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‘Venda direta do etanol vai baratear o preço’, afirma presidente da Asplan

O presidente da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio, comentou a respeito da Audiência Pública que acontece nesta terça-feira (11), na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados com a participação da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana).

Em contato com o Portal Paraíba.com.br, José Inácio, afirmou que a consequência imediata da venda direta do Etanol, que é a que se propõe a agenda em Brasília, é o barateamento do combustível.

Inácio exemplificou afirmando que o álcool sai de uma destilaria no interior, vai as vezes até Suape em Pernambuco e volta para um posto ‘ao lado’ da destilaria. “Tudo isso encarece. Com a liberação da venda direta, o caminho diminui e vai beneficiar”, disse.

Além disso, o presidente comentou que há um cartel de venda de álcool e acredita que a concorrência também vai beneficiar na queda dos preços. “Mais gente vendendo a tendência é baixar”, afirmou e completou que além do “passeio” que o combustível dá também tem a tributação.

Marília Domingue

 

 

Palmeiras bate Sport e encaminha vaga direta na Libertadores

A torcida do Palmeiras havia acabado de pedir a entrada de Willian quando Deyverson tirou o time do sufoco – acredite, houve momentos de sufoco – e abriu caminho para a goleada por 5 a 1 sobre o Sport, no Allianz Parque. Foram dois gols dele, um do zagueiro Luan, um de Dudu e outro de Keno no primeiro jogo oficial com menos de 20 mil pessoas na arena neste ano (18.744). Diego Souza diminuiu.

Com mais dois gols de Deyverson, Palmeiras bateu o Sport por 5 a 1, no Allianz (Foto: MARCELLO FIM / RAW IMAGE)
Com mais dois gols de Deyverson, Palmeiras bateu o Sport por 5 a 1, no Allianz (Foto: MARCELLO FIM / RAW IMAGE)

Foto: LANCE!

Terceiro colocado do Brasileirão com 60 pontos, o Verdão estará garantido na fase de grupos da Libertadores se o Flamengo perder para o Coritiba, em Curitiba, na partida que começou às 21h. O Sport, com 36 pontos, segue na zona da degola.

Deyverson, que no fim de semana já havia marcado os dois gols da vitória sobre o Flamengo, não deu sequer um sorriso para comemorar a primeira bola que colocou na rede nesta quinta-feira: primeiro fechou a cara, depois chorou. Um retrato da temporada do Palmeiras, que vai comemorar a vaga na Libertadores com um sorriso amarelo devido à grande expectativa que tinha.

Quem olhar só para o placar não vai imaginar que o time jogou mal até 11 minutos do segundo tempo, quando Dudu fez boa jogada pelo lado direito e cruzou para Deyverson vencer Magrão. O próprio Deyverson, instantes antes, havia despertado a fúria da torcida ao desperdiçar a primeira chance clara de gol criada pelo Verdão.

Até ali, só o Sport assustava. Fernando Prass fez pelo menos três grandes defesas no primeiro tempo, sem falar nas bolas em que os rubro-negros erraram o alvo. O que se via era um Palmeiras que criava pouco e errava muito, fornecendo um contra-ataque atrás do outro.

O cenário mudou (muito) assim que o placar se mexeu. Luan ampliou aos 18 minutos após cobrança de escanteio de Dudu. Deyverson, aos 33, marcou mais um após receber de Keno e deu fim a qualquer possibilidade de reação do Sport. Diego Souza até diminuiu, mas os visitantes se entregaram e levaram mais dois nos minutos finais, primeiro com Dudu e depois com Keno.

FICHA TÉCNICA 
PALMEIRAS 5 X 1 SPORT 
Local: Allianz Parque, São Paulo (SP)
Data-Hora: 16/11/2017 – 20h
Árbitro: Rafael Traci (PR)
Auxiliares: Ivan Carlos Bohn (PR) e Luciano Roggenbaum (PR)
Público/renda: 18.744 pagantes/R$ 935.054,56
Cartões amarelos: Anselmo e Diego Souza (SPT)
Cartões vermelhos: 
Gols: Deyverson (11’/2ºT) (1-0), Luan (18’/2ºT) (2-0), Deyverson (33’/2ºT) (3-0), Diego Souza (37’/2ºT) (3-1), Dudu (44’/2ºT) (4-1), Keno (46’/2ºT) (5-1),

PALMEIRAS: Fernando Prass; Jean, Edu Dracena (Antonio Carlos, aos 20’/2ºT), Luan e Michel Bastos; Felipe Melo (Thiago Santos, aos 38’/2ºT), Tchê Tchê e Moisés (Willian, aos 31’/2ºT); Keno, Dudu e Deyverson. Técnico: Alberto Valentim.

