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Em “jogo de 6 pontos”, Cruzeiro derruba invicto Coritiba e lidera provisoriamente

Os cruzeirenses poderiam ter reencontrado Alex pela primeira vez depois de quase dez anos, mas não devem ter lamentado sua ausência neste sábado. Em duelo de duas equipes do G-4, o Cruzeiro superou o Coritiba, que teve o desfalque do lesionado Alex, e venceu por 1 a 0.

Luan abriu o placar para o Cruzeiro a 11min de jogo diante do Coritiba Foto: Washington Alves / Vipcomm
Luan abriu o placar para o Cruzeiro a 11min de jogo diante do Coritiba
Foto: Washington Alves / Vipcomm

 

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A partida disputada no Mineirão foi extremamente equilibrada e com chances de lado a lado, mas prevaleceu o time da casa graças a gol marcado por Luan.

 

Digno de um confronto dos líderes, o único jogo deste sábado pela 11ª rodada recolocou o Cruzeiro, ao menos temporariamente, na liderança do Campeonato Brasileiro. Invicto no Mineirão, o time de Marcelo Oliveira foi a 21 pontos e saltou da quarta para a primeira posição. No domingo, ficará de olho no Botafogo, que tem 20 pontos e enfrenta o Vasco no Maracanã. O Coritiba permanece com os mesmos 20 pontos, ainda dentro do G-4.

Coritiba é valente, mas Cruzeiro reencontra caminho da vitória no Mineirão

 

Apesar de muitas ausências – além de Alex,  jogou sem Iberbia, Junior Urso e Deivid -, o Coritiba começou o jogo melhor e também teve várias oportunidades no segundo tempo. Dentro do próprio jogo, contou com mais problemas: Bill sentiu lesão muscular e pediu substituição, o que deu chance a Keirrison. O centroavante perdeu duas chances claras de gol e também se machucou, no joelho. Assim, o time de Marquinhos Santos deixa de ser o único invicto do Brasileiro.

 

O Cruzeiro, no ritmo de Everton Ribeiro, foi melhor ao longo de todo o jogo. Muito veloz na transição defesa-ataque, abriu o marcador aos 11min. O jovem lateral Mayke, de 21 anos, apareceu de maneira decisiva. Foi à linha de fundo pela direita e colocou boa bola na direção de Luan, que empurrou para dentro das redes do Coritiba.

 

O Coritiba, que havia ameaçado em chegada de Gil pela direita, pressionou com cabeça de Lincoln, mas aos poucos perdeu o controle do jogo. Everton Ribeiro perdeu boa chance de direita e viu Ricardo Goulart, em assistência de Egídio, também perder de cabeça. Ansioso por ampliar o marcador, o Cruzeiro passou intranquilidade depois que Vinícius Araújo também desperdiçou na frente de Vanderlei.

 

Com personalidade, a equipe paranaense voltou a criar mais e assustou o público no Mineirão. As duas principais chances foram com Keirrison. Na primeira, ele recebeu cruzamento e bateu na trave em bom cruzamento de Diogo Goiano. Minutos depois, Robinho avançou pela direita e serviu, mas Keirrison deixou passar uma bola acessível na pequena área.

 

Aos poucos, o Coritiba murchou sem seu jogador mais decisivo, Alex, e o Cruzeiro só controlou para comemorar de novo uma vitória. Quarta passada, no Maracanã, havia perdido para o Fluminense, mas voltou a sentir a sensação de liderar. Ao menos até o Botafogo ir a campo no domingo.

 

Terra

Neymar faz quatro, Santos vence e derruba o União Barbarense

eduO Santos comemora 101 anos no domingo, mas Neymar fez questão de adiantar o presente aos torcedores. Eficiente, o atacante do Peixe aproveitou quatro das seis oportunidades que teve no jogo e brilhou na goleada por 4 a 0 sobre o União Barbarense, neste sábado, em Santa Bárbara d’Oeste, pela 18ª rodada do Campeonato Paulista –

Neymar não marcava quatro vezes em uma mesma partida desde 29 de outubro de 2011, pelo Brasileirão daquele ano, quando liderou uma vitória por 4 a 1 sobre o Atlético-PR, no Pacaembu. A atuação de gala em Santa Bárbara d’Oeste levou Neymar ao posto de artilheiro do estadual com 12 gols, um a mais que William, da Ponte Preta.

O resultado levou o Santos ao segundo lugar com 36 pontos, próximo de assegurar um posto no G-4 do estadual. Para isso, torce por tropeços de Corinthians, Palmeiras e Mogi Mirim neste domingo. Já para o Barbarense, com 13 pontos e em 19º lugar, não teve jeito: o tropeço sentenciou o clube ao rebaixamento à Série A2, com uma rodada de antecipação.

Os dois times retornam a campo pelo Paulistão no próximo domingo, às 16h (de Brasília). Na Vila Belmiro, o Santos recebe o Penapolense, enquanto o Barbarense se despede da Série A1 contra o também rebaixado Guarani. Antes disso, porém, o Peixe encara o Flamengo-PI nesta quarta-feira, às 22h (de Brasília), no jogo de volta da primeira fase da Copa do Brasil.

