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Volkswagen faz recall de 54.170 unidades de 8 modelos no Brasil; motor pode desligar

A Volkswagen anunciou nesta sexta-feira (5) recall de Gol, Voyage, Saveiro, Up!, Fox, CrossFox, SpaceFox e Space Cross. De acordo com a montadora, 54.170 unidades podem sofrer pane elétrica, por falha no alternador, defeito que pode ocasionar até o desligamento do motor.

As unidades foram fabricadas entre 1º de março de 2016 e 12 de janeiro de 2017. A data de início de atendimento será no dia 10 de maio e a empresa convoca os proprietários a fazer o agendamento para a inspeção do alternador dos veículos. Se necessário, haverá a substituição gratuita da peça.

VEJA OS CHASSIS ENVOLVIDOS

  • UP! (2016 e 2017): GT548567 a HT523246
  • Gol, Voyage e Saveiro (2016 e 2017): GP102025 a HP501022 e HT000039 a HT042350
  • Fox e CrossFox (2016 a 2017): G4065578 a H4021703
  • SpaceFox e Space Cross (2017): HA512059 a HA513061

Segundo a montadora, foi constatada a possibilidade de inoperância do alternador que, nestes casos, deixa de gerar energia para a bateria e para o sistema elétrico do veículo.

Em situações que a carga da bateria não for suficiente para o funcionamento do veículo, poderão ocorrer panes elétricas e até mesmo o desligamento do motor, o que pode causar acidentes com danos físicos e materiais aos ocupantes e terceiros, informou a Volkswagen, em comunicado.

Volkswagen Up! (Foto: Caio Kenji/G1)Volkswagen Up! (Foto: Caio Kenji/G1)

O tempo de reparo estimado é de 3 horas. A empresa disponibiliza o telefone 0800 019 8866 e o site www.vw.com.br para mais informações.

Volkswagen Voyage (Foto: Divulgação)Volkswagen Voyage (Foto: Divulgação)
Volkswagen Saveiro  (Foto: Divulgação)Volkswagen Saveiro (Foto: Divulgação)
Volkswagen Fox  (Foto: Divulgação)Volkswagen Fox (Foto: Divulgação)

Auto Esporte

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Desligar o roteador quando não está usando é errado? Tire sua dúvida

Desligar o roteador/modem quando não estiver em uso pode causar algum tipo de problema? Essa é uma questão que pode gerar dúvidas em usuários iniciantes. Se por um lado existe a preocupação com a conta de luz, por outro há o medo de que o aparelho perca as configurações.

Mas será que tudo isso é verdade ou não passa de uma lenda? Para ajudar, confira a seguir os prós e contras de manter o roteador ligado durante a noite ou quando for viajar e saiba qual a melhor opção para sua casa e seu bolso.

Por que deixar ligado?

Manter roteador ligado oferece mais praticidade (Foto: Carol Danelli/TechTudo)Manter roteador ligado oferece mais praticidade (Foto: Carol Danelli/TechTudo)

O principal motivo para manter o roteador ligado é a praticidade. Ter internet sempre que precisar é muito mais cômodo do que chegar em casa e ligar o modem; acordar, ter que conferir os e-mails e ligar o aparelho.

Além disso, a ação é mais vantajosa para casos de emergência, como em mensagens e ligações de madrugada. A maioria dos roteadores, ao serem desligados, demoram um tempo para sincronizar o sinal e estar apto para o uso. Esses minutos offline podem fazer a diferença.

Outra questão apontada por quem defende que o aparelho seja desligado quando ficar um tempo sem uso é a economia de energia. Isso pode até ser verdade, já que qualquer aparelho plugado na tomada consome eletricidade. Mas, se colocar na ponta do lápis, essa economia não passa de poucos reais. No geral, roteadores doméstico são dispositivos que consomem muito pouco.

