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Ex-prefeito de Lagoa Seca, PB, Bola Coutinho é preso após condenação por desvio de verbas

O ex-prefeito de Lagoa Seca, Francisco José de Oliveira Coutinho, mais conhecido como Bola Coutinho, foi preso nesta terça-feira (26) após ser condenado pela Justiça Federal a seis anos de reclusão em regime semiaberto. A carta de guia de prisão foi assinada pela juíza Emanuela Mendonça Santos Brito, titular da 10ª Vara Federal e que responde pela 6ª Vara Federal. O ex-gestor começou a cumprir a pena, no Presídio do Monte Santo, em Campina Grande.

O advogado Felipe Reul, que integra a defesa de Bola Coutinho, disse que não estava autorizado pela família para falar sobre a prisão do ex-prefeito de Lagoa Seca.

Bola Coutinho, que foi prefeito quatro vezes de Lagoa Seca, foi condenado por crimes de responsabilidade, entre eles, apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio; utilizar-se, indevidamente, em proveito próprio ou alheio, de bens, rendas ou serviços públicos; e empregar subvenções, auxílios, empréstimos ou recursos de qualquer natureza, em desacordo com os planos ou programas a que se destinam.

A Justiça acatou a denúncia do Ministério Público Federal. Bola Coutinho foi denunciado, ainda prefeito de Lagoa Seca, de 1983 a 1988, por “ter admitido contratados na prefeitura, cuja contraprestação pelos serviços, que, de todo modo, não eram prestados, seriam salários, mas sim os benefícios previdenciários e de assistência do regime geral, sendo que a verba destinada aos pagamentos dos salários era apropriada pelo então prefeito”.

Condenado em primeira instância, Bola Coutinho recorreu da decisão ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região, sediado em Recife. O recurso foi indeferido. Depois, o ex-prefeito impetrou recurso junto ao Superior Tribunal de Justiça, mas não obteve êxito. Depois, foi ao Supremo Tribunal Federal, mas o ministro Dias Tofolli indeferiu o recurso.

No regime semiaberto, Bola Coutinho vai poder sair do Presídio Monte Santo de dia para trabalhar e se recolher, no período da noite, nos finais de semana. Ele também teve os direitos políticos suspensos e está inabilitado para ocupar cargo público.

G1

 

Empresa nega desvio de R$ 9 mi em recursos do SUS e divulga dados de serviços

Divulgação/Prefeitura de Sumé

A Sarkis Implantes, empresa contratada para executar serviços do Programa Brasil Sorridente, negou que há qualquer irregularidade em sua atuação. Na terça-feira (7), a Polícia Federal deflagrou a Operação Titânio, para investigar o desvio de R$ 9 milhões em recursos federais que deveriam ter sido usados para o serviço.

“Informamos aos pacientes em tratamento que os atendimentos continuam normalmente. A Sarkis Implantes está certa de que a operação chegará à conclusão de que não houve o cometimento de nenhuma irregularidade e que o programa continuará com o objetivo que sempre teve: trazer um atendimento de qualidade pelo SUS a todos que tem direito e necessitam, sempre dentro das leis exigidas”, disse a empresa, em nota à imprensa divulgada nesta sexta-feira (10).

A operação da Polícia Federal cumpriu mandados de busca, apreensão e condução coercitiva (quando a pessoa é levada para prestar esclarecimentos em uma delegacia) na região do município de Sumé, no Sertão paraibano. Participaram das atividades 35 policiais federais e seis auditores da Controladoria Geral da União (CGU).

Na nota, a Sarkis Implantes diz que em 28 meses de atuação foram realizados 12.170 implantes e 8.902 próteses sobre implantes, atendendo um total de 3.123 pacientes de 18 municípios do estado.

“Os prontuários completos de todos os pacientes atendidos pelo programa no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) de Sumé foram entregues a PF como prova da realização dos procedimentos, assim como todos os documentos administrativos e financeiros solicitados. A contratação dos serviços da Sarkis Implantes foi realizada através de licitações, em conformidade com o que preconiza a Lei n° 8.666/1993”, explica o comunicado oficial.

