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Juiz adia depoimento de Carneiro e determina nova audiência para ouvir Livânia

O juiz Giovanni Magalhães Porto, da 5ª Vara Criminal da Capital, deu início, nessa quinta-feira (13), a audiência de instrução e julgamento nos autos da Ação Penal nº 00006944-71.2019.815.2002, que tem como réus Gilberto Carneiro da Gama e Maria Laura Caldas de Almeida Carneiro.

Na ocasião, o magistrado decidiu postergar os interrogatórios dos acusados para outro momento, diante da necessidade de ouvir Livânia Farias, ex-secretária de Administração do Estado, que celebrou colaboração premiada no âmbito da Operação Calvário. A oitiva foi designada para o dia 24 de março, às 14h.

Na audiência, foi ouvida a testemunha arrolada pela acusação, Leandro Nunes Azevedo, bem como as testemunhas indicadas pela defesa, Ernestina Batista de Moraes, Jorge da Silva Santiago, Geralda Félix Rodrigues, Ricardo Figueiredo Moreira, Gibran Mota e Russiene Figueiredo Silva.

O primeiro a ser ouvido foi Leandro Nunes Azevedo, que é réu colaborador no caso da Operação Calvário. Ele foi indagado, a pedido do promotor de Justiça Manoel Cassimiro, se desejava usar do direito de participar da audiência sem contato visual com os outros acusados.

A defesa de Gilberto Carneiro manifestou-se contrariamente ao pedido formulado pelo MP. O juiz Giovanni Magalhães decidiu, no entanto, que a testemunha prestasse o seu depoimento sem a presença dos acusados, que foram retirados da sala de audiência.

Após o depoimento de Leandro, a acusada e colaboradora Maria Laura Carneiro foi consultada se queria utilizar-se da prerrogativa de não permanecer no mesmo recinto com o outro acusado, tendo ela dito que não haveria problema nenhum. Sendo assim, o magistrado determinou que Gilberto Carneiro voltasse a sala, seguindo-se com a oitiva das testemunhas.

Na sequência foram ouvidas as testemunhas Ernestina Batista de Moraes, Jorge da Silva Santiago, Geralda Félix Rodrigues, Russiene Figueiredo Silva, Ricardo Figueiredo Moreira e Gibran Mota. Encerrada a fase de oitiva, o juiz Giovanni Magalhães destacou o fato de que na denúncia apresentada pelo Ministério Público consta a informação de que a acusada Maria Laura teria passado a trabalhar, exclusivamente, para a Orcrim, obedecendo ordens de Livânia Farias.

No depoimento da testemunha Russiene Figueiredo Silva foi afirmado pela mesma que a acusada Maria Laura teria passado a trabalhar na Secretaria de Administração por ordem de Livânia.

“Observa-se, portanto, a necessidade de oitiva da senhora Livânia como testemunha referida, com fundamento no artigo 209, § 1º, do CPP. Observe-se que a referida acusada responde a dois processos neste Juízo referentes a Operação Calvário e foi recentemente denunciada na mesma operação junto ao TJPB com dezenas de outros acusados. Há também informação que a mesma celebrou colaboração premiada cujo termo principal de acordo já está juntado em outros processos em tramitação neste Juízo. Sendo assim, entendo necessário postergar os interrogatórios para momento posterior da testemunha/colaboradora. Razão pela qual, suspendo a presente audiência e designo sua continuidade para o dia 24 de março, às 14h”, afirmou o magistrado.

O caso – Na Ação Penal nº 00006944-71.2019.815.2002, os réus são acusados pelo Ministério Público de fazerem parte de uma organização criminosa que atua há pelo menos 11 anos no Governo da Paraíba, onde a denunciada Maria Laura Caldas de Almeida Carneiro desempenhava a função de executora financeira da Orcrim, recebendo e entregando valores oriundos de esquemas criminosos, entregando-os a terceiros a mando de Livânia Farias, à época secretária da Administração estadual, a quem ela era subordinada.

Diz ainda a denúncia que Gilberto Carneiro, à época procurador-geral do Estado, foi omisso ao permitir que a acusada Laura, exercendo o cargo de assistente de gabinete da Procuradoria do Estado, não comparecesse ao trabalho (funcionária fantasma). Segundo o Ministério Público, teria havido o locupletamento ilícito de R$ 112.166,66.

