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Mulher espanca professora em sala de aula após descobrir caso com seu marido

briga-mulherUma professora foi espancada em frente aos seus alunos depois que uma mulher lhe acusou de dormir com seu marido. Laelia Paredes Flores, 35 anos, invadiu a sala de aula em Huimanguillo, México, e atacou Marcella Vllalpando Tovar, 32 anos, deixando os estudantes e membros da escola chocados ao assistirem a cena. Um vídeo foi gravado mostrando Marcella se protegendo no chão enquanto Laelia lhe dá uma série de chutes. Ainda não satisfeita, ela pula em cima da mulher e começa a puxar seus cabelos enquanto a xinga, até que finalmente deixa o local.

“A mulher furiosa começou a gritar antes de acertar a nossa professora e jogá-la no chão, foi quando eu corri para pedir ajuda. Mas quando os outros professores vieram, eles apenas ficaram ao redor assistindo. Foi realmente horrível”, disse Miriam Gracia Adorno, 16 anos.

Um porta-voz da escola disse que a agressora é mãe de um estudante matriculado na instituição de ensino. “Estamos consternados com este ataque e como não foi feito nada para pará-lo. Nós iniciamos uma investigação para apurar o caso.”

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Com: poptrash

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Dez dicas para o empreendedor descobrir se o funcionário está enrolando no trabalho

É cada vez maior o arsenal de artimanhas utilizadas por funcionários dentro das empresas para driblar as tarefas do expediente. Regidos pela lei do esforço mínimo, os colaboradores que apresentam este comportamento podem comprometer a produtividade dentro do ambiente corporativo.

Reuters
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Trabalhar de casa é um verdadeiro convite ao ócio. É considerada uma forma de se evitar o trabalho

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Identificá-los o mais rápido possível pode ajudar gestores a criarem estratégias que melhorem as práticas organizacionais, diminuindo índices de insatisfação e, claro, os períodos de ócio.

Um estudo da Escola de Negócios da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, publicado pela Forbes, descobriu 10 táticas comuns usadas por estes mestres na arte de fazer pouco e ainda ser pago por isso. Tanto que Eric Abrahamson, professor à frente da pesquisa, batizou esses profissionais de “Michelangelos da esquiva do trabalho”.

Confira os métodos utilizados pelos adoradores do ócio:

1 – ALTERNAR HORÁRIOS
Dessa forma, segundo o estudo, chefes nunca saberão quando o funcionário estará no escritório, evitando que lhe sejam delegadas atribuições.

2 – HOME OFFICE ‘FOREVER
Trabalhar de casa é um verdadeiro convite ao ócio. É considerada uma das formas mais fáceis de se evitar o trabalho.

3 – FICAR LONGE DA MESA
Fazer inúmeras pausas para ir ao banheiro ou tomar café também foi um comportamento detectado pelo estudo. Com o funcionário ausente, o chefe não poderá lhe dar trabalho.

4 – DEIXAR A CAIXA POSTAL LOTADA
Com o excesso de mensagens, quem ligar pode pensar que o funcionário está bastante ocupado ao longo do dia.

5 – ESCONDER EMOÇÕES
Se o funcionário conseguir omitir fisicamente suas emoções, a chefia não terá pistas se ele está disposto, ou não, para desempenhar determinada tarefa, acabando delegando o trabalho a outra pessoa que demonstre mais entusiasmo.

6 – DISTORCER O TEMPO
Evitar de falar para os colegas quanto tempo foi gasto para realizar um trabalho também evita que eles saibam qual é o tempo necessário para que a tarefa seja feita. Esta manobra diminui a cobrança para que prazos sejam cumpridos.

7 – SER SINCERO
O estudo do professor Abrahamsom destaca os colaboradores que, de forma cordial, deixam claro aos seus chefes que irão falhar miseravelmente na atribuição que lhe é oferecida.

8 – PARECER SOBRECARREGADO
Funcionários com baixa produtividade costumam alegar que estão sempre ocupados, ainda que isso seja uma grande mentira, aponta o estudo.

9 – LEVAR CRÉDITO PELO TRABALHO ALHEIO
Colaboradores com desempenho pouco produtivo geralmente se envolvem em projetos para poder passar uma imagem positiva à chefia, mesmo que não tenham feito nada durante a atividade.

