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Jornalistas pernambucanos decretam estado de greve em expressiva assembléia

 

Reunidos numa expressiva Assembléia Geral Ordinária (AGO) que lotou o auditório do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas Editoriais, Jornais, Revistas, Envelopes, Cartonagem, Serigrafia e Formulários Contínuos do Estado de Pernambuco (Sindicato dos Gráficos), jornalistas de jornais e emissoras de rádio e TV deflagraram Estado de Greve. Exatos 83,3% dos presentes votaram pela decretação e pela adoção de mecanismos de presão mais contundentes e públicos para pressionar as empresas a negociarem. “Aceitar a postura das empresas sem reagir é abrir mão do respeito próprio. É preciso se fazer respeitar a categoria”, disse a presidenta do Sinjope, Cláudia Elloi.
O resultado só não foi excelente porque enquanto 100 de 120 profissionais aprovaram o indicativo da Diretoria do Sinjope, houve uma abstenção (0,84%) e 19 (15,83%) votos contrários. No entanto, para a presidenta Cláudia Eloi o importante foi a quantidade de profisxsionais presentes e o resultado expressivo que respalda o posicionamento da Diretoria. “Esses números eu não esqueço”, destacou. Diretores também avaliaram ter ficado evidente a pressão patronal na medida em que transportaram profissionais, mas nem assim se conseguiu desmobilizar a categoria.
Números Positivos Outros números que não devem ser esquecidos foram citados na AGO para confrontar o falacioso discurso das empresas de que estariam vivendo uma “crise”, inclusive com fechamento de jornais do sistema Asociados, e de que essa seria a perspectiva pelos próximos dois anos. Diretor da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Osnaldo Moraes destacou que os jornais dos Associados na Paraíba (Diario da Borborema e O Norte) e no Rio Grande do Norte (Diario de Natal/O Poti) fecharam por questões de gestão. Além disso duas referências das empresas para autopromoção, o jornal Meio&Mensagem e o Ibope registraram crescimento de faturamento no primeiro semestre na casa dos 10%. Afora esses indicativos, as empresas de comunicação já amealharam os lucros das eleições.
Como se não bastasse tudo isso, o Dieese informa que a maioria das categorias conseguiram ganho real nas negociações, com reajustes que variam de 8 a 10%. Algo que já havia sido destacado pelo mediador das negociações na Procuradoria Regional do Trabalho da 6ª Região (PRT6), procurador Fábio Farias. Considerando, ainda, o crescimento excepcional do Estado, não tem como as empresas de comunicação alegarem que apenas elas não têm competência para capitalizar ganhos nos cenários estadual, regional e nacional. Tudo referenda um grande “não” à proposta de fechar a Campanha Salarial 2012 com o mero repasse do menor índice de apuração da inflação, os 5,4% do INPC.
Salário 10, abuso zero! Na última rodada de negociação a Diretoria do Sinjope propôs um pacote básico que inclui Piso Salarial de R$ 1.650,00 para a jornada normal de cinnco horas/dia (já celebrado com a Companhia Editora de Pernambuco-Cepe); reajuste salarial de 10%; auxílio-refeição para dias ou empresas em que não houver oferta de refeições; respeito ao limite legal da jornada de Jornalista, de sete horas/dia; e ainda considerou a possibilidade de manter a compensação de jornada (“banco de horas”), condicionada à não diluição das jornadas de sábado nos demais dias da semana, algo que já ocorre nas emnpresas do sistema AssociadosPE.
Com a decisão da AGO desta quarta-feira, Jornalistas se equiparam em situação aos gráficos, que já deflagraram estado de greve e iniciaram movimentações para paralisar empresas escolhidas estrategicamente. Com essa ação, avançam na celebração de Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) com reajustes acima de 8%. Mais um fato que coloca por terra os discursos das empresas.
Denúncia Pública Gráficos e Jornalistas estão unidos na Intercom – Intersindical da Comunicação, que também agrega publicitários e radialistas. Como a postura intransigente é a mesma para todos, segundo afirmaram os mesmos representantes patronais, a perspectiva é de união maior para enfrentar os abusos. Diretores do Sinjope retornam à mesa de negociações da PRT6 na próxima segunda-feira, 29/10, às 11 horas. Encerrada a AGO, foram iniciados os preparativos para as ações programadas para denúncia pública das empresas caso não haja um posicionamento digno para celebração de acordo.
Dalmo Oliveira

Estudantes de Odontologia da UEPB decretam greve

Na manhã da sexta-feira, 31 de agosto de 2012, os alunos do curso de odontologia do Campus da UEPB de Araruna, resolveram decretar greve no curso por tempo indeterminado.

O pontapé inicial da greve foi dado pelo 4º e 5º período, que convidam os demais alunos para aderirem à greve também.

Os grevistas reinvidicam melhoria no curso, clínicas e laboratórios que atualmente não tem sua estrutura instalada no campus. Os alunos exigem uma posição da Reitoria da Universidade Estadual da Paraíba.

A sensação vivenciada pelos alunos do curso de Odontologia é de total desamparo e falta de compromisso com a qualidade do curso oferecido.

Ascom

Servidores da UFPB decretam greve a partir do próximo dia 11

Os servidores da Universidade Federal da Paraíba anunciaram indicativo de greve para o próximo dia 11 de junho. A decisão foi tomada por unanimidade em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior do Estado da Paraíba (Sintes-PB), no Centro de Vivência da instituição, segundo a diretora de administração e de patrimônio da entidade, Evanilda dos Santos Silva.

Ainda de acordo com Evanilda, uma nova assembleia será feita no dia 11 para deflagrar a greve. O Sintes-PB vai realizar uma mobilização nos dias 3 e 4, quando acontece uma plenária nacional do movimento em Brasília, mas os locais ainda não foram definidos.

No dia 6, haverá uma paralisação no Hospital Universitário Lauro Wanderley, o chamado ‘Abraço no HU’. “A paralisação é em relação à Medida Provisória 568, que reduz o salário dos médicos e estaciona a insalubridade em valor fixo”, explicou a diretora.

A categoria reivindica reajuste salarial com piso diferenciado de três salários mínimos, concurso público, reajuste em benefícios como vale alimentação, vale transporte e auxílio creche, e ainda pede que a administração do HU não seja assumida por uma empresa privada. A marcação de consultas para o mês de julho também foi suspensa no hospital devido à greve dos servidores.

E as consultas marcadas para o período de 11 a 19 de junho serão remarcadas.

IBGE

Ainda atendendo o indicativo nacional para a greve geral dos servidores federais, os funcionários das agências do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Paraíba decidiram, em uma assembleia realizada na última terça-feira, paralisar as atividades durante todo o dia de hoje e aderir ao movimento grevista previsto para começar no próximo dia 11.

De acordo com a assessora de comunicação do sindicato dos servidores do instituto, Renata Longo, os servidores seguem a pauta nacional e reivindicam aumento salarial, cumprimentos de acordos firmados com o governo, plano de cargo e carreira e realização de concurso público. “Vamos acompanhar as negociações entre o comando nacional e governo. Mas a adesão entre os servidores da Paraíba foi unânime e a previsão é que a categoria entre em greve por tempo indeterminado”, disse a assessora.

Os servidores do IBGE realizarão ainda uma nova assembleia no dia 6 de junho para avaliar as negociações e confirmar a participação na greve nacional. Durante as paralisações, e se a greve for confirmada, todas as atividades do instituto ficarão paralisadas, inclusive a Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar, que deve ficar com o prazo de entrega atrasado.

Com Jornal da Paraíba