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Vereadores debatem violência em Solânea e criticam descaso do Governo do Estado com a área

cadeteOs vereadores de Solânea debateram, na sessão desta sexta-feira (15), a segurança pública do município e o medo que a sociedade está vivendo nos últimos dias na cidade. A discussão foi ainda mais intensa depois que o vereador Antônio Cadete relatou um fato ocorrido com seu filho e presidente do Sindicato dos Trabalhadores, Josenildo da Silva. Ele teve o carro alvejado por arma de fogo na noite dessa quinta-feira (14) na cidade. Em outra ocorrência na mesma noite, um jovem de 25 anos foi baleado e por pouco não morreu.

Os parlamentares criticaram a postura do Governador do Estado no último Orçamento Participativo falando que Solânea e as cidades vizinhas estavam sob controle da polícia, como também criticaram, no mesmo evento, as palavras do Comandante da Polícia Militar, Euller Chaves.

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Késsio Furtado lembrou o fato do jovem Jeckson, que também foi vítima da violência na noite dessa quinta-feira. Já o presidente da Câmara, Márcio Prudêncio, lembrou e lamentou uma entrevista concedida numa rádio, onde foi dito que o governo estava trabalhando no combate à violência da cidade.

Márcio comentou que durante a entrevista não viu nenhuma proposta concreta e nem um plano de ação ao combate à criminalidade em Solânea. “Pelo que ouvi acredito que o delegado sozinho não vá resolver o problema da violência em nossa cidade. Em momento algum vi ele citar que tem uma equipe de investigação trabalhando no combate as drogas e assaltos, que têm acontecido com frequência nas ruas da nossa cidade”, ressaltou o presidente.

Segundo o vereador Tiago José, “todos sabem que o maior problema da violência na cidade é o tráfico de drogas, mas não vejo ninguém fazendo nada para combater esse grande mal que aflige nossa sociedade. Enquanto isso continuamos sendo vítimas da violência”.

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Focando a Notícia

Vereadores de Bananeiras se revoltam com descaso do governo e cobram ação contra seca no Brejo

camaraA situação de calamidade pela qual passa a região do Brejo. Esse foi o principal assunto debatido durante a sessão desta terça-feira (14) na Câmara de Vereadores de Bananeiras. Os parlamentares se revoltaram com o descaso dos governo estadual e federal com a localidade e cobraram providências urgentes para o enfrentamento a estiagem. Eles também prometeram promover uma mobilização para chamar atenção das autoridades.

O presidente da Casa, vereador Guga Aragão, exigiu ao menos uma resposta da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba sobre o abastecimento no município. “Esta Casa já procurou pessoalmente a Cagepa para que pudessem nos dar uma solução rápida para amenizar a situação que nossa cidade está enfrentando”, informou.

Guga lamentou que nenhuma resposta às reivindicações do Legislativo tenha chegado. “Será que na Capital ninguém viu na internet através dos sites e redes sociais que nossa barragem secou? Por que até agora ninguém tomou nenhuma atitude? Porque até agora quem tem procurado fazer algo para solucionar o problema tem sido a prefeitura, justamente a instituição que tem o menor número de recursos para suprir essa situação”, desabafou.

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Os demais vereadores também usaram a Tribuna para cobrar uma atitude dos governos do Estado e Federal para solucionar o caos que o município e o Brejo estão vivendo atualmente. Segundo eles, o governo tem a obrigação de tomar alguma providência com relação a seca no Brejo.

“Não é possível que o Governo do Estado não tome nenhuma atitude com relação ao que estamos vivendo em nossa cidade”, questionou o vereador Antônio Marques.

Já Heraldo Azevedo convocou a população para se manifestar. “Vamos nos mobilizar. Temos que fazer igual o vereador Guga relatou aqui, temos que ir para rua fazer com que esse governador e essa presidente que aí se encontram possam, ao menos, nos escutar, já que para mim eles não têm coração. Não podemos mais ficar esperando uma atitude desses governos que não respeitam sequer os votos que aqui obtiveram”, disse.

