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Nódulo na tireoide: condição é comum, mas demanda atenção

tireoideA glândula tireoide é uma estrutura em forma de borboleta localizada na frente de seu pescoço, logo abaixo de suas cordas vocais. Ela produz dois hormônios, a triodotironina (T3) e tiroxina (T4), que ajudam a regular o seu metabolismo, que é o processo de como o seu corpo usa e armazena energia.
Tireoide produz hormônios e está muito próxima das pregas vocais
Pela sua posição no pescoço, essa cartilagem é parte da laringe, sendo que as pregas vocais se localizam dispostas internamente a ela.

Nódulo na tireoide

Nódulos são muito comuns e a chance de desenvolve-los aumenta à medida que você envelhece. Um nódulo de tireoide é uma massa de tecido tireoidiano que cresceu ou um cisto cheio de líquido que se forma na tireoide. Embora os sintomas não sejam comuns, um nódulo grande pode, às vezes, causar dor, rouquidão ou atrapalhar a engolir ou respirar.
Os médicos se preocupam com nódulos da tireoide porque eles podem, às vezes, ser cancerígenos. O câncer de tireoide é encontrado em cerca de 8% dos nódulos nos homens (8 em cada 100) e em 4% dos nódulos em mulheres. Assim, cerca de 90% dos nódulos de tireoide são benignos (não cancerosos).

A causa da maioria dos nódulos benignos não é conhecida, mas eles são, muitas vezes, encontrados em membros de uma mesma família. Em âmbito mundial, a deficiência de iodo na dieta é uma causa muito comum de nódulos.

Devido à presença dos nódulos, a glândula pode adquirir grandes dimensões, causando sintomas compressivos cervicais (falta de ar ou dificuldade para engolir). O câncer de tireoide, principalmente nos estágios iniciais, dificilmente leva a rouquidão. Somente casos avançados costumam levar a alterações na função das cordas vocais.

As principais razões para se realizar a retirada da tireoide (tireoidectomia) é a suspeita de nódulos malignos no local e somente a cirurgia pode dar a certeza se o nódulo é maligno ou não.

A apresentação mais comum do câncer de tireoide é em mulheres de 30 a 50 anos com um nódulo palpável cervical, que pode ser nódulo tireoidiano ou um linfonodo cervical. A frequência em mulheres é duas vezes maior que nos homens.

Alterações da voz

1 em cada 10 pacientes que são operados da glândula tireoide, apresenta alguma alteração temporária na voz, enquanto que 1 em cada 250 paciente, pode evoluir com alterações definitivas. Estas mudanças na voz podem ser rouquidão, dificuldade em alcançar notas agudas ou cansaço ao falar.

Isto ocorre devido à proximidade da glândula com os nervos responsáveis pelos movimentos das cordas vocais. Normalmente estas alterações regridem em algumas semanas, mas podem perdurar por vários meses.

A reabilitação vocal, quando necessária, ocorre através da terapia fonoaudiológica e a melhora do paciente vai depender das condições anatômicas, ou seja, depende do estado das pregas vocais, se existe paralisia ou paresia (diminuição da mobilidade), se é em uma corda ou em ambas, dentre outras alterações.

minhavida

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Só 16,6% fazem mamografia e demanda transforma mutirão em caso de polícia

mamografiaNo último sábado, o Hospital Napoleão Laureano, em parceria com a Rede Feminina de Combate ao Câncer e a ONG Amigos do Peito, realizou um mutirão de atendimento para 300 mulheres, mas apareceram 1.300 e ação social virou um caso de polícia.

Muitas voltaram para casa sem atendimento, algumas buscavam o exame há anos. O detalhe: mensalmente, sobram 600 exames na unidade. No Estado, mais de 300 mil mulheres têm indicação, mas apenas 16,6% fizeram o exame, no ano passado.

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Tereza Lira, diretora assistencial do Hospital Napoleão Laureano afirmou que o número de mulheres que compareceram surpreendeu a organização. Ela relatou que às 7h30, o pátio estava lotado. Ônibus e vans de outros municípios chegaram ainda na noite de sexta-feira. Além deste problema, apenas 10% das mamografias previstas foram realizadas porque o sistema de regulação travou.

A diretora lamentou que muitas mulheres tenham deixado de fazer a consulta, mas esclareceu que a organização cumpriu o que se propôs a fazer. As que tinham prioridade na mamografia e não realizaram o exame serão contactadas pela Regulação.

Segundo ela, tanto consultas quanto prevenção são papel das secretarias municipais, através da atenção básica. O hospital recebe as pacientes com diagnóstico positivo de câncer de mama. O hospital e os parceiros vão estudar com antecedência para organizar melhor o próximo mutirão.

