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Brasil registra mais de 1,5 milhão de casos prováveis de dengue

O Brasil está em situação de alerta para as doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti. O Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde notificou mais 1,5 milhão de casos prováveis de dengue, no ano passado. No período, 754 óbitos foram confirmados.

A maior incidência de casos da doença ocorreu na região Centro-Oeste. Foram mais de 1,3 mil casos por 100 mil habitantes. Em seguida, estão as regiões Sudeste, com 1,1 mil casos, e o Nordeste, com 372 casos por 100 mil habitantes.

Cláudio Maierovitch, médico sanitarista da Fiocruz de Brasília, explica que as questões climáticas e ambientais influenciaram para que determinadas regiões sejam mais afetadas que outras.

“Quando coincide a época quente com a de chuva e uma alternância entre períodos de chuva e períodos curtos de estiagem, estão dadas as condições ótimas para a reprodução do mosquito. Ele tem uma atividade maior no calor e precisa da água para se reproduzir.

Maierovitch ainda enumera outros fatores importantes para a proliferação da doença.

“Locais onde há uma concentração maior de pessoas, onde há intermitência ou falta de abastecimento de água que leve as pessoas a armazenar água dentro de casa, onde há falta ou deficiência na coleta de lixo… Tudo isso favorece a existência dos chamados criadouros, que são os locais onde os mosquitos se reproduzem”.

São Paulo e Minas Gerais concentraram a maioria dos casos prováveis do país. Ambos os estados registraram mais de 900 mil notificações, em 2019. Uma das vítimas foi Jaqueline Simões, 24 anos, do município mineiro de Janaúba. A psicóloga pegou dengue neste ano, após ir com amigos para o rio Gorutuba. Foi uma semana de cama, febre alta que chegou a 40 graus e dores fortes na cabeça e no estômago.

A jovem ficou tão debilitada que perdeu um processo seletivo para mestrado. Não bastasse a dengue, Jaqueline foi vítima do Aedes aegypti em outras ocasiões: em 2014, ela pegou chikungunya e, em 2017, zika na cidade de Montes Claros, em Minas Gerais. Hoje, ela analisa o quão doloroso foi o período em que pegou as doenças.

“Só passando para saber! Eu mesma não dava muita importância para isso, mas depois que eu senti, é muito difícil, é muita dor. É angustiante, pois não tem como ficar deitada, você não consegue dormir bem, para tudo. Até para ir ao banheiro fazer necessidades básicas é muito difícil”.

Em relação à distribuição espacial da dengue, o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde mostra que cerca de 50 regiões distribuídas nos estados do Paraná, São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Acre, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará apresentaram taxas de incidência acima de 100 casos por 100 mil habitantes.

Em relação à letalidade por dengue, a taxa foi maior entre os idosos a partir de 60 anos, sendo que os mais afetados foram aqueles com mais de 80 anos.

Para evitar a proliferação da dengue, é importante que todos façam sua parte. Por isso, cuidado com água acumulada em casa, que pode se tornar possíveis criadouros, como vasos de plantas, pneus, garrafas e piscinas sem uso e manutenção.

Você já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.

 

agenciadoradio

 

 

Onze estados, incluindo a PB, poderão ter surto de dengue em 2020

De acordo com informações repassadas pelo Ministério da Saúde, os estados do Nordeste, assim como Espírito Santo e Rio de Janeiro, poderão ter um surto de dengue a partir de março de 2020.

Em todo o Brasil foram registrados em 2019, 1.544.987 casos de dengue com 782 mortes, ainda segundo dados do governo federal. O número representa um aumento de 488% em relação a 2018.

A dengue é transmitida por quatro sorotipos do vírus: o sorotipo 1, 2, 3 e 4, todos em circulação no Brasil.

A intensidade de circulação desses sorotipos se alterna pelo país de tempos em tempos e os surtos costumam ocorrer quando há mudança na circulação do tipo de vírus.