Nem as poças d’água param Neymar

Substituto de Muricy Ramalho, Tata pareceu ter dado ouvidos ao clamor da torcida santista que, depois do empate em 2 a 2 com o Flamengo-PI, protestou em um blog contra – dentre outras coisas – o fim do “DNA ofensivo” alvinegro. Prova disso é que, ao contrário do que se esperava, o auxiliar levou a campo um time com três atacantes – Giva, Neymar (como um “falso centroavante”) e Pato Rodriguez. Outra novidade foi a escação do volante Alan Santos na lateral direita.

As condições do gramado na Toca do Leão dificultavam qualquer jogada em velocidade. Com poças d’água espalhadas pelo campo, a saída para Santos e Barbarense era mesmo apostar em bolas alçadas na área. O Peixe não demorou a captar a mensagem e, aos sete minutos, abriu o placar com Neymar. O atacante aproveitou uma bola que Cícero levantou de costas para a grande área, dominou e bateu no canto.

O gol fez com que o Barbarense despertasse. Aproveitando a dificuldade santista em tocar a bola no meio-campo, o Leão da 13 passou a atacar pelo lado esquerdo, setor no qual um improvisado Alan Santos ainda se adaptava. Por ali, Cesinha deu trabalho. Aos 25 minutos, o atacante assustou – limpou quatro defensores e arrematou, para boa defesa de Rafael.

Se na frente o time da casa se esforçava para mudar a partida, lá atrás a fragilidade defensiva deu as brechas que Neymar precisava. Aos 26, a zaga do Barbarense esqueceu o atacante livre – justo ele – após cruzamento de Guilherme Santos e desvio de Patito. O camisa 11, sem trabalho, marcou seu 135ª gol pelo Peixe, virando o 13º maior goleador da história do clube praiano, deixando Odair (que defendeu o clube de 1943 a 1952) para trás.

Neymar faz a quadra e afunda o Leão

A festa de Neymar em Santa Bárbara d’Oeste ganhou sequência no segundo tempo. Com menos de um minuto, ele aproveitou um cruzamento rasteiro de Patito pela esquerda e, com um leve toque, desviou para o gol. Cinco minutos depois, o atacante recebeu lançamento com absurda liberdade e, na saída de Walter, foi às redes pela quarta vez.

Com a vitória assegurada e diante de um rival abatido e perdido taticamente em campo, o Santos só teve o trabalho de administrar o jogo. O que não significa que Peixe e Neymar tenham tirado o pé do acelerador. Com toques de efeito e liberdade para homens de meio e laterais aproveitarem a apatia do Barbarense, o Alvinegro sufocou ainda mais o adversário no campo de defesa.

Neymar, inclusive, teve ainda outras duas boas chances de gol. Aos 21, recebeu lançamento de Patito nas costas da defesa e arrematou no canto esquerdo de Walter, mas acertou a trave. No minuto seguinte, aproveitou – livre – um cruzamento rasteiro de Guilherme Santos e desviou para o gol, mas a arbitragem marcou impedimento do lateral-esquerdo.

O ritmo do jogo, já lento, desabou a partir da metade final do segundo tempo. Tranquilo, o Santos optou em tocar a bola e fazer o tempo correr. Sem reação, coube à torcida e aos atletas do Barbarense aguardar o apito final e aceitar o indesejado retorno à Série A2.

 

 

Globoesporte.com

STF derruba sistema de pagamento de precatórios vigente desde 2009

PRECATORIOSO Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou hoje (14) grande parte da emenda à Constituição que alterou, em 2009, o regime de pagamento de precatórios, que são títulos da dívida pública reconhecidos por decisão judicial definitiva. Estima-se que cerca de 1 milhão de credores tenham mais de R$ 90 bilhões a receber de estados e municípios.

Na quarta (13), os ministros já haviam derrubado parte da emenda. Hoje, analisaram o regime especial criado com a reforma, que permitia o pagamento em até 15 anos, a realização de leilões para priorizar o credor disposto a dar mais desconto e a reserva no orçamento de estados e municípios entre 1% e 2% para quitação das dívidas.

Para a maioria dos ministros, não é possível manter o novo regime porque ele prejudica o cidadão, permitindo o parcelamento e a redução de uma dívida que deveria ser paga integralmente e de forma imediata, no ano seguinte à expedição do precatório. Também houve críticas ao comprometimento da autoridade judicial, uma vez que as decisões deixam de ser cumpridas integralmente.

Para a Corte, o Congresso Nacional precisa encontrar outra saída que não seja a regra nova nem a anterior. Com a derrubada da emenda, voltam a valer as regras da Constituição de 1988. “Não se trata de escolher entre um e outro regime perverso, temos que achar outras soluções”, sintetizou a ministra Rosa Weber. A regra anterior previa o pagamento imediato, mas era frequentemente descumprida por estados e municípios, que não sofriam qualquer sanção.

O Supremo começou a analisar o caso em 2011, com o voto do relator, ministro Carlos Ayres Britto. Ele criticou a má gestão do dinheiro público, lembrando que muitos estados e municípios gastam mais com publicidade que com o pagamento de precatórios. Após pedido de vista, Luiz Fux devolveu o processo este ano, acompanhando o relator.

“A criatividade dos governantes tem que funcionar de acordo com a Constituição, sem despejar nos ombros do cidadão o ônus de um problema que nunca foi seu”, disse Fux nesta tarde. Ele defendeu formas alternativas de solucionar os débitos, como pedidos de empréstimos para a União. Seguiram Britto os ministros Rosa Weber, Cármen Lúcia, Celso de Mello e o presidente Joaquim Barbosa.

