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Diagnóstico precoce de Hanseníase evita consequências mais graves

O último levantamento da Organização Mundial de Saúde indicou que, apenas em 2017, foram registrados 210.671 novos casos de Hanseníase em 150 países. O Brasil ocupa a 2ª posição nesse ranking, com 26.875 registros, perdendo apenas para a Índia. Mas você sabe o que é a doença? A Hanseníase é uma infecção crônica, transmissível e que tem a capacidade de afetar um grande número de pessoas. No caso dos pacientes diagnosticados e que não fazem tratamento, as consequências podem ser mais graves. Para falar sobre assunto, conversamos com a coordenadora-geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde, Carmelita Ribeiro Filha.

“Como o bacilo tem essa preferência pelo nervo periférico, uma pessoa acometida pela Hanseníase, não são todas, mas algumas desenvolvem incapacidades físicas, ou seja, tem uma mão em garra, um pé em garra, uma mão caída… Então seria muito bom, ou menos pior, se a Hanseníase fosse só essa lesão em pele, tratou, acabou. Não é. A hanseníase tem essas complicações e essa incapacidade, que é o principal motivo do estigma e de discriminação”.

Créditos:Ministério da Saúde

O importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha que tenha a perda de capacidade sensitiva de dor, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A Hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações acesse saúde.gov.br/hanseníase.

Créditos:Ministério da Saúde

 

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Câncer de próstata: diagnóstico precoce evita tratamento agressivo

medicoNa década de 80, o câncer de próstata era diagnosticado, na maioria das vezes, quando a doença já estava numa fase avançada. Era frequente recebermos pacientes que haviam procurado auxílio devido a dor lombar e que, no decorrer da investigação, descobria-se que a dor era provocada por uma metástase deste câncer para as vértebras da coluna lombar. Pouco havia a fazer, exceto tratamentos paliativos que, na melhor das hipóteses, conseguiam manter o paciente vivo por no máximo mais cinco anos.

Nessa mesma década, verificou-se uma enzima produzida pela próstata que podia ser dosada em exames de sangue, e também que essa dosagem estava aumentada em pacientes portadores de câncer de próstata. Além disso, percebeu-se que este aumento era proporcional à extensão da doença: em pacientes com a doença em estado inicial a elevação era discreta, e em pacientes com doença avançada o aumento era muito grande. Sabendo disso, os urologistas começaram a recomendar que os homens fizessem de rotina o exame “preventivo” da próstata. Desde então muito se aprendeu em relação ao câncer de próstata e seu tratamento.

Procure sempre conversar com seu urologista, ele é a pessoa mais indicada para lhe orientar.

O diagnóstico precoce do câncer de próstata permite que os tratamentos tenham maior chance de curar o paciente da doença. A Associação Européia de Urologia, em suas diretrizes, chama a atenção para o fato que o diagnóstico precoce do câncer de próstata evita 35% das mortes que ocorreriam pela doença, caso esse diagnóstico não fosse feito em programas de rastreamento.

Na pista do câncer

O diagnóstico de tumores na próstata é feito a partir de dois exames: o toque retal, por meio do qual os urologistas conseguem perceber a consistência da próstata (as regiões da próstata acometidas pelo câncer tendem a ter consistência mais endurecida), e a dosagem, no sangue, do antígeno prostático específico (PSA), que está aumentado nos pacientes portadores deste tipo de câncer.

A partir de achados alterados nesses dois exames, deve ser solicitada a biópsia da próstata, e com ela o exame histopatológico dos fragmentos prostáticos, que selam o diagnóstico. No entanto, nem sempre um câncer de próstata diagnosticado em fase inicial precisará de tratamento – este só deverá ser realizado em pacientes cuja expectativa de vida seja suficientemente longa para que ele possa efetivamente usufruir do benefício do tratamento. Geralmente pacientes muito idosos ou com outras doenças concomitantes graves, e que por isso tenham expectativa de vida inferior a 10 anos, não devem ser tratados, pois o óbito acontecerá antes por outras causas. Recomenda-se até mesmo que não se deva realizar o exame rotineiro da próstata em homens com este perfil. É consenso geral que pacientes assintomáticos com mais de 75 anos não devem ser submetidos a exames para o diagnóstico precoce deste tipo de tumor.

