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Paiva Netto: Extraordinária missão dos Fiéis Mensageiros de Deus

Quem vos der ouvidos a mim me ouve; e quem vos rejeitar a mim me rejeita; quem, porém, me rejeitar rejeita Aquele que me enviou [ou seja, o Pai, que está no Céu].

Jesus (Lucas, 10:16)

Diante disso, é necessário ter cuidado ao propagar o que Jesus deixou escrito por intermédio dos Evangelistas. Se você não estiver transmitindo corretamente os ensinamentos do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, a pessoa que os ouvir creditará a Ele a má lição recebida. Ao deturpar preceitos celestes, o vacilante ficará numa posição delicada perante a Justiça Eterna, pois estará servindo de instrumento ao “lobo invisível”, para o desvio das ovelhas do Senhor.

A fim de ser fiel mensageiro da Palavra de Deus, o evangelizador não precisa inventar nada. Basta que abra e leia o Evangelho-Apocalipse de Jesus com o coração iluminado pelo Amor Fraterno e o cérebro esclarecido pela Verdade Divina. Analise tudo em Espírito e Verdade, à luz do Novo Mandamento do Sublime Pegureiro — “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos” (Evangelho do Cristo, segundo João, 13:34 e 35). O que sempre se deve guardar na mente é que não se pode pregar com ódio o que o Pai Celestial ensinou com Amor. No dia em que todos dessa forma estudarem a Boa Nova e o Livro das Profecias Finais, chegaremos à curul, ao apogeu, dessa tarefa extraordinária, que Jesus concedeu à nossa modesta capacidade. O Mestre pode parecer, a certos olhos humanos, divinamente incoerente. No entanto, Ele não o é.

 

Minha coerência é o bem do meu semelhante

Recordo-me da seguinte reflexão de Ralph Waldo Emerson (1803-1882), que o Gandhi (1869-1948) gostava de citar:

 

— A tola coerência é o cavalo de batalha dos medíocres.

Em algumas ocasiões, expliquei que é claro que o Mahatma não estava, ao propagar o raciocínio de Emerson, preconizando o pensamento desgovernado, a incoerência boçal. Sendo um homem de pensamento amplo, ele compreendia perfeitamente que tal “coerência” serviu de pretexto para muitos que não queriam avançar. Por isso, buscava a que sobrepaira a craveira comum do entendimento das pessoas — a coerência da moral divina, que todos nós temos de aprender.

Não podemos, portanto, agir irresponsavelmente, querendo atribuir a essa expressão um sentido criminoso.

Inspirado na sabedoria antiga dos hindus, o Mohandas ainda afirmava:

 

— A estrada que conduz à Verdade foi construída para os intrépidos.

Em meu livro Reflexões e Pensamentos — Dialética da Boa Vontade (1987), alicerçado no exemplo de Jesus, o Cristo de Deus, escrevi que a minha coerência é o bem do meu semelhante.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

 

Paiva Netto: Deus, Equação e Amor

O maior estorvo para o grande amplexo entre Religião e Ciência, que são irmãs, é a continuação, no palco do saber, do deus antropomórfico, que não prejudica somente o laboratório, como também o altar.

Guerra Junqueiro (1850-1923), combativo poeta português, que ainda hoje provoca silêncio temeroso ou polêmica, canta o Deus Divino em oposição ao deus humano, vingativo e sanguinário, nestes versos tocantes de “O Melro”, quando um velho abade, comovido com a morte do pássaro, com quem diariamente digladiava, e de seus filhotes, exclama:

“(…) Tudo o que existe é imaculado e é santo!/ Há em toda a miséria o mesmo pranto/ E em todo o coração há um grito igual./ Deus semeou d’almas o universo todo./ Tudo que o vive ri e canta e chora…/ Tudo foi feito com o mesmo lodo,/ Purificado com a mesma aurora./ Ó mistério sagrado da existência,/ Só hoje te adivinho,/ Ao ver que a alma tem a mesma essência,/ Pela dor, pelo amor, pela inocência,/ Quer guarde um berço, quer proteja um ninho!/ Só hoje sei que em toda a criatura,/ Desde a mais bela até à mais impura,/ Ou numa pomba ou numa fera brava,/ Deus habita, Deus sonha, Deus murmura!… (…)/ Ah, Deus é bem maior do que eu julgava…”

Certo estava o abade apresentado pelo autor de A Musa em Férias:

― “Ah, Deus é bem maior do que eu julgava…”

Ele não tem forma humana. Não se trata, pois, do que tão restritivamente alguns ainda cogitam a Seu respeito. O ser humano por enquanto não O vê, mas pode senti-Lo toda vez que, em verdade, ama e Dele se afasta quando odeia. Deus seria, poetizando, uma Sublime Equação cujo resultado é o Amor.

