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STF decide hoje se servidor terá redução de salário e de carga horária

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve votar, nesta quarta-feira, a constitucionalidade de artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Entre os trechos que foram questionados, está o artigo 23 da lei, que permite a redução da carga horária e dos salários de servidores, caso os estados ultrapassem o limite de gastos permitido com a folha de pagamento. A norma está suspensa por liminar. O atual relator desse processo é o ministro Alexandre de Morais.

A votação estava prevista para o último dia 6 de junho, mas a sessão estourou o tempo previsto para a análise da pauta do dia. Com isso, foi necessário fixar uma nova data.

Na última sessão realizada sobre o tema, em fevereiro, a Advocacia Geral da União (AGU) foi favorável à redução dos vencimentos dos servidores. A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a LRF, mas pediu a inconstitucionalidade do corte nos salários.

O artigo 23 da LRF prevê que, se os estados comprometerem mais de 60% de suas receitas com despesas de pessoal, podem reduzir a jornada de trabalho de funcionários públicos e cortar salários, proporcionalmente.

Este e outros trechos da lei foram contestados por ações de diversos órgãos públicos e estão suspensos desde 2007 por decisão liminar.

A LRF entrou em vigor em 2000 e determina que os estados não podem exceder o limite de 60% da relação entre despesa com pessoal e a receita disponível para gastos.

Há ainda um limite de alerta, de 44%. Mas muitos estados burlam essas regras adotando metodologias diferentes para contabilizar despesas com pessoal, com o aval dos tribunais de contas estaduais. Alguns estados, por exemplo, não colocam gastos com pensionistas nessa rubrica.

Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo

Fonte: O Globo

 

 

Bolsonaro decide revogar decreto que facilita porte de arma de fogo e edita outros três

O presidente Jair Bolsonaro revogou dois decretos assinados em maio que facilitaram o porte de armas de fogo. No lugar, o presidente editou três novos decretos e enviou um projeto de lei ao Congresso Nacional sobre o mesmo tema.

Bolsonaro editou, em maio, dois decretos sobre posse e porte de armas de fogo e uso de munições. O pacote de mudanças foi alvo de críticas e, na semana passada, o plenário do Senado aprovou parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que pede a suspensão dos decretos.

Além disso, estava previsto para esta quarta (26) a análise, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de um pedido para anular os decretos.

A informação sobre a revogação e sobre os novos decretos foi dada pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, em reunião com senadores na tarde desta terça-feira (25), segundo apurou a TV Globo.

Na manhã desta terça o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, havia afirmado que o presidente não revogaria os decretos.

Mais tarde nesta terça, porém, foi publicada uma edição extra do “Diário Oficial da União” que oficializou o recuo do governo.

A publicação trouxe a revogação dos decretos sobre armas e munições editados por Bolsonaro em maio e que tiveram parecer do Senado pela suspensão. Além das revogações, o governo editou três novos decretos sobre o tema.

  • Decreto 9.844: regulamenta lei sobre a aquisição, o cadastro, o registro, o porte e a comercialização de armas de fogo e de munição e sobre o Sistema Nacional de Armas e o Sistema de Gerenciamento Militar de Armas
  • Decreto 9.845: regulamenta lei sobre a aquisição, o cadastro, o registro e a posse de armas de fogo e de munição.
  • Decreto 9.846: regulamenta lei sobre o registro, o cadastro e a aquisição de armas e de munições por caçadores, colecionadores e atiradores.

Projeto de Lei

O “Diário Oficial” ainda trouxe mensagem do presidente na qual ele informa que encaminhou ao Congresso um projeto de lei que altera a legislação sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munições, sobre o sistema nacional de armas e definições de crimes.

Até a última atualização desta reportagem, o governo não havia divulgado o conteúdo do projeto de lei enviado ao Congresso.

Em uma rede social, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), informou que, segundo Onyx, o projeto de lei enviado pelo governo tratará sobre a posse de arma de fogo na zona rural.

O direito ao porte é a autorização para transportar a arma fora de casa. É diferente da posse, que só permite manter a arma dentro de casa.

Senado derruba o decreto de armas de Jair Bolsonaro por 47 votos a 28

Senado derruba o decreto de armas de Jair Bolsonaro por 47 votos a 28

Presidente da Câmara

Para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a decisão do governo de revogar os decretos com regras sobre armas e editar novas normas aponta que o governo compreendeu que é o “melhor caminho”.

