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Homem arromba porta e agride médico em UPA por demora no atendimento da avó

A confusão aconteceu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no bairro Oceania, em João Pessoa (Foto: Reprodução/pmjp)

Na noite dessa segunda-feira (29), um homem provocou uma confusão na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), localizada no Retão de Manaíra, no bairro Jardim Oceania, em João Pessoa. Ele estava acompanhando a avó e se revoltou quando ela passou pela triagem e seu caso não ser considerado de risco e pela demora no atendimento.

Testemunhas contaram que o homem já chegou na undade hospitalar com sinais de nervosismo. Após sua avó passar pela triagem, ele foi até o consultório, arrombou a porta e agrediu o médico com murros e chutes.

Após a confusão, os servidores chamaram a polícia, mas o homem fugiu e deixou a avó aos cuidados de uma tia. Horas depois, em depoimento, o acusado informou que o atendimento estava demorando demais e que o médico estava em repouso.

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Mãe leva filha doente a hospital, se irrita com demora do médico e acaba detida

casos-de-policiaA comerciante Lucilene da Silva Almeida, de 36 anos, foi detida, na noite deste domingo (10) – Dias das Mães -, após levar sua filha, de 09 anos, doente para o hospital de Piancó e se irritar com a demora do atendimento médico.

Lucilene foi conduzia à delegacia por policias militares por suposta ameaça contra o médico plantonista Robson Sarmento Teodório. Segundo a PM, a mulher teria dito que “se o médico não atendesse sua filha, que estava com 40 graus de febre, o seu esposo iria resolver o caso”. Ela nega as ameaças.

A mulher foi detida e levada à delegacia na companhia da criança doente.

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Ebola: ‘Houve realmente uma demora na detecção da epidemia’, diz especialista

medicos-ebola-africaEspecialistas debateram ao vivo questão do ebola e de outras epidemias na última terça-feira (2), durante a exibição do programa Sala de Convidados, no Canal Saúde. A edição discutiu como o Brasil está se preparando para a possibilidade remota de o vírus no país, além de explicar como funciona a vigilância epidemiológica funciona e como os órgãos de saúde se preparam para situação de surtos e epidemias. O programa lembrou também que epidemias como a do ebola não são novidades na história da humanidade. Cólera, varíola, sarampo e gripo também já foram responsáveis pela morte de milhões de pessoas em outros momentos.

No caso do ebola, a letalidade e a ausência de tratamentos específicos são estigmas que assustam muito no caso do ebola, para a infectologista Juliana Matos, pesquisadora em Saúde Pública do INI/Fiocruz. A infectologista acredita que, no caso dessa epidemia, houve realmente uma demora na detecção. “O caso índice parece ter acontecido em dezembro, em um lugar onde não havia casos. Como surgiram casos em lugares onde antes não havia, a equipe não estava preparada para diagnosticar. Isso só começou a ser ventilado internamente em março e só foi pra mídia mundial, declarado como emergência internacional, em agosto”, lembra.

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E atual epidemia de ebola já matou mais de 1,5 mil pessoas e infectou mais de 3 mil, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A infectologista Marília Santini, vice-diretora de Qualidade do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), explicou que uma situação pode ser chamada de epidemia quando o número de casos de determinada doença excede a quantidade de casos encontrados normalmente. “Elas podem ter diferentes amplitudes. Você precisa ter um agente infeccioso e uma população suscetível, ou seja, seres humanos capazes de se infectar”, explica.

Wanessa Tenório Gonçalves Holanda de Oliveira, diretora substituta do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde lembra que no Brasil, tivemos recentemente uma epidemia – já contida – de sarampo em Pernambuco. “Normalmente pra tentar evitar a ocorrência de uma epidemia são realizados os planos de contingência, ou seja, planejamentos pra que caso a doença ocorra, saber como os diversos atores irão se movimentar e o que deve ser feito de ação para evitar que a doença se alastre”, explica.

Santini explica que não se tem certeza sobre o assunto, mas que provavelmente o hospedeiro do ebola seria o morcego, que levaria a doença para outros mamíferos – como o macaco. “Quando o homem entra nesse ambiente, ele se contamina pela primeira vez. Como nosso organismo não conhece bem o vírus e também pelas características especificas do vírus, a letalidade é alta”, avalia.

A infectologista Juliana lembra que várias epidemias resultam justamente da interferência do homem no ambiente, como foi o caso da febre amarela. “Você tem doenças que o vírus circula naturalmente na natureza em vários animais e quando o homem entra nesse nicho ecológico, passa a interferir nesse ciclo e se torna um hospedeiro acidental. O organismo dele não está preparado para isso e ele adoece”, esclarece.