Como o Universo perspectiva um colossal poema em louvor à ação e à beleza, nesta crônica cabe muito bem a apologia que faz da Eternidade o grande pensador francês Victor Hugo (1802-1885):

“Tudo se move e exalta e se esforça e gravita;/ Tudo se evola e eleva e vive e ressuscita;/ Nada pode ficar na surda obscuridade./ D’alma exilada a senda é toda a eternidade,/ que se aconchega ao céu, que a todos nós reclama./ Aos dóceis se atenua a dolorosa flama/ da dura provação. A sombra faz-se aurora,/ homem e besta em anjos se aprimora;/ e pela expiação, escada de equidade,/ de que uma parte é treva e a outra claridade,/ sem cessar, sob o azul do céu calmo e formoso,/ sobe ao universo dor, ao universo gozo”.

A vanguarda de uma Ciência que elevará o ser humano a raciocínios, hoje, inconcebíveis para a maioria volta o seu olhar para a Espiritualidade.

Alziro Zarur selecionou a palavra de diversos luminares do campo científico, na sua Proclamação da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, entre eles:

Einstein (1879-1955) — “O homem que considera sua existência e a de seus semelhantes destituídas de sentido não é apenas infeliz: está quase desqualificado para a vida”.

George Davis Snell (1903-1996) — “Se um Universo pudesse criar-se a si mesmo, encarnaria os poderes de um Criador, e seríamos forçados a concluir que o Universo é Deus”.

Edwin Conklin (1863-1952) — “A probabilidade de se haver a vida originado por acaso é comparável à probabilidade de um dicionário completo resultar de uma explosão na tipografia”.

O aplaudido Gilberto Gil, com sua marcante sensibilidade, verseja em parceria com o cantor e compositor Arnaldo Antunes:

“A Ciência não avança/ A Ciência alcança/ A Ciência em si”.

Quanta grandiosidade Deus-Ciência oferece ao nosso bom senso investigativo!

O elétrico diretor de cinema Jéan Cocteau (1889-1963), com muito espírito, convida-nos à audácia: 

“Por não saber que era impossível, ele foi lá e fez”.

O conhecimento não tem limites. Que seria de nós sem a Ciência?!

  

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Programa de rádio “Jesus, neste nome há poder” completa 13 anos com mensagens de amor a Deus

Há 13 anos entrava no ar um programa radiofônico cheio de luz e do amor de Deus. No dia 7 de março é o aniversário de “Jesus, neste nome há poder”, que há mais de uma década dissemina a palavra do Senhor pelas ondas da Rádio Comunitária Solânea FM.

Apresentado por Toinho Oliveira, o programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 20 ás 22 horas, sempre com o objetivo de levar uma mensagem de amor, paz e esperança.

“Nosso programa tem o objetivo de transmitir o poder que o nome de Jesus tem em nossas vidas, pregamos o amor, a paz, a união e a salvação com orações, hinos e a participação do nosso ouvinte, independente de religião”, destacou Toinho.

 

Focando a Notícia

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Líder da Igreja Mundial do Poder de Deus leva facada durante culto em SP

valdomiroO apóstolo Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, levou uma uma facada no pescoço durante um culto por volta das 8h deste domingo (8) em um templo da igreja no Brás, centro de São Paulo.

Ele postou um vídeo nas redes sociais, direto do hospital, contando o que ocorreu.

O homem que o atacou foi preso em flagrante, segundo informações do 8º Distrito Policial (Brás), com um facão. O homem, que está desempregado, disse que teve uma discussão com o pastor há algumas semanas.

“Eu estava impondo as mãos, acabando de ouvir um milagre, um testemunho, e entrou alguém por trás, não sei, não vi quem era, e deu uma facada no pescoço, ou uma navalha, não sei”, explicou o pastor em vídeo.

O apóstolo afirmou que voltará a pregar. “Orem por mim”, pediu Valdemiro.
“Eu perdoo a pessoa que fez isso”, afirmou.