“Nós conversamos nos últimos dias que o melhor encaminhamento era um bom acordo, que preservasse aquilo que é constitucional no decreto. Que aquilo que não couber no decreto, que o governo encaminhasse por projeto de lei. Eu acho que o governo compreendeu que é o melhor caminho, para que não pareça que é um movimento contra o governo, contra aqueles que defendem o uso de arma, mas é um tema muito difícil, muito polêmico”, disse Maia.

Cronologia

Relembre a cronologia dos decretos:

  • 7 de maio: Bolsonaro edita o primeiro decreto sobre porte de armas;
  • 8 de maio: Rede aciona o STF e pede a anulação do decreto;
  • 10 de maio: Técnicos da Câmara dizem que decreto tem ilegalidades;
  • 15 de maio: Ministério Público aciona a Justiça Federal e pede suspensão do decreto;
  • 16 de maio: Ministro Sérgio Moro (Justiça) diz que, se houver ‘invalidade’ no decreto, revisão cabe ao STF ou ao Congresso;
  • 22 de maio: Bolsonaro recua e publica novo decreto;
  • 23 de maio: Rede aciona de novo o STF e diz que novo decreto é inconstitucional;
  • 5 de junho: AGU diz ao Supremo que decreto ‘vai ao encontro da vontade popular’;
  • 12 de junho: CCJ do Senado aprova relatório que pede a suspensão dos decretos sobre armas;
  • 14 de junho: Senador contrário ao decreto de armas diz receber ameaças e registra ocorrência na polícia;
  • 18 de junho: Bolsonaro pede a parlamentares manutenção dos decretos;
  • 18 de junho: Ministro da Casa Civil diz que governo ‘recuperou’ direito do cidadão à legítima defesa;
  • 18 de junho: plenário do Senado aprova parecer que pede suspensão dos decretos; proposta segue para a Câmara.
  • 25 de junho: Bolsonaro revoga dois decretos publicados em maio e edita outros três sobre o tema.

 

G1

 

 

Presidente do TCE apresenta programa Decide na Câmara de Solânea 

O presidente da Câmara Municipal de Solânea, vereador Flávio Evaristo, está convidando toda a população para participar de uma sessão especial, onde o presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Arnóbio Viana, fará a apresentação do programa DECIDE (Defesa do Estatuto das Cidades).

O projeto propõe a formação de um fundo comum com o qual as prefeituras poderão fornecer projetos de arquitetura voltados para famílias de baixa renda, fruto de uma parceria entre os Poderes Executivo e Legislativo e o Tribunal de Contas do Estado.

A sessão especial vai acontecer nesta terça-feira (04) às dez horas da manhã na Câmara Municipal.

 

Ascom-CMS

 

 

Réus da Operação Gabarito vão ser julgados pela Justiça Federal, decide STJ

Relatório da Operação Gabarito (Foto: Lucas Sá/Polícia Civil da Paraíba)
Relatório da Operação Gabarito (Foto: Lucas Sá/Polícia Civil da Paraíba)

O julgamento dos réus envolvidos em fraudes de concursos, no esquema criminoso desarticulado pela Operação Gabarito, passou a ser responsabilidade da Justiça Federal na Paraíba (JFPB), conforme decidiu o Superior Tribunal de Justiça (STJ) no fim da tarde desta sexta-feira (2). Da decisão, ainda cabe recurso.

A Operação Gabarito desarticulou uma organização criminosa tratada como “empresa” pelos mais de 82 suspeitos envolvidos, sendo 31 já presos pela polícia. O grupo fraudou concursos em pelo menos 15 estados, aprovou mais de 500 pessoas e movimentou R$ 29 milhões em 12 anos de atuação.

Em dezembro de 2017, a 16ª Vara Federal (Exclusiva Penal) havia reconhecido a sua incompetência para julgar duas ações penais decorrentes da Operação Gabarito, com o entendimento de que os fatos abrangidos em duas das ações penais diziam respeito às supostas fraudes cometidas em âmbito estadual: uma para preenchimento de vaga no curso de medicina em uma faculdade particular de João Pessoa por meio do Enem e outra para o Ministério Público do Rio Grande do Norte.