PB Agora

 

 

Brasil teve aumento de 488% nos casos de dengue em 2019

O Brasil registrou 1.544.987 casos de dengue em 2019, um aumento de 488% em relação a 2018, segundo dados do Ministério da Saúde. Desse total, 782 pessoas morreram em todo o país.

No ano passado, o Brasil também registrou 10.708 casos de zika, com 3 mortes, e 132.205 ocorrências de chikungunya, com 92 mortes, um aumento, respectivamente, de 52% e de 30% em relação aos casos de 2018.

Juntando todos os casos de dengue, zika e chikungunya, houve um aumento de 248% no registro das doenças transmitidas pelo mosquito do Aedes aegypti em 2019.

O Ministério da Saúde publicou um comunicado no dia 10 alertando a população que o “verão é o mais propício à proliferação do mosquito Aedes aegypti, por causa das chuvas, e consequentemente é a época de maior risco de infecção por essas doenças”.

O Ministério da Saúde convoca a população brasileira a continuar, de forma permanente, com a mobilização nacional pelo combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, doenças que podem gerar outras enfermidades, como microcefalia e Guillain-Barré, o ‘Aedes aegypti’, publicou o órgão.

São Paulo

O estado de São Paulo foi responsável por mais de 33% dos casos de dengue seguidos de morte no país, com 400.184 casos registrados, seguidos por 263 óbitos. Os dados são da Secretaria da Saúde estadual.

Em nota, a Secretaria afirmou que o aumento dos casos pode ser explicado pela circulação no país de um novo sorotipo de dengue, mais forte que o sorotipo em circulação até 2018. Veja a nota:

A dengue é uma doença sazonal, com oscilação de casos e aumento a cada três/quatro anos, em média. Em 2015, por exemplo, houve um recorde de infecções. Desde 2019, devido a circulação do sorotipo 2 de dengue, mesmo os pacientes que já tiveram dengue tipo 1, por exemplo, estão suscetíveis a infecções, o que contribui para o aumento de casos e até mesmo para a ocorrência de quadros clínicos mais graves.

O órgão também informou que cerca de 80% dos criadouros do mosquito Aedes aegypti estão em residências e, por isso, “o enfrentamento ao Aedes é uma tarefa contínua e coletiva”.

G1

 

Casos suspeitos de dengue aumentam quase 67% na PB

A Paraíba registrou até o dia 26 de novembro deste ano 17.560 casos prováveis de dengue, um aumento de 66,99% na comparação com o ano passado, quando foram registrados 10.516 casos. Em relação à chikungunya, foram notificados 1.299 casos prováveis, enquanto em 2018 foram 958 casos, o que corresponde a um aumento de 35,59%. Neste ano já são 391 casos de zika contra 364 no ano passado, um acréscimo de 7,42%.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), o município onde há a maior incidência das arboviroses no estado é Teixeira, no Sertão do estado. Os municípios que concentram as maiores incidências, por 100 mil habitantes, são: Lucena; João Pessoa, Caaporã; Princesa Isabel; Água Branca; Juru; Areia; Esperança e Alagoa Nova.

“O coeficiente de incidência da Paraíba já ultrapassa 300 por 100 mil habitantes, o que indica que tivemos um ano de epidemia, fato que reforça a necessidade de aumentar a vigilância contra o Aedes”, alertou a gerente de Vigilância em Saúde, Talita Lira.

De acordo com Talita, há uma série de recomendações da SES, em relação ao controle e combate das arboviroses. Em virtude do período de elevadas temperaturas e intermitência de chuvas, é recomendado às Secretarias Municipais de Saúde intensificar as ações de modo integrado aos diversos setores locais como infraestrutura, limpeza urbana, Secretaria de Educação e Meio Ambiente, e áreas afins e sensibilizar a população para eliminação de criadouros do mosquito.

