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PF prende assessor de Temer e ex-governadores do DF

Polícia Federal cumpre na manhã desta terça-feira (23) mandados de prisão temporária contra ex-governadores do Distrito Federal José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz e o ex-vice governador Tadeu Filippellil, hoje assessor do presidente Michel Temer. Às 8h12, os três políticos foram detidos. Os policiais chegaram na casa de Agnelo por volta das 6h.

A operação é baseada em delação premiada de executivos da Andrade Gutierrez sobre um esquema de corrupção nas obras do estádio Mané Garrincha. A PF diz que a reforma do local pode ter sido superfaturada em cerca de R$ 900 milhões, visto que estava orçada em R$ 600 milhões mas custou R$ 1,575 bilhão.

O advogado de Arruda, Paulo Emílio, afirmou ao G1 que ainda está “tomando pé das circunstâncias”, mas que vai tentar revogar o mandado prisão.

O G1 tentou contato com o advogado do ex-governador Agnelo Queiroz, mas não obteve respostas até o momento da publicação desta reportagem. A defesa do ex-vice governador Tadeu Filippelli, afirmou que “preferia não se pronunciar por enquanto”.

Na operação desta manhã, cerca de 80 policiais foram divididos em 16 equipes e devem ser cumpridos 10 mandados de prisão temporária, 3 de conduções coercitivas e 15 mandados de busca e apreensão. As medidas judiciais partiram da 10ª Vara da Justiça do DF e as ações ocorrem em Brasília.

Além dos políticos, a operação desta terça tem como alvo agentes públicos, construtoras e operadores das propinas que atuaram na época. Segundo a PF, a suspeita é de que com a intermediação dos operadores, os agentes públicos tenham simulado etapas da licitação. O Mané Garrincha não recebeu financiamento do BNDES, mas da Terracap, empresa do governo do Distrito Federal que não tinha este tipo de operação prevista entre suas atividades.

Agnelo, que foi governador do DF de 2011 a 2015, foi condenado a ficar inelegível por oito anos em 2016. O Tribunal Regional Eleitoral entendeu que ele e seu vice, Filippelli, usaram pa publicidade do governo para se favorecer a campanha de 2014.Em fevereiro passsado, o Tribunal Superior Eleitoral manteve a punição ao ex-governador, mas absolveu o ex-vice.

Filippelli foi nomeado assessor especial do gabinete pessoal de Temer em setembro de 2016. Antes, integrava, desde 2015, a assessoria parlamentar da vice-presidência da República. Ele era um dos responsáveis pela interlocução entre o Palácio do Planalto e o Congresso.

G1

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Frentista mata jovem no DF em protesto contra preço da gasolina

adolescenteUm frentista foi preso na noite desta quarta-feira (11) depois de matar a tiros um adolescente de 15 anos que protestava contra o aumento do preço da gasolina no Distrito Federal. O jovem integrava um grupo que, após mobilização pacífica em rede social, pedia a motoristas para abastecer R$ 0,50, pagar no cartão de crédito e pedir a nota fiscal em um posto de Planaltina. O litro do combustível passou de R$ 3,19 para R$ 3,39 na maioria dos estabelecimentos da capital do país na última semana.

Cerca de 50 pessoas haviam parado os carros no posto durante o ato. Segundo testemunhas, o frentista se irritou com o protesto e, no terceiro automóvel, em vez de R$ 0,50, colocou R$ 50 de gasolina. Além disso, o homem teria se negado a abastecer os outros carros.

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O grupo começou então a juntar o dinheiro para pagar os R$ 50. A discussão continuou, e o frentista sacou o revólver 38 que levava na mochila. Ele atirou contra o adolescente, identificado como Lucas da Luz Alves. O garoto foi atingido duas vezes e morreu no local.

Presente à manifestação, a professora Flávia Regina Costa conta como começou a confusão. “Ele fala que o posto era dele”, diz. “Na hora o pessoal queria continuar abastecendo R$ 0,50, e ele não queria aceitar. Ele falou que não botava R$ 0,50 na bomba dele.”

