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Fake clique: fraudes em publicidade digital geram prejuízos de US$ 42 bi

Malware e bots geram cliques falsos e transformam investimento de anunciantes em desperdício

A indústria de cliques fraudulentos em publicidade digital deve causar um prejuízo de US$ 42 bilhões em 2019, de acordo com a consultoria Juniper Research. O número é 21% maior do que os US$ 35 bilhões registrados no ano passado, o que deixa claro como esse filão tem se tornado sofisticado. Por meio de uma série de técnicas que envolvem desde bots até fazendas de cliques em países pobres, os criminosos faturam em cima de empresas que veem seu orçamento de marketing ser desperdiçado.
“O Brasil é um dos principais mercados mundiais na publicidade digital, então é natural que seja um alvo valioso para esse tipo de golpe”, diz Michel Primo da Clickcease (www.clickcease.com.br), martech israelense especializada na defesa contra ações desse tipo. Não há dados sobre o prejuízo com problemas do tipo no Brasil, mas a estimativa é de que as perdas correspondam a 20% do orçamento total dos anunciantes.
Como os fake cliques acontecem
De modo geral, as fraudes se dividem em duas categorias. As chamadas Click Frauds envolvem ações que forçam o anunciante a gastar com cliques que não foram feitos por consumidores reais. Nesse caso, robôs, por exemplo, clicam de maneira consecutiva em anúncios e fazem o responsável por ele pagar por visualizações que não atingiram potenciais clientes verdadeiros – ou seja, não há ganho direto para o responsável pelo golpe. “É comum que isso seja feito por concorrentes, por exemplo”, afirma Primo.
Ad Frauds, por outro lado, são estratégias que fazem com que as empresas paguem por visualizações e interações com anúncios em sites maliciosos sem obter qualquer retorno publicitário com isso. Um exemplo são páginas com conteúdo fake que recebem um volume alto de tráfego por redirecionamento de links automáticos, mas que não entregam qualquer retorno para o anunciante – aqui sim os fraudadores lucram.
Segundo a Clickcease, as Click Frauds têm crescido a uma taxa de 50% ao ano. No que tange às Ad Frauds, para se ter uma ideia do quanto eles movimentam, o FBI desmontou em 2017 a quadrilha especializada 3ve, cujo faturamento foi estimado em US$ 250 bilhões. “É um panorama preocupante, que exige de empresas que investem em marketing digital que tenham cuidado e tomem medidas de proteção”, explica Primo.
Entre as melhores estratégias para evitar golpes na publicidade digital, estão softwares que monitoram o tráfego e identificam comportamentos anormais, assim como a escolha adequado dos parceiros que fazem parte do ecossistema de marketing da empresa. Por conta própria, o problema não irá embora. Ainda de acordo com a Juniper Research, o prejuízo causado por cliques fraudulentos deve bater a marca dos US$ 100 bilhões anuais em 2023.
Foto: divulgação / Clickcease.
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Hortas nas escolas: educação verde e alternativa ao digital

Cada vez mais as escolas e os educadores em geral têm buscado alternativas ao digital em salas de aula. A “invasão” dos aparelhos celulares tornou-se um fenômeno incontrolável. Apesar dos muitos benefícios que isso pode trazer, separar os pequenos dos olhares constantes nas telinhas é uma missão importante e que deve ser cumprida.

Segundo o site 365dicas uma alternativa que tem surgido em diversas localidades do país é a instituição das hortas nas escolas. É uma busca não por remover as novas tecnologias das vidas das crianças, mas sim uma tentativa de incluir em seu cotidiano novas atividades e novas formas de se divertirem.

A importância da educação ambiental

A educação ambiental é de grande relevância no século XXI por inúmeras razões. Em tempos em que se fala e que se presencia tanto os efeitos do aquecimento global, educar as novas gerações para as mazelas que a falta de cuidado com o meio-ambiente pode trazer é fundamental.

Nas escolas, a construção de hortas e mesmo de pequenos pomares é também uma maneira muito interessante de aliar teoria e prática. Em uma fase de tantas abstrações como é a infância, as crianças precisam de estímulos que sejam capazes de lhes revelar noções sobre a realidade.

Dessa forma, é louvável que estejam proliferando em todo o país projetos de criação de hortas. Eles exploram a relação das crianças com a natureza, principalmente em grandes metrópoles, em que pouco contato há com o “natural”.