G1

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Nove entre dez brasileiros atribuem a Deus sucesso financeiro

feNove entre dez brasileiros dizem que seu sucesso financeiro se deve a Deus, mostra pesquisa Datafolha.

A porcentagem supera 90% entre os religiosos, é de 70% entre os sem religião e aparece até mesmo entre os que se declaram ateus: 23% concordam com a declaração.

Quanto menor a escolaridade e menor a renda, maior a gratidão a Deus pelas conquistas terrenas.

Ainda assim, são 77% os graduados que atribuem responsabilidade divina às finanças, e 7 entre 10 entre os que têm renda mensal acima de 10 salários mínimos (R$ 8.800, pelo valor atual).

DINHEIRO DOS OUTROS

A disparidade de opinião entre os mais e menos escolarizados, ou entre os mais e menos ricos, fica ainda mais ampla quando se trata do dinheiro dos outros.

Um terço de quem fez até o ensino fundamental e 28% dos que ganham até R$ 1.760 por mês concordam com a frase “As pessoas pobres, em geral, não têm fé em Deus, e por isso não conseguem sair dessa situação”.

Em contraposição, são apenas 9% os graduados que atribuem pobreza à falta de fé, mesmo índice dos que ganham mais de R$ 8.800.

O Datafolha ouviu 2.828 brasileiros maiores de 16 anos selecionados por sorteio aleatório, em amostragem representativa da população.

Feita em 174 municípios, a pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos (nível de confiança de 95%).

RELIGIÃO E ECONOMIA

As origens da pobreza e as soluções para ela são vistas de forma diferente pelos dois principais grupos cristãos do país: católicos e evangélicos –termo que, no Brasil, designa os protestantes históricos, os pentecostais e os neopentecostais.

Há uma parcela maior (28%) de evangélicos que acham que é a falta de fé em Deus que impede os pobres de deixarem essa condição.

E enquanto a caridade é a solução mais citada pelos católicos, para os evangélicos a melhor saída para os pobres é levá-los para a igreja, segundo pesquisa do Instituto Pew com 2.000 brasileiros.

A prática, porém, é outra, mostram os dados. Os protestantes são mais ativos não apenas em arrebanhar fiéis para suas igrejas (43% deles, contra 14% dos católicos).

Eles também fazem mais caridade (63%, contra 45% dos católicos) e suas igrejas ajudam a achar emprego para seus membros (56%, contra 35% dos católicos).

NOVO CAPITALISMO

“Os evangélicos estão muito mais conectados com a experiência cotidiana”, diz o professor de antropologia da Unicamp e pesquisador do Cebrap Ronaldo de Almeida.

“Essa ligação com a vida prática gera ânimo, disposição, e isso não é pouca coisa, principalmente num momento de crise”, afirma Almeida.

Assim como o protestantismo foi capaz de apoiar o progresso financeiro e o lucro no início da modernidade, as religiões evangélicas conseguiram atualizar seus costumes e hábitos para se adaptar ao novo capitalismo mundial.

“O discurso de que os fiéis são capazes de ‘se virar’, virar patrões de si mesmos, cria um outro ‘éthos’ adequado a momentos de precariedade.”

A Igreja Universal do Reino de Deus, que reúne 8% dos evangélicos, organiza cursos de empreendedorismo e programas de geração de renda: a maioria absoluta (57%) de seus membros ganha até dois salários mínimos por mês.

A Universal é a maior representante do grupo neopentecostal, cuja teologia da prosperidade defende o sucesso material nesta vida como bênção divina, que é estimulada pelo dízimo.

Apesar de ter parcela maior de fiéis mais pobres, a Universal é a que recebe o maior valor médio mensal de seus membros, segundo a pesquisa Datafolha.

São R$ 96,5 por mês, contra R$ 70,3 da Assembleia de Deus (21% dos evangélicos) e R$ 95,8 dos batistas (segunda maior igreja evangélica, com 13% desse grupo).

Com informações da Folha de SP.

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Após queda de helicóptero, polícia faz operação na Cidade de Deus

Pelo menos um homem foi preso durante operação realizada pela Polícia Militar do Rio de Janeiro na Cidade de Deus, favela da zona oeste da cidade, neste domingo (20). Com ele foram apreendidos três fuzis e duas pistolas, segundo a PM. O caso foi encaminhado à 32ª DP (Taquara).