Focando a Notícia

Trócolli lamenta descaso do governo com hospitais da Paraíba e cobra providências

 

trocolliO deputado estadual Trócolli Júnior (PMDB) lamentou o descaso do governo estadual com os hospitais da Paraíba. O parlamentar fez um discurso duro com relação ao relatório divulgado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), onde fica comprovada a superlotação em quatro grandes hospitais e cobrou providências urgentes. Conforme o relatório, estão em situação de superlotação o Trauma de Campina Grande, o regional de Patos, o Complexo Hospitalar de Mangabeira e o Edson Ramalho, em João Pessoa.

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“Me causa indignação também saber que a superlotação também é um problema constatado nas maternidade da Capital e Interior. Segundo o Conselho Regional de Medicina da Paraíba, é fato que os hospitais de Urgência e Emergência da Paraíba estão e continuam superlotados. Sempre foram identificadas situações como essas nas inspeções feitas pelo Conselho, e foram encaminhados relatórios às secretarias de Saúde e ao Ministério Público Estadual. Só tenho a lamentar que isso esteja ocorrendo no nosso Estado, e cobrar providências, pois essa situação não pode persistir. É um desrespeito para os cidadãos”, reivindicou Trócolli.

De acordo com o relatório Saúde no Brasil, além da superlotação nos leitos, foram constatados casos de pacientes que permanecem internados sem previsão para a realização de cirurgias na Paraíba. O estudo indica que em diversas situações os pacientes são levados a mais de um hospital, antes de encontrar uma vaga e ser atendido. “Isso demonstra não só a superlotação, a deficiência na regulação hospitalar, como redução da qualidade do atendimento”, disse Trócolli.

O legislador também revelou, em seu discurso, que foram transferidos para o Estado pelo governo federal o montante de R$ 421 milhões para custear as ações e os serviços de saúde em 2013. “Ou seja, recursos o Estado tem, só falta investir para melhorar os serviços. Nós da Assembleia Legislativa estamos fazendo a nossa parte. Já visitamos vários hospitais durante a Caravana da Saúde. Constatamos diversas irregularidades e denunciamos. Não podemos e não vamos ficar calados”, finalizou.

 

 

Assessoria

Descaso e frustração. Denuncias ao mau atendimento médico não são priorizadas pelo MP ou CRM

saudeUma das profissões de maior prestígio na sociedade contemporânea é, sem dúvidas, a do médico. A medicina se destaca como o curso mais procurado das instituições públicas e privadas de ensino. Contudo, em paralelo a esse prestígio a medicina tem sido também um dos serviços com o maior número de reclamações e queixas registradas pela Promotoria do Consumidor (Ministério Público).

 

Entre as denuncias recebidas tanto pelo Ministério Público, quanto pelo Conselho Regional de Medicina (CRM), as mais recorrentes tratam da desumanização da relação médico/paciente, com relato de maus tratos, descaso e descomprometimento por parte dos profissionais da área.

 

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De acordo com o Dr. João Alberto Morais, corregedor do Conselho na Paraíba, todos os dias o órgão recebe denuncias que confirmam a tecnificação dos atendimentos e o distanciamento imposto a essa relação. Porém, a averiguação dos casos é feita de acordo com uma linha de prioridades. “Todos os dias recebemos denuncias, algumas denotam infração ao código de ética, outras são desprovidas de cabimento. Sendo assim, as denuncias passam primeiro por uma seleção para depois apurarmos os fatos”, disse.

 

Nesse caso, as denuncias que recebem maior atenção por parte do Conselho são aquelas que comprometem a vida do paciente, ou, os casos de negligencia médica. Queixas relacionadas ao tratamento pessoal são ouvidas, mas não recebem tratamento especial. “As principais queixas, no que diz respeito a médico/paciente, são relacionadas à demanda excessiva de pacientes tanto nos hospitais públicos quanto particulares. O excesso prejudica a capacidade física dos médicos e acaba gerando uma insatisfação nos pacientes que já se encontram sensibilizados pela doença”, explicou o corregedor.