A educação ambiental ainda é capaz de desenvolver uma consciência sobre as próprias ações nas crianças. É principalmente nesse sentido que as hortas escolares surgem. Ao dar aos pequenos a oportunidade de cuidarem de suas próprias plantinhas, eles percebem sobre o impacto que suas atitudes e que os seus hábitos têm no seu dia a dia.

Atividade interdisciplinar

Em termos pedagógicos, ter uma horta na escola é importante também para a dinâmica escolar. Por exemplo: em que grupo ou disciplina curricular encaixaríamos esse tipo de projeto? Nenhum e ao mesmo tempo todos.

Torna-se importante dizermos que esse tipo de atividade engloba uma série de temas pertinentes a muitas disciplinas. Ecologia é o principal, é claro, mas a alimentação e a nutrição também estão presentes. Por que não ensinar às crianças sobre os benefícios de uma rotina alimentar mais saudável por meio da plantação de vegetais?

Os educadores e a escola se beneficiam muito com esse tipo de prática. Ao gerarem situações reais de aprendizado, conseguem avaliar com muito mais clareza a evolução dos alunos. Ao sair dos quadros negros e dos cadernos de avaliação para a rua, a dinâmica de aprendizado muda completamente. Deixa de ser abstrata, estática para ser algo palpável e real.

Autonomia e autoconsciência

Com certeza os maiores beneficiados com esse tipo de projeto são as crianças. Como mencionamos acima, tornam-se indivíduos mais conscientes a respeito do meio em que vivem. Passam a questionar, mesmo que minimamente, os hábitos de consumo da família, dos vizinhos e dos coleguinhas.

De acordo com professores que levaram esse projeto adiante, foi possível notar também maior autonomia e maior desenvoltura por parte dos pequenos. Tornaram-se mais questionadores em relação a pequenas situações do cotidiano. Passaram a refletir sobre os lanches que levam ou consomem na escola e viram-se mais maduros em relação ao desperdício alimentar.

O projeto da horta escolar é benéfico ainda para a comunidade escolar como um todo. O envolvimento dos pais é recomendado e essencial, principalmente quando passam a ser questionados pelas crianças sobre o cotidiano familiar.

As crianças são gatilhos, visto que elevam seu aprendizado a outras esferas sociais. Mais do que um projeto interdisciplinar, ele é uma prática social que busca o bem-estar comunitário.

Educação verde x educação digital

Uma coisa não exclui a outra. É errado pensarmos que retirar das crianças os aparelhos celulares é a solução para que aprendam melhor. Essas ferramentas, felizmente ou não, são inerentes às novas gerações, devendo, portanto, serem vistas exatamente como o que são: ferramentas de estímulo ao aprendizado.

Em relação à educação digital, nada impede que um projeto como o da horta escolar se alie ao uso de tablets, smartphones e objetos do gênero. Nada melhor do que usar a tecnologia para otimizar um projeto que só traz benefícios a todos.

 

 

Pilares e bases culturais da Transformação Digital

Carlos Eduardo Correa Schotka*

Abril de 2019 – Muito tem se falado sobre Transformação Digital nas empresas, mas poucos são os cases sólidos cujo o valor agregado da palavra “digital” pode ser entoado como um mantra, no qual toda a empresa deve falar para que se sinta dentro do mercado moderno emergente.

Empresas que tentam se aventurar neste assunto se deparam normalmente com um grande desafio inicial, que é a Transformação Cultural. Antes de falar de tecnologia, vamos tratar daquilo que se refere praticamente a itens comportamentais de uma empresa.

Uma cultura digital tem, por sua essência, práticas no modelo ágil, que visa agregar valor ao cliente final de maneira constante, o que significa eliminar a fronteira entre departamentos. Quando todos olham para este ponto convergente, ou seja, o cliente, as organizações começam a mudar sua cultura para o âmbito digital. O cliente, então, se torna o responsável pelas alterações de modelos de negócio, seja por novas exigências ou adesão às novas tecnologias.

Sendo assim, o paradigma digital abstrai o antigo conceito de TI, cujo cliente não tinha certeza do escopo que desejava, e passa a lidar com um público que não só sabe quais são seus problemas, como também participa passiva ou ativamente da solução. Logo, a cultura digital deve ter clara que a empresa passa a operar como um “customer centricity”, deixando de ser uma estrutura de departamentos, cada qual com sua responsabilidade, e passa a ser um time multidisciplinar, cuja responsabilidade é gerar valor agregado para o cliente.

