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Inclusão digital da terceira idade dispara durante pandemia

Uma coisa é fato: as estratégias das empresas estão sempre com foco no digital, principalmente durante o momento em que estamos vivendo, em que os recursos digitais estão verdadeiramente salvando a nossa pele. Falamos tanto na famosa revolução digital, mas como ficam as pessoas idosas nesse momento?

Em março, as buscas por “como fazer compras on-line” cresceram 198% no Brasil, de acordo com dados internos do Google. Muitas vezes, deixamos de considerar os hábitos dos mais analógicos, mas essa informação deixa claro que nem todo mundo sabe fazer uma compra na internet. Com o objetivo de ajudar o público da terceira idade, principalmente durante a pandemia, algumas marcas, como Itaú e Banco do Brasil, fizeram alguns vídeos tutoriais de como instalar o aplicativo, ensinando a este público a utilizar seus canais digitais.

Esses imigrantes digitais não mudaram seus hábitos de uma hora para a outra, eles conheceram tarde a tecnologia e ainda não são muito próximos dela, por isso são mais acostumados com o analógico. Essas pessoas usam a tecnologia pois são “obrigadas” e não a encaram com naturalidade, pois obviamente está fora do que estão acostumados. Não é o seu habitat natural. É muito mais confortável ir presencialmente a um banco resolver os problemas do que baixar um aplicativo e conseguir navegar por ele, já que viveram a vida inteira sem internet. Como assim agora, do nada, as empresas só funcionam com prioridade no digital, sem sequer uma migração, uma transição?

Não seria melhor falarmos em readequação e reeducação digital em vez de transformação digital, pensando em inclusão? Afinal para essas pessoas, a tecnologia representa até mesmo uma ameaça, já que as empresas que são nativas digitais (compostas por um público que já nasceu em um ambiente digital) muitas vezes não consideram os hábitos dos mais idosos. É o caso de empresas que do nada passam a funcionar apenas por meio de aplicativos, com o uso de QR Codes ou alguma outra tecnologia. Isso faz parte de uma transformação forçada, já que muitas pessoas ainda não têm esses costumes e precisam de tempo para conseguirem se readequar aos novos modelos de negócios.

Ao terem uma experiência ruim com o digital, logo param de considerar seu uso e só usam se forem obrigados, já que pensam que isso não é para eles. Essa é uma tamanha responsabilidade para os profissionais estrategistas digitais: como fornecer uma boa experiência a este público, desacostumado com o digital, mas que ao mesmo tempo quer fazer compras on-line?

Pense em ferramentas intuitivas. Se você gera conteúdo na internet, não desconsidere este público que carece de informações mais claras e especificas. Cuidado também com o excesso de informações e poluição visual, que pode confundir ainda mais. Vale a regra da experiência do usuário: quanto menos cliques o usuário precisar dar para cumprir com um objetivo, melhor. E se você tem idosos por perto, tire um tempinho do seu dia para acompanhar a navegação deles na internet e perceba como seu comportamento é diferente dos nativos digitais.

Pensando em tendências para o futuro, os assistentes virtuais por voz podem ser úteis no auxílio de pessoas com pouca intimidade com a web. Precisamos pensar mais na inclusão.

Autora: Maria Carolina Avis é professora do curso de Marketing Digital do Centro Universitário Internacional Uninter

 

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Auxílio emergencial não sacado de conta digital voltará ao governo

O auxílio emergencial de R$ 600 e a compensação para trabalhadores com contratos suspensos ou reduzidos pagos por meio de contas digitais da Caixa Econômica Federal voltarão ao governo, se não forem sacados em 90 dias. O retorno automático ao Tesouro Nacional consta das regulamentações dos dois benefícios publicadas neste mês pelo Ministério da Economia.

Segundo o Ministério da Economia, o beneficiário poderá retirar o dinheiro mesmo depois de os recursos voltarem ao Tesouro Nacional. De acordo com a pasta, as leis que instituíram o auxílio emergencial de R$ 600 e o benefício emergencial (BEM) garantem o direito ao recebimento de quem teve o cadastro aprovado, dispensando a necessidade de uma nova regulamentação.

O retorno automático aos cofres do governo vale apenas para os benefícios depositados nas contas poupança digital da Caixa. Recebe por essa modalidade quem não tem conta em banco ou quem tiver optado por esse canal na hora de pedir o dinheiro.

