Arquivo da tag: Deputada

Filho da deputada confessa assassinato e admite ter dado seis tiros no pai

Filho da deputada Flordelis (PSD), Flávio dos Santos, de 38 anos, admitiu ter matado a tiros o pai, o pastor Anderson do Carmo de Souza. Em depoimento à Polícia Civil nesta quinta-feira (20), ele afirmou ter disparado seis vezes – laudo do IML mostrou que a vítima tinha 30 perfurações no corpo.

Flávio dos Santos disse ainda que seu irmão mais novo – Lucas dos Santos, de 18 anos – teria ajudado a comprar a arma usada no crime. A motivação do assassinato e outras circunstâncias do crime ainda são apuradas pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG).

Nesta quinta-feira (20), a Justiça do Rio de Janeiro aceitou o pedido da Polícia Civil e determinou a prisão temporária de Lucas e Flávio. O pedido foi feito ao Judiciário após os investigadores realizarem uma acareação entre Flávio e Lucas.

Anteriormente, a Polícia Civil informou que Flávio dos Santos teria confirmado apenas que planejou a morte. No entanto, a equipe de reportagem da TV Globo confirmou que ele assumiu ter feito seis disparos. Ainda não está claro se os outros tiros foram disparados pelo irmão.

Lucas e Flávio já estavam detidos desde segunda-feira (17), porque tinham mandados de prisão pendentes por outros crimes. O pedido de prisão temporária, por homicídio qualificado.

Latrocínio é descartado

A polícia descartou hipótese de latrocínio – roubo seguido de morte – no caso do assassinato do pastor. Segundo a polícia, as imagens das câmeras de segurança da casa do pastor não mostram nenhum suspeito entrando ou saindo.

Na tarde desta quarta-feira (19), Flávio, que é filho biológico de Flordelos, prestou novo depoimento na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo.

Agentes encontraram, na noite anterior, uma pistola em cima de um armário no quarto onde ele dormia. Para a polícia, a arma foi usada no crime.

G1

 

Filho da deputada Flordelis e de pastor morto no Rio é preso em enterro

Agentes da Divisão de Homicídios de Niterói prenderam, no início da tarde desta segunda-feira (17), um dos filhos da deputada Flordelis e do pastor Anderson do Carmo Souza, morto na madrugada deste domingo (16), quando chegava em casa. O corpo do pastor tinha 30 marcas de tiros.

Segundo a polícia, o filho da deputada tinha um mandado de prisão em aberto por violência doméstica. A identidade dele ainda não foi divulgada.

O rapaz foi preso durante o enterro de Anderson no cemitério Memorial Parque Nycteroy, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, no início da tarde. A deputada Flordelis e o pastor têm 55 filhos, a maioria adotados.

Marido da deputada federal Flordelis (PSD) é enterrado

Marido da deputada federal Flordelis (PSD) é enterrado

Investigação da morte do pastor

No fim da manhã desta segunda, o governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel disse que uma das suspeitas para o crime é que um dos filhos adotivos do casal tenha cometido o crime.

“O secretário da Polícia Civil esteve comigo e me disse que havia a suspeita de que um dos filhos adotados, formal ou informalmente, teria praticado o crime. Agora está nessa linha de investigação. Nós entendemos que é um fato lamentável, e espero que tudo seja resolvido rapidamente. Estou acompanhando as investigações”, emendou.

No enterro do corpo do pastor, Flordelis rechaçou a hipótese de que um de seus filhos adotivos seja o autor do crime. “Isso é ridículo, acusar alguém sem provas”, garantiu a parlamentar.

Durante a perícia realizada na residência do casal, a Delegacia de Homicídios de Niterói colheu material dos cães da casa da deputada e enviou o material para exame toxicológico.

O objetivo do exame – cujo resultado deve ser concluído nesta terça-feira (18) – é determinar se os cães foram dopados, uma vez que os animais não reagiram à presença do responsável ou responsáveis pelo homicídio.

