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Clima tenso em dérbi: torcida xinga presidente, técnico e depreda estádio

torcidaEmbora o clássico deste sábado tenha sido de torcida única em Itaquera, o clima da arena não foi nada amigável. O jogo entre Corinthians e Palmeiras foi marcado por briga de torcedor com a PM, xingamentos contra árbitro, técnico e até diretoria.

Ainda antes de a bola rolar, o primeiro alvo do dia foi Cristóvão Borges. O técnico teve seu nome bastante vaiado quando a escalação alvinegra foi anunciada no sistema de som e nos telões do estádio.

Assim que a bola rolou e o Palmeiras abriu o placar, o ânimo da torcida alvinegra só piorou. Parte da torcida começou a reclamar da equipe e foi repreendida pelo presidente corintiano, Roberto de Andrade, que estava em um dos camarotes do estádio.

O dirigente reclamou e recebeu como uma resposta uma sonora vaia. Os corintianos esqueceram o jogo, viraram de costas para o gramado e passaram a xingar o cartola. Heber Roberto Lopes, outro que foi xingado durante os 45 minutos, encerrou a partida e deu o início a mais vaias para os atletas.

No intervalo, o alvo da vez foi a Polícia Militar. Os torcedores organizados se revoltaram contra os policiais pela tentativa de retirar uma faixa. Um pequeno grupo desceu as escadarias em direção do campo e quebrou uma proteção de acrílico que separa o gramado das arquibancadas.

Para evitar invasão, os policiais ocuparam o local e observaram a ação da torcida, que se acalmou alguns minutos depois.

Mais no final da partida, integrantes de uma das organizadas do Corinthians entraram em confronto com a PM depois de tentarem invadir a área em que fica o camarote da presidência do clube.

Uol

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Em Dérbi, torcedor morre do coração, dez são detidos e ameaça de emboscada detectada

 

(Foto: Ari Ferreira/LANCE!Press)
(Foto: Ari Ferreira/LANCE!Press)

O saldo do Dérbi disputado entre Palmeiras e Corinthians na tarde deste sábado, no Pacaembu, foi bastante negativo fora de campo. Dez torcedores foram detidos pela Polícia Militar por diversos motivos, uma ameaça de emboscada da torcida do clube alviverde denunciada por corintianos e um torcedor ainda morreu de infarto na chegada à Santa Casa, para onde foi levado pelos médicos que prestavam serviço no Pacaembu.

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O torcedor João Correia Leal Filho, de 60 anos, acompanhava o clássico com seu genro e, no momento em que o Palmeiras abriu o placar, sentiu um forte mal estar. Dois médicos que estavam no local atenderam João no ato e realizaram massagem cardíaca. Ele foi desfibrilado na arquibancada verde do Pacaembu e levado com vida pela ambulância do Pacaembu. Horas depois, a Polícia Militar divulgou que o torcedor morreu no hospital.

Em razão de uma possível demora dos médicos e enfermeiros do estádio, três torcedores foram detidos pela PM por provocação de tumulto. Além deles, mais sete pessoas precisaram ser encaminhadas à delegacia. As razões são as seguintes para a detenção dos outros sete foram incitação à violência, uso de sinalizador (dois membros da Torcida Rasta, do Palmeiras) e uso de artefato explosivo – ainda no primeiro tempo, um rojão foi atirado do setor do tobogã em direção aos corintianos, que ocupavam a parte de visitantes.

EMBOSCADA

Policiais que faziam segurança no Pacaembu receberam denúncias de pessoas diferentes a respeito de uma possível emboscada que torcedores do Palmeiras estavam armando para surpreender os corintianos na saída do estádio. De acordo com o Tenente Razuk, da Polícia Militar, os torcedores do Corinthians foram orientados a permanecer para acompanhamento particular até a estação Clínicas do Metrô.

LANCENET!

