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“Caráter não depende de idade”, afirma prefeita eleita mais jovem da Paraíba

joyceDUAS ESTRADAS (PB) – A Prefeita eleita Joyce Renally (PR) é a prefeita mais jovem da Paraíba. Com apenas 23 anos, ela será a primeira mulher a governar a cidade.

Em entrevista ao jornalista Guto Brandão no programa Tambaú Debate da TV Tambaú, nesta terça-feira, 18, Joyce disse que vai fortalecer vínculos de parcerias com empresas privadas e vai devolver ao povo o sorriso e o bem está social.

Ao falar da sua juventude, a prefeita disse que caráter não depende de idade e sim de cada pessoa. Sobre a importância do apoio dos vereadores, ela disse que apesar de ter minoria na câmara, não teme futuros embates, pois acredita que ao passar do tempo o trabalho será mostrado e os parlamentares poderão julgar sua gestão.

A jovem prefeita obteve 1.635 votos e será entrevistada também na Rádio Guarabira 90.7 FM nesta sexta-feira, às 8h.

Com Portal Manchete Notícias

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Raniery nega que seja candidato à prefeito de Guarabira e afirma que permanência na política depende de reforma política

DEPUTADO-RANIERYO deputado estadual Raniery Paulino (PSB) afirmou nesta terça-feira (09) que não deve ser candidato à Prefeitura de Guarabira em 2016. “Eu tenho vontade, Guarabira é minha terra. Mas nunca coloquei isso como plano de vida”, pontuou o deputado.

Sem se referir a uma ação específica o deputado lembrou que quando o governador Ricardo Coutinho (PSB) comete um ato falho, ele se coloca no lugar do gestor. “Se eu fosse prefeito de Guarabira como eu faria? Se eu tivesse na gestão eu faria diferente? Não fujo a luta, acho que o PMDB de Guarabira tem bons quadros e a gente pode fazer uma boa disputa na cidade”, argumentou.

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Todavia, o deputado explicou que sua permanência na política depende da reforma política que pode acontecer ou não no país. “Tenho colocado como divisor de águas a reforma política. Eu vou reavaliar minha permanência política ou não”, revelou.

O deputado está fazendo Consulta pública em todo o país sobre a reforma política através da Fundação Ulisses Guimarães.

Paulo Dantas

Dilma diz que mudança na economia brasileira depende dos EUA

dilma_wf2A presidente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, afirmou, em entrevista gravada no domingo e transmitida nesta segunda-feira (22) pelo “Bom dia Brasil”, que a política econômica atual está na “defensiva” por causa da crise financeira internacional e que qualquer mudança dependerá de uma melhora na economia dos Estados Unidos.

“A gente tem de ver como que evolui a crise […] Os Estados Unidos evoluindo bem, eu acho que o Brasil pode entrar numa outra fase, que precise de menos estímulos. Pode ficar entregue à dinâmica natural da economia e pode, perfeitamente, passar por uma retomada”, afirmou aos jornalistas Miriam Leitão, Chico Pinheiro e Ana Paula Araújo.

Segundo a presidente, apenas com a recuperação econômica de outros países será possível adotar, no Brasil, uma política econômica “ofensiva”. “Estamos numa situação em que o Brasil está na defensiva em relação à crise internacional. Protegendo emprego, salário e investimento. Essas três variáveis. Por quê? Porque vamos apostar numa retomada. Na retomada você muda a política econômica de defensiva para ofensiva.”

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Dilma foi, então, questionada sobre o fato de o Brasil estar crescendo menos que outros países da América Latina, como o Chile e a Colômbia. A presidente respondeu dizendo que alguns países vizinhos estão “em situação difícil”. “O nosso maior importador aqui na região, que é a Argentina, está numa situação bem problemática. 80% dos nossos manufaturados vão para lá”, afirmou.

A presidente destacou ainda que há uma “crise gravíssima” de desemprego no mundo, afetando, sobretudo, os jovens. A jornalista Miriam Leitão lembrou que a taxa de desemprego de jovens no Brasil está em 13,7%. Dilma disse que a taxa média de desemprego no Brasil alcançou, em seu governo, 4,9%. “Nós temos na PNE a menor taxa de desemprego de toda série histórica, de 4,9%.  Ninguém tem, no mundo, taxa de 4,9%”, disse.

Banco Central
Na entrevista, Dilma criticou a proposta da candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, de dar independência ao Banco Central. Segundo ela, isso significaria criar um “quarto poder” no Brasil. Propaganda eleitoral da coligação de Dilma, veiculada em cadeia nacional de televisão, critica fortemente o trecho do programa de governo de Marina que pretende garantir autonomia, por lei, ao BC. No vídeo, o locutor diz que a candidata quer, com isso, dar “poder aos banqueiros” , inclusive para decidir sobre o “emprego e salários” da população.

Perguntada pelos entrevistadores se esse tipo de peça publicitária não teria o intuito de “gerar medo” nos eleitores em vez de debater propostas, Dilma disse estar apenas “alertando” a população para os efeitos das propostas da adversária.

“Tudo o que eu falo está no programa da candidata. A candidata diz: vou tornar o Banco Central independente. Ora, Banco Central independente nos termos do Brasil é colocar um quarto poder na Praça dos Três Poderes. Aí vai chamar Praça dos Quatro Poderes. Está escrito isso. Mas não é só isso. Ela diz que vai reduzir o papel dos bancos públicos”, afirmou a presidente.