10 – CONFIGURAR O COMPUTADOR
Os mestres do ócios geralmente programam o computador para responder e-mails quando se ausentam ou criam atalhos que abrem planilhas na tela quando são flagrados desprevenidos.

 

BRUNO DE OLIVEIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO

Brasileiras ajudam a descobrir molécula capaz de tratar câncer

(Foto: Copyright National Academy of Sciences)
(Foto: Copyright National Academy of Sciences)

Uma nova molécula encontrada em uma bactéria marinha pode ter um papel significativo no tratamento contra o câncer, em especial o câncer de pele do tipo melanoma. A pesquisa que levou à descoberta teve a participação de duas cientistas brasileiras e foi publicada na revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS) nesta segunda-feira (29).

Chamada de seriniquinona, a molécula foi isolada de uma bactéria rara do gêneroSerinicoccus, coletada em sedimentos de praias da República de Palau, pequeno país insular da Oceania. A coleta foi feita por uma equipe liderada pelo professor William Fenical, da Universidade da Califórnia em San Diego, que trabalha com um banco de mais de 20 mil cepas de bactérias marinhas para testar possíveis componentes com ação contra o câncer.

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A bióloga Leticia Veras Costa Lotufo, professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), uma das autoras do estudo, explica que a molécula seriniquinona é capaz de reconhecer uma proteína presente principalmente nas células cancerígenas: a dermicidina, que está relacionada à sobrevivência da célula. “Quando a molécula se liga nessa proteína, acaba ativando uma série de processos de morte celular”, diz a pesquisadora.

“O inovador do trabalho é que a dermicidina é muito pouco estudada. Esta é a primeira substância descrita que teria o papel de modular a proteína. A dermicidina já era conhecida, assim como sua função pró-sobrevivência. Mas como alvo, ainda não tinha sido estudada.”

A dermicidina é mais expressa em células da pele, segundo Leticia, o que poderia explicar por que essa substância é mais eficaz contra o câncer de pele. Além de abrir a possibilidade de desenvolver drogas para tratamento de câncer que tenham como alvo a dermicidina, o estudo também abre caminho para uso da dermicidina como marcador de diagnóstico.

O artigo publicado nesta segunda-feira descreve os resultados de testes feitos em células cancerígenas. Mas, segundo Leticia, testes com modelos animais já tiveram resultados positivos, ainda não publicados.

Também participou do estudo a pesquisadora brasileira Paula Jimenez, além de outros pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego.

 

Mariana Lenharo

Como descobrir se você está sendo chato

Inconveniente, repetitivo, dono da verdade e irritante. São essas as principais características do chato, segundo o “Tratado Geral dos Chatos” (Civilização Brasileira). Considerada a bíblia do assunto, a obra escrita por Guilherme Figueiredo em 1960 descreve todas as variações da chatice, “qualidade” que, não à toa, tirou sua denominação de um parasita capaz de causar irritação e incômodo nas partes íntimas do homem.

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Devido a um mecanismo de compensação do cérebro, chatos não percebem quando estão sendo desagradáveis

 

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Daí a associação com aquela pessoa impertinente, que não sabe se comportar no convívio social. “O chato é pouco sensível ao entorno, ao próprio ambiente, então não percebe sua inadequação”, pontua Denize Rubano, professora Faculdade de Psicologia da PUC São Paulo.

Pessoas inconvenientes sempre existiram. As roupagens é que mudam com o tempo, conforme explica o psicanalista Raymundo Lima, professor do Departamento de Fundamentos da Educação da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e estudioso da obra de Guilherme Figueiredo. O clássico e inocente “chato de galocha”, por exemplo, mostra o aspecto cultural de sua época: era aquele sujeito que não tirava as galochas molhadas para entrar nos locais. Molhava tudo e irritava as pessoas.

Há chatos menos datados na lista de Figueiredo. É o caso do “chato-etílico”, que se revela depois de alguns goles. Fã de pegadinhas, o “chatimbanco” adora puxar a cadeira quando você vai sentar. Já o “existenchatista” não precisa fazer nada. Basta a sua presença para chatear os demais. A lista do livro é extensa e não são necessárias explicações pseudocientíficas para reconhecê-los. O dia a dia é um observatório deles.