Com dois de ‘curinga’, Guarani bate Ponte no dérbi e pega Santos na final

O representante de Campinas na decisão do Campeonato Paulista veste verde e branco. Mas, ao contrário do que esperavam os pouco mais de 13 mil bugrinos que estiveram neste noite de domingo no Brinco de Ouro, a classificação à final não passou pelos pés do maestro Fumagalli. Machucado e substituído ainda no primeiro tempo, o camisa 10 deu lugar ao reserva Medina, que, em minutos, passou de desacreditado a herói da classificação. Com um gol de Fábio Bahia e dois do lateral, o Guarani derrotou a Ponte Preta por 3 a 1, de virada, e decide o título estadual contra o Santos.

Esta será a segunda final de Paulista da história do Guarani, que, em 1988, perdeu para o Corinthians, no Brinco de Ouro, gol marcado por Viola na prorrogação. Depois de vencer o Palmeiras no Brasileiro de 1978 e ser derrotado por São Paulo (Brasileiro de 1986) e Timão, o Bugre fecha o “ciclo” de finais ante os grandes contra o Santos, que neste domingo passou pelo Tricolor.

A vaga na final coroa o momento de ‘ressureição’ do Bugre. Na temporada passada, o time quase caiu para a Série C do Brasileiro. Os jogadores ficaram sete meses sem receber salários. Houva cassação do mandato do então presidente e, no início deste ano, Oswaldo Alvarez foi contratado com a missão de montar um time às pressas. Deu certo. Desde o início do Estadual, o Bugre esteve nas primeiras colocações. Fechou a primeira fase em quarto, à frente do Palmeiras, e voltou a brilhar contra o Verdão, nas quartas, ao vencer por 3 a 2.

fabio bahia guarani gol ponte preta (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)Bugrinos comemoram gol de Fábio Bahia: Guarani está na decisão (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)

Nos próximos dois finais de semana, o time de Oswaldo Alvarez tentará o primeiro título paulista de sua história. A Federação Paulista de Futebol anunciará na quarta-feira os locais dos duelos – o Peixe sugere duas partidas no Pacaembu, mas o Guarani fará de tudo para mandar a primeira em Campinas. Na primeira fase, curiosamente, o Santos foi o único a vencer o Bugre no Brinco: 2 a 0, gols de Arouca e Ibson.

A vitória no dérbi também deixa o time alviverde ainda mais em vantagem sobre o arquirrival. Em 189 clássicos, o Guarani tem 66 vitórias e a Ponte, 60 – houve ainda 62 empates e um resultado desconhecido, justamente no primeiro encontro entre os times, em 24 de março de 1912.

Se o Guarani tem motivos de sobra para festejar – o time quebrou o jejum de dois anos sem vencer um dérbi e mantém a invencibilidade do técnico Oswaldo Alvarez no clássico -, o mesmo não acontece com a Ponte Preta. Empolgada após passar pelo Corinthians no Pacaembu, a Macaca perde a chance de alcançar sua quinta decisão de Paulista.

Eliminada nas semifinais após passar pelo Corinthians nas quartas, a Ponte agora foca suas atenções na disputa da Copa do Brasil, onde pegará o São Paulo nos dias 2 e 10 de maio, pelas oitavas de final. No Brasileiro, o time estreia dia 20 de maio, contra o Atlético-MG, em Campinas.

Lance do jogo entre Guarani e Ponte Preta (Foto: Gustavo Tilio/ Globoesporte.com)Oziel e Renato Cajá disputam bola no clássico de
domingo (Foto: Gustavo Tilio/ Globoesporte.com)

Bugre perde Fumagalli, mas manda no jogo
O nervosismo tomou conta das equipes nos minutos iniciais da partida. Mais tenso do que o adversário, pelo fato de ter a maior parte da torcida, o Guarani errou muitos passes entre a defesa e o meio-campo, proporcionando perigo à Ponte. Logo no primeiro minuto, Roger recebeu na área e tentou o chute, mas a bola, prensada por Domingos, ficou fácil para Emerson.

Já mais calmo, o Guarani naturalmente tomou conta da partida. Aproveitando que Éwerton Páscoa vigiava todos os passos de Renato Cajá, o Bugre passou a incomodar, especialmente nas costas de Guilherme e Uendel. Oziel pela direita e Fabinho pela esquerda infernizaram a defesa alvinegra. A esperança alviverde era nas bolas altas.