Nos homens com expectativa de vida maior a situação é totalmente diferente: devemos pensar sempre em não deixar que o câncer diminua a perspectiva de vida, tampouco comprometa a qualidade de vida. A prostatectomia radical (assim denominamos a cirurgia para o tratamento do câncer de próstata) é considerada o tratamento padrão para essa doença. Deve sempre ser indicada nos pacientes que podem se beneficiar do procedimento: aqueles com expectativa de vida superior a 10 anos e cujo câncer tem maiores chances de evoluir.

Por outro lado, em determinadas situações, o câncer de próstata localizado necessitará de tratamento imediato, mesmo em homens mais jovens. Em alguns casos selecionados, quando os exames mostram tumores de comportamento menos agressivo, ou tumores que possam demorar mais tempo para evoluir, podemos propor ao paciente somente o acompanhamento, e iniciar o tratamento mais tarde, porém antes que a doença possa progredir a ponto de diminuir as chances de cura.

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Diagnóstico pode salvar: 800 paraibanas devem desenvolver câncer de mama este ano

cancer-mamaO Instituto Nacional do Câncer (Inca) previu 800 casos novos de câncer de mama no Estado, até o final de 2016, mas pela dificuldade de diagnóstico, nem todas descobrirão. No Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa, referência para o tratamento na Paraíba, 200 mulheres iniciaram terapias, até agora. A dificuldade no agendamento, de consultas e exames, feito pelos municípios, e o adiamento da consulta por algumas mulheres podem agravar os casos e aumentar os óbitos que, este ano, chegam a 166, e somam 1.121 mortes de 2011 a 2015.

Para a mastologista Joana Barros, presidente da ONG Amigos do Peito,  existe muita burocracia para agendar a mamografia e as falhas na rede pública fazem com que haja um número menor de mulheres com o diagnóstico e a possibilidade de iniciar o quanto antes o tratamento. “Existe algo provando que não flui, porque a mulher não consegue agendar, não ultrapassa a barreira no meio do caminho. Não há o cumprimento do rastreamento mamográfico que é capaz de reduzir a mortalidade por câncer de mama”, analisou.

A médica observou que o autoexame, orientado pelas Secretarias de Saúde, é importante, mas não suficiente para que a paciente tenha um diagnóstico precoce. Ela ressaltou também que, em João Pessoa, há mamógrafos suficientes. “Já no interior, a situação é caótica. São pouquíssimos os municípios que têm condições”, lamentou.

Em 2015, foi lançada a campanha ‘Dê uma chance a elas’, com a venda de camisetas e outros produtos. O valor arrecadado foi usado na realização de biópsias para mulheres que haviam sido triadas no Laureano. Das mais de 100 mulheres atendidas em uma clínica particular, 40 apresentaram alterações e realizaram biópsias a baixo custo com a ajuda de parceiros da ONG Amigos do Peito. Destas, 38 tiveram diagnóstico positivo para câncer de mama.

“Resolvemos fazer esse trabalho porque há uma demora muito grande entre a mulher encontrar a lesão, seja ela vendo ou através de mamografia, e a realização da biópsia, que é essencial para dar início ao tratamento. Tem muitas mulheres nessa situação. Nas que conseguimos triar, demos uma agilidade no diagnóstico e foram encaminhadas para fazer o tratamento. Ou seja, com uma estrutura pequena, fizemos 38 diagnósticos de câncer. Imagine quantos casos estão por serem diagnosticados”, constatou a mastologista Joana Barros.

“O que é agendado pelos municípios, nós fazemos, mas estão sobrando mamografias. Isso traz prejuízo para o tratamento porque não começa a tempo. Fico triste com isso”, lamentou o diretor do Hospital Napoleão Laureano, Ivo Borges.

Até o final do ano, a Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa deve levar unidades móveis aos bairros de João Pessoa, equipadas com mamógrafos, reduzindo a distância entre pacientes e o exame, conforme Niedja Rodrigues, diretora de Atenção à Saúde da SMS.

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Ricardo inaugura Serviço de Diagnóstico Mamário que vai disponibilizar cerca de mil mamografias por mês

ricardoO governador Ricardo Coutinho inaugurou, nesta sexta-feira (26), o Serviço de Diagnóstico Mamário da Paraíba no Centro Especializado de Diagnóstico do Câncer (CEDC). O mamógrafo para o local foi adquirido por meio de recursos oriundos de convênio entre o Governo Federal e o Governo Estadual. Foi investido aproximadamente de R$ 1 milhão na aquisição do equipamento e na adequação dos espaços do CEDC.  O Serviço de Diagnóstico Mamário vai atender uma demanda de aproximadamente mil mamografias por mês. A ação faz parte da programação elaborada pelo Governo do Estado em comemoração ao aniversário de 431 anos da cidade de João Pessoa.