“Os focos do mosquito, na grande maioria, são encontrados dentro de casa, quintais e jardins. Daí a importância das famílias não esquecerem que o dever de casa, no combate ao mosquito, é permanente. Pelo menos uma vez por semana, deve ser feita uma faxina para eliminar copos descartáveis, tampas de refrigerantes ou outras garrafas, e, em especial, lavar bem a caixa d’água e depois vedar. Não deixar água acumulada em pneus, calhas e vasos; adicionar cloro à água da piscina; deixar garrafas cobertas ou de cabeça para baixo, são algumas medidas que podem fazer toda a diferença para impedir o registro de mais casos da doença, além de receber em domicílio o técnico de saúde devidamente credenciado, para que as visitas de rotina sirvam como vigilância”, enfatizou a gerente.

Quanto aos óbitos, foram confirmados no período 14 por arboviroses (doenças provocadas pelo mosquito Aedes Aegypti), sendo 10 para dengue; três para zika e um para chinkugunya; 35 foram descartados e sete óbitos continuam sendo investigados.

O boletim apresenta ainda dados do Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti (LIRAa). De acordo com o trabalho do LIRAa, foi constatado que 60,08% dos municípios paraibanos (134) estão em situação de alerta.

 

portalcorreio

 

 

Número de casos suspeitos de dengue aumenta 43,7% e sete mortes já foram confirmadas na Paraíba

O número de casos suspeitos de dengue na Paraíba aumentou em 43,7%, passando de 9.717 para 13.959. Os dados estão no Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado nesta quarta-feira (11) e se referem ao período de 30 de dezembro a 24 de agosto.

Sete mortes já foram confirmadas este ano e 11 estão em investigação. Conforme o boletim, são 145 casos de dengue com sinais de alarme e 11, grave.

Também foram divulgados os casos suspeitos de chikingunya, que este ano já somam 1.018 casos, um aumento de 20,5%. Uma pessoa morreu por conta da doença.

A incidência de zika aumentou 1,6% e este ano já são 312 os casos suspeitos. Em 2019, foram confirmados dois óbitos por zika no estado da Paraíba.

Em todo o Brasil foram registrados 1.439.471 casos de dengue. A média é 6.074 casos por dia e representa um aumento de 599,5%, na comparação com 2018. No ano passado, o período somou 205.791 notificações.

 

clickpb

 

 

Número de casos prováveis de dengue aumenta 33,1% em 2019, na Paraíba, diz Saúde

Um aumento de 33,1% nos casos prováveis de dengue foi registrado nos primeiros sete meses de 2019, em comparação ao mesmo período de 2018, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), nesta sexta-feira (2). Também houve elevação no número de notificações para chikungunya.

Nesse período, foram registrados 11.258 casos prováveis de dengue, enquanto que no ano anterior haviam sido 8.458. Em 2019, os picos de casos de dengue foram observados em abril e maio, seguidos por uma redução em junho.

Já em relação às notificações de chikungunya, foram contabilizadas 860, o que representa um aumento de 18,78%, uma vez que no mesmo espaço de tempo em 2018 foram 724. Apesar disso, a quantidade de casos prováveis de doença aguda pelo vírus zika permaneceu a mesma nos dois anos, 248.

Situação dos municípios

Os municípios paraibanos com maior incidência de notificações por 100 mil habitantes são, segundo a Secretaria, Princesa Isabel, São José de Princesa, Juru, Caaporã, Conde, Areia, Esperança, Alagoa Nova, São Sebastião do Umbuzeiro, Prata, Monteiro, Teixeira, Matureia e São José do Sabugi. Contudo, das 223 cidades, 24 não identificaram casos suspeitos de arboviroses.

Ainda conforme a SES, o último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LiraA), realizado de 1 a 5 de julho deste ano em 222 municípios, indicou que 56 apresentaram índices que demonstram situação de risco de surto. Outros 136 estão em alerta e 30 em estado satisfatório.

Mortes por arboviroses

Nos primeiros sete meses de 2019, foram registradas 36 mortes pelas chamadas arboviroses, sendo cinco confirmadas para dengue, em Bayeux, Santa Rita, Solânea, Araruna e João Pessoa; uma confirmada para zika, em João Pessoa; e uma confirmada para Chikungunya, em Fagundes. Outras 16 suspeitas foram descartadas.