A empresa divulgou também os valores usados para cada procedimento. Segundo ela, um implante dentário osteointegrado tem orçamento de R$ 260,10 e uma prótese dentária sobre implante custa R$ 300. A Sarkis Implantes ainda listou a quantidade máxima de procedimentos por pessoa:

– Instalação de aparelho ortodôntico/ortopédico fixo – quantidade máxima: 1

– Aparelho ortodôntico fixo – quantidade máxima: 2

– Aparelho ortopédico fixo – quantidade máxima: 2

– Implante dentário osteointegrado – quantidade máxima: 6

– Prótese dentária sobre implante – quantidade máxima: 6

Além disso, foi divulgada a lista de municípios atendidas pelo Programa Brasil Sorridente e a quantidade de pessoas beneficiadas em cada uma delas; confira:

Cidades Implantes Próteses
Amparo 54 50
Camalaú 540 428
Caraúbas 398 259
Congo 519 375
Coxixola 260 214
Gurjão 572 450
Livramento 544 394
Monteiro 2891 2018
Ouro Velho 175 108
Parari 309 229
Prata 236 186
São João do Cariri 1004 631
São João do Tigre 35 5
São José dos Cordeiros 200 141
São Sebastião do Umbuzeiro 326 280
Serra Branca 1432 1196
Sumé 2515 1811
Zabelê 152 127

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Renan Calheiros vira réu no STF por desvio de dinheiro público

Por 8 votos a 3, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (1º) abrir uma ação penal e tornar réu o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pelo crime de peculato (desvio de dinheiro público).

A decisão não significa que o senador seja culpado, conclusão que só poderá ser feita ao final do processo, após coleta de novas provas, depoimento de testemunhas e manifestações da defesa.

O peemedebista é acusado de destinar parte da verba indenizatória do Senado (destinada a despesas de gabinete) para uma locadora de veículos que, segundo a PGR, não prestou os serviços. No total, o senador pagou R$ 44,8 mil à Costa Dourada Veículos, de Maceió, entre janeiro e julho de 2005. Em agosto daquele ano, a empresa emprestou R$ 178,1 mil ao senador.

Em nota à imprensa (leia a íntegra ao final desta reportagem), Renan afirmou que “a aceitação da denúncia, ainda que parcial, não antecipa juízo de condenação”.

“Na instrução, o senador comprovará, como já comprovou, com documentos periciados, sua inocência quanto a única denúncia aceita”, acrescentou.

Também em nota, o PMDB disse que respeita a decisão do STF e “entende que o resultado de hoje mostra que o processo está apenas começando. Assim como para qualquer pessoa, cabe agora o direito à ampla defesa”.

Sessão
Na sessão desta quinta, os ministros analisam uma denúncia de 2013 na qual Renan é acusado de prestar informações falsas ao Senado em 2007, ao tentar comprovar ter recursos suficientes para pagar a pensão de uma filha que teve com a jornalista Mônica Veloso. À época, havia a suspeita de que a despesa era paga por um lobista da construtora Mendes Júnior.

No julgamento, porém, a maioria dos ministros rejeitou outras duas acusações contra Renan relacionadas a esse caso: de falsidade ideológica e uso de documento falso, cujas penas são de até 5 anos. Restou a acusação de peculato (desvio), cuja punição varia de 2 a 12 anos de prisão.

Votaram para rejeitar todas as acusações os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. A favor da abertura da ação penal pelo crime de peculato votaram o relator, Edson Fachin, e os ministros Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux, Marco Aurélio, Celso de Mello e a presidente do STF, Cármen Lúcia.

A decisão não obriga Renan a se afastar da presidência do Senado. Ao analisar a questão no mês passado, a maioria dos ministros votou para impedir que um réu integre a linha sucessória da Presidência da República, mas a decisão final foi adiada a pedido do ministro Dias Toffoli.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), durante audiência com o juiz federal Sérgio Moro nesta quinta-feira (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), durante audiência com o juiz federal Sérgio Moro nesta quinta-feira (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

Julgamento
Relator do caso, o ministro Edson Fachin entendeu haver indícios suficientes de desvio de recursos públicos e estranhou que os pagamentos tenham sido feitos em espécie.

