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Treze desencanta e derruba o líder Sampaio Corrêa-MA

Foram dois meses sem vencer um jogo. Mas neste domingo, o time alvinegro finalmente deu um chute no azar e conseguiu desencantar na Série C do Brasileiro. Melhor ainda: em cima do até então invicto e líder Sampaio Corrêa do Maranhão, no estádio Amigão, com show do meia Marcelinho Paraíba.

A vitória por 3 a 0 sobre o time maranhense, com gols marcados por Marcelinho Paraíba (2) e Anderson Penna, deixou o Galo um pouco mais aliviado na competição. Isso porque, o time chegou aos seis pontos e saiu da zona de rebaixamento no Grupo A. Já o Sampaio deixou a liderança, com 11 pontos.

Pressionado pelos maus resultados nas últimas rodadas, o Treze entrou em campo disposto a se recuperar na competição, contra o líder Sampaio Corrêa. A prova disso foi que, logo aos dois minutos, o time saiu na frente do placar.

Marcelinho Paraíba cobrou a falta com precisão, a bola foi no ângulo e saiu para o abraço. Festa da torcida trezeana. O Sampaio não se abalou e foi pra cima do Treze em busca do empate. Thiaguinho mandou para a área, a bola passou por todo mundo e sobrou para Cesinha. O atacante ajeitou e bateu da entrada da área, mas para fora.

O Galo estava melhor em campo. E já nos acréscimos chegou ao segundo gol. Marcelinho Paraíba cobrou o escanteio, Juninho desviou de cabeça, e o zagueiro Anderson Penna apareceu, de carrinho, para ampliar.

Foto: Ascom/Treze

Foto: Ascom/Treze

Na segunda etapa, o Bolívia Querida veio com duas modificações: Moisés e Esquerdinha nos lugares de Victor e Lucas Gabriel. Já o Galo manteve a mesma formação e o ímpeto do primeiro tempo.

Aos cinco minutos, o time alvinegro ampliou para 3 a 0, com gol de pênalti convertido por Marcelinho Paraíba. Júlio Pacato fez o cruzamento e na sequência, o defensor do Sampaio desviou de mão. O camisa 10 cobrou com tranquilidade para marcar o seu segundo tento no jogo.

Com a vitória praticamente construída, o Treze procurou jogar com mais cautela para não ser surpreendido pelo adversário nos contra-ataques. E foi assim até o apito final do árbitro gaúcho Vinicius Gomes do Amaral

Ficha Técnica

Treze x Sampaio Corrêa-MA

Data: 02/06/2019

Local: Estádio Amigão/Campina Grande

Competição: Série C/ Grupo A (6ª rodada)

Arbitragem: Vinicius Gomes do Amaral, André da Silva Bitencourt e Fabrício Lima Baseggio (RS)

Gols: Marcelinho Paraíba (aos 2’ do 1ºT) para o Treze, Anderson Penna (aos 46’ do 1ºT) para o Treze, Marcelinho Paraíba (aos 5’ do 2ºT) para o Treze

Cartões amarelos: Victor, Douglas Assis (SC), Juninho, Júlio Pit, Gil (T)

Treze: Mauro Iguatu, Thiaguinho, Anderson Penna, Júlio Pit e Silva; Juninho, Diego Silva, Marcelinho Paraíba (Patrick) e Cesinha (Gil); Júlio Pacato e Eduardo (Maxuel Samurai). Técnico: Flávio Araújo.

Sampaio Corrêa: Andrey, Everton, Vitor (Moisés), Douglas Assis e Lucas Gabriel (Esquerdinha); Eloir, Felipe Dias, Cleitinho (João Paulo) e Welder; Dedé e Ulisses. Técnico: Julinho Camargo.

 

Paraibaonline

 

 

 

Palmeiras desencanta como visitante e faz quatro no Bahia

O Palmeiras venceu um grande jogo contra o Bahia na Fonte Nova e lavou a alma: depois de quatro derrotas sem marcar gols nos primeiros quatro jogos como visitante no Brasileirão, o Verdão fez 4 a 2 neste domingo. Róger Guedes, Keno, Mina e Willian marcaram. Vinícius e João Paulo descontaram para o Tricolor.

