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Pediatra afirma que  diagnostico  de Dengue em crianças é mais difícil

Por mais que campanhas e alertas sejam feitos anualmente, a dengue é difícil de ser diagnosticada e quando a picada do Aedes Aegypt afeta uma criança, a identificação da doença torna-se ainda mais complicada.

Os sintomas da doença são: dores de cabeça, falta de apetite, vômitos, febre, diarreia e em alguns casos, sangramento na gengiva ou nariz. Vale ressaltar que nem todos os sintomas aparecem nos primeiros dias, podendo ser confundido com uma gripe forte.

Por isso, é preciso muita atenção quando há manifestações de doenças nos pequenos. A pediatra Dra. Loretta Campos explica: “a dengue pode ser assintomática ou com poucos sintomas, ou seja, qualquer quadro febril pode caracterizar dengue” e complementa “é sempre necessário observar a ausência de apetite, muita sonolência ou apresentar quadro de vômitos ou diarreia”. Outras manifestações da doença são as manchas vermelhas na pele, vale lembrar que, pode aparecer de três a sete dias do início da doença.

Para o tratamento, a pediatra adverte: “ao apresentar esses sintomas, é necessário procurar atendimento médico. Nesse período, é importante seguir à risca as prescrições médicas, como atentar-se para a hidratação do paciente, sempre monitorando os sintomas para evitar complicações graves da doença”.

Dra. Loretta Campos: Pediatra e Consultora de Aleitamento Materno – Pediatra pela Universidade de São Paulo (USP), Consultora Internacional em Aleitamento Materno (IBCLC), Consultora do sono, Educadora Parental pela Discipline Positive Association e membro das Sociedades Goiana e Brasileira de Pediatria. A médica aborda temas sobre aleitamento materno com ênfase na área comportamental da criança e parentalidade positiva.

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 Agência Contato Comunicação

 

Paraíba registra redução em número de casos de dengue, chikungunya e zika vírus em 2020

O número de casos suspeitos de arboviroses, que são as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypt, na Paraíba diminuiu no ano de 2020 em relação ao mesmo período de 2019, segundo aponta o Boletim Epidemiológico emitido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), nesta segunda-feira (2). O número geral de casos caiu de 818 em 2019 para 767 em 2020, representando redução de 6,2%.

Porém, apesar dessa redução geral, a SES alerta que é preciso manter a prevenção de criadouros e focos dos mosquitos transmissores, pois a Paraíba foi apontada pelo Ministério da Saúde como uma das regiões com risco de surto do vírus da dengue em 2020.

Em 2020, até a 7ª Semana Epidemiológica (SE), foram registrados 667 casos prováveis de dengue. Quando comparado o dado do mesmo período de 2019 em que foram registrados 700 casos prováveis, verifica-se uma diminuição de 5%. Quanto à chikungunya foram notificados 85 casos prováveis, o que corresponde a uma diminuição de 7% em relação ao mesmo período de 2019 quando foram registrados 91 casos prováveis. Para a doença aguda pelo vírus zika, até a 7ª SE, foram notificados 15 casos, correspondendo a uma redução de 44% relação ao mesmo período de 2019, quando foram registrados 27 casos prováveis.

Confira o Boletim Epidemiológico

O boletim aponta ainda que as maiores incidências de casos notificados por arboviroses estão concentradas na 1ª, 5ª e 9ª Regiões de Saúde. Nessas regiões os municípios com maiores incidências da doença são: 1ª Região (Conde, João Pessoa e Santa Rita), 5ª Região (Monteiro, São João do Tigre e Zabelê) e na 9ª Região (Bom Jesus, Bernadino Batista e Santarém). De acordo com a gerente da Vigilância em Saúde, Talita Tavares, a SES vem intensificando as ações de prevenção das arboviroses, por meio do mapeamento do tipo do vírus nas regiões e circulação de carros fumacê.

