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Campanha eleitoral na PB ainda não registrou nenhuma denúncia, mas discurso de ódio nas redes sociais preocupa, diz juiz

Distância do cidadão do processo político eleitoral na Paraíba está fazendo com que o início da campanha eleitoral no Estado da Paraíba tenha um gostinho de ‘paz e amor’.

É que mesmo após uma semana do início oficial da campanha, o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba não registrou, até agora, nenhuma denúncia sequer.

Para o juiz da propaganda eleitoral, Marcos Sales, esse ano as farpas do eleitorado estão mais direcionadas às redes sociais que ao corpo a corpo. Os conflitos que antes começavam nas ruas, agora começam nas redes sociais.

“O eleitor tem se mantido com um certo distancioamento crítico, inclusive com relação ao poder judiciário. Mas, diferentemente das ruas, as mídias sociais trazem em si um certo discurso do ódio, essa é a nossa maior preocupação, por isso fazemos um apelo par aque esse discurso não chegue às ruas, pois eleição passa”, disse.

O juiz ressalta que quem quiser fazer denúncia, deve estar munido de provas, para não ser processado pela denunciação caluniosa.

“O eleitor pode procurar a justiça eleitoral ou pode comunicar o fato via smarphone, porque todo denúncia deve ser efetivada por meio de provas. Se a denúncia for caluniosa, o responsável pagará as medidas cabíveis”, ressatou.

 

 

PB Agora

Lula chora durante discurso em Curitiba e diz que se prepara para ser candidato

(Foto: Giuliano Gomes/PRPress)

O ex-presidente Lula discursou para apoiadores no centro de Curitiba depois de prestar depoimento por cinco horas para o juiz Sergio Moro. No discurso para os apoiadores, Lula se emocionou. O palanque foi montado na Praça Santos Andrade, no centro de Curitiba.

“Se um dia eu tiver que mentir pra vocês, eu prefiro que um ônibus me atropele em qualquer rua desse país”, afirmou, indo às lágrimas.

Fortemente ovacionado, Lula reproduziu o mesmo teor de discursos recentes: atacou a imprensa, questionou as provas da Operação Lava Jato, da qual é réu, e se lançou para as eleições presidenciais no ano que vem.

“Quero dizer para vocês que estou vivo e estou me preparando para voltar a ser candidato em 2018 (…) e mostrar que, se a elite não tem competência para consertar esse país, o metalúrgico (…) vai conseguir.”

Veja o vídeo:

Época

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Lula se despede da esposa com lágrimas e duras críticas a seus acusadores; assista discurso

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se despediu neste  sábado de sua esposa e companheira de luta Marisa Leticia, após um velório cheio e comovente que terminou com um duro discurso contra as acusações de corrupção que rondaram o casal no último ano.

“Marisa morreu triste porque a canalhice que fizeram com ela e a imbecilidade e a maldade que fizeram com ela, eu vou dedicar…”, desabafou Lula sem terminar a frase, em frente ao caixão da ex-primeira-dama, coberto pela bandeira do Brasil e outra do Partido de los Trabalhadores (PT). “Eu tenho 71 anos, não sei quando Deus me levará, acho que vou viver muito, porque eu quero provar que os facínoras que levantaram leviandade com a Marisa tenham, um dia, a humildade de pedir desculpas a ela” disse Lula, comovido e aplaudido pela multidão de admiradores que se reuniram na sede do Sindicato dos Metalúrgicos.

Marisa Letícia Rocco – com quem Lula se casou em 1974 e teve três filhos, depois de ambos ficarem viúvos de seus primeiros cônjuges – faleceu aos 66 anos no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após sofrer um AVC em 24 de janeiro. O hospital anunciou a morte da ex-primeira-dama nesta sexta-feira (3), após ela ter sido diagnosticada com ausência de fluxo cerebral na quinta-feira.

Vestido totalmente de preto, o líder petista recebeu os pêsames e abraçou centenas de desconhecidos e figuras destacadas do PT, como a ex-presidente Dilma Rousseff, o presidente do partido, Rui Falcão, vários membros do Congresso e ex-ministros.