MaisPB

 

 

Em depoimento, Leto afasta vínculo com radialista Fabiano Gomes

Continuar a colaborar com a justiça. É essa a decisão do ex-prefeito de Cabedelo, Leto Viana, ao término do depoimento na audiência da Operação Xeque-mate que acontecia desde às 8h30 desta terça-feira (09) e terminou por volta das 15h30.

“Não estou aqui para me defender, mas para colaborar com a Justiça. Estou à disposição para o que precisarem de mim”, disse Leto, em última declaração durante o depoimento.

O ex-gestor chegou ao local com um colete a prova de balas e permaneceu com ele até o fim da audiência.

VÍNCULO COM FABIANO GOMES

Ainda durante o depoimento, Leto negou qualquer vínculo como radialista Fabiano Gomes, que também foi um dos alvos da Operação Xeque Mate.

Segundo o ex-prefeito, Fabiano era consultor do empresário Roberto Santiago antes mesmo dele assumir a gestão de Cabedelo. O comunicador seria o responsável pelas estratégias de marketing para barrar a construção do Pátio Shopping Intermares. Ainda segundo o ex-prefeito, o elo financeiro de Fabiano seria apenas com Roberto Santiago.

As declarações convergem com o depoimento prestado pelo ex-prefeito Luceninha à Polícia Federal. Na oportunidade, Luceninha negou ter sofrido pressão por parte de Fabiano para renunciar ao cargo de prefeito e disse que o procurou apenas para pedir ajuda para a redação de sua carta-renúncia.

ESPOSA DE LETO NÃO QUIS FALAR

A esposa dele, a vereadora afastada Jaqueline França também depôs nesta terça-feira (09). Diferentemente do marido, Jaqueline preferiu permanecer calada.

“Uso meu direito de ficar calada”, respondeu a parlamentar a todas as indagações recebidas na audiência.

PB Agora

 

 

Em depoimento, Berg Lima nega propina: “Foi empréstimo”

O prefeito de Bayeux, Gutemberg de Lima Davi, mais conhecido por Berg Lima, prestou depoimento na tarde desta quarta-feira (29) na Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba acerca da denúncia de que teria recebido R$ 11,5 mil em propina das mãos do empresário João Paulino de Assis, proprietário da empresa Sal & Pedra Receptivo, que fornecia alimentos para o município. O interrogatório foi conduzido pelo desembargador João Benedito da Silva, relator da Ação Penal nº 0001080-15.2017.815.0000.

Indagado pelo relator se era verdadeira a acusação de recebimento de propina, o gestor afirmou que não procedia tal denúncia. O que houve, segundo ele, foi um empréstimo feito ao empresário, que estava passando por dificuldades financeiras e vivia fazendo pressão. “Na verdade, esse empréstimo foi por conta das ameaças que ele fazia de forma recorrente por não ter condições de comprar o alimento para fornecer para as unidades de saúde e sempre ameaçava a secretária de Saúde para cortar o fornecimento”, relatou.

Antes do depoimento de Berg Lima, o desembargador João Benedito ouviu a testemunha da defesa Caio Cabral de Araújo. Os depoimentos foram acompanhados pelo promotor de Justiça Rafael Lima Linhares e pelo advogado Inácio Ramos de Queiroz Neto. Na ocasião, o relator apresentou os documentos que foram juntados aos autos a pedido do Ministério Público, sendo aberto o prazo de 5 dias para o advogado se manifestar.

O depoimento do prefeito de Bayeux era para ter acontecido no último dia 20, mas foi adiado a pedido da defesa, que alegou problemas de saúde do gestor. Berg Lima foi denunciado pelo Ministério Público por ter recebido propina. De acordo com a denúncia, os valores foram entregues pessoalmente ao gestor municipal, como condição para que a Prefeitura Municipal de Bayeux pagasse parte da dívida que tinha com a empresa.

Na época, o gestor foi preso em flagrante, em uma ação conjunta do Ministério Público, através do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Civil, após a divulgação de um vídeo. Em julho de 2017, foi determinado o afastamento cautelar do gestor. Ele só retornou ao cargo de prefeito em dezembro de 2018.