De acordo com o ministério, o procedimento é semelhante a benefícios da Previdência Social, que voltam ao Tesouro Nacional caso não sejam retirados. A regra não afeta quem recebe diretamente na conta bancária, de qualquer instituição financeira. Isso porque o governo entende que, nesses casos, o dinheiro já foi sacado.

Transferência

Criada para atender às pessoas sem conta bancária, a conta poupança digital da Caixa permite até três transferências mensais para outras contas de qualquer banco. Durante a pandemia do coronavírus, não haverá cobrança de taxas para transferências a outras instituições financeiras. Para contas da própria Caixa, a conta digital permite transferências ilimitadas, mesmo para contas em nome de terceiros.

No dia do lançamento do auxílio emergencial, o próprio banco recomendou que o cidadão que receba por meio da conta digital transfira o dinheiro o mais rápido possível. A conta poupança digital também permite o pagamento de boletos bancários e de contas domésticas (água, luz, telefone e gás) por meio do aplicativo Caixa Tem.

Quem não tiver condições de fazer as transferências pode sacar o dinheiro em espécie nas agências da Caixa ou em casas lotéricas e correspondentes bancários, caso eles estejam abertos nas localidades. A retirada em espécie da primeira parcela começou na segunda-feira (27) e vai até o dia 5 de maio, seguindo um calendário baseado no mês de nascimento do beneficiário.

Socorro

Pago a pessoas em situação vulnerável durante a pandemia da covid-19, o auxílio emergencial de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras) beneficia trabalhadores informais, pessoas inscritas do Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) e cidadãos inscritos no Bolsa Família. O benefício pode ser pedido por meio do aplicativo Caixa Auxílio Emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br. O benefício será pago até junho.

Destinado a compensar parte do salário dos trabalhadores com jornada reduzida ou com contrato suspenso, o BEM está atrelado ao seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito caso tivesse sido demitido. No caso da redução de jornada, o benefício equivale ao percentual da redução de salário. Se o trabalhador teve o salário reduzido em 70%, receberá 70% do seguro-desemprego.

No caso da suspensão de contrato de trabalho, o BEM equivale a 100% do seguro-desemprego, para trabalhadores de micro e pequenas empresas, e de 70% do seguro para trabalhadores de médias e grandes empresas.

 

Agência Brasil

 

 

Desinteresse de eleitor para regularização de títulos preocupa TRE, mesmo com processo digital disponível

O desembargador do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, Joás de Brito Pereira, alertou aqueles eleitores que pretendem exercer seus direitos de cidadãos no próximo pleito eleitoral, mas que estejam irregular junto a Justiça eleitoral que procurem uma zona eleitoral até o próximo dia 6 de maio, data limite para a regularização.

Joás de Brito destacou que com a impossibilidade do atendimento presencial o tribunal vem atendendo ao eleitores de forma remota através do aplicativo de mensagens WhatsApp, cujo número varia de acordo com a zona eleitoral. As informações, segundo o desembargador, estão disponíveis no site www.tre-pb.jus.br.

No entanto, o desembargador apontou que além do momento de pandemia da Covid-19, a falta de familiarização com os meios tecnológicos tem sido um obstáculo na regularização.

– Muitas pessoas não sabem como utilizar essa via. Esse é o único modo que nós encontramos para na paralisar os serviços. Até o dia 6 de maio estaremos atendendo de forma remota as pessoas que desejarem regularizar sua situação eleitoral.

Sobre a possibilidade de alteração na data de realização do próximo pleito eleitoral devido a pandemia, o desembargador Joás de Brito garantiu que a data está mantida.

 

pbagora

 

 

Caixa abrirá poupança digital para mais de 3 milhões de pessoas receberem auxílio

A Caixa vai abrir poupança digital para 3.113.356 pessoas consideradas aptas a receber o auxílio emergencial de R$ 600 e fará o crédito nestas contas na próxima terça-feira (14). Esse será o segundo grupo a receber o pagamento e reúne beneficiários que estão no Cadastro Único do governo federal, mas não recebem Bolsa Família nem tinham conta na Caixa e Banco do Brasil.

Quem receber o crédito por meio da poupança digital poderá pagar boletos e contas de água, luz, telefone, entre outras, mas não fazer saques. A medida é para evitar corrida às agências e lotéricas. Toda a operação pode ser feita pela internet e aplicativo.