A ação, que começou durante a madrugada, foi determinada pela cúpula da Segurança Pública do Rio após a queda de um helicóptero da PM, ocorrida por volta das 19h30 deste sábado (19). Os quatro policiais que estavam na aeronave morreram. Ainda não se sabe se a aeronave sofreu uma pane ou foi alvejada por criminosos. Ela era usada no apoio a uma operação policial que ocorria na Cidade de Deus ao longo do sábado.

Na manhã deste domingo, as principais ruas da Cidade de Deus estavam interditadas.

Confrontos

Durante todo o dia de ontem houve confrontos entre policiais, traficantes e milicianos. A Linha Amarela, via expressa que liga as zonas norte e oeste do Rio, chegou a ser fechada duas vezes devido aos tiroteios.

Os policiais mortos são o major Rogério Melo Costa, 36, o capitão William de Freitas Schorcht, 37, o subtenente Camilo Barbosa Carvalho, 39, e o sargento Rogério Felix Rainha, 39. Os corpos chegaram à 0h30 deste domingo ao Instituto Médico-Legal, onde permanecem.

Marcelo Carnaval/Agência O Globo

Peritos analisam peças de helicóptero da PM que caiu no Rio de Janeiro

Na noite de sábado, após a queda, chefes das polícias Civil e Militar se reuniram com autoridades da Secretaria Estadual de Segurança no Centro Integrado de Comando e Controle, no centro do Rio, para uma reunião emergencial. Dali surgiu a ordem para que durante a madrugada fosse feita uma operação policial na Cidade de Deus, realizada por policiais militares de diversos batalhões.

Troca de tiros

Desde a sexta-feira (18) foram registrados intensos confrontos entre criminosos da favela Cidade de Deus. Na manhã de sábado, eles voltaram a se enfrentar e traficantes bloquearam a avenida Edgard Werneck, que é a principal da Cidade de Deus, onde fica a base da UPP, com pneus e lixeiras incendiados. Policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) trocaram tiros com os criminosos.

Nas redes sociais, moradores relataram o dia de tiroteios. “A bala tá comendo na CDD. Só escuto os cara da Bope [Batalhão de Operações Policiais Especiais] gritando: ‘Sai da rua morador'”, escreveu um rapaz, uma hora antes de o helicóptero cair. Um traficante postou uma foto, com um fuzil. “Nada mudou. Nós ‘tá’ na pista”, escreveu.

Após a queda do helicóptero, a PM lamentou a morte dos policiais. “A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro lamenta o falecimento de seus policiais militares e o Comando da Corporação está dedicado a prestar todo apoio às famílias desses policiais”, disse a instituição.

Outra nota foi publicada na página oficial da corporação no Facebook. No comunicado é mencionada a morte de outro policial ocorrida neste sábado. O 3º Sargento Cristiano Bittencourt Coutinho participava de uma outra operação quando foi atingido por um tiro após a viatura em que se encontrava ter sido alvejada no bairro Jacaré:

 

Marcelo Carnaval/Agência O Globo

Policiais patrulham região onde caiu helicóptero da PM no Rio de Janeiro

Em 2009, dois policiais morreram e três ficaram feridos após um helicóptero da Polícia Militar realizar um pouso forçado no Morro dos Macacos. A aeronave, parcialmente blindada, havia sido atingida por tiros durante uma operação policial. Além dos tripulantes mortos, um capitão da PM foi baleado na perna e outros dois policiais tiveram queimaduras leves.

(Com Agência Estado; com a colaboração de Alfredo Mergulhão, do Rio)

Uol

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“Deus queria que eu fosse um padre casado”, diz ex-sacerdote católico

O ex-padre católico Alberto Cutié com a mulher, Ruhama, e os filhos, Albert e Camila
O ex-padre católico Alberto Cutié com a mulher, Ruhama, e os filhos, Albert e Camila

Na Igreja Católica Apostólica Romana, o celibato é condição para o sacerdócio. Isso significa que os padres devem permanecer solteiros e castos. Porém, os sacerdotes nem sempre conseguem sublimar seus desejos, caso de Alberto Cutié, 45, de Miami, nos Estados Unidos. Depois de ter sido pego trocando carícias com uma mulher em uma praia quando ainda era um padre católico, ele deixou o sacerdócio para se casar.