Na ocasião, o governador Ricardo Coutinho ressaltou que este serviço é uma necessidade primordial para a saúde das mulheres e que o Estado tem ampliado os atendimentos, além de adquirir novos equipamentos para atender mais e melhor. “Nosso objetivo é oferecer integralidade na atenção à saúde, fazendo com que os pacientes sejam bem atendidos e tenham serviços de alta tecnologia. Aqui no CEDC são referenciados cerca de 80 municípios e são feitos aproximadamente 5 mil atendimentos por mês, entre consultas e exames. Com essa aquisição do mamógrafo de última geração e totalmente digital, ficamos em um patamar avançado na prevenção ao câncer de mama, que é a segunda doença que mais causa mortes de mulheres. Importante dizer que as pessoas têm que se conscientizar e buscar o auxílio médico, porque quanto antes a doença for diagnosticada, maior a chance de cura”, comentou.

A secretária da Saúde, Roberta Abath, destacou a importância do serviço que é referência para o Estado e vai disponibilizar cerca de mil mamografias por mês. “Podemos perceber que, além do mamógrafo de alta tecnologia, o ambiente foi preparado com esmero para receber pacientes e funcionários. Além disso, ressalto que os profissionais têm excelência no mercado e estão sendo qualificados para melhor atender os pacientes. Lembrando que no panorama do câncer de mama, a prevenção é fundamental. Ele tem cura e é preciso salientar a importância do diagnóstico precoce. Com a chegada do Serviço de Diagnóstico Mamário da Paraíba, a expectativa é que tenhamos, pelo menos, mil atendimentos por mês”, relatou.

De acordo com a diretora geral do CEDC, Roseane Machado, o mamógrafo adquirido pelo Governo do Estado é totalmente digital, sendo o único deste tipo na Rede de Assistência da Paraíba. “Esse equipamento vai começar a funcionar dentro de 15 dias e será um marco nessa gestão, porque este serviço é de alta tecnologia, sendo o que há de melhor no país. Dessa maneira, vai possibilitar que o paciente seja diagnosticado em fase inicial, de forma rápida, ajudando a reduzir a mortalidade devido o câncer de mama. O serviço é especializado e a mulher deve ir, primeiramente, a um posto de saúde, onde será encaminhada para o CEDC. Aqui ela fará sua consulta especializada com um mastologista, a mamografia e a ultrassonografia mamária. A nossa equipe está sendo treinada e estará pronta para acolher os pacientes com toda eficiência. A Paraíba está de parabéns por oferecer gratuitamente esse serviço tão importante à população”, pontuou.

“Eu estou com um nódulo no seio e fui encaminhada para atendimento aqui no CEDC. Fiquei feliz em saber que agora esse local vai ter um equipamento super moderno para fazer mamografias. Tenho certeza que as mulheres serão muito beneficiadas com isso”, falou a dona de casa Ana Conceição.

Dados – De acordo com informações do Instituto Nacional de Câncer (Inca), estima-se que na Paraíba apareçam 800 novos casos de câncer de mama em mulheres no ano de 2016. Na capital, a estimativa é que surjam 250 novos casos este ano. Com relação ao número de óbitos de mulheres por câncer de mama, em 2016 já foram contabilizados 150. No ano passado, morreram 246 mulheres em função do câncer de mama. Já em 2014, foram 240 óbitos.

Secom-PB

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Pesquisadora diz que exames específicos dificulta diagnostico de zika na PB

Microcefalia-em-Campina-Grande-1-1A falta de exames específicos pode dificultar o diagnóstico do zica vírus na Paraíba. Pelo menos é que o que alerta os especialistas. Segundo médica paraibana especialista em medicina fetal, Adriana Melo, atualmente os casos estão sendo acompanhados apenas com base nos sintomas. A esperança de um diagnóstico mais preciso está em três novos testes que tiveram as vendas autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que podem constatar o vírus.