Desculpe se estou sendo chato

Falta de educação pode ser um forte indício de chatice. “O chato quase sempre invade a privacidade do outro e o deixa constrangido”, descreve Lima. Por isso afasta as pessoas. “Lá vem ele”, é comum escutar antes de uma rodinha de gente se espalhar. Mas uma cena dessas
não inspira pena. Isso porque “o chato nunca se chateia”, como garante Figueiredo.

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Chatos falam demais e ouvem pouco

 

Os chatos são pessoas que não têm os limites claros. “Falam muito perto, pegam o tempo todo no outro enquanto conversam, abrem a geladeira na casa de alguém que mal conhecem. Ou seja, ultrapassam os limites”, resume Liliana Seger, coordenadora do Ambulatório dos Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas.

A chatice também está ligada aos comportamentos extremos. “Uma pessoa que não tem humor é chata, mas fazer gracinha o tempo todo também é muito chato. Tudo que é totalmente introspectivo ou extrovertido corre o risco de ser chato”.

Para Liliana, o chato não se dá conta que está sendo inadequado porque o chateado não é assertivo o suficiente para sinalizar o problema. Outro motivo pode estar relacionado a uma crise eufórica. “O cérebro produz uma sensação prazerosa nesse momento. E o chato entende que ele foi agradável, não o contrário”, completa Raymundo Lima.

“Eu sou assim”

A voz, os gestos e o modo de se relacionar dão pistas sobre o grau de importunação dos chatos. São normalmente politicamente incorretos. Fazem piadas inapropriadas com minorias. O intelectual também dá seus sinais de chatice, pois só fala de ideias e tem dificuldade de relaxar.

A repetição é uma característica fortemente ligada à chatice, como os casos de transtorno obsessivo compulsivo: aqueles que acumulam entulho em casa ou lavam as mãos a cada minuto. “Toda doença neurótica costuma ser chata”, diz o psicanalista Raymundo Lima.

O chato convicto aprendeu a viver de sua própria maneira e não sabe viver de outra forma. “Pelo lado da psicanálise, é triste notar que eles desenvolveram um traço de caráter, de personalidade, que é difícil de ser removido pela própria pessoa ou pelo meio social”, lamenta Lima. O chato desenvolve esse maneirismo e se beneficia disso na medida em que se acomoda. É esta a sua marca: “eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim”.

Mundo chato

Entre as definições antigas, o chato é uma pessoa que fala quando deveria escutar: ele é egoísta, fala de forma compulsiva e nunca pergunta como o outro está.

Raymundo Lima vê esta atitude arrogante se acentuar na era moderna. “As pessoas se sentem muito no direito e pouco no dever, como se estivessem autorizadas a cometer o que bem entendem”, observa.

As novas tecnologias também fornecem novas armas aos chatos. Eles podem encaminhar um monte de correntes e histórias falsas, por email ou pelo Facebook. E quer coisa mais inadequada do que disputar a atenção de alguém com um celular? “Hoje o chato é dotado de outros recursos para exercer sua chatice. A tecnologia surge muito rapidamente, os comportamentos e as relações entre as pessoas têm mudado, sem uma ética própria”, alerta Denise.

O jornalista e humorista Apparício Torelly, que ficou conhecido como Barão de Itararé, costumava dizer que o mundo é redondo, mas está ficando muito chato. Lima concorda. “Com o avanço da modernidade líquida, em que tudo é volátil, as relações perdem consistência. As pessoas ficam com medo de ser preteridas, quando uma boa relação não pode ser burocrática, cheia de sinais amarelos. Ela vale um monte de pequenas transgressões”, diz.

 

 

iG

Ao descobrir caso com seu marido, mulher amarra, espanca e raspa cabeça de doméstica

PortalMidia.net
PortalMidia.net

Uma mulher amarrou, espancou e raspou a cabeça da doméstica na manhã dessa sexta-feira (15) no município de Alagoinha (distante 89 quilômetros de João Pessoa), no Agreste da Paraíba. A vingança aconteceu após a dona de casa descobrir que a empregada estava tendo um caso amoroso com seu marido.