Será possível também efetuar transferências ilimitadas entre contas da Caixa ou realizar gratuitamente até três transferências para outros bancos a cada mês, pelos próximos 90 dias.

Cronograma 

Os primeiros pagamentos do auxílio emergencial do governo federal começaram nesta quinta-feira (9). O benefício foi creditado na conta poupança de 2.150.497 clientes do banco. Outros 436.078 lançamentos foram realizados pelo Banco do Brasil. Mais de 2,5 milhões de pessoas já foram beneficiadas, num total de cerca de R$ 1,5 bilhão.

O grupo de trabalhadores informais que não estão no Cadastro Único passa a receber em cinco dias úteis após a inscrição pelo aplicativo lançado pela Caixa (Clique aqui para se inscrever).

Os beneficiários do Bolsa Família vão receber seguindo o calendário regular do programa, nos últimos 10 dias últeis do mês.

O pagamento será realizado em três parcelas de R$ 600. A medida é para garantir uma renda mínima aos brasileiros em situação mais vulnerável por causa do impacto econômico da pandemia do novo coronavírus.

Veja o calendário de pagamento:

*Primeira parcela 

Dia 9 de abril
– Para pessoas que estão no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família e têm conta no Banco do Brasil ou poupança na Caixa Econômica Federal.

Dia 14 de abril
– Pessoas que estão no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família e não têm conta nesses bancos.

Em 5 cinco dias úteis, após inscrição pelo aplicativo
– Trabalhadores informais que não estão no Cadastro Único e que devem se inscrever pelo aplicativo lançado pela Caixa (Clique aqui para se inscrever).

Últimos 10 dias últeis de abril
– Beneficiários do Bolsa Família, seguindo o calendário regular do programa nos últimos 10 dias últeis do mês.

*Segunda parcela 

Entre 27 e 30 de abril
– Pessoas que estão no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família e trabalhadores informais inscritos no programa de auxílio emergencial. Na seguinte ordem:

– os nascidos em janeiro, fevereiro e março receberão em 27 de abril
– os nascidos em abril, maio e junho receberão em 28 de abril
– os nascidos em julho, agosto e setembro receberão o benefício em 29 de abril
– os nascidos em outubro, novembro e dezembro receberão em 30 de abril

– Beneficiários do Bolsa Família: últimos 10 dias úteis de maio, seguindo o calendário regular do programa.

*Terceira parcela

Entre 26 e 29 de maio
– Pessoas que estão no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família e trabalhadores informais inscritos no programa de auxílio emergencial, na seguinte ordem:

– os nascidos em janeiro, fevereiro e março receberão em 26 de maio
– os nascidos em abril, maio e junho receberão em 27 de maio
– os nascidos em julho, agosto e setembro receberão em 28 de maio
– os nascidos em outubro, novembro e dezembro receberão em 29 de maio

Últimos 10 dias úteis de junho
– Beneficiários do Bolsa Família, seguindo o calendário regular do programa

 

R7

 

 

Detran adota documento digital para veículos da Paraíba; motoristas podem baixar aplicativo

A partir desta segunda-feira (3), o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PB) adota a versão eletrônica do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV Digital). Ele está disponível junto à CNH Digital no aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT), que reúne os dois documentos de porte obrigatório no trânsito.

Em parceria com o Serpro e o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), a medida faz com que o modelo digital possa ser compartilhado eletronicamente de forma segura.

Assim como a CNH Digital, a versão eletrônica do CRLV traz todas as informações do documento impresso e tem a mesma validade jurídica do CRLV físico. Para ter o documento digital, o proprietário tem que ter pago o licenciamento do veículo de 2018.

O acesso ao CRLV Digital é possível adicionando o documento após download do aplicativo CDT, disponível no Google Play e App Store. O cadastramento do veículo pode ser realizado no próprio aplicativo. Tanto a CNH quanto o CRLV digital poderão ser acessados pelo dispositivo móvel mesmo off-line, ou seja, sem internet.

Compartilhamento – O CRLV Digital pode ser compartilhado para outra pessoa que utiliza o mesmo veículo, desde que ela já tenha instalado, em seu dispositivo móvel, o aplicativo CDT. O compartilhamento pode ser realizado para até cinco pessoas ao mesmo tempo.

