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PSB diz em nota que Agra foi ingrato e desleal para com o projeto que lhe deu a condição de prefeito


ingratidão e deslealdade para com o projeto político que lhe deu a condição de ocupar o principal cargo eletivo da cidade sem que para isso tivesse que ter um único voto.

Nota

Na manhã de hoje o PSB foi mais uma vez surpreendido pela atitude do prefeito Luciano Agra que formalizou junto ao partido sua desfiliação,

Alega ele que “diante da exclusão imposta pela direção do PSB resolvi me desfiliar”. Atitude lamentável que revela a falta de compreensão ao processo partidário de escolha da candidatura do PSB para as eleições de 2012, em João Pessoa.

Processo este que se deu de maneira democrática envolvendo ampla participação e rico debate público legitimado pela observância do estatuto do PSB e pela participação do próprio Luciano Agra que ao final, consagrou Estelizabel  candidata do PSB com quase 70% dos votos dos seus filiados.

No lapso de tempo de cinco meses o PSB lidou com os conflitos advindos da dubiedade do Prefeito Luciano Agra, que declinou da sua candidatura, quis retornar e declinou novamente em reunião do diretório, buscou enfraquecer a decisão unânime do diretório municipal que indicara a pré candidatura de Estelizabel Bezerra, coagiu e demitiu integrantes do partido; construtores e colaboradores da gestão do PSB em João Pessoa.

A desfiliação desvela nesse contexto os sentimentos de distanciamento, ingratidão e deslealdade para com o projeto político que lhe deu a condição de ocupar o principal cargo eletivo da cidade sem que para isso tivesse que ter um único voto.

No entanto, a desfiliação não desanima o PSB na sua trajetória de transformar João Pessoa em uma cidade cada vez mais socialmente justa, habitável e sustentável. O PSB fez uma escolha democrática e participativa considerando a capacidade de liderança, compreensão sobre a cidade e a gestão e sobretudo, compreensão de como construir a Política.

O PSB é maior que o interesse pessoal de qualquer um de seus filiados, quando este tenta se sobrepor ao interesse coletivo. O PSB construiu uma historia de evolução dentro da cidade de João Pessoa. Historia de democracia participativa, inclusão social, desenvolvimento urbano e econômico e transparência na gestão pública.

Qualquer acidente de percurso, promovido por qualquer pessoa não põe em risco esse grande patrimônio político que o PSB conseguiu desenvolver na capital do Estado.

Mais do que nunca, diante das fragilidades políticas de pessoas, temos a convicção de fazer esse projeto em execução em João Pessoa seguir adiante, não permitindo que o retrocesso se reinstale na nossa capital.

João Pessoa-PB, 18 de junho de 2012.

PSB-PB para o Focando a Notícia

Ministro chama Peluso de ridículo, brega, desleal, tirano e pequeno e manipulado

Dois dias depois de ser chamado de inseguro e dono de “temperamento difícil” pelo ministro Cezar Peluso, o ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa respondeu em tom duro.

Em entrevista, Barbosa chamou o agora ex-presidente do STF de “ridículo”, “brega”, “caipira”, “corporativo”, “desleal”, “tirano” e “pequeno”. Acusou Peluso de manipular resultados de julgamentos de acordo com seus interesses, e de praticar “supreme bullying” contra ele por conta dos problemas de saúde que o levaram a se afastar para tratamento.

Barbosa é relator do mensalão e assumirá em sete meses a presidência do STF, sucedendo a Ayres Britto, empossado ontem. Para Barbosa, Peluso não deixa legado ao STF: “As pessoas guardarão a imagem de um presidente conservador e tirânico, que não hesitava em violar as normas quando se tratava de impor à força a sua vontade.”

Qual a opinião do senhor sobre a entrevista dada por Cezar Peluso?

Eis que no penúltimo dia da sua desastrosa presidência, o senhor Peluso, numa demonstração de “désinvolture” brega, caipira, volta a expor a jornalistas detalhes constrangedores do meu problema de saúde, ainda por cima envolvendo o nome de médico de largo reconhecimento no campo da neurocirurgia que, infelizmente, não faz parte da equipe de médicos que me assistem. Meu Deus! Isto lá é postura de um presidente do Supremo Tribunal Federal?

O ministro Peluso disse na entrevista que o tribunal se apaziguou na gestão dele. O senhor concorda com essa avaliação?

Peluso está equivocado. Ele não apaziguou o tribunal. Ao contrário, ele incendiou o Judiciário inteiro com a sua obsessão corporativista.

Na visão do senhor, qual o legado que o ministro Peluso deixa para o STF?

Nenhum legado positivo. As pessoas guardarão na lembrança a imagem de um presidente do STF conservador, imperial, tirânico, que não hesitava em violar as normas quando se tratava de impor à força a sua vontade.

Dou exemplos: Peluso inúmeras vezes manipulou ou tentou manipular resultados de julgamentos, criando falsas questões processuais simplesmente para tumultuar e não proclamar o resultado que era contrário ao seu pensamento.

Lembre-se do impasse nos primeiros julgamentos da Ficha Limpa, que levou o tribunal a horas de discussões inúteis; não hesitou em votar duas vezes num mesmo caso, o que é absolutamente inconstitucional, ilegal, inaceitável (o ministro se refere ao julgamento que livrou Jader Barbalho da Lei da Ficha Limpa e garantiu a volta dele ao Senado, no qual o duplo voto de Peluso, garantido no Regimento Interno do STF, foi decisivo. Joaquim discorda desse instrumento); cometeu a barbaridade e a deslealdade de, numa curta viagem que fiz aos Estados Unidos para consulta médica, “invadir” a minha seara (eu era relator do caso), surrupiar-me o processo para poder ceder facilmente a pressões…

O senhor tem medo de ser qualificado como arrogante, como o ministro Peluso disse? Tem receio de ser qualificado como alguém que foi para o STF não por méritos, mas pela cor, também conforme a declaração do ministro?

Ao chegar ao STF, eu tinha uma escolaridade jurídica que pouquíssimos na história do tribunal tiveram o privilégio de ter. As pessoas racistas, em geral, fazem questão de esquecer esse detalhezinho do meu currículo. Insistem a todo momento na cor da minha pele.

Peluso não seria uma exceção, não é mesmo? Aliás, permita-me relatar um episódio recente, que é bem ilustrativo da pequenez do Peluso: uma universidade francesa me convidou a participar de uma banca de doutorado em que se defenderia uma excelente tese sobre o Supremo Tribunal Federal e o seu papel na democracia brasileira.

Peluso vetou que me fossem pagas diárias durante os três dias de afastamento, ao passo que me parecia evidente o interesse da Corte em se projetar internacionalmente, pois, afinal, era a sua obra que estava em discussão. Inseguro, eu?

O Globo

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