Com o foco definido no cliente, o primeiro passo para a transformação cultural com o objetivo de atingir o patamar digital é reorganizar a empresa de forma a atender o cliente em todas suas necessidades. No intuito de acolher o cliente, a empresa deve ter times autônomos com diversas competências que consigam visualizar a necessidade do início ao fim para agregar valor.

Fatores simples como ouvir o lado do cliente e viver sua necessidade, seja por sessões de Design Thinking ou por meio de imersão em seu cotidiano, podem ser importantes quando estamos falando de inovação e percepção de necessidade. Todos esses passos farão o time entender, identificar ou gerar novos insights junto ao cliente.

Ao transformar o cliente em centro, o time deve se orientar nesse sentido, e esse é um dos pontos cruciais para mudança de mindset cultural. Não estamos falando em mudar apenas a forma que a equipe atual atende o cliente, mas sim de agregar diversas competências de negócio dentro do time que atende a este cliente, envolvendo, por exemplo, as áreas técnicas de Recursos Humanos, Marketing, Financeiro, Compras etc.

Com isso, cada área estará envolvida no atendimento às necessidades do projeto, ou seja, a demanda será uma prioridade que independe das rotinas particulares de cada departamento. O desafio de gerar uma autonomia deste nível para o atendimento de um único cliente específico pode gerar acúmulo de papéis na empresa, mas isso é superado frente ao valor agregado proporcionado ao cliente alvo desta equipe.

Tendo em vista a tendência para times autônomos multidisciplinares com foco no cliente, as empresas tradicionais podem fazer a transição do modelo padrão, baseado em departamentos, para um modelo bimodal. A orientação é que, durante um período determinado, parte da empresa passe a atuar neste modelo até que, gradativamente, sejam adaptadas às demais áreas.

Não podemos achar que toda empresa começa do zero, como um startup. Toda organização tem seu modelo e o exerce há muito tempo, por isso a quebra de paradigma é necessária para que seja viável o posicionamento ágil que a cultura digital exige, o que também permitirá evoluir para os próximos níveis da Transformação Digital: Tecnológica e Estratégica. Mas esses são assuntos para outra discussão.

*Carlos Eduardo Correa Schotka é Digital Labs Manager de Transformação Digital da regional de Belo Horizonte da Engineering, companhia global de Tecnologia da Informação especializada em Transformação Digital.

Sobre a Engineering (http://br.engineering)

A Engineering é uma companhia global de Tecnologia da Informação e Consultoria especializada em Transformação Digital.

A partir do Digital Transformation, do Business Integration, da TI Consulting e do Outsourcing, a Engineering transforma os processos de negócio das empresas em modelos operacionais alinhados com a Era Digital.

Com matriz na Itália, a multinacional conta com mais de 35 anos de experiência no mercado de TI, sendo reconhecida como um dos maiores grupos da Europa.

Com mais de 10 mil profissionais e projetos em mais de mil clientes de grande porte nos mais diversos mercados, a experiência do grupo aprimora-se ainda mais pelo investimento contínuo em pesquisa e desenvolvimento, contando com mais de 250 pesquisadores, além de parcerias com os principais centros e pesquisa e universidades do mundo.

Assessoria de imprensa:

Amidi repudia campanha ofensiva contra mídia digital

jornalismoA Associação de Mídia Digital (Amidi) emitiu, na manhã desta segunda-feira, uma nota repudiando a campanha veiculada pelo Jornal Correio da Paraíba através das redes sociais. A Amidi considera a campanha ofensiva e pejorativa contra o jornalismo digital.

Confira a Nota

A Amidi, através de sua Diretoria, lamenta a equivocada postura adotada pelo Jornal Correio da Paraíba contra a mídia e jornalismo digital paraibano, perpetrada em deformada campanha publicitária assinada pela agência Sala 10, com conteúdo pejorativo e ofensivo às empresas legitimamente constituídas e aos profissionais/jornalistas do segmento.

A campanha em questão – personificada com peças para redes sociais baseada em deboches e insinuações maldosas – não encontra eco nos números do consistente crescimento do nosso setor e nem amparo no acesso em tempo real dos nossos milhões de leitores, o que atesta o alcance, a credibilidade e o profissionalismo de todos os que militam de forma digna e honrada nesse campo do novo jornalismo.