Segundo informações da repórter da TV Correio, Jaceline Marques, a patroa – identificada apenas como Margareth – desconfiou que a empregada – identificada como Maria José Cavalcante de Lucena, 41 anos – estava se relacionando com o marido – o empresário identificado como Severino.

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Por causa disso, Margareth instalou várias câmeras escondidas dentro da casa. Após alguns dias de filmagem, ela constatou a traição e resolveu se vingar. Na manhã desta sexta, a patroa pediu para a empregada entrar pela porta da cozinha da casa onde mora, no centro da cidade.

Assim que entrou, Maria José se deparou com a televisão ligada com as imagens do ato sexual dela com Severino. Com a ajuda do filho de 20 anos, Margareth segurou a doméstica, a amarrou em uma cadeira e amordaçou sua boca. Revoltada, a dona de casa ainda forçou a doméstica a assistir todo o filme e bateu em seu rosto várias vezes, além de xingá-la com palavras de baixo calão.

Depois, Margareth ainda cortou o cabelo da doméstica com uma tesoura e uma máquina profissional. A tortura só acabou após Severino chegar em casa e flagrar a cena. Após quase duas horas, Maria José foi liberada e foi para sua residência.

Na tarde dessa sexta-feira, a empregada foi à delegacia de Alagoinha e prestou queixa. O caso será investigado pelo delegado Janduir Pereira.

 

 

Felipe Silveira

Faça um teste para descobrir se tem mau hálito

Foto: Shutterstock
Foto: Shutterstock

O grande perigo da halitose é que ela pode ser percebida por todos, menos pela pessoa que sofre desse mal. Isso mesmo, você pode ter mau hálito e nem desconfiar. Ocorre que quando os odores são constantes o bulbo olfativo – que recebe as informações do olfato – fica fadigado. Isso quer dizer que o nariz se acostuma com o cheiro e a pessoa não sente o próprio hálito.

 

Segundo a Associação Brasileira de Halitose – ABHA –, no Brasil, pesquisas revelaram que aproximadamente 30% da população sofre com este problema, cerca de 50 milhões de pessoas. Entre as causas estão o estresse, mudança nos hábitos alimentares, redução do fluxo salivar.  Uma das melhores armas contra o mau hálito é tomar água frequentemente para manter a produção de saliva. “Tudo que altera a produção da saliva gera halitose, e quando ingerimos pouca água, as glândulas salivares ficam preguiçosas e não produzem a saliva adequada”, diz Ana Kolbe, presidente da Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas dos Odores da Boca. A especialista explica que com pouca água, a saliva fica viscosa e grudenta, o que permite maior acúmulo da saburra lingual – camada esbranquiçada que fica no fundo da língua. Uma saída para descobrir se está entre a população que sofre com a halitose é perguntar a pessoas íntimas se o problema existe. Caso o constrangimento seja grande, faça o teste e tire a dúvida de uma vez.

 

Basta responder sim ou não.

 

1- Respira pela boca?

 

2- Fuma?

 

3- Bebe pouco líquido?

 

4- Toma bebida alcoólica mais de duas vezes por semana?

 

5- Fica muitas horas em jejum?

 

6- Ronca?

 

7- Sente a boca seca?

 

8- Ao olhar no espelho, nota uma camada esbranquiçada no fundo da língua?

 

9- Tem tártaro?

 

10- Seu intestino é preso?

 

11- Sua gengiva sangra durante a higiene oral?

 

12- Chupa bala ou masca gomas para disfarçar o hálito?

 

13- As pessoas oferecem balas ou chicletes com frequência?

 

14- As pessoas se distanciam para falar com você?

 

15-  Tem o costume de colocar a mão na boca para falar?

 

16- Faz mais de seis meses que não vai ao dentista?

 

17- Faz dieta?

 

Agora passe a língua no punho e aguarde 30 segundos. Se ao cheirar o local sentir um odor desagradável, e foram assinalados dois ou mais itens nas perguntas acima, procure um dentista para tratar a halitose. “Sabemos que 90% das causas do mau hálito estão relacionadas a problemas bucais, assim o dentista deve ser o primeiro profissional a ser procurado para diagnosticar e tratar o mau hálito”, diz Marcos Moura, presidente da ABHA.