 

Em relação às queixas direcionadas ao Ministério Público, o promotor de defesa do consumidor, Gualberto Bezerra, assentiu que existem processos de diferentes naturezas em andamento e que os pacientes que se sentem prejudicados têm direito a serem ressarcidos por danos morais e materiais. “Estamos estudando uma nova cartilha para os serviços médico/hospitalares, e adianto que os hospitais serão obrigados a manter comissões de infecção hospitalar funcionando e haverá ainda mais urgência em relação as maternidades e UTIs”, declarou.

 

Casos – Apesar de haver órgãos que se responsabilizam por acolher essas denuncias, muitos são os casos que ilustram o crescimento dessa relação automatizada dentro dos consultórios médicos. Problema que afeta indiscriminadamente toda a população, como é o caso do estudante de direito Natan Félix, que aos 22 anos já move um processo contra o Hospital da Unimed. A jornalista A.S, de 36 anos que sofreu com o descaso durante a gravidez e o editor Paulo Cavalcante, 44, que também foi vítima de maus-tratos em uma consulta particular.

 

De acordo com os depoimentos dos pacientes, a naturalização do ‘procedimento padrão’ e a desatenção dos órgãos responsáveis à mecanização das condutas médicas é um dos fatores que mais contribuem com a disseminação dos casos.

 

Para Cavalcante, o que ficou de uma consulta rotineira foi a frustração. “Depois de um longo tempo de espera, tive um atendimento de 5 minutos e a prescrição de remédios sem justificativa ou explicação, nem de como deveria tomá-los. A consulta era particular, mas tive acesso a um procedimento padrão, mecanizado no qual o médico mal olhou para mim. E eu era o último da fila, não havia porque ter pressa”, declarou. Acredito que o médico as vezes se sente deus, mas apesar disso não conseguem tomar nenhuma decisão sem antes pedir os exames. Eles não apalpam, não olham, nem se interessam pelo paciente. Olha para nós não como uma pessoa, mas como uma doença apenas. Talvez eles acreditam que somos incapazes de entender o que eles estão vendo, ou simplesmente não se preocupam com isso”, desabafa.

 

No caso de A.S, o sentimento não é diferente. Grávida de primeira viajem, tudo que procurava era o atendimento humanizado de uma obstetra que pudesse tirar suas dúvidas e acompanhar a gestação de maneira delicada. “Fui indicada ao atendimento de uma médica por amigas que já haviam tido bebe. Como ginecologista ela foi uma médica atenciosa, mas como obstetra foi péssima. Foi altamente fria, mecânica… Quando passei por um descolamento de placenta de 3 cm e perguntei se era muito ela me mandou medir com uma régua. Ela não deu a mínima atenção, me livrei de uma ‘carnificeira’ ainda nos primeiros meses e sei de casos que a mesma médica tratou com descaso de pacientes que passaram por abortos naturais”, relatou.

 

Contudo, é a história de Natan Felix, que revela um dos descasos mais recorrentes, e também mais naturalizados pelos conselhos. No final do ano passado, o rapaz foi internado e passou por todos os procedimentos do pré-operatório, incluindo um jejum de mais de 12 horas, quando foi notificado pelo Hospital da Unimed de que o médico teria esquecido de sua cirurgia. “Me senti revoltado, angustiado. Não tiveram respeito pela minha pessoa, tive a dignidade relegada. Estou processando por danos morais e materiais a Unimed e o médico pelo descompromisso”, explicou.

 

Para Dr. João Alberto Morais, as denúncias devem ser apuradas detalhadamente, já que, muitas vezes, “existem outros fatores a serem esclarecidos e que os médicos também têm direito a defesa”.

Contudo, para Cavalcante, é preocupante ver a mecanização do tratamento, mais ainda é perceber que nem as escolas de medicina, nem o Ministério Público ou o CRM estão preocupados com isso, já que os erros médicos são priorizados nas denúncias. “Eles não entendem que o erro, muitas vezes, vem da ganância do médico, da má formação, ou da falta de atenção em relação ao paciente”, finaliza.