Bahia 2x4 Palmeiras
Bahia 2×4 Palmeiras

Foto: Tiago Caldas / Fotoarena / LANCE!

O jogo foi disputado o tempo todo em alta voltagem. Não fosse por grandes defesas de Fernando Prass em tiros de Renê Júnior e Edigar Junio, os donos da casa teriam pulado à frente do marcador logo aos cinco minutos. Era o momento de maior instabilidade do Palmeiras, que foi tomando conta do jogo aos poucos.

Aos 15 minutos, começou a brilhar a estrela de Keno. Ele recebeu ótimo passe de Guerra, invadiu a área em velocidade e foi ao chão após disputar com Rodrigo Becão. Lance duvidoso, mas o árbitro assinalou pênalti e Róger Guedes converteu.

Mendoza chegou a colocar a bola na rede logo na sequência, mas a arbitragem acertou ao marcar impedimento de Tiago no lance e tudo corria bem para o Palmeiras até Zé Rafael aplicar lindo drible em Mina na entrada da área e desmontar a defesa alviverde. Fernando Prass apareceu de novo para fazer dois milagres, mas Vinícius surgiu livre para empatar o jogo aos 44 da etapa inicial.

O segundo tempo do Palmeiras teve momentos que lembraram a força da equipe como visitante no ano passado. Aos cinco minutos, Keno recebeu novamente de Guerra e acertou o ângulo de Jean com um lindo chute da entrada da área: 2 a 1.

O Verdão jogava bem e parecia mais perto de marcar o terceiro gol do que de sofrer o segundo. A impressão se confirmou aos 37 minutos, com Mina, que dançou o seu Mineration na comemoração e fez o torcedor já respirar aliviado. Mas ainda não era hora….

Não foi com Armero, compatriota, amigo e parceiro de Mina nas danças, mas o Bahia marcou outro gol com João Paulo logo na sequência e colocou fogo no jogo novamente. Chega? Nada disso… Com o Tricolor indo para o tudo ou nada, o Palmeiras encontrou espaço para marcar o quarto gol, com Willian, e enfim definir sua primeira vitória como visitante.

FICHA TÉCNICA
BAHIA 2 X 4 PALMEIRAS

Data/Horário: 18/6/2017, às 16h
Local: Fonte Nova, Salvador (SP)
Árbitro: Rodolpho Toski Marques – PR (FIFA)
Auxiliares: Bruno Boschilia – PR (FIFA) e Victor Hugo Imazu dos Santos – PR (CBF)
Cartões amarelos: Keno, Willian, Roger Guedes, Juninho (PAL); Régis Souza, no banco (BAH)
Cartões vermelhos: –

Gols: Róger Guedes, aos 17’/1ºT (0-1); Vinícius, aos 44’/1ºT (1-1); Keno, aos 5’/2ºT (1-2); Mina, aos 37’/2ºT (1-3); João Paulo, aos 39’/2ºT (2-3); Willian, aos 47’/2ºT)

BAHIA: Jean, Eduardo, Tiago, Rodrigo Becão e Matheus Reis (Armero – 20’/2ºT); Juninho (João Paulo – 32’/2ºT), Renê Júnior, Vinícius (Gustavo Ferrareis – 10’/2ºT) e Zé Rafael; Mendoza e Edigar Júnio. Técnico: Jorginho.

PALMEIRAS: Fernando Prass, Mayke (Tchê Tchê – Intervalo), Mina, Juninho e Egídio; Thiago Santos (Luan – 26’/2ºT), Jean e Guerra; Róger Guedes, Keno (Erik – 20’/2ºT) e Willian. Técnico: Cuca.

Lance

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Atacante desencanta após jejum de 83 jogos, Fluminense vence e elimina Fla

O Fluminense conseguiu uma importante vitória neste sábado, pela Taça Rio. Fora de casa, o time tricolor bateu o Resende por 2 a 0, ficou mais perto da classificação para a semifinal e ainda eliminou o rival Flamengo. Mas tudo isso foi ofuscado pelo autor do segundo gol: o atacante Rhayner quebrou jejum de 83 jogos, já que voltou a balançar a rede quase sem querer e fez a festa do elenco tricolor.