Quem recebe o CRLV digital não consegue exportar ou compartilhar o documento, mas pode apresentá-lo às autoridades de trânsito. Quando o proprietário do veículo não quiser mais compartilhar o documento, é só cancelar a opção no aplicativo.

Segurança – O documento digital do usuário está protegido por uma senha de acesso de quatro dígitos, exigida para o login na Carteira Digital de Trânsito. O acesso ao aplicativo pode ser feito também com a impressão digital do usuário nos dispositivos móveis que já possuam leitor por biometria.

A autenticidade do documento é garantida pelo QR Code, que pode ser lido para verificar se há alguma falsificação no documento durante uma fiscalização de trânsito. O procedimento de obtenção do CRLV e da CNH Digital é 100% online, não sendo necessário o comparecimento do proprietário ao Detran-PB.

 

Secom-PB

 

 

Governador da Paraíba lança programa Governo Digital com mais de 100 serviços online

Foi lançado nesta sexta-feira (6) o programa Governo Digital pelo governador João Azevêdo (Sem partido) que permite o acesso a mais de 100 serviços oferecidos pelo estado pela internet. Entre os serviços disponíveis na plataforma do Governo Digital, estão os da Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (Cagepa), com consulta de débitos, emissão de segunda via e histórico de pagamento; Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PB), com serviços como licenciamento/IPVA e renovação da carteira de habilitação. Os serviços contemplam, ainda, áreas como cultura e esporte e lazer.

Na ocasião, João Azevêdo destacou a importância do Governo Digital no dia a dia da população paraibana. “O Governo Eletrônico era algo que buscávamos fazer desde o início da transição de governo, e estamos hoje marcando uma data importante, porque durante todo esse ano trabalhamos em vários softwares”, comentou.

O Governo Digital é uma plataforma que unifica e amplia uma série de comodidades criada ao longo do ano, a exemplo do portal da cidadania, e de aplicativos, como o “Tia Maria”, em que a população tira dúvidas sobre prestação de serviços e que já prestou mais de 55 mil atendimentos, com tempo médio de apenas 16 segundos.

Aplicativo foi lançado oficialmente nesta sexta-feira em João Pessoa — Foto: Divulgação/Secom-PB

Aplicativo foi lançado oficialmente nesta sexta-feira em João Pessoa — Foto: Divulgação/Secom-PB

Outra característica do Governo Digital é o acesso do cidadão às informações de despesas e receitas de secretarias e órgãos estaduais. No ambiente do Governo Digital é possível, ainda, emitir boletim online, agendar a emissão da carteira de estudante e ter acesso a serviços oferecidos pelo Sistema Nacional de Empregos na Paraíba (Sine-PB) ou a laudos e exames da Fundação Centro Integrado de Apoio à Pessoa com Deficiência (Funad).

Na área de esporte e lazer, por exemplo, os interessados em se matricular na Vila Olímpica Parahyba podem realizar o cadastro, saber turmas disponíveis ou até mesmo renovar a matrícula.

G1

 

MEC libera R$ 115 milhões para aumentar acesso à internet nas escolas e viabilizar Enem digital

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou, nesta segunda-feira (4), que a pasta liberou cerca de R$ 115 milhões para aumentar o número de escolas com acesso à internet. O objetivo é viabilizar a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em versão digital em todo o país, até 2026.

“Para o Brasil ter o Enem digital, a gente precisa dar condições para todos os jovens e crianças estarem iguais, estarem familiarizados com computador (…). Precisa estar conectado à internet. Estamos seguindo o fluxo, apesar de ser uma coisa óbvia, mas nunca foi feita a expansão”, afirmou Weintraub, durante coletiva de imprensa em Brasília.

Segundo Jânio Carlos Endo Macedo, secretário de educação básica do MEC, a verba liberada é dividida em duas partes:

  • R$ 82,6 milhões serão direcionados a 24.500 escolas que ainda não têm conexão com internet de banda larga;
  • R$ 32 milhões irão para colégios que já possuíam acesso à internet, para que continuem conectados.

Além disso, o governo afirma que 7 mil escolas rurais já estão recebendo sinal via satélite.

