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UFPB está próxima de cura para asma

asmaHá mais de 30 anos, a UFPB pesquisa a Milona, planta nativa do semiárido brasileiro. A finalidade é tratar e até curar a asma, porém, embora haja resultados de eficácia, o produto ainda não foi testado em humanos.

Isso significa que os pacientes terão que esperar pelo menos até 2020 para que o medicamento chegue ao mercado. Além da demora natural dos estudos, faltou estrutura.

“Não tínhamos estrutura adequada para realizar os testes em humanos. O Hiperfarma é novo e agora sim podemos iniciar testes clínicos”, afirmou Marianna Sobral, diretora de farmacologia e toxicologia do instituto.

“A Milona foi trazida pela atual reitora Margareth Diniz, quando um médico relatou que o chá podia tratar bronquite e asma. Existem estudos cardiovasculares, de imunologia, psicofarmacologia e trato intestinal, mas a área respiratória é a que está mais configurada. A importância em relação a aminofilina, sintético tradicional, é que além da atividade bronco-dilatadora, a milona é capaz de regenerar os tecidos pulmonares. Assim, ela age nos sintomas, desinflamando e a pessoa pode até deixar de ser asmático”, revelou o diretor do Hiperfarma, Rui Macedo.

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Ele espera que em um ano os testes em humanos sejam iniciados. O chá de milona já é utilizado, mas não foi reconhecido ainda como planta medicinal pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Com a conclusão da fase clínica, é preciso esperar mais dois anos para o registro da medicação. A universidade também pensa em inserir a milona em alimentos. O diretor espera que o chá seja acessível à população através do Sistema Único de Saúde. Esse tipo de pesquisa é realizada pelo Hospital Universitário e o Instituto de Pesquisa em Fármacos e Medicamentos (Hiperfarma) ligado ao Centro de Ciências da Saúde.

Cerca de 40 pesquisadores e 220 alunos de pós-graduação desenvolvem estudos no antigo LTF (Hiperfarma).

A Coordenação Geral de Pesquisa da UFPB recebeu 319 projetos, 241 envolvem seres humanos e 79 apenas animais, que devem ser iniciados no próximo mês.

Plantas vão reduzir demora

O diretor do instituto, Rui Macedo, explica o desenvolvimento das pesquisas. “A lei proíbe que se façam testes em humanos antes de fazer com animais. No biotério ocorre a parte experimental, o cultivo de animais, engorda, crescimento e reprodução. Nos laboratórios são estudados desde a química, testes não-clínicos e clínicos (com animais e com humanos) até à tecnologia do medicamento”, disse o professor.

O professor, que pesquisa fitoterápicos, acredita que as plantas medicinais vão reduzir a demora nas pesquisas, pois já parte de um conhecimento popular. “Já é algo que a medicina popular utiliza para tratar doenças. Por isso, a gente já sabe se tem uso farmacêutico, com isso, o tempo da pesquisa será reduzido em comparação com os sintéticos”, complementou.

Jornal Correio

Quando precoce, câncer de mama tem 98% de chances de cura

cancer-de-mamaOs sinais e sintomas do câncer de mama podem variar de mulher para mulher. Algumas podem não apresentar nenhum, enquantooutras podem ter todos. A medicina não é matemática, cada organismo reage de um jeito.

O mais importante é a mulher conhecer o próprio corpo para detectar, antecipadamente, o possível tumor.

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“É de extrema importância que a mulher faça os exames rotineiros anualmente, que ela conheça o histórico genético de sua família,assim como o seu próprio corpo. Elas precisam chegar ao consultório para compartilhar o máximo de informações com o médico. Não se auto diagnosticarem, mas sim fornecer informações para o médico conhecer ainda mais a paciente”, afirma a psico-oncologista Dra. Luciana Holtz.

Sintomas do câncer de mama

Nódulo endurecido
Abaulamento de uma parte da mama
Inchaço da pele
Vermelhidão no local
Inversão do mamilo
Sensação de massa ou nódulo em uma das mamas
Sensação de nódulo aumentado na axila
Espessamento ou retração da pele ou do mamilo
Secreção sanguinolenta ou serosa pelos mamilos
Inchaço do braço
Descamação ou coceira

Quando um dos sintomas acima for apresentado, procure um ginecologista ou mastologista. O câncer, segundo a Luciana Holtz, quando diagnosticado precocemente tem chance em 98% de cura.