Diante da ausência de reação dos animais, a polícia começou a trabalhar com a possibilidade do crime ter sido praticado por alguém conhecido ou próximo à família.

Os policiais também analisaram imagens das câmeras de segurança da vizinhança para saber quantas pessoas participaram do crime. Sabe-se, porém, que o assassinato foi cometido com pistola nove milímetros – todos os disparos feitos contra Anderson eram desse calibre.

Flordelis e o marido, pastor Anderson Carmo — Foto: Reprodução/ Facebook

Flordelis e o marido, pastor Anderson Carmo — Foto: Reprodução/ Facebook

O pastor trocava de roupa em um closet que fica ao lado da garagem da casa no momento do crime.

Diante da quantidade de tiros – a vítima foi atingida por pelo menos vários disparos -, a hipótese de latrocínio já é quase que totalmente descartada.

Ao longo desta segunda-feira, policiais deverão tomar o depoimento de outros integrantes da família e outras de testemunhas.

G1

 

Deputada propõe redução dos salários de senadores, deputados federais e estaduais

A deputada estadual Paula Francinete propôs nesta terça-feira (04) a redução dos salários de senadores, deputados federais e deputados estaduais. Ela disse que é preciso cortar na carne das categorias que detém privilégios e não dos que ganham salário mínimo, fazendo referência à aprovação da MP 871 pelo Senado. Os senadores aprovaram na noite desta segunda-feira (03) a Medida Provisória autorizando o pente-fino dos benefícios concedidos pelo INSS.

De acordo com Paula Francinete, “o pente-fino vem justamente para cortar na carne dos que mais sofrem. De quem não tem dinheiro para comprar seu remédio, para fazer sua feira”. Tendo exercido durante 30 anos o cargo de médica perita do INSS, a deputada afirmou que conhece as dificuldades dos que são aposentados com um salário mínimo.

“Vamos cortar na carne daqueles que têm o melhor salário. Vamos cortar o salário dos senadores, dos deputados federais, dos deputados estaduais”, conclamou a deputada paraibana. Ela defende que a economia não seja feita em cima dos mais pobres e sim naqueles que que já ganham muito.

Apesar da proposição de reduzir os salários altos da classe política, a deputada Paula Francinete já estima que os próprios representantes do povo não irão concordar com o corte. “Eles vão querer jogar uma coroa de espinhos em cima de mim porque estou dizendo isso. Eles não vão concordar que seja cortado, mas vamos começar a denunciar e tem que ser dentro de casa”, destacou.

“Pente-fino vamos passar em cima dos maiores e não em cima dos menores”, pontuou a deputada Paula Francinete.

Ela não calculou o quanto precisaria ser cortado nos salários de deputados e senadores, mas defendeu que “a classe política deveria ter um salário digno como todos os outros trabalhadores”. Recordando os privilégios que senadores já possuem, como apartamentos em Brasília, carros à disposição, passagens de avião e serviço médico nos melhores hospitais, Paula apontou que todos os recursos são provenientes do pagamento de impostos pelos contribuintes.

Nesta segunda-feira, o colunista do ClickPB, Clilson Junior, publicou um levantamento com o salário de todos os prefeitos da Paraíba. Alguns dos prefeitos chegam a ganhar o total de R$ 288 mil por ano.  A deputada aponta que estes salários também deveriam ser cortados. “Prefeito tem carro, motorista, um monte de funcionário à disposição dele. Luxo tem que ser cortado”, ressalta.

O maior salário constatado foi na cidade de São José de Piranhas, que tem somente 20 mil habitantes. O prefeito Chico Mendes recebe por mês o valor de R$ 24 mil para exercer o cargo.

Questionada sobre esse caso específico, Paula Francinete disparou que “é por isso que eu quero ser candidata a prefeita em São José de Piranhas, minha terra. Porque isso não vai acontecer. Nós temos que combater corrupção”.