SPORT: Magrão; Raul Prata, Henríquez, Durval e Sander; Patrick, Anselmo e Diego Souza; Marquinhos (Rogério, aos 20’/2ºT), Mena (Índio, aos 35’/2ºT) e André. Técnico: Daniel Paulista.

Lance

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Inter vence figueira com gol no fim e garante vaga direta à Libertadores

interO discurso do Inter era de que a Libertadores começaria neste sábado, diante do Figueirense, pela última rodada do Brasileirão, uma vez que o Colorado precisava vencer para escapar da fase preliminar do torneio continental. Pelo jeito, começou bem. O time catarinense estava confirmando o rótulo de “pedra no sapato” dos gaúchos até os 50 minutos, quando Wellington Silva marcou o gol salvador, que tirou a importância da vitória do Corinthians sobre o Criciúma. O dramático 2 a 1 foi iniciado com gol de Pablo, para o Figueira. Depois, Rafael Moura empatou, antes do tento nos acréscimos.

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A vitória suada salvou o Inter sob vários aspectos. Com o terceiro lugar e 69 pontos, o Colorado foge da pré-Libertadores, marcada para a primeira semana de fevereiro, o que implicaria mudança de planejamento na pré-temporada. Além disso, se passasse pelo mata-mata, ingressaria no “grupo da morte”, com São Paulo, San Lorenzo e Danubio. Assim, o time de Abel irá ao Grupo 4, ao lado de Emelec, do Equador, de um representante do Chile a ser definido e do vencedor do Jogo 4, entre Monarcas, do México, e The Strongest, da Bolívia. A derrota deixa o Figueirense em 12º com 57 pontos e em nenhum momento estraga a importante campanha de recuperação de Argel Fucks.

Ao final da partida, o árbitro Marielson Alves da Silva ainda sofreu com as reclamações dos jogadores do Figueirense. A ira dos catarinenses ainda rendeu um lance incomum, em que Rafael Moura precisou correr atrás de Marielson e “escoltá-lo” dos rivais furiosos.

Paulão zagueiro Inter (Foto: Alexandre Lops / Divugação Inter)Figueirense e Inter fazem jogo emocionante em Santa Catarina (Foto: Alexandre Lops / Divugação Inter)

Bastante desfalcado, sem o capitão D’Ale nem o xodó Nilmar, o Inter entrou em campo com surpresas. Abel Braga retomou o esquema com três zagueiros, usado com relativo sucesso no empate com o São Paulo, no Morumbi. A ideia parecia acertada. Os primeiros minutos foram de pressão vermelha. Substituto de Fabrício, Alan Ruschel atuou como ala-esquerdo e quase abriu o placar logo aos quatro minutos. Aos 15, Rafael Moura, livre, cabeceou para fora. Um ímpeto que aos poucos arrefeceu.

Mesmo sem aspirações concretas na tabela, o Figueirense conseguiu conter o rival e assustar nos contragolpes. O crescimento se deu a partir dos 30 minutos, com duas finalizações de Felipe e uma tentativa frustrada de bicicleta de Marcão. A situação piorou para o Inter, já sem articulação nem inspiração, quando o Corinthians abriu o placar contra o Criciúma. O gol de Elias colocava o Colorado no quarto lugar e na pré-Libertadores. O Inter deixou o primeiro tempo reclamando da arbitragem, embora Marielson Alves da Silva pudesse até ter expulsado o colorado Alan Ruschel, após deixar o rosto sobre Yago.

Toda a emoção no final

O Figueirense resolveu jogar futebol na volta do intervalo. A um minuto, Pablo obrigou Alisson a fazer milagre. Aos quatro, não houve santo possível. O atacante completou o cruzamento e anotou o 1 a 0, obrigando o Inter a virar a partida para voltar ao terceiro lugar. A ponto de Abel inverter a tática inicial, indo de três zagueiros a três atacantes, com Taiberson e Wellington Paulista, ao lado de He-Man.

Mesmo assim, Alisson seguiu fazendo milagres. O Criciúma chegou a empatar a partida contra o Corinthians e França, do Figueira, foi expulso – depois, ainda seriam excluídos Nirley, Alan Ruschel e Wellignton Paulista. Para piorar, o Timão marcou seu segundo gol logo depois. Mas havia tempo. E esperança. Rafael Moura empatou aos 41 minutos, de cabeça. Nove minutos depois, no último segundo da partida, Wellington Silva mudaria a história do Inter, do campeonato. E, quem sabe, da Libertadores 2015.