Uma terceira investigação, instaurada pela Polícia Civil, havia sido remetida pela juíza federal Cristiane Mendonça Lage para tramitação no Ministério Público Federal (MPF) e na Polícia Federal (PF), para apurar fatos criminosos que envolvessem órgãos federais. Ao remeter o Inquérito Policial, a magistrada entendeu ser necessário aprofundar a investigação sobre possíveis fraudes a concursos públicos das esferas federal e estadual, neste último caso, desde que conexas com fraudes a concursos federais, quando, então, ocorreria a competência da Justiça Federal para o processamento de futura ação penal.

A decisão da juíza federal Cristiane Lage ocorreu após a 4ª Vara Criminal da Justiça Estadual ter declinado a competência nos três processos para a Justiça Federal, identificando a possibilidade de os investigados terem atuado em concursos federais.

Operação Gabarito

A ação desarticulou uma organização criminosa tratada como “empresa” pelos suspeitos envolvidos. Em quatro fases, foram 31 pessoas presas pela polícia, incluindo dois irmãos que são considerados os chefes da organização pela polícia. O grupo fraudou concursos em pelo menos 15 estados, aprovou mais de 500 pessoas e movimentou R$ 29 milhões em 12 anos de atuação.

Além dos 98 concursos públicos municipais, estaduais e federais onde foram identificados indícios de fraude pelos suspeito, o titular da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) de João Pessoa ainda disse que os criminosos já tinham uma agenda de concursos a serem fraudados em 2017 e 2018, incluindo o Enem 2017, cujas provas do primeiro dia foram aplicadas no domingo (5).

Os concursos teriam sido fraudados por um esquema criminoso que vendia um “kit completo de aprovação” por até 10 vezes o valor do salário pretendido para o cargo.

G1

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STF decide que parlamentar não pode ser afastado sem aval do Congresso

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (11) que deputados e senadores não podem ser afastados do mandato por meio de medidas cautelares da Corte sem aval do Congresso. A conclusão foi definida com voto decisivo da presidente do STF, Cármen Lúcia. O julgamento foi finalizado em 6 votos a 5.

A decisão deverá ser aplicada no caso do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que recorreu da medida adotada pela Primeira Turma, na última semana de setembro. Por 3 votos a 2, o colegiado determinou o afastamento dele do mandato e seu recolhimento noturno em casa. No entanto, a decisão não é automática, e ainda não foi definido como será decidida na Corte.

Após cerca de 10 horas de julgamento, os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Celso de Mello votaram pela possibilidade de afastamento sem autorização da Câmara dos Deputados ou do Senado. Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e a presidente, Cármen Lúcia, votaram pela necessidade de aval do Legislativo.

A Corte julgou durante a tarde uma ação direta de inconstitucionalidade protocolada pelo PP e pelo PSC, que entendem que todas as medidas cautelares diversas da prisão previstas no Código de Processo Penal (CPP) precisam ser referendadas em 24 horas pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado quando forem direcionadas a parlamentares. Entre as previsões está o afastamento temporária da função pública. A ação foi protocolada no ano passado, após a decisão da Corte que afastou o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do mandato.

Agência Brasil

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STJ decide que desacato a autoridade não é mais crime

protestaoA Quinta Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu nesta quinta-feira (15) que desacato a autoridade não pode ser considerado crime porque contraria leis internacionais de direitos humanos.

Os ministros votaram com o relator do caso, Ribeiro Dantas. Ele escreveu em seu parecer que “não há dúvida de que a criminalização do desacato está na contramão do humanismo porque ressalta a preponderância do Estado –personificado em seus agentes– sobre o indivíduo”.

“A existência de tal normativo em nosso ordenamento jurídico é anacrônica, pois traduz desigualdade entre funcionários e particulares, o que é inaceitável no Estado Democrático de Direito preconizado pela Constituição Federal de 88 e pela Convenção Americana de Direitos Humanos”, acrescentou.

Segundo o artigo 331 do Código Penal, é crime “desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela”. A pena prevista é seis meses a dois anos de detenção ou multa.

Origem da decisão

A decisão tomada hoje pelos ministros do STJ teve origem em um recurso especial da Defensoria Pública contra a condenação de um homem pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo a mais de cinco anos de prisão por roubar uma garrafa de conhaque, desacatar policiais militares e resistir à prisão. Os ministros da Quarta Turma do STJ anularam a condenação por desacato.