Repudiamos a vã tentativa de desqualificação ou diminuição dos valores, compromisso ético e responsabilidade no tratamento adequado da notícia, desde a sua apuração à rápida divulgação, prática e mandamento maior de nossos associados.

Eventuais desvios existem em qualquer meio, mas não dão o direito, por exemplo, que o nosso aponte o jornal impresso como adepto da prática de noticiar fatos incompletos, disseminar boatos ou cometer erros. Aí está o pecado central das peças produzidas contra o meio digital: a pouco inteligente e indecente generalização.

A sociedade conectada pelo digital tem o devido senso crítico para perceber que esse tipo de ofensiva transita na contramão da realidade prática na forma de se comunicar e interagir das pessoas no mundo contemporâneo. Graças à Internet, hoje o público já não é mais refém de um ou outro veículo. Porque tem todo o conteúdo na palma da mão e de graça.

Luiz Fábio Targino
Presidente

Confira trechos da campanha do Jornal Correio da Paraíba através do perfil Sala 10 Comunicação no Facebook:

clickpb

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MEC abre consulta pública sobre Enem Digital

enemQuem quiser dar sugestões sobre o modelo de aplicação online do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pode participar da consulta pública aberta pelo Ministério da Educação, na internet. Até o dia 17 de março, é possível dar sugestões sobre a aplicação da prova, assim como sobre a ampliação do banco de itens e segurança do exame.

Após assumir o cargo, o ministro da Educação, Cid Gomes, manifestou a intenção de fazer mudanças no Enem e tornar a aplicação da prova online, para simplificar a logística e reduzir custos. Cid Gomes disse que a proposta seria debatida com técnicos, acadêmicos e com a sociedade para depois ser apresentada à presidenta Dilma Rousseff.

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A consulta pública Enem Digital traz três perguntas. A primeira pede sugestões para a ampliação do banco de itens nas quatro áreas de conhecimento do exame – linguagens, códigos e suas tecnologias, ciências humanas e suas tecnologias, matemática e suas tecnologias e ciências da natureza e suas tecnologias. Na segunda pergunta, os participantes da consulta pública podem sugerir medidas para aprimorar a logística, segurança e aplicação da prova. Na terceira, há espaço para comentários.

A nota do Enem é usada pelos estudantes para ingressar em instituições públicas e privadas de ensino superior por meio de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Mais de 6,2 milhões de candidatos participaram da última edição do exame, em 2014. As provas foram aplicadas em cerca de 1,7 mil cidades.

 

 

 

Agência Brasil

 

Após apagão digital da GVT, empresa terá que ressarcir clientes na Paraíba

gvtA operadora GVT vai ressarcir o consumidor que foi atingido pela pane ocorrida no dia 12 de janeiro em João Pessoa, e que deixou cerca de 27 mil pessoas ‘fora do ar’ na Paraíba por pelo menos quatro horas. Foi o que ficou acordado em reunião na Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-JP) nesta quinta-feira (22), resultado de uma notificação à empresa. Também ficou decidido que a GVT fará um estudo visando novas rotas de transmissão para evitar outras sobrecargas, e enviará à Secretaria.

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O ressarcimento ao consumidor se dará através da próxima fatura e será de forma proporcional ao tempo em que o cliente ficou sem internet. “A empresa se comprometeu em ressarcir, em créditos, já na próxima fatura, o valor proporcional ao tempo em que o consumidor ficou sem acesso à rede durante a pane que ocorreu no último dia 12”, disse, adiantando que o cliente deve ficar de olho na fatura e, caso não se sentir contemplado, deve procurar o Procon-JP.

O secretário Helton Renê alerta aos consumidores que se sentiram lesados de forma mais consequente durante a pane da GVT, que procurem o Procon-JP para que se tome as providências cabíveis. “O acordo diz respeito apenas às horas em que a empresa ficou sem prestar o serviço. Se houve casos em que a falta desse serviço, durante esse tempo, provocou um prejuízo maior, a pessoa deve procurar seus direitos enquanto consumidor lesado”.