“Mataram dona Marisa”

Vários aliados políticos de Lula vincularam a morte de Marisa Letícia ao ano de turbulências e sobressaltos judiciais do ex-presidente, que enfrenta cinco acusações ligadas ao escândalo de corrupção na Petrobras, algumas delas envolvendo sua esposa. “Não é exagero dizer que mataram a dona Marisa, ela foi vítima de uma perseguição gigantesca e não aguentou”, disse a jornalistas o senador do PT Lindbergh Farias.

Essa teoria da perseguição judicial que, segundo o próprio Lula, buscaria impedir que ele seja candidato presidencial em 2018, foi esboçada também por Dilma e defendida por vários membros do PT. “Há um ano dona Marisa não tinha nenhuma alegria, vivia sob ameaças de prisão, de prisão dos filhos. Tenho convicção de que sua partida prematura está muito ligada a esse clima de ódio”, disse Gilberto Carvalho, ex-chefe de gabinete de Lula e ex-ministro de Dilma. Neste sábado, a Corregedoria do Ministério Público de Minas Gerais informou que investigará o procurador Romulo Paiva Filho, que a foto da ex-primeira-dama em uma rede social e escreveu a frase, “Morre logo, peste! Quero abrir logo o meu champagne!”.

Conversa com Temer

Na quinta-feira, o presidente Michel Temer e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foram ao Hospital Sírio-Libanês para dar os pêsames a Lula. O líder petista recebeu Temer cordialmente, e inclusive aproveitou a ocasião para fazer algumas observações políticas. Segundo vários meios, Lula criticou a proposta do atual presidente de reforma da Previdência em meio à grave recessão nacional, e lhe recomendou estimular o consumo interno em vez de promover medidas de austeridade.

“Neste momento de desavenças tão profundas, a morte de Marisa possibilitou esses encontros e a vontade de que se converse mais sobre o Brasil”, afirmou no velório o ex-senador e cofundador do PT Eduardo Suplicy. O corpo da ex-primeira-dama será cremado na tarde deste sábado, ao final do velório, em uma cerimônia reservada para a família.

Jornal do Comércio

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Barbosa chama impeachment de “tabajara” e discurso de Temer de “patético”

Betina Humeres/Agência RBS/Estadão Conteúdo
Betina Humeres/Agência RBS/Estadão Conteúdo

O ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa classificou de “espetáculo patético” a aprovação do impeachment de Dilma Rousseff pelo Senado, por meio de sua conta no Twitter, verificada pela rede social.

Barbosa disse não ter acompanhado nada do que chamou de “impeachment tabajara” de Dilma Rousseff. “Não quis perder tempo”, tuitou.

O ex-ministro do STF criticou ainda o agora presidente da República, Michel Temer. “Mais patética ainda foi a primeira entrevista do novo presidente do Brasil, Michel Temer. O homem parece acreditar piamente que terá o respeito e a estima dos brasileiros pelo fato de agora ser presidente. Engana-se.”

Na sequência dos tuítes, Barbosa concluiu sua avaliação sobre o cenário político, mas em inglês. “É tão vergonhoso. De repente as forças conservadoras levaram o Brasil. Tomaram tudo!”

Para o ex-ministro, o Congresso está dominado por essas forças, que rodeiam o novo presidente, chamado por ele de “velho caudilho latino-americano”. “Eles estão conduzindo a mídia, incluindo as televisões.”

Ele segue a série de postagem com uma indagação: “Mas sabem de uma coisa? Eles não têm votos. Apenas esperem alguns anos.”

No final, em francês, Barbosa novamente critica Temer. “Ele pensa que ‘um golpe jurídico de varinha mágica’ vai lhe dar legitimidade. Coitado!”

