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Ginecologista alerta para os problemas da Diabetes Gestacional

Há riscos de partos prematuros, ruptura da bolsa e até de morte súbita

A diabetes gestacional é um distúrbio caracterizado pelo aumento do nível de açúcar no sangue nas grávidas e que pode levar a futuros problemas de saúde, tanto para a mãe, quanto para o bebê.

Um estudo realizado recentemente nos Estados Unidos com mais de 21 mil gestantes revelou que o consumo excessivo de batatas, antes da gravidez, pode ser um dos fatores que aumentam o risco das mulheres desenvolverem a diabetes gestacional.

O ginecologista e obstetra Dr. Domingos Mantelli, reforça que a diabetes gestacional geralmente ocorre em grávidas que têm tendência de desenvolver a doença, isto é, mulheres que já eram diabéticas ou que tiveram resistência periférica aumentada por conta da ação da insulina. “Durante a gestação a placenta produz um hormônio chamado Lactogênico Placentário, substância que faz com que aumente o risco de diabetes gestacional”, revela o médico.

O diagnóstico é feito por meio de dosagem de glicemia de jejum, além do teste oral de tolerância à glicose (TOTG), exame que mede a curva glicêmica da paciente.

Além de aumentar o peso do bebê, a diabetes faz com que uma quantidade maior de glicose fique no sangue da mãe e, consequentemente, obriga o pâncreas do bebê a produzir mais insulina para poder queimar essa glicose. Todavia, mesmo com o ganho de peso, os bebês ficam extremamente frágeis após nascimento, já que costumam ter crises de hipoglicemia pela alta produção de insulina.

Mantelli alerta que o fato da diabetes estar descontrolada pode trazer várias consequências para  a saúde da mãe e do filho como, por exemplo, trabalho de parto prematuro, ruptura prematura de bolsa, risco maior de morte súbita, peso excessivo ao nascer, além de diversas alterações físicas prejudiciais.

Para o ginecologista, existem alguns cuidados e tratamentos que devem ser feitos de acordo com o grau de diabetes, podendo controlar por intermédio de dieta ou insulina. “Basicamente, o tratamento é feito com mudanças nos hábitos alimentares, atividades físicas e aplicação de insulina para regular a glicemia. Estes cuidados evitarão que o bebê sofra os efeitos deletérios de uma carga glicêmica tão alta”, conclui.

 

Sobre Dr. Domingos Mantelli

Dr. Domingos Mantelli é ginecologista e obstetra, com formação em neurolinguística e atuação na área de medicina psicossomática. É formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro (UNISA) e possui residência médica na área de ginecologia e obstetrícia pela mesma instituição. Também é autor do livro “Gestação: mitos e verdades sob o olhar do obstetra”.

 

 

Equipe de Comunicação & Marketing

 

 

Diabetes: tudo sobre a doença e como se prevenir

O diabetes é uma doença metabólica, pois está relacionado à forma como o corpo metaboliza os alimentos ingeridos. O papel do corpo é fazer o pâncreas produzir insulina suficiente para transformar glicose em energia. Quando isso não ocorre, ou não ocorre de forma adequada por qualquer motivo, o nível de glicose no sangue aumenta, gerando o diabetes.

Os sintomas do diabetes muitas vezes demoram a se manifestar ou a ser percebidos pelos pacientes, por isso recebe o pseudônimo de “a doença silenciosa”.

Confiram abaixo os tipos de diabetes, sintomas comuns, tratamentos e como evitar.

 

blogdamimis

Relatório da OMS aponta que diabetes mata 5 pessoas por dia na Paraíba

O consumo diário de açúcar não deve ultrapassar 50 gramas, conforme a Organização Mundial da Saúde, mas a própria OMS ressalta que o ideal para a saúde seria limitar a 25 gramas, ou seja, cerca de duas colheres de sopa. A questão é que o excesso do produto está diretamente associado a doenças como o diabetes que, na última década, dizimou 17,5 mil pessoas na Paraíba. O número corresponde a uma média de cinco óbitos por dia, segundo o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde (MS). Este ano, já são 1.124 mortes.