Aos 17 minutos, Fumagalli lançou Fabinho em profundidade. O atacante passou como quis por Guilherme, perdeu a hora do chuta e rolou para Fumagalli, que, de primeira, arriscou o chute. A bola saiu pela linha de fundo. Em seguida, a melhor chance do Guarani. Novamente Fabinho foi acionado pela ponta esquerda e cruzou para Fábio Bahia, que, de cabeça, tocou para Bruno Mendes livre na área. Bruno Fuso saiu bem do gol e evitou a abertura do placar.

O Bugre controlava a partida e dava sinais de que poderia fazer o primeiro gol a qualquer instante, mas a história da partida mudou aos 28 minutos. Fumagalli tentou jogada pela direita e caiu no gramado. Com dores no tornozelo esquerdo, o camisa 10 e principal esperança do time pediu substituição. Saiu chorando de campo e deu lugar a Medina.

Ponte acorda, faz o primeiro e desespera o Guarani
Sem seu principal articulador, o Bugre caiu de produção. Não havia quem parasse a bola no meio-campo ou lançasse Fabinho em velocidade. Melhor para a Ponte Preta, que, logo após tomar um susto em cabeçada de Domingos, abriu o placar. Renato Cajá se livrou da “sombra” Éwerton Páscoa e deixou Caio livre na área. O meia passou por Domingos e bateu no canto direito de Emerson.

Caio comemora gol da Ponte Preta no dérbi (Foto: Gustavo Tilio/ Globoesporte.com)Caio comemora gol da Ponte Preta no dérbi: meia abre o placar (Foto: Gustavo Tilio/ Globoesporte.com)

Se o desespero já começava a tomar conta das arquibancadas da torcida mandante, a sensação aumentou com o gol. A bola parecia queimar nos pés dos jogadores bugrinos, que se renderam ao nervosismo. Com a cabeça no lugar, a Macaca quase ampliou em cabeçada de Roger, aos 42 minutos. No último lance, Fabinho quase empatou para o Guarani, mas Bruno e a zaga pontepretana afastaram o perigo.

roger ponte preta guarani (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)Roger disputa bola no alto: atacante tem atuação
apagada (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)

Guarani volta bem do intervalo e põe fogo no jogo
A volta para o segundo tempo animou novamente os torcedores do Guarani. Mesmo sem alterações, o time retornou completamente diferente para a etapa final e, aproveitando uma bobeira de Rodrigo Pimpão, empatou logo aos oito minutos. Danilo Sacramento disparou como um foguete pelo lado esquerdo e serviu Fabinho, que cruzou. A zaga da Ponte cortou mal e, na sobra, Fábio Bahia bateu no contrapé de Bruno.

A partir daí o Brinco de Ouro deixou o silêncio do primeiro tempo para virar um caldeirão. Se o Guarani mostrava excesso de vontade, a Ponte beirava a sonolência. Por isso, a virada quase saiu aos nove. Danilo Sacramento bateu de canhota e Bruno espalmou. Na sobra, Fabinho tentou chutar entre o goleiro e a trave. A bola explodiu no pau.

Responsável indireto pelo gol de empate do Guarani, Pimpão deixou o campo aos 11 minutos para a entrada de Gerson. A substituição de Kleina visava a povoar o meio-campo e aumentar a marcação em Danilo Sacramento. A estratégia pouco funcionou. O camisa 8 do Guarani seguiu perigoso e, ao lado de Fabinho, tornou-se o atleta mais acionado em campo.

medina guarani gol ponte preta (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)Medina chora ao marcar gol: lateral decide o dérbi
(Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)

Medina vira herói e garante Guarani na decisão do título
O segundo gol bugrino estava cada vez mais maduro e o bate-rebate na área da Ponte aos 19 minutos mostrou como seria a partida. Empolgado pelo apoio da torcida, o time de Vadão sufocou a Macaca em sua área e só não marcou porque a defesa afastou a bola de todos os jeitos. Era preciso mudar para sonhar com a vaga na final. Por isso, Gilson Kleina tirou o cansado Caio e apostou em Enrico, que havia sido titular no dérbi da primeira fase.