A divergência foi aberta ainda na semana passada pelo ministro Gilmar Mendes. Ele entendeu que as novas regras foram uma “vitória”, pois estados e municípios estavam conseguindo quitar as dívidas. Para o ministro Teori Zavascki, embora o novo regime não seja ideal, é um avanço em relação ao anterior, que não colocava percentuais de reserva no orçamento nem punições para quem não cumpria os pagamentos. Dias Toffoli também seguiu a divergência.

O ministro Marco Aurélio deu um voto médio. Ele concordou com algumas alterações da lei, como a adoção do prazo de 15 anos para vigência do regime especial – mas não mais que isso. No entanto, ele discordou que as regras especiais sejam aplicadas a precatórios a vencer. Posicionou-se contrário também ao método do leilão, que considerou uma “maldade” com os credores. Para o ministro, a única regra possível de pagamento é a ordem cronológica.

O ministro Ricardo Lewandowski também deu um voto médio. Ele disse que o regime especial não deve passar de 15 anos (e apenas com precatórios já devidos), mas não fez qualquer objeção ao sistema de leilões.

 

 

Agência Brasil

São Paulo derruba Elefante e curte o sábado na liderança do Paulistão

O Campeonato Paulista tem um novo líder – ao menos, provisório. No encontro entre os clubes que dividiam a segunda colocação, o São Paulo levou a melhor. Com gols de Jadson, Osvaldo e Fábio Lima contra, pressionado por Luis Fabiano, o Tricolor venceu por 3 a 0 o Linense, neste sábado, no Morumbi. Foi a primeira derrota do Elefante na competição.

O resultado poderia ter sido ainda mais tranquilo se o Fabuloso estivesse em uma noite inspirada. O camisa 9 desperdiçou várias oportunidades de marcar, mas contou com a ajuda dos dois melhores jogadores do São Paulo na temporada para chegar à quarta vitória consecutiva no torneio.

O triunfo coloca os são-paulinos com 19 pontos, um acima da Ponte Preta. O clube da capital torce agora por um tropeço da Macaca para permanecer na ponta da classificação. Os campineiros recebem o São Bernardo, neste domingo, às 18h30m, no estádio Moisés Lucarelli. O Tricolor volta a jogar na quinta, diante do The Strongest, às 21h30m, na capital paulista, pela Taça Libertadores.

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O Linense perdeu a invencibilidade e a terceira colocação para o Mogi Mirim e caiu para quarto, com 16 pontos. Mesmo assim, segue com boas chances de se classificar entre os oito melhores que avançam à segunda fase. No próximo sábado, recebe a Ponte Preta, às 18h30m, no Gilbertão, em Lins.

Osvaldo, São Paulo x Linense (Foto: Miguel Schincariol/Agência Estado)Osvaldo, na partida do São Paulo contra o Linense (Foto: Miguel Schincariol/Agência Estado)

Chances criadas, falhas na defesa

O São Paulo não precisou de uma grande atuação para abrir vantagem no primeiro tempo. Chances de gols não faltaram para o Tricolor construir um placar ainda maior, mas o esquema 4-4-2, com três jogadores de criação e apenas um volante, voltou a apresentar falhas, principalmente na defesa, confusa em momentos que resultaram em lances de perigo do Linense.

Luis Fabiano foi o maior responsável pelo placar de apenas 1 a 0. O centroavante teve liberdade, escapou facilmente da marcação dos zagueiros Bruno Perone e Fábio Lima, mas pecou nas finalizações. E muito. Foram três chances claras desperdiçadas. Jadson, o melhor em campo, resolveu o problema aos 28 minutos ao finalizar rasteiro no canto direito de Leandro Santos um cruzamento de Douglas. O camisa 10 ainda acertou uma bola na trave.

Apesar da vantagem, o Tricolor ainda não convenceu atuando com seu losango no meio de campo. Enquanto Jadson brilha, Ganso permanece apagado. O ex-santista teve mais uma atuação pouco produtiva, sobretudo na criação. Lento, foi uma presa fácil para a marcação do Elefante. Diferentemente de Osvaldo que, aberto pela esquerda, deu ritmo ao ataque.

A presença solitária de Wellington na marcação deu espaços para o Linense também chegar e até assustar. O ex-são-paulino Lenílson, posicionado nas costas de Douglas, foi quem mais deu trabalho, ao acertar um chute de longa distância na trave esquerda do goleiro Rogério Ceni.

Vitória tranquila

Ney Franco optou por voltar ao esquema 4-2-3-1 no segundo tempo. O treinador sacou Paulo Henrique Ganso e colocou o atacante Aloísio para atuar aberto pelo lado direito. A primeira boa chance, porém, foi do Linense, com Gilsinho chutando forte e forçando bela defesa de Rogério Ceni. Os espaços dados fizeram o Tricolor mexer de novo, com Fabrício na vaga de Maicon para fechar a defesa.

Com Aloísio e Douglas pela direita, os são-paulinos ganharam uma forte opção para atacar. A equipe voltou a levar perigo por aquele lado. No entanto, nada que fizesse Luis Fabiano se redimir. Leandro Santos defendeu chute à queima-roupa de Jadson. No rebote na área, o Fabuloso bateu, mas a bola desviou em um marcador e saiu pela linha de fundo.