“A mulher precisa entender a importância dos exames de rotina. A mamografia salva vidas. Esse exame detecta o câncer ainda em estágio inicial. É de extrema importância a mulher a cima dos 40 anos realizar anualmente a mamografia. E para as mais novas, o ultrassom de mamas, que também é muito eficiente para a prevenção do câncer de mama”, afirma psico-oncologista.

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Alguns fatores de risco são comprometedores para aumentar a chance da mulher em desenvolver o câncer de mama. “Vale lembrar que ter um desses fatores não significa que você vai desenvolver a doença. Conhecer esses fatores serve para você melhorar os hábitos de vida”, afirma Luciana Holtz.

 

Fatores de risco

Ser mulher
Raça branca
Predisposição genética hereditária
Mulher sem história de gravidez ou com gravidez depois dos 30 anos de idade
Obesidade
Cigarro
Consumo de álcool (mais de suas doses diárias)
Menopausa tardia
Primeira menstruação antes dos 11 anos
Terapia de composição hormonal combinada (por mais de 10 anos)
Antecedentes de radioterapia
Mamas densas

180 graus

Homem diz ter recebido choques para ‘cura gay’ em ‘SUS’ britânico

nhs‘Um britânico revelou que foi submetido a um tratamento de “cura gay” com choques elétricos no sistema de saúde pública do Reino Unido, o NHS, nos anos 1970.

John (nome fictício), de 69 anos, acabou se casando com uma mulher após o tratamento, que prometia a cura para a homossexualidade.

Ele passou por uma terapia de aversão em que eram exibidas fotos de homens e mulheres para o paciente. Quando rejeitava as imagens masculinas, ele não recebia os choques.

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“Era um condicionamento”, disse John à BBC.

Ele disse que ficou decepcionado porque o “tratamento” lhe deu falsas esperanças de que poderia viver um casamento heterossexual.

Anos depois, afirma, percebeu que aquilo nunca funcionaria e que tudo havia sido “um fracasso”.

“Vou passar por esta vida sem nunca ter tido um relacionamento completo com um ser humano”, afirmou. “Agora é tarde demais.”

Ele disse que tem uma “amizade enorme” com sua mulher, mas que a relação nunca foi completa. “Não pode e nunca poderá ser”, lamenta.

O secretário de assistência do Reino Unido, Norman Lamb, disse que a homossexualidade “não é uma doença” e nunca deve ser tratada como tal.

Lamb disse que se opõe fortemente a este tipo de tratamento e nunca iria financiá-lo com dinheiro público.

 

BBC Brasil

Dor de garganta: confira principais inflamações e como curá-las

200285275-001O que é: inflamação na faringe – parede localizada no final da boca. Normalmente é provocada por vírus e pode evoluir para uma amigdalite bacteriana. Sinusite e refluxo são outros culpados pela inflamação.

Sintomas: dor para engolir, falar e bocejar, e mal-estar; vermelhidão na parede no fundo da boca e furinhos vermelhos chamados aftas. Quando é infecção bacteriana, há também formação de placas de pus.
Tratamento: com analgésico e antitérmico (dipirona ou paracetamol). Se não houver melhora após um dia tomando o medicamento, procure um médico, pois a infecção pode ser bacteriana e você precisará de antibiótico.

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Amigdalite

O que é: inflamação nas amígdalas – tecidos arredondados que ficam um de cada lado na parede lateral da garganta; o mais comum é acontecer uma infecção viral, mas infecções por bactéria também são frequentes.

Sintomas: dor intensa, principalmente para engolir, febre, mal-estar e indisposição. Se as amígdalas estiverem inchadas e a região bem vermelha, a infecção é viral, e pequenas feridas vermelhas podem aparecer. Quando houver placas de pus, uma bactéria foi a causadora da infecção.
Tratamento: se parecer viral, siga as mesmas indicações dadas para faringite. Mas se você enxergar pus, procure o médico imediatamente.

Laringite

O que é: pode ser confundida com faringite, mas a infecção acontece na laringe e frequentemente é provocada por vírus. A laringe fica mais abaixo no pescoço, na região do pomo de Adão, onde a voz é produzida – não é possível vê-la sem ajuda de aparelhos médicos.