Uma das preocupações dos médicos é que a conta diária de açúcar não inclui só aquele do cafezinho ou do leite, mas o que está embutido em diversos alimentos e, muitas vezes, não é percebido. Produtos como refrigerantes, ketchup, molhos, chocolate estão entre os vilões.

Exagerar no açúcar pode ainda ter como consequências outras complicações de saúde como obesidade, envelhecimento precoce, síndrome metabólica e aumento no risco de doenças cardiovasculares. Para prevenir, a recomendação de especialistas na área é procurar reduzir o açúcar na alimentação.

Entre as estratégias para diminuir a ingestão do produto está a leitura do rótulo dos alimentos. O primeiro nome que aparece na lista de ingredientes na embalagem é o que está em maior quantidade na composição do produto. Fazendo a análise, é possível verificar quais alimentos têm mais ou menos açúcar e, assim, tentar equilibrar o consumo.

“A alimentação equilibrada com menos açúcar é fundamental para evitar doenças e ter uma vida mais saudável. A energia que o organismo precisa pode vir de alimentos como frutas, de 3 a 4 por dia, e grãos integrais, como pão, arroz, massas integrais e quinoa, considerados carboidratos complexos e com absorção mais lenta pelo organismo. Na lista, podem ser acrescidas ainda batata doce e tapioca”, destacou a endocrinologista Monica Moromizato, do Hospital Edmundo Vasconcelos, em São Paulo.

Para auxiliar na perda de peso, a especialista alertou que abusar dos sucos naturais pode ser um erro. “Por ser rico em frutose, o suco natural tem alto índice de caloria, o que acaba tornando-o um inimigo da dieta. Neste caso, prefira sucos de frutas cítricas como limão, maracujá e caju, e os chás, desde que não sejam industrializados. Também é possível substituir o açúcar refinado comum por adoçantes naturais como stevia e xilitol”, completou.

 

pbagora

‘Insulina análoga’ será liberada pelo SUS para crianças com diabetes no Brasil

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Imagem Ilustrativa

As crianças portadoras de diabetes tipo 1 terão à disposição no Sistema Único de Saúde (SUS) um dos mais modernos medicamentos para o tratamento da doença: a insulina análoga. O medicamento deverá estar disponível no país em 2018 e foi apresentado nesta quarta-feira (11) pelo Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde anunciou que irá investir R$ 135 milhões, por ano, na compra do novo insumo. Segundo o governo, a nova aquisição será uma importante ferramenta na melhora da qualidade de vida de 100 mil crianças com maior dificuldade de controle da doença.

Estudos apontaram que insulina análoga proporciona um melhor controle glicêmico nos sintomas relacionados à hiperglicemia e diminuição das complicações agudas e crônicas decorrentes do diabetes. O produto é de fácil aplicação, sua embalagem é uma caneta, resposta rápida e com doses que podem ser adaptadas a situação do paciente.

O novo tratamento será ofertado, prioritariamente, às crianças e adolescentes, já que o diabetes tipo 1 apresenta o seu pico entre 10 a 14 anos. A demanda representa 10% do total de crianças com diabetes no país, que são 1 milhão. No entanto, pacientes adultos, com este tipo da doença, também poderão ter acesso ao medicamento, desde que tenham indicação médica.

Portal Correio

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Obesidade pode aumentar casos de diabetes e pressão alta

A obesidade aumentou 60% na última década entre os brasileiros, segundo dados do Vigitel, um estudo do Ministério da Saúde que entrevista brasileiros acima dos 18 anos das capitais para saber sobre alimentação, hábitos, diagnóstico e comportamentos que possam contribuir para doenças crônicas.