Ações de combate

A Secretaria informou que, entre as ações programadas, estão a realização de teste de resistência ao inseticida usado no carro fumacê, uma maior atenção durante o período de chuvas e o monitoramento e acompanhamento da situação epidemiológica e ambiental.

G1

 

Casos de dengue crescem aproximadamente 432% no País

Mesmo dois meses após o fim do verão, a doença no País ainda preocupa: do início do ano até o último dia 11, o total de registros foi 432% maior, ante o mesmo período de 2018. O salto foi de 144 mil casos prováveis de infecção para 767 mil suspeitas reportadas. As mortes pelo vírus também saíram de 88 a 222. O número de infectados explodiu em 20 Estados e no Distrito Federal.

Há quatro sorotipos do vírus. A epidemia e a incidência maior nesses Estados são explicadas pela disseminação do tipo 2, diz o coordenador-geral dos Programas Nacionais de Controle e Prevenção da Malária e das Doenças Transmitidas pelo Aedes do Ministério da Saúde, Rodrigo Said. “As últimas epidemias foram pelos vírus 1 ou 4”, diz.

“Esse sorotipo (2), que circulava pouco e por isso havia pequena proteção imunológica, voltou agora e deixou a população mais suscetível.”

O clima, segundo Said, também tem papel importante. Chuvas intensas nas últimas semanas fizeram larvas do mosquito transmissor, o Aedes aegypti, eclodirem. Além disso, temperaturas mais altas criam condições favoráveis ao inseto.

“Enquanto não esfriar para valer, os casos vão continuar”, diz Regiane de Paula, do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde de São Paulo. O fenômeno climático El Niño, segundo ela, está fazendo com que o frio demore mais a entrar este ano no Sudeste.

Com a expectativa de inverno tardio e curto, cresce a necessidade de manter ações contra criadouros de Aedes. Segundo o ministério, mais de 80% dos mosquitos vêm de áreas residenciais. Outras cidades mantiveram no outono o uso do inseticida (fumacê). A estratégia, para matar o Aedes adulto, é considerada menos eficaz que eliminar a água parada, que evita o nascimento do transmissor.

O ministério diz ter 300 mil litros de inseticida vencidos e que, segundo informações preliminares recebidas esta semana, não estão adequados para uso. Segundo Said, as amostras desse produto foram encaminhadas a um laboratório credenciado, mas as respostas recebidas esta semana não foram favoráveis ao uso do produto.

Distrito Federal

Tão logo apareceram os primeiros sintomas, a ex-senadora Marina Silva (Rede) procurou um hospital em Brasília. As dores fortes pelo corpo e na cabeça ajudaram a antecipar o diagnóstico confirmado mais tarde por exame: dengue. Na capital do País, onde as ocorrências aumentaram mais de 1.200%, o governo espalhou seis postos temporários em áreas de maior incidência. Lá, são aplicados testes e há assistência prestada por médicos, enfermeiros e técnicos.

Infectada pela segunda vez por dengue, Marina ficou três dias internada na última semana. No Twitter, lembrou ser “mais uma entre milhares”. Segundo a assessoria de imprensa da ex-senadora, ela passa bem.

A nova infecção, como ocorreu com Marina, traz risco ainda maior. “A disposição sucessiva ao vírus e uma segunda infecção podem ocasionar manifestações mais graves e até óbito”, alerta Said, do ministério.

Cuidado e riscos

Prevenção: A maioria dos focos de Aedes está em casas. É importante evitar acúmulo de água em garrafas, vasos, calhas, lajes e piscinas, onde ele coloca ovos.

Condições: A permanência de chuvas e temperaturas mais altas favorece a reprodução do mosquito e leva à necessidade de ficar atento aos criadouros mesmo após o verão.

Sintomas: Dores no corpo e de cabeça, cansaço, febre alta e manchas na pele são comuns entre os infectados. Em casos mais graves, pode haver sangramento por nariz ou boca, além de vômito contínuo.