Pré-requisitos para escolas

Para receber a conexão por banda larga, as escolas necessitam:

  • ter mais que 15 alunos;
  • disponibilizar, no mínimo, três computadores para uso dos estudantes;
  • possuir um computador administrativo;
  • apresentar ao menos uma sala de aula em funcionamento.

Os recursos serão liberados por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), administrado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento e Educação (FNDE). A transferência do valor deverá ser feita diretamente para as escolas municipais e estaduais.

A escolha das instituições de ensino beneficiadas ficará a cargo do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do MEC (Simec) e do PDDE Interativo (ferramenta de apoio à gestão escolar).

Enem digital

Em julho de 2019, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciou que o Enem deixará de ser aplicado em papel a partir de 2026.

A transição para a versão digital começará, segundo o órgão, em 2020, com um projeto-piloto para 50 mil candidatos, de 15 capitais.

Mapa mostra as 15 capitais brasileiras que participaração da primeira edição do Enem digital, em 2020, em projeto-piloto — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Mapa mostra as 15 capitais brasileiras que participaração da primeira edição do Enem digital, em 2020, em projeto-piloto — Foto: Rodrigo Sanches/G1

A seguir, confira os principais pontos das mudanças anunciadas naquela data:

  • A aplicação digital em 2020 será em 15 capitais brasileiras: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Paulo (SP);
  • A adesão dos candidatos será opcional no ato de inscrição, até um total de 50 mil participantes, o equivalente a 1% do total de inscritos;
  • O valor da inscrição será o mesmo para todos os participantes;
  • O Inep estima investir cerca de R$ 20 milhões no projeto-piloto de 2020, e não pretende comprar novos computadores. Usará equipamentos de instituições de ensino localizadas nas cidades participantes;
  • Entre 2021 e 2025, o Inep ampliará o número de aplicações do Enem digital, ainda em formato piloto e participação opcional;
  • A partir de 2026, o Enem será 100% digital;
  • Tanto as provas objetivas quanto a prova de redação serão feitas em formato digital no piloto;
  • O Enem para Pessoas Privadas de Liberdade (PPL) só passará ao formato digital a partir de 2026.

Conteúdo do Enem 2019

Durante a coletiva de imprensa, o ministro não comentou sobre o Enem 2019. No domingo (3), mais de 3,9 milhões de candidatos responderam a 45 questões de Ciências Humanas e a 45 de Linguagens.

O Enem é conhecido por ser um exame focado em interpretação de texto e, na edição de 2019, essa característica esteve ainda mais presente. Mesmo nas questões de história e geografia, a maioria das respostas podia ser deduzida a partir dos enunciados e dos textos de apoio, segundo professores ouvidos pelo G1.

Entre os temas abordados nas questões, estavam:

  • Música “In this life”, da cantora americana Madonna
  • Canção “O blues da piedade”, de Cazuza e Frejat
  • O físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser
  • Trecho do livro “1822”, de Laurentino Gomes, sobre Maria Quitéria, heroína da Guerra da Independência
  • Poema “Lua enlutada”, da escritora brasileira Hilda Hilst
  • Bullying
  • Anorexia
  • Liberdade de expressão e discursos de ódio nas redes sociais
  • Refugiados
  • Direitos do idoso
  • Exposição de crianças na internet pelos pais, desde a gravidez
  • Relação entre agrotóxicos e a morte de abelhas, e como a produção agrícola pode crescer de forma mais sustentável

Redação

Os candidatos também fizeram a redação, cujo tema foi “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”. Na avaliação de professores ouvidos pelo G1, a proposta foi “inesperada, atual e fácil”. Leia os comentários dos docentes.

A prova contou com quatro textos motivadores:

  • um trecho do artigo “O que é cinema”, de Jean-Claude Bernardet;
  • um trecho do texto “O filme e a representação do real”, de C.F. Gutfreind;
  • um infográfico do periódico “Meio e Mensagem”, sobre o percentual de brasileiros que frequentam as salas de cinema;
  • e um trecho do texto “Cinema perto de você”, da Ancine, a agência do governo brasileiro para o audiovisual. O excerto citava que que o Brasil ocupa uma posição ruim – 60º lugar – na relação de habitantes/sala de cinema. Há pouco mais de 2 mil salas, uma queda em relação à década de 1970.

Foto da prova

O ministro da Educação também optou por não comentar a foto de uma prova do Enem, vazada antes dos primeiros candidatos deixarem o local de provas.

