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Desejo de ser mãe pode se tornar obsessão

gravidezPor ser fruto de um desejo intenso, a tentativa de se tornar mãe pode acabar ocupando um espaço maior do que deveria na rotina e na vida de muitas mulheres. Isso porque elas passam a se cobrar cada vez mais para conseguir atingir a sonhada gestação, como se tudo dependesse apenas do sucesso dessa empreitada.

Estar pronta para a gravidez é ter consciência da realidade e baixar as expectativas. São raros os casos de mulheres que conseguem engravidar logo na primeira tentativa.

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“Um casal jovem, saudável e com relações sexuais frequentes tem 25% de chance de conseguir engravidar. É um número muito baixo, também levando em consideração o período mais fértil da mulher. Por isso, é normal fracassar nas primeiras tentativas. O casal pode tentar por até um ano e não conseguir. Até esse tempo, os médicos ainda consideram a situação absolutamente natural”, afirma o ginecologista Domingos Mantelli.

Se durante esse período de um ano ou mesmo depois a vida da mulher passa a ser pautada única e exclusivamente pela vontade de ter um filho, é preciso ficar atento. Pode ser um sinal que aquela vontade natural de ser mãe tenha se transformado em um comportamento obsessivo.

“A obsessão pode ser percebida quando começa a causar danos, sejam eles físicos ou psicológicos, no dia a dia da mulher. Quando ela abandona outros setores da vida, como o parceiro e até outros filhos, é o momento de procurar ajuda”, explica a psiquiatra Carla Bicca.

Além do dano psicológico, a obsessão pode ser tornar um obstáculo em tentativas futuras de engravidar. O estresse mexe com o organismo de tal maneira que o corpo da mulher passa a ser um “ambiente desfavorável” até para os espermatozoides. A tensão e o nervosismo liberam adrenalina e cortisol, hormônios que alteram o pH do corpo e podem dificultar a gestação.

Para que a situação não chegue a esse extremo, especialistas recomendam que as mulheres olhem com carinho também para outras áreas da vida cotidiana. Essa atitude vai tirar um pouco do foco a questão de ter um filho, permitindo que mulher não fique estagnada nessa ideia. Mesmo contra a vontade natural do corpo, é importante sair de casa, praticar exercícios físicos ou qualquer outra atividade que mantenha a mente ocupada.

 

iG

Gervásio ironiza desejo de Ricardo de firmar aliança com o PMDB: “Pensei que fosse montagem a fala do governador”

  O líder da oposição na Assembleia Legislativa da   Paraíba, deputado Gervásio Maia Filho (PMDB)     ironizou, nesta quarta-feira (7), as declarações  do  governador Ricardo Coutinho (PSB), que  ontem  sinalizou a possibilidade de uma  reaproximação  com os peemedebistas já no 1º  turno das  eleições deste ano.

Durante entrevista, o governador disse que “haveria espaços” para o PMDB em sua chapa. Indagado sobre as declarações de Ricardo Coutinho, Gervásio Filho disse que, num primeiro momento, não acreditou e chegou até a pensar que fosse montagem. “Isso é um sinal de desespero porque o governador sabe que o nosso partido pode ir para o segundo turno e que a candidatura de Veneziano tem muito a crescer ainda”, observou.

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Gervásio Filho questionou ainda a sinalização do governador, lembrando que “até um dia desses, ele queria dar uma surra de votos na oposição”. Para o peemedebista, Coutinho está desesperado com alto índice de rejeição ao seu governo e o crescimento da oposição, inclusive na Assembleia. O deputado disse ainda que não ouviu nenhuma manifestação contrária à sua na bancada peemedebista, e que qualquer posicionamento em outra direção seria “como remar contra a maré”.

MaisPB

Estudo: falta de desejo sexual é reclamação de 48,5% das mulheres

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Segundo um estudo recente, 48,5% das mulheres que procuram atendimento médico por conta de disfunções sexuais se queixam de falta ou diminuição do desejo sexual.