Outras doenças: Aedes também transmite os vírus da zika e da chikungunya, cujos sintomas podem se confundir com os sinais da dengue.

 

 

wscom

 

 

Casos de dengue aumentam e população pede socorro

Cerca de 3 mil casos prováveis de dengue já foram notificados este ano na Paraíba, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PB). O número é 20% maior que as notificações registradas em 2018. Segundo a responsável pelo setor de arboviroses do Núcleo de Doenças Transmissíveis Agudas da SES-PB, Fernanda Vieira, a Paraíba está em estado de alerta.

A informação foi apresentada na segunda-feira (20), durante reunião das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde e da Defesa do Patrimônio Social de João Pessoa com diversos órgãos. O objetivo do encontro foi discutir estratégias de combate e prevenção ao mosquito Aedes aegypti.

Conforme o MPPB, a SES-PB informou que já está fazendo uma interlocução com o Conselho Regional de Medicina (CRM-PB) sobre ações e medidas que podem ser adotadas em relação ao problema e disse que vai adotar a mesma medida em relação ao Conselho Regional de Enfermagem (Coren).

Em Solânea, população pede assistência

Uma das localidades que tem sido bastante afetada por casos de dengue é Solânea, Agreste do estado, distante 130 km da Capital. No dia 15 de maio, uma funcionária do Hospital Distrital usou o Facebook para questionar a falta de transparência a respeito do assunto.

“O que nosso município está fazendo pra amenizar os casos de dengue? Orientando a população? Fazendo uma busca ativa nos locais onde a proliferação do mosquito é mais evidente? A população está fazendo sua parte? O carro do fumacê será utilizado? Está sendo notificado os casos já existentes em nosso município? Em nossa cidade já existe casos de óbitos por dengue hemorrágica? São perguntas que precisam de respostas urgentes, pois cada minuto que passa é crucial para que se salve vidas”, questionou.

Dois dias depois, em nova publicação, ela disse que um carro de som estava emitindo alertas sobre os perigos do Aedes aegypti. O recado também convocava a população a verificar se em suas casas haviam focos do mosquito. “Me deixou animada. Só não entendi o porquê de pra se ter um carro fumacê precisam adoecer pessoas primeiro. Mas acho que a propaganda,o chamado em si já é um bom começo”, ponderou ela.

Portal Correio também recebeu reclamações de usuários do sistema de saúde pública de Solânea. Os leitores denunciaram falta de vagas no hospital, mal atendimento e pouca transparência sobre os métodos utilizados para notificar a doença. Leia alguns relatos:

A menina da minha cunhada está com dengue, fez a sorologia e quinta-feira foi ao hospital. Uma técnica de lá disse que não era dengue, que o hospital estava lotado e que levasse para a UPA em Guarabira..

Soro na veia. Ela disse que eu comprasse soro e pedisse a alguém do postinho [de saúde] para aplicar. Que eu tomasse em casa.

A agente de saúde pediu o exame de meu filho, que foi feito particular, para tirar xerox e levar para a Secretaria. É assim que vai ser feita a notificação. Mas não se pode fazer notificação de dengue dessa forma, sem ver o paciente. Tem que ter todos os dados do primeiros sintomas, pelo o que o paciente passou, se ficou internado. Eu queria entender o que Solânea está fazendo.

Hospital confirma aumento em demanda

A redação ouviu a coordenadora de Enfermagem do Hospital de Solânea, Aleksandra Ferreira, que confirmou o aumento na demanda de pacientes. A profissional, no entanto, não reportou que pacientes estejam deixando de ser atendidos por falta de espaço na unidade.

“Há uns três meses temos notado um aumento na procura por atendimento. Muitas vezes, o pessoal já chega até com o exame de sorologia [que confirma a dengue] realizado. Quando percebemos que a situação exige um pouco mais de atenção, o paciente fica internado. Mas a maioria tem condições de ser liberada para se recuperar em casa”, disse.

