Arquivo da tag: demissão

Cuca explica pedido de demissão: “Meu estilo não casou com o do São Paulo”

Cuca concedeu entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira para explicar os motivos que o levaram a pedir demissão do São Paulo. O treinador ficou apenas cinco meses no cargo, saindo com aproveitamento de 47,4% de aproveitamento, em 26 jogos: nove vitórias, dez empates e sete derrotas. O mais provável agora é que o coordenador Vagner Mancini assuma a equipe – já é certo que ele comandará o São Paulo neste sábado, contra o Flamengo, no Maracanã.

– Não sei te dizer ao certo qual o problema. Se eu soubesse qual o problema, eu falava. Vocês bateram muito no padrão de jogo. Eu queria explicar que todo ser humano tem sua característica, eu tenho a minha. Qual é a característica do Cuca? Eu gosto de marcação na frente, rápido. Não gosto de time que tem morosidade. Às vezes, ser mais objetivo. Infelizmente o meu estilo não casou com o estilo do São Paulo. Não combinou. Não é por isso que eles não são bons, eles são ótimos. Mas não encaixou. Eu falei para o Raí e Pássaro (dirigentes do São Paulo), por isso que saí. Teve uma ideia de falarmos com você e foi entendido. Você acha que eles estão contente e eu também? Como falei com os jogadores eles vão vingar e vão dar uma arrancada – disse Cuca, que relatou ter sido ofendido pela primeira vez na carreira.

– Lógico que estou muito triste, esperei 15 anos para estar aqui de novo. Como vou estar feliz? É a primeira vez em todos os clubes no futebol que eu fui xingado. É a pior coisa que existe, dói demais. Até dei risada de uma cara que me chamou de cabelo de boneca. Dói. Passei duas vezes em Flamengo, Fluminense, Galo, Santos e isso dói demais. A ideia de ir embora lógico que não é só minha. Se perguntar para maior parte da torcida, eles também queriam. Às vezes não é ser bom ou ruim. A minha vida vai continuar a amanhã ou depois estarei em outro clube – disse Cuca.

Cuca explica saída do São Paulo: "Não estou pensando em mim, e sim no São Paulo"

Cuca explica saída do São Paulo: “Não estou pensando em mim, e sim no São Paulo”

Mancini interino

Raí, executivo de futebol do São Paulo, confirmou que Vagner Mancini, gerente de futebol, comandará o time no sábado, contra o Flamengo, no Maracanã, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro.

– Mancini é quem vai comandar a equipe contra o Flamengo e vamos ter mais tempo para falar quem será o treinador e avisar a todos – disse Raí.

Coletiva de Cuca e Raí no CT do São Paulo nesta quinta-feira — Foto: Marcelo Hazan

Coletiva de Cuca e Raí no CT do São Paulo nesta quinta-feira — Foto: Marcelo Hazan

– Não dá para definir em poucas palavras. Não é o ideal, lógico que assumimos a culpa em parte disso. Em um clube grande, que passa muito tempo sem vencer, para sair existe uma cultura desse clube vencedor. Passa boa parte sem vencer e passa por isso – completou o dirigente, sobre as constantes trocas de treinador (Cuca foi o quinto em um ano e nove meses).

Os bastidores da saída de Cuca

A decisão foi do treinador. A diretoria do São Paulo ainda tentou reverter a situação e convencer Cuca que era melhor a permanência neste momento. O técnico, no entanto, estava convicto de que não conseguia fazer uma evolução na equipe e pediu demissão. Raí foi à sala de imprensa, ao lado de Cuca, para dar a posição da diretoria do São Paulo, citando que, após a derrota para o Goiás, na quarta-feira, já havia falado com o treinador.

– Reforçamos a nossa confiança e hoje, na chegada ao CT, o Cuca nos comunicou algo que ele que vai transmitir a vocês. Vocês já têm a repercussão. Um momento que não é agradável, triste – disse Raí.

GE

 

Presidente do BNDES pede demissão após ameaça de Bolsonaro

O presidente do BNDES, Joaquim Levy, pediu demissão do cargo. “Solicitei ao ministro da Economia, Paulo Guedes, meu desligamento do BNDES. Minha expectativa é que ele ceda”.