 

A pesquisa, realizada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e pelo Centro de Referência e Especialização em Sexologia (Cresex), analisou 455 pacientes do ambulatório do Hospital Estadual Pérola Byington e concluiu que, das mulheres observadas, apenas 13% tiveram os distúrbios ligados à causas orgânicas – como alterações hormonais ou probelmas ligados a outras doenças – enquanto a grande maioria relaciona a condição à aspectos psicológicos e socioculturais.

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“O tratamento das disfunções sexuais, em geral, é realizado por meio de terapias comportamentais cognitivas. Já o uso de medicamento só é indicado quando a causa orgânica dos problemas é identificada”, afirma a coordenadora do Cresex, Tânia das Graças Mauadie.

 

Entre os dados divulgados, 18,2% das mulheres observadas apresentaram dificuldades de chegar ao orgasmo, 9,2% apresentavam dor intensa durante o ato sexual (dispareunia) e 6,9% mostraram inadequação social (níveis diferentes de desejo em relação ao parceiro).

 

Além destes distúrbios, outras pacientes disseram sofrer com vaginismo (espasmos involuntários dos músculos que fecham a vagina), disfunção sexual generalizada e distúrbios de excitação.

 

As mulheres atendidas tinham entre 55 e 20 anos: 45% delas tinham entre 40 e 55 anos, 36,4% estavam entre 25 e 39 anos e 7,9% tinham entre 20 e 24 anos.

 

Terra

Descubra quais são os fatores mais comuns para a queda do desejo sexual e como solucioná-los

casalSexo faz bem para a saúde, para pele e para vida. Mas nem sempre estamos dispostos a praticá-lo, essa vontade depende de um equilíbrio e é ainda mais tênue para as mulheres. No caso delas, são diversas as razões que podem reduzir o desejo, inclusive hormonais. “Os hormônios andrógenos, conhecidos como masculinos, é que estão ligados à libido feminina e entre eles de maior potência é a testosterona”, conta a endocrinologista Dolores Pardini, presidente do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

O problema é que, para a mulher, além dos fatores físicos e orgânicos, tudo depende de questões psicológicas para estar disposta ao sexo. “O desejo sexual feminino tem um componente emocional muito marcado”, contextualiza Jorge José Serapião, ginecologista e membro da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro (SGORJ). “Numa relação em que essa valorização da mulher não seja presente, claro que qualquer que seja os níveis de testosterona que ela tenha, o desejo estará baixo”, conclui.

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Porém, o que fazer quando você quer fazer mais sexo, mas a libido não tem dado às caras? Um bom começo é se informar sobre o que pode reduzir o desejo sexual feminino. Conversamos com os profissionais e listamos as principais causas, confira:

Estresse e cansaço

A mulher de hoje é muito mais suscetível ao estresse e ansiedade. Também pudera, anda acumulando os papéis de mãe, provedora do lar e dona de casa, numa jornada muitas vezes tripla. E quando o estresse bate na porta, é muito mais fácil a libido ir embora pela janela! “Se o indivíduo está estressado de certa forma ele se sente desconfortável e a libido feminina necessita de um estado corporal relaxado, de uma mente livre de pensamentos boicotadores que a ajude a liberar o corpo”, considera a psicóloga Juliana Bonetti, especializada em sexualidade.

A melhor forma de resolver isso seria encarar o sexo como uma forma também de relaxar. “Quando a mulher está com alguma questão de redução de libido, ela tem o pensamento de querer terminar logo para se livrar, é necessário que se reestruture esse pensamento, que se trabalhe questões afetivas individuais e de relacionamento, para que o sexo torne-se um momento prazeroso”, considera a especialista.

Pílula anticoncepcional - Foto: Getty Images

Pílula anticoncepcional

Muitas mulheres têm maior oleosidade na pele, espinhar e pelos no corpo, justamente por terem a testosterona em alta. Para isso, alguns tipos de pílula anticoncepcional são feitas com um tipo de progesterona sintética chamada ciproterona. “Esse hormônio interfere na produção de testosterona, reduzindo-a, podendo assim reduzir discretamente também a libido”, explica Jorge José Serapião, ginecologista e membro da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro (SGORJ). Mas não existe um consenso sobre isso, como explica o especialista. O ideal, portanto, é conversar com seu médico sobre isso, caso você tome um desses anticoncepcionais e esteja sentindo a libido reduzida.