O São Paulo ficou ainda mais próximo da vitória com um gol de outro jogador que brilha em 2013. Osvaldo arrancou pela esquerda, tabelou com Luis Fabiano e tocou alto na saída do goleiro. O Linense quase reagiu imediatamente em cobrança de falta de Fernandinho, mas parou em Ceni novamente.

Com a partida controlada, o São Paulo diminuiu o ritmo e passou a explorar mais os contra-ataques. O Fabuloso continuou não se entendendo com a bola no ataque. E não precisou. Em disparada de Osvaldo pela esquerda, Fábio Lima tentou impedir que a bola chegasse ao camisa 9 e fez contra o terceiro gol.

Luis Fabiano, São Paulo x Linense (Foto: Levi Bianco/Agência Estado)Luis Fabiano teve muitas chances para marcar (Foto: Levi Bianco/Agência Estado)
Globoesporte.com

Condutor perde controle de moto, bate e derruba dois postes entre Bananeiras e Solânea; dois ficam feridos

Uma moto  derrubou dois postes de luz no final da tarde deste sábado (01), na PB 105, rodovia que liga Bananeiras a Solânea, na Paraíba. Devido ao acidente, o trânsito ficou bastante congestionado.

De acordo com a Polícia, o condutor da moto Honda XR Tornado 250, Emerson Tiago da Silva Lins, 20 anos, residente à Rua Dionísio Rodrigues, juntamente com o carona, Francisco Gomes da Silva, 34 anos, agricultor, residente à Rua São Pedro, vulgo (Rabo da Gata), ambos de Solânea-PB, perdeu o controle da motocicleta e chocou-se contra um poste, com o impacto um poste caiu derrubando o outro. O acidente aconteceu por volta das 16h.

 Segundo a Polícia, o motivo do acidente foi excesso de velocidade. Os dois tiveram ferimentos em seus membros inferiores (pernas), mas não correm risco de morte. As vítimas foram socorridas pela equipe do SAMU de Bananeiras e Solânea e conduzidas para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande.

Compareceram ao local as viaturas da Polícia Militar comandadas pelo Sargento Alcântara, Cabo Alves Filho e cabo Lira da 2ª Cia de Polícia de Solânea.

 


Bananeiras Online

Mulher entra em luta corporal contra 3 policiais, derruba sargento e quebra os óculos de um cabo


Duas mulheres, uma de 30 e outra de 35 anos, ambas de Itaporanga, deram trabalho à Polícia Militar na madrugada da quarta-feira, 19. Elas bebiam em um bar nas proximidades do terminal rodoviário da cidade e estavam com o som do carro em uma altura não compatível para o horário, o que motivou moradores das proximidades a acionarem a polícia.

Uma guarnição da Polícia Militar foi até o local sem imaginar o trabalho que teria: contrariada, uma das mulheres, a dona do carro, baixou o som do veículo, mas passou a agredir verbalmente os policiais, conforme o boletim da PM. Ao receber voz de prisão do sargento comandante da guarnição por desacato, a acusada resistiu, entrou em luta corporal contra os três policias e chegou a derrubar um deles no chão e agredi-lo com chutes e pontapés.

O sargento ainda teve um relógio danificado, e um cabo saiu com seus óculos quebrados e ainda sofreu ameaça. Até a viatura policial ficou danificada. Depois de muita luta, a acusada foi contida. Receosos de machucá-la, os policiais disseram que preferiram não utilizar a força física, e, assim, conseguiram controlar a situação.

A mulher que estava na companhia da dona do carro não entrou na peleja física, mas agrediu moralmente os policiais e também terminou detida. As duas foram encaminhadas à delegacia de Itaporanga junto com o veículo, onde os PMs encontraram um litro de uísque.

No Relatório de Ocorrência Policial Militar , o comandante da guarnição registrou os crimes de desacato, desobediência, resistência, ameaça e som abusivo pelos quais elas vão responder em liberdade.

Folha do Vali

Apropriação indevida: mar avança e derruba bares em JP

Devido a apropriação indevida de espaços considerados de preservação como as areias das praias, comerciantes que invadem estes locais acabam sofrendo a depredação de seus estabelecimentos comerciais quando a maré fica muito alta ou tem ressaca. Foi o que aconteceu ontem na Capital.

O mar avançou e derrubou parte de bares localizados na Praia do Seixas em João Pessoa. No sábado (8) o G1 esteve no local e conversou com alguns comerciantes. Maria Rodrigues, que é proprietária de um dos estabelecimentos da orla, contou que sofre com o avanço do mar desde 2005 e que a estrutura do bar que trabalha está danificada desde julho deste ano.

(Foto: Walter Paparazzo/G1)

Redação com G1

Valente, Brasil se agiganta, derruba a Rússia e avança às semifinais no vôlei

A estrada é assim mesmo, cheia de solavancos. No caminho que leva ao ouro olímpico, não dá para exigir asfalto liso ou tapete vermelho. E a seleção feminina de vôlei sente isso na pele em Londres. Quatro anos antes, foi ao topo em Pequim e mudou seu status no cenário mundial, mas a glória passada não vem carimbada na credencial desta vez. Tudo zerado, assim como as trombadas da primeira fase também zeram na virada para as quartas de final. E a Inglaterra viu outro Brasil nesta terça-feira. Vibrante, buscando cada ponto. E vencendo. Diante de uma Rússia com metros e mais metros de braços longos, a equipe verde-amarela caiu no primeiro set, ficou atrás de novo no terceiro, mas se agigantou. Ganhou de forma dramática no tie-break (24/26, 25/22, 19/25, 25/22 e um inacreditável 21/19), vingou a derrota na decisão do Mundial de 2010 e engatou a sexta marcha. Próxima parada: semifinais, a dois passos do bicampeonato olímpico.