“Chama a atenção de movimentação de quantia nada desprezível em espécie. É certo que não é proibido pagar em dinheiro, contudo a alegada opção não pode ser sumariamente desprezada”, disse.

Quanto aos crimes de falsidade ideológica e documento falso, Fachin entendeu que parte das imputações, relativas a documentos particulares, já havia prescrito. Isso ocorre quando se passa muito tempo após o suposto cometimento do crime – no caso, junho de 2007 – e a lei extingue a punição.

O ministro também considerou que a PGR não especificou que documentos apresentados ao Senado ao Renan continham dados falsos. Entre os papéis enviados, havia notas fiscais e comprovantes de transporte de gado que provariam a obtenção de renda. Mas, para Fachin, embora revelem informações diferentes, a acusação não aponta o que está certo e errado.

“Para imputar a falsidade ideológica, cumpria ao Ministério Público, que não fez aqui o que devia, demonstrar e apontar qual informação específica do documento está em desacordo com a verdade, não bastando dizer que estava em desconformidade com outros o documentos”, afirmou o ministro.

G1

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Indignado, prefeito emite nota contra MPF por denúncia de desvio de R$ 243 mil

jairo-harleyO prefeito do município de Serra Grande, Jairo Halley de Moura Cruz, emitiu, neste sábado (19), nota contra ação de improbidade ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) em Sousa (PB), acusando-o de integrar umsoposto braço operacional de uma organização criminosa investigada naOperação Andaime.

Além de Jairo, o MFP ajuizou açãocontra mais quatro pessoas e uma empresa, por supostas irregularidades na construção de uma praça em Serra Grande com R$ 243.750,00 provenientes do Ministério do Turismo.

Segundo a denúncia, o município obteve a verba ao firmar com o Ministério do Turismo, por intermédio da Caixa Econômica Federal, o Contrato de Repasse nº 47.800/2013. Para executar a obra, a prefeitura teria deflagrado licitação na modalidade Tomada de preços, homologada em 8 de dezembro de 2014 e vencida “formalmente” pela empresa “fantasma” TEC Nova – Construção Civil Ltda – ME (registrada em nome de Elaine da Silva Alexandre “Laninha” e administrada por Francisco Justino, delator do esquema).

No entanto, na nota o prefeito negou ter efetuado qualquer movimentação bancária em benefício da empresa contratada, citada pelo Ministério Público Federal, bem como, também não possui envolvimento com os vencedores da obra mencionada.

Leia a nota na íntegra:

Na qualidade de homem público em função do exercício do cargo de Prefeito de Serra Grande-PB, venho externar a minha completa indignação com a menção atribuída na Ação Civil Pública intentada pelo MPF na chamada “operação andaime”.

Jamais participei ou sequer soube de ilícito referente à construção da Praça Frei Damião, no Bairro Bela Vista, cuja empresa vencedora da licitação foi a do Sr. Justino.

A verdade prevalecerá no final.

A verdade é que os recursos federais que chegaram à conta bancária municipal do convênio lá se encontram até hoje, inclusive, sob os cuidados da Justiça de Itaporanga-PB através de minha determinação de ajuizamento de Ação de Consignação em Pagamento com o fim de rescindir o contrato com a empresa e poder contratar uma outra para finalização das obras, ou seja, nenhum centavo foi gasto até hoje com as obras, nenhum centavo foi repassado ao Sr. Justino ou a sua empresa ou a quem quer que seja. Enfim, se 100% do dinheiro da praça está no banco em conta remunerada como se poderia afirmar algo sobre desvio de dinheiro atribuível ao Prefeito, atribuível a mim Jairo?

Quero nesse momento tranquilizar a todos, meus familiares, amigos e conterrâneos serra-grandenses ao passo que reafirmo meu apego e fé em Deus, a minha história e meu compromisso com o povo de servir com honestidade e transparência em prol do bem comum.