 

Globoesporte.com

Flu goleia e adia vaga direta do timão à fase de grupos da Libertadores

timãoO Fluminense entrou em campo, neste domingo, no Maracanã, pela penúltima rodada do Brasileirão, apenas para cumprir tabela. Afinal, já não tem mais chances de classificação à Taça Libertadores. O Corinthians ainda briga para tentar se garantir na fase de grupos da competição continental, mas acabou adiando a decisão para a última rodada. O Alvinegro até começou bem, abrindo o placar logo no início, mas o Flu virou, venceu por 5 a 2, e atrapalhou os planos do Timão. Fred (2), Ralf (contra), Edson e Conca marcaram para a equipe das Laranjeiras. Guerrero e Danilo descontaram para o Alvinegro, que ainda perdeu um pênanlti.

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Os corintianos deixaram o gramado reclamando muito da arbitragem de Wilton Pereira Sampaio, que marcou penalidade inexistente a favor do Fluminense (a falta de Fábio Santos em Kennedy foi fora da área). Mano Menezes, que acabaria expulso por reclamação, ainda discutiu com um torcedor e avisou que está mesmo deixando o clube.

Com o resultado, o Corinthians segue com 66 pontos, em quarto lugar. A posição no G-4 está garantida, mas a equipe tenta evitar a fase inicial da Libertadores. Para isso, precisará vencer o Criciúma na próxima rodada para não depender de tropeço do Internacional, com quem disputa a terceira posição. O Fluminense, com 61, cumprirá tabela com o campeão Cruzeiro, em Belo Horizonte.

Fred comemora gol do Fluminense contra o Corinthians (Foto: Nelson Perez / Fluminense FC)Fred comemora gol do Fluminense contra o Corinthians (Foto: Nelson Perez / Fluminense FC)

 

O jogo

O Corinthians foi melhor durante boa parte do primeiro tempo. Com marcação firme no meio-campo, a equipe paulista dificultava as ações do Fluminense, que tinha mais a bola, mas tocava de lado, sem conseguir forar o bloqueio alvinegro. Quando teve a bola nos pés, o Timão mostrou qualidade no passe e entrosamento. O gol de Guerrero, logo aos 4 minutos, mostrou isso: lindo passe de Renato Augusto para Malcom, que tentou marcar com um leve toque de bico. Cavalieri espalmou, e a bola sobrou para o peruano abrir o placar. Como a entrada da área do Corinthians estava congestionada, o Flu tentava pelo alto. Aos poucos, foi se aproximando do gol. Fred chegou a marcar aos 35, mas estava impedido e teve o lance anulado. Aos 39, de tanto insistir, os cariocas chegaram ao empate: Sobis cobrou falta da esquerda, e Ralf subiu para cortar, mas fez contra.

O segundo tempo foi todo do Fluminense. O Corinthians entrou em parafuso e passou apresentar falhas defensivas. O Tricolor se aproveitou e desandou a marcar gols. A virada veio pelo alto, onde o Timão era mais vulnerável. Aos 12, Carlinhos cruzou da esquerda, e Edson subiu mais que Fábio Santos para marcar. Nervosos, os alvinegros perderam o controle. Aos 17, Gil derrubou Conca na área: pênalti, que Fred converteu.

A essa altura, Mano Menezes era xingado e discutia com torcedores corintianos no Maracanã. A um deles, respondeu, de acordo com com relato do repórter Bruno Laurence, da TV Globo:

– Pode deixar que já, já eu vou sair – disse, afirmando que não ficará mesmo em 2015.

O Fluminense, se aproveitando dessa pane dos corintianos, fez mais um, aos 25, novamente com Fred cobrando pênalti. Aliás, uma jogada bem polêmica e que acabou provocando a expulsão do técnico corintiano. Fábio Santos derrubou Kennedy fora da área, mas a arbitragem assinalou a penalidade. Inconformado, Mano reclamou muito. O jogo ficou paralisado por cinco minutos até que o treinador deixasse o campo.

Os últimos minutos foram alucinantes: aos 37, o Corinthians teve pênalti a favor, mas Cavalieri defendeu cobrança de Fábio Santos. No minuto seguinte, Danilo diminuiu de cabeça, após cruzamento de Jadson – dois reservas que haviam acabado de entrar. O Timão poderia até ter empatado a partida, mas Cavalieri fez duas grandes defesas. No fim, o Flu, mesmo com um a menos (Marlon foi expulso), conseguiu chegar ao quinto gol, com Conca, já aos 46.