O que diz a Secretaria da Saúde

Procurada pelo Portal Correio, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) não comentou as denúncias de falta de vagas no hospital de Solânea. Porém, em nota, explicou por que muitas vezes os ‘carros fumacê’ não são utilizados – ou demoram para circular em áreas com grande incidência de dengue. A secretaria negou que o serviço seja burocratizado e alegou o uso de inseticida não é o melhor método de combate ao Aedes aegypti.

“O inseticida tem sua eficácia e segurança normatizada por procedimentos já padrões e que segue um protocolo do Ministério da Saúde para utilização que vai de acordo com casos, índice e/ou óbitos. Quando normatizamos não burocratizamos, e sim elencamos prioridades já que a utilização do mesmo não é primeira escolha de controle do mosquito. O trabalho dos ACE [agentes de controle de endemias] diariamente é que comprovadamente auxilia na diminuição dos índices de infestação larvária evitando a fase adulta do mosquito”, diz o comunicado.

Risco à saúde pública

O infectologista Jaime Araújo explica que o aumento nos casos de dengue é comum nessa época do ano. Médico no Hospital Universitário Alcides Carneiro, em Campina Grande, ele aponta que o atendimento a pessoas com sintomas de dengue tem sido maior também em unidades de emergência, como UPA e Hospital de Trauma.

“A dengue, apesar de habitualmente não deixar sequelas, pode causar sérios prejuízos para a saúde pública devido ao aumento do custo do sistema de saúde com o combate de doenças que podem ser evitadas. Além de prejuízos para o sistema econômico, devido afastamento temporário dessas pessoas doentes de suas atividades laborais”, avalia o médico.

Dengue não é única ameaça

Agente transmissor da dengue, o mosquito Aedes aegypti é responsável também pela transmissão da zika e chikungunya. Jaime Araújo explica a diferença entre as três doenças:

“A dengue é a doença mais grave quando comparada à chikungunya e à zika. Tem sintomas como febre, dores no corpo, cabeça e nos olhos, falta de ar, manchas na pele e indisposição. Em casos mais graves, a dengue pode provocar hemorragias, que, por sua vez, podem ocasionar óbito. A chikungunya também causa febre e dores no corpo, mas as dores concentram-se principalmente nas articulações e podem continuar por meses. Na dengue, as dores são, predominantemente, musculares. Já a zika é a doença que causa os sintomas mais leves. Pacientes com essa enfermidade apresentam febre mais baixa que a da dengue e chikungunya, olhos avermelhados e coceira característica. Em virtude desses sintomas, muitas vezes a doença é confundida com alergia. Normalmente a zika não causa morte e os sintomas não duram mais que sete dias”, diz.

 

 

portalcorreio

 

 

Vigilância Ambiental de Solânea inicia campanha contra o mosquito Aedes Aegypti, que transmite a dengue

“Carro Fumacê” será utilizado próxima semana e agentes de Endemias irão realizar pulverização em locais de maior foco do mosquito .

Vigilância Ambiental iniciou hoje (17), em Solânea, campanha contra o mosquito Aedes aegypti em ruas da cidade. Durante toda a manhã, os agentes fizeram apelo em carro de som, distribuíram panfletos e conversaram com a população sobre as ações para evitar a proliferação do mosquito, além de realizarem visitas às residências. A ação, faz parte das iniciativas que serão realizadas pela Vigilância Ambiental através da Secretaria de Saúde de Solânea com o objetivo de educar a população quanto aos procedimentos e cuidados para evitar a dengue.

O Secretário de Saúde, João Rocha, explicou que neste primeiro momento a campanha foca na conscientização: “Estamos trabalhando a conscientização da população, vamos partir para o trabalho nas escolas e em loco. Para fazer o trabalho onde for detectado um maior foco do mosquito da dengue os agentes irão utilizar bombas motorizadas e manuais. E conseguimos, junto à Secretaria do Estado, o “carro fumacê”, contou. Entre as ruas visitadas estão a Leôncio Costa, Panorâmica, Pernambuco, Pedro Augusto de Almeida e Dionísio Rodrigues. A iniciativa foi muito elogiada pela população “Isso é muito importante, mas primeiro todos precisam se educar e fazer sua parte: limpar lixo da casa e quintal, emborcar pneus e tanques e deixar tudo coberto”, contou Oziélia que mora na Dionísio Rodrigues.

