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Primeira dama cai do cavalo, fratura pé, mas nega boatos sobre ter dado entrada no Trauma

A primeira-dama e apresentadora de TV, Pâmela Bório, recorreu as redes sociais na tarde desta terça-feira (6) para negar um boato de que ela teria dado entrada no Hospital de Trauma com fratura expostas. Pâmela revelou que sofreu um acidente no último domingo (4) obtendo cinco fraturas no pé esquerdo, comprometendo seus ligamentos.

“Estão noticiando que eu dei entrada no Hospital de Trauma com uma fratura exposta no tornozelo, além de outras mentiras relativas a esse acidente. No entardecer deste domingo eu caí enquanto montava um cavalo, comprometendo o que os médicos chamam de articulação de Lisfranc.

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Foram cinco fraturas no meu pé esquerdo, além de algumas escoriações, mas estou bem, me recuperando, com esta imobilização removível para tirar quando for preciso. Enfim, logo estarei de pé e meu tornozelo, assim como o resto do meu corpo, está muito bem, me fazendo prosseguir com minha agenda na medida do possível – laudos médicos comprovam tudo isso. Conto com a sensatez de não politizarem através de um infortúnio suscetível a qualquer um, tampouco usarem da mentira para venderem sites e jornais, ou até mesmo promoverem instituições em cima da desgraça alheia, quando uma pessoa fraturada agonizando não possui qualquer condição de escolha, de raciocínio, apenas quer ser remediada e tratada com o mínimo de respeito”, disse Pâmela nas redes sociais.

Veja foto que a apresentadora postou.

paraiba.com.br

Colunista diz que Dilma teria dado ‘carta branca’ para permanência de Aguinaldo no Ministério

aguinaldoApós notícia publicada na coluna de Lauro Jardim, da Revista ‘Veja’, dando conta de que o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP), teria pedido à presidente Dilma Rousseff (PT) para permanecer no governo e desistir da reeleição, foi a vez do colunista Claudio Humberto dizer que a petista teria dado ‘sinal verde’ para o paraibano ficar no cargo, mas sem garantia de permanecer em 2015.

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Ontem, o ministro tratou de negar a informação de que teria interesse em permanecer no Ministério das Cidades e desistir de disputar um mandato nas eleições deste ano.

Aguinaldo garantiu que o assunto nunca passou pela sua cabeça, nem muito menos foi conversado com a presidente Dilma. Ele ainda assegurou que disputará as eleições deste ano.

Blog do Luís Torres

Dado alarmante: obesidade mórbida atinge 76 mil na Paraíba

O Brasil é o vice-campeão mundial na realização de cirurgias bariátricas, registrando um aumento de 350% entre 2003 – quando foram feitas 16 mil operações – e 2011, com 72 mil. O País perde apenas para os Estados Unidos, que realizam cerca de 300 mil intervenções, anualmente. Na Paraíba, a estimativa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) é de que 2% da população – 76 mil pessoas – tenham obesidade mórbida.

Com sobrepeso, seriam 40%, percentual que representa mais de 1,5 milhão de paraibanos. Em João Pessoa, conforme dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2011), 49,8% da população com idade a partir de 18 anos estão com excesso de peso, e 14,2% são obesos. No Brasil, estima-se que existam 6 milhões de pessoas com obesidade mórbida.

Três fatores são apontados pela SBCBM como responsáveis pelo aumento no número de cirurgias. Em primeiro lugar, o crescimento no índice de obesos mórbidos. Há uma relação direta entre o aumento do número de obesos e de cirurgias, embora o quantitativo não cresça na mesma proporção; depois, a evolução das técnicas nos últimos anos – hoje, em muitos casos, a cirurgia é feita através da videolaparoscopia, ou seja, não é preciso abrir o paciente; por último, desde o início do ano os planos de saúde são obrigados a cobrir o procedimento, o que melhorou o acesso da população.

“O Brasil tem um alto índice de pacientes com sobrepeso e obesidade mórbida; o governo federal deu apoio para a realização da cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS); os médicos estão mais capacitados. Tudo isso também contribui para o aumento no número de cirurgias”, destacou o cirurgião do aparelho digestivo Marcelo Gonçalves, coordenador do Serviço de Cirurgia Bariátrica do Hospital Santa Isabel e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).

Para ele, a obesidade é preocupante, porque acarreta vários problemas de saúde no paciente como diabetes, infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e até câncer. “Não são todas as pessoas acima do peso que poderão fazer a cirurgia. Esta necessidade passa por uma equipe de especialistas como fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, cirurgião, clínico. Além disso, cada caso tem que ser avaliado individualmente”, ressaltou.

Perder peso é difícil, dizem obesos

A vendedora de frutas Rosilene Belarmino, 29 anos, não sabe o que fazer para perder peso. Com 1,55m de altura e pesando 110 kg, ela disse que já desenvolveu problemas cardíacos, mas não consegue perder peso. “Nunca tentei dieta, nem exercícios e também não procurei um médico por falta de tempo. A única coisa que faço é diminuir a quantidade de comida, mas gosto muito de massa e acho que esse é o principal problema”, relatou.

Situação semelhante é a do comerciante Gilliard de Freitas, 29, que mede 1,60m e pesa 102 kg. Ele também trabalha o dia todo e é adepto dos lanches mais calóricos, como coxinha e pastel. “Nunca fui ao médico, nem faço regime, mas sei que preciso emagrecer para o meu próprio bem”, admitiu.

A situação de Rosilene e Gilliard é preocupante. Conforme um cálculo simples do Índice de Massa Corporal (IMC), que divide o peso pela altura ao quadrado, o IMC dela é 45. O número significa obesidade mórbida. É o mais alto grau. O peso ideal da jovem deveria estar entre 44 kg e 60 kg. No caso de Gilliard, que tem obesidade severa, o peso em conformidade com a altura deveria variar entre 47 kg e 64 kg.