 

 

Terra

Comissão da Verdade não vai descobrir muita coisa, diz Gabeira

A Comissão da Verdade que foi instalada no último mês de maio pela presidente Dilma Rousseff não vai descobrir muita coisa. E dificilmente terá elementos para recomendar a punição de crimes cometidos por agentes do Estado durante a ditadura. A opinião é do ex-deputado federal e um dos principais resistentes ao regime da caserna, Fernando Gabeira. Para ele, a principal contribuição da comissão será incorporar a verdade à história oficial do País.

— É uma ilusão a gente pensar que a Comissão da Verdade, sozinha, vá alcançar um volume de dados muito grande. Ela vai desvendar muito de contribuições da sociedade e de contribuições investigativas da imprensa. Mas, de um modo geral, ela nunca descobre muita coisa.

Gabeira participou da luta armada contra o regime militar como membro do MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), grupo que, em 1969, organizou o sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick.

O sequestro serviu para pressionar os militares a libertar quinze presos políticos ligados a organizações clandestinas de esquerda. A operação foi bem sucedida, e todos que integravam a lista de nomes feita pelo MR-8 foram libertos e deixaram o País, mas os envolvidos no sequestro foram presos algum tempo depois.

O próprio Gabeira foi preso em 1970, na cidade de São Paulo. Ao tentar fugir, foi atingido por um tiro em suas costas, perfurando rim, estômago e fígado. Preso, foi libertado em junho do mesmo ano, tendo sido trocado junto com outros 39 presos pelo embaixador alemão Ehrenfried von Holleben, que também havia sido sequestrado.

O episódio é narrado no seu livro O que é isso, companheiro?, de 1979. Na obra, Gabeira fala sobre sua participação na luta armada e o período do exílio. O livro venceu o Prêmio Jabuti em 1980 e foi transformado em filme pelo cineasta Bruno Barreto em 1997. Gabeira esteve exilado entre 1970 e 1979, período em que passou por Chile, Suécia e Itália. Voltou ao Brasil, em 1979, beneficiado pela Lei de Anistia.

— Eu penso que a Lei de Anistia foi redigida num momento histórico em que uma correlação de forças existia, e eu comemorei e não me insurgi contra ela naquele momento. Eu achava que, considerada a correlação de forças que havia, era algo bom para nós.

Ele não acredita em revanchismo na atuação da Comissão da Verdade, e entende que, caso haja elementos para tal, sejam apurados também crimes cometidos pelas organizações de combate à ditadura.

Entretanto, ressalta, sem nunca comparar quem pegou em armas para lutar contra um regime ilegal com quem reprimiu, prendeu e torturou para sustentar um golpe de Estado. Para Gabeira, um Estado ilegal não pode criminalizar ações contra sua existência impetrada por setores da população.

Leia a seguir a entrevista completa com Fernando Gabeira:

R7 – Antes de ser empossada a Comissão da Verdade, seus membros deram declarações diferentes. Enquanto alguns acreditam que a investigação se limitará aos agentes de Estado, outros dizem que quem participou da luta armada também deve ser investigado. Qual a análise o senhor faz sobre isso e sobre a comissão?

Fernando Gabeira – Originalmente, essas comissões são feitas para apurar crimes cometidos por agentes do Estado. Se, eventualmente, surgir alguma coisa de importante que não seja isso, eu acho que pode ser incorporado. Mas, principalmente, a Comissão da Verdade nunca foi apenas isso. Ela, quando surgiu na África do Sul, era uma comissão da verdade e da conciliação, da reconciliação. Então, acredito que tudo aquilo que for verdadeiro a respeito do que aconteceu, ajuda do ponto do vista do reconhecimento histórico, mas é preciso também definir o foco. E, evidentemente, o foco são os agentes do Estado, que tinham mais condições de serem violentos do que os revolucionários, já que detinham o aparato do Estado, a lei, e condições de realizar tortura. Minha posição é que o foco seja nos agentes do Estado. Mas, se surgir outra coisa, não há nenhum inconveniente em examinar, uma vez que o princípio é a busca da verdade.

R7 – O senhor acha que é possível comparar quem pegou em armas para lutar contra um regime ilegal com quem torturou para sustentar um golpe de Estado?