Policiais que passavam em patrulhamento ouviram os disparos e prenderam o homem em flagrante. Com 26 anos, ele não tinha passagem pela polícia e disse que andava com a arma por se sentir inseguro para trabalhar à noite.

O frentista foi preso por homicídio doloso e porte ilegal de arma. O revólver, que foi apreendido, tem a numeração raspada.

G1

De vendedor de banana a Juiz de direito: Filho de paraibana é destaque em tribunal no DF

juiz edilsonFilho de paraibana com pai potiguar o juiz Edilson Enedino das Chagas, 44 anos, é destaque como titular da Vara de Falências, Recuperações Judiciais, Insolvência Civil e Litígios Empresariais do Distrito Federal.

Com uma equipe formada por doze servidores e dois estagiários, Edilson realiza um trabalho com todo o compromisso com a atividade jurisdicional e de uma singular competência que o credencia como professor de Direito Empresarial.

O Juiz Edilson nasceu em Brasília e um dia vendeu bananas. Ele tornou-se a motivação para os servidores que, com frequência, recebem elogios de jurisdicionados pelo diligente trabalho que executam.

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Edilson teve, na invasão do Paranoá, sua primeira residência. Graças a um programa habitacional da extinta SHIS, a família conseguiu uma casa” zero quarto” no Gama. Aos dois anos, perdeu o pai, seu Pedro, que trabalhava como tratorista do GDF. A partir daí, a dona de casa Marlene passa a travar uma tremenda luta pela subsistência – sua e dos cinco filhos. Ao relatar esses tempos, o juiz Edilson pondera que, se não fosse a família unida, a igreja, a casa, a escola e o hospital públicos e também um programa alimentar do governo federal (LBA), talvez nem tivessem sobrevivido.

Era preciso ajudar a buscar o sustento e, aos oito anos, Edilson começa a fazer sua parte vendendo bananas. Aos nove, passa a vender picolés e, aos dez, torna-se jornaleiro. Aos doze anos, vai trabalhar como flanelinha e, aos catorze, como auxiliar gráfico. A diligência leva-o, aos quinze anos, a tornar-se auxiliar de mecânica, mas permanece, como já fazia antes, realizando qualquer trabalho braçal que consegue, sobretudo como ajudante de obra. Até então, poucos poderiam prever que o adolescente laborioso seria, um dia, o primeiro colocado no concurso de 1998 para Juiz de Direito – aliás, o primeiro morador do Gama a alcançar o feito.

Aos 17 anos, Edilson termina o 2º Grau em uma escola pública noturna e, no ano seguinte, realiza o curso de formação de fuzileiro naval da Marinha do Brasil. Em 1989, é aprovado e formado policial militar do DF e, dois anos depois, toma posse no Tribunal Superior do Trabalho, no cargo de Auxiliar Operacional de Serviços Diversos. Foi entre os anos de 1991 e 1994 que uma brilhante carreira jurídica começou a ser delineada. Estudando em uma faculdade particular – na época não havia cotas para as universidades públicas federais – Edilson formou-se em Direito e, apenas um ano após a formatura, tornou-se fiscal do trabalho do DF. Em 1998, veio a conquista do primeiro lugar no concurso para Juiz de Direito e o início de sua trajetória no TJDFT. Passou por Varas Criminais e Cíveis, por Juizado Especial e Vara da Infância e Juventude, enriquecendo seu currículo e competência, inclusive trabalhando, entre 2009 e 2011, como Juiz Eleitoral em Samambaia. Em 2011, passou a atuar na Vara de Falência onde permanece até hoje.

O Juiz Edilson valoriza sua própria história e faz questão de lembrar, sempre, de onde veio. Em suas próprias palavras: “Entendo que importa muito mais quem está conosco do que aquilo que nos acontece. Deus, a família, os amigos, um Estado presente e atuante, uma igreja fraterna. Com essa fórmula, muita fé e honestidade, a vitória sempre chega”.

