foram os anos 80 para o Brasil. Um período tão representativo para a nossa cultura, política e sociedade merece ser lembrado sempre. E o país foi brindado com uma geração de ouro, com um encontro de poetas e músicos extraordinários. É fácil constatar isso quando presenciamos as grandes bandas daquela época em evidência até hoje, tocando em grandes festivais e sempre com shows lotados. Como fazer um trabalho sobre a década de 1980 ou mesmo sobre o rock desse período seria como reprisar trabalhos já consolidados no mercado, resolvemos procurar algo que representasse o início dessa febre. Achamos em “Você não soube me amar” o verdadeiro start para o movimento. O filme descreve como foi feita a música, mas vai além, passando por questões políticas, culturais e, acima de tudo, explica qual era a linha de pensamento daqueles jovens que não tinham espaço na mídia, mas tinham muita coisa para falar. Para fugir do estereótipo explorado exaustivamente pela mídia, optamos por uma atmosfera mais sóbria, menos colorida, tendo como foco principal a história. O resultado nos surpreendeu bastante.

Depois de realizá-lo, como você avalia a importância da canção “Você Não Soube Me Amar” para o rock brasileiro dos anos 80 e para a música brasileira como um todo?

Antes das gravações, estudamos o período e a história da Blitz. Na teoria, sabíamos que a música tinha sido um estrondo e o efeito que ela tinha causado. Mas foi durante os depoimentos que eu percebi a grandiosidade da obra e os motivos que fizeram dela esse estrondo. Trata-se da melhor obra de cada um dos quatro autores e a forma como a junção das ideias ocorreu foi determinante. Hoje, não tenho dúvidas de que o surgimento dessa canção foi o ingrediente mais relevante dentre todos que possibilitaram que o rock saísse das garagens e ganhasse as rádios, saísse dos grandes centros e pegasse a estrada rumo aos quatro cantos do país. Para a música em geral, a maior contribuição da canção foi revitalizar o cenário musical, ainda muito tenso e temeroso em função do período militar. A ascensão do rock ampliou os horizontes da MPB, e a Blitz com essa música fez com que isso fosse possível.

Quais elementos você acredita que transformaram a canção num sucesso tão grande?

Eu acredito que o elemento primordial para que essa canção tenha se tornado um marco foi a forma despretensiosa com a qual ela foi feita. A música deu certo pelo fato de os autores e da banda quererem se divertir com aquilo, acima de tudo. É claro que é preciso mencionar que a música chegou na hora certa e no lugar certo. Mas acho que o mais fascinante é que ela é uma grande música de rock. Ela tem uma letra cabeça, tem um riff certeiro, uma batida contagiante e um refrão arrebatador. Em virtude do trabalho, eu acabo ouvindo a música pelo menos uma vez por dia. É inevitável sentir um frio na barriga sempre. E muita gente nos relata que sente o mesmo. É uma montanha-russa em forma de música.

Por que vocês resolveram pedir para os próprios internautas que invistam no documentário para que ele seja lançado ainda este ano? A ideia é lançá-lo nas salas de cinema comerciais?

O documentário despertou grande interesse da mídia e do público, mas em função de algumas exigências contratuais, não poderíamos recorrer a editais. Conversamos desde o início com potenciais investidores, mas não chegamos a fechar com nenhum naquele momento. Recorremos ao financiamento coletivo em função da necessidade de colocarmos o filme no mercado. Apesar de muita mobilização e do compartilhamento espontâneo de centenas de pessoas, não obtivemos o sucesso esperado na empreitada.

Porém, nesse meio tempo, fomos procurados por potenciais parceiros, o que acabou gerando uma perspectiva animadora e a certeza do lançamento. O documentário sai ainda nesse primeiro semestre. Ele já está montado e agora é questão de detalhes. O projeto não foi concebido para o circuito comercial, mas sim para o circuito de festivais. Além disso, estamos trabalhando para ele ser veiculado em outras mídias e, assim, chegar ao conhecimento do grande público.

Optamos pelo formato de curta metragem, com 15 minutos de duração, que é um formato que nos permite participar da maior parte dos festivais, além de possibilitar a sua eventual adaptação para a televisão. Ainda não disponibilizamos o trabalho para nenhuma mídia, mas é uma das nossas prioridades colocá-lo na internet, mesmo que seja apenas no final do projeto. Devemos todo o retorno do trabalho à internet, e acreditamos nela como a mídia mais eficaz para o trabalho ser conhecido e reconhecido.

Por que ele deve ser lançado em 2012 e até agora quanto vocês já arrecadaram e como quem tiver interesse pode contribuir? O contribuinte se transforma numa espécie de sócio do filme ou ganha alguns brindes?

O ano de 2012 é especial em função do aniversário de 30 anos do lançamento do primeiro disco da Blitz. A data foi planejada pela equipe em função de uma conversa com a Marcia Bulcão, componente da formação considerada clássica da banda e que colaborou muito com o projeto. Sabemos que durante o ano, outras produções aparecerão no mercado, com porte maior, mas dificilmente com um foco tão original quanto o nosso.

Sobre o crowdfunding, elaboramos uma lista de recompensas de acordo com o valor doado por cada pessoa. Mas a iniciativa foi um tiro no escuro. Arriscamos em função do feedback positivo gerado pelo trabalho, mas mesmo não tendo o retorno financeiro direto, enxergamos que a exposição gerada pela tentativa foi positiva. Como o nosso projeto no site de financiamento coletivo encerrou, não estamos mais abertos a contribuições de pessoas físicas, mas estamos à disposição de empresas que desejarem conversar sobre participação.

guibryan1@redebrasilatual.com.br

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