Nem deu tempo de o meia mostrar serviço. Assim que pisou no gramado, o Guarani puxou contra-ataque. Nome do jogo, Fabinho lançou Danilo em profundidade nas costas de Uendel pela esquerda. De direita, o meia rolou para Medina, que bateu de primeira no contrapé de Bruno e pôs o Bugre pela primeira vez em vantagem no marcador.

A virada acirrou os ânimos do clássico. Se os jogadores já se estranhavam em campo, tudo ficou multiplicado assim que Medina pôs a bola na rede. A Ponte, de centrada no primeiro tempo, perdeu toda a tranquilidade e passou a errar passes fáceis e dar espaço ao Guarani, que quase fez o terceiro aos 29. Neto cabeceou e Bruno fez ótima defesa.

As participações de Bruno foram bem mais frequentes do que as de Emerson, e tudo graças a Fabinho. Depois de decidir nas quartas contra o Palmeiras, o atacante se recuperou da expulsão no dérbi da primeira fase em grande estilo. Do outro lado, Roger foi poucas vezes acionado e Renato Cajá muito bem marcado por Éwerton Páscoa. Mas cabia a outro decidir o clássico.

Aos 41 minutos, Danilo Sacramento encontrou Oziel livre pela direita. O lateral ergueu a cabeça e cruzou na medida para Medina. O baixinho subiu entre os gigantes da zaga da Ponte e desviou no canto direito. Bruno Fuso até tentou tocar nele, mas não impediu o terceiro gol bugrino, para a explosão do Brinco de Ouro.

fabio bahia guarani gol ponte preta (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)Guarani festeja classificação: na final, Bugre encara o Santos (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)
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Bugre aproveita falhas, derruba o Verdão e garante dérbi com a Ponte

A semifinal do Campeonato Paulista terá um dérbi, mas a cerca de 90 quilômetros de São Paulo. Depois de um primeiro tempo horrível de Guarani e Palmeiras, o Bugre foi muito superior no segundo tempo, construiu um justo 3 a 2 neste domingo, no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, e vai pegar a Ponte Preta na próxima semana. Os dois “favoritos” da capital, Verdão e Corinthians, terão de assistir ao eletrizante clássico de Campinas pela televisão.

Fabinho, o homem do jogo, fez dois gols. Fumagalli marcou um golaço olímpico. Marcos Assunção e Henrique diminuíram para o Palmeiras. Enquanto a equipe de Oswaldo Alvarez se mostrou consciente e contou com grande atuação do ataque, o Verdão apresentou as velhas falhas no sistema defensivo e está eliminado. O time do Palestra Itália ainda saiu reclamando muito da arbitragem de Vinícius Furlan – os jogadores chegaram a cercar o juiz, reclamando uma falta em Marcos Assunção no lance que originou o terceiro gol do Bugre.

O Guarani vai encarar a Ponte em data a ser definida nesta segunda-feira pela Federação Paulista de Futebol, no Brinco de Ouro. Já o Palmeiras terá de se concentrar na Copa do Brasil: na quarta-feira, encara o Paraná Clube, pela primeira partida das oitavas de final.

Jogadores do Guarani comemoram a classificação para a semifinal (Foto: Rodrigo Villalba / Divulgação)Jogadores do Guarani comemoram a classificação para a semifinal (Foto: Rodrigo Villalba / Divulgação)

Medo de vencer

O técnico Luiz Felipe Scolari, do Palmeiras, surpreendeu ao escalar Luan no ataque, ao lado de Barcos. Enquanto treinava com dois centroavantes durante a semana, Felipão escondeu o atacante, que se recuperava de lesão, e o colocou na função tradicional: muita correria e explosão pelo lado esquerdo do campo. Do outro lado, Vadão dizia já esperar alguma surpresa do colega, e por isso não se incomodou.