E junto com a obesidade, aumentaram os casos de diabetes e pressão alta. O consultor e cardiologista Roberto Kalil lembra que a pressão alta não dá sintomas, é uma doença silenciosa. O professor da Faculdade de Saúde Pública da USP e membro do comitê de especialistas sobre dieta e saúde da OMS Carlos Augusto Monteiro explicou que algumas mudanças simples e baratas ajudam a ter uma vida mais saudável.

A comida de ‘verdade’, como frutas, legumes, arroz, feijão, folhas, ainda é a melhor para a saúde. Ela tem mais substâncias benéficas preservadas, livre de processos, ingredientes e aditivos que fazem os sensores da saciedade do cérebro não funcionarem direito. Por isso, se você não tiver como fazer sua própria comida para levar para o trabalho, não tiver como comer em casa, as melhores opções continuam sendo os restaurantes por quilo.

Palmas é a capital com menor número de obesos no Brasil

Índices
O Rio de Janeiro é a capital com pior índice de hipertensão e diabetes. Segundo o Ministério da Saúde, 56% dos cariocas estão acima do peso. No mesmo estudo, 32% dos entrevistados contou que tinha hipertensão e 10% sofriam de diabetes. Segundo a pesquisadora da Fiocruz Dora Chor, a grande maioria da população do Rio não tem acesso a espaços públicos para praticar atividade física. Isso reflete nos índices.

Já Palmas é a capital mais magra do Brasil. A cidade tem muitos parques urbanos, o que ajuda a ficar em forma. Segundo o Ministério da Saúde, o número de obesos em Palmas é o menor entre as capitais: 14,7%. A média brasileira é de quase 19%.

Rio Branco, capital do Acre, foi considerada a capital mais obesa. Segundo a pesquisa, 23,8% da população é considerada obesa e mais da metade está acima do peso. Há alguns anos, pesquisadores já haviam percebido uma mudança de comportamento alimentar na capital. Uma pesquisa realizada entre 2007 e 2008 feita por um professor da Universidade Federal do Acre já fazia um alerta relacionado à má qualidade da alimentação associada a melhoria de renda e estudos da população de Rio Branco.

G1

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Chega de picada; cientistas querem fazer bafômetro para medir diabetes

PantherMedia 906049O objetivo era criar um sensor para detectar gases tóxicos, mas um grupo de pesquisadores brasileiros, franceses e espanhóis acabou desenvolvendo um modelo de “bafômetro” para livrar os pacientes com diabete das incômodas picadas no dedo para verificar o índice de glicemia no sangue, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

O projeto teve início em 2014 e, com os aprimoramentos previstos e testes clínicos, pode se tornar uma realidade em quatro anos.

O dispositivo consegue detectar o nível de glicemia no paciente por meio da acetona presente no hálito dele. Segundo Luis Fernando da Silva, professor do Departamento de Física da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a acetona é exalada no hálito de todas as pessoas, mas aparece em maior quantidade nas pessoas com diabete.

“O paciente com diabete tem um nível de acetona maior do que o de uma pessoa saudável. É quase o dobro. Em uma pessoa saudável, fica em torno de 0,3 a 0,9 parte por milhão de acetona. Já na pessoa com diabete, é superior a 1,8 parte por milhão”, afirma Silva. De acordo com ele, a ideia é que o dispositivo seja confeccionado como uma espécie de “bafômetro”. “Ele forneceria o nível de diabete sem a necessidade de um exame invasivo”, ressalta.

Segundo Silva, o dispositivo utiliza um composto chamado tungstato de prata, que é sensível à acetona. Inicialmente, o objetivo era detectar gases tóxicos utilizando o equipamento. “Reportamos como sensor de ozônio, mas vimos que é promissor como sensor de acetona, o que permitiria aplicar na área médica.”

Aprimoramento

O pesquisador, que também é integrante do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais – núcleo ligado à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) -, diz que, embora o protótipo tenha se mostrado eficiente para detectar a substância mesmo em pequenas quantidades, ainda precisa de aprimoramentos.