Ranking – O ranking de reclamações contra a empresa GVT vem piorando nos últimos anos, com o número de denúncias crescendo a olhos vistos. “Em 2013, o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do Procon-JP recebeu 68 reclamações contra a GVT, em 2014 subiu para 159 e, até o dia 22 de janeiro deste ano, já somam 14. Consideramos um índice alto e isso também foi tema de nossa reunião, momento em que a operadora se comprometeu em nos enviar propostas que melhorem a prestação de seus serviços”, informou Helton Renê.

MaisPB 

Pesquisa analisa mudanças no papel do editor de jornais impressos na era digital

Muito se discute sobre a sobrevivência do jornal impresso na era dominada pela internet. Há, inclusive, pesquisas que preveem quando será o seu último dia de vida. Neste cenário, o papel do editor muda na esteira dessas transformações, tanto em sua profissão, quanto nas relações sociais.

Crédito:acervo pessoal
Tema faz parte de sua tese de doutorado “O editor e seus labirintos: reflexos da crise de paradigmas do jornal impresso”
O jornalista Renato Essenfelder, cronista do Estadão.com, doutor em Ciências da Comunicação pela ECA/USP e professor de jornalismo das universidades ESPM e Mackenzie, analisou o tema em sua tese de doutorado “O editor e seus labirintos: reflexos da crise de paradigmas do jornal impresso”.

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Para Essenfelder, acabou a fase do “jornal de registro”, que trazia tudo de relevante do dia anterior, e passou para o tempo da “curadoria”, ou seja, necessidade de apontar para o leitor, com contexto e análise, os temas mais relevantes. “Dessa forma, o papel do editor também muda. Ele não é mais o clássico “gatekeeper”, o porteiro que determina quais histórias são e as que não são notícia, o que é digno e o que é indigno de ganhar notoriedade. Algo disso subsiste, sem dúvidas, mas pouco”, afirma.
Segundo o jornalista, a profusão de mídias, a popularidade e capilaridade das redes sociais fazem com que inúmeras histórias sejam publicamente debatidas, independentemente da vontade do editor. “Então ele passa de porteiro a curador – o que, conforme vejo, é uma promoção. Mas, como em toda promoção, o trabalho fica mais complexo e delicado. É maior e mais angustiante”, completa.
Para desenvolver a pesquisa, o profissional realizou entrevistas com 11 editores ou diretores de quatro jornais de São Paulo: Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, Metro e Destak. O resultado das opiniões converge no sentido de que este tipo trabalho está mais complexo e acompanha a mudança de papel dos próprios jornais. “É uma função que está mais importante e estratégica para as empresas jornalísticas, porque é ele quem primeiro ajuda a delinear sentidos no aparente caos informacional”.
Porém, embora o discurso das empresas seja de que o profissional nunca foi tão importante, Essenfelder pontua que ele se sente desprestigiado.  Algumas das razões apontadas para esse cenário são: sobrecarga de trabalho, pois com a internet é essencial estar sintonizado e informado 24 horas por dia; condições de trabalho: os planos de carreira são pouco claros ou defasados, com a constante ameaça de cortes; trabalho mais complexo, mais difícil e exigente, sem contrapartida salarial; maior exposição a críticas: o leitor agora acessa fácil e rapidamente o editor e, por fim, os ecos da sociedade não favoráveis a este cargo.
“Mais de um profissional me confidenciou que tem dificuldade de explicar a relevância do seu trabalho para amigos e familiares, pois creem que a internet põe o leitor em contato direto com as fontes e que os jornais impressos caminham para a irrelevância. Ou seja, além de sustentar o fardo de um trabalho de alta complexidade e responsabilidade, ainda precisam ‘justificar’ sua relevância o tempo inteiro”, conclui.

Leia a pesquisa completa acessando o link.

portalimprensa

Arquivos da ditadura já podem ser consultados no site Brasil: Nunca Mais Digital

Cerca de 900 mil páginas de um conjunto de 710 processos envolvendo o período da ditadura militar no país, julgados pelo Superior Tribunal Militar (STM), foram digitalizados e já estão à disposição do público no site Brasil: Nunca Mais Digit@l.

A iniciativa apresenta o acervo do Projeto Brasil: Nunca Mais, desenvolvido nos anos 80 do século passado pela Arquidiocese de São Paulo e pelo Conselho Mundial de Igrejas, com o objetivo de evitar que processos judiciais por crimes políticos fossem destruídos com o fim da ditadura militar (1964-1985). O acervo digitalizado permite que se obtenham informações sobre torturas praticadas naquele período e que a divulgação dos processos cumpra um papel educativo na sociedade brasileira.