MaisPB

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Empresário se entrega em operação que combate desvio de R$ 1 mi na PB

delegadoContinua foragido Valmir Pereira de Sousa, ex-secretário de Infraestrutura do Município de Princesa Isabel, no Sertão da Paraíba, a 430 km de João Pessoa. A Justiça Federal expediu mandado de prisão preventiva contra ele, por ocasião da deflagração da Operação Cardeiro, na última terça-feira (19). Já o proprietário da Construarq Empreendimentos e Construções LTDA, que estava com mandado de prisão preventiva em aberto, se entregou à Justiça na tarde desta quinta-feira (21). Ele também é acusado de embaraçar as investigações. Estima-se em R$ 1 milhão a quantidade de verbas federais desviadas, oriundas do Ministério da Saúde.

Segundo o Ministério Público Federal, Valmir teve a prisão decretada por envolvimento em desvio de recursos públicos e por atrapalhar as investigações da operação.

Conforme o MPF, a Construarq ganhou duas licitações com suspeitas de favorecimento, em virtude de relações de parentesco entre o empresário detido e o atual secretário de Administração de Princesa Isabel, cujo mandado de condução coercitiva ainda se encontra em aberto. Os advogados do secretário e de engenheiro da Construarq que é pai do empresário informaram que ambos vão se apresentar na Delegacia de Polícia Federal de Patos, também no Sertão, a 307 km da Capital, nesta sexta-feira (22).

Operação Cardeiro

A Operação Cardeiro, cujo nome faz alusão a um cacto bastante comum na região do Sertão, foi deflagrada pelo Ministério Público Federal, a Polícia Federal e a Controladoria Geral da União no dia 19 de julho, com o objetivo de desarticular quadrilha envolvida em desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e falsidade ideológica. O esquema era realizado na Prefeitura Municipal de Princesa Isabel. Estima-se em R$ 1 milhão a quantidade de verbas federais desviadas, oriundas do Ministério da Saúde.

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Secretários municipais são alvos de operação por desvio de verbas na PB

princesa IsabelUm grupo suspeito de desvio de recursos públicos na cidade de Princesa Isabel, no Sertão paraibano, é alvo de uma operação na manhã desta terça-feira (19). Segundo as investigações, estima-se que o grupo desviou cerca de R$ 1 milhão em verbas oriundas do Ministério da Saúde. Entre os suspeitos de participar do esquema estão os secretários de Infraestrutura e Administração do município. Participam da operação o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle (MTFC), Ministério Público Federa (MPF) e a Polícia Federal (PF).

Além de Princesa Isabel, a ação acontece nas cidades de João Pessoa, capital paraibana, e Salgueiro e Pesqueira, em Pernambuco. Foram expedidos dois mandados de prisão preventiva, sete mandados de condução coercitiva, 10 mandados de busca e apreensão, três afastamentos cautelares de funções públicas, além de medidas de sequestro de bens.

Ainda de acordo com as investigações, o esquema contava com a participação de servidores da prefeitura e que ocultaram informações durante a fiscalização e chegaram a orientar os trabalhadores das obras sobre o que dizer à equipe do MTFC, conforme revelaram as escutas telefônicas realizadas com autorização da Justiça.

A investigação foi iniciada pelo MPF após denúncia de moradores e vereadores. O MTFC, em realizou fiscalização e constatou indícios de fraudes em licitação e na contratação de mão-de-obra, superfaturamento dos contratos, não execução de serviços e baixa qualidade de materiais empregados em obras.

O balanço da operçaão deve ser divuglado em entrevista coletiva, programada para acontecer no plenário da Câmara Municipal de Patos a partir das 10h com membros dos três órgãos que realizaram a ação.

G1

 

 

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MPF desarticula esquema de desvio de verba pública em prefeituras da PB

Reprodução/Patos Online
Reprodução/Patos Online

Um esquema de desvio de recursos públicos que deveriam ser aplicados na Saúde e Educação de municípios do Sertão paraibano foi desmantelado na manhã desta sexta-feira (4), na Operação Desumanidade, deflagrada pelo Ministério Público Federal (MPF). São cumpridos 18 mandados de busca e apreensão e dez conduções coercitivas, nas cidades de João Pessoa, Cabedelo, Bayeux, Emas e Patos. Todas as ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife.