“Ele é reversível”, diz o pesquisador. “Após detectar, pode ser utilizado novamente. Estamos estudando a vida média e, para chegar para a população, pode demorar em torno de quatro anos. Estamos pesquisando também materiais para ter uma ação melhor no caso de diabete. Para detectar, é preciso aquecer até 300 °C e sabemos que há materiais que funcionam em temperatura ambiente.”

O grupo é formado por pesquisadores da UFSCar, Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual do Piauí (UEP), Universitat Jaume I (Castellón, Espanha) e da Aix-Marseille Université (Marseille, França).

Estadão

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Diabetes mata mais de 8,3 mil pessoas em cinco anos na Paraíba, mostra OMS

diabetesEm cinco anos, a Paraíba registrou mais de 8,3 mil mortes por conta do diabetes. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, no estado, estima-se que 5,3% da população é diabética, ou seja, o que corresponde a 209.032 paraibanos.

A diabetes é uma doença que afeta a mais de 16 milhões de brasileiros adultos e que mata 72 mil pessoas por ano no país. Ainda de acordo com a OMS, de 2012 para cá, 8.358 pessoas morreram na Paraíba, sendo 1.737 em 2012; 1.812 em 2013; 1.793 em 2014; 1.680 em 2015 e 1.337 em 2016.

Apesar dos números alarmantes, ainda há muita desinformação sobre o assunto. Nesta segunda-feira (14), comemora-se o Dia Mundial da Diabetes. Mas, diferente do que muitas pessoas pensam, a doença não atinge somente as pessoas mais velhas. Crianças e adolescentes também podem ser diagnosticados.

A Sociedade Brasileira de Diabetes afirma que metade dos pacientes não sabe que tem a doença. O consumo de alimentos com altos índices de açúcar somado ao sedentarismo são alguns dos hábitos que têm aproximado milhares de pessoas de uma doença crônica silenciosa: o diabetes. A hereditariedade, principalmente quando os familiares que têm a doença são avôs, avós, pais e irmãos, é um alerta. Outro ponto importante é o sobrepeso. Segundo dados do Ministério da Saúde, 48,5% da população brasileira está acima do peso, e a balança em desequilíbrio é um dos principais fatores de risco para o aparecimento do diabetes.

manchetepb

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Um em cada dois adultos com diabetes não está diagnosticado, alerta federação

Arquivo/Agência Brasil
Arquivo/Agência Brasil

No Dia Mundial do Diabetes, lembrado hoje (14), a Federação Internacional do Diabetes faz um alerta: um em cada dois adultos com a doença não está diagnosticado e, portanto, não tem ciência de sua condição e não toma os devidos cuidados.

O tema da campanha este ano é De olho no diabetes, com foco em promover a importância do rastreamento e garantir o diagnóstico precoce, o tratamento e a redução do risco de complicações mais sérias – sobretudo em casos de diabetes tipo 2.

Dados da entidade mostram que a doença segue crescendo em todo o mundo: ao todo, 415 milhões de adultos viviam com diabetes em 2015. A previsão é de que esse número chegue a 642 milhões em 2040 – uma proporção de um adulto diabético para cada dez adultos no planeta.

“Muitas pessoas vivem com diabetes tipo 2 por muito tempo sem que tenham ciência de sua condição. Quando recebem o diagnóstico, as complicações provocadas pela doença podem já estar presentes”, destaca a federação.

Os números mostram ainda que até 70% dos casos de diabetes tipo 2 podem ser prevenidos por meio da adoção de hábitos mais saudáveis. A quantia deve representar cerca de 160 milhões de pacientes até 2040.

“Diante de índices crescentes de subnutrição e de baixa atividade física entre crianças de diversos países, o diabetes tipo 2 na infância tem potencial para se tornar um problema de saúde pública global, provocando sérias consequências”, acrescenta a entidade.