MaisPB

com TJDFT

Laudo diz que crianças queimadas no DF apanharam e foram amordaçadas

Rômulo Nascimento, artesão de 21 anos suspeito de amarrar e botar fogo em crianças no DF (Foto: TV Globo/Reprodução)
Rômulo Nascimento, artesão de 21 anos suspeito de
amarrar e botar fogo em crianças no DF
(Foto: TV Globo/Reprodução)

Um laudo divulgado no início da tarde desta terça-feira (13) pela Polícia Civil aponta que os dois irmãos – um menino de nove anos e uma adolescente de 13 – encontrados amarrados e carbonizados em casa, no Distrito Federal, foram agredidos antes de morrer. Principal suspeito, o artesão Rômulo Nascimento, de 21 anos, admitiu o crime e diz que invadiu a residência para levar um notebook, um tablet e uma máquina fotógrafica como forma de pagamento de uma dívida de R$ 500 feita pelo irmão mais velho delas.

De acordo com o laudo, que é preliminar, as vítimas tinham marcas de soco no rosto e no corpo. O documento aponta que a menina foi amordaçada com uma sacola plástica e o garoto com um pedaço de pano. Umdesenho feito à mão pelo artesão mostra o passo a passo do crime. As crianças estavam sozinhas em casa e foram agredidas porque começaram a gritar quando ele pegou o notebook.

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Na imagem feita à mão, o artesão usa setas para mostrar de onde tirou o sofá que usou para barrar a saída dos dois quartos da casa em que deixou as crianças amarradas. Ele também indica a posição da cadeira usada para bloquear a porta de um dos cômodos. O crime aconteceu na tarde desta segunda-feira (12). Em entrevista, o suspeito disse aos jornalistas que estava arrependido do que aconteceu.

Desenho feito por suspeito de amarrar crianças no DF e atear fogo na casa delas por causa de dívida de R$ 500 (Foto: TV Globo/Reprodução)Desenho feito por suspeito de amarrar crianças no DF e atear fogo na casa delas por causa de dívida de R$ 500 (Foto: TV Globo/Reprodução)

Os corpos do garoto e da adolescente foram encontrados na tarde de segunda, e o suspeito foi localizado por volta das 19h na casa da namorada, no P Sul. “Ele confessou o crime, não chorou, não se emocionou. Apenas narrou o que aconteceu”, relatou o delegado Johnson Kenedy Monteiro, responsável pelo caso.

O artesão era amigo do irmão mais velho das crianças e já havia dormindo na casa da família. Abalada com o crime, a mãe delas sofreu uma parada cardiorrespiratória e foi levada para o Hospital Regional de Ceilândia. A mulher recebeu alta na noite de segunda.

Crime
Na versão apresentada à polícia, o suspeito afirmou que teria vendido, alguns dias antes, peças de artesanato ao irmão mais velho das vítimas. No fim de semana, o homem contou que havia cobrado do cliente o valor dos produtos, e ouviu que deveria ir à casa da família na segunda-feira, para receber parte do valor.

Conforme o combinado, o artesão foi até a residência e lá recebeu R$ 100 do irmão das vítimas. Pouco depois, o rapaz voltou ao local, tocou a campainha e encontrou a criança e a adolescente sozinhas. Ele disse aos dois que havia voltado porque esqueceu algo na casa.

Quando o homem falou que levaria embora um notebook para liquidar a dívida, as vítimas começaram a gritar. O suspeito, então, revelou que pôs a menina em um quarto e amarrou as mãos dela com um fio de telefone. Depois, conduziu o garoto a outro quarto e o amarrou com um pedaço de lençol rasgado.

O jovem decidiu, então, escorar cadeiras e um sofá nas portas dos dormitórios para impedir que os irmãos saíssem, e colocou fogo na residência. Saindo de lá, o autor do crime ainda encontrou a mãe das vítimas na rua, que o cumprimentou.

Mensagens trocadas pelo suspeito e pelo irmão mais velho das vítimas para combinar pagamento de dívida no DF (Foto: TV Globo/Reprodução)Mensagens trocadas pelo suspeito e pelo irmão mais velho das vítimas para combinar pagamento de dívida no DF (Foto: TV Globo/Reprodução)

A Polícia Civil informou que o suspeito não tinha antecedentes criminais. Ele vai responder por duplo latrocínio (roubo seguido de morte) e pode pegar até 60 anos de prisão. Detido no Departamento de Polícia Especializada, o homem deve ser transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda ainda nesta terça-feira.