A SES reforça que cuidados simples podem evitar a incidência do mosquito como: não deixar água acumulada em pneus, calhas e vasos; adicionar cloro à água da piscina; deixar garrafas cobertas ou de cabeça para baixo são algumas medidas que podem fazer toda a diferença para impedir o registro de mais casos da doença, além de receber em domicílio o técnico de saúde devidamente credenciado, para que as visitas de rotina sirvam como vigilância.

 

clickpb

 

 

Paraíba e mais dez estados correm risco de surto de dengue esse ano

A Paraíba é um dos 11 estados que podem ter um possível surto de dengue em 2020. Segundo dados mais atualizados da Secretaria de Saúde do Estado, 28 municípios apresentam, atualmente, altos índices de infestação predial pelo Aedes aegypti – mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya –, ou seja, estão em situação risco para o aumento de casos das três doenças.

E a situação requer maior mobilização por parte do poder público e da população no combate ao mosquito. Isso porque há a circulação do sorotipo 2 da dengue, o qual boa parte da população nordestina não teve contato nos últimos anos, como explica o diretor do Departamento de Imunizações de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Júlio Croda

“Nossa avaliação de risco é que existem bastante pessoas suscetíveis nessas regiões e particularmente porque o vírus tipo 2 não circulou muito no ano passado.”

Diante do cenário, o chefe do Núcleo de Fatores Biológicos da Secretaria Estadual de Saúde da Paraíba, Luiz Almeida, revela que todos os municípios paraibanos já foram notificados para que cada um adote, em 2020, medidas de combate aos focos do aedes.

“O estado cria uma estratégia para que, em todo Verão, os municípios elaborem planos de contingência para trabalhar a problemática das arboviroses, evitando um aumento de casos. Então, buscamos aliados como [secretarias] Educação, Infraestrutura e parcerias como forma de prevenção.”

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, já foram notificados 60 casos de dengue na Paraíba em janeiro. Os municípios com maiores incidências da doença são Picuí, Sossêgo, Baraúna, Prata, São João do Tigre, Monteiro, Cajazeiras e Uiraúna.

Por isso, a luta contra o mosquito não pode parar. Cada pessoa deve se tornar um fiscal para eliminar focos com água parada e impedir que o vetor se prolifere.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.

 

Agência Rádio

 

 

PB tem 32 cidades que podem ter surto de dengue, zika e chikungunya

A Paraíba tem 32 municípios que apresentaram índices que demonstram situação de risco para ocorrência de surto e/ou epidemia por arboviroses, como dengue, zika e chikungunya. O número representa 14,4% dos 223 municípios de todo o estado. Outros 133 municípios (59,9%) encontram-se em situação de alerta e 57 (25,7%) estão em situação satisfatória.

As cidades com maior risco são Alagoa Nova, Juazeirinho, Pilar, Matureia, Pedra Lavrada, Juarez Távora, Pirpirituba, Itatuba, Cuité, Princesa Isabel, Mogeiro, Desterro, Soledade, Pedra Branca, Serra Branca, Salgadinho, Imaculada, Assunção, Sousa, Serra Grande, Araruna, Mulungu, Patos, Juripiranga, Seridó, Juru, Brejo do Cruz, Cajazeiras, Nova Floresta, Massaranduba, Picuí e Conceição.

Os dados fazem parte do Levantamento Rápido de Índices para o mosquito Aedes Aegypti – LIRAa/LIA, de 2020, realizado por 222 municípios, de 6 a 10 de janeiro, divulgado nesta terça-feira (28) pela Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES). Apenas Riachão não realizou o LIRAa.

O objetivo da pesquisa é nortear as ações de combate contra o mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika e promover comunicação e mobilização, por meio de ampla divulgação dos resultados na mídia estadual.

“Divulgar os resultados é uma importante ferramenta para obter o apoio das ações de enfrentamento do problema nos municípios, podendo contar com a adesão da população e de setores externos ao âmbito da saúde”, disse o chefe do Núcleo de Fatores Biológicos da SES, Luiz Almeida.