 

Globoesporte.com

Entidades defendem democracia direta e fim de dinheiro privado em campanhas

dinheiroUm conjunto de entidades representativas de diversos setores sociais está se articulando para pressionar o Congresso Nacional a acelerar a tramitação da reforma política. Um manifesto será divulgado com um conjunto de pautas consensuais e uma campanha de mobilização on-line será feita para angariar apoios e cobrar a aprovação de medidas que valham já para a eleição de 2014.

Entre as entidades estão a Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Inesc, Escola de Governo, Rede Nossa São Paulo, Abrace, Avina e outras. A intenção é discutir a proposta e ampliar ao máximo os apoios. Nesse sentido, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) deverá realizar um encontro na próxima semana para discutir o tema.

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Entre as propostas que devem constar do documento, o foco das entidades está nas questões relativas ao financiamento de campanha. Existe consenso em proibir as doações de pessoas jurídicas, que seria substituído ou pelo financiamento público exclusivo ou por uma versão mista, permitindo doações de pessoas físicas até o limite de um salário mínimo. A prestação de contas on-line e em tempo real, incluindo entradas e saídas do caixa da campanha, também está entre as propostas, o que permitiria maior controle social.

Outro ponto de destaque é a ampliação das possibilidades de democracia direta, com a regulamentação de consultas populares como plebiscitos, referendos e leis de iniciativa popular. Sobre este último mecanismo, a cobrança é que o número de assinaturas necessário seja reduzido para um terço do atual, ou seja, seriam necessárias cerca de 500 mil assinaturas para que a lei fosse apresentada ao Congresso. Além disso, as entidades cobram que sejam admitidas assinaturas on-line, com a definição de mecanismos de controle para evitar fraudes.

A proposta também prevê a possibilidade de convocação de plebiscitos e referendos diretamente pela população, o que hoje é reservado ao Congresso. A intenção é fortalecer uma cultura de consulta popular, tornando referendos e plebiscitos mais comuns, acontecendo juntamente com as eleições, como ocorre em outros países.

Outras propostas em discussão são o limite de dois mandatos consecutivos também para parlamentares; fim do foro privilegiado; possibilidade de recall, ou seja, que os eleitores possam retirar do cargo políticos eleitos antes do fim do mandato; entre outras.

A avaliação das entidades é que a maioria destas questões podem ser definidas pelo Congresso antes de outubro, prazo para que as mudanças possam valer para a eleição de 2014. Segundo elas, os pontos chave já estão contemplados por propostas que circulam há anos no Congresso, mas que não avançam por falta de vontade dos parlamentares e pressão popular.

 

 

por Nicolau Soares, especial para a RBA

Galo bate o Cruzeiro, é vice-campeão e garante vaga direta na Libertadores

Espetacular. Para um jogo que valia apenas uma vaga direta na fase de grupos da Taça Libertadores de 2013, Atlético-MG e Cruzeiro fizeram um duelo digno da história do confronto. Cinco gols, expulsões, pênalti perdido, bola na trave, duas viradas no placar e muitas chances de ambos os lados. Esses foram os ingredientes do clássico mineiro da última rodada do Campeonato Brasileiro. A partida, disputada neste domingo, no Independência, terminou com vitória alvinegra por 3 a 2, após cinco jogos sem vencer o maior rival. Os gols do Galo foram marcados por Bernard, Leonardo Silva e Réver. Para o Cruzeiro, fizeram Martinuccio e Everton.

Bernard comemora o primeiro gol do clássico (Foto: Bruno Cantini / Site Oficial do Atlético-MG)Bernard comemora o primeiro gol do clássico (Foto: Bruno Cantini / Site Oficial do Atlético-MG)

A torcida do Atlético-MG compareceu em grande número ao estádio, certa de que a invencibilidade em casa, na atual temporada, seria mantida. A equipe alvinegra, desde a conquista do Campeonato Mineiro, não perdeu nenhuma partida diante do torcedor. Em determinado momento do jogo, a impressão era a de que o Cruzeiro conseguiria a vitória, mas, em dois gols assinalados por zagueiros, quando o rival estava à frente no placar, o Atlético-MG virou o jogo.

Com o resultado, e também com o empate sem gols entre Grêmio e Inter, o Atlético-MG terminou o Brasileirão na vice-liderança, com 72 pontos, atrás apenas do Fluminense, que somou 77. O Cruzeiro, que ainda brigava pela sexta colocação na tabela, ficou em nono, com 52.