Sintomas: primeiro, aparece dor local na região da laringe. Em seguida, vem a rouquidão e, por último, surge uma tosse seca e irritativa.
Tratamento: siga o mesmo indicado para faringite. E caso a rouquidão dure por mais de uma semana, vá o médico – ainda mais se você beber e fumar muito. Esse ato pode diagnosticar ou prevenir câncer na laringe!

Diga ah!

Abra a boca e veja onde dói. Se consegue enxergar a região, é mesmo uma dor de garganta


Tire suas dúvidas sobre as inflamações

Há prevenção para a dor de garganta?

Sim. “O principal é não respirar pela boca, o que resseca a mucosa e facilita o alojamento de bactérias”, diz o otorrinolaringologista Fernando Pochini. Além disso, coma bem e evite entrar em contato com fatores que desencadeiem reações alérgicas em você.
O que é irritação na garganta?

É uma inflamação, normalmente causada por refluxo, nariz entupido ou poeira que entrou na garganta. Os sintomas são coceira, secura e sensação de que algo arranha. Para não virar infecção, desobstrua o nariz, lave-o com soro fisiológico e beba bastante água.
Qual a duração de cada caso infeccioso?

Quando é viral, permanece entre três e quatro dias. Já a infecção bacteriana dura mais – e é o uso de antibiótico que diminui o ciclo.
Posso usar pastilhas?

A maioria das pastilhas tem anestésico na fórmula, o que ameniza a dor. Entretanto, “ela não mata o vírus ou a bactéria. Portanto, o melhor é tratar com medicamentos”, explica o otorrinolaringologista Ronaldo Frizzarini.
Quando é preciso retirar as amígdalas?

Quando se tem de cinco a sete infecções bacterianas em um ano. Outro motivo acontece quando o pus formado na amigdalite fica represado na amígdala, permitindo que as bactérias se desenvolvam. “Vale lembrar que quem retira amígdala não está livre de ter faringite”, diz Ronaldo Frizzarini.

Mitos e verdades sobre a dor de garganta

 

Ela pode evoluir para conjuntivite?

Verdade. Os micro-organismos que atacam a faringe não têm preconceito: eles afetam qualquer mucosa, inclusive a dos olhos. Por isso, quando estiver doente, não ponha as mãos na boca e, depois, perto das pálpebras.
Tomar sorvete causa dor?

Mito. No máximo, alimentos e bebidas geladas constringem os vasos, dificultando a chegada de células de defesa. Isso, todavia, não gera irritação por si só.
Beber água ajuda a prevenir e a tratar o desconforto?

Verdade. O tal muco é composto de 95% de H20. Na falta de líquido, essa barreira natural se torna espessa e, portanto, menos eficaz. Está aí outro argumento para não ficar com sede.
Gargarejo com água morna, sal e vinagre combate os micro-organismos?

Mito. Misturas como essa alteram o pH da garganta. Como é sensível à acidez, ela pode até se irritar com o enxágue, o que só serve para piorar a infecção.
Sair de um ambiente quente para outro frio e seco sem se agasalhar gera mais dor?

Verdade. Essa troca resseca o muco protetor. Desidratado, ele não intercepta as partículas nocivas, que passam a agredir o local. Um casaco atenua a mudança brusca de clima.
Dor de garganta não é contagiosa?

Mito. Como geralmente decorre de vírus ou bactéris, que transitam de uma pessoa a outra pelo ar ou por um aperto de mãos, ela pode passar, sim.

Receitas caseiras para se livrar da dor de garganta

 

Maçã com mel

Quem está com a garganta inflamada deve evitar consumir líquidos gelados ou muito quentes, pois as temperaturas extremas causam irritação instantânea e pioram o incômodo. Para aliviar a dor, fatie uma maçã, cubra com mel e deixe descansando por três minutos. A fruta reduz a inflamação local enquanto o mel tem ação lubrificante e calmante. Coma cerca de duas unidades por dia.
Gengibre

Trata gripe, dor de garganta e má digestão. Ajuda a aliviar amigdalite, gripes, resfriados, gases, cólicas e dores musculares. Deve ser preparado como chá por infusão. Beba de manhã, à tarde e à noite Atenção: não é indicado para mulheres com menos de três meses de gravidez.
Limão

Faça gargarejo várias vezes ao dia com água morna, suco de limão e uma pitada de sal.

