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Pequenos defeitos podem virar enormes prejuízos

Problemas que, a princípio, parecem pequenos, podem se transformar em uma enorme dor de cabeça. Isso porque raramente eles recebem a devida atenção. E, em relação a carros, não é diferente. Em especial quando são freios e pneus. Estes itens essenciais para a segurança foram reprovados em pesquisas feitas pelo Instituto Mapfre de Segurança Viária. E, pior: estão ruins ou abaixo do ideal em mais de 70% dos veículos que circulam pelas cidades brasileiras. Além da questão da segurança, essa falta de cuidado pesa também no bolso. Autoesporte selecionou os exemplos mais comuns de como um “defeitinho” pode virar um grande prejuízo.

Troca da pastilha de freio (Foto: Shutterstock)

Pastilhas de freios

Rodar com problemas no freio pode trazer conseqüências bastante ruins que, muitas vezes, teriam sido evitadas com a simples troca das pastilhas. “Certa vez, um cliente chegou com o carro batido devido às pastilhas gastas. Era um Gol 1.0 e foi preciso trocar desde o radiador e o ar-condicionado até a correia dentada. Foi um caso extremo e, para consertar tudo, ele gastou R$ 7 mil”, relata Wagner Gimenez, dono da oficina Auto Fix Serviços Automotivos, de São Paulo. Se tivesse trocado o jogo de pastilhas, o gasto não teria ultrapassado R$ 150. “Esse é o preço médio de um jogo (instalado) para carros populares. Já para importados, o jogo não costuma custar menos que R$ 600”, diz Gimenez, que completa: “O tipo de colisão mais comum é a traseira e normalmente os prejuízos passam de R$ 2 mil”.

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Correia dentada

Responsável pela conexão do(s) eixo(s) comando(s) de válvulas com o virabrequim, a correia dentada faz a sincronia entre a abertura e fechamento das válvulas – tanto as de admissão como as de exaustão. Entretanto, quando ela se rompe, a movimentação das válvulas fica desordenada e elas podem vir a se chocar com os pistões. Se isso ocorrer, o carro não anda.

O conserto consiste em uma retífica do cabeçote do motor: será preciso substituir as válvulas e guias danificadas, refazer suas sedes (local onde elas são alojadas), com o intuito de garantir o correto assentamento e evitar a passagem de óleo para as câmaras de combustão.

O proprietário do automóvel pode evitar que isso aconteça, trocando a correia a cada 50 mil km (quilometragem definida pela maior parte das montadoras). O serviço completo em um carro popular sai por R$ 200, em média. Entretanto, segundo Gimenez, “se a troca não for feita, o cabeçote estoura e o custo não será menor que R$ 2 mil”. Nos motores multiválvulas, a exemplo de um Fit 1.4 16V, o custo fica em torno de R$ 5 mil. Já propulsores que usam corrente (interna) no lugar da dentada, de borracha (como nos Ford RoCam e BMW), a troca não é necessária.

Lâmpadas

Poucas pessoas pensam em trocar a lâmpada do farol, mesmo quando ela está queimada. Isso pode acabar causando prejuízo muito maior: enquanto uma lâmpada nova custa cerca de R$ 20, o preço da multa por circular com ela queimada é R$ 85. Sem contar o fato de ser considerada uma infração média, que rende ao proprietário do veículo quatro pontos na carteira de habilitação.

Abasteça apenas em postos conhecidos e confiáveis (Foto: Shutterstock)

Gasolina

Um litro de gasolina custa pouco menos que R$ 3 em São Paulo. Mas parar na rua por falta de combustível, além de render multa de R$ 85 e quatro pontos na habilitação, pode ocasionar problemas mais graves. “A constante falta de gasolina pode queimar a bomba de combustível, que não deve rodar seca”, diz José Aurélio, da JF Auto Center. Nessa circunstância o prejuízo é muito maior. “Em um modelo como o Gol 1.0 com injeção, o serviço sai por volta de R$ 350”, avisa o mecânico.


Palhetas ressecadas

Conferir o estado da borracha do limpador de pára-brisa não é um ato dos mais comuns entre os donos de carros. Muitos só lembram dela quando, devido ao seu ressecamento, o vidro já está riscado, comprometendo a visibilidade. Dessa forma, o jeito é trocar tanto a palheta como o vidro. Em um carro mais barato, como os 1.0, os gastos ficam em torno de R$ 320 (R$ 20 pelo par de palhetas e R$ 300 pelo vidro).