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Dilma vai pedir em discurso reforma da ONU para enfrentar questão dos refugiados

Agência Brasil
Agência Brasil

O discurso que a presidenta Dilma Rousseff fará na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, na segunda-feira (28), vai destacar a necessidade de uma reforma na instituição, especialmente em um momento em que questões delicadas como a imigração em massa de refugiados sírios para a Europa se intensificam no cenário global.

A intenção do governo brasileiro é sensibilizar os membros do Conselho de Segurança para que o país consiga um assento permanente. Nesse sentido, ao abrir o debate de alto nível da Assembleia, a presidenta Dilma Rousseff deverá ressaltar que a organização enfrenta dificuldades de representatividade para tratar de temas importantes da atualidade. Mencionará a questão dos imigrantes sírios como um desafio urgente a ser enfrentado pelos líderes mundiais.

Seguindo a tradição iniciada em 1947 pelo então ministro das Relações Exteriores Oswaldo Aranha, de um brasileiro ser o primeiro orador na abertura da Assembleia- Geral da organização, Dilma Rousseff será a primeira chefe de estado a discursar na 70ª sessão, nesta segunda-feira (28). Além da política migratória, a presidenta citará as políticas que o Brasil vem adotando no acolhimento a refugiados.

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Nesta semana, o Comitê Nacional para os Refugiados prorrogou por mais dois anos a concessão de visto especial a imigrantes sírios e pessoas afetadas pelo conflito na região, fazendo com que a exigência de documentos e requisitos seja menor. Desde 2012, o Brasil também permite a concessão de visto humanitário a imigrantes haitianos.

Desde que discursou pela primeira vez na ONU, em 2011, a presidenta repete posicionamentos do Brasil sobre questões internacionais. Desse modo, ela deverá novamente defender a paz no Oriente Médio e o direito de existir um Estado da Palestina.

Neste domingo (27), em discurso na Cúpula sobre Desenvolvimento Sustentável, Dilma deverá anunciar as metas do país para a Cúpula do Clima de Paris que ocorre no final do ano. Por isso, a lista desses compromissos do governo brasileiro deverá também ser repetida por ela durante a fala na Assembleia.

Como o Brasil alcançou antecipadamente a maioria dos Objetivos do Milênio propostos pela ONU em 2000, o cumprimento dessas metas também será ressaltado pela presidenta para os chefes de estado e de governo reunidos em Nova Iorque, como a redução do desmatamento, o aumento da escolarização de crianças de até seis anos, as políticas de superação da pobreza e garantias da segurança alimentar e nutricional.

Atualmente, o Conselho de Segurança da ONU tem 15 vagas, das quais cinco são permanentes e dez rotativas, com membros eleitos pela Assembleia-Geral a cada dois anos. Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, França e China possuem assento permanente no órgão. O conselho é o único fórum da entidade com poder decisório e todos os membros das Nações Unidas devem aceitar e cumprir suas decisões.

 

 

Agência Brasil

Em discurso de Páscoa, Papa expressa preocupação com conflitos no Iêmen e Síria e diz que reza pela paz na África

papaDurante a bênção de Páscoa, o papa Francisco elogiou neste domingo (5) o acordo nuclear com o Irã e expressou sua profunda preocupação com os conflitos no Iêmen, Síria, Iraque, Nigéria e em outras localidades da África.

Em discurso da Praça de São Pedro, logo após a realização de uma missa, o líder da Igreja Católica fez seu primeiro comentário sobre o recente acordo firmado na Suíça, que visa garantir que o Irã não produzirá armas nucleares.

Segundo ele, esse pode ter sido um passo definitivo para um mundo mais seguro e fraternal.

O pontífice falou ainda no “derramamento de sangue absurdo” e de todos os atos bárbaros de violência na Líbia e desejou a paz no Iêmen, assolado pela guerra civil.

O papa Francisco disse que reza pelo fim dos conflitos na Síria e Iraque e para que a paz tome conta da África — Nigéria, Sudão do Sul e Congo.

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Na missa de vigília pascal, ele administrou o sacramento a uma menina cambojana de 13 anos de idade e a nove adultos, incluindo uma mulher de 66 anos do Quênia, país onde os militantes islâmicos do al Shabaab mataram 148 pessoas em uma universidade, aparentemente destacando cristãos e deixando alguns muçulmanos escaparem.