“Os focos do mosquito, na grande maioria, são encontrados dentro de casa, quintais e jardins. Daí a importância das famílias não esquecerem que o dever de casa, no combate, é permanente. Pelo menos uma vez por semana deve ser feita uma faxina para eliminar copos descartáveis, tampas de refrigerantes e lavar bem a caixa d’água e vedar. Além de não deixar água acumulada em pneus, calhas e vasos e deixar garrafas cobertas ou de cabeça para baixo”, alertou Almeida.

LIRAa mede risco de surto

Todos os 223 municípios deverão realizar, anualmente, quatro ciclos de LIRAa ou LIA (este último para municípios abaixo de 2.000 imóveis), de modo amostral, nos meses de janeiro, março, junho e outubro. Os quarteirões, onde ocorrerá o levantamento, são escolhidos por sorteio eletrônico, através do Sistema LIRAa/LIA. As larvas encontradas são enviadas para os laboratórios das 12 Gerências Regionais de Saúde (GRS), onde são identificados se são do mosquito Aedes Aegypti.

A partir do levantamento, realizado pelos Agentes de Controle de Endemias dos municípios, é feita uma classificação de risco, proposta pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Controle da Dengue: abaixo de 1% da quantidade de imóveis com larvas, é considerado satisfatório; entre 1 e 3,9%, em alerta; e acima de 3,9%, em risco para ocorrência de epidemia.

 

portalcorreio

 

 

Secretaria realiza mapeamento dos tipos de vírus da dengue na PB

Com a chegada do verão, aumentam os casos das arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e uma das maiores preocupações da saúde pública está relacionada ao vírus da dengue. Nesta segunda-feira (27), a Secretaria de Estado da Saúde (SES) publica uma nota direcionada aos 223 municípios para reforçar a necessidade de seguir os protocolos de diagnóstico e notificação do tipo de vírus, em caso de quadro de dengue. A medida, que tem o apoio do Ministério Público da Paraíba (MPPB), visa reforçar o mapeamento viral e nortear ações de combate à doença no Estado.

No início deste ano, o Ministério da Saúde emitiu um alerta de que 11 estados podem sofrer um surto de dengue no primeiro trimestre e a Paraíba está entre eles. A importância da confirmação laboratorial da doença é o principal ponto de recomendação aos profissionais de saúde, sendo complementar a prova do laço, a qual evidencia as manchas avermermelhadas na pele, características do vírus. No caso da dengue, a SES reforça que sejam realizados os exames padrão: isolamento viral (NS1), sorologia para dengue e hemograma.

A importância em saber o tipo de vírus que circula no Estado está diretamente ligada aos efeitos da doença na população. “A resposta do organismo é diferente para cada tipo de dengue, a pessoa pode ser infectada com dois ou mais tipos de vírus, em ocasiões diferentes, e apresentar um quadro com sintomas mais agravados em cada uma delas, daí a importância de saber o vírus que está circulando”, enfatiza a gerente da Vigilância em Saúde da SES, Talita Tavares.

O exame para isolar o tipo do vírus da dengue precisa ser feito até o quinto dia após o paciente apresentar os sintomas. Depois deste período, o vírus não estará mais na corrente sanguínea e o resultado do exame será apenas positivado para dengue. A chefe do setor de virologia e imunologia do Lacen, Dalane Loudal, reforça que a coleta de sangue para isolamento é um procedimento padrão em quadros de dengue. “Nós temos um manual de procedimento e capacitações contínuas em relação aos procedimentos da dengue a nota vem para reforçar a necessidade dos exames serem encaminhado para o Lacen”, explica Dalane.