Mulher deprimida na cama - Foto: Getty Images

Depressão

A depressão é uma das doenças que mais afeta a libido, tanto feminina quanto masculina. O próprio quadro faz com que a vontade de fazer sexo diminua. “No estado depressivo, a mulher tem uma ausência de desejo geral, um desinteresse nas questões da vida, do cotidiano, ausência de perspectivas no futuro, inclusive o sexo”, explica Juliana Bonetti. O problema é que muitas vezes o tratamento contribui para essa falta de estímulo sexual. “Paradoxalmente, alguns medicamentos antidepressivos potencializam a queda do desejo sexual, aqueles que mexem com a serotonina”, explica o ginecologista Serapião. A solução, nesses casos, é conversar com seu psiquiatra, caso a questão a esteja incomodando demais, e tentar outros medicamentos.

Cartela de remédios - Foto: Getty Images

Outros medicamentos

Não só os antidepressivos podem atuar reduzindo a libido. “Alguns medicamentos podem alterar o metabolismo dos hormônios andrógenos, que são os maiores influenciadores da libido mesmo na mulher”, expõe a endocrinologista Dolores Pardini, presidente do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). A especialista cita dois exemplos, o primeiro é o diurético com espironolactona, receitado principalmente por cardiologistas, que atua na metabolização da testosterona, e pode causar reações até em homens. Além dele, alguns antifúngicos, usados principalmente para micose nos pés, que pode interferir nos hormônios masculinos.

Moça preocupada com sua saúde - Foto: Getty Images

Outros problemas de saúde

A preocupação é um fator que reduz (e muito!) a libido de uma mulher. Enquanto ela está com a cabeça em outras questões, acaba não conseguindo se concentrar no sexo, e doenças graves entram nessa categoria. Mas os males físicos também podem interferir no desejo sexual: “qualquer problema que interfira no estado geral de saúde da pessoa, como a má nutrição ou falta de sono, compromete a libido, principalmente na mulher”, considera Dolores Pardini. Algumas condições, porém, são mais nocivas. O emagrecimento repentino, por exemplo, pode prejudicar os hormônios sexuais, já que sua matéria-prima são as gorduras. Só que quando emagrecemos gradualmente, o corpo tem tempo para se acostumar com isso, e com isso continuar seu funcionamento normal, no chamado fenômeno adaptativo.

Filho dormindo entre os pais - Foto: Getty Images

Maternidade

Se você acaba de ser mãe e sua libido está lá embaixo, pode culpar os hormônios da amamentação. Isso ocorre devido ao aumento da prolactina, que estimula a produção de leite materno. Mas não é preciso parar de amamentar por causa disso, afinal a amamentação é muito importante para a criança e até para a mulher: lactantes têm menores chances de ter câncer de mama! Até porque, pode ser que a libido caia mesmo de qualquer jeito… “Fatores emocionais são mais importantes do que a prolactina, e a mãe tem uma ligação tão intensa com o bebê que ela fica pouco interessada em outras questões”, considera Serapião.

Mulher na menopausa - Foto: Getty Images

Menopausa

A menopausa sinaliza o fim do período fértil da mulher e os ovários entram em falência, produzindo menos hormônios, inclusive reduzindo a síntese de testosterona, como nos ensina a endocrinologista Dolores. “Na verdade, a partir dos 40 anos os níveis de testosterona começam a cair tanto no homem quanto na mulher, estima-se uma redução de 50% de hormônios andrógenos do que aos 20 anos”, comenta a especialista. Porém, Dolores ressalta que há muito mais envolvido nessa questão do que apenas hormônios: é muito comum que a mulher enfrente problemas de relacionamento e até mesmo comece sentir a ausência dos filhos nessa fase, e tudo isso influencia também no seu desejo sexual. Além disso, a queda dos hormônios femininos reduz a lubrificação, dificultando o sexo. “Por isso, nem sempre apenas a reposição hormonal resolve o problema, principalmente nas mulheres, cuja libido depende de tantos fatores”, conclui.