O Projeto Brasil: Nunca Mais examinou, na época, cerca de 900 mil páginas de processos judiciais movidos contra presos políticos e publicou relatórios e um livro, com o mesmo nome, retratando as torturas e as violações de direitos humanos durante a ditadura. Os documentos do projeto, que consistiam em arquivos em papel e em microfilme e estavam disponíveis apenas para pesquisadores, podem agora ser consultados por qualquer pessoa no site Brasil: Nunca Mais Digit@l.

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A consulta aos processos pode ser feita, de forma geral, pelo objeto da busca, ou até mesmo pela divisão por estado ou organização política. Antes de sair o resultado da busca, aparece uma janela aparece com a mensagem: “Parcela expressiva dos depoimentos de presos políticos e das demais informações inseridas nos processos judiciais foi obtida com uso de tortura e outros meios ilícitos, e não pode ser considerada como absoluta expressão da verdade”.

Entre os documentos digitalizados, há fotos, vídeos e matérias publicadas em jornais e revistas. É possível consultar, por exemplo, a certidão de óbito do guerrilheiro e ex-deputado Carlos Marighella, morto em 1969 na Alameda Casa Branca, em São Paulo, por agentes da Delegacia de Ordem Política e Social (Dops). Marighella foi militante do Partido Comunista Brasileiro e um dos principais organizadores da luta armada contra o regime militar depois de 1964.

Também é possível consultar documentos que se referem à presidenta Dilma Rousseff, que militou em organizações de combate ao regime militar. Perseguida durante a ditadura e condenada por subversão, Dilma esteve presa entre os anos de 1970 e 1972, no Presídio Tiradentes, na capital paulista.

Em entrevista hoje (9) à TV Brasil, durante o lançamento do site em São Paulo, a coordenadora da Comissão Nacional da Verdade, Rosa Cardoso, disse que o projeto digital “é uma referência obrigatória para quem for pesquisar esse período da ditadura militar”.

Para Rosa, o arquivo digital tem importância histórica, já que fornece dados que são documentos oficiais da ditadura.

“Ele [site] viabiliza o acesso a uma documentação oficial, na medida em que são processos havidos no âmbito das auditorias militares, onde as pessoas eram efetivamente processadas e denunciadas”, disse Rosa Cardoso.

 

Agência Brasil

Pronunciamentos do Papa durante visita ao Brasil são organizados em livro digital gratuito

papaTodos acompanharam os passos do Papa Francisco nesta visita histórica ao Brasil durante a Jornada Mundial da Juventude. Suas palavras ficaram marcadas no coração e na memória de quem esteve no evento ou acompanhou através da imprensa.

Desde o discurso mais formal, em momentos com as autoridades civis ou militares, até às expressões mais simples como “botar água no feijão”, o Papa Francisco emocionou, ensinou e deixou uma nação em silêncio para ouvi-lo falar, aguardando ansiosamente seu próximo pronunciamento.

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Com as facilidades da tecnologia, a instituição Opus Dei, em seu site, disponibilizou um e-book (livro digital) gratuito com todos os pronunciamentos do Papa Francisco enquanto esteve no Brasil. Agora as palavras do Santo Padre ficam guardadas no coração e também arquivadas no computador (ou impressas).

Acesse o e-book aqui: http://multimedia.opusdei.org/pdf/pt/papa_francisco_jmj_rio.pdf

Pascom Diocesana

Manual de Direito Penal para Jornalistas é disponibilizado em versão digital

direito_penalElaborado pelo Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), o Manual de Direito Penal para Jornalistas está disponível em versão online. O material foi lançado durante o Seminário “O Crime e a Notícia”, organizado pela Abraji em parceria com o IDDD e o Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, e apresenta um resumo de alguns dos assuntos mais abordados pela imprensa ao tratar da área criminal.

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De acordo com o site da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, o manual faz parte do Projeto “Olhar Crítico”, idealizado pelo IDDD, que busca refletir sobre as relações entre o jornalismo e o direito penal a partir de uma perspectiva mais analítica do sistema de justiça criminal. No final do seminário em abril, a versão impressa foi distribuída gratuitamente.

O arquivo em pdf pode ser acessado, também livremente, pelo site.

 

 

Portal IMPRENSA