Ainda de acordo coma chefe da virologia e imunologia do Lacen, o exame para isolar o vírus da dengue é de alta complexidade e precisa de um acondicionamento especial até chegar ao Lacen e para ser encaminhado o laboratório de referência (Fiocruz em Pernambuco). “A estimativa é de que até o final do mês estaremos fazendo tudo aqui na Paraíba, o que dará mais celeridade às notificações”, finaliza a representante do Lacen – PB.

A Vigilância em Saúde recomenda aos usuários do SUS que busquem o serviço de saúde ainda no início dos sintomas sugestivos para a dengue, ou de outras arboviroses, para que a testagem seja feita ainda com o vírus circulando no organismo (antes do quinto dia de viremia). O início precoce do tratamento evita o agravamento da doença.

PB Agora

 

 

Casos de dengue cresceram mais de 70% em 2019 na Paraíba; chikungunya aumentou 50,75%

O Núcleo de Políticas Públicas do Ministério Público da Paraíba realizou, na manhã desta quarta-feira (22/01), uma reunião com a Gerência de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde para discutir o aumento dos casos de dengue, zika e chikungunya registrado na Paraíba em 2019.

Participaram da reunião o coordenador do NPP, procurador de Justiça Valberto Lira; a gerente executiva de Vigilância em Saúde, Talita Tavares; e o assessor Luiz Almeida.

Conforme o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde, em 2019, houve um aumento de 73,08% nos casos de dengue, quando comparado a 2018; já os de chikungunya registraram um aumento de 50,75% em relação ao mesmo período de 2018. Em relação à doença aguda pelo vírus zika, o aumento foi de 10,75%.

Segundo o procurador Valberto Lira, o objetivo é fazer uma parceria com a Secretaria de Estado da Saúde para o desenvolvimento de ações conjuntas e cobrar dos municípios ações efetivas de prevenção.

De acordo com a gerente Talita Tavares, houve um aumento nos casos de dengue mas uma redução dos óbitos. Ela destacou ainda a importância das ações de prevenção às arboviroses, que são de responsabilidade dos municípios.

Ficou acordado que será expedida uma recomendação aos municípios para que apresentem os planos contingenciais sobre as arboviroses e executadas as ações intersetoriais previstas para prevenção das doenças.

A gerente também ressaltou a importância da parceria com o MP. “Esses espaços onde a gente pode apresentar os dados do Estado em relação as arboviroses são sempre importantes para potencializar a fala junto à população e aos gestores municipais. Através deles dá visibilidade, principalmente no inicio do ano, de que forma nós vamos poder trabalhar as arboviroses durante 2020”.

“A reunião importante, fazer chamamento aos gestores para entender a importância desse momento, da traçar estratégias de prevenção e ter um norte de acordo com as necessidades prementes do municípios”, disse Luiz Almeida.

Assessoria

 

 

Brasil registra mais de 1,5 milhão de casos prováveis de dengue

O Brasil está em situação de alerta para as doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti. O Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde notificou mais 1,5 milhão de casos prováveis de dengue, no ano passado. No período, 754 óbitos foram confirmados.

A maior incidência de casos da doença ocorreu na região Centro-Oeste. Foram mais de 1,3 mil casos por 100 mil habitantes. Em seguida, estão as regiões Sudeste, com 1,1 mil casos, e o Nordeste, com 372 casos por 100 mil habitantes.

Cláudio Maierovitch, médico sanitarista da Fiocruz de Brasília, explica que as questões climáticas e ambientais influenciaram para que determinadas regiões sejam mais afetadas que outras.

“Quando coincide a época quente com a de chuva e uma alternância entre períodos de chuva e períodos curtos de estiagem, estão dadas as condições ótimas para a reprodução do mosquito. Ele tem uma atividade maior no calor e precisa da água para se reproduzir.

Maierovitch ainda enumera outros fatores importantes para a proliferação da doença.

“Locais onde há uma concentração maior de pessoas, onde há intermitência ou falta de abastecimento de água que leve as pessoas a armazenar água dentro de casa, onde há falta ou deficiência na coleta de lixo… Tudo isso favorece a existência dos chamados criadouros, que são os locais onde os mosquitos se reproduzem”.