Em diversas localidades do mundo, o diabetes figura como a principal causa de cegueira, doenças cardiovasculares, falência renal e amputação de membros inferiores.

Sinais e sintomas

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, o desencadeamento do diabetes tipo 1 é geralmente repentino e dramático e pode incluir sintomas como:

– sede excessiva;

– rápida perda de peso;

– fome exagerada;

– cansaço inexplicável;

– muita vontade de urinar;

– má cicatrização;

– visão embaçada;

– falta de interesse e de concentração;

– vômitos e dores estomacais, frequentemente diagnosticados como gripe.

Ainda segundo a entidade, os mesmos sinais podem ser observados em pessoas com diabetes tipo 2, mas, geralmente, eles se apresentam de forma menos evidente. Em crianças com diabetes tipo 2, os sintomas podem ser moderados ou até mesmo ausentes.

Programação no Brasil

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia preparou uma série de atividades em alusão à data. Estão previstos shows e atividades educativas em diversas cidades do país para chamar a atenção da população para a detecção precoce do diabetes.

A programação completa pode ser acessada por meio do site http://diamundialdodiabetes.org.br/.

A data

O Dia Mundial do Diabetes foi criado em 1991 pela Federação Internacional do Diabetes em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em resposta às preocupações sobre os crescentes números de diagnóstico no mundo.

A data tornou-se oficial pela Organização das Nações Unidas (ONU) a partir de 2007, com a aprovação da Resolução das Nações Unidas 61/225. O dia 14 de novembro foi escolhido por marcar o aniversário de Frederick Banting que, junto com Charles Best, concebeu a ideia que levou à descoberta da insulina em 1921.

Agência Brasil

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Conheça mitos e verdades a respeito do diabetes, doença que afeta 14 milhões de brasileiros

– Dia Mundial do Diabetes é lembrado em 14 de novembro e chama atenção para a necessidade do controle adequado da doença –

diabetesUma epidemia – é desta maneira que a Federação Internacional de Diabetes (IDF) define a abrangência atual do diabetes ao redor do mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a população mundial com diabetes esteja acima de 380 milhões de pessoas, e deverá atingir mais de 470 milhões até 2035. “O mundo está enfrentando uma epidemia sem precedentes de diabetes”, confirma David Cavan, diabetologista diretor de políticas e programas da IDF31.

Só no Brasil estima-se que existam 14,25 milhões de portadores da doença, sendo que um a cada dois adultos diabéticos ainda não está diagnosticado2 3. Neste 14 de novembro, quando se celebra o Dia Mundial do Diabetes, a Sanofi preparou um guia com dez mitos e verdades a respeito da doença, já que a educação é parte fundamental do tratamento do diabetes.

“O fato é que o paciente leva um tempo até conseguir compreender e se adaptar à nova condição crônica”, avalia a endocrinologista Denise Franco, pesquisadora do Centro de Pesquisas Clínicas (CPClin) e coordenadora do departamento de Novas Terapias da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). “Mas, uma vez que se adapte à nova rotina, tudo fica mais fácil”.

1)    Precisar tomar insulina é o último recurso e significa que minha doença é grave.

MITO. Assim como acontece em qualquer problema de saúde crônico, como é o caso do glaucoma e da asma, por exemplo, muitas vezes o paciente precisa fazer uso de uma medicação de modo contínuo – é para isso que servem os colírios para baixar a pressão ocular e a “bombinha” do asmático. Quando o corpo não dá conta de equilibrar o nível de açúcar no sangue sozinho, algumas pessoas diabéticas precisam recorrer à insulina, um hormônio que ajuda nesta função. Isso não significa, necessariamente, que a doença tenha atingido um alto grau de gravidade. Significa, apenas, que o paciente poderá contar com a ajuda de um medicamento que vai controlar a doença, retardando, deste modo, por muitos anos, as complicações crônicas do diabetes.