 

 

G1

Miss Minas Gerais morre ao ter AVC durante assalto no DF, diz amiga da família

miss-grMarilúcia Fernandes Malaquias, que foi miss Araguari e Minas Gerais na década de 1970, morreu neste sábado (1º), aos 63 anos, quatro dias após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) durante um assalto em Brasília, segundo uma amiga da família, Carmen Lúcia Tavares. Ela foi sepultada no fim da manhã deste domingo (2) no Cemitério Campo da Esperança Asa Sul, no Distrito Federal.

Carmem contou ao G1 que Marilúcia estava em casa com parentes e amigos quando a residência foi invadida por três ladrões, por volta das 21h de terça-feira (28). De acordo com a amiga da ex-miss, os ladrões renderam as 14 pessoas que estavam na casa de Marilúcia e começaram um arrastão. A ex-miss passou mal quando os ladrões ameaçaram dois netos dela, um deles de oito meses de idade.

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“Ela desmaiou e os ladrões acharam que ela estava fingindo. Ela só foi socorrida às 2h da manhã”, afirmou Carmen. Segundo a amiga, Marilúcia foi encaminhada ao hospital na madrugada de quarta-feira (29), e teve morte cerebral detectada na tarde de sexta-feira (31). Ela disse que os aparelhos que a mantinham viva foram desligados na manhã deste sábado. “A vida dela foi dedicada à família. Ela foi boa mãe, boa avó, boa mulher”, afirmou a amiga que disse que a família está muito abalada e a cidade de Araguari “está de luto”.

A ex-miss morava em Brasília desde meados da década de 1970, para onde se mudou com o marido, que é engenheiro. Marilúcia teve três filhos e sete netos. Ela estava casada havia 38 anos e tinha seis irmãos.

O G1 tentou contato com uma irmã de Marilúcia, que está em Brasília para o velório e enterro, mas ela não atendeu aos telefonemas. O enterro, de acordo com Carmem, está marcado para as 11h30 deste domingo em Brasília. A Polícia Militar não conseguiu encontrar registro da ocorrência e, segundo a Secretaria de Saúde do governo do DF, Marilúcia não foi encaminhada para a rede pública de saúde.

Violência
O assalto à casa da ex-miss foi mais um dos casos de violência registrados no Distrito Federal nas últimas semanas. A capital federal enfrenta uma onda de crimes, motivada em parte pela operação tartaruga da Polícia Militar.

Nesta sexta-feira, a Justiça do DF considerou o movimento dos policiais ilegal e ordenou o fim da operação tartaruga, sob pena de multa diária de R$ 100 mil às associações de policiais que estão à frente do protesto.

Os PMs e bombeiros de Brasília reivindicam aumento salarial e reestruturação da carreira. O governo do DF já anunciou que não vai dar reajuste à categoria. Nesta sexta, o governador Agnelo Queiroz convocou uma reunião com a cúpula da segurança pública. Ficou acertado que mais policiais estariam em serviço nas ruas.

O comandante da Polícia Militar, Anderson Moura, afirmou que os líderes da operação tartaruga seriam punidos – cinco já teriam sido identificados, segundo ele. A punição pode ir de advertência até demissão.

G1

Pastores vendiam carros, barcos e até aviões ‘fantasmas’ para fiéis em cinco estados e no DF

Sete pastores evangélicos foram indiciados pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul acusados de vender carros, barcos e até aviões “fantasmas” para fiéis. A ação para desarticular a quadrilha foi batizada de “Deus tá vendo”. A mulher apontada como chefe do bando foi presa esta semana. O golpe acontecia desde 2010 em templos de pelo menos cinco estados – além do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul – e no Distrito Federal. Segundo a polícia, o lucro da quadrilha nesse período foi de R$ 20 milhões.

O bando aproximava-se do “rebanho” geralmente depois dos cultos e mostrava a eles uma lista com carros de luxo e outros veículos com valores 60% abaixo dos de mercado.

