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Doenças de pele podem ser causadas por problemas psicológicos; dermatologista explica

Gabriel Jabur/ Agência Brasília
Imagem Ilustrativa

Alergias, queda de cabelo e acne. Essas podem ser consideradas doenças comuns e muito conhecidas pela população. O que muita gente não sabe é que, por trás desses problemas de pele, podem estar os fatores psicológicos, pois a pele e o sistema nervoso estão diretamente ligados.

“Existe uma ligação desde a vida embrionária. Tanto a pele, como o sistema nervoso se originam do ectoderma, e, com a evolução no decorrer dos meses, eles formam o tubo neural, que origina a pele na parte externa e internamente o sistema nervoso central, daí que vem a ligação. É muito comum escutar os pacientes dizerem que “ficou roxo de raiva”, porque uma vez que você tenha determinados estímulos, isso vai reagir na pele”, disse a dermatologista Carla Marsicano.

Não há estudos que apontem quantos problemas de pele são causados por transtornos mentais, mas um relato publicado pela Sociedade de Psicodermatologia do Reino Unido aponta que 85% dos paciente com problemas de pele consideram que os aspectos psicossociais são os principais componentes da doença.

Assista à reportagem completa abaixo:

Portal Correio

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Dermatologista alerta para cuidados com a pele dos banhistas

doutorComo a incidência dos raios ultravioletas está cada vez mais agressiva em todo o planeta, a chegada do verão no Brasil – assim como em todo hemisfério Sul, no próximo dia 21 de dezembro, exige atenção redobrada das pessoas para evitar o câncer de pele. A informação é do médico dermatologista, Edilson Egito, lembrando que a exposição ao sol de forma inadequada é o maior vilão da doença.

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Segundo o dermatologista , o câncer de pele depende basicamente de 2 fatores: radiação solar acumulada – desde a infância do indivíduo – e a genética da pele, ou seja o Fototipo de Pele. “O Fototipo da Pele vai do nº 1 ao 6; as pessoas com Fototipo 1 – pele muito clara e olhos claros, e Fototipo 2 – menos clara, porém que nunca se bronzeia e apenas fica vermelho ao expor-se ao sol (Classificação de Fitzpatrick) estão mais propensas a desenvolver a doença.

“A prevenção é o melhor remédio”, recomenda Edilson Egito, sugerindo que as pessoas busquem todas as proteções possíveis no dia a dia: utilizar bonés, chapéus, camisetas em praias, ficar ao abrigo de barracas; o uso de bons protetores solares – de preferência que tenha em sua fórmula filtro físico e filtro químico, denominados como bloqueadores solares.

O médico destacou ainda que o câncer da pele – não melanoma – é o de maior incidência no Brasil, correspondendo a 25% de todos os tumores malignos registrados no país segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). “Inclusive para chamar a atenção para o problema, a Sociedade Brasileira de Dermatologia lançou, neste mês, a campanha ‘Dezembro Laranja- Mês Nacional de Combate ao Câncer de Pele’.

Para o verão 2015, segundo o médico Edilson Egito, não há nada de novo. “Na realidade, o que temos é uma melhor conscientização da população e a promoção de campanhas de conscientização, como Verão Laranja, que acontece por todo mês de dezembro”.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda que as seguintes medidas de proteção sejam adotadas:

* Usar chapéus, camisetas e protetores solares.
* Evitar a exposição solar e permanecer na sombra entre 10 e 16h (horário de verão).
* Na praia ou na piscina, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material.
* Usar filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou diversão. Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia-a-dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço.
* Observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas.
* Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.
* Manter bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses.

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Não existe filtro solar que ofereça 100% de proteção à pele, adverte dermatologista

Nenhum dos protetores disponíveis no mercado protege totalmente a pele contra os efeitos nocivos dos raios solares, como queimaduras, envelhecimento precoce e o aparecimento do câncer. A advertência é da dermatologista Meire Brasil Parada, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo ela, para uma proteção completa esses produtos deveriam conter agentes contra os raios UVA e UVB, além de outras características como estabilidade do produto ao sol e calor e serem à prova d’água e da transpiração.[bb]

“Por isso os fabricantes agora são obrigados a incluir na fórmula, além de agentes anti-UVB,  agentes para bloquear a passagem dos raios UVA”, disse Meire Brasil.

A radiação UVA penetra profundamente na pele, sendo o principal responsável pelo envelhecimento,  algumas formas de câncer e catarata. Até bem pouco tempo esses efeitos nocivos eram desconhecidos. Já os raios UVB têm penetração mais superficial, causando queimaduras e alterações que também provocam câncer. O câncer de pele o mais frequente no Brasil e corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no país.

No final de novembro, a Proteste Associação de Consumidores divulgou teste com as marcas L´Oreal, La Roche-Posay, O Boticário, Coppertone, Cenoura & Bronze, Sundown, Avon, Nívea Sun, Banana Boat, Red Apple, para uso adulto, com fator FPS (Fator de Proteção Solar) 30. Das amostras, sete tinham FPS inferior ao informado no rótulo; dois não protegiam contra raios UVA e cinco se mostraram incapazes de manter a eficácia durante uma hora de exposição ao sol. Os testes com versões infantis incluíram cinco marcas, mas não detectaram problemas.

O teste avaliou ainda a clareza com que a informação é colocada no rótulo, a composição, a estabilidade do produto à radiação solar, a resistência à água, hidratação, tolerância da pele ao produto e consistência, entre outros aspectos.  Na época, a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos refutou os dados, argumentando, entre outras coisas, que esses fabricantes seguem rígida regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Para Meire Brasil, a proteção pode ser maior se a aplicação do produto for repetida a cada duas horas, em quantidades generosas. Ou seja, a cada aplicação em todo o corpo requer  o correspondente a uma xícara de café cheia do produto. “Só respeitando a frequência de aplicação e quantidade a cada duas horas é que se pode dizer que há proteção”, disse. Segundo ela, o mais comum é uma leve aplicação do protetor minutos antes da exposição ao sol, sem a reaplicação necessária ao longo da exposição.

Outra recomendação – que não substitui o uso do protetor – é evitar o sol entre as 10 e 16 horas e entre as 9 e 17 horas no horário de verão. E procurar abrigo na sombra de uma tenda ou guarda-sol, além de usar bonés, chapéus, viseiras e óculos escuros. “Uma medida não substitui a outra’, ressaltou.

Em junho passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou resolução que aprova o Regulamento Técnico Mercosul sobre protetores solares em cosméticos. A medida atualiza métodos, padroniza a proteção UVA e determina informações que devem estar nos rótulos.

“São inúmeros os produtos expostos no mercado para proteção solar, mas é preciso que as pessoas sejam orientadas sobre como usá-los”, disse Sérgio Schalka, especialista em fotoproteção da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Segundo ele, uma das principais determinações da resolução, que dá dois anos para os fabricantes se adequarem, é que o Fator de Proteção Solar (FPS) mínimo passe de 2 para 6. “Para dar mais proteção, o mínimo FPS deve ser 30”, disse. “Produtos que não tenham um FPS mínimo de 6 não podem ser declarado como protetores solares. A prevenção adequada ao câncer de pele depende de produtos com FPS cada vez maiores”.

A resolução da Anvisa estabelece ainda que protetores solares destinados ao uso em atividades recreacionais devem ser resistentes à água e ao suor, e que a rotulagem não induza o consumidor à falsa impressão de proteção total e proibe termos como “100% de proteção”.

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