No caso do ebola, Wanessa lembra que a primeira ação é o isolamento do paciente. Como o tempo de encubação do vírus pode durar até 21 dias, uma pessoa pode manifestar sintomas durante uma viagem de avião ou só depois de já ter chegado ao destino. “Já existe todo um protocolo estabelecido [em caso de identificação de viajantes com ebola], onde o avião vai entrar em contato com o aeroporto onde ele vai descer e esse aeroporto já vai fazer o contato com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para que esse paciente seja encaminhado a um hospital de referência. Se ele manifestar a doença depois, na primeira vez que ele for ao serviço de saúde deverá ser questionado se nos últimos 21 dias ele esteve nos locais afetados e se confirmado, a primeira medida é o isolamento”, enumera.

Apesar do medo que o ebola geral Wanessa destaca que a doença é transmitida somente através de pessoas que já estejam apresentando os sintomas. Ou seja, mesmo que a pessoa esteja infectada, ela não vai transmitir o vírus enquanto não estiver demonstrando febre, fadiga, vômito, dores de cabeça e nas articulações, além de dores musculares e abdominais.

Apesar de ter a letalidade alta, os especialistas apontam vários fatores que dificultam a transmissão do abola. Santini lembra que o vírus do ebola que só é transmitido a partir da pessoa que já está doente. “Ao contrário do HIV, por exemplo, que você não sabe que tem e transmite, você só vai pegar o ebola se tiver contato com alguém que está doente”, lembra.

Sobre o contágio, Juliana lembra que é preciso ter contato na mucosa, olhos, nariz, boca ou lesão de pele pra adquirir o vírus, ou seja: a pele sem lesões, ou micro-lesões, não se infecta com o vírus, o que minimiza os riscos.  “A pessoa que vai adoecer teve contato com o doente. O ebola é um vírus de relativo fácil controle, se você for comparar com vírus que são transmitidos pelo ar, pela água, por mosquito. Numa epidemia de ebola, você consegue facilmente rastrear a cadeia de transmissão”, aponta.

JB

 

Leite condensado vira irresistível paçoquinha de colher sem demora; anote

Foto Iara Venanzi
Foto Iara Venanzi

Rendimento 20 porções.
Tempo de preparo 25 minutos

Ingredientes

2 latas de leite condensado;
2 colheres (sopa) de manteiga;
2 gemas;
1 xícara (chá) de amendoim torrado e moído, sem casca.

Modo de fazer

1 Junte todos os ingredientes em uma panela e leve ao fogo.
2 Deixe ferver, mexendo sempre. A mistura vai apurar e dar uma ligeira encorpada. Quando estiver nesse ponto, retire do fogo.
3 Despeje a paçoquinha em copinhos do tamanho de copos de café (ou de cachaça).

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Receita de Laura Estima, do Doce de Laura

Demora e burocracia agravam problema da seca no Nordeste, reclamam produtores

Os produtores rurais da região do semiárido do Nordeste estão reclamando da demora e da burocracia nas ações governamentais anunciadas para socorrer as cerca de 10 milhões de pessoas que sofrem com a maior estiagem dos últimos 40 anos na região.

Os trabalhadores do campo cobram ações mais rápidas contra os prejuízos já causados pela falta de chuva.

Segundo representantes de produtores rurais ouvidos pelo UOL, apesar dos vários programas e ações anunciados pelo governo federal e estaduais, boa parte da ajuda não consegue chegar às vítimas da seca, seja por problemas logísticos ou por excesso de exigências.

Foto 87 de 87 – 7.nov.2012 – Após longos períodos de seca, a cidade de Macaubas, interior da Bahia, recebe pouca chuva nesta manhã. Apesar de ser escassa, quando chove, a população é benefeciada já que, recentemente, houveram muitas queimadas na região Alcio Brando/ BAPress

No Nordeste, mais de mil municípios estão em situação de emergência pela estiagem.

Desde o agravamento da seca, no início do ano, várias ações e envio de recursos foram anunciadas pelos governos federal e estaduais.

A principal política pública é o envio diário de carros pipa a todas as comunidades afetadas pela estiagem. Outras ações –como apoio a distribuição de alimento para os animais e crédito para os produtores– estariam enfrentando problemas.

Segundo os nordestinos afetados, apesar de não faltar água potável, há outras carências graves e que causam prejuízo econômico.

O principal problema apontado pelos produtores é a falta alimento para os animais, que representavam a renda de muitos sertanejos.

O rebanho continua morrendo nos terrenos e sítios da zona rural. Além disso, os financiamentos anunciados pelo governo federal não estariam chegando ao produtor rural.

“A ajuda não está chegando nem na quantidade, nem velocidade que a gente entende que seria necessária. Estamos fazendo uma série de cobranças ao governo federal e estadual. Tivemos hoje [quarta-feira] uma reunião com o arcebispo de Recife e Olinda [Dom Fernando Saburido] para darmos início a uma campanha de arrecadação de água para consumo humano. Temos municípios entrando em colapso. Pedimos também para a Igreja cobrar o governo. Vamos tentar criar uma conta e pedir aos empresários que depositem recursos para realização de obras para que se somem às que o governo diz que vai fazer, como cisternas e barragens subterrâneas”, afirmou o presidente da Fetape (Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Pernambuco), Doriel Barros.