Cybele Soares

Remígio: vereador denuncia descaso e abandono da cidade

 

vereadorO vereador Vanildo Guedes de Andrade (PSC) denunciou na terça (19) na tribuna da Câmara de Remígio a situação de abandono de algumas comunidades do município. Segundo o vereador, a comunidade “Vó Regina”, conjunto habitacional que abriga cerca de cinquenta famílias, é um verdadeiro caos: esgoto a céu aberto e muito lixo faz aumentar assustadoramente a proliferação de doenças e insetos, já a falta de iluminação aumenta a insegurança da população. Situação parecida, segundo o parlamentar, é a do conjunto “Dona Toinha” onde não existe um só poste com lâmpadas, as ruas não possuem calçamento e não existe coleta de lixo.

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Com relação à educação, a cobrança é pela regularização da merenda escolar, já que os alunos passaram duas semanas tenho manga como seu único alimento. “Depois da manga, agora piorou, não temos é mais nada”, disse o vereador. Seu discurso foi tão aplaudido que nem a bancada do prefeito Melchior Batista (PSB) quiseram falar ao público presente.

Vanildo Guedes apresentou dois requerimentos, no primeiro, ele pediu á construção de uma sala de vídeo na Creche “Socorro Viana”, devido á necessidade de oferecer uma alternativa de recreação e interação entre os alunos, já no segundo, a construção de uma praça com uma academia popular ao lado do estádio municipal (antiga vila do campo), melhorando o aspecto visual da entrada da cidade e oferecendo mais uma opção de lazer e prática esportiva.

As reuniões ordinárias daquela casa acontecem às terças feiras as 19h30minutos.

 

Ascom / Vereador Vanildo Guedes

Tião denuncia suposto descaso na saúde de Solânea e prefeito reage mostrando números positivos

 

beto e tiãoO prefeito de Solânea, Beto do Brasil (PPS), rebateu as denúncias do deputado estadual Tião Gomes (PSL), nesta sexta-feira (15), que denunciou um suposto descaso na área da saúde do município. Tião acusou funcionários da prefeitura de maltratarem pacientes sob a alegação de que eles não teriam votado em Beto. Já o prefeito negou as acusações e mostrou números positivos que provam que o caos na saúde faz parte apenas do passado.

“Tudo sem fundamento. Realmente, quando nós assumimos a prefeitura de Solânea só havia dois médicos atuando em postos de saúde. Menos de três meses depois do início do nosso mandato já temos nove médicos atuando e na próxima semana o 10º PSF que resta sem profissional já deve estar recebendo os pacientes em sua plenitude”, explicou Beto do Brasil.

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O prefeito revelou que o município aderiu ao Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab) e que isso mudou a forma de trabalho nos PSFs da cidade. “Esse programa é um estímulo do governo federal para que os profissionais da saúde se mantenham nos postos. E nós, logo que assumimos a prefeitura, logo tratamos de aderir a esse projeto do Governo Federal para beneficiar nosso município. Com o Provab vamos conseguir manter os profissionais nos PSFs”, falou.

No entanto, Beto disse que, apesar de todas as melhorias já feitas, a gestão ainda pretende melhorar mais. “Nós queremos melhorar ainda mais a saúde de Solânea, porque quando assumimos estava muito complicado, mas estamos trabalhando para elevar a saúde de nosso município”, declarou.

Tião denuncia descaso e diz que hospital está superlotado

O deputado estadual Tião Gomes informou que vários moradores denunciaram que alguns funcionários que trabalham nas casas de saúde da cidade estariam priorizando o atendimento aos ‘amarelos’ (eleitores da atual gestão) e postergando o atendimento dos ‘vermelhos’ (eleitores da antiga gestão) simplesmente por mera picuinha política.

A situação, de acordo com o deputado, piorou ainda mais porque os vários PSFs instalados na cidade não estariam funcionando em sua plenitude, principalmente pela falta de médicos. “Isso está provocando quilométricas filas nos hospitais da cidade, população que não tem cor partidária e que como qualquer cidadão também tem o direito a saúde pública”, falou.