No início, Guarani e Palmeiras se retraíram, um esperando o erro do outro. O Verdão tentou conduzir um pouco mais a bola, com a qualidade de Daniel Carvalho e Marcos Assunção. Ainda sem ritmo, Luan cansou rapidamente. Atrás de um dos gols do Brinco de Ouro, cerca de 4.400 palmeirenses não pararam de cantar, mas se irritavam a cada erro de passe que interrompia um lance perigoso.

Depois do “estudo” inicial, os dois times se soltaram um pouco mais, mas sem muita convicção. O jogo ficou sofrível, e as chances só apareceram mesmo nos erros das duas defesas. Hernán Barcos, que travou duelo particular com Domingos, aproveitou uma falha do zagueiro para quase abrir o placar. Mas Luan, no rebote, desperdiçou. Minutos depois, Daniel Carvalho exigiu a única defesa difícil de Emerson no primeiro tempo.

O Bugre investiu na principal deficiência do Palmeiras: a bola aérea. A troca de Leandro Amaro por Maurício Ramos melhorou a performance da defesa do Verdão, mas ainda houve sustos. Por baixo, o arisco Fabinho tentou confundir a zaga palmeirense, sem sucesso. A chave era mesmo jogar a bola na área de Deola – duas boas oportunidades surgiram assim. Nada que empolgasse o torcedor bugrino, que vibrou mais com os carrinhos de Domingos do que com os lances perigosos.

Fabinho fez dois gols no jogo Guarani x Palmeiras (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)Fabinho mostra quantos gols fez no jogo
(Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)

Temos um jogo!

O descanso do intervalo fez bem demais às duas equipes, principalmente ao Guarani. Depois de 45 minutos de marasmo, o jogo, enfim, começou para valer. Avassalador, o time de Vadão passou a marcar a saída de bola do adversário e levantou a torcida, que estava aflita, mas começou a acompanhar o ritmo da equipe da casa.

Logo aos cinco minutos, a pressão deu resultado. Fumagalli bateu um escanteio venenoso. A zaga não subiu, Deola saltou sem sucesso, e a bola bateu na trave oposta ainda antes de entrar. Golaço olímpico no Brinco de Ouro que a torcida mal teve tempo de terminar de comemorar. Três minutos depois, em um contra-ataque fulminante, Oziel deixou Henrique para trás e cruzou rasteiro para Fabinho escorar. Loucura total na torcida do Guarani, clima de velório na arquibancada do visitante.

O alívio bugrino durou um minuto. Aos nove, o jogo já estava 2 a 1, com Marcos Assunção aproveitando de carrinho um rebote na pequena área – além de bater faltas e escanteios, o capitão ainda fez as vezes de centroavante neste domingo.

Vendo a situação se complicar e sem alternativas, Felipão chamou Valdivia, que está longe de sua melhor forma. O volume de jogo do Palmeiras aumentou, e o recuo exagerado do Guarani deu a impressão de que os 30 minutos finais se tornariam um ataque contra defesa. O problema é que o Verdão foi à frente mais na base da disposição, sem organização. A ordem era chutar de qualquer lugar – Assunção, Luan e Barcos tentaram, martelaram, mas não marcaram.

Fernandão entrou para aumentar a estatura dentro da área, indicando o desespero de um Palmeiras prestes a ser eliminado. Antes encurralado na defesa, o Bugre aproveitou um contra-ataque, quase marcou o terceiro, e abusou da cera para esfriar a reação adversária. Mais assustado, o Verdão se perdeu psicologicamente e não conseguiu criar qualquer chance para empatar.

Nos acréscimos, Fabinho, o melhor em campo, aproveitou mais uma falha de Deola, que não conseguiu cortar a bola num cruzamento por baixo, e ampliou a vantagem para 3 a 1. Logo depois, Henrique ainda conseguiu diminuir, no último minuto, mas não havia tempo para uma reviravolta. A festa no interior ficou completa.

Jogadores do Palmeiras após derrota para o Guarani (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)Palmeirenses deixam o estádio de cabeça baixa (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)
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