 

pbagora

 

 

Mulher é presa suspeita de matar companheiro após ir à polícia dar depoimento, na PB

Uma mulher foi presa suspeita de matar o companheiro com um golpe de faca no pescoço, em Campina Grande, na noite de quarta-feira (1º). De acordo com a Polícia Civil, Fabiana Ribeiro da Silva, de 28 anos, foi detida após ir na delegacia dar depoimento e denunciar outra pessoa pelo crime. Na manhã desta quinta-feira (2), ela confessou que matou a vítima.

O caso aconteceu na rua Olegário Maciel, no bairro Monte Santo. Edmilson de Oliveira foi morto dentro do apartamento onde morava com a mulher. Segundo a polícia, o homem chegou a ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, mas morreu na unidade de saúde.

Ao ir na Central de Polícia Civil prestar queixa da morte de Edmilson, a mulher relatou que, durante a noite da quarta-feira, outro homem que teria tido uma discussão dias antes com a vítima entrou na residência do casal e matou Edmilson.

A mulher contou ainda que, quando o companheiro bebia, ela era agredida por ele, mas que nunca teria sido ameaçada de morte pelo homem. Segundo ela, já havia um Boletim de Ocorrência registrado contra Edmilson por agressão física, em Brasília, onde o casal morava antes de mudar para Campina Grande.

Fabiana foi encontrada no local do crime pelos vizinhos. Segundo relato de testemunhas à polícia, a mulher estava sobre o corpo do homem e a todo momento pedia perdão. Os moradores ouviram o homem pedindo socorro e nenhuma outra pessoa foi vista entrando na casa.

O corpo do homem foi encaminhado ao Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Campina Grande. Na Central de Polícia Civil de Campina Grande, Fabiana confessou ter cometido o crime. Ela permanece detida aguardando audiência de custódia.

G1

 

Preso por morte de sargento presta depoimento na Central e é liberado

A Polícia Militar prendeu na tarde desta quinta-feira (30) um dos homens que teria participado da execução do sargento do Corpo do Bombeiros, Joselho de Souza Leite, assassinado no final da manhã com um tiro no rosto no Batalhão da corporação.

Ao Portal MaisPB, o major Sidney informou que o suspeito foi conduzido para a Delegacia de Homicídios. Acreditava-se que ele é o suspeito de pilotar a moto usada no crime. Mas, o homem foi ouvido pela Polícia Civil e em seguida liberado.

O homem foi localizado após denúncias anônimas através do Centro Integrado de Operações Policiais (CIOP).

Entenda o caso

Um bombeiro militar foi assassinado dentro do Batalhão, no início da tarde desta quinta-feira (30), no bairro de Mangabeira, em João Pessoa. O crime foi praticado por um homem armado que entrou no batalhão caminhando e executou a vítima.

De acordo com informações da Polícia Militar, o homem chegou na área da guarita e atirou contra o militar. A vítima, identificada como sargento Josélio, foi atingida com disparos de arma de fogo na região do tórax.

Após executar o militar, o autor do disparo e um outro suspeito, que aguarda do lado de fora do Batalhão em uma moto, fugiram do local levando a arma do sargento. Ainda não há informações sobre a identidade dos suspeitos, nem a motivação.

MaisPB 

Justiça Federal nega pedido de Lula para gravar depoimento a Moro

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), com sede em Porto Alegre, rejeitou nesta terça-feira (9) o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de designar uma equipe para gravar o depoimento marcado para esta quarta (10) ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba. O habeas corpus foi julgado após a negativa à suspensão do processo sobre o triplex da empreiteira OAS.

A decisão é do juiz federal Nivaldo Brunoni, convocado para substituir desembargador federal relator da Lava Jato na 8ª Turma da corte, João Pedro Gebran Neto.

Depoimento mantido

No primeiro habeas corpus a ser negado, a defesa do ex-presidente alegou prejuízo devido à juntada de documentos pela Petrobras nas últimas semanas. No pedido, os advogados solicitavam ainda mais tempo para análise de documentos.

Em sua decisão, o magistrado destacou que o interrogatório de Lula ganhou repercussão nacional e que isso mudou a rotina da Justiça Federal de Curitiba e de vários órgãos da capital paranaense.