Uma das pessoas investigadas na operação é o prefeito da cidade de Emas, Segundo Madruga. Equipes do MPF e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do pai do gestor, na praia de Camboinha, em Cabedelo. O prefeito e um empresário do ramo da construção civil prestam esclarecimentos na sede do MPF em Patos.

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A operação ocorre em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual da Paraíba (Gaeco) e com a Controladoria-Geral da União (CGU). Executam as medidas dois procuradores regionais da República, seis procuradores da República, 22 promotores de Justiça do Gaeco e 12 auditores da CGU. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) presta segurança às equipes e auxilia no transporte de documentos e equipamentos apreendidos.

 

 

portalcorreio

Operação conjunta desarticula esquema de desvio de dinheiro em Patos

mpf-pbOs Ministérios Públicos Federal e Estadual da Paraíba (MPF e MPPB) e Controladoria Geral da União (CGU) deflagraram ontem uma operação para desarticular uma organização criminosa que simulava licitações e justificava gastos públicos inexistentes ou superfaturados.

De 2009 para cá, cerca de 50 processos licitatórios, principalmente em Patos (contratos de fornecimento de material de expediente, papelaria, entre outros bens consumíveis), estão sob apuração para saber, do valor de R$ 53 milhões, quanto foi desviado.

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Alessandro de Araújo, considerado o mentor da quadrilha, foi preso. Segundo a investigação, ele comandava as empresas Livraria Dom Bosco, Gráfica Santo Antônio, Mix Mercadinho e Ampla Comércio Ltda através de empresas laranjas, em nome da mãe, de uma irmã e uma prima, já que anteriormente havia sido condenado por sonegação. Quatro outras pessoas foram ouvidas na cidade e em Campina Grande e João Pessoa.

Crime teria envolvimento de servidores

Segundo o procurador da República, João Raphael Lima a organização agia simulando procedimentos licitatórios através de “Cartas-Convites”, o que sugere interferência de funcionários públicos, já que a participação na modalidade, como o nome já diz, é através de convites.

Seriam investigados membros da administração municipal em outras duas gestões.

“Temos um esquema criminoso que já dura vários anos, o qual se iniciou por meio de fraudes em licitações na modalidade convite, por meio da utilização de empresa de ‘laranja’ e de empréstimo de empresa existente, e que, posteriormente, a proprietária formal da empresa ‘laranja’ passou a atuar diretamente nas fraudes, sob as orientações do líder da organização criminosa, seja por meio de sua empresa ou de nova empresa criada para tanto”, acrescentou o procurador.  Além de recursos próprios, nas fraudes foram utilizados recursos federais, sobretudo relacionados a repasses do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Érico Fabres / Correio da Paraiba

Organização criminosa acusada de desvio de recursos públicos é desbaratada na paraíba

mpf-pbO Ministério Público Federal na Paraíba (MPF/PB), por meio da Procuradoria da República em Patos, o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual (MPPB) e a Controladoria Geral da União (CGU) deflagraram, na madrugada desta sexta-feira, 16 de outubro, a Operação Dom Bosco, que tem por objetivo central desarticular uma organização criminosa estruturada para fraudar licitações e desviar recursos públicos em contratos de fornecimento de material de expediente, papelaria, entre outros bens consumíveis. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também integra a equipe de trabalho da operação, auxiliando no cumprimento dos mandados judiciais.