Fabiana comemora ponto do Brasil no vôlei contra Rússia (Foto: AP)Festa do Braisl de Fabiana: a seleção despacha a Rússia e avança às semis em Londres (Foto: AP)

O desafio que vale vaga na final está marcado para quinta-feira, contra o Japão, que eliminou a China em jogo dramático no tie-break. O SporTV transmite ao vivo, e o GLOBOESPORTE.COM acompanha tudo em Tempo Real.

Gamova estátua vôlei Rússia (Foto: Reprodução)Fora da quadra, a russa Gamova em versão
estátua na Arena de Vôlei (Foto: Reprodução)

Fora da quadra, na área das lanchonetes, Gamova está representada numa estátua gigante. Mas Zé Roberto já tinha alertado sobre o perigo de Goncharova, e foi justamente ela que puxou o ataque russo no início do jogo. Na primeira pausa técnica, a ponteira já tinha três pontos, e seu país vencia por 8/6. Mas era um outro Brasil em quadra, mais disposto, mais atento, gritando a cada lance. Com duas defesas difíceis de Fabi, uma pancadaça de Garay e um ataque das rivais para fora, o placar virou para 10/8.

Quando Garay atacou para fora, as brasileiras foram ao desespero reclamando de um toque. Fabi pulava feito louca na frente do juiz, que admitiu: a bola tinha batido na trança de uma russa. O espírito era esse: nenhum ponto para o outro lado sairia de graça. E na segunda parada, era o Brasil que vencia. No sufoco: 16/15.

Como Rússia é Rússia, a vantagem trocou de lado outra vez, e quando chegou a 21/19, Zé tirou Dani Lins para colocar Fernandinha. Deu certo, e veio a virada. Mas o placar era uma gangorra, e no desentendimento entre Fernandinha e Thaisa, a bola sequer passou da rede, dando às europeias o primeiro set point. Dani Lins voltou na hora e achou Jaqueline para explorar o bloqueio e evitar o pior. Sheilla, que tanto tinha falado das “ovas” na véspera, viu Shashkova acertar e, na sequência, cortou para fora: Rússia 26/24, 1 a 0 no jogo.

Sem baixar a cabeça, o Brasil manteve a vibração no início da segunda parcial. Na parada técnica, respirava com certo conforto: 8/5. E o alívio virou domínio em seguida, quando o placar pulou para 13/7. Com dois bloqueios implacáveis, foi a 16/9, maior vantagem de uma das equipes até então. Não foi fácil segurar a pressão, mas funcionou. Teve até lance em que a bola quicou na cabeça de uma distraída Gamova, àquela altura com “apenas” sete pontos. Assim o Brasil chegou ao famoso 24/19, placar que assombrou a seleção em Atenas, quando não conseguiu fechar o jogo contra as próprias russas nas semis. O fantasma deu uma piscada para o Brasil, e as rivais cortaram três pontos. Mas Thaisa virou e espantou o susto: 25/22, tudo igual na partida.

vôlei jaqueline brasil startseva rússia londres 2012 (Foto: Agência Reuters)Jaqueline no ataque durante a partida desta segunda-feira, válida pelas quartas (Foto: Agência Reuters)

O terceiro set começou com um rali, e Jaqueline usou bem o bloqueio para colocar o Brasil à frente. O ritmo continuou bom, e quando Thaisa bloqueou para fazer 3/0, Fabi se pendurou nela para festejar. Na parada técnica, o placar era de 8/6, mas Zé Roberto não estava satisfeito: “Tem que ter paciência”, pedia às meninas. Ele estava certo, porque a paciência não veio, e a Rússia virou para 13/11. Nem o pedido de tempo em seguida adiantou. A diferença chegou a três pontos na segunda parada: 16/13. Dali em diante, só deu elas. Com uma superioridade impressionante, o time de vermelho se impôs e, com um bloqueio duplo no fim, fechou o set em 25/19.

Veio o quarto set, e logo de cara um 3/0 para a Rússia. Quando fez o primeiro ponto, o Brasil vibrou, mas o risco de dizer adeus ao sonho do bicampeonato já dava as caras na Arena de Vôlei londrina. A vantagem chegou a 6/2 e obrigou Zé Roberto a parar o jogo. A torcida, que andava tímida, apoiou na tentativa de reação. E deu certo. O placar se equilibrou e, numa cortada furiosa de Thaisa, veio a virada para 9/8. Na segunda parada técnica, as brasileiras lideravam por dois. A diferença chegou a 19/16, evaporou em seguida, e voltou a ser de três. Thaisa ainda desperdiçou um saque na rede quanto teve o primeiro set point, mas o bloqueio de Fabiana e Garay fechou a tampa: 25/22.