O significado Páscoa

Em sua homilia, Francisco orientou os católicos a aprender a “entrar no mistério” da Páscoa, a comemoração da crença cristã de que Jesus ressuscitou dos mortos três dias depois de sua crucificação.

“Entrar no mistério significa ir além de nossa zona de conforto, para além da preguiça e indiferença que nos seguram, e sair em busca da verdade, da beleza e do amor”, disse o papa.

“É a busca por um significado mais profundo, uma resposta — que não é fácil — para as questões que desafiam a nossa fé, a nossa fidelidade e nossa própria existência”, completou.

(Com informações da Reuters e da Associated Press)

Brasil Post

Em discurso, papa diz que Cúria sofre de ‘Alzheimer espiritual’

papaO papa Francisco enumerou nesta segunda-feira, durante um discurso, as quinze “doenças” que atingem a Igreja Católica e a Cúria romana.  Entre elas estão o que Francisco chamou de “Alzheimer espiritual” e “a mundanidade e o exibicionismo”. O papa aproveitou o tradicional encontro na sala Clementina para lembrar o Natal com os membros da Cúria romana, que administram o governo da Igreja, para advertir sobre os males que devem evitar.

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Francisco começou dizendo que “seria lindo pensar que a Cúria romana é um pequeno modelo de Igreja”, e acrescentou que “um membro da Cúria que não se alimenta cotidianamente com o alimento (de Deus) se transforma em um burocrata”. Depois, perante os cardeais presidentes dos vários departamentos que formam a Cúria, foi enumerando uma a uma as quinze doenças e começou pela de “sentir-se imortal ou indispensável”. “Uma Cúria que não faz autocrítica, não se atualiza e não tenta melhorar é um corpo doente”.

Para os que pensam assim, o pontífice convidou a visitar os cemitérios para ver os nomes de várias pessoas “que se achavam imortais, imunes e indispensáveis”. Para Francisco, “isto deriva da patologia do poder, do complexo de sentir-se um eleito e do narcisismo”.

Outras doenças desta lista de males da Cúria é o ‘excessivo trabalho’; o ‘endurecimento mental e espiritual’, que “impede chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram”; “o excessivo planejamento” e “a doença da má colaboração”.

O papa também destacou o “Alzheimer espiritual”, observado em “quem perdeu a memória de seu encontro com o Senhor e depende só de suas próprias paixões, caprichos e manias e constrói a seu redor muros e costumes”.

Outro dos males é o da “rivalidade e a vanglória”, que surge “quando a aparência e a cor dos vestidos e as insígnias de honra se transformam no objetivo primário da vida”.
“A doença da esquizofrenia existencial”, está presente nos que vivem “uma vida dupla fruto da hipocrisia típica do medíocre” e afeta aqueles que “abandonaram o serviço pastoral só para fazer os assuntos burocráticos”, explicou.

A “fofoca” é outra doença citadas pelo papa, assim como a “divinização dos chefes”, ao ser “vítimas do carreirismo e do oportunismo pensando apenas no que se deve obter e não no que se deve oferecer”. Além disso, citou “a doença da indiferença com os demais”, pois o religioso “deve ser uma pessoa amável, serena, entusiasta e alegre”, disse.

A doença de “acumular bens materiais”, a de pertencer “a círculos fechados” e a da “mundanidade e o exibicionismo”, foram as últimas da lista. Francisco lembrou que um dia leu que “os sacerdotes são como os aviões que só são notícia quando caem”. No entanto, ressaltou, “há muitos que voam”, e que “muitos criticam, mas poucos rezam por eles”.

No ano passado, o papa já havia classificado a “corte” que funcionava na Cúria Romana como a “lepra do papado”.

Veja

Kotscho: Dilma matou discurso da oposição

KOTSCHOO jornalista Ricardo Kotscho, avalia que a nova equipe econômica da presidente Dilma Rousseff, capitaneada por Joaquim Levy, cumpriu uma missão também na política: matou o discurso da oposição.