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Estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva, além da condução de quatro pessoas para prestarem esclarecimentos, nas cidades de Patos, Campina Grande e João Pessoa. Estão envolvidas as empresas Livraria Dom Bosco, Gráfica Santo Antônio, Mix Mercadinho e AMPLA Comércio LTDA. As buscas estão sendo feitas nas sedes das empresas e nas residências dos envolvidos.
A sede da prefeitura de Patos também está sendo alvo de busca e apreensão, para obtenção de documentos referentes aos contratos entre a prefeitura e as empresas AMPLA e Mix Mercadinho.
Segundo o procurador da República, João Raphael Lima, as investigações para descortinar o esquema criminoso começaram em 2012. Originalmente a organização agia simulando procedimentos licitatórios na modalidade “Carta-Convite”, nas quais competiriam, pretensamente, as empresas Papelaria Patoense, Mix Mercadinho e Livraria Dom Bosco.
As investigações revelaram que a empresa Mix Mercadinho era formalmente em nome de funcionária da Papelaria Dom Bosco, a qual também é parente dos proprietários da papelaria. Contudo, a firma Mix Mercadinho era de fato comandada pelos proprietários da Livraria Dom Bosco, os quais também se valiam de parceria comercial com a Papelaria Patoense para simular as licitações.
Este esquema existiria há mais de uma década e perdurou, neste modelo, até 2013, tendo sido replicado em pelo menos 21 municípios. A investigação revelou que a partir do ano de 2013 o esquema criminoso modificou-se.
“Se antes o grupo se valia de empresas meramente instrumentárias para simular licitações na modalidade ‘Carta-Convite’, a partir de 2013 passou a atuar em licitações na modalidade pregão presencial, firmando contratos de grande valor, sobretudo com a Prefeitura Municipal de Patos. Com efeito, em apenas uma licitação deflagrada pela referida prefeitura, a empresa AMPLA Comércio LTDA, pertencente ao grupo, firmou contrato de mais de R$ 8.000.000,00 (oito milhões de reais)”, relatou o procurador.
“Temos um esquema criminoso que já dura vários anos, o qual se iniciou por meio de fraudes em licitações na modalidade convite, por meio da utilização de empresa de ‘laranja’ e de empréstimo de empresa existente, e que, posteriormente, a proprietária formal da empresa ‘laranja’ passou a atuar diretamente nas fraudes, sob as orientações do líder da organização criminosa, seja por meio de sua empresa ou de nova empresa criada para tanto”, acrescentou o procurador.
Além de recursos próprios, nas fraudes foram utilizados recursos federais, sobretudo relacionados a repasses do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Correio da Paraiba com assessoria

Prefeita e ex-gestor são investigados por desvio de dinheiro; prefeitura e casas passam por vistoria

Reprodução/Google Street View
Reprodução/Google Street View

O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba cumpre, desde as primeiras horas desta terça-feira (21), mandados de busca e apreensão nos prédios da prefeitura e da Secretaria da Administração do município de Monte Horebe (Sertão do estado, a 554 km de João Pessoa).

De acordo com o tenente coronel Uchoa, a intenção é encontrar documentos que se somem às provas de relações ilícitas entre o ex-prefeito, Erivan Dias Guarita, e atual gestora da cidade, Cláudia Aparecida Dias. Investigações feitas pelo Ministério Público apontaram que os dois estariam envolvidos em um esquema de desvio de dinheiro público. Também são investigadas pessoas ligadas a processos de licitação de ações realizadas pela prefeitura.

Segundo o Ministério Público, as investigações tiveram início há mais de três anos e são desdobramentos da ‘Operação Transparência’, que investigou esquemas de corrupção e fraudes em dezenas de municípios paraibanos. Em Monte Horebe, as fraudes teriam acontecido entre 2010 e 2012 e dizem respeito a contratação de funcionários fantasmas e desvios de verbas que deveriam ter sido usadas na compra de alimentação e obras de construção civil.

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Além dos prédios da prefeitura e da Secretaria da Administração de Monte Horebe, são vistoriadas propriedades dos investigados, como também escritórios e sedes de empresas que teriam ligação com o esquema de corrupção. As ações acontecem em Monte Horebe, Bonito de Santa Fé e João Pessoa.

Ainda conforme decisão judicial, o ex-prefeito e atual gestora de Monte Horebe estão proibidos de se aproximar dos prédios públicos. Uma liminar fixa distância mínima de 100 metros entre os locais e os investigados na operação. A medida também é válida para o secretário da Administração, Erivaldo Jacó de Sousa.

A operação, que recebeu o nome de ‘Monte Sinai’, tem apoio de guarnições do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e da Controladoria Geral da União. Até o fechamento dessa matéria, as atividades de cumprimento dos mandados de busca e apreensão ainda ocorriam e o Gaeco não pôde apresentar o balanço da ação.

Os resultados da operação devem ser divulgados ainda nesta terça-feira, em coletiva na sede da Procuradoria Geral da Justiça, em João Pessoa.

 

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