 

clickpb

 

 

Trio rouba carro de assessora de deputada em semáforo e é detido após capotar veículo

Reprodução/ mofioficial_/ instagram
Reprodução/ mofioficial_/ instagram

Um homem foi preso e dois menores apreendidos suspeitos de render uma mulher em um semáforo e roubar o veículo dela no bairro do Cristo Redentor, em João Pessoa, na manhã desta quarta-feira (23). Os suspeitos foram detidos depois de capotar o veículo da vítima, que é uma das assessoras de gabinete da deputada estadual Estela Izabel (PSB).

Segundo a assessoria de imprensa da deputada, a mulher tinha parado no semáforo nas imediações do Estádio Almeidão quando foi surpreendida pelo trio armado, que exigiu que ela saísse do veículo Renault Sandero. Os suspeitos entraram no carro e saíram em alta velocidade.

De acordo com o capitão Francisco Clecitone, da Cavalaria da Polícia Militar, cerca de 200 metros do local onde o veículo foi roubado, um deles perdeu o controle da direção, bateu na mureta da pista e capotou do automóvel.

Os assaltantes abandonaram o veículo e tentaram roubar outro carro, mas não conseguiram. O trio tentou fugir por uma mata, mas foi perseguido e detido pela Polícia Militar. Com os suspeitos, os policiais militares encontraram um simulacro de arma de fogo.

Os suspeitos foram levados para a Central de Polícia Civil. Os adolescentes serão levados para a Delegacia do Menor Infrator e o homem para a Central de Flagrantes. A Polícia Militar disse que eles são conhecidos da população do bairro pelos delitos.

portalcorreio

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Deputada desabafa após viralização de foto em que amamenta filha durante debate: ‘A política é machista’

manuelaUma foto tirada há um mês ainda vem ecoando na vida da deputada estadual pelo Rio Grande do Sul Manuela D’Ávila (PC do B). Na imagem, a parlamentar aparece amamentando a filha Laura, de quase 11 meses, durante um debate sobre maternidade, feminismo e academia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

O clique, realizado por um dos fotógrafos oficiais da Assembleia Legislativa gaúcha, inicialmente viralizou nas redes sociais. Mas posteriormente, ganhou proporção ainda maior, sendo reproduzido em veículos estrangeiros. Nesta quarta-feira, então, Manuela decidiu se manifestar por meio de um post em seu perfil no Facebook.

“Ela mamou ali. E dormiu. todas as mulheres que são mães e amamentam ou amamentaram sabem que esse gesto é natural e espontâneo! Porém, um dos fotógrafos da Assembleia (eles não creditam as fotos) teve a felicidade de bater a foto”, comenta Manuela em sua publicação.

Em seguida, a deputada tece críticas ao espaço político no país, que, segundo Manuela, seria extremamente machista. “O que chama atenção na foto em minha opinião? Mulheres em espaço de poder, crianças em espaços de poder, vida em espaços de poder. A política é masculina e machista, a política não tem espaço para as mulheres, a política não tem espaço para o que nos diferencia dos homens, a política não tem espaço para a ingenuidade e para a alegria das crianças, não tem espaço para a naturalidade com que conciliamos nosso trabalho e nossas lutas com nossos bebês”, dispara.

Por fim, a deputada aponta o que pensa ser o ideal do mundo político: “espaço de humanização e transformação”.

Extra

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Câmara deve votar até fim do ano Sistema Nacional de Educação, diz deputada

camara federalA Câmara dos Deputados pretende votar o Sistema Nacional de Educação até o final do ano, disse nessa segunda-feira (3) a deputada Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), vice-presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Implantação e Implementação do Plano Nacional de Educação, após participar, em São Paulo, de uma mesa de debates organizada pela Fundação Getulio Vargas, Instituto Unibanco e Instituto de Ensino e Pesquisa, para discutir políticas públicas em educação.