“Agradeço ao ministro o convite para servir ao País e desejo sucesso nas reformas. Agradeço também, por oportuno, a lealdade, dedicação e determinação da minha diretoria”.

Em nota, Levy agradeceu especialmente aos inúmeros funcionários do BNDES, “que têm colaborado com energia e seriedade para transformar o banco, possibilitando que ele responda plenamente aos novos desafios do financiamento do desenvolvimento, atendendo às muitas necessidades da nossa população e confirmando sua vocação e longa tradição de excelência e responsabilidade”.

Na tarde de sábado, o  presidente Jair Bolsonaro criticou e ameaçou demitir Levy. Bolsonaro disse estar “por aqui” com o chefe do banco, que estaria “com a cabeça a prêmio”.

Desde o início do governo, a relação entre os dois foi marcada por divergências. O episódio mais recente foi a escolha de Marcos Barbosa Pinto para a diretoria da área de Mercado de Capitais, do BNDES, responsável pelos investimentos do BNDESPar, braço de participações acionárias do banco de fomento, que administra carteira superior a R$ 100 bilhões. O presidente exigiu que Levy demitisse o diretor.

Na noite de sábado, Barbosa Pinto entregou uma carta de renúncia ao cargo. Ele foi chefe de gabinete de Demian Fiocca, na presidência do BNDES, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao “G1”, Guedes destacou ainda que é natural Bolsonaro se sentir “agredido”.

O próprio Levy também participou de governos petistas. Foi secretário do Tesouro no governo Lula e ministro da Fazenda na gestão de Dilma Rousseff.

 

O Globo

 

 

Janaína Paschoal pede demissão de ministro do Turismo

A deputada estadual Janaína Paschoal (PSL/SP) pediu neste sábado (13), em sua conta no Twitter, a demissão do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. O pedido ocorre após a deputada federal Alê Silva (PSL-MG) ter solicitado proteção policial alegando ter recebido ameaças do ministro, segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo.

“Todo meu apoio à Deputada Federal Alê Silva. E agora, Presidente? O Ministro do Turismo fica? A Deputada Federal eleita também estaria mentindo? Exijo a demissão do Ministro! Não tem que esperar conclusão de inquérito nenhum!”, disse.

A ameaça de morte à deputada Alê Silva teria ocorrido em uma reunião do ministro com correligionários em março, em Belo Horizonte. A parlamentar prestou depoimento espontâneo na última quarta-feira à Polícia Federal relatando esquema de candidaturas de laranjas no PSL, comandado por Álvaro Antônio. Ela deve prestar depoimento nas próximas semanas.

Segundo Janaína, o afastamento do ministro não implicaria atribuição de culpa, “apenas um sinal de que o presidente se importa com as mulheres de seu partido”.

 

pbagora

 

 

Quase 25% dos brasileiros pedem demissão de forma espontânea

Embora o mercado de trabalho esteja muito distante do seu melhor momento, a retomada da criação de vagas formais, ainda que em ritmo lento, já tem desencadeado uma movimentação entre os trabalhadores: neste ano há mais brasileiros trocando de emprego por vontade própria.

Entre janeiro e agosto, 2,253 milhões de brasileiros pediram demissão de forma espontânea das empresas. O número equivale a 23% do total de desligamentos registrados no país no período, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Neste ano, há uma ligeira aceleração quando se observa o retrato de 2017. Entre janeiro e agosto do ano passado, 2,105 milhões – ou 21% – dos trabalhadores pediram demissão por vontade própria.

Até agosto deste ano, o Brasil criou 568.551 empregos com carteira assinada em todo o país. A expectativa é que o país encerre o ano com saldo positivo, apesar de as expectativas estarem sendo revisadas para baixo diante do crescimento mais fraco. Se os números positivos forem confirmados, será a primeira vez que a economia brasileira vai criar vagas formais de trabalho desde 2014.

“Com a retomada do mercado de trabalho, ainda que mais fraco do que o esperado, a quantidade de pessoas que muda de emprego tende a subir”, afirma o professor do Insper Sergio Firpo.

