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Esposas pedem melhorias para PMs e não descartam movimento igual ao do ES na PB

(Foto: Walla Santos)
(Foto: Walla Santos)

As esposas dos policiais militares organizam reunião esta semana e aguardam convocatória do governo do Estado para negociar melhores condições de trabalho e reposição salarial para seus maridos. De acordo com o Correio Online, a Associação de Esposas, Mães e Pensionistas de Policiais e Bombeiros Militares da Paraíba (Assemp) não descarta a realização de bloqueio semelhante ao ocorrido no Espírito Santo, caso as reivindicações não sejam atendidas. A perda salarial desde 2010, atingiu 58,26%.

Zoraide Gouveia, presidente da Assemp, informou que nova assembleia será realizada ainda esta semana para discutir a situação dos militares. “Não tem data e local, mas, vamos tratar desse descaso do governo com nossos filhos e maridos e decidir que atitude vamos tomar. Não descartamos a possibilidade de fazer o mesmo que foi feito no Espírito Santo. Esperamos que não chegue a esse ponto, que haja uma convocação para conversar, desde 2011 que a gente tenta e nunca atenderam. Somos mais de 250 mulheres e em Campina Grande, João Pessoa e outros municípios, mas, muitas outras estão procurando para aderir. Vamos tomar conta, em cada localidade haverá uma representante. A associação era só um compartimento na Borborema em 2009 e depois passou a ser em todo o Estado, com registro em 2014”, disse.

“Temos mais adesão agora por estar sendo exposto o que de fato acontece. Dizem que deram 75% de aumento e a gente que é esposa, dona de casa, sabe que isso não ocorreu. A Polícia Militar da Paraíba tem o pior salário do Brasil. Não queremos o primeiro, mas, que também não fosse o último. Nos vídeos de campanha foi prometido o subsídio, risco de vida e nada cumprido. Foi pior que o outro (governador). Chegamos a um ponto em que não aguentamos mais e não há como nos punir por falar, pois, não somos subordinadas e nossos maridos estão cumprindo seus papéis”, enfatizou Zoraide.

Associação propõe negociação

A Amep informou que a proposta de reajuste é de 45% e que tentará resolver com negociação. “Para que não deságue na sociedade que não tem culpa e já paga muitos impostos para ter o serviço. Nossa visão é não radicalizar, voltada para o diálogo. Tomamos conhecimento que o governo sinalizou conversa com a Polícia Civil e estamos dispostos a dialogar. Até para não expor o policial e a família que já têm vários problemas. A Amep é mais interiorizada, independente das associações da capital e tem 400 sócios espalhados pelo interior”, disse Luciano Gomes, presidente interino.

Cobrança

Em assembléia na última sexta, o Clube dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar da Paraíba decidiu encaminhar documento ao Estado cobrando melhores salários e reparação nas perdas inflacionárias. Segundo o COPM-BM, o reajuste foi de 12% frente à inflação de 58,26% desde 2010.

Diálogo

O secretário de governo do Estado da Paraíba, Nonato Bandeira, disse que o governo está disposto a conversar com a categoria. Ele afirmou ainda que esteve na espera do presidente do Clube dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar da Paraíba, coronel Francisco, mas que não foi procurado. As afirmações foram feitas no programa Correio Debate, da rádio 98 FM/ Correio Sat.

“Eu soube sábado que o coronel Francisco iria procurar o governo. Coloquei até o paletó para recebê-lo e ele não foi. As portas estão abertas. Estava aguardando e não foi ninguém. Eu fiquei lá no Palácio e não foram entregar documentos”, disse.

Por fim, Nonato sugeriu uma unificação nacional no piso dos policias e que passasse a ser bancado pelo governo federal.

Bruna Vieira e Rammom Monte, do Correio Online

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Bancários da PB definem ações contra medida do BB e não descartam greve

(Foto: André Resende/G1)
(Foto: André Resende/G1)

O Sindicato dos Bancários da Paraíba se reuniu na noite dessa terça-feira (22) para discutir a medida do Banco do Brasil, que anunciou o fechamento de mais de 400 agências bancárias no país, dentre elas quatro em João Pessoa e uma em Campina Grande, além de transformar outras em Postos de Atendimento.

Em contato com o Portal MaisPB, o presidente do Sindicato Marcos Henriques, afirmou que a categoria vai realizar ações a partir dos próximos dias, em protesto à medida, e não descartou a possibilidade dos trabalhadores deflagrarem uma nova greve, que pode ser definida durante uma reunião marcada para acontecer nesta quinta-feira (24), em São Paulo.

“Nós tiramos um calendário de lutas, que passa por audiências, reunião em bairros e campanhas de mídias. Iremos ter uma reunião com a Federação para discutir sobre greve, que não está descartada, pois no calendário nacional também pode ser deferida essa ação”, pontuou.

Greve dos Bancários

Em setembro deste ano, a categoria entrou em greve, que durou pouco mais de um mês. Na oportunidade, eles reivindicavam melhorias trabalhistas e reajuste salarial.

Wallison Bezerra – MaisPB

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