Leia, abaixo, o artigo publicado no Balaio do Kotscho:

Dilma fez o que devia e deixa oposições sem discurso

Por Ricardo Kotscho

O que eles queriam, afinal?

Que Dilma deixasse tudo como está e nomeasse um companheiro revolucionário ou um burocrata anódino para comandar a economia no seu segundo governo?

As primeiras críticas feitas pelas oposições ao seu governo, à direita e à esquerda, antes mesmo do anúncio oficial, mostram que a presidente Dilma Rousseff estava certíssima ao montar sua nova equipe econômica com Joaquim Levy, na Fazenda, Nelson Barbosa, no Planejamento, e mantendo Alexandre Tombini no Banco Central.

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Já que é impossível agradar a todos ao mesmo tempo, ainda mais num momento tão convulsionado da vida nacional, a presidente fez o que devia: acima de rótulos ou de siglas, nomeou três profissionais de competência reconhecida, com o objetivo central de restabelecer um clima de confiança, tanto entre investidores, aqui dentro e lá fora, como na sociedade dividida pela campanha eleitoral.

A primeira entrevista coletiva do novo trio econômico, que ainda não tem data para tomar posse, me passou uma sensação de tranquilidade, de saber o que estão falando e o que pretendem fazer para que o país volte a crescer sem atropelos, sem soluções mágicas, sem pacotes, sem sustos.

Quem pode ser contra o que disse Joaquim Levy, o chefe da nova equipe, que trabalhou na gestão econômica de Fernando Henrique Cardoso e foi Secretário do Tesouro no primeiro governo Lula, destacando-se tanto nas funções públicas como na iniciativa privada? Veja suas primeiras declarações:

“Temos a convicção de que a redução das incertezas em relação às ações do setor público sempre é ingrediente importante para a tomada de risco pelas empresas, trabalhadores e famílias brasileiras, especialmente as decisões de aumento de investimento (…) Essa confiança é a mola para cada um de nós nos aprimorarmos e o país crescer”.

“A gente vai ver no dia a dia como a autonomia no cargo ocorre. Mas evidentemente quando uma equipe é escolhida é porque há confiança. Não tenho indicação nenhuma em contrário. O equilíbrio da economia é feito para garantir o avanço na área social que nós alcançamos”.

“O Ministério da Fazenda reafirma o compromisso com a transparência de suas ações e manifesta o fortalecimento da comunicação de seus objetivos e prioridades e a comunicação de dados tempestivos, abrangentes e detalhados que possam ser avaliados por toda a sociedade, incluindo os agentes econômicos”.

“Nossa prioridade tem que ser o aumento da taxa de poupança. Aumentando sua poupança, especificamente o primário, o governo contribuirá para que os outros agentes de mercado e as famílias sigam o mesmo”.

É importante registrar que, antes de conceder esta entrevista, Joaquim Levy e seus dois colegas de equipe almoçaram com a presidente Dilma Rousseff e com ela acertaram os ponteiros. Quem já joga num confronto entre os novos ministros e deles com a presidente da República, como os “analistas independentes” do apocalipse, que sempre aparecem nestas horas para dar fundamento “científico” aos colunistas do pensamento único do Instituto Millenium, podem ir tirando o cavalinho da chuva.

Quem define política de governo e dá as ordens é quem senta na cadeira de presidente no terceiro andar do Palácio do Planalto, não os eventuais ocupantes de ministérios, aliás, por ela escolhidos. Se Dilma nomeou estes três é porque confia neles e não tem esta besteira de que daqui a dois anos, feito o ajuste fiscal com um “saco de maldades”, vai trocar a equipe e voltar a ser tudo como era antes. Isso é papo de quem continua jogando no quanto pior melhor e não aceita o resultado das urnas, achando que nada neste governo pode dar certo, para ver se fatura algum na especulação financeira.