“A maior dificuldade é que hoje não temos sorologia para identificar o vírus, o que temos é o PCR, onde paciente precisa está com a doença ativa. Porém o vírus dura pouco tempo no organismo. A nossa perspectiva está sendo apenas com os sintomas”, disse a médica Adriana Melo, que pesquisa a relação entre o zika e microcefalia em Campina Grande, no Agreste da Paraíba.

Entres os três testes autorizados pela Anvisa, um deles é igual ao PCR, que é usado atualmente, e os outros dois vão detectar anticorpos no organismo. Um desses dois precisa ser feito enquanto o paciente está com os sintomas, já o outro poderá detectar se a pessoa já teve o vírus até cerca de 5 anos antes. Cada teste deve custar em média de R$ 500 a R$ 800. O prazo para que estes testes estejam no mercado dependerá dos fabricantes.

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A Paraíba que teve 37 casos de microcefalia em 2015. Entretanto, no estado existem mulheres grávidas que sentem os sintomas do vírus, mas não têm o diagnostico confirmado pelos exames. Preocupada com o número de casos, a pesquisadora afirma que o país precisa se preparar para dar suporte as crianças que estão nascendo com microcefalia. “Está na hora de parar e pensar em montar serviços específicos, pois são centenas que vão precisar de apoio”, disse a médica.

No começo deste ano, a médica criticou a falta de testes e assistência as mães.

Adriana liderou o grupo que primeiro identificou no Brasil o vírus zika no líquido amniótico de gestantes com fetos microcéfalos. Ela não viu ainda sinais concretos de assistência para essas mães e seus filhos. Lamenta a desinformação e a falta de testes para se afirmar com certeza se as grávidas tiveram zika:

— O que o Ministério da Saúde está fazendo de concreto por essas crianças agora? Ainda não vi. Pernambuco montou um centro de atendimento. E aqui temos recebido muita ajuda da prefeitura de Campina Grande. Mas somos um município pobre e recebemos pacientes de todo o estado.

A Paraíba é o segundo estado com mais casos suspeitos de microcefalia. A procura por atendimento é tão grande que Adriana e sua equipe já nem perguntam mais, como era de praxe, de onde vem a grávida.

— Elas não têm para onde ir. Registramos e começamos a atender

Em ampla reportagem na edição deste domingo, 07, o New York Times, um dos mais importantes jornais do mundo e o maior dos Estados Unidos, abriu espaço para uma extensa cobertura da propagação do vírus zika no Brasil e o esforço do País para contê-lo. Na matéria, é citada a participação da médica do Instituto Elpidio de Almeida – ISEA, Adriana Melo, na descoberta da relação com a microcefalia. Recentemente, Adriana já fora matéria no Jornal O Globo, com ampla reportagem, bem como na edição do Jornal Hoje, da TV Globo, onde ela falou sobre a questão e criticou a falta de recursos para pesquisas.

A matéria do NYT, que cita outros pesquisadores, ao comentar a tentativa de descoberta da ligação entre o vírus e microcefalia, refere-se a Adriana textualmente:

PBAgora

Ministro anuncia diagnóstico da zika, dengue e chikungunya simultâneos

zicaUma importante inovação permitirá o diagnóstico simultâneo da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya. A informação foi anunciada pelo Ministro da Saúde, Marcelo Castro, em visita ao campus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na manhã deste sábado (16).

De acordo com o Instituto, a novidade vai garantir maior agilidade para o diagnóstico realizado na rede de laboratórios do Ministérios da Saúde, além de reduzir os custos e permitir a substituição de insumos estrangeiros por um produto nacional.

A expectativa é que o teste esteja disponível ainda no primeiro semestre deste ano. “Já estamos com 18 dos 27 laboratórios centrais equipados para receber esse teste e agora em fevereiro a Fiocruz vai produzir esses testes”, destacou o ministro. A estimativa de custo para a realização do diagnóstico é de US$ 20 por teste.

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Teste só detecta zika durante período de infecção
O novo Kit NAT, porém, funciona por PCR — detecção de segmentos de material genético do vírus — e só é capaz de detectar os patógenos durante o período de infecção viral, que dura apenas alguns dias.

A Fiocruz e outros institutos de pesquisa do país ainda buscam maneiras de criar um teste do zika por sorologia, que avalia a reação do sistema imune do paciente. Esse tipo de teste, mais prático de realizar e capaz de identificar infecções passadas, por enquanto só existe para dengue e chikungunya.