A demissão espontânea costuma acompanhar os movimentos de melhora e piora do mercado de trabalho. Nos períodos em que o Brasil gerava muitos postos de trabalho, a demissão espontânea chegou a responder por 30% dos desligamentos registrados. Com a crise, a fatia dos trabalhadores que se desligava por vontade própria chegou a cair para 20%.

No ano passado, com a menor destruição de vagas – o país fechou 20 mil postos -, os desligamentos por decisão do trabalhador já apresentaram um ligeiro crescimento em relação ao total das demissões.

“Inicialmente, quem costuma se beneficiar com esse tipo de movimento é aquele trabalhador mais qualificado”, afirma Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). “Não é necessariamente aquele trabalhador com mais qualificação formal, mas aquele que entende muito do trabalho que faz.”

Os dados do Caged apuram o comportamento do emprego formal no país e, por isso, são diferentes da taxa de desemprego divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que também apura o comportamento do emprego informal.

Rede de contatos ajuda na troca

A psicóloga Mariana Amaral demorou um ano para conseguir mudar de emprego. Na antiga empresa, onde trabalhou por quatro anos, ela conta que não tinha qualidade de vida. Chegou a fazer duas entrevistas antes de conseguir o emprego atual, mas as possibilidades que apareceram “não mudariam a sua rotina estressante de trabalho”.

“Consegui o novo emprego pela minha rede de contatos. Isso foi extremamente importante. Em plataformas online, tive pouco retorno”, diz Mariana. “Emocionalmente falando estou menos cansada no meu novo emprego. Meu trabalho está apenas a meia hora de casa e posso me dedicar mais ao meu consultório.”

Formada em relações internacionais, Patricia Nogueira Proglhof trocou de emprego em abril. A vontade de deixar a antiga empresa surgiu no fim do ano passado quando se tornou mãe. Antes de a licença-maternidade acabar, já começou a conversar com amigos em busca de indicações.

“Consegui emprego em um mês. Foi mais rápido do que eu imaginava”, diz Patricia. “O meu problema com o antigo emprego era basicamente com a questão de carga horária. Não tinha horário para entrar e sair. Agora estou com uma carga horário mais acertada.”

Novas regras do auxílio-desemprego

O endurecimento das regras do auxílio-desemprego também pode ter ajudado a aumentar os pedidos de demissões espontâneas. Até 2015, bastava o trabalhador ter ficado seis meses no emprego que ele poderia receber o benefício. Com as alterações, o primeiro pedido só pode ser realizado após 18 meses de trabalho com a obrigatoriedade de ter recebido 12 meses de salário.

As mudanças ajudaram a evitar, por exemplo, que patrão e empregado fizessem acordo por uma demissão sem justa causa mesmo quando trabalhador já tinha assegurado outro emprego.

“No período de crescimento do mercado de trabalho, aumentava o número de demissões e não de pedidos de demissões. O que se observa nas outras economias é o contrário”, diz Firpo, do Insper. “Essas mudanças dificultaram e fizeram com que as pessoas tivessem mais consciência.”

G1

Foto: Fernando Madeira/Divulgação

Cristóvão descarta demissão após eliminação do Vasco na Copa do Brasil

 (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)
(Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

A derrota para o Vitória que resultou na eliminação do Vasco na Copa do Brasil aumentou a pressão sobre o técnico Cristóvão Borges. Apesar de estar em baixa com a torcida, o treinador negou qualquer conversa com a diretoria sobre a possibilidade de deixar o clube e disse que a pressão é normal.

“Não tive conversa com ninguém da diretoria sobre isso (demissão). No vestiário estava o nosso diretor, nosso vice de futebol. Conversamos normalmente. Essa coisa de pressão é normal. Uma equipe como o Vasco vem dessa pressão não é de hoje. A pressão vem de algum tempo, porque sabemos que o clube precisa ter campanhas e resultados mais sólidos. Sabemos disso. O trabalho segue. Vou continuar trabalhando normalmente”, disse o técnico em entrevista coletiva.

Sobre a eliminação desta quinta-feira, Cristóvão disse que o resultado do primeiro jogo foi determinante, quando o Vasco ficou apenas no 1 a 1 em São Januário e jogou grande parte do confronto com um jogador a mais.