MDMulher

Deputado reapresenta na Câmara projeto de lei que autoriza a ‘cura gay’

cura-gayArquivado em julho de 2013, projeto de lei que autoriza a chamada “cura gay” voltou a tramitar no mês passado na Câmara dos Deputados.

O texto, protocolado pelo deputado Pastor Eurico (PSB-PE), derruba resolução de 1999 do Conselho de Psicologia que proíbe tratamentos destinados a “reverter a homossexualidade”.

A proposta foi encaminhada à Comissão de Direitos Humanos, onde aguarda designação de relator.

Projeto com teor igual, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), chegou a ser aprovado na comissão em junho do ano passado, quando o colegiado era presidido pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Mas foi retirado de tramitação, por votação simbólica do plenário da Câmara, em julho, após pedido do próprio autor.

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A decisão de João Campos se deu diante da possibilidade de a proposta vir a ser derrubada em plenário, o que só permitiria reapresentação de texto semelhante em nova legislatura, ou seja, em 2015. Com o arquivamento, o regimento autorizava que o projeto fosse novamente protocolado em 2014.

Ao tentar derrubar a resolução do Conselho de Psicologia que veta a “cura gay”, o deputado Pastor Eurico diz que o normativo apresenta um “posicionamento político” ao afirmar que a “homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”. Para o deputado, a afirmação não tem “base científica” e “desconsidera substanciais estudos no campo da psicologia e psicanálise que indicam o contrário”.

Na justificativa da proposta, Eurico diz que “pessoas que desejam deixar a homossexualidade deveriam ter direito a acolhimento e ajuda profissional”.

“O normativo se revela extremamente tendencioso e autoritário. O que se impõe é que a homossexualidade é uma orientação sexual final e irreversível, o que constitui absoluta inverdade”, argumenta o autor do projeto.

Segundo o deputado, a resolução “privilegia práticas homoeróticas”.  “A norma permite o tratamento de alguém que deseje, por exemplo, deixar uma orientação heterossexual, mas o proíbe caso deseje deixar a homossexualidade. São dois pesos e duas medidas”, afirma Pastor Eurico.

G1

Preconceito isola crianças com doenças sem cura

A dermatologista Régia Patriota uniu duas paixões para brigar contra o preconceito. Misturou fotografia à medicina e o resultado é a mostra “Além da Pele”, exposição que abre ao público nesta quinta (21) na Pinacoteca da Associação Paulista de Medicina, em São Paulo, e se encerra em 29 de maio.

Divulgação

Um dos retratos feito pela médica e fotógrafa Régia Patriota para alertar sobre o preconceito com as doenças de pele: na foto, uma criança com psoríase

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Os 16 retratos de pacientes infantis, portadores de doenças de pele sem cura, têm como objetivo dar o pontapé em uma campanha nacional para acabar com o isolamento social imposto a estes meninos e meninas.

Divulgação

Em exposição, médica mostra pacientes infantis com doença de pele sem cura para brigar contra o preconceito. Na imagem,uma garota albina

“São crianças vivem presas em casa por causa do preconceito”, lamenta Régia.

“Tudo por causa dos problemas de pele hereditários, sem cura, mas nada contagiosos. Ainda assim, a sociedade rejeita, por desconhecer por tratar-se de um assunto escondido e pouco explorado. Ninguém chega perto.”

 

Em entrevista ao iG , Régia afirmou acreditar que suas fotos – feitas inicialmente para o trabalho de conclusão do curso de fotografia na Escola Panamericana – podem desmitificar os tabus que cercam albinismo, psioríase, dermatite atópica, epidermólise bolhosa e ictiose, entre outros problemas de pele.

“Conheci as famílias destes garotos, que são extremamente amorosas.”

 

Em close, Régia tenta flagrar o que é invisível aos olhos. “Meninos e meninas carinhosos que não são tocados na escola, no ônibus, no supermercado”.

 

 

iG

Câncer infantil: diagnóstico precoce e quimioterapia permitem cura de até 80%

Foto: ABR

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que, todos os anos, cerca de 9 mil casos de câncer infantil são detectados no país. Os tipos mais comuns são a leucemia (doença maligna dos glóbulos brancos) e os linfomas (que se originam nos gânglios). A boa notícia é que o diagnóstico precoce e a quimioterapia, juntos, representam a principal arma contra a doença e permitem índices de cura que chegam a 80%.

No Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil, lembrado hoje (23), a onco-hematologista e diretora técnica do Hospital da Criança de Brasília, Isis Magalhães, lembrou que a doença em crianças é diferente da diagnosticada em adultos. Nas crianças, as células malignas são geralmente mais agressivas e crescem de forma rápida. Os tumores dificilmente são localizados e o tratamento não pode ser feito com cirurgia, destacou a especialistas, em entrevista à Agência Brasil.

Outra peculiaridade do câncer infantil é que não há forma de prevenção, uma vez que não é possível explicar a razão do surgimento dos tumores. Isis alertou que os sinais da doença podem ser facilmente confundidos com os de quadros bastante comuns em crianças, como infecções. Alguns exemplos são o aparecimento de manchas roxas na pele e anemia. Os sintomas, entretanto, devem se manifestar por um período superior a duas semanas para causar algum tipo de alerta.

“É preciso saber identificar quando aquilo está passando do limite e quando é normal. Afinal, qual criança não tem uma mancha roxa na canela de vez em quando? Dependendo da situação, a lista de sinais causa mais desespero nos pais do que ajuda”, explicou. A orientação, segundo ela, é levar as crianças periodicamente ao pediatra.

Isis também defende que os próprios oncologistas pediátricos orientem profissionais de saúde da rede básica sobre os sinais de alerta do câncer infantil. A ideia é que o pediatra geral e o agente de saúde, por exemplo, sejam capazes de ampliar seu próprio grau de suspeita, prescrever exames mais detalhados e, se necessário, encaminhar a criança ao especialista.

“A doença não dá tempo para esperar. É preciso seguir o protocolo à risca, porque essa é a chance da criança. O primeiro tratamento tem que ser o correto”, disse. Isis destacou também a importância de centros especializados de câncer infantil, já que a doença precisa ser combatida por equipes multidisplinares, compostas por oncologistas, pediatras, neurologistas, cardiologistas, infectologistas e mesmo psicólogos, odontólogos e fisioterapeutas, além do assistente social.

Luziana Alves de Carvalho, de 29 anos, conhece bem essa rotina de especialistas e exames oncológicos. O filho Madson foi diagnosticado com leucemia pela primeira vez quando tinha apenas 3 anos. Enfrentou sessões de quimioterapia, ficou livre da doença, mas, aos 7 anos, ela voltou. Durante os quatro anos de luta contra o câncer, o menino só conseguiu frequentar o primeiro ano da pré-escola.

Antes de iniciar o tratamento na capital federal, a família morava no município de Santa Maria da Vitória (BA). “Nunca tinha ouvido falar em leucemia. Nem sabia muito bem o que era o câncer. No interior, não temos essas coisas. Os médicos diziam que ele tinha uma infecção na garganta ou uma virose”, contou Luziana. Os sintomas iniciais apresentados pelo menino eram manchas roxas no corpo, dor de estômago e muito cansaço.

Atualmente, Madson está bem de saúde. A próxima sessão de quimioterapia está prevista para o dia 4 de dezembro e a última deve se ser em janeiro de 2013. Os planos de Luziana para o Ano-Novo da família incluem voltar para a Bahia com o filho curado e matricular o menino na escola. “Ele sente muita falta de casa e chora pedindo para assistir à aula. Se Deus quiser, vai dar certo.”

Fonte: Agência Brasil

Cientistas identificam mecanismo da memória que pode ajudar na cura do Alzheimer

Pesquisa revela que a ativação de um tipo específico de neurônio altera o fluxo de informações da área de armazenamento do cérebro

Cientistas do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Ice-UFRN), em parceria com cientistas da Universidade de Uppsala, na Suécia, descobriram o funcionamento de mecanismos da memória, principais fatores para o surgimento de doenças como Alzheimer e esquizofrenia entre outras.

Divulgação / EBC A pesquisa ainda passará por experiências e avaliações

  • A pesquisa ainda passará por experiências e avaliações

De acordo com os cientistas, o cérebro utiliza somente um mecanismo para gravar e lembrar memórias, alternando entre uma função e outra em fração de segundo. Nas pesquisas, os cientistas descobriram que as células responsáveis pela memória são sensíveis à nicotina, precisamente o grupo analisado. Outros pesquisadores deverão tentar desenvolver um medicamento semelhante à substância, porém, sem os efeitos nocivos.