Mantendo a confiança lá no alto, o Brasil abriu o tie-break fazendo 2/0. As russas sentiram o golpe e chegaram a trombar na quadra, num erro bobo que jogou o placar para 4/2. Ainda era cedo para festejar, mas Zé Roberto puxava os gritos à beira da quadra, e a vantagem se arrastava magra, sofrida. Com Garay voando na ponta, um refresco: 10/7. Pouco depois, Garay acertou a pancada de novo, e a bola foi muito dentro, mas a arbitragem deu fora, para desespero do técnico brasileiro, que invadiu a quadra para reclamar. A tensão tirou o Brasil dos trilhos. O placar chegou a ficar igualado em 13/13, e a Rússia teve seis match points. As guerreiras de amarelo derrubaram um por um. E viraram. E festejaram. E fecharam um tie-break apertado, sofrido, dramático: 21/19.

Se a estrada parecia meio torta, de repente se endireitou. E desde que a seleção chegou a Londres, o sonho do bicampeonato olímpico nunca esteve tão vivo.

Globoesporte.com

Messi resolve: craque faz três e derruba o Brasil nos Estados Unidos

Messi brilha nos Estados Unidos: três gols contra a Seleção de Mano Menezes (Foto: Getty Images)

O Brasil voltou a sofrer com a maestria de Lionel Messi na tarde deste sábado, em Nova Jersey. Se antes muitos cobravam que o camisa 10 não resolvia para os “hermanos”, agora ele assumiu a responsabilidade e passou por cima do time canarinho. Com três gols, um deles uma pintura, “La Pulga” foi fundamental na vitória de sua equipe por 4 a 3 sobre a Seleção de Mano Menezes, no MetLife Stadium, nos Estados Unidos.

Mas não foi fácil para a Argentina. O Brasil ficou à frente do marcador em duas oportunidades. Os gols do time canarinho foram marcados por Rômulo, Oscar e Hulk. Além dos três tentos de Messi, o zagueiro Federico Fernández após cobrança de escanteio fez o outro para os Hermanos.

Essa foi a segunda vez em três anos que Messi decidiu uma partida contra o Brasil com um gol antológico. Em 2010, no Qatar, no triunfo dos Hermanos por 1 a 0, o jogador também resolveu com uma jogada individual. A seleção brasileira a partir de agora vai se preparar para os Jogos de Londres. A convocação definitiva para o torneio será divulgada no dia 6 ou 9 de julho. A CBF ainda não definiu a data.

Vale lembrar que esse foi o terceiro encontro entre Messi e Neymar. Nos anteriores, vitória do argentino. O primeiro aconteceu entre as equipes nacionais em Doha, no Qatar. O segundo foi na goleada por 4 a 0 do Barcelona sobre o Santos, em partida válida pela final do Mundial de Clubes da Fifa. Na ocasião, “La Pulga” marcou duas vezes.

Neymar na partida do Brasil contra a Argentina (Foto: Reuters)Neymar pede pênalti após cair na área: árbitro ignora dois lances polêmicos com brasileiro (Foto: Reuters)

Neymar pede pênaltis, e Messi resolve no primeiro tempo

Os primeiros minutos de jogo mostraram um Brasil disposto a pressionar a Argentina em seu campo de defesa. Neymar estava até melhor do que Lionel Messi. O brasileiro se movimentava, buscava o jogo e atuava pelo lado direito. Hulk ficou mais pelo lado esquerdo. Aos 10, o camisa 11 canarinho recebeu na entrada da área e errou o alvo. Segundos mais tarde, o argentino tocava pela primeira vez na bola. E não era para ser figurante.

Na primeira grande jogada da Argentina, Hulk deu bobeira e a bola sobrou para Dí Maria. O atacante do Real Madrid tocou para Messi. “La Pulga” invadiu a área, mas foi travado pela zaga canarinho. O jogo continuou corrido, e o Brasil atuando melhor. Mas desperdiçava muitas oportunidades de gol. Aos 15, Oscar fez um ótimo lançamento para Hulk. O atacante invadiu a área e finalizou em cima do goleiro Romero.

Sandro marcava Messi em cima. Não deixava o “melhor do mundo” tocar na bola. Aos 21, o Hermano pediu calma aos companheiros, queria paciência do time para sair da defesa para o ataque. No minuto seguinte, em jogada ensaiada treinada por Mano Menezes nos últimos dias, Neymar cobrou rápido e encontro Rômulo dentro da área. O volante soltou a bomba e abriu o marcador. O goleiro Romero ainda tocou na bola, mas não evitou o tento.

O time canarinho seguiu melhor e teve duas chances de abrir o marcador, todas com Neymar. Na primeira, aos 27, o atacante recebeu lançamento de Rômulo, entrou na área e levou um tranco. Pênalti não marcado pelo árbitro americano Jair Marrufo. Três minutos depois, o camisa 11 recebeu no meio, invadiu a área e vacilou no momento na finalização.

Como Neymar não marcou, Messi tratou de iniciar o seu show. Aos 31, Sandro, que até então estava marcando o argentino de maneira impecável, perdeu a bola no meio de campo para Higuaín, que lançou “La Pulga”. O craque invadiu a área e tocou na saída de Rafael Cabral. Três minutos depois, o camisa 10 tabelou com Dí Maria, recebeu na frente, passou pelo arqueiro brasileiro e virou a partida. Festa azul, branca e preta em Nova Jersey.