2)    O diabetes pode até ser uma doença grave, mas a Aids, por exemplo, matou mais pessoas nos últimos anos.

MITO. Um estudo publicado pela revista científica britânica The Lancet aponta que o diabetes tem matado mais do que a Aids/HIV nos últimos anos. A estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de que cerca de 1 a 5 milhões de pessoas morreram, só em 2012, vitimadas pela doença4.

3)    A hipoglicemia pode matar.

VERDADE. A hipoglicemia é um dos sintomas que mais causam medo nos pacientes com diabetes. Se ela ocorre durante a noite, enquanto o paciente está dormindo, pode não ser percebida. E, sem uma intervenção rápida, um quadro de hipoglicemia pode até ser fatal. Entre os sintomas de hipoglicemia estão sensação de fraqueza ou fome, tontura, tremor, palpitação, sudorese, alterações da visão e até perda da consciência5.

4)    Só aplicar a insulina é suficiente para o controle do diabetes.

MITO. Para que o controle ideal do diabetes aconteça, é preciso que o paciente também invista em uma alimentação balanceada e na prática de atividade física regular, além do controle da glicemia e o uso medicação prescrita de forma contínua. Além disso, há uma preocupação por parte do Ministério da Saúde em estimular que se torne prioridade a perda de peso, entre os obesos, como forma de se obter mais qualidade de vida. Até porque, estudos apontam que são essas as únicas formas de se reduzir as complicações do diabetes.

5)    Diabéticos que não controlam os índices glicêmicos têm mais chances de sofrer ataque do coração e derrames.

VERDADE. O estudo6 UK 1994 Prospective Diabetes Study – UKPDS mostrou que a chance de morte prematura é maior nos diabéticos que não controlam a doença adequadamente. Além disso, a falta de controle glicêmico de quem tem diabetes pode levar a complicações crônicas decorrentes da hiperglicemia, como alteração na visão, problemas renais, neuropatia diabética, insuficiência cardíaca e infarto agudo do miocárdio. No entanto, a evolução da doença pode ser modificada se, desde o início, o paciente realizar mudanças em seu estilo de vida.

6)    Ter repetidos episódios de hipoglicemia não traz maiores consequências além de desconforto físico.

MITO. Estudos mostram que os episódios frequentes de hipoglicemia aumentam em quatro vezes o risco de a pessoa desenvolver uma doença cardiovascular, além de levar à diminuição da função mental e até à demência.

7)    Quase metade dos brasileiros portadores de diabetes mellitus tipo 2 não sabem que têm a doença.

VERDADE. Diabetes do tipo 2 é mais prevalente entre os diabetes. Está presente em 90% a 95% dos casos. Mesmo assim, de acordo com o Estudo de Prevalência do Diabetes Mellitus, no Brasil, coordenado pelo Ministério da Saúde, existem 46,5% de portadores do DM tipo 2, em todo o País, que desconhecem ter a doença. Esses brasileiros estão sem diagnóstico e sem tratamento7.

8)    O diabetes mellitus tipo 2 pode não apresentar sintomas.

VERDADE. Especialmente no início, quando ainda existe uma considerável produção de insulina, é comum que o diabetes mellitus tipo 2 cause pouco ou nenhum sintoma. “Já o diabetes tipo 1 pode ter um início dramático, se sintomas como urinar muito, tomar muita água e emagrecer sem deixar de se alimentar não forem reconhecidos a tempo”, explica a endocrinologista Rosângela Réa, do Paraná.

9)    O tratamento com insulinas envolve sempre mais de uma aplicação por dia.