No domingo, ele havia informado que um funcionário responsável por aplicar a prova registrou a imagem e a fez circular pelas redes sociais.

“A gente supõe que essa pessoa pegou a prova de ausentes e tirou foto da página da redação. (…) Agora ele vai ter que responder na Justiça. Vamos pegar essa pessoa e vamos atrás dela” – Abraham Weintraub

* Com supervisão de Luiza Tenente.

G1

 

Fake news avançam sobre verbas de publicidade digital

Páginas com conteúdo inautêntico capitalizam em cima de publicidade sem trazer benefícios para marcas. Cliques falsos chegam a 20%.

Enquanto o Congresso Nacional discute a CPI das Fake News com o objetivo de determinar o impacto desse tipo de prática nas eleições de 2018, um dos aspectos que garante o retorno financeiro de quem publica conteúdo inautêntico acaba pouco discutido. Esse esquema aproveita o ecossistema utilizado para a oferta automática de anúncios online e suga o investimento de grandes empresas em páginas com alto tráfego, mas baixa confiabilidade.

Nesse sentido, o mesmo aparato e tecnologias utilizados para influenciar o debate público de forma danosa é usado para lucrar de forma indevida com o dinheiro gasto por pequenas e grandes empresas em anúncios digitais, que remuneram o publisher por clique.

Os cliques são gerados de diversas formas. Há, como exemplos, o uso de fazendas de cliques na Ásia, em que trabalhadores contratados por salários baixíssimos passam dias clicando em anúncios de forma ininterrupta ou tráfego automatizado gerado por bots ou programas de computador.

Como um todo, a indústria de clicks enganosos causou um prejuízo de US$ 35 bilhões em 2018, de acordo com a Juniper Research.

Inteligência artificial contra o mundo fake

“Podemos dizer que isso tipo de prática é uma das formas encontradas para praticar golpes em publicidade digital”, explica Michel Primo, da ClickCease (www.cliquefalso.com.br), martech israelense especializada na identificação e bloqueio automático de fraudes do tipo.

Por meio de inteligência artificial e análise de tráfego, a ClickCease identifica problemas do tipo e bloqueia a origem dos cliques para dificultar ações fraudulentas. É uma maneira das empresas preservarem seu investimento e ajudarem a desestimular a propagação de notícias falsas na internet. Segundo a martech, os cliques falsos correspondem, na média a 20% do total de cliques de uma campanha digital.

A Clickcease atende tanto empresas quanto agências que produzem e intermedeiam campanhas para terceiros. Para demonstrar o quanto esses ads são explorados, há um demo grátis de 14 dias. No Brasil desde meados de 2019, a expectativa da martech é chegar ao fim do ano com mais de mil clientes.
Sobre o Clickcease
Martech israelense de proteção a cliques fraudulentos. A partir de uma solução própria que incorpora machine learning e monitoramento de tráfego, o Clickcease identifica cliques inautênticos em anúncios e bloqueia a origem deles, além de contestar e recuperar o valor gasto junto à plataforma de anúncios de Google e Microsoft. www.cliquefalso.com,br

 

Diversão para terceira idade na era digital

Youtubers são usuários da plataforma YouTube que usam a internet para falar sobre diversos assuntos como: comportamento, moda, atitude, política, humor, dicas do dia a dia, entre outros. Como as plataformas digitais são um fenômeno relativamente recente, elas não são associadas imediatamente ao público de terceira idade. Entretanto, vem aumentando o número de pessoas acima dos 60 anos que descobriram nos canais de comunicação e redes socais uma oportunidade de expor suas ideias e experiências.

Para um idoso, ser um youtuber pode significar uma grande oportunidade de entretenimento e lazer. As plataformas digitais são desafiadoras e evolventes, trazem um novo aprendizado e estimulam a criatividade.

Falar para uma câmera com naturalidade não é uma tarefa fácil para a maioria das pessoas, principalmente para os idosos. Requer espontaneidade, conteúdo, disciplina e vontade de aprender. Quando um idoso decide se aventurar nas redes sociais, ele está escolhendo uma nova opção de lazer na qual o envelhecimento deixa de ser um obstáculo e passar a ser uma vantagem, quando pensamos em conteúdo.