Mesmo com a virada, o Brasil seguiu tendo uma boa atuação. E Hulk perdeu outra oportunidade clara. O jogador recebeu ótimo passe de Neymar dentro da área e chutou em cima de Romero. Quase o empate canarinho.

E Messi decide o segundo tempo…

O panorama da partida continuou o mesmo. O Brasil buscava o ataque, e a Argentina esperava as vaciladas do time canarinho. Aos seis, Hulk fez boa jogada, invadiu a área e soltou a bomba. A bola passou por cima do gol de Romero. No lance seguinte. Higuaín ficou de frente para Rafael Cabral e finalizou para defesa do arqueiro canarinho.

E foi exatamente por conta dessa busca pelo empate que o Brasil passou a se expor mais na defesa. Higuaín começou a aparecer, principalmente recebendo lançamentos nas costas dos defensores do Brasil. Em uma dessa jogadas, o atacante do Real Madrid saiu na diagonal do gol canarinho e chutou cruzado para fora. Quase o terceiro da Argentina.

A persistência do Brasil surtiu efeito. Aos dez, o entrosamento do Internacional entrou em ação. Oscar tabelou com Leandro Damião e recebeu dentro da área. O jogador dominou de frente para Romero e tocou na saída do arqueiro para deixar tudo igual. Logo em seguida, o camisa 10 da Seleção pediu para sair por conta de uma pancada que levou na região abdominal.

Mano também tirou Damião para a entrada de Alexandre Pato, enquanto o colorado Guiñazu substituiu Sosa na Argentina. Aos 26, a virada brasileira: Neymar cobrou escanteio da esquerda, Romero falhou e deixou a bola escapar, Hulk pegou de primeira de canhota e marcou.

O gol movimentou os técnicos novamente. Mano tirou Rômulo para a entrada de Casemiro, e Sabella colocou Agüero, herói do título inglês do Manchester City, no lugar de Di María. E mais uma vez a rede balançou após escanteio. Mas, dessa vez, para a Argentina: Messi cruzou e Fernández, de cabeça, voltou a empatar aos 30.

Cinco minutos depois, Neymar teve boa chance para colocar o Brasil na frente. Após falha da zaga, o craque do Santos conseguiu driblar Romero na área e chutou, mas Fernández salvou os hermanos com um carrinho.

Logo em seguida, foi a vez de Messi aprontar. O camisa 10 driblou Danilo na entrada área, mas o lateral – que minutos antes entrara no lugar de Rafael – derrubou o craque do Barça. Falta perigosa: Messi cobrou com categoria, e Rafael Cabral defendeu.

Aos 39, Messi resolveu a parada. Dominou pela direita, deixou Marcelo para trás, arrancou e chutou de fora da área, no ângulo direito de Rafael: golaço. Vitória argentina por 4 a 3. Vitória de Messi.

Já nos acréscimos, Lavezzi e Marcelo se desentenderam, houve troca de empurrões entre brasileiros e argentinos e os dois foram expulsos.

– Perdi a cabeça. Não justifica o que eu fiz… – reconheceu Marcelo na saída de campo em entrevista à TV Globo.

BRASIL 3 x 4 ARGENTINA
Rafael Cabral, Rafael (Danilo), Bruno Uvini, Juan e Marcelo; Sandro, Rômulo (Casemiro) e Oscar (Giuliano); Neymar, Hulk (Lucas)  e Leandro Damião (Alexandre Pato). Romero, Zabaleta, Garay, Fernández, Clemente Rodríguez (Campanaro), Mascherano, Gago, Sosa (Guiñazu), Dí Maria (Agüero), Messi e Higuaín (Lavezzi).
Técnico: Mano Menezes Técnico: Alejandro Sabella
Gols: Rômulo, aos 22 do primeiro tempo; Messi, aos 31 do primeiro tempo; Messi, aos 34 do primeiro tempo; Oscar, aos 10 do segundo tempo; Hulk, aos 26 do segundo tempo; Fernández, aos 30 do segundo tempo; Messi, aos 39 do segundo tempo
Cartões amarelos: Rafael, Danilo (Brasil); Gago, Higuaín, Mascherano (Argentina). Cartão verrmelho: Lavezzi (Argentina) e Marcelo (Brasil)
Local: MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA).: Árbitro: Jair Marrufo (EUA) Auxiliares: Eric Boria (EUA) e Frank Anderson (EUA). Data: 09/06/2012

 

Globoesporte.com

Bugre aproveita falhas, derruba o Verdão e garante dérbi com a Ponte

A semifinal do Campeonato Paulista terá um dérbi, mas a cerca de 90 quilômetros de São Paulo. Depois de um primeiro tempo horrível de Guarani e Palmeiras, o Bugre foi muito superior no segundo tempo, construiu um justo 3 a 2 neste domingo, no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, e vai pegar a Ponte Preta na próxima semana. Os dois “favoritos” da capital, Verdão e Corinthians, terão de assistir ao eletrizante clássico de Campinas pela televisão.