São Paulo e Minas Gerais concentraram a maioria dos casos prováveis do país. Ambos os estados registraram mais de 900 mil notificações, em 2019. Uma das vítimas foi Jaqueline Simões, 24 anos, do município mineiro de Janaúba. A psicóloga pegou dengue neste ano, após ir com amigos para o rio Gorutuba. Foi uma semana de cama, febre alta que chegou a 40 graus e dores fortes na cabeça e no estômago.

A jovem ficou tão debilitada que perdeu um processo seletivo para mestrado. Não bastasse a dengue, Jaqueline foi vítima do Aedes aegypti em outras ocasiões: em 2014, ela pegou chikungunya e, em 2017, zika na cidade de Montes Claros, em Minas Gerais. Hoje, ela analisa o quão doloroso foi o período em que pegou as doenças.

“Só passando para saber! Eu mesma não dava muita importância para isso, mas depois que eu senti, é muito difícil, é muita dor. É angustiante, pois não tem como ficar deitada, você não consegue dormir bem, para tudo. Até para ir ao banheiro fazer necessidades básicas é muito difícil”.

Em relação à distribuição espacial da dengue, o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde mostra que cerca de 50 regiões distribuídas nos estados do Paraná, São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Acre, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará apresentaram taxas de incidência acima de 100 casos por 100 mil habitantes.

Em relação à letalidade por dengue, a taxa foi maior entre os idosos a partir de 60 anos, sendo que os mais afetados foram aqueles com mais de 80 anos.

Para evitar a proliferação da dengue, é importante que todos façam sua parte. Por isso, cuidado com água acumulada em casa, que pode se tornar possíveis criadouros, como vasos de plantas, pneus, garrafas e piscinas sem uso e manutenção.

Você já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.

 

agenciadoradio

 

 

Onze estados, incluindo a PB, poderão ter surto de dengue em 2020

De acordo com informações repassadas pelo Ministério da Saúde, os estados do Nordeste, assim como Espírito Santo e Rio de Janeiro, poderão ter um surto de dengue a partir de março de 2020.

Em todo o Brasil foram registrados em 2019, 1.544.987 casos de dengue com 782 mortes, ainda segundo dados do governo federal. O número representa um aumento de 488% em relação a 2018.

A dengue é transmitida por quatro sorotipos do vírus: o sorotipo 1, 2, 3 e 4, todos em circulação no Brasil.

A intensidade de circulação desses sorotipos se alterna pelo país de tempos em tempos e os surtos costumam ocorrer quando há mudança na circulação do tipo de vírus.

PB Agora

 

 

Brasil teve aumento de 488% nos casos de dengue em 2019

O Brasil registrou 1.544.987 casos de dengue em 2019, um aumento de 488% em relação a 2018, segundo dados do Ministério da Saúde. Desse total, 782 pessoas morreram em todo o país.

No ano passado, o Brasil também registrou 10.708 casos de zika, com 3 mortes, e 132.205 ocorrências de chikungunya, com 92 mortes, um aumento, respectivamente, de 52% e de 30% em relação aos casos de 2018.

Juntando todos os casos de dengue, zika e chikungunya, houve um aumento de 248% no registro das doenças transmitidas pelo mosquito do Aedes aegypti em 2019.

O Ministério da Saúde publicou um comunicado no dia 10 alertando a população que o “verão é o mais propício à proliferação do mosquito Aedes aegypti, por causa das chuvas, e consequentemente é a época de maior risco de infecção por essas doenças”.

O Ministério da Saúde convoca a população brasileira a continuar, de forma permanente, com a mobilização nacional pelo combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, doenças que podem gerar outras enfermidades, como microcefalia e Guillain-Barré, o ‘Aedes aegypti’, publicou o órgão.