Segundo a deputada, pela importância do tema, o projeto deveria ser tratado em uma comissão especial para não apressar o processo. “Uma comissão especial ganha tempo, porque ele passa de uma vez só e, com dois ou três meses, estará votado. Se tiver vontade política da base do governo para votar, acho que sim [que ele será votado até o final do ano]”, disse.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

O sistema está previsto no Plano Nacional de Educação (PNE) e deve estabelecer um padrão de qualidade de ensino em todo o país, devendo ser instituído no prazo de dois anos.

O objetivo é a definição de uma base nacional comum, com a composição de um currículo nacional, de processos de avaliação educacional e da formação dos profissionais da educação.

A deputada alerta para um problema que ainda precisa ser debatido, que são as diferenças salariais entre os estados e municípios. “Há merendeiras que, em Brasília, ganham R$ 3 mil e há estados em que elas não recebem o piso”.

Para Antônio Cesar Callegari, membro do Conselho Nacional de Educação (CNE), o sistema é importante no sentido de atribuir responsabilidades compartilhadas, limites e responsabilidades entre os entes federativos.

“Isso já está posto na Constituição brasileira”, lembrou. Callegari concorda que sua implantação não será tarefa fácil. “Há muita disputa. Há escassez de recursos, e isso acaba tocando no próprio ordenamento tributário hoje vigente no país. Um sistema nacional articulado implica, também, em uma composição de arrecadação e distribuição de fundos para manutenção e desenvolvimento do ensino”, afirmou.

Para Manuel Palácios, secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, a base nacional curricular será a “viga mestra” do Sistema Nacional. Ela deve ser estruturada em bases locais, discutida pela sociedade, e não imposta pelo Estado. “A implantação da base nacional deverá ser pensada de forma a não restringir a autonomia dos entes federativos”, alertou.

“Definir a base nacional comum, o Sistema Nacional de Educação e o regime de colaboração entre os entes federados é arrumar a casa. A base nacional comum vai implicar em uma séria mudança no sistema de ensino, mas não adianta ter uma base que não chegue ao professor. É preciso orientar ao professor sobre o que se quer que a criança aprenda. É preciso fazer, na sequência, um movimento de formação desses profissionais, para trabalhar com essa nova base nacional comum”, sugeriu Alessio Costa Lima, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

O Ministério da Educação desenvolveu uma plataforma online para discutir a questão da base nacional comum com a sociedade. O endereço é http://basenacionalcomum.mec.gov.br/.

Fonte: Agência Brasil

Vídeo de deputada dançando funk e fazendo movimentos sensuais gera polêmica na web

Deputada-dançando-funkMais do que por suas ideias e propostas, a deputada federal Bruniele Ferreira Gomes, conhecida como Brunny, 25 anos, chama atenção pelas roupas justas, botas pretas e jaquetas de paetês com que desfila pela Câmara. Nesta semana, também repercutiu a escolha de pintar seu gabinete de roxo. No entanto, o auge de sua fama ainda está por vir. Parlamentar no primeiro mandato, a mineira teve um vídeo divulgado no final do ano passado em que se joga no funk na cidade de Governador Valadares, no interior de Minas Gerais, que repercutiu recentemente nas redes sociais, gerando polêmica.

De sainha azul e com uma blusa preta decotada, a musa da Câmara rebola com outras mulheres ao som dos funks “Sarra Novinha No Grau”, do MC Gw, e “Aquecimento Das Maravilhas”, do Bonde das Maravilhas.Resultado de imagem para deputada federal Bruniele Ferreira Gomes

Brunny é Presidente Nacional do PTC-Mulher e foi eleita deputada federal com pouco mais de 45 mil votos pelo Partido Trabalhista Cristão. Ela é casada com o deputado estadual Hélio Gomes, do Partido Social Democrático (PSD) e apresenta um programa em uma emissora afiliada do SBT no interior mineiro.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

CONFIRA:

blogdogordinho

Deputada quer proibir adoção por casal gay

lia-MarinhoA deputada Júlia Marinho (PSC-PA), integrante da bancada evangélica da Câmara, apresentou um projeto de lei com o intuito de alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de maneira que seja proibida a adoção de crianças por casais homoafetivos. A proposição foi apresentada no dia 6 de março e tramita na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara.