Segundo Barros, diante do cenário “gritante”, os trabalhadores e produtores rurais pretendem se organizar e cobrar medidas mais enfáticas, na próxima semana, ao governo federal e aos governadores.

“Estamos indo a Brasília com representantes das federações estaduais do Nordeste para organizarmos um evento regional. A ideia é fazer reunião chamando governadores, a presidente Dilma e ministros para discutirmos ações. A situação está séria, e a burocracia é grande. O que percebemos é que o governo não se preparou para enfrentar um momento como esse”, disse.

Morte de animais

A consequência direta da falta de ajuda seria a morte dos animais pelo sertão. Em Pernambuco, a estimativa da Fetape, por exemplo, é que a seca resulte em 800 mil mortes até o fim do ano.

Sem alimento para fornecer aos animais, os produtores estão abandonando os animais, que morrem de fome à beira de rodovias.

No Rio Grande do Norte, a estimativa é que 65% do rebanho morra ou seja vendido antes da hora para abate por conta da falta de alimento.

“O governo federal tem um programa emergencial de crédito, mas que é um mentira, que de emergencial não tem nada. A burocracia é normal. Há um fluxo de projetos no Banco do Nordeste travadíssimo. É um ‘check list’ muito grande. No Rio Grande do Norte, por exemplo, somente 2% do público teve acesso a esse crédito”, disse Gilberto Silva, assessor técnico da Federação dos Trabalhadores em Agricultura do Rio Grande do Norte.

O representante também questiona a falta de distribuição de comida para os animais. “A entrega do milho, que é um paliativo, não chega ao Nordeste porque não há logística. Tudo isso estamos reclamado. Estamos pedindo também a prorrogação do Garantia Safra. O Bolsa Estiagem é um valor irrisório [R$ 80 por mês], uma esmola. Fizemos uma pauta do Grito da Terra, em maio, mas até agora nada foi feito. A situação está complicadíssima.”

Com as previsões de chuva apenas a partir do início do próximo ano, a perspectiva é que os produtores rurais só se recuperem na metade do ano de 2013.

“Mesmo que chova em março, como nos apontam, só teremos produção em junho e julho. O abastecimento que chega pelos carros-pipa é de água potável, e não atende às necessidades dos animais. As adutoras prometidas são demoradas, só vão estar prontas na próxima seca”, completou.

Os mesmos problemas estão sendo enfrentados pelos produtores rurais da Paraíba, onde mais de 80% dos municípios estão sendo afetados pela estiagem.

“A burocracia é muito grande, especialmente para os financiamentos. Nenhum assentado tem como acessar esse crédito. Outra coisa: a política federal do milho para os pequenos produtores foi lançada, mas esse milho não chega ao Nordeste. Recentemente tem melhorado a situação, mas ainda é muito pouca a distribuição. E olhe que a gente vai sempre a Brasília, conversa, mas a demanda é grande”, afirmou Ivanildo Pereira Dantas, assessor técnico da Federação dos Trabalhadores da Agricultura da Paraíba.

Ações

Em resposta ao UOL, no fim da tarde desta terça-feira (14), o Ministério da Integração Nacional –responsável federal pela coordenação dos trabalhos de assistência às vítimas das seca– informou que apenas autoriza e repassa o dinheiro para crédito especial, com as devidas orientações, ao BNB (Banco do Nordeste), que é responsável pela operação dos financiamentos. Sobre a demora na entrega do milho, o ministério afirma que se trata de responsabilidade da Conab  (Companhia Nacional de Abastecimento).

Em seu site, o BNB informa que destinou, esta semana, mais R$ 500 milhões para Programa Emergencial para a Seca e que os empréstimos estão sendo concedidos.

“Com o aumento, o total disponibilizado para financiar empreendedores urbanos e rurais atingidos pela estiagem na área de atuação do BNB chega a R$ 1,5 bilhão, dos quais o Banco já contratou R$ 1,2 bilhão, com 158 mil operações realizadas, em 1.250 municípios de sua área de atuação. Estão ainda em fase de contratação mais R$ 198 milhões em propostas”, informa a instituição.

A reportagem do UOL também entrou em contato com a Conab e aguarda resposta do órgão.

Nesta terça-feira (13), a presidente Dilma Rousseff lançou o programa “Mais Irrigação”, que prevê investimentos de R$ 10 bilhões, sendo R$ 7 bilhões captados com a iniciativa privada. Ao todo devem ser beneficiados 538 mil hectares de áreas destinadas produção de biocombustíveis, fruticultura, leite carne e grãos

UOL