Fabinho, o homem do jogo, fez dois gols. Fumagalli marcou um golaço olímpico. Marcos Assunção e Henrique diminuíram para o Palmeiras. Enquanto a equipe de Oswaldo Alvarez se mostrou consciente e contou com grande atuação do ataque, o Verdão apresentou as velhas falhas no sistema defensivo e está eliminado. O time do Palestra Itália ainda saiu reclamando muito da arbitragem de Vinícius Furlan – os jogadores chegaram a cercar o juiz, reclamando uma falta em Marcos Assunção no lance que originou o terceiro gol do Bugre.

O Guarani vai encarar a Ponte em data a ser definida nesta segunda-feira pela Federação Paulista de Futebol, no Brinco de Ouro. Já o Palmeiras terá de se concentrar na Copa do Brasil: na quarta-feira, encara o Paraná Clube, pela primeira partida das oitavas de final.

Jogadores do Guarani comemoram a classificação para a semifinal (Foto: Rodrigo Villalba / Divulgação)Jogadores do Guarani comemoram a classificação para a semifinal (Foto: Rodrigo Villalba / Divulgação)

Medo de vencer

O técnico Luiz Felipe Scolari, do Palmeiras, surpreendeu ao escalar Luan no ataque, ao lado de Barcos. Enquanto treinava com dois centroavantes durante a semana, Felipão escondeu o atacante, que se recuperava de lesão, e o colocou na função tradicional: muita correria e explosão pelo lado esquerdo do campo. Do outro lado, Vadão dizia já esperar alguma surpresa do colega, e por isso não se incomodou.

No início, Guarani e Palmeiras se retraíram, um esperando o erro do outro. O Verdão tentou conduzir um pouco mais a bola, com a qualidade de Daniel Carvalho e Marcos Assunção. Ainda sem ritmo, Luan cansou rapidamente. Atrás de um dos gols do Brinco de Ouro, cerca de 4.400 palmeirenses não pararam de cantar, mas se irritavam a cada erro de passe que interrompia um lance perigoso.

Depois do “estudo” inicial, os dois times se soltaram um pouco mais, mas sem muita convicção. O jogo ficou sofrível, e as chances só apareceram mesmo nos erros das duas defesas. Hernán Barcos, que travou duelo particular com Domingos, aproveitou uma falha do zagueiro para quase abrir o placar. Mas Luan, no rebote, desperdiçou. Minutos depois, Daniel Carvalho exigiu a única defesa difícil de Emerson no primeiro tempo.

O Bugre investiu na principal deficiência do Palmeiras: a bola aérea. A troca de Leandro Amaro por Maurício Ramos melhorou a performance da defesa do Verdão, mas ainda houve sustos. Por baixo, o arisco Fabinho tentou confundir a zaga palmeirense, sem sucesso. A chave era mesmo jogar a bola na área de Deola – duas boas oportunidades surgiram assim. Nada que empolgasse o torcedor bugrino, que vibrou mais com os carrinhos de Domingos do que com os lances perigosos.

Fabinho fez dois gols no jogo Guarani x Palmeiras (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)Fabinho mostra quantos gols fez no jogo
(Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)

Temos um jogo!

O descanso do intervalo fez bem demais às duas equipes, principalmente ao Guarani. Depois de 45 minutos de marasmo, o jogo, enfim, começou para valer. Avassalador, o time de Vadão passou a marcar a saída de bola do adversário e levantou a torcida, que estava aflita, mas começou a acompanhar o ritmo da equipe da casa.

Logo aos cinco minutos, a pressão deu resultado. Fumagalli bateu um escanteio venenoso. A zaga não subiu, Deola saltou sem sucesso, e a bola bateu na trave oposta ainda antes de entrar. Golaço olímpico no Brinco de Ouro que a torcida mal teve tempo de terminar de comemorar. Três minutos depois, em um contra-ataque fulminante, Oziel deixou Henrique para trás e cruzou rasteiro para Fabinho escorar. Loucura total na torcida do Guarani, clima de velório na arquibancada do visitante.

O alívio bugrino durou um minuto. Aos nove, o jogo já estava 2 a 1, com Marcos Assunção aproveitando de carrinho um rebote na pequena área – além de bater faltas e escanteios, o capitão ainda fez as vezes de centroavante neste domingo.

Vendo a situação se complicar e sem alternativas, Felipão chamou Valdivia, que está longe de sua melhor forma. O volume de jogo do Palmeiras aumentou, e o recuo exagerado do Guarani deu a impressão de que os 30 minutos finais se tornariam um ataque contra defesa. O problema é que o Verdão foi à frente mais na base da disposição, sem organização. A ordem era chutar de qualquer lugar – Assunção, Luan e Barcos tentaram, martelaram, mas não marcaram.

Fernandão entrou para aumentar a estatura dentro da área, indicando o desespero de um Palmeiras prestes a ser eliminado. Antes encurralado na defesa, o Bugre aproveitou um contra-ataque, quase marcou o terceiro, e abusou da cera para esfriar a reação adversária. Mais assustado, o Verdão se perdeu psicologicamente e não conseguiu criar qualquer chance para empatar.

Nos acréscimos, Fabinho, o melhor em campo, aproveitou mais uma falha de Deola, que não conseguiu cortar a bola num cruzamento por baixo, e ampliou a vantagem para 3 a 1. Logo depois, Henrique ainda conseguiu diminuir, no último minuto, mas não havia tempo para uma reviravolta. A festa no interior ficou completa.

Jogadores do Palmeiras após derrota para o Guarani (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)Palmeirenses deixam o estádio de cabeça baixa (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)
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