– Eles se aproveitavam do laço de confiança entre pastor e fiel. Aproximavam-se das vítimas com uma lista de veículos que diziam terem sido apreendidos pela Receita Federal e que esta queria esvaziar seu pátio. Por isso os preços tão em conta – disse o delegado do 2º DP (Bento Gonçalves), Álvaro Becker, responsável pelas investigações.

O interessado tinha que fazer o depósito imediatamente e a entrega do veículo era prometida para 30 dias depois. Isso não acontecia e, ao serem pressionados, os pastores pediam mais tempo.

– A situação ficava se arrastando. Eles usavam todo o tipo de desculpa, desde o carnaval até a invasão do Morro do Alemão, para tentar explicar a demora na entrega. Até que, em novembro do ano passado, um pessoal de Veranópolis (município no nordeste do Rio Grande do Sul) procurou a polícia – contou Becker.

A presa é escoltada por uma policial civil
A presa é escoltada por uma policial civil Foto: Davi Trintinaglia / Jornal Gazeta Veranense

Os pastores foram sendo presos ao longo da investigação. A última prisão ocorreu nesta quarta-feira. Apontada como chefe do bando, Andréia Rosângela Marques Pinto, de 49 anos, apresentou-se no 2º DP. Moradora do Rio de Janeiro, ela negou todas as acusações, segundo o delegado:

– Ela diz que, na verdade, é mais uma vítima disso tudo. Eu diria que ela é uma artista. Mas não nos convenceu. Temos provas de seu envolvimento com o golpe.

Brasília tem maior número de vítimas

De acordo com as investigações, o maior número de vítimas da quadrilha foi em Brasília. Lá, teriam sido vendidos 255 veículos – além dos carros, a lista de ofertas oferecia aviões e barcos. No Rio Grande do Sul, teriam sido 40 veículos vendidos.

De acordo com Becker, o golpe foi arquitetado num templo no bairro da Amendoeira, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. De lá, eles foram montando a rede de pastores. O dinheiro dos fiéis para pagar os veículos “fantasmas” era sacado das contas por um homem no Rio. A polícia já sabe quem ele é, mas ainda não reuniu provas suficientes para indiciá-lo.

– Acho que será muito difícil reaver esse dinheiro – disse o delegado Álvaro Becker.

De acordo com ele, responsáveis pela igreja evangélica a qual os pastores eram ligados serão chamados para prestar depoimento:

– Mas desde já posso dizer que acredito que eles não sabiam do golpe.

Extra

DF: A cada dia uma criança é vítima de abuso

Pelo menos um garoto ou garota foi abusado a cada dia, entre 1º de janeiro e 31 de maio deste ano. Essa foi a média no Distrito Federal (DF). Ao todo, 183 meninas foram atacadas, enquanto 31 meninos tornaram-se alvo dos abusadores. Os dados são da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que mapeou as cidades do DF onde mais ocorrem os casos de abusos sexuais. Somente nos primeiros cinco meses deste ano, 27 homens foram presos por violência sexual praticada contra crianças ou adolescentes. E nas próximas semanas o número de presos deve aumentar. Existem pedidos de prisão engatilhados para serem cumpridos pela delegacia. “Desde que assumimos a delegacia demos um caráter mais operacional ao trabalho e isso resultou nessas prisões”, afirmou a delegada-chefe Valéria Martirena.

andi.org

Justiça do DF quebra sigilo e bloqueia bens de Cachoeira

A 5ª Vara do Tribunal de Justiça do Distrito Federal bloqueou os bens do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, do ex-diretor da construtora Delta Claudio Abreu e de outras seis pessoas denunciadas por formação de quadrilha e tráfico de influência. Todos foram acusados de tentar fraudar licitação no DF. A Justiça também autorizou a quebra dos sigilos bancários e fiscal dos oito envolvidos e da Delta.

O advogado de Cachoeira considerou a decisão “descabida” – leia mais abaixo. O G1 não conseguiu ouvir a Delta até a última atualização desta reportagem.

A decisão judicial ocorre em processo judicial  decorrente da Operação Saint-Michel,  deflagrada em 25 de abril pelo Ministério Público e pela Polícia Civil do Distrito Federal. A operação foi um desdobramento da Operação Monte Carlo, na qual Cachoeira foi preso no fim de fevereiro e acusado de exploração de jogo ilegal.