Moça insatisfeita com o espelho - Foto: Getty Images

Baixa autoestima

Quando a mulher se sente mal com seu corpo, certamente terá dificuldades com sua libido, já que o sexo envolve a exposição total do seu corpo. “Com a autocrítica elevada, ela vai para o sexo se medindo, se comparando e a probabilidade de sua libido desaparecer é alta”, considera Juliana. É importante pensar que a beleza feminina não está relacionada apenas à forma perfeita do corpo. “Ela está mais ligada a um repertório subliminar de comportamentos sensuais e sexuais do que com o belo politicamente correto e socialmente imposto pelos meios de comunicação”, considera a especialista. Caso a questão esteja se tornando algo debilitante, o ideal é que a mulher procure ajuda da psicoterapia para trabalhar sua autoestima.

Mulher abusando do álcool - Foto: Getty Images

Excesso de álcool

Por mais que beber um pouquinho torne você mais receptiva para o sexo, até porque ocorre uma queda nos sistemas de inibição do cérebro, o álcool em excesso reduz a libido! Tudo porque a bebida danifica o corpo todo. “Além de causar um quadro tóxico, ele compromete o metabolismo do indivíduo, em grandes quantidades o organismo substitui suas necessidade calóricas pela caloria do álcool e tem alterações nas funções hepática, causando enfraquecimento e reduzindo massa muscular e níveis de vitaminas”, explica Serapião. Porém, como ressalta a endocrinologista Dolores, isso ainda é bem controverso. De qualquer forma, a bebida nessa intensidade pode fazer mal à saúde como um todo, e é melhor prevenir do que remediar.

 

 

minhavida

Delegado diz que menino manifestou desejo de matar os pais para amigo

O delegado Itagiba Franco, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse, em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (6), que um amigo de escola, cujo nome não foi revelado, contou em depoimento à polícia que o garoto Marcelo Pesseghini, de 13 anos, já tinha manifestado o desejo de matar os pais e que queria ser “matador de aluguel”. O menino é o principal suspeito de matar os pais policiais militares, a avó e a tia-avó na madrugada de segunda-feira (5). Ele teria ainda ido à escola e se matado após retornar para casa, na Vila Brasilândia, Zona Norte da capital paulista.

“Esse amigo (do Marcelo) nos disse hoje: ‘desejo manifestado pelo Marcelo: ele sempre me chamou para fugir de casa para ser um matador de aluguel. Ele tinha o plano de matar os pais durante a noite, quando ninguém soubesse, e fugir com o carro dos pais e morar em um local abandonado'”, relatou Franco.

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A policial militar Andréia Regina Bovo Pesseghini, de 36 anos, o sargento da Rota Luís Marcelo Pesseghini, a mãe da policial militar, Benedita de Oliveira Bovo, de 67 anos, a tia da policial, Bernadete Oliveira da Silva, de 55 anos, e o filho do casal foram encontrados mortos em duas casas da família que ficam no mesmo terreno.

Diante das evidências obtidas pela polícia nesta terça-feira, o delegado afirmou que tudo “leva a crer que o Marcelo matou os pais” e os parentes. “Ele já tinha esse desejo que, na minha opinião, veio a concretizar. Foi uma tragédia familiar. De uma forma silenciosa, ele vinha se preparando para alguma coisa”, completou.

De acordo com o delegado do DHPP, havia uma dúvida ainda em relação a quem havia estacionado o carro da cabo Andréia Regina Bovo Pesseghini em frente à escola onde Marcelo estudava, na manhã de segunda-feira. “Quem teria tirado o carro de lá? Qual a razão desse carro estar na proximidade da escola do garoto? A chave (do carro) ainda não havia sido encontrada. De início, nós acreditávamos que um garoto de 13 anos não teria condições de tirá-lo de lá. Mas um perito me informou que a chave estava no bolso da jaqueta do menino que estava na sala. Tudo vai se encaixando”, disse.

Arte morte de família em SP- versão 17h (Foto: Arte/G1)

Segundo Itagiba Franco, a imagem de uma câmera que fica próxima ao ponto onde o carro da família foi estacionado mostra que um jovem desce do banco do motorista e atravessa a rua. O amigo de escola teria reconhecido Marcelo como a pessoa que aparece nas imagens. Ainda de acordo com as investigações, o estudante comentou com uma professora do colégio que já tinha dirigido um buggy uma vez.