O neurocientista e professor da UFRN, Richardson Leão, que participou das pesquisas, disse que é necessário ter cautela sobre os medicamentos que serão desenvolvidos. Segundo ele, é preciso ainda realizar mais etapas de pesquisas. “As pesquisas são feitas com animais – neste caso específico, com roedores -, que são diferentes dos seres humanos, embora, no caso das células estudadas, existam semelhanças.”

Os pesquisadores descobriram que a ativação de um tipo específico de neurônios, conhecido como OLM, altera o fluxo de informação do hipocampo – região cerebral que funciona de forma semelhante à memória RAM dos computadores, armazenando temporariamente a informação que depois será salva no córtex. A revelação foi possível devido aos avanços tecnológicos recentes e testes feitos com camundongos transgênicos.

Pesquisa

Pesquisas anteriores indicavam que os neurônios do tipo OLM tinham um papel-chave no controle da memória. Mas o camundongo desenvolvido na Suécia permitiu testar a hipótese. O cientista sueco Klas Kullander e o grupo dele geraram um camundongo transgênico cujos  neurônios brilham quando iluminados por luz verde.

Os cientistas brasileiros injetaram um vírus geneticamente modificado no animal, deixando as células OLM sensíveis à luz. Ao utilizarem fibras óticas, os cientistas conseguiram ativar e inativar essas células, lançando mão de uma nova tecnologia, conhecida por optogenética.

No estudo, cientistas brasileiros e suecos mostraram que as células OLM modulam a entrada e a saída de informações nas vias do hipocampo. Quando ativadas, essas células priorizam os sinais provenientes do próprio hipocampo, atraindo as memórias armazenadas ao mesmo tempo em que fecham a entrada de informações sensoriais na região.

Próxima etapa

A próxima etapa das pesquisas é fazer estudos eletrofisiológicos no Instituto do Cérebro da UFRN, com base em uma investigação da atividade elétrica do cérebro, para entender de que forma as células OLM influenciam as ondas cerebrais no hipocampo, também envolvidas na formação de memórias.

Nas pesquisas, os cientistas conseguiram também demonstrar que o contrário ocorre quando essas células estão inativas. O estudo foi publicado na revista Nature Neuroscience de outubro. A pesquisa foi possível devido a um convênio de cooperação científica financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Os cientistas brasileiros, no entanto, advertem que é necessário vencer algumas limitações existentes no Brasil e que acabam por limitar as pesquisas com animais transgênicos trazidos do exterior. Segundo eles, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) relaciona como biopirataria a importação de animais transgênicos para pesquisas científicas de financiamento público.

Alzheimer

A doença de Alzheimer costuma evoluir de forma lenta e inexorável. A partir do diagnóstico, a sobrevida média oscila entre 8 e 10 anos. O quadro clínico costuma ser dividido em quatro estágios:

· Estágio 1 (forma inicial): alterações na memória, na personalidade e nas habilidades visuais e espaciais;

· Estágio 2 (forma moderada): dificuldade para falar, realizar tarefas simples e coordenar movimentos. Agitação e insônia;

· Estágio 3 (forma grave): resistência à execução de tarefas diárias. Incontinência urinária e fecal. Dificuldade para comer. Deficiência motora progressiva;

· Estágio 4 (terminal): restrição ao leito. Mutismo. Dor à deglutição. Infecções intercorrentes.

Esquizofrenia

Os transtornos esquizofrênicos são distúrbios mentais graves e persistentes, caracterizados por distorções do pensamento e da percepção, por inadequação e embotamento do afeto por ausência de prejuízo no sensório e na capacidade intelectual (embora ao longo do tempo possam aparecer deficits cognitivos). Seu curso é variável, com cerca de 30% dos casos apresentando recuperação completa ou quase completa, 30% com remissão incompleta e prejuízo parcial de funcionamento e 30 % com deterioração importante e persistente da capacidade de funcionamento profissional, social e afetivo.

A esquizofrenia afeta aproximadamente 1% da população e é responsável por 25% das internações psiquiátricas.

