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‘Dietas de internet’ podem ser arriscadas e causar doenças

Perder peso rápido é um dos desejos para quem quer alcançar o corpo que deseja. Mas o que muitos acabam fazendo é procurar na internet como se alimentar e assim se deparam com uma infinidade de dietas ‘malucas’ como dieta da sopa, detox, shakes, jejum intermitente, low carb entre outras. O que muitas pessoas não sabem é que essas alternativas trazem riscos à saúde.

As dietas excessivamente restritivas são geralmente pobres em nutrientes, como carboidratos, proteínas e até vitaminas. Além disso, jejuar por muito tempo ou comer poucas refeições ao longo do dia pode contribuir com o surgimento de doenças como gastrite, anemias, hormonais e transtornos alimentares.

“A maioria dessas dietas da moda provoca uma restrição de calorias severas, algumas podem desencadear carências nutricionais, afetar o sistema imunológico, alterar o metabolismo, e ainda corre o risco de recuperar o peso perdido, conhecido como efeito sanfona”, explica a nutricionista Alexsandra Santos.

Perde peso, ganha peso

O efeito sanfona é quando pessoas perdem peso rapidamente com restrição muito limitante de alimentos ou nutrientes. É caracterizado pelo ganho de peso logo após o término do regime. Isso faz com que o metabolismo seja alterado e torna difícil manter o peso ideal.

Distúrbios alimentares

Ainda é possível listar os transtornos alimentares, como anorexia, bulimia e obesidade, como resultados das dietas restritivas. A frustração, fator psicológico, do efeito reverso ao fim da dieta faz com que a pessoa adquira repulsão ou compulsão alimentar.

Por trás dos shakes

Segundo a nutricionista, as dietas mais procuradas ainda são os shakes, que têm o objetivo de substituir as refeições. Mas o desafio de manter o peso após essa alternativa é que os shakes não ajudam as pessoas a aderirem a hábitos saudáveis. Um desses hábitos é a mastigação, um dos sinalizadores da saciedade.

Lígia da Silva, 50 anos, já tomou shakes e relata a insatisfação com esses produtos. “Eles só falam que emagrece, mas nunca consegui perder peso porque esperava um resultado imediato, e não acontecia. Mas eles nunca oferecem só a bebida. Sempre tem os complementos. Chás para eliminar líquido, chás com fibras para o intestino funcionar melhor, e agora tem o milk shake também”.

Atitudes que garantem uma vida saudável

Optar por acompanhamento de um profissional vem se tornando uma necessidade. A busca pela ajuda profissional não é apenas por questões estéticas ou melhor condicionamento físico, é também por uma vida saudável.

A orientação básica é ter cuidado em seguir dietas que não foram planejadas para cada pessoa. Cada organismo tem uma necessidade, aconselha Alexsandra. “Para uma vida equilibrada é preciso unir alimentação saudável e exercícios físicos regulares”, finaliza.

 

por

 Luana Menezes

 

 

Açúcar de coco: conheça os benefícios do queridinho das dietas

Thinkstock/Getty Images
Thinkstock/Getty Images

Cheio de vitaminas, o açúcar extraído do coco é um ótimo substituto do açúcar comum. Embora com a mesma quantidade de calorias do que o açúcar refinado, o índice glicêmico do açúcar de coco é mais baixo, logo as chances de estocar aquelas gordurinhas indesejáveis diminui.

A razão é simples: quando há picos de açúcar no sangue, o organismo é obrigado a liberar insulina para retirar esse açúcar. Como não tem para onde ir, ele é estocado em forma de gorduras nada bem-vindas.

“O índice glicêmico é a velocidade em que o carboidrato é digerido e transformado em açúcar no sangue. Os alimentos com alto índice glicêmico aumentam a quantidade de açúcar no sangue, fazendo com que o pâncreas trabalhe mais na liberação de uma quantidade maior de insulina para normalizar a glicose no sangue”, explica Cíntia Azeredo, nutricionista do Vita Check-up Center. “Esse processo poderá levar a uma sobrecarga no pâncreas”, alerta ela.

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Um alimento com baixo índice glicêmico é aquele com glicose menor que 70 mg. Os intermediários, entre 70 e 90 mg. E os de alto índice, que devem ser evitados, maiores de 90 mg. O índice glicêmico do açúcar de coco é 35. O do açúcar comum, 68.

“Todos podem consumir o açúcar de coco, desde que não tenham nenhuma alergia específica ao alimento”, recomenda Cíntia. “Diabéticos também podem, sendo até uma boa opção para o diabético tipo II, pelo baixo índice glicêmico. Porém, não se deve esquecer de que ele irá de qualquer forma agregar carboidratos à dieta e seu excesso acarretará danos à saúde. Um nutricionista poderá calcular a quantidade ideal deste açúcar na dieta”, explica ela.