Só com o teste por sorologia, que pode ser realizado em postos de saúde, cientistas têm como começar a fazer um mapa mais preciso da disseminação do zika no país. Com a sorologia, grávidas em estágio avançado também poderão saber se tiveram ou não o vírus no início da gestação, com risco de comprometimento neurológico para o feto.

“Esses testes são os testes moleculares que permitem o diagnóstico da situação clínica dessas infecções. Basicamente, o que a gente pode fazer é amplificar pedaços específicos de cada um desses patógenos e dessa maneira a gente consegue dar alta sensibilidade porque em cadastros dessa reação a gente pode duplicar o número de amostras. A gente faz diferentes etapas pra chegar numa amplificação muito grande e a gente tem uma assinatura molecular muito específica, que permite diferenciar de maneira muito efetiva a sequência associada ao patógeno que foi originado na infecção”, explicou Marco Aurélio Krieger, vice-diretor de Desenvolvimento Tecnológico e Prototipagem do Instituto Carlos Chagas (Fiocruz-Paraná).

Kit NAT permitirá realizar a identificação simultânea do material genético dos três vírus (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)Kit NAT permitirá realizar a identificação simultânea do material genético dos três vírus (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)

Agora, para o diagnóstico simultâneo, o Kit NAT Discriminatório para dengue, zika e chikungunya permitirá realizar a identificação simultânea do material genético dos três vírus e, além de evitar a necessidade de testes separados, o Kit NAT também oferece uma combinação pronta de reagentes que vão acelerar a análise das amostras e a liberação dos resultados.

O diagnóstico do zika vírus, atualmente, é feito por técnicas moleculares, com uso da técnica de RT-PCR em Tempo Real, que identifica a presença do material genético do vírus na amostra. Para isso, são usados reagentes importados e, para descartar a presença dos vírus dengue e chikungunya, é necessário realizar cada exame separadamente.

A inovação é resultado do trabalho conjunto do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), com apoio do Instituto Carlos Chagas, do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães e do Isntituto de Tecnologia em Imunobiológicos.

 

G1

Medo da microcefalia: Paraíba já tem 45 casos e grávidas procuram diagnóstico

gravidaOntem, 18 gestantes procuraram o Hospital Pedro I, em Campina Grande, para realizar exames que detectam se os fetos estão com microcefalia. Desde ontem, o hospital é o serviço de referência na cidade para as grávidas nessa situação, por causa do surto de microcefalia na Paraíba. A Secretaria de Saúde do Município informou que já são 23 casos detectados de bebês com a malformação, sendo 13 nascidos e vivos, um morto e 10 ainda sendo gerados. São três casos a mais do que os registrados até a sexta-feira passada.

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As mulheres atendidas ontem, tiveram a urina colhida e congelada. “Através dessa urina será feito um exame para verificar se elas tiveram zika. As que forem confirmadas, serão chamadas para realizarultrassonografias especializadas na próxima sexta-feira. Nós receberemos esses exames e os que tiverem o diagnóstico de microcefalia receberão a notícia por meio de uma psicóloga”, disse a diretora administrativa do Hospital, Malba Kaline Vieira Damaceno.

Duas das 18 grávidas já tinham ultrassonografia com o diagnóstico de que os fetos têm microcefalia, uma de Campina e a outra de Parari, no Cariri.

A dona de casa Maria de Fátima Araújo, 28, está gestante de cinco meses e foi atendida ontem. Ela estava bastante apreensiva já que teve a zika no terceiro mês de gravidez. “Depois que eu soube desses casos de bebês com microcefalia, fiquei muito preocupada. Vou ficar tranquila quando receber os exames”.

A angústia era comum nas gestantes que procuraram o Pedro I, ontem. “Todas estavam muito tensas, ansiosas e algumas até mesmo durante os exames choraram com medo de passarem pelo problema”, disse a enfermeira Clarissa Emanoele Gonzaga.

Quando nasce. “Depois que nasce está sem jeito. Viemos para casa na última sexta-feira e até agora estou esperando me ligarem para levar meu bebê no médico de cabeça. Dizem que ele tem que fazer uma ressonância, mas não sei quando vai ser isso. Os irmãozinhos dele olharam meio desconfiados porque ele tem a cabeça pequenininha, mas está tudo bem”, disse Francicleidede Lima, 30 anos, mãe de bebê microcéfalo nascido em 10 de novembro, no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea).