Os jogadores das duas equipes, a partir desta segunda-feira, estão liberados para as férias. Atlético-MG e Cruzeiro, a partir de janeiro, iniciarão a pré-temporada para 2013. O primeiro compromisso de ambos será pelo estadual, no dia 3 de fevereiro, novamente no grande clássico, na reinauguração do Mineirão.

Clássico movimentado

O jogo valia muito para o Galo, que precisava da vitória para termnar como vice-campeão e obter a vaga direta na fase de grupos da Taça Libertadores de 2013. Os técnicos optaram pela lógica, e não houve novidade nas escalações. Após o apito inicial, cada palmo do gramado passou a ser disputado com todo vigor e vontade por ambos os times. O clima esquentava a toda disputa de bola, mas o árbitro Paulo César Oliveira era firme e marcava as faltas de perto.

Apenas com a torcida do Galo nas cadeiras do Independência, o time alvinegro tratou de brindar os presentes. Logo aos cinco minutos, Guilherme foi à linha de fundo e cruzou para a área, Leandro Guerreiro tirou mal, e a bola sobrou para o pequenino Bernard. O meia se agigantou no maior jogo de Minas Gerais e abriu o placar em um chute de primeira, sem chances para Fábio.

A festa alvinegra, que havia começado bem antes da partida, aumentou ainda mais. E a vontade dos jogadores também crescia a cada dividida. O volante Pierre abriu a lista dos amarelados ao parar Everton, que seguia livre em direção ao gol. Os jogadores do Cruzeiro foram à loucura e pediram a expulsão do atleticano.

A Raposa tratou de equilibrar as ações e fez a torcida do Galo sentir calafrios. Anselmo Ramon acertou a trave, e na sequência o goleiro Victor tirou dos pés de Martinuccio, que se preparava para empurrar para as redes.

O jogo era igual, mas o Galo, aos 36 minutos, teve chance de aumentar a vantagem. Jô girou sobre Leandro Guerreiro, que errou o bote e derrubou o atacante alvinegro dentro da área. Pênalti bem marcado. Porém, Ronaldinho Gaúcho cobrou rasteiro e fraco, e Fábio fez ótima defesa.

O Cruzeiro, novamente estimulado, não perdoou. No último lance do primeiro tempo, aos 46 minutos, Montillo cruzou, e Martinuccio subiu sozinho. O atacante fuzilou de cabeça para empatar a partida. Tudo igual na primeira etapa para um futebol equilibrado.

Virada do Galo

Os times retornaram para o segundo tempo com os mesmos jogadores, mas o Cruzeiro voltou melhor. Logo aos cinco minutos, Everton entrou livre na área, após passe perfeito de Thiago Carvalho, e, diante do goleiro Victor, fuzilou para as redes e virou o placar. Silêncio no Independência.

O gol fez a torcida do Galo pegar no pé de Guilherme, jogador tradicionalmente escolhido pelos atleticanos para pagar o pato. Cuca ouviu os torcedores e sacou o meia para a entrada de Neto Berola. Na sequência, os volantes Tinga e Leandro Donizete trocaram cotoveladas, e Paulo César Oliveira expulsou os brigões, que saíram de campo discutindo muito.

Aos 14, Ronaldinho Gaúcho tratou de desfazer o erro do pênalti e ajudou o Galo a empatar a partida. Leonardo Silva escorou escanteio de cabeça, e Marcelo Oliveira, tentando evitar que o camisa 49 tocasse na bola, acabou colocando para dentro do próprio gol. A arbitragem assinalou gol do zagueiro atleticano.

O jogo ficou aberto. Com os times com um a menos, sobravam espaços para os contra-ataques. Era lá e cá. Montillo perdeu uma chance incrível. Em seguida, Jô cabeceou cara a cara, para grande defesa de Fábio. Mas aos 29 minutos, Ronaldinho Gaúcho apareceu de novo. Depois de várias cobranças de escanteio ruins, o craque alvinegro colocou na cabeça do zagueiro Réver, que apenas cumprimentou para as redes e virou o placar, para delírio da torcida atleticana.

Após o gol, Cuca tirou o craque atleticano, que foi ovacionado ao deixar o campo para a entrada de Serginho. O jogador foi para o banco de reservas visivelmente chateado com a substituição. No fim, Anselmo Ramon ainda foi expulso. Vitória do Atlético-MG, que coroou uma grande campanha no Brasileirão e garantiu participação na principal competição continental entrando direto na fase de grupos.

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