“O resultado do primeiro jogo leva uma grande parte do resultado final. Jogando em casa tinha que fazer o resultado, e aconteceu daquela maneira. Tínhamos um jogador a mais, sabíamos disso. A Copa é jogada dessa maneira. No jogo em casa tem que aproveitar. Não aproveitamos, e ficou mais difícil”, destacou.

O Vasco agora se concentra apenas na disputa do Campeonato Carioca. Neste domingo, o clube tem clássico contra o Botafogo, no estádio Nilton Santos, pela segunda rodada da Taça Rio.

Band

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

Por problemas de saúde, José Serra pede demissão do Ministério de Relações Exteriores

serraO chanceler José Serra entregou nesta quarta-feira (22) carta pedindo demissão do Ministério de Relações Exteriores. A informação foi confirmada pelo Planalto. O chanceler alegou problemas de saúde para pedir a exoneração do cargo.

Em carta divulgada pelo governo, Serra afirma que pede demissão “em razão de problemas de saúde que são do conhecimento de Vossa Excelência, os quais me impedem de manter o ritmo de viagens internacionais inerentes à função de Chanceler.”

Serra diz na carta que “segundo os médicos, o tempo para restabelecimento adequado é de pelo menos quatro meses.” Não há detalhes sobre a doença do ex-ministro. No fim de dezembro, Serra foi submetido a uma cirurgia de descompressão e artrodese da coluna cervical.

O ex-ministro afirma ainda que seguirá no cargo de senador, “trabalhando pela aprovação de projetos que visem à recuperação da economia, ao desenvolvimento social e à consolidação democrática do Brasil.”

Citado na Lava Jato

Serra é um dos citados nas delações da construtora Odebrecht. O senador estaria ligado a um esquema de caixa dois em sua campanha presidencial no ano de 2010.

Executivos da Odebrecht afirmaram aos investigadores da Lava Jato que a campanha do agora ministro recebeu R$ 23 milhões em doações ilícitas. Os executivos disseram que parte do dinheiro foi entregue no Brasil e parte foi paga por meio de depósitos bancários realizados em contas no exterior. Oficialmente, a Odebrecht doou apenas R$ 2,4 milhões para a campanha de Serra.

Segundo os depoimentos de executivos da Odebrecht, a negociação para o repasse à campanha de Serra se deu com a direção nacional do PSDB à época, que, depois, teria distribuído parte do dinheiro entre outras candidaturas. A empresa afirmou ainda que parte do dinheiro foi transferida por meio de uma conta na Suíça.

Sobre a acusação da Odebrecht, Serra disse, na época em que o fato foi divulgado, que a campanha dele durante a disputa a Presidência da República em 2010 foi conduzida em acordo com a legislação eleitoral em vigor. O tucano afirmou também que as finanças de sua disputa pelo Palácio do Planalto eram de responsabilidade do partido, o PSDB, e que ninguém foi autorizado a falar em seu nome.

Com a saída de Serra do Ministério de Relações Exteriores, o PSDB fica com dois ministros no governo do presidente Michel Temer: Bruno Araújo, na pasta de Cidades, e Antonio Imbassahy, que ocupa a Secretaria de Governo.

 

Uol

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

TRT anula demissão de portador de HIV e condena empresa a pagar R$ 10 mil

trtO Tribunal do Trabalho da Paraíba (13ª Região) determinou que a empresa Vivivan Transportes – Eireli readmita um trabalhador portador do vírus HIV. No processo, a defesa informa que o ex-empregado começou a trabalhar em janeiro de 2015 e que a carteira de trabalho só foi assinada em março. Para assinar a carteira, a empresa exigiu a realização de exames admissionais, incluindo o teste de HIV. Passados oito dias da apresentação dos exames, a empresa o dispensou, sem justificativa.

A defesa alega no processo que o trabalhador portador do vírus HIV tem as mesmas obrigações e os mesmos direitos em relação aos demais e, caso ocorra uma redução da capacidade laborativa do empregado portador do vírus, o empregador poderá transferi-lo para outra função, sem redução de salário. Em função da demissão também pediu a condenação da empresa por dano moral

A empresa alegou que não houve demissão discriminatória e afirma que existiram outras demissões no período da dispensa do trabalhador, o que confirma a tese de redução de custos. Informou, ainda, que demissões ocorreram com os menos experientes, não havendo nenhuma indicação de dispensa discriminatória. Pediu a cassação do mandado de reintegração e a reversão da condenação em relação aos danos morais.