Sem médicos e com o atendimento supostamente precário dos PSFs, segundo Tião Gomes, a população é obrigada a superlotar o Hospital Distrital de Solânea que, apesar de ser do Estado, estaria utilizando por parte de alguns funcionários a ‘distinção’ entre pacientes aliados e adversários da atual gestão.

 

 

Redação/Focando a Notícia

MPF apura descaso com saúde de população indígena na PB; aldeias consomem água contaminada

No Ministério Público Federal na Paraíba tramitam, atualmente, seis procedimentos a respeito da saúde indígena. Os casos são referentes a comunidades potiguaras localizadas nos municípios de Marcação, Rio Tinto e Baía da Traição.

Tais procedimentos analisam questões como mau funcionamento ou fechamento de postos de saúde (polos base da saúde indígena), sucateamento da frota de veículos e equipamentos do Distrito Sanitário Especial Indígena Potiguara (Dsei), problemas no transporte dos pacientes indígenas, falta de melhoramentos sanitários, negativa de fornecimento de medicamentos e exames médicos, saneamento e abastecimento de água. Dentre os problemas mais graves, encontra-se o do abastecimento de água nas aldeias Jaraguá e Monte Mor, situadas em Rio Tinto (PB), objeto da Ação Civil Pública nº 0007089-19.2012.4.05.8200, proposta em 14 de setembro de 2012 contra a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), e o do abastecimento de água da aldeia Três Rios, onde a comunidade consome água contaminada.

No caso do abastecimento de água de Jaraguá/Monte Mor, em que a ação civil impetrada busca obrigar a concessionária a regularizar o fornecimento de água ameaçado de supressão pelo corte da energia pela concessionária Energisa (também ré na ação), o MPF peticionou em 30 de novembro de 2012 ao Juízo da 2ª  Vara Federal, queixando-se da demora na apreciação da liminar (mais de um mês sem deliberação).

No tocante ao abastecimento da aldeia Três Rios, que conta com um poço funcionando em condições precárias, por irregularidades na execução de um convênio celebrado com a Fundação Nacional de Saúde (então responsável por ações de abastecimento nas áreas indígenas), a Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai), órgão atualmente responsável pela prestação do serviço de saúde para as comunidades indígenas, se recusou a adotar providências, apesar de diversas tentativas de conciliação realizadas pelo MPF.

Segundo o procurador da República Duciran Farena, titular da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão (comunidades indígenas e minorias) na Paraíba, a omissão da Sesai está caracterizada, tanto no caso da água contaminada na aldeia Três Rios, quanto no caso do mau funcionamento dos postos de saúde indígenas no município de Marcação (PB), onde inspeção recente constatou postos fechados, ausência de profissionais médicos e equipamentos, instalações deterioradas, dentre outros problemas.

Ainda segundo o procurador, a recusa da Sesai em cumprir com suas obrigações levou a um impasse que obrigou o Ministério Público a agir, a fim de evitar o agravamento do quadro já caótico da saúde indígena do estado. As providências estão sendo anunciadas, neste momento, em audiência pública realizada pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão.

Assessoria[bb]

Site nacional destaca descaso de políticos a sítio arqueológico na PB

Em Ingá há três candidatos a prefeito disputando as eleições municipais de 2012, entre eles o prefeito Luiz Carlos Silva, o Lula (PMDB). Na cidade, três cores dominam as ruas: o verde, o vermelho e o amarelo. Apesar da disputa acirrada, nenhum político usa o potencial turístico como plataforma de governo, e a Pedra do Ingá é assunto esquecido.

No plano de governo de Biurity (PP), por exemplo, há apenas a citação da pedra, em meio a um projeto que cita preservação e recuperação de mananciais dos rios. Já os candidatos Lula e Manoel Batista Chaves Filho, Manoel da Lenha (PSD), não fazem nenhuma referência sequer ao assunto.