Giovannia Brito/Fernanda Figueiredo/Correio da Paraiba

Secretaria de Assistência Social de Dona Inês apresenta diagnóstico do Trabalho Infantil no município

dona inesFoi apresentado durante a tarde desta sexta-feira, 03 de julho, o Diagnóstico da situação do Trabalho Infantil, no Município de Dona Inês-PB. O evento aconteceu no Ginásio de Esportes e contou com a participação de representantes de várias secretarias, setores da Sociedade Civil Organizada e de instâncias de controle.

Sofia Ulisses, Secretária de Assistência Social e de Habitação do Município, destacou que o evento foi um ato que culminou várias ações, resultado de um trabalho em rede que envolveu as Secretarias de Assistência Social e Habitação, Educação e Saúde, Instâncias de Controle – formada por conselhos-. “Esse momento não estaria acontecendo sem a rede de parceria que envolve vários atores nesse processo, inclusive contando com a sociedade civil organizada”. Destacou.

Sofia Ulisses, disse ainda que é necessário que os envolvidos na rede de proteção à Criança e ao Adolescente, estejam em sintonia e defendam as mesmas causas, buscando assegurar os direitos desse público.

Diagnóstico do Município

O município de Dona Inês tem, segundo estimativas do IBGE, uma população de 10.495 de habitantes. Para identificar crianças e adolescentes que vivem em situação de trabalho infantil no município, foi elaborado um relatório, aplicado à crianças de 08 a 17 anos, onde foram ouvidos 1.222 alunos, de 19 Escolas – Zona Rural e Zona Urbana-.

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De acordo com o diagnóstico, ainda há uma presença de crianças e adolescentes desenvolvendo algum tipo de trabalho infantil no município, principalmente na feira livre, na pedreira da cidade e em casas de famílias.  Possivelmente cerca de 279 crianças e adolescentes se encontram exercendo algumas dessas atividades, onde desse número, 120 são meninas e 159, são meninos.

Dados do IBGE

Segundo dados divulgados pelo IBGE/2010, naquele ano o município de Dona Inês tinha 437 crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, sendo 266 crianças do sexo masculino e 171 do sexo feminino, onde apenas cinco jovens entre 16 e 17 anos, eram empregados com carteira assinada.

Quando comparado aos dados do IBGE, os dados levantados pela equipe de Assistência Social do Município, se percebe uma diminuição de 158 casos de trabalho infantil e se deve, segundo a Secretária Sofia Ulisses, as políticas públicas direcionadas à criança e adolescente, desenvolvidas pela atual gestão.

A Secretária de Saúde do município, Taciana Lucena, frisou que somente com o diagnóstico é que se pode criar ações de erradicação do trabalho infantil.

Foi criada uma comissão formada por representantes das Secretarias de Educação, Saúde, Assistência Social e sociedade civil organizada, para criar estratégias de enfrentamento ao trabalho infantil no município.

Assessoria

Com 11 mil atendimentos mensais, Centro Especializado de Diagnóstico do Câncer é referência na Paraíba

cancerCom a realização de 11 mil atendimentos mensais, entre exames e consultas, Centro Especializado de Diagnóstico do Câncer (CEDC) que integra a rede de serviços de saúde do Governo do Estado, é referência para todo o Estado. Para a implantação do Serviço foram  investidos recursos da ordem  de R$ 1,1 milhão foi para aquisição de equipamentos e mais R$ 50 mil na estruturação do prédio climatizado e moderno. O local é responsável por cerca de 11 mil atendimentos mensais, entre exames e consultas.

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A diretora geral do CEDC, Roseane Machado, explica que vários serviços estão à disposição da população no CEDC, entre os quais as consultas especializadas com mastologista e ginecologista. Há ainda o tratamento de lesões de alto grau no colo do útero, por meio da cirurgia de alta frequência. Os exames também podem ser feitos no local, a exemplo de biópsias; leituras de lâminas, com material coletado nessas biópsias; punções aspirativas por agulha fina de mama e tireoide; laboratório de citopatologia; ultrassonografias de mama, tireoide, transvaginal, abdômen total e pélvica; além de biópsia percutânea guiada por ultra (Core Biopsy), que permite tirar um pequeno fragmento da lesão para análise da mama.