Aos 60 anos, uma pessoa já acumulou muitas experiências, tanto pessoais como profissionais, que podem ser compartilhadas de uma forma universal. Indivíduos de diferentes idades e localidades poderão “curtir”, “seguir” e “compartilhar” as postagens.

Ser um youtuber na terceira idade pode ser muito divertido, principalmente quando não se tem a preocupação com o número de seguidores, patrocínio ou retorno financeiro. Ter um canal apenas para se divertir e divertir os outros: esse deve ser o principal objetivo.

Um exemplo recente foi o fenômeno “Nilson Izaias”, um idoso que realizou o sonho de fazer o próprio “slime” (uma espécie de geleia de brinquedo) e postou na internet. No vídeo, o youtuber consegue produzir o seu slime após cinco tentativas. Em um determinado momento, seu Nilson exclama: “Que legal! Olha só, gente, realizei meu sonho. Hoje foi o melhor dia, o dia mais feliz da minha vida”. Muito feliz, ele ainda agradeceu a amigas que passaram dicas para fazer a receita.

A alegria e espontaneidade demonstram como a tecnologia pode ser uma aliada na aproximação dos idosos com o mundo digital, seja em redes sociais, sites ou até com um canal no YouTube. São possibilidades que podem resgatar a autoestima e ajudar a despertar um novo interesse cultural do lazer.

Autora: Fabiana Kadota Pereira é professora dos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física do Centro Universitário Internacional Uninter.

 

 

Fake clique: fraudes em publicidade digital geram prejuízos de US$ 42 bi

Malware e bots geram cliques falsos e transformam investimento de anunciantes em desperdício

A indústria de cliques fraudulentos em publicidade digital deve causar um prejuízo de US$ 42 bilhões em 2019, de acordo com a consultoria Juniper Research. O número é 21% maior do que os US$ 35 bilhões registrados no ano passado, o que deixa claro como esse filão tem se tornado sofisticado. Por meio de uma série de técnicas que envolvem desde bots até fazendas de cliques em países pobres, os criminosos faturam em cima de empresas que veem seu orçamento de marketing ser desperdiçado.
“O Brasil é um dos principais mercados mundiais na publicidade digital, então é natural que seja um alvo valioso para esse tipo de golpe”, diz Michel Primo da Clickcease (www.clickcease.com.br), martech israelense especializada na defesa contra ações desse tipo. Não há dados sobre o prejuízo com problemas do tipo no Brasil, mas a estimativa é de que as perdas correspondam a 20% do orçamento total dos anunciantes.
Como os fake cliques acontecem
De modo geral, as fraudes se dividem em duas categorias. As chamadas Click Frauds envolvem ações que forçam o anunciante a gastar com cliques que não foram feitos por consumidores reais. Nesse caso, robôs, por exemplo, clicam de maneira consecutiva em anúncios e fazem o responsável por ele pagar por visualizações que não atingiram potenciais clientes verdadeiros – ou seja, não há ganho direto para o responsável pelo golpe. “É comum que isso seja feito por concorrentes, por exemplo”, afirma Primo.
Ad Frauds, por outro lado, são estratégias que fazem com que as empresas paguem por visualizações e interações com anúncios em sites maliciosos sem obter qualquer retorno publicitário com isso. Um exemplo são páginas com conteúdo fake que recebem um volume alto de tráfego por redirecionamento de links automáticos, mas que não entregam qualquer retorno para o anunciante – aqui sim os fraudadores lucram.
Segundo a Clickcease, as Click Frauds têm crescido a uma taxa de 50% ao ano. No que tange às Ad Frauds, para se ter uma ideia do quanto eles movimentam, o FBI desmontou em 2017 a quadrilha especializada 3ve, cujo faturamento foi estimado em US$ 250 bilhões. “É um panorama preocupante, que exige de empresas que investem em marketing digital que tenham cuidado e tomem medidas de proteção”, explica Primo.
Entre as melhores estratégias para evitar golpes na publicidade digital, estão softwares que monitoram o tráfego e identificam comportamentos anormais, assim como a escolha adequado dos parceiros que fazem parte do ecossistema de marketing da empresa. Por conta própria, o problema não irá embora. Ainda de acordo com a Juniper Research, o prejuízo causado por cliques fraudulentos deve bater a marca dos US$ 100 bilhões anuais em 2023.
Foto: divulgação / Clickcease.
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