 

O lance redentor do atacante aconteceu aos 14min do segundo tempo, quando o Fluminense já tinha aberto o placar com Michael – o jovem entrou no lugar de Fred, machucado. Rhayner avançou pela ponta direita, tentou cruzar, mas após desvios no zagueiro e no goleiro, a bola entrou e fez o Fluminense explodir em comemorações. O gol deixou o Fluminense com 13 pontos, em primeiro lugar do Grupo B. Já o Resende estacionou com 12, mas dificilmente perderá o segundo lugar, já que tem oito pontos a mais do que os times que podem alcancá-lo, Audax e Boavista.

 

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Mas a vitória não foi tão fácil para o Fluminense, pois o Resende mostrou porque tem feito boa campanha no Carioca. Já aos 7min, Kim cobrou falta que acertou o travessão defendido por Diego Cavalieri. Pouco antes, outra preocupação já tinha atingido o time tricolor, já que Fred saiu de jogo machucado e foi substituído pelo jovem Michael.

 

O Resende ainda teve outra boa chance aos 24min, quando Dudu fez jogada individual e só não marcou porque Cavalieri fez difícil defesa. A única boa chance do Fluminense na primeira etapa saiu dos pés de Wagner, que aplicou um corte na área, chutou de direita e deu trabalho para o goleiro Mauro.

 

Rhayner tentou cruzar, mas contou com desvios para quebrar seu quase inacreditável tabu Foto: Photocamera / Divulgação
Rhayner tentou cruzar, mas contou com desvios para quebrar seu quase inacreditável tabu
Foto: Photocamera / Divulgação

Porém, o que era um problema virou solução: substituto do lesionado Fred, o promissor Michael subiu mais alto que a defesa do Resende e acertou um cabeceio forte para abrir o placar aos 7min do segundo tempo.

 

O gol fez o Resende ir para o ataque e, por consequência, criou a oportunidade para que Rhayner acabasse com seu inacreditável jejum. Ele marcou seu primeiro gol desde 2011, quando ainda jogava pelo Grêmio Prudente pelo Campeonato Paulista. Depois disso, ele ainda passou pelo Náutico, foi contratado pelo Fluminense e chegou a errar dois pênaltis nesta temporada, antes de enfim comemorar o gol deste sábado.

 

A festa só não foi maior porque Rhayner saiu com dores na coxa e foi substituído por Deco logo depois, aos 22min. A entrada do meia pelo menos ajudou o Fluminense a controlar a vantagem conquistada, com mais posse de bola e menos correria. Rafael Sóbis ainda criou boa chance aos 38min, mas Mauro defendeu o chute e só evitou que o placar ficasse mais dilatado.

 

Ficha técnica

 

RESENDE 0 x 2 FLUMINENSE

 

Gols
FLUMINENSE: Michael, aos 7min do 2º tempo; e Rhayner, aos 14min do 2º tempo

 

RESENDE: Mauro, Filipi Souza, Dudu, Admilton (Rafael Carioca) e Kim (Marcelo); Léo Silva, Thiago Sales, Hiroshi e Marcel; Acosta (Geovane Maranhão) e Elias
Treinador: Eduardo Allax

 

FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Valencia (Fábio Braga) e Wágner; Rhayner (Deco), Rafael Sobis e Fred (Michael)
Treinador: Abel Braga

 

Cartões amarelos
RESENDE: Hiroshi e Admilton

 

Árbitro
Wagner Magalhães (RJ)

 

Local
Estádio Raulino de Oliveira

 

Terra

Flamengo desencanta, massacra o Santos-AP e sobrevive na Copa SP

Num jogo decidido na primeira meia hora, o Flamengo goleou o Santos-AP por 7 a 0, na noite desta terça-feira, em São José do Rio Preto, e manteve suas chances de classificação para a segunda fase da Copa São Paulo de Juniores. Os rubro-negros abriram 2 a 0 logo nos minutos iniciais e, aos 15, ficaram com dois jogadores a mais em campo, quando o goleiro Clemir fez pênalti, foi expulso e ainda viu seu companheiro de defesa, o zagueiro Raylan, se descontrolar, agredir os jogadores do time carioca e dar um tapa no árbitro logo depois de ser punido com o cartão vermelho.