Na investigação do DF, o grupo ligado a Cachoeira foi acusado de tentar fraudar a licitação da bilhetagem eletrônica no transporte público do Distrito Federal. O ex-diretor da Delta Cláudio Abreu foi preso. Ele estava afastado do cargo na construtora desde a revelação de ligação com Cachoeira.

A quebra de sigilo determinada pela Justiça do Distrito Federal abrange dados das contas correntes e declarações de Imposto de Renda dos investigados a partir de janeiro de 2009 até os dias atuais. No caso da Delta, a determinação de quebra de sigilo abrange contas da empresa em todo o país.

Decisão ‘descabida’, diz advogado
O advogado de Cachoeira, Márcio Thomaz Bastos, considerou a decisão da Justiça como “descabida”. “É uma decisão absolutamente descabida e ilegal. Eu tenho até dúvidas com relação à competência judicial […] Não achei justa a decisão”, afirmou o advogado ao G1.

Após a Operação Monte Carlo, o Ministério Público Federal enviou dados ao MP do DF para que fossem apurados os possíveis crimes em esfera local.

Thomaz Bastos disse que, na segunda-feira (14), irá estudar com mais detalhes a decisão. O advogado afirmou que aguarda ainda para terça-feira o julgamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) a respeito do pedido de revogação da prisão preventiva de Cachoeira.

Depoimento
Carlinhos Cachoeira é esperado na terça-feira (15) para prestar depoimento à CPI criada no Congresso para investigar as relações do bicheiro com empresários e políticos. Na sexta-feira, Thomaz Bastos entrou com um pedido no Supremo para adiar o depoimento. A decisão está nas mãos do ministro Celso de Mello.

A defesa argumenta que Cachoeira não pode depor antes de ter acesso aos documentos em poder da CPI. “Ele tem o direito de não falar, para não produzir provas contra si”, disse o advogado ao G1.

O advogado afirmou que, na próxima seguna (14), se reunirá com Cachoeira na Penitenciária da Papuda, em Brasília, onde ele está preso, para avaliar a melhor estratégia a ser adotada durante o depoimento. Cachoeira foi preso na Operação Monte Carlo da Polícia Federal, em fevereiro, sob suspeita de chefiar esquema de jogos ilegais. Márcio Thomaz Bastos argumenta que não teve acesso ao inteiro teor do inquérito. “Eu não tive acesso ao inquérito. Então, vou conversar com ele para ver o que ele pode ou não pode dizer, se é melhor ficar calado”, afirmou.

A Delta
A Delta, empreiteira líder de contratos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e sexta maior do setor no país, está envolvida em denúncias de favorecimento a Cachoeira.

Relatório da Polícia Federal apontou que Carlinhos Cachoeira passava informações sigilosas de licitações públicas para Claudio Dias Abreu, diretor afastado da Delta em Goiás. Áudios também apontam o envolvimento do ex-diretor da Delta Carlos Pacheco com o grupo. Fernando Cavendish, dono da construtora, foi citado em escutas, mas não conversa diretamente com Cachoeira. A PF diz que a Delta repassava dinheiro a empresas fantasmas controladas por Cachoeira.

Desde então, a empresa deixou obras nas quais participava em consórcio com outras empreiteiras e vem sofrendo pressão para abandonar empreendimentos estatais que toca sozinha. No último dia 25, a Delta divulgou um comunicado no qual a empresa assegurava que “continuará a cumprir seus contratos, obrigações e compromissos assumidos com seus fornecedores e clientes, com a habitual regularidade”.

Poucos dias antes, no entanto, segundo notícias publicadas na mídia, a empresa deixou de fazer aportes no consórcio responsável pela reconstrução do Maracanã. No dia seguinte ao comunicado, a empresa deixava outro consórcio no Rio de Janeiro.