O CEDC possui 17 médicos, entre os quais patologista, citopatologista, mastologista, ginecologista e ultrassonografista. O quadro de profissionais conta ainda com oito técnicos de enfermagem, coordenados por um enfermeiro; quatro citotécnicos; e mais 15 técnicos de laboratório.

Para ter direito aos serviços do CEDC, o usuário precisa ser encaminhado por alguma unidade de saúde. O telefone do Centro Especializado de Diagnóstico do Câncer é o 3218-5369. O local funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 7h às 17h.

Se o usuário for diagnosticado com câncer, o CEDC o encaminha ao serviço de referência no Estado, que é o Hospital Napoleão Laureano. Enquanto isso, os que apresentam lesões benignas são acompanhados pelos médicos do próprio Centro Especializado, durante um período de dois a cinco anos.

Equipamentos – A luta travada no combate ao câncer na Paraíba é constante. Entre as diversas ações realizadas pelo Governo do Estado está a construção do Hospital do Câncer de Patos, que é o primeiro da região do Semiárido nordestino, previsto para ser inaugurado ainda este ano. A unidade vai beneficiar sete gerências Regionais de Saúde (GRS), que integram 89 cidades. Isso representa a melhoria de acesso ao serviço para uma população de 902.310 habitantes.

Outra iniciativa importante no combate ao câncer foi a inauguração do serviço de mamografia do Hospital Regional de Guarabira, que aconteceu no final do ano passado. Ele tem capacidade para 600 exames mensais, atendendo à demanda de 26 municípios do Brejo paraibano. Só para colocar o mamógrafo em funcionamento, foram investidos R$ 35 mil.

Um pouco antes, em maio de 2014, o governador Ricardo Coutinho inaugurou mais um serviço de mamografia. Dessa vez foi no Centro de Saúde Municipal da cidade de Catolé do Rocha, onde são realizados exames em mulheres de dez municípios da região. O mamógrafo foi adquirido por meio de uma pactuação entre as Prefeituras de Pombal e de Catolé do Rocha e da Secretaria de Estado da Saúde, no valor de R$ 125 mil.

Além de criar novos serviços, o Governo do Estado também se preocupa com a estruturação daqueles já existentes. Em março de 2012, por exemplo, foi doado um acelerador linear no valor de R$ 2,1 milhões ao Hospital Napoleão Laureano. O aparelho beneficia hoje mais de 100 usuários por mês.

Ainda dentro dessa perspectiva de manutenção dos serviços existentes, a Secretaria de Estado da Saúde repassa cerca de R$ 840 mil para aquisição de medicamentos voltados a dois mil pacientes em tratamento quimioterápico. Isso é possível por meio de convênio firmado com a entidade filantrópica Fundação Assistencial da Paraíba (Hospital da FAP), de Campina Grande.

Ha também a distribuição de medicamentos feita pelo Núcleo da Assistência Farmacêutica (NAF), da Secretaria da Saúde. Os pacientes cadastrados têm direito aos seguintes medicamentos: Sunutinib (Sutent) Tarceva, Mabtera (Rituximabe), Herceptin, Thyrogen, Novadex D (Tamoxifeno), Temodal e Velcade (Bortezomide).

Paulo Cosme\Secom-PB

Projeto fixa prazo para que rede pública faça diagnóstico de câncer

cancerUm projeto de lei de autoria do deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) firma o limite de um mês para que a rede pública de saúde efetue os exames essenciais no caso de paciente com suspeita de câncer. Hoje, segundo a lei 12.732/12, a terapêutica de neoplasmas malignos deve começar em no máximo dois meses depois do diagnóstico.

Entretanto, de acordo com Beto Albuquerque, não fixa o tempo para a efetivação dos exames, segundo informou a Agência Câmara de Notícias. Conforme ele, há circunstâncias em que o paciente mostra quadro bem-determinado da enfermidade e, mesmo assim, precisa esperar meses até a elucidação do caso.

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“— De que vale assegurar tratamento expedito se, para ter o diagnóstico, o indivíduo terá de esperar um longo tempo?”

Na análise de Beto Albuquerque, nessa eventualidade, a expectativa, além de “angustiante” e “desumana”, é “irracional”. “

O agravamento do quadro decorrente da demora significa mais complexidade, mais recursos humanos, mais tempo de tratamento e mais custos”, afirma.

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