Mesmo com a maior goleada da Copinha até agora, o Flamengo ainda é o segundo colocado do Grupo E, com quatro pontos, pois empatou na estreia por 0 a 0 com o Rondonópolis. Mas só precisará de uma vitória simples para tomar a liderança do anfitrião América de Rio Preto, que tem seis, e ficar com a vaga direta como vencedor da chave – os sete melhores segundos colocados também avançam. O confronto pela classificação será na sexta-feira, às 21h (de Brasilia), novamente no estádio Benedito Teixeira.

Derrotado na estreia pelo América, o Santos-AP está eliminado, com zero ponto. Faz sua despedida da competição contra o Rondonópolis, terceiro com um ponto e remotas chances de classificação, na sexta, às 19h.

Douglas gol Flamengo copa são paulo de juniores (Foto: Bê Caviquioli / Futura Press)Douglas comemora gol na vitória do Flamengo em Rio Preto (Foto: Bê Caviquioli / Futura Press)

Rolo compressor

Ciente da necessidade de vencer para manter as chances de ficar com o primeiro lugar, já que na preliminar o América tinha goleado o Rondonópolis por 6 a 0, o Flamengo não quis dar sopa para o azar e entrou em campo a toda. Logo aos três minutos, Douglas Baggio teve a chance de abrir o placar, mas mandou para fora. Aos cinco, Rafinha perdeu outra oportunidade.

Se a torcida já temia outro desastre como no sábado, quando o time pressionou o Rondonópolis e não conseguiu sair do 0 a 0, o fantasma foi espantado cedo. Aos 13 minutos, Renan Donizete recebeu passe da direita e chutou forte, sem chance para o goleiro Clemir. Depois, o camisa 10 comemorou imitando uma pantera, à maneira do pai, o ex-atacante Donizete.

Como se diz no interior de São Paulo, “abriu a porteira”. No minuto seguinte, Douglas Baggio fez o segundo gol do Fla. E o terceiro poderia ter saído logo depois, mas o atacante foi derrubado por Clemir quando driblava para marcar. Pênalti que resultou na expulsão do goleiro. O zagueiro Raylan se descontrolou, agrediu Douglas Baggio duas vezes, chamou outros rubro-negros para brigar e, logo depois de ser punido com o cartão vermelho, ainda deu um tapa por trás na cabeça do árbitro. Só saiu de campo após a intervenção do massagista do Santos-AP, Nilton Cesar.

Douglas Baggio perdeu o pênalti, deslocando o goleiro, mas cobrando para fora. Mas, três minutos depois, conseguiu se redimir. Aos 22, fez boa jogada e rolou para Digão fuzilar e marcar o terceiro. Na sequência, com o Santos-AP entregue, Felipe Dias marcou o quarto, aos 27, e Rodolfo, aos 31, fez o quinto.

Cabia mais

No segundo tempo, o Flamengo reduziu o ritmo, talvez preocupado com o jogo decisivo pela vaga daqui a três dias, e perdeu a oportunidade de aplicar uma goleada histórica. Douglas Baggio perdeu duas chances claras de ampliar, aos quatro e aos oito minutos, mas marcou o sexto, o seu segundo na partida, aos dez. Vitor Hugo fez o sétimo gol, ainda aos 17.

O Santos-AP continuou descontrolado e teve mais um jogador punido com o cartão vermelho. Aos 24, Danilo acertou uma cotovelada em Pedrinho ao proteger a bola na defesa. Na sequência, o massagista Nilton Cesar, apelidado de Biro-Biro, por sua semelhança com o ex-jogador do Corinthians da década de 80, também foi expulso. Antes de sair para o vestiário, pegou duas bolas, passou por dentro do campo, jogou uma delas no chão e chutou para dentro do gol do time do Amapá.

Sem forçar muito, o Flamengo quase fez mais gols. Rafinha ainda acertou uma falta no travessão. E a torcida, ironicamente, gritou olé em algumas trocas de passes do Santos-AP.