Cíntia explica que, para quem quer emagrecer, o açúcar de coco pode ser útil em relação à qualidade, pois não passa pelo processo de refinamento e preserva boa parte de seus nutrientes.  “Entretanto, não se esqueça de que possui calorias”.

iG

Dietas radicais não adiantam para emagrecer, diz nutricionista

As dietas sempre foram a solução preferida das mulheres para perder aqueles quilinhos indesejados. Muitas prometem milagres e outras funcionam na base da reeducação alimentar. A verdade é que elas estão sempre na mídia e as famosas adoram ter uma dieta para chamar de sua.

Para te ajudar a entender como elas funcionam no organismo, conversamos com a nutricionista da Clínica Dicorp, Marina Capella. Ela explica por que devemos fugir das dietas radicais e desvenda os mitos que elas envolvem!

mulher comendo pizza e saladaFoto: Shutterstock Images

1. Comer menos engorda mais

Comer menos ao longo do dia, ao invés de emagrecer, engorda. A verdade é que passar longos períodos de jejum faz com que o metabolismo desacelere. Portanto, o corpo tende a estocar energia para passar por outros momentos como esse no futuro.

“Ao comer muito menos nas refeições ou até mesmo omiti-las, a tendência é chegarmos à próxima refeição com mais fome ou com um impulso de comer uma quantidade muito maior”, enfatiza a nutricionista.

2. Poucas calorias não resultam apenas em perda de peso

Um baixo consumo calórico pode parecer a solução para o emagrecimento, no entanto, reduzir as calorias a valores muito abaixo dos ideais pode tornar sua alimentação deficiente em nutrientes importantes para o bom funcionamento do organismo.

Muitas dietas radicais se baseiam na restrição de determinados grupos de macronutrientes, como os carboidratos, proteínas ou lipídeos. Ao restringir um determinado grupo, o consumo dos micronutrientes, que são as vitaminas e os minerais, também fica prejudicado.

“O resultado de tanta restrição transforma-se em queda de cabelo, unhas fracas, flacidez e até tontura, dores de cabeça, fraqueza e desmaios”, alerta Marina.

3. Perder muitos quilos em pouco tempo aumenta o percentual de gordura no corpo

Fazer uma dieta para emagrecer muito em pouco tempo geralmente não dura e a pessoa volta a ganhar peso novamente e de forma acelerada. Isso é chamado de efeito sanfona, geralmente causado por dietas radicais.

Nesses casos, a perda de peso costuma ocorrer pela redução de massa magra ou pela diminuição de água corporal. É o famoso efeito que chamamos de “desinchar”.

“Dificilmente alguém chega a perder gordura ao iniciar uma dieta radical. Dessa forma, ao abandonar a dieta e retomar os velhos (e maus) hábitos, o corpo tende a recuperar o que foi perdido, acumulando ainda mais gordura”, enfatiza a nutricionista.

Esse processo de perda e ganho de peso pode ser evitado com a reeducação alimentar e com a prática regular de exercícios físicos. Dessa forma, quando cometer pequenos deslizes na dieta, essa eventualidade não irá refletir em aumento de peso.

4. Dieta à base de um único alimento não dura

Excluir grupos alimentares inteiros ou limitar a alimentação a doses de shakes, chás e frutas deixa a dieta monótona. “Durante as dietas, dificilmente são respeitas as preferências e hábitos do indivíduo, tornando sua adesão ainda mais difícil e a dieta quase impossível de ser seguida”, explica a nutricionista.

5. Metas irreais são frustrantes

Geralmente as mulheres colocam objetivos bem difíceis de serem atingidos: “Quero ter o corpo da Gisele Bündchen”, costumam dizer, ou “se eu ficar igual à atriz da novela já está bom”. Se ela não conseguir a sua meta, poderá se frustar. Nesse estado de desânimo surge a compulsão por comer e então a coisa fica bem pior. Sugerir metas reais, condizentes com a rotina e hábitos pode ser um começo bem melhor para conquistar um número menor no final da dieta.

Fica a dica: como perder peso com saúde?

A dieta que realmente funciona sem prejudicar o organismo é aquela que tem como base uma alimentação balanceada, com a presença de todos os grupos alimentares. Para que a adesão à dieta seja maior, é preciso respeitar os hábitos e as preferências de cada pessoa. A prática de exercícios regulares também é peça fundamental nesse processo.


Uol, com Consultoria: Marina Capella, nutricionista  da Clínica Dicorp J.