Gabeira – Não é possível equiparar. São atitudes diferentes. No meu entender, apesar de a escolha pela luta armada ser historicamente equivocada, uma coisa é a pessoa tentando resistir a uma quebra violenta da ordem legal. Outra coisa é um aparato de Estado produzir tanta violência como foi naquela época. Esse processo foi criado naquele momento pela sociedade brasileira e foram, de certa maneira, anistiados os dois lados. A Comissão da Verdade não se colocou naquela posição de punir as pessoas, mas sim estabelecer a verdade. E a partir daí ver o que fazer.

R7 – A Lei da Anistia, em tese, já garantiu essa reconciliação a que o senhor se refere. A comissão não deve ir além? E a lei, deve ser revista?

Gabeira – Eu penso que a Lei de Anistia foi redigida num momento histórico em que uma correlação de forças existia, e eu comemorei e não me insurgi contra ela naquele momento. Eu achava que, considerada a correlação de forças que havia, era algo bom para nós. Agora mudou a correlação de forças. Mas não acho razoável, uma vez mudada essa correlação, dizer que agora a Lei de Anistia tem que mudar só porque somos mais fortes do que quando chegamos do exílio.

R7 – Corrija-me se estiver errado, mas os membros da luta armada julgados por crimes de sangue não foram anistiados, eles apenas receberam diminuição das penas.

Gabeira – Não. Eles foram anistiados mesmo. Havia na época – e inclusive a anistia no surpreendeu – uma suposição de que seriam anistiados apenas aqueles que não participaram de atos armados. Mas o conceito de anistia geral, ampla e irrestrita, atingiu esses casos também, que é o meu caso.

R7 – A Lei de anistia impede a punição dos responsáveis pelos crimes cometidos na ditadura?

Gabeira – Ela anistia os crimes pelos dois lados. Ao afirmar isso, reconhece que houve crimes cometidos pelos militares. Mas anistia a todos os crimes cometidos naquele período. Agora, existem teses que vão ser discutidas ainda, e cada caso será um caso. Há teses de que o desaparecimento ou morte de pessoas são crimes continuados, que não poderiam ser anistiado. Existem várias teses em jogo tentando alterar esse princípio da lei. Mas, pelo que observo, não existe na sociedade brasileira uma disposição muito grande em rever essa questão. Existem movimentos isolados de pessoas que estão denunciando torturadores.

R7 – Nos últimos meses, grupos de jovens têm feito manifestações, os chamados “esculachos”, contra pessoas ligadas à ditadura. Como o senhor observa esses movimentos?

Gabeira – É uma tentativa de dramatizar a questão da ditadura para apontar para a necessidade de uma avaliação do que foi feito. Não tenho elementos para afirmar que tipo de movimento é esse e qual o tipo de espontaneidade envolvido nisso. Não sei o distanciamento que ele tem de partidos, se ele é somente a expressão de um partido político ou algo espontâneo de uma garotada que se juntou para fazer isso.

R7 – Com isso e com a instalação da comissão, a ditadura voltou ao centro do debate. Esse resgate do tema é interessante? Ajuda o trabalho da comissão?

Gabeira – Ajuda. Tanto é que houve aparições de algumas pessoas que já começaram a falar. Tivemos recentemente o lançamento do livro de um delegado contando algumas coisas que eles fizeram no período. E agora tivemos a revelação sobre aquela “casa da morte” que existia em Petrópolis. Essas revelações são fundamentais. É uma ilusão a gente pensar que a comissão da verdade, sozinha, vai alcançar um volume de dados muito grande. Ela vai desvendar muito de contribuições da sociedade e de contribuições investigativas da imprensa. Mas, de um modo geral, ela nunca descobre muita coisa.

R7 – Outros países da América Latina onde aconteceram golpes militares estão há anos enfrentando a ditadura. Alguns já julgaram e puniram os golpistas e responsáveis, os torturadores e assassinos. O Brasil vai fazer isso algum dia?

Gabeira – Eu tenho minhas dúvidas de que o Brasil um dia chegue a julgar e punir militares que participaram daquele momento. As críticas ao processo brasileiro, que permitiu que torturadores e pessoas envolvidas na luta armada fossem anistiados são antigas e nunca houve grande repercussão sobre isso. Parece-me que o objetivo maior disso tudo é conhecer o que houve. Uma vez esclarecido, aí começa outra discussão, sobre o que fazer com a verdade.