As testemunhas começaram a ser ouvidas pela polícia já na madrugada desta terça-feira, de acordo com o delegado. Uma das professoras de Marcelo relatou à polícia que teve uma conversa com o menino, onde foi indagada por ele se ela já havia dirigido um carro e se ela já havia atingido, de alguma forma, os pais. “Ela achou estranho aquela conversa, mas respondeu de uma forma, assim, profissional, e manteve aquela linha de raciocínio.”

O pai do melhor amigo de Marcelo informou que deu carona ao menino na volta da escola. O suspeito, então, teria pedido para o homem parar o carro para ele ir até o Corsa prata da mãe, que já estava estacionado próximo à escola.

“Ele saiu do banco do carona, se dirigiu até lá, abriu o carro, pegou alguma coisa, voltou, entrou e foi até a casa dele. Na casa, o pai do amigo teria perguntado a ele queria que buzinasse, alguma coisa assim. O menino disse que não, porque os pais, a avó e a tia-avó estariam dormindo. Então, ele procurou descartar qualquer tipo de aproximação de estranhos da casa”, relatou o delegado.

Suspeito
A Polícia Militar acredita que o garoto Marcelo Pesseghini foi à escola pela manhã após já ter assassinado os parentes. O comandante da Polícia Militar, coronel Benedito Roberto Meira, afirmou em entrevista ao SPTV que câmeras de segurança mostram uma pessoa, que seria Marcelo, estacionando o veículo da policial à 1h15 de segunda próximo ao Colégio Stella Rodrigues, na Rua João Machado.

A pessoa sai após as 6h30, com uma mochila nas costas e entra na escola. Esse primeiro vídeo, no entanto, não permitia confirmar com exatidão que a pessoa é o garoto, o que teria ocorrido com a localização de um segundo vídeo.

Para a Polícia Militar, as mortes dos parentes de Marcelo, em duas casas que ficam num mesmo terreno na Rua Dom Sebastião, na Vila Brasilândia, aconteceram entre a noite de domingo (4) e a madrugada de segunda-feira.

O coronel Benedito Meira afirmou que está descartada a possibilidade de vingança. “Nós descartamos possibilidade de retaliação por parte de facção. A casa não estava revirada, não há sinais de arrombamento”, afirmou.

Menino canhoto
Segundo o coronel Benedito Meira, “o menino era canhoto, o disparo foi feito do lado esquerdo da cabeça dele e a arma estava debaixo do corpo do adolescente”. No entanto, ele ressaltou que a polícia não descarta que outras linhas de investigação possam aparecer nos próximos dias. No boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil consta que o adolescente encontrado morto “empunhava a arma na mão esquerda, debaixo do corpo”.

Nesta terça-feira, Fábio Luiz Pesheghini, irmão de Luís Marcelo, afirmou que o sobrinho não era canhoto. “Pelo que eu sei ele era destro. Eu tenho quase certeza que ele era destro”, disse. Segundo Fabio, o sobrinho era “tranquilo, uma criança normal, que não dava trabalho para os pais, mal saía de casa”. Ele disse desconhecer se o irmão e a cunhada recebiam ameaças.

 

 

G1

Risco de impotência e perda de desejo sexual aumenta junto com a circunferência abdominal

O homem brasileiro está barrigudo, sedentário, acima do peso e, além de tudo, desatento. A maioria não sabe que a famosa barriga de chope pode trazer uma consequência para lá de infeliz: a falta de ereção. Uma pesquisa comportamental feita com cinco mil homens pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) faz um raio-X da saúde masculina e mostra que 51% estão acima ou muito acima do peso, 64% nunca realizaram um exame para medir os níveis de testosterona, 38% não costumam ir ao médico com frequência, 23% relacionam a obesidade ao envelhecimento. E 37% admitem o uso de remédio para ereção – no Rio este percentual chega a 60%.

O risco de impotência aumenta em homens com mais de 94 centímetros de circunferência abdominal, principalmente depois dos 40 anos. Essa gordura chamada visceral gera estrogênio, cortisol e leptina, substâncias que diminuem a produção de testosterona, um dos principais combustíveis sexuais masculinos. Segundo o endocrinologista João Eduardo Salles, professor da Santa Casa de São Paulo, 40% dos obesos têm baixos níveis de testosterona no corpo.