O projeto de lei pretende incluir mais um parágrafo, dentro do artigo 42 do ECA. Esse dispositivo estabelece regras para a adoção de crianças no Brasil. Hoje, para ser pai ou mãe adotiva, a pessoa precisa ter 18 anos, ter pelo menos 16 anos a mais que o adotado e garantir a segurança da criança ou do adolescente. Mas a parlamentar quer incluir mais uma condicionante para as adoções: “É vedada a adoção conjunta por casal homoafetivo”, aponta o projeto.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

Júlia afirma, no documento, que “o reconhecimento jurídico de união homoafetiva não implica automaticamente a possibilidade de adoção por estes casais, matéria que, a toda evidência, dependeria de lei”. A parlamentar alega, no projeto de lei, que família composta por dois pais ou duas mães “não logra ampla aceitação social” e “pode gerar desgaste psicológico e emocional” na criança adotada.

“Assim, até que estudos científicos melhor avaliem os possíveis impactos sobre o desenvolvimento de crianças em tal ambiente e que a questão seja devidamente amadurecida, por meio de discussão no âmbito constitucionalmente previsto para tanto – o Parlamento, deve ser vedada a adoção homoparental”, defende a deputada.

“O regramento legal da adoção não se sujeita ao das uniões civis ou ao do casamento. Cuida-se de instituto especial, que visa ao atendimento dos interesses do adotando, não se podendo alegar que sua vedação a casais homossexuais seja discriminação no acesso a um direito”, justifica a congressista.

“É na família que as primeiras interações são estabelecidas, trazendo implicações significativas na forma pela qual a criança se relacionará em sociedade. O convívio familiar é o espaço de socialização infantil por excelência, constituindo a família verdadeira mediadora entre a criança e a sociedade”, afirma Júlia, logo em seguida. “O novo modelo de família, contrário ao tradicional, consagrado na referida decisão judicial, encontra ainda resistência da população brasileira”, justifica.

A proposta enfrenta resistência na Câmara. Ex-ministra da Secretaria de Direitos Humanos, a deputada Maria do Rosário (PT-RS) vê o projeto de lei como um retrocesso num país que tem garantido igualdade de direitos a todos os gêneros. “Na última semana, a ministra Cármen Lúcia [do Supremo Tribunal Federal] tomou uma decisão inédita que assegurou a constituição da adoção por um casal homoafetivo. Essa garantia é um direito que ela assegurou às crianças. Lugar de criança não é em abrigo”, disse a petista. “Nessa decisão, a ministra também assegurou o direito a essas pessoas adultas que, como brasileiros, de ter uma família, de ter os seus filhos”, complementou.

Além dessa proposta, a bancada evangélica aposta em outro projeto que também inviabiliza, na prática, a adoção de crianças por casais homoafetivos, o chamado Estatuto da Família. O texto, que tramita em comissão especial, reconhece como família apenas a união entre um homem e uma mulher.

Congresso em Foco

Deputada paraibana chama de covarde e traidora Comissão da Verdade no país

luizaParaibana, a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), que desde 2011 tenta emplacar no Congresso uma revisão da Lei da Anistia com punição aos acusados de repressão durante a ditadura, acredita que a Comissão Nacional da Verdade (CNV) “traiu os movimentos sociais” e foi “covarde” ao não enfrentar os militares. Aos 80 anos, a socialista expressou à BBC Brasil suas críticas ao que chamou de “processo extremamente fechado” da comissão, que não envolveu a sociedade na construção de seu parecer final.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Ela se emocionou ao se lembrar de amigos desaparecidos nos governos militares e afirmou que a CNV não representa esperanças para a punição de envolvidos em crimes de tortura.