R7 – E o que se deve fazer?

Gabeira – Incorporá-la à história oficial do Brasil. Quanto à punição dos militares, quando chegarmos a esse ponto, os militares envolvidos, se já não estiverem mortos, estarão no final da vida deles. Pode ser que uma tentativa de punição deles, num contexto em que a sociedade não está envolvida profundamente no tema, traga para eles uma aura de simpatia no final da vida e eles acabem saindo como vítimas. Tendo a favorecer a ideia de estabelecer a verdade sem estabelecer punição para quem está no final da vida.

R7 – Concorda com a tese de que os militares buscam tratar a questão como um problema individual e não um tema político de interesse de toda a sociedade? Daí a ideia do revanchismo.

Gabeira – Não concordo. Dependendo da maneira como a comissão for conduzida, não é absolutamente revanchismo. Até porque, dependendo de como for, o estabelecimento da verdade é o que interessa a todos. Todos têm interesse em que a história do Brasil seja contada de forma transparente. O que incomoda mesmo os militares é a ameaça de punição, sobretudo aqueles que já estão no fim da vida.

R7 – Já se vão 48 anos do golpe de 1964. O que o senhor lembra daquele dia?

Gabeira – Aquele dia foi muito triste para mim. Não contava que o golpe fosse ser vitorioso tão rapidamente e sem nenhuma resistência. Nós éramos cinco jornalistas que morávamos num apartamento quarto e sala na rua Barata Ribeiro, em Copacabana, e ficamos surpreendidos com isso. Um dos nossos companheiros, inclusive já morto, foi ao quartel dos fuzileiros navais pegar armas. Porque havia uma promessa de que eles iriam resistir. A verdade é que nem isso aconteceu e a resistência praticamente se desfez em poucas horas. Estávamos, então, diante de outra situação histórica que ia marcar nossa vida adulta. Teríamos aí quase 30 anos de ditadura militar pela frente.

R7 – O senhor tem algum arrependimento daquele tempo?

Gabeira – Não, não há arrependimentos. Mas, se eu tivesse a possibilidade de reexaminar a situação, eu teria me dedicado à resistência pacífica.

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Após descobrir sabor da vitória, Nico Rosberg prevê: ‘Vem mais por aí’

Com uma atuação impecável, Nico Rosberg venceu pela primeira vez em seu 111º GP na Fórmula 1. Agora que descobriu o sabor da vitória na categoria máxima do automobilismo, o alemão de 26 anos, que havia obtido no sábado a primeira pole na carreira, quer mais. Feliz com a evolução da Mercedes, Rosberg comemorou o resultado e projetou mais sucesso na temporada.

– Foi um fim de semana perfeito. É um sentimento inacreditável. Estou muito feliz, muito extasiado. Foi um longo tempo de espera para eu e para a equipe. Finalmente conseguimos. Agora a equipe precisa se acostumar, porque vem mais por aí. Estou ansioso para saber aonde podemos chegar – celebrou.

Foi a primeira vitória da Mercedes após seu retorno à categoria em 2010, a décima na história da escuderia, quebrando um jejum de 57 anos desde a conquista de Juan Manuel Fangio, na Itália, em 1955.

F1 Gp da China Nico Rosberg (Foto: Reuters)Nico Rosberg comemora pela primeira vez no alto do pódio (Foto: Reuters)

Rosberg se mostrou surpreso com o ritmo de corrida da Mercedes. O piloto sabia que os carros da escuderia apresentavam bom desempenho nos treinos, mas deixavam a desejar nas corridas.

– Nós sabíamos que tínhamos boas chances de terminar na frente, mas não esperávamos ser tão rápidos. Foi uma corrida ótima e é impressionante ver como progredimos tão rapidamente. Nós tivemos dificuldades nas duas primeiras corridas, mas fizemos algumas mudanças e tudo melhorou – completou.

Os pilotos voltam à pista no próximo fim de semana, para o polêmico GP do Bahrein, que chegou a ser ameaçado por problemas de segurança no país. O treino classificatório está marcado para as 8h de sábado, e a corrida, para 9h de domingo .

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