Globoesporte.com

Com um a menos, Treze faz 1 a 0 no Paysandu e desencanta na Série C

Treze e Paysandu entraram em campo com objetivos diferentes na tarde deste domingo pela Série C. O primeiro perseguia a primeira vitória. Já os paraenses sonhavam com a volta para o G4 do Grupo A. Melhor para o time paraibano, que mesmo atuando com um jogador a menos desde os nove minutos do segundo tempo (o zagueiro Tiago Messias foi expulso), venceu o Papão por 1 a 0 e deixou a lanterna da competição em poder do Cuiabá. O atacante Brasão marcou o gol do Alvinegro aos 26 minutos do segundo tempo.

Com o resultado, o Galo chegou aos quatro pontos, mesma pontuação do Cuiabá, que voltou a empatar, agora com o Fortaleza, e do Guarany de Sobral. A vantagem para o time matogrossense é exatamente no número de vitórias. Para o Paysandu, a derrota fez o time cair da quarta para sétima colocação, com oito pontos.

Paysandu 'ressuscitou' o Treze (Foto: GLOBOESPORTE.COM/PB)Treze e Paysandu fizeram uma partida muito equilibrada no Amigão (Foto: Leonardo Silva/Jornal da Paraíba)

No próximo domingo pela 7ª rodada, o Treze enfrenta o Guarany de Sobral, em Campina Grande, enquanto que o Paysandu recebe o Cuiabá, só que sábado.

O JOGO
Jogando em casa, com o apoio de mais 8 mil torcedores, o Treze começou a partida exercendo forte pressão sobre Paysandu. Logo no primeiro minuto, o atacante Brasão chutou de fora da área assustando goleiro Dalton.

Treze 1 x 0 Paysandu, no Estádio Amigão (Série C) (Foto: Leonardo Silva / Jornal da Paraíba)O Treze conseguiu o gol da vitória no 2º tempo,
quando jogava com um a menos
(Foto: Leonardo Silva / Jornal da Paraíba)

O Papão tentou sair para o jogo, mas o Galo não deu muitas chances. Em boa triangulação, Cristian lançou para Zabotto, que tocou para Brasão. O atacante ajeitou e chutou forte, obrigando o goleiro do Paysandu mandar para escanteio. Na cobrança, Tiago Messias desperdiçou.

A partir dos 20 minutos, o time paraense conseguiu superar a pressão inicial do Treze e começou a ter maior posse de bola. A grande chance de abrir o placar veio aos 26 minutos. Tiago Gasparetto falhou, Pikachu avançou e deixou Thiago Potiguar livre, mas o atacante chutou para fora.

A resposta trezeana foi imediata. Jamesson cruzou, Brasão cabeceou, mas o goleiro Dalton fez a defesa.

SEGUNDO TEMPO

O Galo voltou do intervalo sem modificação. Já o Paysandu retornou com Kiros em lugar de Robinho. Quando a bola voltou a rolar, o panorama do jogo não mudou, com o time paraibano se lançando ao ataque.

Aos 9 minutos, o lance que poderia mudar a história do jogo. Yago Pikachu avançou e foi derrubado por Tiago Messias na entrada da área. O zagueiro do Treze foi expulso na jogada.

Com um homem a mais o Paysandu passou a dominar a partida.Para recompor a defesa, o técnico Marcelo Vilar tirou Cristian e colocou o estreante Alexandre Carvalho.

Empurrado pela torcida, o Treze conseguiu se superar em campo e abriu o marcador aos 25 minutos. Brasão aproveitou bobeada da defesa paraense e marcou o segundo gol na Série C – detalhe é só ele marcou pelo Treze na competição. Na comemoração, o atacante tirou a camisa em direção ao volante Vanderson, do Paysandu, que durante a semana esquentou o clima do jogo dizendo que queria ver o Treze rebaixado.

Pela atitude, o atacante trezeano recebeu cartão amarelo. Os ânimos dos jogadores, no entanto, se acirraram ainda mais.

Após a marcação do gol, o Galo passou a administrar o resultado, enquanto que o Papão tentava de todas as formas sair do Amigão pelo menos com o empate. Na base da garra e determinação, o Treze finalmente conseguiu desencantar com a primeira vitória na Série C.