“A grande necessidade a ser avaliada é a efetiva implementação do sistema regulatório dos municípios, que deve assumir o compromisso com suas devidas pactuações e suas mulheres”, destacou Flávia Barbosa, da Área Técnica de Saúde da Mulher, da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Ela afirmou que o mamógrafo de Guarabira está aguardando uma peça que foi comprada para retomar os serviços prestados à população.

Correio vai ter ‘Dia Rosa’

O Outubro Rosa nunca passa em branco no Sistema Correio da Comunicação. Hoje, a partir das 7h30, as funcionárias vão contar com o ‘Dia Rosa’. Será oferecido um café da manhã e, em seguida, uma série de serviços como verificação da pressão arterial, teste de glicemia, fisioterapia, maquiagem, designer de sobrancelhas.

Mas o principal será o atendimento médico-clínico de mastologia, com a realização de exame clínico da mama e orientações sobre o autoexame. O cantor Liss Albuquerque será o responsável pela animação da festa. O evento tem o apoio da Fundação Solidariedade, Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba e Spa das Sobrancelhas.

Lucilene Meireles /Correio da Paraiba

Demanda do consumidor por crédito sobe 1,3% em abril, aponta Serasa

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

O número de pessoas que procurou crédito  no mês de abril foi 1,3% maior que no mês de março. Os dados foram divulgados hoje (16) pela empresa de consultoria Serasa Experian. Em relação a abril do ano passado, que teve menos dias úteis (22 contra 20), a demanda do consumidor caiu 11%. No acumulado dos primeiros quatro meses deste ano, a busca por crédito apresentou queda de 5,3% ante o mesmo período de 2013.

De acordo com os economistas da Serasa, o custo mais alto do crediário, o menor grau de confiança dos consumidores e a aceleração da inflação vêm impactando a disposição dos consumidores em aumentar os níveis de endividamento.

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A alta na busca por crédito em abril ocorreu principalmente entre consumidores com renda mensal até R$ 500 (alta de 2,2% em relação a março). Em seguida, foram registrados crescimentos de 1,4% e 1,2% na demanda por crédito de pessoas que ganham entre R$ 500 e R$ 1.000 mensais e entre R$ 2.000 e R$ 5.000 mensais, respectivamente. Já os consumidores que recebem entre R$ 1.000 e R$ 2.000 por mês e os que ganham mais de R$ 10.000 mensais tiveram aumento de 1,1% na busca por crédito. Segundo a Serasa, o menor avanço mensal (0,9%) foi verificado entre os consumidores que recebem entre R$ 5.000 e R$ 10.000 mensais.

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2014, a maior queda na busca por crédito ocorreu para os consumidores que ganham até R$ 500 por mês – recúo de 13,2% na comparação com o mesmo período de 2013. No segmento dos que ganham entre R$ 5.000 e R$ 10.000 e os que recebem mais de R$ 10.000 mensais a queda foi 9,4% e 9,6%, respectivamente. Já entre os que recebem entre R$ 2.000 e R$ 5.000 o recúo foi 6,1%. A menor queda (-2,3%) foi observada na camada de rendimento entre R$ 1.000 e R$ 2.000 por mês.

Em uma análise regional dos dados, a Serasa Experian aponta que o Nordeste apresentou o maior avanço na busca por crédito em abril ante março: 5,9%. Nas regiões Centro-Oeste, Sul e Norte, as variações mensais foram semelhantes: 3%; 3,1% e 2,7%, respectivamente. Apenas no Sudeste houve recúo de 1,3% na procura por crédito em abril.

A queda da procura por crédito no primeiro quadrimestre foi mais expressiva na região Centro-Oeste (-8,8%), seguida pela Norte (-5,9%). Na região Sudeste, o recuo foi de 5,6% e no Nordeste, a demanda do consumidor por crédito caiu 4,3% no primeiro quadrimestre deste ano. Na região Sul o recuo foi o menor: -3,6%.

Agência Brasil

Demanda por médicos vai orientar abertura de cursos

Portaria que define critérios para autorização de novos cursos de Medicina no país foi feita com base em estudo do Ministério da Saúde

MédicoA autorização para abertura de novos cursos e vagas em Medicina passará a seguir critérios relacionados à demanda por esses profissionais nos serviços de saúde. Portaria publicada nesta semana – Portaria Normativa N° 2– define padrões que o Ministério da Educação vai utilizar na análise dos pedidos. O documento foi elaborado com base em um estudo do Ministério da Saúde que identifica os vazios assistenciais e de formação no país. Entre outros elementos, serão levados em consideração a estrutura dos serviços de saúde dos municípios e a necessidade por médicos.