O fato é que Dilma deixou sem discurso esta turma do contra e setores do PT e da base aliada inconformados com a ousadia da presidente em dar um cavalo de pau na economia para colocar o navio novamente no rumo certo. Por falar nisso, o economista Joaquim Levy também é engenheiro naval e sua primeira missão, certamente, será consertar os rombos no casco.

Mais do que das palavras e intenções, gostei da cara boa dos três, gente comum capaz de sorrir mesmo em horas graves, falando coisas que a gente entende, sem querer mascarar as dificuldades, mas também sem nos tirar o ânimo para enfrenta-las. Por isso, fiquei mais otimista ao olhar para 2015, na contramão dos profetas do fim do mundo.

Kátia Abreu, não

Se Dilma Rousseff provou que estava certa na indicação de Levy, Barbosa e Trombini, o mesmo não se pode dizer da anunciada nomeação de Kátia Abreu para o Ministério da Agricultura. Tem coisa que pode e tem coisa que não pode. Kátia Abreu não pode, pelo conjunto da obra pregressa. Seria o mesmo, por exemplo, que nomear Paulo Maluf para o Ministério das Cidades ou lhe entregar as chaves do Banco do Brasil.

Parceira de Ronaldo Caiado e seus coronéis na famigerada União Democrática Ruralista (UDR) dos tempos da ditadura militar, que de democrática nada tinha, Kátia Abreu sempre esteve lutando do lado exatamente oposto aos que, no PT e fora dele, defendem como razão de viver a reforma agrária, a proteção do meio ambiente, a agricultura familiar, a demarcação das terras indígenas e dos quilombolas.

A política também é feita de símbolos _ e Kátia Abreu, hoje presidente da Confederação Nacional da Agricultura, simboliza o que há de mais reacionário, intolerante e autoritário neste importante setor da vida nacional. Não é possível que Dilma não encontre outro representante do agronegócio para ocupar este ministério. Alguém com o perfil de Roberto Rodrigues, por exemplo, um líder realmente democrático e capaz em seu ofício, que fez campanha para José Serra, em 2002, foi ministro da Agricultura de Lula, a partir de 2003, e agora apoiou Aécio Neves. Não tem problema. Como dizia o velho amigo José Alencar, vice de Lula, um sábio sem diploma, o importante não é a cor do gato, mas que ele seja capaz de caçar o rato.

Governo tem que procurar escolher os mais competentes e mais representativos em cada área, sem se preocupar com críticas de adversários nem muxoxos de aliados. Pode até descobrir depois que errou, mas não pode já começar errando. Ainda está em tempo de Dilma pensar melhor neste assunto.

Vida que segue.

 

brasil247

HELICÓPTERO: Tião rebate Cássio. “É discurso de derrotado, que não tem propostas. Que passou 7 anos e nada fez”

tiãoO deputado estadual Tião Gomes (PSL) rebateu – em entrevista ao Portal MaisPB, na manhã desta terça-feira – o senador Cássio Cunha Lima (PSDB). Tião criticou o tucano por apontar irregularidades na compra de um helicóptero pelo Governo do Estado. “É discurso de candidato derrotado, que não tem propostas. Que passou sete anos e nada fez”, disse Tião.

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O parlamentar do PSL explicou ao Portal MaisPB que o preço do helicóptero foi mais elevado porque não é uma aeronave comum. “É moderno e bem equipado para o combate ao tráfico de drogas. Quando o Governo uma ambulância, por exemplo, precisa comprar equipamentos para a ambulância. E os equipamentos, muitas vezes, são mais caros que a ambulância”, destacou Tião.

Candidato ao governo do Estado pela Coligação A Vontade do Povo, o senador Cássio Cunha ima (PSDB), acusou o Governo do Estado de fazer a aquisição superfaturada do helicóptero que foi entregue à segurança da Paraíba.