Dietas sem orientação afetam a saúde

O Conselho Federal de Medicina diz que pessoas com IMC acima de 40 podem se submeter a uma cirurgia bariátrica. Aquelas que têm índice abaixo disso, também podem entrar nessa fila, caso apresentam co-morbidade, ou seja, doenças como diabetes e hipertensão. “Quando a vida corre risco, a cirurgia pode salvar vidas. E se não acontecer, a expectativa de vida vai diminuindo”, ressaltou o endocrinologista João Modesto.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia, a intervenção também implica em riscos. O paciente precisa ter condições psíquicas de enfrentá-la. Para isso, tem que ser bem avaliado por uma equipe composta por endocrinologista, nutricionista, psicólogo, educador físico num trabalho conjunto.

O especialista alerta que dietas simples, sem acompanhamento, não são balanceadas e podem causar carência de vitaminas e aminoácidos essenciais. O sistema imunológico fica incapaz de reagir, o organismo fica fragilizado, a taxa de ferro cai e a pessoa pode desenvolver um quadro de anemia.

Quem quer perder peso não precisa recorrer às dietas milagrosas que fazem emagrecer rapidamente, mas podem afetar a saúde. Uma dieta saudável deve começar pela reeducação alimentar. Para isso, deve-se modificar os hábitos alimentares, evitando alimentos calóricos, gordurosos, ricos em carboidratos, refinados, doces e derivados, como aconselha a nutricionista Heloísa Helena Espínola.

Mitos e verdades

Em um ano de pós-operatório, o paciente normalmente engorda.

Mito.

Na maioria dos casos, o ganho de peso ocorre quando o paciente não assume hábitos saudáveis, como a adoção de dieta menos calórica e mais nutritiva e a prática de exercícios físicos regulares.

Perde-se mais peso nos primeiros seis meses.

Verdade.

A perda mais significativa de peso ocorre nos primeiros seis meses. Daí a importância de o paciente seguir com disciplina as recomendações médicas nessa primeira etapa do pós-operatório.

Quem faz a cirurgia bariátrica fica propenso a alcoolismo, uso de drogas ou comportamento compulsivo para compras.

Mito.

Não existe nenhuma evidência científica de que, no pós-operatório, o paciente comece a ter tendência ao alcoolismo ou ao uso de drogas. Quanto à compulsão por compras, pode-se evitar um comportamento desse tipo por meio de acompanhamento psicológico. A evolução histórica das cirurgias mostra que o paciente, ao perder peso, resgata a autoestima e por isso passa a ter prazer em adquirir roupas e outros produtos de uso pessoal.

A mulher pode engravidar no pós-operatório.

Verdade.

A paciente é liberada para engravidar sem riscos após 15 meses de pós-operatório. Durante esse período, recomenda-se a anticoncepção. No entanto, os anticoncepcionais orais (pílulas) devem ser evitados.

Sempre é possível fazer a cirurgia videolaparoscópica.

Verdade.

Somente em situações especiais não é possível realizar esse tipo de cirurgia. É o caso, por exemplo, de pessoas submetidas a cirurgias abdominais prévias.

A depressão é uma consequência comum para quem faz a cirurgia.

Mito.

Não existe uma tendência. Se o paciente ficar deprimido, isso pode ocorrer devido a fatores desconhecidos, que devem ser investigados por psicólogo ou psiquiatra.

Há tendência à anemia no pós-operatório.

Verdade.

De fato isso ocorre. Entre os pacientes, as mulheres têm maior tendência à anemia, por causa da menstruação, perda de ferro e pouca presença de carne vermelha na dieta. Essa situação pode ser minimizada com a ingestão de alimentos ricos em ferro, ou, se necessário, com a utilização de suplementos vitamínicos.

Depois da operação, é comum a intolerância a leite.

Mito.

Normalmente não há reações adversas ao consumo de leite e derivados. Esses alimentos são, inclusive, recomendados, sobretudo para as mulheres, como fontes de cálcio.

O apoio da família e à família é indispensável.

Verdade.

Deve-se prestar toda a assistência e orientação à família do paciente, oferecendo o máximo de informações solicitadas e, quando necessário, também consulta psicológica. Os novos hábitos a serem adotados pelo paciente devem ser compartilhados e estimulados por todos que convivem com ele.

A cirurgia causa problemas renais.

Mito.

Não foi observada tendência a problemas renais.

O paciente sente muitas dores no primeiro mês do pós-operatório.

Mito.

Normalmente, as dores se manifestam somente no primeiro dia do pós-operatório. Isso acontece porque o abdômen precisa ser inflado com gás carbônico na cirurgia por videolaparoscopia, para possibilitar a melhor manipulação dos órgãos internos.

O paciente que sofre de gastrite pode ser operado.

Verdade.

Não há restrição cirúrgica para paciente com gastrite.

Depois da cirurgia bariátrica, o paciente deve fazer cirurgia plástica corretiva.

Mito.

Nem sempre é necessário fazer cirurgia plástica após o procedimento bariátrico. Cada caso deve ser avaliado criteriosamente pela equipe multidisciplinar responsável pelo tratamento.

Durante a videolaparoscopia, há situações em que é preciso converter a cirurgia em procedimento aberto.

Verdade.

Algumas situações exigem que o cirurgião converta a videolaparoscopia em procedimento aberto. Essa decisão é baseada em critérios de segurança e só pode ser tomada durante o ato operatório.

Fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).

Por Lucilene Meireles do Jornal Correio da Paraíba