Pneus ruins

Não é novidade para ninguém que rodar com pneus carecas é perigoso. Mesmo assim, eles são muito comuns por aí. Uma das causas, talvez, seja o preço de um novo (aro 13” começa em R$ 150), o que leva o dono do carro a adiar a troca: “Para economizar, a maioria das pessoas acaba trocando a ordem dos pneus. Ou seja, colocam os que estão em pior estado atrás e os melhores na frente”, comenta Polidoro. Essa prática, no entanto, pode causar danos ainda piores. Em especial quando o jogo está todo comprometido, o que aumenta a chance de colisões e principalmente, pode tornar o carro inseguro ao rodar na chuva. Evite de utilizar os pneus remoldados: atualmente há enorme gama de pneus asiáticos novos com preços acessíveis e qualidades das mais diversas.

Troca de óleo (Foto: Divulgação)

Óleo

O lubrificante é fundamental para o funcionamento do motor. Mas nem por isso ele é trocado dentro dos prazos recomendados. É difícil achar até mesmo quem verifique o seu nível na freqüência recomendada. E se o óleo estiver velho (mais de um ano no motor) ou muito abaixo do nível máximo da vareta, ele perde suas funções. Ou seja, não irá lubrificar, limpar, proteger e ajudar na refrigeração do propulsor. Em outras palavras, o funcionamento e o tempo de vida útil da máquina ficam comprometidos.

O pior que pode acontecer é o motor fundir e, nesse caso, os gastos passam facilmente de R$ 5 mil, caso de um motor mais simples. Para não correr o risco de tomar esse prejuízo, o melhor é sempre verificar o nível do óleo e fazer a substituição dentro do prazo determinado pela montadora. Embora não seja recomendado, completar o óleo (desde que seja da mesma origem do utilizado, mineral ou sintético) é melhor do que rodar com pouco lubrificante. O preço do litro do lubrificante varia entre R$ 8 e R$ 40.

Não economize com o filtro de óleo. Sua troca deve ser no mínimo intercalada com a do lubrificante.

Água

Outro item fundamental para o funcionamento do propulsor, mas que poucas pessoas se lembram de verificar, é a água: sua falta é uma das principais causas de motores fundidos. “Sem água e fluido, a junta do cabeçote queima e, se continuar a rodar, o motor funde. Para que o carro volte a rodar, o proprietário gasta por volta de R$ 4 mil”, explica Gimenez, que conclui: “O ideal é que o nível da água seja verificado pelo menos uma vez ao mês”. E, claro, não se deve colocar apenas água: há desde fluidos já diluídos na proporção correta, como os concentrados, que devem ser adicionados de água.
 

revistaautoesporte

Bandeira no carro pode acarretar multa, acidentes graves ou defeitos no veículo

Alisson Correia
Alisson Correia

Em clima de Copa do Mundo, os torcedores fazem questão de mostrar a paixão pela Seleção Brasileira espalhando ornamentação pela casa, nas vestimentas ou nos automóveis. O que nem todo mundo sabe é que colocar bandeira nos carros pode acarretar desde multas, até acidentes e defeitos no motor; não só com relação àquelas fixadas no capô, mas também para casos de bandeiras em vidros e até mesmo nas pequenas hastes.

O chefe da oficina da Auto Club Honda em João Pessoa, Francisco Fernandes, explicou quais são os problemas mais comuns que podem ser ocasionados com o uso de bandeiras no carro.

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Segundo ele, se não estiverem seguramente fixadas, aquelas que são colocadas no capô podem se desprender e provocar desde problemas sérios no motor, até mesmo acidentes graves por prejudicar a visibilidade do motorista. “Elas podem subir para o para-brisa e fechar a visão do condutor ou serem engolidas para dentro do capô, causando estragos no motor”, esclareceu.

Outro detalhe que o especialista apontou tem relação com a velocidade. “As bandeiras interferem na aerodinâmica do veículo, diminuindo a força do carro e exigindo que ele gaste mais combustível para alcançar velocidades maiores”, destacou.

No capô, riscos de acidentes, defeitos ou perda de força do carroFoto: No capô, riscos de acidentes, defeitos ou perda de força do carro
Créditos: Alisson Correia

Além dos riscos com bandeiras fixadas no capô, há também observações importantes a serem apontadas para os que as utilizam nas pequenas hastes, que, geralmente, ficam sobre algumas das portas dianteiras.

