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Educação alimentar passará a fazer parte do currículo escolar

Merenda Escolar (Foto: Divulgação)

Educação alimentar e nutricional passará a integrar os currículos das escolas públicas e privadas de todo o país, de acordo com nova lei publicada nessa quinta-feira (17) no Diário Oficial da União. O prazo para que isso seja feito é 180 dias, ou seja, até meados de novembro.

A lei inclui educação alimentar e nutricional entre os temas transversais que terão que ser abordados tanto no ensino fundamental quanto no médio. Não haverá portanto uma disciplina específica, o tema será debatido durante outras aulas, como as de ciências e biologia.

O projeto que deu origem à lei é de autoria do deputado Lobbe Neto (PSDB-SP). A intenção, segundo a justificativa apresentada pelo parlamentar no texto do projeto, é reduzir a obesidade infantil, além de assegurar informações sobre alimentação saudável aos cidadãos desde novos.

A nova lei altera a chamada Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Desde 2014, as escolas já devem trabalhar conteúdos relativos aos direitos humanos e à prevenção de todas as formas de violência contra a criança e o adolescente, também como temas transversais.

A LDB estabelece ainda que haja produção e distribuição de material didático adequado para se trabalhar nas escolas esses temas transversais.

Agência Brasil

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Comissão da Verdade quer mudanças no currículo do ensino militar

A Comissão Nacional da Verdade, que investiga crimes ocorridos durante a ditadura militar, vai recomendar às Forças Armadas alterações no currículo de ensino das academias militares (na foto em detalhe: sala de aula da Academia Militar das Agulhas Negras – AMAN).

O foco da recomendação será a questão do golpe de 1964, segundo informações do sociólogo Paulo Sérgio Pinheiro, um dos sete integrantes da comissão, instalada em maio.

“As academias militares continuam a conviver com o mito de que o golpe de 1964 foi uma revolução democrática para impedir o comunismo”, disse Pinheiro em entrevista ao programa Roda Viva, que foi gravado no fim de semana e será exibido nesta segunda-feira (08/10) à noite pela TV Cultura.

Segundo o sociólogo, existe um descompasso entre a forma como a sociedade encara o que houve no dia 31 de março, com a interrupção da ordem democrática constitucional, e o que as academias militares ensinam.

“Quando a sociedade inteira faz esse percurso, as instituições de ensino nas Forças Armadas brasileiras não podem continuar repetindo todos esses mitos sobre o que aconteceu entre 1964 e 1985”, disse. “Não pode haver essa esquizofrenia. As Forças Armadas continuam fazendo um ensino que não reconhecemos mais. É um anacronismo total.”

O sociólogo observou que a comissão, que deve apresentar o relatório de suas investigações até 2014, não tem poder para intervir diretamente na estrutura de ensino das academias. Não deixará, porém, de fazer recomendações. “É evidente que haverá recomendações precisas sobre esses programas de ensino”, afirmou na entrevista.

O general da reserva Durval de Andrade Néri, ex-diretor do Clube Militar do Rio e conselheiro da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (Adesg), contestou as declarações do sociólogo.

“O que nós tivemos em 1964 foi um contragolpe em defesa da democracia, uma ação dos militares para evitar o golpe de esquerda que levaria à comunização do Brasil”, afirmou. “Essa verdade está na história, nos documentos e nos tribunais.”

No programa que será exibido pela TV Cultura, Pinheiro também abordou a questão dos arquivos militares sobre o período da ditadura. “Não acredito que tudo foi queimado”, declarou, referindo-se às frequentes afirmações de chefes militares de que a documentação sobre fatos ocorridos entre 1964 e 1985 teria sido queimada. “Isso é conversa para boi dormir.”

Agência Estado

Inclusão de disciplinas de cidadania e ética no currículo escolar passará por votação em Plenário

 

 

Contrário ao inchaço dos currículos escolares com novas disciplinas, o Ministério da Educação (ME) articulou-se com o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), para evitar que fosse enviado imediatamente à Câmara dos Deputados projeto de lei que insere duas novas matérias na grade escolar do ensino básico: Cidadania Moral e Ética no ensino fundamental e Ética Social e Política no ensino médio.

Para atender ao ministério, Braga entrou com recurso solicitando que o PLS 2/2012, do senador Sérgio Souza (PMDB-PR), também seja apreciado pelo Plenário, antes de ser enviado à Câmara. Inicialmente, a análise pelo Plenário estava dispensada, já que a proposta havia sido aprovada pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), em setembro, em decisão terminativa.

Na visão do Ministério da Educação, a aprovação do projeto não é a solução mais adequada para tratar dos temas da ética e da cidadania. Em nota técnica enviada à liderança do governo, o ministério argumenta que os documentos orientadores dos currículos “não sugerem a criação ilimitada de disciplinas nem de conteúdos, mas que a escola oportunize condições para que temas socialmente relevantes sejam incluídos e tratados no desenvolvimento dos conteúdos escolares”.

Complementação

Ainda de acordo com a nota, atualmente os componentes curriculares obrigatórios, de abrangência nacional, estão estruturados em cinco áreas: Línguas, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Ensino Religioso. Na avaliação do ministério, por meio desses componentes, assim como na parte diversificada, que pode ser agregada aos currículos pelos demais entes federativos e as próprias escolas, podem ser abordados temas abrangentes para complementar a formação dos alunos.