“Nas eleições a Pedra do Ingá não é lembrada porque é uma coisa que não traz voto. Quem visita é o estrangeiro, é o pessoal de outros estados. Como o pessoal da cidade não se interessa, nas eleições a pedra não é lembrada”, conta o historiador e guia turístico oficial do parque, Dennis Mota.

O casal Renato e Cecília Alves da Silva trabalha no parque há 24 anos e reclama da prefeitura, que teria tirado deles a chave do parque, o que passou a dificultar o acesso de turistas. “Nós sempre ficamos ali cuidando de tudo, pagava até a energia. Hoje, o parque recebe pouca gente. Acabou a visitação porque não se divulga mais, não se faz melhoria, nada. Hoje, no máximo, tiramos R$ 300 por mês de lá”, disse Renato.

A chave do parque passou para as mãos da prefeitura após acordo com o Ministério Público.

População reclama de esquecimento dos políticos

Para a população, não há dúvidas de que a fama das pedras poderia ser usada para melhorar a vida dos moradores. Eles reclamam dos políticos que não fazem propostas. Todos os moradores ouvidos pelo UOL na cidade disseram que não existem investimentos para tornar a cidade um ponto turístico.

“É um lugar muito bonito, mas pouco preservado pela parte política, que não desenvolve um projeto de melhoria. Aos poucos, o parque vai se deteriorando”, conta a dona de casa Lilian do Nascimento Santos.

Para o professor José Honório da Silva, o assunto não tem a importância que merece dos candidatos. “Não percebemos nenhuma vontade política. Estamos num momento político, e não vemos nenhum candidato a prefeito ou vereador tocar no assunto. É triste para a gente. Sousa [onde está o parque dos Dinossauros] é a única cidade turística fora de João Pessoa”, diz.

O desprezo também é percebido por outros moradores. “Até aqui não vi nenhum candidato fazer promessa. É nosso ponto turístico, mas, infelizmente, está abandonado. Os políticos vão lá, mas não fazem tudo que é preciso. Ali precisa de uma coisa que chame a atenção. Era para ter um hotel, um restaurante. A gente mesmo daqui não admira nada”, afirma o aposentado José Celestino.

Segundo Celestino, a cidade também sofre com a falta de políticas públicas para os jovens. “Precisa cuidar dessa juventude. Hoje não temos uma faculdade para formar eles”, diz.

Sem estrutura, Ingá vira roteiro rápido

Apesar de ser cidade turística, Ingá não possui hotéis ou bons restaurantes. Parte disso pode ser explicado pela proximidade com Campina Grande (38 km), cidade-polo do agreste paraibano.

A falta de estrutura faz com que Ingá seja apenas um roteiro rápido. “A verdade é que a cidade não se movimenta com o parque. Antes, as festas de São João aconteciam aqui e aí, sim, gerava dinheiro. Hoje não se investe no turismo, não temos boas pousadas, bons restaurantes. É um ponto de visitação, mas só de passagem”, afirma o guia turístico Denis Motta, que é funcionário da prefeitura.

Segundo ele, a prefeitura tem interesse em fazer melhorias, com um projeto pronto, mas o terreno onde está o parque foi desapropriado apenas no papel, sem a conclusão da compra. O local ainda possui três donos, o que impede a execução das obras de melhorias.

Uol

Candidatos do PP reclamam de descaso e ameaçam abandonar Cartaxo

Depois de perder formalmente o PSC, o deputado estadual Luciano Cartaxo, candidato do PT à prefeitura de João Pessoa, corre o risco de amargar outra baixa. Candidatos a vereador pelo Partido Progressista em João Pessoa se reuniram na manhã desta terça-feira e ameaçaram abandonar o apoio ao candidato petista. Eles reclamam de desatenção do candidato com o PP e com os candidatos da legenda.
A reunião contou com o presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, Durval Ferreira.
“Não está havendo reconhecimento. O PP foi o primeiro aliado do PT e, depois que fechou questão, o candidato só quer saber do tempo de televisão que nós demos. Nunca procurou um candidato sequer do PP”, declarou Flávio Panta, vice-presidente do partido na Capital.
Segundo ele, um grupo vai se reunir na próxima sexta com a Direção Estadual do PP para discutir o assunto. Se não houver mudança de tratamento, bye, bye, Cartaxo.
Luís Tôrres