TREZE 1 x 0 PAYSANDU
Danilo, Jamesson, Thiago Messias, Thiago Gasparetto e Luciano Amaral; Vágner Rosa, Evérton César, Júlio Zabotto (Manú) e Cristian (Alexandre Carvalho); Rodrigo Pardal (Jeferson Lobo) e Brasão Dalton; Yago Pikachu, Marcos Vinicius, Fábio Sanches e Régis (Pantico); Pablo, Vanderson, Leandrinho e Alex Willian (Washington); Robinho (Kiros) e Tiago Potiguar
T.: Marcelo Vilar T.: Roberval Davino
Gol: Brasão, aos 25 minutos do 2º tempo
Cartões amarelos: Cristian, Brasão, Everton Cézar (Treze), Thiado Potiguar, Leandrinho, Marcos Vinicius (Paysandu)
Cartão vermelho: Thiago Messias
Local: Estádio Amigão (Campina Grande); Competição: Campeonato Brasileiro da Série C 2012; Arbitragem: Josevaldo Bissarria de Melo (AL), auxiliado por Rondinelle dos Santos Tavares (AL) e Thalis Silva Monteiro (AL)

Globoesporte.com

Fred desencanta em Fla-Flus, e Tricolor vence clássico dos 100 anos

Assim como no jogo de cem anos atrás, foram os tricolores que comemoraram. Em tarde de festa – e chuva – no Engenhão pela data comemorativa do Fla-Flu, Fred desencantou em seu sexto clássico contra os rubro-negros e marcou o único gol da partida, logo aos dez minutos. O placar de 1 a 0 deixa o Fluminense secando o Atlético-MG, que joga ainda neste domingo contra a Portuguesa, para ficar com a liderança do Campeonato Brasileiro pela primeira vez após oito rodadas.

O Flamengo, que se viu obrigado a tomar a iniciativa de atacar após sofrer um gol cedo, terminou a partida com 61% de posse de bola. E teve o dobro de finalizações do que o adversário (14 a sete), mas sem criar tantas chances de perigo assim. O time fica estacionado nos 12 pontos, na nona colocação.

Fred, que voltou a jogar após duas partidas ausente, agora está a dois gols de se igualar a Magno Alves como o maior artilheiro do Fluminense em Brasileiros.

– Só de poder participar, me sinto honrado. Fazer gol é especial para mim. É especial porque eu estava esperando esse gol há tanto tempo, e ele veio na hora boa, na hora dos cem anos, uma data especial. É o clássico mais charmoso do Brasil, e eu estou muito feliz. Está tudo bem comigo, agora é só pegar ritmo e fazer mais e mais gols – afirmou.
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No Flamengo, Renato lamentou o resultado, mas procurou ver o lado positivo da derrota:

– O jogo todo foi com o Flamengo no ataque e o Flu no contra-ataque. Fiz questão de reunir o nosso time para saudar a torcida, porque brigamos o tempo todo, e ela nos apoiou. Um tinha de sair feliz daqui hoje, infelizmente não fomos nós, mas o time mostrou que tem qualidade para enfrentar de igual para igual qualquer um.

Fluminense e Flamengo retornam a campo no próximo domingo. O Tricolor faz o clássico com o Botafogo, no Engenhão, enquanto o Rubro-Negro visita o Bahia, em Pituaçu.

A partida no Engenhão teve público de 32.591 pagantes (38.862 presentes), com renda de R$ 1.149.110. Cem anos atrás, o placar a favor do Fluminense foi 3 a 2.

fred fluminense gol flamengo (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Fred comemora após marcar o gol que decidiu o Fla-Flu (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

Festa e gol logo cedo

Antes do apito inicial, houve muita festa pelos 100 anos do clássico. Foi disputada uma preliminar de 20 minutos, com artistas e ex-jogadores de Fla e Flu. Depois, Toni Platão e Dudu Nobre cantaram os hinos dos clubes, acompanhados pela banda dos Fuzileiros Navais. Por fim, Peter Siemsen e Patricia Amorim, presidentes de Flu e Fla, receberam um troféu comemorativo aos 100 anos do clássico.