Em seu relatório, o ministro Dantas afirmou que “a Comissão Interamericana de Direitos Humanos já se manifestou no sentido de que as leis de desacato se prestam ao abuso, como meio para silenciar ideias e opiniões consideradas incômodas pelo establishment, bem assim proporcionam maior nível de proteção aos agentes do Estado do que aos particulares, em contravenção aos princípios democrático e igualitário”.

Por fim, o relator observou que a descriminalização da conduta não significa que qualquer pessoa tenha liberdade para agredir verbalmente agentes públicos.

“O afastamento da tipificação criminal do desacato não impede a responsabilidade ulterior, civil ou até mesmo de outra figura típica penal (calúnia, injúria, difamação etc.), pela ocorrência de abuso na expressão verbal ou gestual ofensiva, utilizada perante o funcionário público”.

Uol

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STJD decide arquivar denúncia do Inter no ‘caso Victor Ramos’

AFP PHOTO / Heuler Andrey
AFP PHOTO / Heuler Andrey

A Procuradoria do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) decidiu não acolher o pedido do Internacional e arquivou o processo contra o Vitória, por causa de suposta irregularidade na transferência e inscrição do zagueiro Victor Ramos. A medida foi informada nesta quinta-feira (8) ao clube gaúcho, que apresentou petição na semana passada e pedia que o time baiano fosse punido com perda de pontos no Campeonato Brasileiro.

Em contato com o UOL Esporte, o vice-presidente do Vitória, Manoel Matos, afirmou já ter conhecimento do arquivamento e disse esperar dignidade do Internacional. “Vamos aguardar se o Internacional ainda insistirá buscando mais recursos. Espero que tenham a dignidade de deixar a competição terminar de forma digna”.

Questionado sobre o caso, o Internacional afirmou que se manifestará apenas na sexta-feira (9), por meio de nota oficial.

Na quarta-feira, Vitória e departamento de registros da CBF atenderam pedido da Procuradoria do tribunal e enviaram documentos da transferência de Victor Ramos. O zagueiro está emprestado pelo Monterrey-MEX desde fevereiro.

Uma semana atrás, o Internacional entregou documentos alegando má-fé do Vitória, afronta à Fifa e erro crasso da CBF no processo de transferência e inscrição de Victor Ramos. Na peça, o clube gaúcho ainda informou que havia um procedimento em andamento na entidade máxima do futebol para apurar detalhes do caso.

O Vitória apresentou e-mail recebido da Fifa, onde afirma que a investigação do caso foi encerrada e a condição de Victor Ramos é considerada regular. Antes, o clube baiano definiu como “desespero” do Internacional a demanda na justiça desportiva. Mas mesmo assim, a equipe de Salvador contratou Marcos Motta, advogado esportivo que representa Neymar, para atuar em sua defesa.

Após a notificação ao Vitória e departamento de registros da CBF, o Inter anexou outra prova ao seu pedido. Cópias de e-mails de Reynaldo Buzzoni, diretor da CBF, e Edson Vilas Boas, dirigente do clube baiano.

Os e-mails mostram Buzzoni esmiuçando os trâmites necessários ao Vitória para registrar o jogador, emprestado pelo Monterrey-MEX e que em 2015 esteve no Palmeiras. Depois da conversa preliminar, o representante da CBF aconselha o clube baiano a pedir ajuda à Fifa.

“Esse caso vai ser em validação de exceção e vai demorar a ser aprovado, mas no final será aprovado”, escreveu Buzzoni na nota.

*Colaborou Marcello de Vico

Uol

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STF decide que aborto nos 3 primeiros meses de gravidez não é crime

stfA Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (29) descriminalizar o aborto no primeiro trimestre da gravidez. Seguindo voto do ministro Luís Roberto Barroso, o colegiado entendeu que são inconstitucionais os artigos do Código Penal que criminalizam o aborto. O entendimento, no entanto, vale apenas para um caso concreto julgado pelo grupo nesta terça.

A decisão da Turma foi tomada com base no voto do ministro Luís Roberto Barroso. Para o ministro, a criminalização do aborto nos três primeiros meses da gestação viola os direitos sexuais e reprodutivos da mulher, o direito à autonomia de fazer suas escolhas e o direito à integridade física e psíquica.

No voto, Barroso também ressaltou que a criminalização do aborto não é aplicada em países democráticos e desenvolvidos, como os Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido e Holanda, entre outros.