“O Estado comprou um helicóptero, com três anos de uso e com mais de 600 horas de vôos, por R$ 9 milhões, o que demonstrou que foi uma compra superfaturada, quando um aparelho novo custa em média R$ 7 milhões. O governador não justificou a compra e disse que o seu compromisso era com a Segurança Pública e argumentou que não lhe interessava quem tinha ganho a concorrência feita pelo Estado e se esquivou da resposta dizendo que não dirigia concorrência”, disse a coligação sobre o questionamento que o tucano fez ao socialista durante debate nesta segunda-feira (22).

Cássio também classificou como “estranho” o governo do estado só entregar a aeronave às vésperas da eleição, mesmo com o helicóptero tendo sido comprado há mais de um ano.

 

Alexandre Freire e Jãmarrí Nogueira

Folha acredita ter minado discurso de Aécio

aecioO jornal Folha de S. Paulo, da família Frias, acredita ter minado o discurso de ética e eficiência administrativa do candidato tucano Aécio Neves, com a denúncia feita sobre o aeroporto de Cláudio (MG). É o que o jornal sustenta em editorial publicado neste domingo. Leia abaixo:

O pouso do tucano

Ainda que tenha sido feito de maneira legal na gestão de Aécio Neves, aeródromo contradiz discurso de ética e eficiência administrativa

O senador mineiro Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência da República, dedicou boa parte dos últimos dias à tentativa de justificar a construção de um aeródromo em Cláudio (MG), num terreno desapropriado pelo governo do Estado durante a gestão do tucano.

Revelado por esta Folha no último domingo, o episódio desde logo chamou a atenção. Primeiro, porque as terras pertenciam a Múcio Tolentino, tio-avô de Aécio e ex-prefeito de Cláudio. Depois, porque o uso da pista de pouso, pronta em 2010, dependia da autorização dos familiares do senador.

Com 1 km de comprimento e condições de receber aeronaves turbo-hélice de pequeno e médio porte (até 50 passageiros), o aeródromo custou R$ 13,9 milhões aos cofres públicos, sem contar a indenização pela desapropriação. O valor oferecido pelo Estado, R$ 1 milhão, é até hoje discutido na Justiça.

De acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a pista ainda não teve sua operação liberada ao público. Mesmo assim, Fernando Tolentino, um dos filhos de Múcio, afirmou que ao menos um avião a utiliza por semana.

Entre os usuários estaria o próprio Aécio Neves. Seu refúgio favorito, a Fazenda da Mata, situa-se a 6 km dali. Nas inúmeras explicações que deu ao longo da semana, o tucano não confirma nem nega que tenha aterrissado em Cláudio. O candidato também se eximiu de dizer por que as chaves do local ficavam nas mãos de seus parentes.

Há mais, contudo. Nova reportagem desta Folha mostrou que, em 2001, o tio-avô de Aécio sofreu o bloqueio judicial da área onde está o aeródromo. O Ministério Público pede o ressarcimento dos gastos na construção de uma pista de pouso de terra em 1983, quando Tancredo Neves era o governador mineiro, e Múcio, prefeito de Cláudio.

Para quem não podia dispor de parte das terras, a desapropriação não chega a ser mau negócio. E a indenização, paga com recursos de Minas, poderá ser usada por Múcio para, caso seja condenado, quitar sua dívida com o governo mineiro.

Diante desses fatos, soam no mínimo inverossímeis as declarações de Aécio segundo as quais seus familiares não teriam se beneficiado pela obra. Também caem em descrédito as justificativas técnicas apresentadas pelo tucano.

Pela narrativa oficial, o aeródromo tem importância para as indústrias locais, e a pavimentação da pista de terra representava a opção mais econômica para o Estado.

Mais econômico, na verdade, teria sido não fazer obra nenhuma. A demanda por voos em Cláudio é pequena, e o aeroporto de Divinópolis fica a 50 km de distância.

Ainda que todo o processo tenha sido feito de maneira legal, como sustenta Aécio Neves, restará uma pista de pouso conveniente para o tucano e seus parentes, mas de questionável eficiência administrativa. Não é pouca contradição para um candidato que diz apostar na união da ética com a qualidade na gestão pública.

 

brasil247