MITO. Cada caso deve ser avaliado pelo médico, que vai prescrever os medicamentos e as posologias adequadas àquele paciente. Mas, graças à oferta de novos medicamentos pela indústria farmacêutica, quem tem diabetes passou a contar com mais opções de tratamento. Recentemente foi lançada no Brasil a insulina glargina de última geração U300, indicada para o tratamento do diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2 em adultos. A insulina glargina U300 proporciona ao paciente efeito estável e prolongado de controle do nível glicêmico, para além de 24 horas8 9. Trata-se de um aliado poderoso, por exemplo, nos casos de diabetes mellitus tipo 1, quando, no geral, recomenda-se a associação de uma insulina de ação lenta, como a insulina glargina U300, e outra de ação rápida, junto com as refeições. Já em pacientes de diabetes tipo 2, é possível realizar o tratamento apenas com uma insulina glargina de última geração.

10)  A obesidade na infância pode levar ao diabetes mellitus na adolescência.

VERDADE. O diabetes mellitus em adolescentes tem sido atribuído às elevadas taxas de obesidade na infância e na adolescência que, por sua vez, estão relacionadas ao crescente sedentarismo e hábitos alimentares ricos em calorias e gorduras. Além disso, segundo afirma a Sociedade Brasileira de Diabetes, estudos recentes feitos em adolescentes com diabetes mellitus tipo 2 mostraram que o efeito do diabetes e da obesidade tem grande influência no sistema vascular, aumentando a rigidez dos vasos. Com isso, os pesquisadores alertam que o tipo 2, quando desenvolvido precocemente, é mais agressivo do ponto de vista cardiovascular do que em adultos.

 

Referências bibliográficas

  1. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (2015) ; www.diabetes.org.br/images/2015/area-restrita/diretrizes-sbd-2015.pdf. Acessado em maio de 2016.
  2. International Diabetes Federation. IDF. Diabetes Atlas, 7ª edição, atualizada em 2015. Disponível em http://www.idf.org/diabetesatlas. Data de acesso : maio de 2016.
  3. Fowler MJ, et al. Microvascular and Macrovascular Complications of Diabetes, Clinical Diabetes 2008 ; 77-82.
  4. The Lancet 2016; 387: 1513-30, Published Online, April 6, 2016. http://www.thelancet.com/pdfs/journals/lancet/PIIs0140-6736(16)00618-8.pdf. Acessado em maio de 2016.
  5. McCall AL. Insulin therapy and hypoglycemia. Endocrinol Metab Clin North Am. 2012 Mar;41(1):57-87. doi: 10.1016/j.ecl.2012.03.001. Epub 2012 Apr 17. Review.PubMed PMID: 22575407; PubMed Central PMCID: PMC4265808.
  1. UK Estudo Proespective Diabetes (UKPDS). XI: fatores de risco bioquímicos em pacientes diabéticos tipo 2 no momento do diagnóstico em comparação com indivíduos normais de idade; Manley SE, Meyer LC, Neil HAW, Ross é, Turner RC, Holman RR; Diabetic Medicine 1994; 11; 534-544, Publicado: Jul-1994 PMID: 7955969, doi: 10,1111 / j.1464-5491,1994.tb02032.x; https://www.dtu.ox.ac.uk/ukpds. Acessado em maio de 2016.
  2. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: diabetes mellitus; Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica; 2013; Cadernos de Atenção Básica, n.36
  3. Becker RH., et al. Diabetes Care 2015;38(4): 637-43
  4. Shiramoto M, et al. Diabetes Obes Metab 2014;17(3): 254-60

 

Sobre a Sanofi

A organização está presente no Brasil desde 1919, a partir de diversas aquisições ao longo dos anos. A Sanofi é a maior multinacional no mercado farmacêutico brasileiro, com 5 mil colaboradores e sólida plataforma industrial no País. Possui um portfólio diversificado que abrange medicamentos isentos de prescrição e produtos de consumo; tratamentos em áreas terapêuticas como dor e inflamação, alergias, diabetes, doenças cardiovasculares, doenças metabólicas, pediatria e oncologia; vacinas, com a atuação da Sanofi Pasteur; genéricos e similares, com a Medley; e doenças raras e esclerose múltipla, com a Sanofi Genzyme. Entre as marcas da Sanofi estão: Dorflex, Dorflex IcyHot, Novalgina, Cewin, Vitawin, Depura, Targifor, Os-Cal e Os-Cal Kids, Enterogermina, Naturetti, Dermacyd,Allegra, Profenid, Puran, Clexane, Jevtana, Taxotere, Lemtrada, Aubagio, Lantus,Toujeo, Praluent, FluQuadri e Dengvaxia.