Além disso, há o problema de diferentes dispositivos conectados ao mesmo tempo. Com cada vez mais aparelhos precisando de internet – de TVs a geladeiras -, desligar o modem com o passar dos anos não será mais uma opção se quiser que tudo funcione com todos os recursos.

Por que desligar?

Desligar roteador pode economizar alguns trocados na conta de luz (Foto: Luciana Maline/TechTudo)Desligar roteador pode gerar economia na conta de luz (Foto: Luciana Maline/TechTudo)

Economizar energia está entre os primeiros motivos para quem defende desligar o roteador quando não estiver em uso. Para muita gente, como aqueles que passam muito tempo fora de casa, tirar o aparelho da tomada é uma questão de consciência ambiental. E é claro que alguns reais a menos na conta de luz sempre é bom.

Outro fator está na própria conservação do aparelho. Desligá-lo pode prevenir que sofra com picos de luz e assim queime ou sofra com algum dano durante uma tempestade de madrugada, por exemplo.

Um dos motivos mais apontados para deixar o roteador ligado é que o dispositivo pode sofrer problemas de configuração ao ser desligado. Isso pode até acontecer em alguns modelos mais básicos, mas é muito pouco provável. A maioria dos roteadores contam com uma memória interna justamente para isso:  quando for religado, a última configuração será ativada. Ou seja, é muito difícil um roteador dar problemas de configuração ao ser desligado.

A segurança também é um motivo para deixar o modem desligado quando não está em uso. Uma pesquisa de uma desenvolvedora de antivírus constatou que mais da metade dos roteadores no Brasil usam as configurações de fábrica. Ou seja, estão vulneráveis a invasões. Assim, se você não entende muito de redes a melhor opção pode ser desligar o aparelho quando não estiver em uso para prevenir ataques e zelar pela segurança do seu Wi-Fi.

techtudo

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Casos de morte cerebral nos EUA levantam debate sobre desligar aparelhos

morte-cerebralOs dois casos são opostos, sob um aspecto: os pais de Jahi McMath, de Oakland, Califórnia, lutam para manter sua filha ligada a um respirador mecânico, enquanto os pais e o marido de Marlise Muñoz, de Fort Worth, Texas, querem desesperadamente desligar o aparelho. Sob outro aspecto, os casos são idênticos: as duas famílias ficaram chocadas ao descobrir que tinha sido declarada a morte cerebral de sua filha –e que autoridades hospitalares desafiaram a vontade da família com relação ao tratamento.

Suas histórias dolorosas geram perguntas sobre como é determinada a morte cerebral e quem tem o direito de decidir o tratamento que será dado a esses pacientes.

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“Estes casos são muito diferentes dos que conhecemos no passado”, como o de Karen Ann Quinlan, Nancy Cruzan ou Terri Schiavo, disse o médico Joseph J. Fins, diretor da divisão de ética médica do hospital NewYork-Presbyterian/Weill Cornell. Ele explicou: “Aquelas pacientes conseguiam respirar sem aparelhos. Estavam em estado vegetativo, não de morte cerebral. Essa distinção faz toda a diferença.”

Uma pessoa que recebeu diagnóstico de morte cerebral é incapaz de respirar por conta própria e está legalmente morta, em todos os 50 Estados americanos. Em dois Estados, Nova York e Nova Jersey, os hospitais são obrigados a levar em conta as posições religiosas ou morais das famílias quando decidem como proceder em tais casos. Em todos os outros Estados, incluindo a Califórnia e o Texas, os hospitais não precisam consultar a família em relação a como encerrar o atendimento ao paciente.

Os médicos do Hospital Infantil de Oakland pronunciaram a morte cerebral de Jahi McMath, de 13 anos, em 9 de dezembro. Jahi sofreu complicações após passar por uma cirurgia para corrigir apneia do sono e perdeu muito sangue. Marlise Muñoz, 33 anos, recebeu o diagnóstico de morte cerebral no Hospital John Peter Smith, depois de perder a consciência devido a um coágulo sanguíneo quando estava grávida de 14 semanas. Citando uma lei estadual, o hospital se recusa a desligar os aparelhos que a mantêm respirando, porque isso prejudicaria o feto, que agora está na vigésima semana.