– Uma das principais partes do organismo afetadas pela obesidade é a hipófise, o que acarreta uma menor produção de hormônios que estimulam os testículos a produzirem a testosterona – detalha Salles.

O hormônio em baixa dosagem causa alteração de humor, problemas de ereção e sonolência, aumenta a gordura abdominal e diminui a libido, explica o urologista Archimedes Nardozza Junior, diretor do Núcleo de Pesquisa da SBU e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

– Os homens só batem na porta do médico quando ocorrem problemas na próstata e de questão sexual, muitas vezes levados pelas mulheres. A maioria desconhece a ação da testosterona, que começa a diminuir a partir dos 40 anos, de forma lenta e gradativa, mas com grande impacto no organismo – afirma Nardozza Júnior.

Mais testosterona, menos barriga

Resultados de um estudo do endocrinologista alemão Farid Saad, da área científica do laboratório Bayer na Alemanha, mostram que os homens podem emagrecer e diminuir a circunferência abdominal com a reposição hormonal.

A pesquisa, apresentada durante um encontro da Sociedade de Endocrinologia, nos Estados Unidos, acompanhou por cinco anos 115 homens com baixos índices de testosterona. Com a reposição hormonal, dieta e exercícios, eles perderam, em média, 16kg e a circunferência abdominal reduziu de 107 para 98 centímetros. Outro grupo com 255 homens e idade média de 60 anos colocou os níveis de testosterona em ordem e teve uma melhora no problema da disfunção erétil. Além da perda de peso, em cinco anos eles reduziram 8,8cm na medida de circunferência abdominal.

– É muito difícil comparar todos os estudos, já que são diferentes em muitos aspectos. Mas sabemos que os homens não relacionam o aumento de peso, o tamanho da barriga, a dificuldade em ter ereção e a baixa testosterona. Eles pensam nessas condições como fenômenos independentes. Grandes estudos epidemiológicos têm analisado estas condições juntas – diz o endocrinologista alemão, em entrevista ao GLOBO.

Dados mundiais apontam que cerca de 20% da população masculina têm algum sinal de síndrome metabólica: obesidade, diabetes, pressão alta e colesterol ruim elevado, fatores que também prejudicam a ereção. Isto somado ao tabagismo aumenta ainda mais o risco para doenças coronarianas.

– Cada fator aumenta um pouco o risco. O cigarro eleva em uma vez e meia as chances de doenças coronarianas. O colesterol e a glicemia alterados mais que dobram os riscos – diz Nardozza Júnior.

No Rio, a pesquisa da SBU constatou que 69% dos homens acima de 40 anos não fazem dieta e 52% também não praticam atividade física. Resultado: 47% estão acima ou muito acima do peso ideal. Os principais sinais de envelhecimento apontados pelos entrevistados são pressão alta e cansaço (32% ); perda de libido e de força muscular (26%); perda da força muscular e calvície (16%); obesidade e diabetes (17%). Quanto à vida sexual, 48% dos homens se dizem 100% satisfeitos.

Bom humor e menos cansaço

Uma revisão de tudo o que foi publicado até hoje na literatura médica sobre os efeitos da testosterona na composição corporal, divulgada no periódico “Current Diabetes Reviews”, mostra que os níveis de testosterona em dia contribuem também para a melhora do humor e a redução da fadiga. Mas a reposição hormonal só deve ser feita com indicação e acompanhamento médicos, como exames de controle a cada três meses.

Entre os efeitos colaterais, a reposição pode levar a um aumento de glóbulos vermelhos, além disso, quem ronca por apneia do sono pode ter uma piora no quadro. Daí a importância das consultas e exames de sangue regulares para um eventual ajuste da dose.

– Só recomendamos a reposição quando o indivíduo tem nível inferior a 300ng/dL – nanogramas por decilitro. Hoje, já existe uma dose única, injetável, para três meses. Não é recomendada a reposição para homens que ainda pretendem ter filhos porque inibe a fertilidade. Há jovens que usam o hormônio como anabolizante, o que é um erro – orienta o endocrinologista Farid Saad.

O Globo