“Em verdade, a criminalização confere uma proteção deficiente aos direitos sexuais e reprodutivos, à autonomia, à integridade psíquica e física, e à saúde da mulher, com reflexos sobre a igualdade de gênero e impacto desproporcional sobre as mulheres mais pobres. Além disso, criminalizar a mulher que deseja abortar gera custos sociais e para o sistema de saúde, que decorrem da necessidade de a mulher se submeter a procedimentos inseguros, com aumento da morbidade e da letalidade”, decidiu Barroso.

Apesar de admitir a descriminalização do aborto nos três primeiros meses, Barroso entendeu que a criminalização do procedimento pode ser aplicada a partir dos meses seguintes.

“A interrupção voluntária da gestação não deve ser criminalizada, pelo menos, durante o primeiro trimestre da gestação. Durante esse período, o córtex cerebral – que permite que o feto desenvolva sentimentos e racionalidade – ainda não foi formado, nem há qualquer potencialidade de vida fora do útero materno. Por tudo isso, é preciso conferir interpretação conforme a Constituição aos Artigos 124 e 126 do Código Penal, para excluir do seu âmbito de incidência a interrupção voluntária da gestação efetivada no primeiro trimestre”, disse Barroso.

Prisões

O caso julgado pelo colegiado tratava da revogação de prisão de cinco pessoas detidas em uma operação da polícia do Rio de Janeiro em uma clínica clandestina, entre elas médicos e outros funcionários. Os cinco ministros da Primeira Turma votaram pela manutenção da liberdade dos envolvidos. Rosa Weber, Edson Fachin acompanharam o voto de Barroso. No entanto, Marco Aurélio e Luiz Fux não votaram sobre a questão do aborto e deliberaram apenas sobre a legalidade da prisão.

Agência Brasil

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Dudu decide contra o Botafogo, e Palmeiras fica mais perto do título

O Palmeiras fez a sua parte na tarde deste domingo e venceu o Botafogo por 1 a 0, no Allianz Parque, com gol de Dudu. Porém, o torcedor alviverde ainda terá de esperar para soltar o grito de campeão, já que o Santos não foi derrotado – empatou com o Cruzeiro – e deixou o título do Campeonato Brasileiro, com mais duas rodadas pela frente, ainda em aberto.

Porém, a conquista ficou bem mais perto neste domingo. Com o tropeço do Flamengo, que empatou por 2 a 2 com o Coritiba, o time alviverde, que soma 74 pontos, está a apenas um empate do título. O Santos só pode alcançar 74 pontos, e o Flamengo, a 73.

O Botafogo, por sua vez, vê a vaga na Libertadores cada vez mais ameaçada. Mas ainda assim, com 55 pontos, na sexta colocação, segue dependendo apenas de suas forças para se garantir na próxima edição do torneio sul-americano.

O melhor: Dudu

Daniel Vorley/AGIF

Já no primeiro tempo foi a principal arma ofensiva do Palmeiras – ao lado de Moisés – com boas assistências e chutes perigosos. Continuou bem na etapa final e abriu o placar depois de uma jogada iniciada e encerrada por ele. Fez seu sexto gol no Brasileiro.

O pior: Dudu Cearense

Não se encontrou em campo. Teve dificuldades para encontrar os jogadores do Palmeiras e chegou a se irritar no primeiro tempo fazendo uma falta dura em Dudu. Também não apareceu tanto no ataque e acabou substituído no início do segundo tempo.

Artilheiro isolado do Allianz Parque

Com o gol marcado neste domingo, Dudu se isolou na artilharia do Allianz Parque, que completou dois anos no último sábado. Ele chegou a 12 tentos e deixou para trás Rafael Marques, Cristaldo e Gabriel Jesus, todos com 11.

Segundo tempo eletrizante

Friedemann Vogel/Getty Images

O primeiro tempo foi bom, mas o segundo começou de forma eletrizante no Allianz Parque. Com o Botafogo até pressionando o Palmeiras em alguns momentos, os dois times proporcionaram boas chances de gol quase a todo momento. O jogo mudou de cara quando Dudu abriu o placar, aos 17min, já que os dois times passaram a adotar outra postura.

Melhora do Bota faz bem ao Palmeiras

O gol palmeirense saiu em um momento da partida em que o Botafogo estava melhor em campo. Bom para o time alviverde, que aproveitou o espaço na defesa da equipe carioca e, em um contra-ataque armado por Dudu, chegou ao tento da vitória.