Na entrevista, a jornalista Miriam Leitão lembrou a Dilma que países como Chile e Reino Unido colocaram em prática a proposta de um Banco Central independente e os resultados foram positivos. A presidente, então, disse que o BC no Brasil tem o papel de perseguir “única e exclusivamente controle de inflação”.

Miriam Leitão destacou que esse controle não tem sido eficiente, já que a inflação hoje está perto de ultrapassar o teto da meta. “O seu Banco Central não tem conseguido [controlar a inflação]”, disse. “Nem eles [Estados Unidos]”, respondeu Dilma.

A jornalista questionou a afirmação da presidente apresentando dados. “Eles estão com inflação de menos de 2%”, disse. A presidente respondeu dizendo que a “deflação” é também “preocupante”. Miriam Leitão ressaltou que não se trata de “deflação”, já que não os Estados Unidos não estão vivenciando inflação negativa, mas sim inflação em torno de 2%.

Dilma ponderou que todos os países têm dificuldade em alcançar o centro das metas de controle de preços. “Hoje, no mundo, ninguém está conseguindo cumprir todas as metas no ponto. Oscila. Lá também oscila”, afirmou.

Petrobras
A presidente também falou, na entrevista, sobe as denúncias de um esquema de propina em contratos de empresas com a Petrobras. Dilma disse que irregularidades estão sendo descobertas porque o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu “mecanismos de autonomia” à Polícia Federal.

Segundo ela, antes do governo Lula “a Polícia Federal não saia investigando o que lhe passasse pela cabeça”. “Fomos nós que descobrimos [o esquema na Petrobras]. Foi a Polícia Federal, ligada ao ministério da Justiça. A Polícia Federal integra o meu governo. É um órgão do governo”, disse.

A presidente também foi questionada sobre a indicação de Paulo Roberto Costa para a diretoria de Abastecimento da Petrobras, o que ocorreu no governo do ex-presidente Lula. O ex-diretor da estatal está preso em Curitiba (PR) por suspeita de participar do esquema e aceitou fazer a chamada delação premiada em troca de redução da pena.

Dilma afirmou que Costa foi indicado para a diretoria porque reunia os requisitos para o cargo. “O senhor Paulo Roberto tinha credenciais para ser escolhido diretor. A descoberta que ele fez isso é uma surpresa, porque eu, como quase todos os brasileiros, acredito que os funcionários da Petrobras, de carreira, são pessoas testadas, investigadas.”

Educação
A presidente também foi questionada pelos jornalistas sobre o fato de o Brasil não ter cumprido as metas educacionais fixadas pelo Ministério da Educação para o final do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e  ensino médio, de acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Dilma ressaltou melhorias nos primeiros anos do ensino fundamental, mas reconheceu que o resultado para os anos posteriores de ensino ficou aquém do esperado.

“No Ideb melhorou bastante os anos iniciais, do primeiro ao quinto. Cumprimos direitinho a meta e nos superamos. Os anos finais do ensino fundamental e ensino médio não estão bons. Não conseguimos entrar na meta. Nos dois últimos anos do fundamental nos aproximamos. No ensino médio, não nos aproximamos”, disse. Para reverter a situação, ela propôs uma reforma no ensino médio, com alteração das matérias hoje ministradas aos alunos.

Nota do Bom Dia Brasil
Após a gravação da entrevista, o Bom Dia Brasil esclareceu dúvidas sobre números levantados pela candidata Dilma Rousseff. Como afirmou Miriam Leitão, a taxa de crescimento projetada para a Alemanha neste ano, segundo a OCDE, é de um e meio por cento. A presidente Dilma se referiu ao crescimento naquele país no segundo trimestre deste ano, comparado ao segundo trimestre do ano passado, 0,8%. É  um outro conceito, mas o dado também está correto.

Sobre o desemprego entre jovens de 18 a 24 anos, a taxa é mesmo de 13,7%, segundo a Pnad, tal como afirmou Miriam. Ou seja, 13,7% dos jovens nessa faixa etária que procuraram emprego não encontraram. A taxa, como afirmou Miriam, não registra aqueles que estudam e não procuraram trabalho.

G1

 

Rômulo afirma que não depende de ninguém para ser candidato a senador: “Acho que Ricardo precisa mais de mim do que eu dele”

romulo-gouveiaConfirmando a tese de ter uma candidatura irreversível para o Senado Federal, o vice-governador Rômulo Gouveia (PSD) disse ao Blog do Gordinho que, caso não venha a ser confirmado na chapa que deve ser encabeçada pelo governador Ricardo Coutinho (PSB), ele poderá lançar sua postulação avulsa para senador. Para Rômulo isso não ocasionaria problemas para sua candidatura porque ele tem partido e tempo de TV para trabalhar o pleito.

Além de reafirmar que não abre mão de sair candidato ao Senado, Rômulo ainda engrossou o tom do discurso e disparou: “Tenho amigos, partido e tempo de TV. Acho que Ricardo precisa mais de mim do que eu dele. Mas não trabalho com essa hipótese, serei sim o candidato na chapa do governador”, falou Rômulo.

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Questionado se continuará apoiando a candidatura de Ricardo Coutinho, caso seja ‘rifado’ da chapa do governador, Rômulo desconversou, disse que não faz projeções baseado em especulações e que só fala de fatos concretos.

Fabiano Gomes