Como evitar a dengue

   O Coordenador da Vigilância Ambiental, Toinho da Saúde, chamou a atenção para a importância dos cuidados da população para evitar a dengue. “É muito importante todos trabalharmos juntos e estarmos vigilantes. O Aedes aegypti põe seus ovos em recipientes como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas, pratos sob vasos de plantas ou qualquer outro objeto que possa armazenar água da chuva”, chamou a atenção.

Assessoria de Comunicação

 

ANS reforça orientações para prevenção à dengue, zika e chikungunya

Agência tem orientado operadoras e determina cobertura obrigatória
O combate ao mosquito Aedes aegypti deve ser um esforço conjunto para evitar a proliferação das doenças dengue, zika e febre chikungunya, além da febre amarela. Por esse motivo, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reafirma o seu compromisso de disseminar e apoiar as ações preventivas, reforçando junto às operadoras de planos de saúde e aos beneficiários as recomendações do Ministério da Saúde.

De acordo com os dados apresentados no Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, foram registrados até meados do mês de março de 2019, 244.068 casos prováveis de dengue, chikungunya ou zika. Um aumento de 176% em relação ao ano de 2018, quando foram registrados para o mesmo período 88.296 casos prováveis das doenças.

Como a eliminação de possíveis criadouros do mosquito é a única forma de prevenção, medidas de conscientização são a ação mais relevante a serem adotadas. Este ano, o Governo Federal preparou podcasts e textos explicativos com orientações sobre o combate ao mosquito e informações relevantes sobre as doenças, para ajudar a população a fugir das fake news.

Confira conteúdo especial do Ministério da Saúde

Veja como combater e denunciar focos do mosquito

A ANS tem orientado as operadoras de planos de saúde a buscar medidas que possam ser adotadas em caráter educativo junto aos beneficiários e prestadores de serviço (hospitais, consultórios, profissionais de saúde), que são os atores que se relacionam diretamente com os consumidores de planos de saúde.

Fora a atuação preventiva, o Rol de Procedimentos da Agência determina que os planos de saúde médico-hospitalares devem oferecer exames de diagnóstico em casos de suspeita e tratamento clínico para as doenças. Para esses casos, o tratamento baseia-se no controle dos sintomas e também é integralmente coberto pelos planos.

Exames e procedimentos cobertos pelos planos de saúde

Dengue

Os testes rápidos, a sorologia Elisa (IgG e IgM) e o Antígeno NS1 têm cobertura obrigatória prevista no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Além desses, outros exames complementares também podem ser utilizados para o diagnóstico da dengue e são cobertos pelos planos, como: hemograma, contagem de plaquetas, prova do laço, dosagem de albumina sérica e transaminases, além de radiografia de tórax, ultrassonografia de abdome e outros exames, conforme necessidade (glicose, ureia, creatinina, eletrólitos, gasometria, TPAE e ecocardiograma). Os exames têm cobertura obrigatória para todos os beneficiários de planos de saúde, sem restrições.

Zika

Os exames devem ser assegurados para gestantes, bebês filhos de mães com diagnóstico de infecção pelo vírus e recém-nascidos com malformação congênita sugestiva de infecção pelo zika. Os exames previstos são o PCR (Polymerase Chain Reaction), para detecção do vírus nos primeiros dias da doença; o teste sorológico IgM, que identifica anticorpos na corrente sanguínea; e o IgG, para verificar se a pessoa já teve contato com zika em algum momento da vida. Os exames têm cobertura obrigatória apenas para os beneficiários de planos de saúde citados acima.

Chikungunya

A sorologia Elisa (IgG e IgM) têm cobertura obrigatória, prevista no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, para todos os beneficiários de planos de saúde, sem restrições.

Gerência de Comunicação Social da ANS