Mina deixa campo com 11min

Mina tentou, mas conseguiu ajudar o Palmeiras apenas por 11 minutos. O zagueiro colombiano, que era dúvida ao longo da semana, voltou a sentir a lesão na coxa e deixou o campo mais cedo, arrasado. Pouco depois, passou mal e até precisou ser medicado. Thiago Martins entrou em seu lugar.

PALMEIRAS 1X0 BOTAFOGO

Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data: 20 de novembro de 2016 (domingo)
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva e Bruno Raphael Pires (ambos de GO)
Público e renda: 39.690 presentes/R$ 3.174.042,74
Cartões amarelos: Emerson Silva, Sassá, Joel Carli e Fernandes (BOT)
Cartão vermelho: Leandrinho(BOT)
Gol: Dudu, aos 17min do segundo tempo

PALMEIRAS
Jaílson, Jean, Mina (Thiago Martins), Vitor Hugo e Zé Roberto; Tchê Tchê (Gabriel), Moisés e Cleiton Xavier (Alecsandro); Róger Guedes, Dudu e Gabriel Jesus
Técnico: Cuca.

BOTAFOGO
Sidão, Emerson, Joel Carli, Emerson Silva e Diogo Barbosa; Dudu Cearense (Sassá) e Rodrigo Lindoso; Alemão (Fernandes) (Leandrinho), Camilo e Neílton; Rodrigo Pimpão
Técnico: Jair Ventura

Uol

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Thalles decide, Vasco volta a vencer fora e fica mais perto do acesso

Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br
Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

O Vasco deu na tarde deste sábado mais um passo em direção à elite do futebol brasileiro. Pressionado pelos últimos resultados (três derrotas em quatro jogos), o time carioca voltou a jogar bem e contou com a estrela de Thalles para bater o Paraná por 1 a 0 em Cariacica, em jogo válido pela 32ª rodada da Série B.

Mais importante que colocar o Vasco novamente na cola do Atlético-GO, que ainda entre em campo neste sábado, a vitória deixa o time carioca com 57 pontos, a seis do quinto colocado, com apenas mais seis rodadas pela frente. Um resultado para deixar o acesso ainda mais próximo.

O Paraná, por sua vez, segue estacionado nos 36 pontos e perde a oportunidade de se afastar de vez da zona de rebaixamento – que continua a seis pontos de distância.

Agora, o Vasco volta aos gramados na próxima quarta-feira, quando recebe o concorrente direto Avaí em São Januário, às 21h45, pela 33ª rodada da Série B. O Paraná joga dois dias depois, sexta-feira, contra o Bragantino, no Durival de Britto.

Thalles decide em cinco minutos

Thalles precisou de cinco minutos para balançar as redes em Cariacica. Ele foi a campo aos 14min na vaga de Júnior Dutra. Em seu primeiro lance, ganhou uma dividida e deixou Nenê em condições de finalizar. Na jogada seguinte, não perdoou. Após cruzamento de Júlio César, ele dominou com tranquilidade e finalizou com categoria no canto para abrir o placar, aos 19min.

Júnior Dutra não aproveita chance

Júnior Dutra ganhou mais uma chance de mostrar serviço no time titular do Vasco, mas não aproveitou. Até começou bem, mas depois caiu de produção e acabou substituído justamente por Thalles, que acabou decidindo a partida a favor do Vasco.

Será que não vai entrar?

Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

Com a dupla de criação Nenê/Andrezinho funcionando, o Vasco conseguiu criar uma série de oportunidades na etapa inicial. O que não estava funcionando, porém, era a conclusão. Só Douglas Luiz teve três ótimas chances, uma delas incrivelmente perdida pelo volante depois de um rebote do goleiro; com o gol livre, ele finalizou por cima do gol. A história só foi mudar na etapa final.

Torcida não perdoa falta de gol no 1ºT

Com três derrotas nos últimos quatro jogos, o Vasco foi a campo pressionando e precisou encarar uma leve pressão da torcida na saída do primeiro tempo, mesmo após diversas chances de gol criadas. Após o apito do juiz, algumas vaias puderam ser ouvidas.

Fim de jejum fora de casa

O Vasco finalmente voltou a vencer na Série B como visitante. Foram oito jogos seguidos sem triunfar fora de casa até a vitória deste sábado. Até então, a última havia sido há quase quatro meses: 25 de junho, contra o CRB, no Rei Pelé.

Uol

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