Com a bola rolando, o que se viu foi o Flamengo tomando a iniciativa nos primeiros minutos. Luiz Antonio, improvisado pela lateral direita, buscou o apoio. No meio, Bottinelli e Ibson tentaram municiar o ataque formado por Diego Maurício e Vagner Love, que teve a primeira chance do jogo, após bom passe do argentino, mas bateu nas mãos de Cavalieri.

O Fluminense, por sua vez, entrou em campo com a opção de jogar fechado. Apesar de ter jogadores de característica ofensiva em campo, como Deco, Thiago Neves, Wellington Nem e Fred, o Tricolor ficou à espera de bobeadas do Flamengo para contragolpear.

Logo na primeira oportunidade que teve, o Flu abriu o placar. Aos 10 minutos, Wellington Nem foi lançado em velocidade e acabou parado com falta por González, no bico direito da grande área. A cobrança não foi boa e parou na barreira, mas a zaga do Flamengo afastou mal e a bola acabou voltando a Thiago Neves na ponta direita. O camisa 7 limpou a jogada e cruzou com açúcar para Fred, no meio da área, desviar de pé direito e marcar seu primeiro gol em Fla-Flus.

O gol não fez o panorama da partida mudar no primeiro tempo. O Flu seguiu fechadinho, com duas linhas de quatro, à espera de vacilos rubro-negros, enquanto o Fla tinha mais a bola, mas trocava passes sem objetividade e praticamente não criava chances de gol.

Ao fim da etapa inicial, o Flamengo tinha 57% da posse de bola e oito finalizações, contra três do Flu. Entretanto, o Rubro-Negro só assustou em uma falta de longe de Renato, que saiu rente ao travessão.

O Fluminense, por outro lado, esteve muito próximo de ampliar sua vantagem aos 34 minutos. Thiago Neves foi à linha de fundo pela direita e cruzou para Fred. A bola passou na boca do gol e o camisa 9, que entrou de carrinho, não alcançou por questão de centímetros.

vagner love gum flamengo x fluminense (Foto: André Durão/Globoesporte.com)Gum e Love se estranham em disputa perto da área tricolor (Foto: André Durão/Globoesporte.com)

Fla lança garotos e parte para o abafa

Na volta para o segundo tempo, Joel Santana promoveu uma alteração no Flamengo: Adryan, de 17 anos, entrou na vaga de Diego Maurício. O Fluminense manteve sua formação inicial. Adryan, que é meia de origem, passou a exercer a função de segundo atacante. O Tricolor continuou bem armado na defesa, saindo na boa e deixando o adversário sem poder de penetração – apenas arriscando bolas levantadas e chutes de fora da área.

O jogo se desenrolou ao feitio que agradava ao Fluminense. O Flamengo, com 60% da posse de bola, não conseguia espaços e, com o passar do tempo, foi ficando nervoso. O Flu, toda vez que ia à frente, principalmente com Wellington Nem, causava calafrios à defesa rubro-negra, que ainda teve um desfalque ao longo da etapa final: o chileno Marcos González, sozinho, machucou as costas e teve de dar lugar a Arthur Sanches, que passou a formar dupla com Marllon.

Por volta dos 30 minutos, o clássico passou a ganhar outros ares. Abel tirou Fred, que voltava de lesão, e lançou Samuel. Joel respondeu tirando o volante Amaral para a entrada do meia-atacante Mattheus. Abel agiu rapidamente, tirando Deco para a entrada de Valencia.

Na base da vontade, o Flamengo foi para o ataque e chegou a criar chances para empatar. Magal fez boa jogada pela esquerda e cruzou na medida para Adryan, livre na área. O jovem cabeceou, e a bola saiu tirando tinta do poste direito de Cavalieri.

Depois, numa sequência de escanteios, o ataque do Flamengo fez uma blitz na área tricolor e ainda acertou a trave, numa cabeçada de Arthur Sanches, mas não conseguiu o empate. O Fluminense, com Wellington Nem puxando contra-ataques, mostrou também que não estava morto no jogo e que poderia ampliar a qualquer momento. No fim, com atuação irrepreensível de sua dupla de zaga (Gum e Anderson), o time de Abel garantiu a vitória no Fla-Flu do centenário.

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