Dano moral

“Não há que se falar em estabilidade ou garantia de emprego aos portadores de doenças graves. Todavia, o direito potestativo do empregador de dispensar imotivadamente seus empregados não é absoluto e encontra limites na ordem jurídica trabalhista, a qual possui um conjunto principiológico que tem por finalidade garantir a proteção ao trabalhador, prezando pela continuidade da relação de trabalho e zelando pela manutenção de um patamar civilizatório mínimo, vedando práticas discriminatórias”, diz um trecho da decisão do desembargador Paulo Américo Maia Filho relator do processo.

No acórdão, citou o artigo 3º, parágrafo IV da Constituição Federal: “Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”, acrescentando que este é um dos objetivos fundamentais da República.

O desembargador cita que “nos termos do art. 1º, da Lei 9.029/95, é vedada a adoção de qualquer prática discriminatória na admissão ou manutenção da relação de emprego, e conforme Súmula 443 do TST, se presume discriminatória a dispensa sem justa causa dos portadores de doenças graves que suscitam estigma ou preconceito, como no caso do vírus HIV”. Em relação ao dano moral, a decisão estabeleceu a condenação no valor de R$ 10 mil (Processo 0131067-75.2015.5.13.0002).

MaisPB

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

TCE-PB dá prazo para demissão de oito mil pessoas no governo

tceDecisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) dá prazo de 180 dias para que o governador Ricardo Coutinho (PSB) e a secretária estadual de Saúde, Claudia Veras, regularizem a situação funcional de mais de oito mil “codificados” que atuam na Secretaria da Saúde do Estado. Essas pessoas não são concursadas, nem comissionadas e não assinaram nenhum tipo de contrato, mas exercem várias funções, são pagos de forma direta e que custam em torno de R$ 20 milhões por mês.

A decisão é resultado de um recurso de reconsideração interposto pelo governo do Estado em uma Inspeção Especial de Atos da Gestão de Pessoa, do ano de 2015, da Secretaria da Saúde (SES), que teve como relator o conselheiro Nominando Diniz, que já havia determinado providências sobre a situação de 8.521 “codificados”.

Na decisão em que negou provimento ao recurso, o TCE manteve o prazo para que a gestora da saúde estadual apresente um plano de ação para implementar o novo perfil hospitalar e o dimensionamento do pessoal “codificado” identificado no levantamento realizado pelo órgão. Além disso, o TCE pede que o Estado regularize a situação dos codificados que atuam nas áreas administrativas da SES e nas unidades de atendimentos médicos hospitalares, como também que cesse quaisquer contratações de prestadores de serviços e codificados sob pena de responsabilização pessoal pelo aumento do quadro atual, considerado excessivo pelo TCE.

Outra determinação é que o Governo do Estado adote preceitos constitucionais como a contratação por excepcional interesse público ou processo de seleção simplificado, com a devida divulgação no Diário Oficial do Estado da relação de todos os servidores que recebem a remuneração na condição de codificados, com os respectivos nomes, CPF, valor e a unidade de trabalho.

O Estado também deverá elaborar para envio à Receita Federal, as guias de recolhimentos previdenciários dos meses de janeiro de 2013 a dezembro de 2016 e fazer os ajustes necessários junto à Secretaria da Administração para a inclusão da folha de codificados nas informações enviadas ao TCE acerca da folha de pagamento de pessoal vinculada à administração direta do Poder Executivo já que informa que tem 127.383 servidores, sendo 112.089 na administração direta e 15.294 na indireta, deixando de registrar 8.521 “codificados”.

No caso de descumprimento da decisão, o governador Ricardo Coutinho e a secretária de Saúde, serão responsabilizados no julgamento das contas de 2017, pois já não poderá alegar que não foi alertado das irregularidades apontadas.

Jornal Correio da Paraíba

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

Caixa prevê economizar R$ 1,5 bi por ano com plano de demissão voluntária

caixa-imoveisA Caixa Econômica Federal prevê poder economizar até R$ 1,5 bilhão por ano, a partir de 2018, com o plano de demissão voluntária (PDV) desenhado para este ano. A ideia do banco estatal é conseguir o desligamento de 10 mil funcionários, ou quase 10% do total de empregados atual.