“Medidas excepcionais foram tomadas para evitar tumulto e garantir a segurança nas proximidades do fórum federal; prazos foram suspensos, o acesso ao prédio-sede da Subseção Judiciária será restrito a pessoas previamente identificadas e o trânsito nas imediações será afetado, medidas que vem mobilizando vários órgãos da capital paranaense”, escreveu Brunoni.

Para o magistrado, não há razão para suspender o depoimento e o andamento da ação penal.

“Assim, ausente flagrante ilegalidade e possibilitada pela própria autoridade coatora a apresentação de documentação até a fase do art. 402 do CPP e, ainda, a eventual repetição de atos processuais já realizados, não há razão para o deferimento de suspensão do interrogatório do paciente e sobrestamento da ação penal”, diz o texto.

A defesa alega que “é materialmente impossível” analisar a documentação do processo até esta quarta (10), data em que o depoimento do ex-presidente ao juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal de Curitiba, está marcado. O MPF acusa Lula de receber um triplex da construtora, como pagamento de propina. O petista nega as acusações.

No habeas corpus, a defesa também pedia “a concessão da ordem para que seja concedido prazo razoável para a análise dos documentos, além da apresentação da íntegra da relação antes requerida e deferida pelo Juízo, com a eventual renovação dos atos processuais subsequentes que tenham sido prejudicados pela decisão ilegal.”

Conforme a defesa de Lula, existem “5,42 gigabytes de mídia e cerca de 5 mil documentos estimados cerca de 100 mil páginas”.

Porém, segundo Brunoni, a documentação que a Petrobras anexou ao processo foi requerida pela própria defesa e não está relacionada aos contratos indicados na denúncia. “Não há ilegalidade no não fornecimento de contratos e documentos que não digam respeito às imputações não contidas na denúncia”, explicou o relator.

O relator também negou a suspensão da tramitação do processo, também requerida pela defesa, até que examinasse todos os documentos. “Foge do razoável a defesa pretender o sobrestamento da ação penal até a aferição da integralidade da documentação por ela própria solicitada, quando a inicial acusatória está suficientemente instruída”, concluiu.

Moro retomou na última quinta-feira (4) os depoimentos de réus no processo. As audiências deveriam ter sido realizadas em 28 de abril, mas foram adiadas a pedido dos advogados, em função da greve geral marcada para aquele dia.

Lula também teve o depoimento adiado, mas a pedido da Polícia Federal, que alegou não ter conversado com as autoridades competentes para garantir a segurança no dia 3 de maio, data original da oitiva.

O processo

Nesta ação penal, o MPF acusa o ex-presidente de receber um apartamento triplex, no Guarujá, litoral paulista. O imóvel faz parte de uma série de obras que a OAS assumiu após a falência da antiga cooperativa de crédito do Sindicato dos Bancários de São Paulo, a Bancoop.

G1

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Luiz Couto refuta acusação de que teria obstaculado depoimento de empresário à CPI

 
Luiz Couto PlenarioEm nota, Luiz Couto garante não ter recebido nenhum pedido para obstacular o depoimento: “Não fui procurado por ninguém e ainda que tivesse sido, não iria agir para atrapalhar qualquer apuração de ilicitude. Ao contrário, tenho lutado durante toda a minha vida para que os desmandos, venham de onde vierem, sejam investigados”.

Confira a nota na íntegra:

O deputado federal Luiz Couto (PT-PB) reagiu com surpresa ao ser informado da publicação de notícia sobre uma suposta articulação para impedir o depoimento de empresário da OAS na CPI do Tráfico de Pessoas. O parlamentar assegurou que não recebeu pedido algum para obstacular qualquer depoimento: “Não fui procurado por ninguém e ainda que tivesse sido, não iria agir para atrapalhar qualquer apuração de ilicitude. Ao contrário, tenho lutado durante toda a minha vida para que os desmandos, venham de onde vierem, sejam investigados”, declarou.

Luiz Couto acrescentou que o presidente da CPI do Tráfico de Pessoas, Arnaldo Jordy (PPS-PA), chegou a visitar canteiros de obras da OAS, à época, dando prosseguimento à apuração das denúncias de tráfico humano e que o assunto nada tinha a ver com o apurado pela Operação Lava Jato. 

 
O deputado federal Luiz Couto, por fim, reafirmou que não tem o hábito de engavetar denúncias e que o comportamento era típico de um passado não muito distante no qual o PSDB costumava arquivar qualquer assunto que contrariasse seus interesses: “Essa versão divulgada hoje mais parece peça de ficção. E mal feita”, resumiu.