Os dois casos são dolorosos em parte devido a uma característica biológica esdrúxula do corpo: os corações das pacientes continuam a bater. Com respiradores mecânicos, o coração pode continuar a bater por dias, até uma semana. Mas, com cuidados mais agressivos, é capaz de durar por meses ou até mais após a morte cerebral, dizem especialistas, dependendo da saúde do paciente e de quanto tratamento é dado.

Foram os respiradores mecânicos que salvaram o feto no caso de Marlise Muñoz, e provavelmente no último momento possível, disse o médico R. Phillips Heine, diretor de medicina materna e fetal da escola de medicina da Universidade Duke. A redução do fluxo de sangue para o feto quando a mãe desmaiou –acredita-se que ela passou mais ou menos uma hora desmaiada antes de receber atendimento médico– “pode levar a efeitos adversos com o tempo, mas não temos como prever isso”, ele disse.

Para a família de Jahi, o prolongamento do funcionamento do coração gerou uma percepção de vida; no caso dos parentes de Muñoz, representa a negação do direito dela de morrer.

“Descrevo este estado da seguinte maneira: uma parte do organismo ainda está vivo, evidentemente, mas o organismo como um todo –o ser humano– não existe mais”, disse James L. Bernat, professor de neurociência na escola de medicina do Dartmouth College.

Para diagnosticar a morte cerebral é preciso determinar a função da área mais primitiva do cérebro, o tronco cerebral. Este, o tampão de tecido neural na base do ponto em que a medula espinhal ingressa no crânio, é o “gerente de fábrica” do corpo, aquele que mantém os sistemas como o do tônus muscular, equilíbrio metabólico e respiração.

Testar sua função requer conhecimento especializado, porque as pessoas com lesões cerebrais graves muitas vezes não apresentam reações e aparentam estar cerebralmente mortas, sendo que não estão. Um coma, por exemplo, é um estado não responsivo que com frequência representa um período de recuperação do tronco cerebral e outras áreas. As pessoas geralmente emergem do coma dentro de duas a três semanas depois de sofrida a lesão que resultou no coma. Quando isso não acontece, elas podem mergulhar em um estado vegetativo em que o tronco cerebral funciona, mas as áreas cerebrais superiores ficam inativas. É um estado conhecido como o de consciência mínima, em que o paciente ocasionalmente responde a estímulos, mas não o faz de modo previsível. Acredita-se que as pessoas que emergem de um estado vegetativo passem por um estágio de consciência mínima antes de voltarem à consciência.

Segundo especialistas, quatro elementos precisam estar presentes para que seja determinada a morte cerebral. Primeiro, o médico precisa excluir outras explicações possíveis do estado não responsivo, como anestesia, coma diabético ou hipotermia. Também é preciso determinar a ocorrência de uma lesão, como um golpe na cabeça ou hemorragia.

Em seguida, os médicos testam a função dos chamados nervos cranianos, incluindo o nervo que vai até o olho e ativa o ato de piscar; outro, na garganta, que provoca asfixia; e um terceiro no ouvido interno que permite que os olhos foquem um objeto enquanto a cabeça se move. Cada um desses requer a participação do tronco cerebral. Se o ato de encostar um cotonete na córnea do paciente não o leva a piscar, ou se tocar o fundo da garganta não gera um movimento reflexivo de quase vômito, o tronco cerebral está fora de ação ou perto disso.