 

Bandeiras nas hastes também são perigosasFoto: Bandeiras nas hastes também são perigosas
Créditos: Alisson Correia

De acordo com Fernandes, “se alguma haste estiver mal colocada, ela pode se soltar; caso o motorista esteja em velocidade maior que 60 km, a haste que se desprender pode bater em algum pedestre, em outro carro ou condutor de moto, oferecendo riscos sérios de acidentes. Mesmo leve, a haste pode ficar mais pesada na hora do impacto, devido à velocidade do automóvel da qual ela se desprendeu”. Sobre a bandeirinha, ele reforçou que “se ela se soltar da haste e for levada pelo vento, pode atrapalhar a visibilidade de outros condutores no trânsito, levando, novamente, à questão dos acidentes”.

Além desses problemas, se o motorista fixar uma bandeira em local do carro que o impeça de ter visibilidade no trânsito, trata-se de uma infração grave, na qual ele pode ser punido com multa de R$ 127,69 e ter o carro recolhido se for flagrado em uma fiscalização do Batalhão de Policiamento de Trânsito na Paraíba (BPTran). O Código de Trânsito Brasileiro determina, conforme o artigo 230, inciso 15, que é “proibido conduzir veículo com inscrições, adesivos, legendas e símbolos de caráter publicitário afixados ou pintados no para-brisa e em toda a extensão da parte traseira do veículo”.

Se flagrado, condutor deste veículo pode ser multadoFoto: Se flagrado, condutor deste veículo pode ser multado
Créditos: Alisson Correia

Táxis

A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob) divulgou a Portaria Nº 026/2014, na qual estabelece regras para que os táxis da frota da Capital utilizem bandeiras nos carros, mas de forma segura e padronizada.

Semob estabelece padrões para os táxisFoto: Semob estabelece padrões para os táxis
Créditos: Divulgação/Semob

Conforme o artigo 2º, “fica ainda permitido o uso de bandeiras em tecido, com haste plástica, medindo aproximadamente 30×15 cm, fixadas em suporte adequado para os vidros dos automóveis”.

Caso o taxista descumpra o que foi estabelecido na Portaria, ele deverá “comparecer à vistoria da Semob no prazo máximo de 24h para regularização, sob pena de serem autuados conforme legislação em vigor”.

Como consta no documento, “os veículos que deixarem de atender ao Caput deste artigo, poderão ser apreendidos e liberados apenas após a regularização, sem prejuízo das sanções previstas em regulamento próprio”.

 

portalcorreio

Casamento pode revelar defeitos que parceiros não percebiam durante o namoro

Transformar uma pessoa carinhosa, por quem nos apaixonamos, em marido ou mulher continua sendo o caminho mais natural para muita gente. No entanto, dividir o mesmo teto não significa romance eterno. Pior: em alguns casos, o parceiro acaba mostrando um lado nada atraente, o que desperta a questão: “Foi com essa pessoa que eu me casei?”.

Há uma explicação para tamanha transformação: a atração inicial acontece, principalmente, inconscientemente. “Durante o namoro, em especial em seu início, existe a tendência em mostrarmos o que temos de melhor. Ou seja, agimos de maneira que, no nosso entendimento, o outro gostaria que agíssemos”, explica a psicóloga Juliana Morillo, especialista em terapia familiar e de casal pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica).

Para a psicóloga Marcella Almeida, da Clínica de Especialidades Integrada, muitas razões podem nos impedir de notar as verdadeiras características de um parceiro. “A mais comum é a necessidade de, durante o relacionamento, só enxergarmos aquilo que se deseja e criar uma fantasia ideal do ser amado, baseado no amor romântico”, diz. Por isso, ela afirma que a fase do namoro é fundamental para que um conheça bem o outro, as família e suas histórias. “Quando você percebe na pessoa amada algo divino, mesmo que os amigos e os parentes não vejam o mesmo, é uma boa dica para avaliar se estamos ou não fantasiando”, diz.

Além disso, ao iniciar um romance, buscamos características no outro que, por razões pessoais, são desejáveis e importantes existir. “É natural começar uma relação com a visão ofuscada pela empolgação de estar com alguém que nos atrai”, diz Juliana. Portanto, não se pode afirmar que uma pessoa omite más qualidades, afinal, o outro também não as quer enxergar. “Os defeitos e as virtudes já estavam ali, só não foram avaliados por quem idealizou algo diferente ou alimentou a crença de que alguma característica poderia ser mudada”, afirma a psicóloga Triana Portal.

O perfil real de uma pessoa só é realmente descoberto quando o casal passa por uma situação de estresse, segundo o psicólogo Maurício Pinto. “Com o tempo e de acordo com as circunstâncias, as pessoas podem mudar para melhor ou para pior, e é fundamental estar preparado para isso”, diz.

Convivência significa intimidade, o que faz com que você mostre quem realmente é. Com qualidades, aquelas que fizeram o outro se apaixonar, mas com defeitos também, não tão apaixonantes assim.

Uol