No final de abril, Cavendish anunciou sua saída do conselho de administração da empresa. O ex-diretor Cláudio Abreu deve ser chamado para prestar depoimento na CPI criada para investigar as denúncias contra Cachoeira e políticos, enquanto parlamentares ainda pressionam para que o novo presidente compareça à comissão. A empresa foi vendidaa J&F, grupo que controla o frigorífico JBS.

G1

PF investiga relação de secretários do DF com grupo de Cachoeira

As gravações da Polícia Federal na operação Monte Carlo revelaram um encontro de integrantes da quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira, suspeito de comandar um esquema de jogo ilegal em Goiás, com com dois secretários do governo do Distrito Federal..

Em uma conversa gravada com autorização da Justiça no dia 6 de abril do ano passado, o então diretor da empresa Delta, Cláudio Abreu, comenta com Idalberto Matias, o Dadá, um dos principais auxiliares de Cachoeira, que vai ter um encontro com o “número 1 ou numero 2”.

“Não fala nada pra ninguém, mas amanhã vou ter um jantar com um 1 ou com o 2. Acho que é o número 2”, diz Abreu para Dadá.

No dia seguinte, como mostra uma conversa publicada nesta sexta-feira (13) pela revista “Veja” na internet, Cláudio Abreu teve um jantar com o secretário de Governo do DF, Paulo Tadeu, e o secretário de Saúde, Rafael Barbosa. O representante da Delta liga para Cachoeira do restaurante.

Estou aqui no restaurante esperando o Rafael [Barbosa, secretário de Saúde] e o Paulo Tadeu [secretário de Governo]. Os dois vêm cá para amarrar os bigodes comigo. Vamos ver como é que vai ser”
Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta, em telefonema para Carlos Cachoeira

“Estou aqui no restaurante esperando o Rafael e o Paulo Tadeu. Os dois vêm cá para amarrar os bigodes comigo. Vamos ver como é que vai ser”, diz Abreu. Cachoeira responde: “Marca uma coisa com ele amanhã aqui em Goiânia”.

O representante da Delta pede para adiar o compromisso. “Não, vamos fazer semana que vem”, responde.

O porta-voz do governo do DF, Ugo Abreu, admitiu o encontro e disse que se tratou de uma reunião de trabalho, apesar de a reunião ter sido feita fora dos gabinetes oficiais e do horário de expediente. A empresa Delta tem contratos de R$ 490 milhões para serviço de limpeza urbana no DF.

“O secretário de Saúde foi coordenador da campanha do governador Agnelo Queiroz, a campanha eleitoral. A informação que eu tenho é que a empresa estava com dificuldade de marcar audiência com o secretário Paulo Tadeu e recorreu ao coordenador da campanha, que fez a ponte e acompanhou o jantar por conta disso”, disse Braga.

R$ 490 milhões é o valor dos contratos da Delta com o GDF

Em nota, Paulo Tadeu disse que nunca houve tráfico de influência da empresa dentro da Secretaria de Governo e que nunca esteve com Cachoeira ou com alguém a pedido dele.

“Todos os assuntos que foram tratados lá foram assuntos republicanos. Nada que possa nos envergonhar”, disse o secretário Paulo Tadeu.

O secretário Rafael Barbosa também negou tráfico de influência. “Eu não sou intermediário, eu sou secretário de Estado da Saúde. Me relaciono nesta cidade há muito tempo com várias pessoas. Não tenho nada a ver com área de construção, área de lixo.”

Ao ser perguntado sobre o jantar com Cláudio Abreu, o secretário saiu andando sem responder. Mais tarde, ele divulgou uma nota reconhecendo o encontro em que diz que Cláudio Abreu estava preocupado com problemas no serviço de limpeza urbana, mas que não poderia fazer nada, já que era responsável pela área de saúde.

Demissão
Esta semana, o chefe de gabinete do governador Agnelo, Claudio Monteiro, pediu demissão depois que o Jornal Nacional mostrou escutas telefônicas que mostram o então diretor da Delta sugerir o pagamento de propina para Claudio Monteiro.

“Oitenta por cento das gravações que vêm aparecendo na operação Monte Carlo dizem respeito a reclamações desse grupo sobre pleitos e coisas que eles tentam no governo e não conseguem”, disse o porta-voz do GDF.

G1