“Vamos abrir mais cursos e vagas onde realmente precisa: em regiões onde existem poucas oportunidades e que contam com uma rede de saúde suficiente para abrigar esses novos cursos”, explica o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo ele, a disponibilidade de equipamentos de saúde e programas de saúde existentes nos municípios são também critérios importantes para garantir a qualidade da formação dos estudantes.

Segundo o ministro de Educação, Aloizio Mercadante, as escolas de medicina têm de estar associadas à existência de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) e de prontos-socorros, por exemplo. “Se isso for possível em região com baixa oferta de médicos, vamos estimular, mas a prioridade é com a qualidade do curso que vamos ofertar”, afirma Mercadante.

Outro elemento para a autorização de um novo curso é a existência de pelo menos três Programas de Residência Médica em especialidades prioritárias – Clínica Médica, Cirurgia, Ginecologia/Obstetrícia, Pediatria, e Medicina de Família e Comunidade –, de modo a promover também a formação de especialistas nessas localidades onde existe maior demanda por médicos. “Todos os estudos realizados pelo Ministério da Saúde apontam a residência médica como o maior fator de fixação de profissionais. Dessa forma, além de atender a necessidade por mais especialistas, estimularemos os médicos a ficarem nas regiões onde nós mais precisamos”, destaca o ministro Padilha.

As instituições de educação superior também serão analisadas com base na infraestrutura, a partir de uma avaliaçãoin loco. As contempladas precisarão de um conceito mínimo no índice geral de cursos (IGC). Também será avaliada a proporção de vaga em cursos de Medicina por habitante.

 

 

Priscila Costa e Silva, da Agência Saúde

Horário de verão diminuirá demanda de energia entre 5% e 5,5%, estima especialista

O horário de verão, que começa no próximo dia 21 nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e mais o estado da Bahia, trará uma diminuição da demanda de energia nos horários de pico entre 5% e 5,5%, dando maior estabilidade ao sistema elétrico, mas não representará redução da conta de luz para o consumidor.

A avaliação é do professor Reinaldo Castro Souza, do Departamento de Engenharia Elétrica do Centro Técnico Científico da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (CTC-PUC-Rio).

O professor explicou, em entrevista, que a ideia do horário de verão é aproveitar a iluminação solar e diminuir o uso da iluminação artificial. Quanto mais próxima a pessoa está do Hemisfério Sul, mais luz solar tem. O contrário ocorre para quem se encontra próximo ao Equador.

No verão, a ponta do sistema elétrico tende a ficar muito carregada no horário que se estende das 18 horas às 21 horas, principalmente no horário de pico, quando a iluminação pública é ativada e as pessoas vão para suas casas, ligam a televisão e aparelhos de ar condicionado. “A demanda de energia é muito alta nesse período”. Com o horário de verão, não há a coincidência de uso de energia, principalmente de iluminação pública, destacou Reinaldo Castro Souza.

Para os consumidores residenciais, considerados de baixa tensão, o professor explicou que nenhuma melhora na conta, em termos financeiros, é percebida durante o horário de verão. Os consumidores continuam usando energia, mas apenas deslocam esse uso. “Você apenas está ajudando o sistema elétrico brasileiro e o Operador Nacional do Sistema (ONS) a não ter que ligar termelétricas e fazer altas manobras para gerar mais energia”.

Para o sistema, segundo Souza, verifica-se uma redução da demanda. “Há uma queda, nesse período mais crítico, em torno de 5% da demanda. A potência demandada pelos consumidores vai ser menor nesse horário de ponta. As estimativas ao longo dos anos são em torno de 5% a 5,5% de redução de demanda. Mas o consumo praticamente fica o mesmo, principalmente para os consumidores de baixa tensão”. Ressaltou, porém, que a diminuição da demanda é registrada somente nos dias quentes, quando a luminosidade natural é forte. Nos dias nublados e com chuva, a diminuição é zero.

O professor da PUC-Rio disse que para a indústria e o comércio, dependendo da tarifa que têm contratada com a distribuidora, pode haver algum ganho porque vão estar economizando nesse horário de ponta.

Souza insistiu que para a massa de consumidores de baixa tensão essa economia inexiste. O benefício para o consumidor consiste em ter um sistema com menor risco de desabastecimento. “Você passa a ter uma confiabilidade melhor. Ou seja, há mais chances de o seu fornecimento não ter interrupções. A qualidade da energia melhora”, disse.

Agência Brasil