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Assessoria

Beira-Mar é irônico em depoimento e acaba advertido por juiz

 Foto: Urbano Erbiste
Foto: Urbano Erbiste

Recheado de ironias, o depoimento de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, julgado nesta quarta-feira, no I Tribunal do Júri da Capital, conseguiu irritar o juiz Fábio Uchôa. Acusado pela morte de quatro presos de uma facção criminosa rival, durante rebelião no presídio Bangu 1, no Complexo de Gericinó, em 2002, ele negou ter matado as pessoas e foi advertido várias vezes pelo juiz por rir enquanto falava. O juiz também se queixou por Beira-Mar se estender durante o seu depoimento: “Deixa que a sua defesa o seu advogado vai fazer”, disse Uchôa. O bandido disse que estava nervoso, por isso estava rindo todo o tempo.

Das seis testemunhas chamadas, duas pela defesa de Beira-Mar e quatro pelo Ministério Público estadual, só uma compareceu, o traficante Celso Luís Rodrigues, conhecido como Celsinho da Vila Vintém. Com isso, as outras testemunhas foram dispensadas. Apesar de, na época, pertencer a uma facção rival de Beira-Mar, e estar no local do crime, Celsinho foi poupado. Em seu depoimento, ele se defendeu das acusações de ter traído sua facção: “Eu não traí companheiro nenhum meu, estou carregando esta peste”, afirmou.

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Beira-Mar fez anotações de contradições contra ele próprio
Beira-Mar fez anotações de contradições contra ele próprio

Segundo ele, que pertencia à mesma quadrilha dos criminosos que foram assassinados e estava na mesma galeria que os comparsas, só não foi morto porque nunca foi de provocar os outros. Celsinho disse ainda que, na ocasião, só viu Beira-Mar com um rádio ou um celular na mão, sem armas. “Se ele tivesse matado um companheiro meu, eu jamais estaria aqui”, afirmou. Quando questionado se considerava o presídio Bangu I de segurança máxima, foi irônico: “Segurança máxima: brincadeira”.

Beira-Mar negou ter culpa nas mortes
Beira-Mar negou ter culpa nas mortes

Ouvido depois de Celsinho, Beira-Mar levou com ele um papel, em que fez várias anotações durante o depoimento da testemunha. Quando depôs, disse que usou o papel para fazer algumas observações sobre contradições contra ele próprio.

Beira-Mar foi irônico durante todo o tempo
Beira-Mar foi irônico durante todo o tempo

Por cada morte, Beira-Mar pode ser condenado a até 30 anos de prisão. Outros traficantes também respondem pelo caso, mas o processo foi desmembrado. A rebelião ocorreu no presídio Laércio da Costa Pelegrino, conhecido como Bangu 1, no dia 11 de setembro de 2002. Na ocasião, de acordo com acusação do MP, um grupo de presos, comandados por Fernandinho Beira-Mar, invadiram a galeria onde estavam os rivais e iniciaram a guerra e os assassinatos. Além de Uê, foram mortos Carlos Alberto da Costa, o Robertinho do Adeus, Wanderlei Soares, o Orelha e Elpídio Rodrigues Sabino, Pidi.

Extra

Filho tenta matar a mãe com faca e debocha durante depoimento na delegacia: ‘Só nove golpes?’

facaA jovem de 18 anos, suspeita de esfaquear a própria mãe em Santos, no litoral de São Paulo, foi detida na tarde deste sábado (13). Ela foi encontrada na casa do pai, no bairro Jardim Santa Maria, e confessou o crime para a Polícia Militar. Na delegacia, a suspeita chegou a debochar quando ficou sabendo o número de golpes que desferiu contra a mãe.

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A tentativa de homicídio ocorreu por volta das 4h40, na residência onde moram mãe e filha, no bairro Rádio Clube. A mãe, uma mulher de 39 anos, recebeu atendimento no Pronto Socorro da Zona Noroeste, e no local, contou aos policiais sua versão do crime. Segundo a vítima, a filha começou a dar as facadas quando ela estava dormindo, acertando-a no rosto, no ombro e nas mãos.