“Não podemos nos enganar e achar que o dever histórico do Estado está garantido com este relatório. Não está. O governo brasileiro continua em dívida com as vítimas da ditadura militar”, disse Erundina.

A parlamentar acredita que as conclusões da Comissão, que saem nesta quarta-feira, Dia Internacional dos Direitos Humanos, são “só mais um relatório que vai para o Arquivo Nacional”.

Suas declarações representam uma voz crítica no ambiente de esquerda em relação às investigações da comissão, que se propõe a reacender o debate sobre crimes como tortura, assassinato e ocultação de cadáveres durante os governos militares, entre 1964 e 1985.

“Todo o processo da comissão foi extremamente fechado”, critica Erundina. “Ninguém teve acesso. Este relatório nunca poderia ser divulgado sem haver uma discussão de avaliação com comitês do país inteiro que levantaram dados e devem ter contribuído com as principais informações deste relatório”, afirmou. “Por isso, na minha visão, os movimentos sociais foram traídos pela Comissão da Verdade.”

‘Covardia’ – Segundo a parlamentar, o surgimento da Comissão, em 2012, fomentou a criação de dezenas de comitês independentes em universidades, sindicatos, organizações sociais, assembleias e câmaras legislativas para investigações regionais de violações durante a ditadura. “O único ponto positivo (da Comissão) é este saldo organizativo que ficou na sociedade”, afirma.

Para Erundina, entretanto, a estrutura da CNV não estimulou a população a “tomar as ruas” pela criminalização de atos violentos promovidos por militares ou agentes do Estado.

“Não tomou as ruas. A força dos militares continua muito forte. As restrições à participação da sociedade e dos familiares no acompanhamento da comissão tem a ver com a covardia dos membros desta comissão em enfrentar os militares”, afirmou.

A ex-prefeita de São Paulo prossegue: “Nestes dois anos e meio, a comissão funcionou de maneira fechada. Suas audiências públicas não eram públicas de verdade. Os encontros com os acusados pelos crimes foram feitos em sua maioria de forma reservada, privada, sem a presença das vítimas, familiares e cidadãos diretamente interessados nesta busca.”

Por isso, Erundina diz entender a Comissão da Verdade como um projeto de “reconciliação” entre civis e militares, suscetível a pressões externas, e não pela “verdade e punição de quem realmente lesou o país”.

“O objetivo deveria ser a justiça, mas a comissão não tenta impedir a impunidade, que mantém a ditadura viva e se reproduzindo nas delegacias, na repressão policial a cidadãos pobres nas periferias”, afirma.

“Não podemos nos enganar e achar que o dever histórico do Estado está garantido com este relatório. Não está. O governo brasileiro continua em dívida com as vítimas da ditadura militar”, continua a deputada.

A Lei da Anistia prevê perdão a todos que “cometeram crimes políticos ou conexos”, definidos como “os crimes de qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política”.

É contra a interpretação de que os crimes como tortura seriam atos conexos que Erundina luta desde 2011, quando propôs no Congresso Nacional a “interpretação autêntica” (ou revisão) desta lei, promulgada em 1979.

“Os civis já pagaram pelo que cometeram sob tortura, sob violência”, diz, se referindo a membros de organizações que se utilizaram de métodos violentos contra o regime militar.

Para a deputada, os civis “também cometeram excessos”, mas teriam pagado por eles na justiça ao passarem por prisões e serem vítimas de abusos contra a vida, como atos de tortura.

“O que querem mais contra estas pessoas? Os autores dos crimes não pagaram nada. Uma lei de anistia não pode admitir crimes de lesa-humanidade como os que foram cometidos. Essas pessoas não podem ter direito a perdão.”

Corte – Erundina lembra que, em novembro de 2010, a Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou o Brasil em julgamento sobre abusos cometidos por militares durante a ditadura. Ela cobra o cumprimento desta decisão internacional.