São Paulo

O estado de São Paulo foi responsável por mais de 33% dos casos de dengue seguidos de morte no país, com 400.184 casos registrados, seguidos por 263 óbitos. Os dados são da Secretaria da Saúde estadual.

Em nota, a Secretaria afirmou que o aumento dos casos pode ser explicado pela circulação no país de um novo sorotipo de dengue, mais forte que o sorotipo em circulação até 2018. Veja a nota:

A dengue é uma doença sazonal, com oscilação de casos e aumento a cada três/quatro anos, em média. Em 2015, por exemplo, houve um recorde de infecções. Desde 2019, devido a circulação do sorotipo 2 de dengue, mesmo os pacientes que já tiveram dengue tipo 1, por exemplo, estão suscetíveis a infecções, o que contribui para o aumento de casos e até mesmo para a ocorrência de quadros clínicos mais graves.

O órgão também informou que cerca de 80% dos criadouros do mosquito Aedes aegypti estão em residências e, por isso, “o enfrentamento ao Aedes é uma tarefa contínua e coletiva”.

G1

 

Casos suspeitos de dengue aumentam quase 67% na PB

A Paraíba registrou até o dia 26 de novembro deste ano 17.560 casos prováveis de dengue, um aumento de 66,99% na comparação com o ano passado, quando foram registrados 10.516 casos. Em relação à chikungunya, foram notificados 1.299 casos prováveis, enquanto em 2018 foram 958 casos, o que corresponde a um aumento de 35,59%. Neste ano já são 391 casos de zika contra 364 no ano passado, um acréscimo de 7,42%.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), o município onde há a maior incidência das arboviroses no estado é Teixeira, no Sertão do estado. Os municípios que concentram as maiores incidências, por 100 mil habitantes, são: Lucena; João Pessoa, Caaporã; Princesa Isabel; Água Branca; Juru; Areia; Esperança e Alagoa Nova.

“O coeficiente de incidência da Paraíba já ultrapassa 300 por 100 mil habitantes, o que indica que tivemos um ano de epidemia, fato que reforça a necessidade de aumentar a vigilância contra o Aedes”, alertou a gerente de Vigilância em Saúde, Talita Lira.

De acordo com Talita, há uma série de recomendações da SES, em relação ao controle e combate das arboviroses. Em virtude do período de elevadas temperaturas e intermitência de chuvas, é recomendado às Secretarias Municipais de Saúde intensificar as ações de modo integrado aos diversos setores locais como infraestrutura, limpeza urbana, Secretaria de Educação e Meio Ambiente, e áreas afins e sensibilizar a população para eliminação de criadouros do mosquito.

“Os focos do mosquito, na grande maioria, são encontrados dentro de casa, quintais e jardins. Daí a importância das famílias não esquecerem que o dever de casa, no combate ao mosquito, é permanente. Pelo menos uma vez por semana, deve ser feita uma faxina para eliminar copos descartáveis, tampas de refrigerantes ou outras garrafas, e, em especial, lavar bem a caixa d’água e depois vedar. Não deixar água acumulada em pneus, calhas e vasos; adicionar cloro à água da piscina; deixar garrafas cobertas ou de cabeça para baixo, são algumas medidas que podem fazer toda a diferença para impedir o registro de mais casos da doença, além de receber em domicílio o técnico de saúde devidamente credenciado, para que as visitas de rotina sirvam como vigilância”, enfatizou a gerente.

Quanto aos óbitos, foram confirmados no período 14 por arboviroses (doenças provocadas pelo mosquito Aedes Aegypti), sendo 10 para dengue; três para zika e um para chinkugunya; 35 foram descartados e sete óbitos continuam sendo investigados.

O boletim apresenta ainda dados do Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti (LIRAa). De acordo com o trabalho do LIRAa, foi constatado que 60,08% dos municípios paraibanos (134) estão em situação de alerta.

 

portalcorreio