O último passo é o chamado teste de apneia. Para isso, os médicos permitem que o nível de dióxido de carbono no sangue do paciente suba lentamente; quando a concentração atinge um certo grau, qualquer pessoa que tiver tronco cerebral parcialmente funcional vai respirar chiando. Esse é um verdadeiro teste infalível para determinar a morte cerebral. Pode levar 20 minutos para ser realizado, período durante o qual os médicos não devem deixar a sala por um instante sequer, disse o Dr. Panayiotis N. Varelas, diretor da UTI de neurociências do Hospital Henry Ford, em Detroit. “Se o paciente tenta respirar, você aborta o teste imediatamente e declara que não há morte cerebral.”

O timing exato desses testes, e o número de vezes que são realizados –alguns médicos fazem todos uma vez; outros repetem todos duas vezes, com várias horas de intervalo– variam de hospital para hospital, segundo pesquisas. Mas, dizem os especialistas, os casos de diagnóstico equivocado são muito raros; as pessoas que recebem diagnóstico de morte cerebral não voltam a viver.

Pelas leis de Nova York e Nova Jersey, as pessoas podem prolongar o fornecimento de oxigênio para manter o coração de um paciente batendo, por motivos religiosos ou morais. Mas em outros Estados esse “suporte à vida” é tido como supérfluo quando não há vida a ser apoiada. Nesse contexto, os casos de McMath e Muñoz são diferentes, segundo Fins, que está escrevendo um livro intitulado “Rights Come to Mind: Brain Injury, Ethics and the Struggle for Consciousness” (algo como “Os direitos em questão: lesões cerebrais, ética e a luta pela consciência”).

Os pais de Jahi McMath “nutrem a esperança de que a filha deles se recupere e estão pedindo para reverter uma decisão que não está sob controle humano”, ele comentou. “No caso de Marlise Muñoz, a família quer reverter uma decisão que está sob controle humano e que diz respeito a se a mãe ia querer ser mãe sob essas circunstâncias”.

Folha de São Paulo

Acelerar o carro antes de desligar pode causar desgastes no motor

carroA mania de acelerar o carro antes de desligar existe há muito tempo. A prática até fazia sentido nos carros mais antigos, nos carburados. Hoje, porém, ela é totalmente desnecessária. Pode provocar corrosão de peças do motor e danificar o catalisador.

O hábito de acelerar o carro antes de desligar vem desde os veículos equipados com motores dois tempos, que misturavam o combustível com o óleo lubrificante do motor. Ao bombear o acelerador antes de estacionar, o combustível e óleo não queimados ficavam no cilindro, diminuindo o atrito no próximo funcionamento. Já nos carros carburados a mania ajudava na próxima partida, especialmente nos dias mais frios.

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Isso acontecia devido à tecnologia da época. As bombas eram mecânicas e demoravam a injetar ou puxar combustível para o carburador e depois para o motor. Com a acelerada antes de desligar o carro, teoricamente, a linha de combustível ficava cheia e facilitaria a partida do motor. Acreditava-se também que acelerar o carro antes de desligar dava uma carga extra ao alternador, prevenindo problemas com a bateria.

Os problemas causados por este tipo de vício são fáceis de perceber. Você acelera o carro e o desliga em seguida. As linhas de combustível ficaram cheias, ok. E o que acontece com o combustível que foi injetado na câmara de combustão e não foi queimado? É natural que uma parte dele fique escorrendo pela parede do cilindro, retirando a camada de óleo que diminui o atrito, resultando em mais atrito na próxima partida. Outra parte desce pelo pistão e pode acabar contaminando o óleo do carro. A gasolina usada no Brasil tem de 20% a 25% de etanol, que por sua vez pode ter até 0.5% de água. O etanol encontrado nos postos tem até 5% de água.

Não precisa ser nenhum engenheiro para notar que essa água levará à corrosão prematura de alguns componentes do motor. Outra parte desse combustível não usado pode parar no catalisador e silenciosos dos carros. Além de prejudicar o veículo, a mania de acelerar o carro ainda aumenta a emissão de poluentes e o consumo do carro.

Terra