Dezoito anos antes, o Brasil aderiu à Convenção Americana, o que pressupõe o cumprimento de suas decisões. Entretanto, para juristas como Ives Gandra, nenhuma decisão internacional pode sobrepor decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que já se colocou contra a revisão da anistia. A deputada discorda. “Quem defende dessa forma, usando a formalidade da lei e filigramas de vírgulas da legislação, faz uma opção contra a vida, a liberdade e a democracia. Eu não me conformo.”

Ela se emociona ao lembrar dos “anos de chumbo”, quando precisou “sair correndo” da Paraíba, seu estado natal, para São Paulo.

“Tive meus momentos. Fui perseguida em vários sentidos e resisti como pude. Mas não posso nem me colocar diante daqueles que sofreram torturas, abusos sexuais, violência sobre sua dignidade. Sobretudo as mulheres, que foram vítimas pela sua natureza de mulher, mães cujos filhos pequenininhos assistiram à sua tortura, mães que assistiram aos filhos pequenininhos sendo torturados”, diz.

Ela finaliza a conversa com a voz trêmula. “Isso precisa mexer com o sangue dessas pessoas. A mente, a alma e o coração dessas pessoas… Acho que perdi o racional agora. Me desculpe se me emocionei.”

MaisPB com IG 

Deputada apresenta parecer a favor do fim da propaganda infantil

publicidade-infantilA deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) apresentou nesta quinta-feira (13) à Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara parecer contrário a um projeto que quer derrubar uma decisão do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) que proíbe propaganda infantil. A publicidade para crianças foi tema da redação da edição deste ano do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado no último fim de semana.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Para Benedita, que é relatora da proposta, o projeto que derruba a norma do conselho representa “um verdadeiro retrocesso”. O parecer foi protocolado eletronicamente e precisará ser discutido e votado pelo plenário da comissão. A próxima sessão do colegiado está marcada para o dia 18, mas o assunto não consta da pauta.

O presidente da comissão, deputado Amauri Teixeira (PT-BA), disse, no entanto, que inclusões na pauta podem ser feitas até a véspera. “Pela importância do tema, nós vamos pautar logo”, afirmou nesta quinta. Depois, a questão ainda passará pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça antes de ir ao plenário da Câmara e seguir para o Senado.

A resolução que proíbe a propaganda infantil foi editada em março, mas ainda não entrou em vigor. O texto veta a propaganda em eventos, espaços públicos, sites e programas de TV em qualquer horário. No mês seguinte á publicação da norma, o deputado Milton Monti (PR-SP) apresentou o projeto sustando os seus efeitos.
Parecer
No seu parecer, a relatora argumenta, com base em diversos estudos, que a criança se revela um “alvo de fácil convencimento”, pois não tem a maturidade para lidar com a publicidade como um adulto.

A deputada ressalta que a publicidade dirigida ao público de até 12 anos gera “impactos bastante negativos”, pois, na sua avaliação, contribui para o agravamento de problemas sociais como o consumismo, a erotização precoce, os transtornos alimentares e a obesidade, os transtornos de comportamento, o estresse familiar, o alcoolismo e a violência.

Benedita defende a atuação do Conanda e afirma que a publicidade dirigida ao público infantil é considerada abusiva com base na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Código de Defesa do Consumidor.

A resolução do Conanda também detalha os aspectos que caracterizam uma peça publicitária voltada ao público infantil, como linguagem infantil, efeitos especiais, excesso de cores e trilhas sonoras de músicas infantis ou cantadas por vozes de criança. O norma do conselho veta, ainda, a promoção com distribuição de prêmios ou brindes colecionáveis ou com apelos ao público infantil.

Outro projeto de lei, de autoria do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), também proíbe publicidade e propaganda para a venda de produtos infantis. O texto aguarda parecer do relator na Comissão de Constituição e Justiça.

G1