Este material é dirigido exclusivamente à imprensa especializada como fonte de informação. Recomenda-se que o conteúdo não seja reproduzido integralmente. As informações veiculadas neste documento têm caráter apenas informativo e não podem substituir, em qualquer hipótese, as recomendações do médico ou farmacêutico nem servir de subsídio para efetuar um diagnóstico médico ou estimular a automedicação. O médico é o único profissional competente para prescrever o melhor tratamento para o seu paciente.

 Aline Dumelle

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Existe relação entre diabetes, obesidade e depressão?

obesidadedepressaoA depressão é, sem dúvida alguma, um dos males do século XXI. Somente nas últimas décadas foi documentado um aumento expressivo na quantidade de pessoas acometidas por ela. Para termos uma ideia, no Brasil estima-se por pesquisas que 10% da população já apresentou algum episódio depressivo maior em um período de um ano.

Depressão, diabetes e obesidade são três doenças com tratamento e nossos esforços são para que elas sejam identificadas de forma mais precoce possível

A obesidade, por sua vez, também é considerada um dos males deste século. A projeção mais otimista indica que em 2025 cerca de 20% da população brasileira apresentará obesidade. O diabetes não fica atrás, segundos as estimativas do Ministério da Saúde, 6,2% da população adulta brasileira é portadora da doença.

As três doenças apresentam um elo em comum: aproximadamente 30% das pessoas que procuram tratamento para emagrecer têm depressão, e quem está acima do peso tem três vezes mais chances de desenvolver depressão ao longo da vida. Além disso, pessoas com diabetes tem o dobro de chances de apresentaram depressão. E o ponto principal que poderia ligar estas três doenças seria o acúmulo de gordura.

As células de gordura e sua relação com todo o funcionamento do nosso organismo é um assunto que, ao ser estudado, tem nos ajudado a entender melhor porque muitas doenças podem acontecer em conjunto com outras.

O excesso de peso leva a um aumento da produção de insulina pelo nosso pâncreas. A partir daí, este excesso pode ocasionar o que chamamos de resistência insulínica, que é uma situação em que apesar do organismo ter uma quantidade maior de insulina, ela não funciona de forma adequada, como se ficasse mais fraca.

O ambiente gerado pelo ganho de peso e pela resistência insulínica leva a um estado de inflamação no organismo. Aqui, a célula de gordura quando está sobrecarregada (com muita gordura dentro dela) produz substâncias inflamatórias que causam o que chamamos de ambiente inflamatório. O desenvolvimento do diabetes também pode ocorrer como resultado deste processo, e o que tem se demonstrado é que a depressão também.

No entanto, há ainda inúmeros mecanismos a serem elucidados. Um deles, por exemplo, é sobre o ganho de peso. Ainda não está claro se é a depressão que leva ao ganho de peso ou se acontece o contrário. Mas a questão precisa ser encarada dos dois lados. Tanto a pessoa com depressão que procura o psiquiatra deve avaliada buscando fatores de ganho de peso e risco de diabetes como aquela pessoa que esteja em acompanhamento endocrinológico deverá ser perguntada sobre sintomas depressivos.

Sabendo disso, o mais importante é certamente a informação. Quanto mais sabemos das possibilidades, mais ficamos próximos de diagnosticar e tratar. Depressão, diabetes e obesidade são três doenças com tratamento e nossos esforços são para que elas sejam identificadas de forma mais precoce possível.

minhavida

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