Ministério Público vê descaso de bancos e pede ação da PF em política de segurança

O MPF lamenta que crimes contra o patrimônio, como explosões de caixas, preocupem mais os bancos que a preservação da vida (Foto: Alex de Jesus. O Tempo. Folhapress)

O Ministério Público Federal em São Paulo moveu ação civil pública pedindo que a Polícia Federal regulamente e fiscalize as atividades de segurança privada nos bancos. O procurador regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, cobra das instituições financeiras responsabilidade com a vida dos clientes. Ele considera que o modelo atual de monitoramento feito pela PF tem falhas e precisa sofrer uma mudança de foco.

“Se o cliente saca seu dinheiro e for brutalmente assassinado em frente à agência, como frequentemente tem ocorrido, o banco alega que não tem responsabilidade por essa pessoa, apesar de ser evidente que os atos preparatórios para a prática criminosa provavelmente tenham ocorrido ainda dentro da agência, com a participação de ‘olheiros’ que acompanharam o saque sem serem importunados” afirma Dias, segundo nota emitida pelo Ministério Público Federal.

A ação é acompanhada de pedido de liminar para que a Justiça Federal obrigue a Delegacia de Controle de Segurança Privada da Polícia Federal a adotar medidas rápidas de garantia da integridade física de trabalhadores e clientes. Também é pedido que de imediato sejam aplicados instrumentos que aumentem a segurança dentro das agências, como a colocação de divisórias entre os caixas e a área de espera de atendimento para dificultar o trabalho dos “olheiros”. “Apesar de terem lucrado muito, [os bancos] pouco investiram em segurança. E, é evidente que o pouco que investiram em segurança foi para a proteção de seu próprio patrimônio e não para a proteção de seus clientes”, afirma o procurador regional. Dias acrescenta que esta falta de preocupação com o tema resulta na compra de equipamentos falhos, como câmeras de vigilância de baixo nível que não registram com precisão imagens que poderiam ajudar a encontrar os culpados pelos crimes.

Na ação, ele cita dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que mostram que os cinco maiores bancos apresentaram um lucro líquido total superior a R$ 50,7 bilhões, mas o montante direcionado a segurança e a vigilância soma pouco mais de R$ 2,7 bilhões.

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Entre os cinco maiores bancos do país (Bradesco, Itaú, Santander, Caixa e BB), as despesas com segurança representam em média apenas 6% do lucro líquido, de acordo com os balanços do primeiro semestre de 2012. O número é ainda menor nos maiores privados.

O Bradesco, por exemplo, registrou lucro de R$ 5,7 bilhões e investiu apenas R$ 205 milhões em segurança (3,6% do lucro liquido). Já em publicidade os gastos de Bradesco foram de R$ 315 milhões (5,5% do lucro). O Itaú, que teve lucro liquido de R$ 7,1 bilhões de janeiro a junho deste ano, investiu no mesmo período em segurança R$ 263 milhões (3,7% do lucro), contra R$ 447 milhões gastos em publicidade (6,3%).

De acordo com um levantamento divulgado ontem (20) pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) em parceria com a Confederação Nacional dos Vigilantes, os ataques a bancos cresceram 50,48% no primeiro semestre deste ano frente ao mesmo período de 2011. Foram 1.261 ocorrências registradas em todo o país – 377 assaltos e 884 arrombamentos de agências.

Para o procurador dos Direitos do Cidadão, chamam especial atenção os crimes de “saidinha de banco”. Segundo outra pesquisa da Contraf, divulgada em janeiro, 32 pessoas morreram por conta deste tipo de crime, cometido logo que a pessoa deixa o banco. Só em São Paulo foram 16 vítimas, com outras nove no Rio de Janeiro.

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