Por meio de informações de familiares, a suspeita foi encontrada na casa do pai e conduzida até o 3º DP da cidade. Na delegacia, ela demonstrou frieza em relação às agressões contra a mãe e contou sua versão ao ser interrogada pela delegada Cláudia de Santana Barazal. “Ela fala naturalmente. Disse que chegou de um velório e começou uma discussão com a mãe, que teria arremessado algum objeto contra ela e a filha. Ela revidou, falou que se a mãe ‘viesse para cima’ ela também iria, e se armou com uma faca. Quando a mãe tentou tirar a faca da mão dela, começaram os golpes”, explica a delegada. A ação foi impedida por vizinhos, que desarmaram a jovem e esconderam a faca. Depois que ela fugiu, um deles trouxe o objeto de volta para a casa, embrulhado em uma sacola.

A suspeita tem dois filhos. De acordo com Barazal, em seu depoimento, a jovem acusou a mãe de tê-la obrigado a tirar uma das crianças quando estava grávida. A delegada relata que a presa confessou o crime e debochou ao saber o número exato de golpes. “Ela afirma que deu as facadas na mãe, só não sabia o número. Quando eu perguntei ‘E para revidar, você deu nove facadas na sua mãe?’, ela respondeu ‘Foram nove?’ em tom de deboche”, relata.

A mãe da agressora ainda não deu o seu depoimento à delegada. Ela foi medicada e liberada, mas está sedada e sente dores. Após a prisão da jovem, Barazal solicitou que a equipe de perícia fosse ao local do crime, onde foi apreendida a faca usada na ação. Para a delegada, a suspeita não aparenta ser usuária de drogas. “Mas, ela não é uma pessoa normal. Eu quero crer que não é”, observa a delegada. Ela afirma que a família pediu a prisão da garota. “Eu conversei com o tio dela por telefone. Ele estava preocupado, e perguntou se ela realmente ia ficar presa”, comenta. A suspeita chegou a fazer ameaças a outros familiares.

A jovem está presa no 3º Distrito Policial da cidade, mas será transferida para a Cadeia Feminina de São Vicente, pois a de Santos está em reforma. O caso deverá ser investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher.

G1

Escrivã da polícia é morta durante depoimento de acusado de estupro no MA

A escrivã da Polícia Civil Loane Maranhão Silva Thé, 32, morta a facadas
A escrivã da Polícia Civil Loane Maranhão Silva Thé, 32, morta a facadas

A escrivã da Polícia Civil Loane Maranhão Silva Thé, 32, foi morta a facadas enquanto colhia depoimento de um homem acusado de abusar e estuprar as filhas dele, de 17 e 20 anos, na cidade de Caxias (a 361 km de São Luís), nesta quinta-feira (15).

Loane estava sozinha em uma das salas da Delegacia da Mulher para tomar o depoimento do gari Francisco Alves Costa, 43, quando ele puxou a faca que estava escondida na roupa e atacou a escrivã.

Aos ouvir os gritos de Loane, a investigadora Marlene Almeida tentou socorrer a colega e foi também atingida pelos golpes de faca, mas não morreu. Ela está internada no Hospital Regional de Caxias e não corre risco de morrer.

A escrivã ainda chegou a ser socorrida, mas morreu antes de dar entrada no Hospital Regional de Caxias.

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Loane trabalhava na Delegacia da Mulher de Caxias havia quatro anos e era natural de Teresina. O corpo dela está sendo velado na central de velórios Pax União, localizada em Teresina. O enterro será às 8h desta sexta-feira (16).

Após matar a escrivã e golpear a outra policial, Costa conseguiu fugir, mas foi preso próximo à rodoviária de Caxias, localizada no bairro Vila Lobão.

Ele foi autuado em flagrante e está preso na delegacia regional de Caxias.

O superintendente de Polícia Civil do Interior, Jair Paiva, afirmou que só estavam na delegacia a escrivã e a investigadora. Não se sabe porque elas não observaram que o homem estava portando uma faca.

Segundo o superintendente, o acusado disse que não teve a intenção de matar a escrivã, mas atacou-a porque notou que ia ficar preso.

“Ele não sabia que tinha sido denunciado pelas duas filhas e quando foi informado da ocorrência contra ele puxou a faca da calça e esfaqueou a escrivã.”

 

Aliny Gama