Como exemplo, a nota cita assuntos contemporâneos que afetam a vida humana em escala global, regional e local, bem como a esfera individual. Destaca temas como saúde, sexualidade e gênero, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90), e a preservação do meio ambiente, nos termos da política nacional de educação ambiental (Lei 9.795/99), além de educação para o consumo, educação fiscal, trabalho, ciência e tecnologia e outros que revelem a diversidade cultural.

Tempo reduzido

A nota informa que são frequentes as iniciativas legislativas e proposições vinda da sociedade no sentido da inclusão de novas disciplinas e temáticas nos currículos. Apesar da relevância das sugestões, ressalta que antes de novas inclusões é necessário debater e decidir “sobre o tempo e o espaço que a escola e seus professores vão dispor para organizar o desenvolvimento do trabalho a ser realizado”.

O ministério assinala, ainda, que é difícil incluir a diversidade de componentes desejada diante de uma estrutura de horas de atendimento ao aluno que não se modificou desde a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases. Conforme salientado, a LDB indica apenas um mínimo obrigatório de quatro horas de atividades diárias, em um calendário de 200 dias letivos.

Esvaziamento ético

Na CE, o projeto de Sérgio Souza foi aprovado com base em relatório favorável do senador Cristovam Buarque (PDT-DF). O relator elogiou a proposta, a seu ver uma iniciativa para fazer frente ao “esvaziamento ético no Brasil”.

A senadora Ana Amélia (PP-RS), por sua vez, lembrou que o projeto foi colocado em votação poucos dias depois da realização de protestos de jovens em diversas cidades contra a corrupção, durante a celebração da Independência.

Lídice da Mata (PSB-BA), no entanto, demonstrou preocupação com a criação de mais uma disciplina escolar, sugerindo que os conteúdos relativos ao tema sejam abordados no âmbito das matérias já existentes.

Sérgio Souza, o autor do projeto, ponderou que as aulas da nova disciplina poderão ocorrer no turno contrário ao das aulas normais dos estudantes.

Agência Senado

10 erros bobos no currículo que podem custar uma vaga de emprego

Veja algumas dicas para otimizar as informações do seu currículo e não prejudicar seu desempenho na hora da entrevista

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Fazer um currículo pode parecer algo simples: você coloca os seus dados escolares e profissionais, cursos, especificações e algumas considerações. Mas saiba que pequenos detalhes, coisas que nem nós mesmos percebemos às vezes, podem fazer toda a diferença na hora de conquistar uma oportunidade no mercado de trabalho.

Pensando nisso, o site New Scientist listou dez itens um tanto corriqueiros que podem influenciar nas decisões dos empregadores em não contratarem você. O curioso é que muitos deles afirmam notar esses tipos de erros o tempo todo. Veja abaixo algumas dicas para otimizar as informações do seu currículo e evitar prejudicar o próprio desempenho na próxima vez em que for se candidatar a uma vaga.

1. Muitos detalhes
Vários dados podem ficar de fora do seu currículo, como telefones demais, por exemplo – o seu celular e o número residencial já são suficientes. Evite nomes de referência, salários por posição e endereço de empresas ou escolas. Isso tudo, se necessário, será solicitado posteriormente.

2. Muito espaço em branco
Não precisa deixar o currículo tão cheio a ponto de parecer um jornal, mas um currículo de meia página pode mostrar que você não tem trabalhos ou experiências suficientes de vida. Mesmo que você nunca tenha tido um emprego, deve ter feito pelo menos um trabalho voluntário, atividades extracurriculares ou tido posições de liderança. Não apresente um currículo mostrando apenas seu objetivo.

3. Segunda página
Não faça um currículo com duas páginas, a menos que simplesmente liste referências na segunda. Se você não conseguir fazer um currículo em até uma página, pode dar a impressão que falta capacidade de se comunicar de forma sucinta – que tem se tornado cada vez mais crucial no nosso mundo de redes sociais.

4. Foto
Muitas pessoas cometem o erro de colocar uma foto de si mesma no currículo, talvez com a ideia de que a boa aparência vai ajudar a conseguir uma entrevista. No entanto, uma companhia não pode considerar, na teoria, uma imagem na hora de determinar se você está ou não qualificado para a vaga. Várias organizações descartam imediatamente currículos com fotos. Por isso, só coloque uma figura caso solicitem.

5. Dados imprecisos
Tome sempre cuidado para colocar títulos, responsabilidades e período em que você trabalhou em uma empresa de maneira consistente e correta. Imprecisões no currículo podem causar grandes problemas em entrevistas.

6. Fatos que distraem
Conheça a linha que separa as boas informações de muita informação. Listar premiações ou vitórias desnecessárias podem causar má impressão. Certos dados causam mais distração do que adição positiva no currículo.

7. Escola primária
Não é recomendado colocar a instituição onde você completou seu ensino fundamental. O importante para o empregador são os graus universitários e formação profissional.

8. Passatempos estranhos
Não coloque hobbies ou interesses estranhos em seu currículo. Há melhores maneiras de mostrar sua individualidade.

9. Fontes e tipologia bobas
Já imaginou um empregador olhar para o seu currículo com fonte em Comic Sans, letras coloridas ou qualquer tipologia gritante? Essa é, sem dúvida, uma péssima forma para se elaborar um bom currículo.

10. E-mails “fofinhos”
Nada de usar contas de e-mails bonitinhos que você tinha na sua adolescência. Se você ainda usa logins como bonequinha2434@email.com, florzinha98@email.com, e tantos outros exemplos, é hora de criar um e-mail mais sério, profissional e com menos brincadeiras.

Olhar Digital