O banco ainda negocia com a União, sua controladora, os detalhes do plano. Para incentivar a adesão, a Caixa deve pagar 10 salários extras e garantir o plano de saúde por um tempo que ainda está em discussão – neste período, se o funcionário reunir condições de se aposentar, o plano de saúde fica pelo resto da vida. O PDV será oferecido a todos os funcionários, e não apenas aos que já puderem se aposentar.

No último ano, a Caixa cortou o número de funcionários de 100,3 mil para 97 mil. No acumulado de janeiro a dezembro de 2016, o banco gastou R$ 15,6 bilhões com pessoal, ante R$ 14,3 bilhões do mesmo período de 2015, crescimento de 9,2%. O impacto maior no gasto foi com o aumento do salário dos funcionários, definido em convenção coletiva.

Eficiência. O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, colocou como principal desafio do banco em 2017 melhorar a eficiência, reduzindo despesas e aumentando a geração de receitas. O banco também monitora o desempenho de cem agências deficitárias.

A Caixa foi usada nos últimos anos pelo governo do PT como locomotiva do crédito no País, estratégia para impulsionar a atividade econômica. Dessa forma, a instituição conseguiu aumentar sua participação no mercado, mas essa expansão do crédito também provocou efeitos colaterais, como o aumento do nível de calotes.

O alto número de agências deficitárias também é consequência dessa política. Desde 2010, a Caixa abriu 1.329 agências. A análise da direção do banco é que não se faz mais necessária toda essa estrutura, ainda mais com a mudança dos hábitos dos clientes, que cada vez mais optam pelos serviços pelo computador ou pelo smartphone.

Um empecilho para o fechamento das agências é o fato de as unidades serem usadas para o pagamento de benefícios sociais, como o Bolsa Família, mas a avaliação é de que esse serviço poderia ficar restrito às casas lotéricas. O banco tem atualmente 4,2 mil agências e pontos de atendimento e 25 mil correspondentes Caixa Aqui e Lotéricos.

Para Eduardo Araújo, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), o banco terá de contratar novos funcionários para repor esses servidores que aderirem ao PDV, senão haverá prejuízo no atendimento à população. “As agências da Caixa têm forte atendimento social. Sempre estão cheias, com filas. Ainda mais agora, com o saque das contas inativas do FGTS. Se não houver reposição, vai ficar insuportável”, afirma.

Com informações do Estadão

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

Correios irão lançar plano de demissão voluntária e pretende afastar 8 mil funcionários

correiosOs Correios irão lançar um plano de demissão voluntária (PDV) aos funcionários. Segundo a estatal, o público-alvo serão os funcionários com mais de 55 anos, aposentados ou com tempo de serviço para requerer a aposentaria.

Em nota, os Correios informou que “está aguardando aprovação do Ministério do Planejamento para apresentar” o plano.

Reportagem desta terça-feira do jornal “O Estado de S. Paulo” afirma que o PDV poderá proporcionar uma economia de R$ 850 milhões a R$ 1 bilhão por ano à estatal. Ainda segundo a reportagem, para incentivar a adesão ao plano, os Correios poderão oferecer uma espécie de “salário-demissão”, que poderá garantir até 35% do salário por 10 anos.

Segundo o Blog do Camarotti, informações preliminares que chegaram ao Palácio do Planalto indicam que o rombo nas contas do Correios pode chegar a R$ 3 bilhões.

Os Correios ainda não divulgaram balanço referente ao ano de 2016. No ano passado, a estatal fechou com um prejuízo de R$ 2,1 bilhões.

Em razão da crise financeira, os Correios anunciaram no início do ano um plano para tentar reverter o atual déficit nas contas da estatal e conseguir uma economia de pelo menos R$ 1,6 bilhão neste ano. Entre as ações anunciadas, estão cortes em gastos de custeio administrativo, como a economia em passagens aéreas e a revisão de contratos de aluguel; o fechamento de agências aos sábados; e aposta na diversificação de serviços, como maior oferta de consórcios nas agências e a entrada dos Correios no mercado de telefonia móvel.

G1

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br