Segundo Cutié, o amor por sua mulher, Ruhama, aconteceu à primeira vista, quando se conheceram na paróquia, porém o casal resistiu por muitos anos até ceder ao sentimento. Ele, que agora atua como padre anglicano episcopal, vertente que admite o casamento, disse que abandonou o antigo posto por muitas razões ideológicas, incluindo o celibato. “Soube que Deus queria que eu fosse um padre casado”, diz o religioso, que contou sua história no livro “Dilemma: A Priest´s Strugle With Faith and Love” (“Dilema: A Luta de um Padre com a Fé e o Amor”), ainda sem tradução em português.

João Tavares, 74, de São Luís, que foi padre por 11 anos, avalia que é muito difícil manter o voto de castidade. “É uma violência contra a natureza humana, que Deus fez sexuada, e leva a pessoa, por mais boa vontade que tenha, a viver em um eterno desequilíbrio”, afirma. Depois de deixar a função sacerdotal, Tavares se casou, teve duas filhas e hoje integra a diretoria do Movimento Nacional das Famílias dos Padres Casados.

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Para Tavares, sacerdotes sérios e bem formados aprendem a lidar com a sexualidade de forma responsável, mas a tarefa nunca é fácil. “O problema sempre vai existir, pois os padres não são castrados.”

Celibato e vocação

Recentemente, o papa Francisco declarou que o celibato não é um dogma para a Igreja Católica, ou seja, não consiste em um ponto indiscutível –tanto que os ortodoxos aceitam o casamento de seus sacerdotes–, mas que aprecia essa “regra de vida”.

Segundo dom Antonio Augusto Dias Duarte, bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, existe uma explicação para o celibato. “Ele é necessário para que os sacerdotes possam se dedicar totalmente ao trabalho e viver plenamente a entrega a Deus”, fala o religioso.

Mesmo tendo vivenciado o celibato por 22 anos, o ex-padre Roberto Francisco Daniel, 49, de Bauru (SP), excomungado pela Igreja Católica por criticar, entre outros temas, a moral sexual da instituição, não vê vantagens na condição. Para Daniel, o celibato foi criado por razões econômicas, já que seria mais fácil administrar padres solteiros do que casados. “Não tem justificativa teológica. O celibato não foi obrigatório durante mil anos ano da Igreja.”

Padre Beto, como é conhecido, defende que o celibato seja opcional. Ele diz acreditar que a vocação para o sacerdócio e a inclinação para ser celibatário são coisas distintas. “Tenho colegas que se mantêm no celibato, porém sentem falta da vida sexual, de uma companheira e têm problemas afetivos, apesar de serem excelentes padres.”

Por opção

Tornar o celibato opcional seria uma forma de melhorar a vida afetiva dos sacerdotes, na opinião de padre Beto, já que nem todos estão preparados para vivenciá-lo. “Teríamos religiosos mais sadios e uma diversidade na comunidade com padres casados e solteiros”, diz.

Para João Tavares, o trabalho de sacerdote não seria prejudicado pela vida conjugal. Ele afirma que a experiência de pai e marido ajudariam na função ministerial. “É possível trabalhar com mais equilíbrio, realização sexual e emocional.” Segundo ele, existem atualmente 7.000 ex-padres casados no Brasil.

“Sou um padre melhor como um homem casado”, diz Alberto Cutié. Apesar de não questionar o desempenho dos sacerdotes casados, dom Antonio defende a disponibilidade que o celibato promove e não acha que a sexualidade seja um problema para os padres. “É mais difícil viver a sexualidade no casamento do que no celibato”, diz.

Mesmo fora da Igreja Católica, padre Beto continua celebrando missas e casamentos. Mas agora, se quiser, tem liberdade para romper o celibato. “Não está nos meus planos casar, mas, sim, ter relacionamentos “, diz.

 

Uol

Auto do menino Deus reuniu fé, tradição e cultura em Bananeiras

auto de natalCom um texto em verso e um passeio por danças folclóricas como Boi de Reis e cavalo marinho e danças orientais, como a dança do ventre; o auto do menino Deus reuniu fé, tradição e cultura. A narrativa que conta a história do nascimento do menino Jesus, contou com 150 crianças e adolescentes que fazem parte da Escola Pública Municipal de Teatro de Bananeiras, a única no estado.

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O espetáculo que faz parte da programação do Natal Iluminado, evento promovido pela Prefeitura Municipal, foi apresentado na noite deste sábado, 20 de dezembro, em frente à igreja matriz da cidade. Um grande público prestigiou o evento.

Jucinaldo, diretor da escola de teatro, disse que a ideia foi reunir elementos populares para representar o nascimento do Menino Jesus.

O Prefeito do município, Douglas Lucena, que prestigiou o evento, disse ter ficado emocionado e confessou ter se surpreendido com a qualidade na representação dos alunos na apresentação do auto. Douglas acrescentou que o espetáculo é o evento mais esperado do ano, porque reúne emoção e sentimento.

Na praça Epitácio Pessoa a programação contou com o show do Douglas Gomes. Próximo sábado (27) tem apresentação da Orquestra Lira dos Artistas e Vando Sertanejo, na Praça, e Coral Agnus Dei.

Programação

Dia 27 Dezembro Sábado Praça Epitácio

19h30: Coral Agnus Dei -1º igreja Batista de Bananeiras

Orquestra Lira dos Artistas -Bananeiras

Vando Sertanejo e Banda

 

Dia 31 Dezembro Quarta Feira Praça Epitácio

 

00h00 Girândola – Queima de Fogos

00h30 – Música na Praça

 

Para saber mais da Programação acesse www.bananeiras.pb.gov.br

Assessoria

Deus não pode ser usado para justificar violência, diz o papa

papaO papa Francisco, em sua mais vigorosa crítica aos militantes islâmicos até agora, disse neste domingo que nenhum grupo religioso que use a violência e a opressão pode alegar ser “a armadura de Deus”.

As declarações foram feitas durante a visita de um dia de Francisco à Albânia, um país das Balcãs empobrecido, saudado pelo pontífice como um modelo de harmonia inter-religiosa graças às boas relações existentes entre a maioria muçulmana e outras denominações cristãs.

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“Que ninguém se considere a ‘armadura’ de Deus enquanto planeja e executa atos de violência e opressão”, disse ele no palácio presidencial em Tirana, em resposta a um discurso do presidente albanês Bujar Nishani, que é muçulmano.

“Que ninguém use a religião como pretexto para ações contra a dignidade humana e contra os direitos fundamentais de cada homem e mulher, acima de tudo, o direito à vida e o direito de todos à liberdade religiosa”, disse ele.

Francisco, em sua primeira viagem como papa a um país europeu que não a Itália, não fez referência direta aos militantes do Estado Islâmico que tomaram territórios da Síria e do Iraque, mas ficou claro que ele se referia a eventos no Oriente Médio.

Cerca de 70 mil curdos sírios fugiram para a Turquia desde sexta-feira, uma vez que militantes do Estado Islâmico tomaram o controle de dezenas de vilas próximas à fronteira. Um político curdo da Turquia afirmou ter sido informado por moradores que os militantes estavam decapitando pessoas, em sua passagem de vila em vila.

O Estado Islâmico declarou um “califado” nos territórios que controla e matou ou expulsou um grande número de cristãos, muçulmanos xiitas e outros que não aceitam a sua versão radical do islamismo sunita.

Questionado especificamente sobre o Estado Islâmico no mês passado, quando retornava de um

a viagem à Coreia do Sul, o papa Francisco endossou a ação da comunidade internacional para acabar com a “agressão injusta”.

Reuters

‘Não se faz guerra em nome de Deus’, diz Papa Francisco

papaApós a celebração do Angelus deste domingo (10) na praça São Pedro, no Vaticano, o papa Francisco voltou a pedir o fim da violência e das perseguições contra cristãos no Iraque por parte do grupo jihadista Estado Islâmico (também conhecido como Isis).

“Não se leva o ódio em nome de Deus, não se faz a guerra em nome de Deus”, exclamou o Pontífice, acrescentando que milhares de pessoas, incluindo católicos, estão sendo expulsas de suas casas no país. Segundo Jorge Bergoglio, as notícias que chegam de lá causam incredulidade e consternação.

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“Milhares de pessoas desalojadas de maneira brutal, crianças mortas de sede e fome durante a fuga, mulheres sequestradas, pessoas massacradas, violências de todos os tipos, destruição de casas, de patrimônios religiosos. Tudo isso ofende gravemente Deus e a humanidade”, afirmou. O Papa ainda disse esperar que uma eficaz solução política possa interromper os confrontos no Iraque.

Francisco também aproveitou a ocasião para pedir orações pelas vítimas do vírus Ebola e pelos que lutam para combatê-lo, e para lembrar o conflito na Faixa de Gaza. “Após uma trégua, voltou a guerra, que só faz piorar o conflito entre israelenses e palestinos. Os convido a rezarmos juntos pela paz”, declarou o Pontífice.

JB