Portal Brasil

Rezadeiras promovem a cura pela fé nos postos de saúde

Já imaginou ir a uma unidade hospitalar básica e, além da receita médica, receber também a indicação de procurar uma rezadeira? Se isso pode parecer estranho para alguns, já é, no entanto, rotina no Centro de Saúde da Família (CSF) Rebouças Macambira, no Jardim Guanabara, em Fortaleza. No local, um grupo de quatro ´curandeiras´ se revezam, todas as terças e quintas-feiras, para tentar levar a cura através da imposição das mãos, do poder da fé e das raízes. É o desafio diário de unir o saber médico ´oficial´ com a tradição da reza.
Com a presença das terapeutas espirituais tradicionais auxiliando no tratamento, os pacientes passaram a visitar as unidades médicas para se consultar com o clínico e depois receber uma reza, unir, assim, os dois saberes existentes fotos: Lucas de Menezes
Ainda presentes, mas, muitas vezes restritas ainda às periferias da Capital, as rezadeiras sobrevivem prometendo o fim de enfermidades como o ´mal olhado´, a febre repentina, a desinteria que não cessa, a temida ´espinhela caída´, doenças de pele, mazelas do corpo e até da alma.
Com o olhar bem sereno e as mãos próximas ao coração, a rezadeira Raimunda Gomes da Silva, 67, recebe sua primeira paciente do dia no Posto de Saúde do Jardim Guanabara: a pequena Lívia Rodrigues, 5. A menina tem tido constantes quedas de cabelo. O motivo disso? Nenhum médico descobriu, relata a mãe, a doméstica Lidiane Costa, 29. Elas vão na fé de que a ´curandeira´ possa ajudar a menina. A ideia é unir pomadas e cremes ao poder que emana das palavras e gestos da rezadeira.
A senhora Raimunda Gomes impõe as mãos, fecha os olhos e diz oferecer suas melhores energias. Não usa galhos e ramalhetes, apenas dizeres. “Eu faço isso há mais de 40 anos e vejo as pessoas saírem melhor, bem mais calmas. De mim só emana amor. Unindo a espiritualidade com os medicamentos sei que os doentes podem ficar bons”, diz.
A fila para o atendimento espiritual é grande. Alice Maria Mesquita, 42, doméstica, leva o garoto, de apenas quatro anos, para rezar. O menino apresenta quadro de desinteria há dias. Tudo muito repentino e aparentemente sem motivos. Prato cheio para a reza. Será o tal do ´ventre caído´, um susto que ele tomou?
A rezadeira Rosa Ferreira da Silva, 86, oferece apoio, mas reforça: só a oração não vai adiantar, o bom-senso pede reforço na hidratação. “Somos orientadas a entregar também os pacotes de soro para melhorar a saúde. Mas ainda tem muita gente que só acredita na rezadeira e não quer levar o doente ao posto”, afirma.
Trabalhando há mais de 50 anos com as mãos, Rosa teme o fim das rezadeiras, diz que uma outra geração não está sendo formada e que o saber tradicional estaria com legado comprometido. “Nós estamos ficando velhas e não estou vendo gente nova se interessar. O que mantem a tradição viva é a crença, é o fato das pessoas, mesmo com os médicos, ainda estarem com a gente. Mas ainda há perseguição e preconceito contra nós”, relata.
Cultura
Para a coordenadora do Posto de Saúde Rebouças Macambira, Maria da Conceição de Angelo, a ideia de levar essas mulheres que trabalham com rezas para dentro da unidade foi algo bem natural. Segundo a gestora da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a presença delas é muito forte no bairro. Vez ou outra, as agentes de saúde narravam que um doente estava deixando de se consultar com um médico, apesar da gravidade da enfermidade, apostando apenas na fé.
“Estamos dialogando com a cultura e a tradição da comunidade. Sentimos que isto está melhorando, inclusive, a humanização e o relacionamento entre as partes. Esse intercâmbio de saberes está gerando bons efeitos”, narra a coordenadora Conceição.
Conflitos
A contadora Débora da Rocha Marques, 26, moradora do bairro Ellery, conta que foi criada indo, quando criança, às rezadeiras. Hoje, em virtude da falta de tempo, deixou de frequentar os espaços, mas ainda vê isso muito forte na sua família, apesar da ´ditadura´ do tal saber médico.
“Acho o trabalho delas muito importante e deve sim ser mantido para as próximas gerações. O que me motivava a ir era a crendice que por sua vez dominava os mais idosos e passavam de geração em geração. E era a única solução que se usava, pois médico antigamente era muito caro e de difícil acesso. Mas, a opinião clínica hoje é bem mais aceita, apesar de eles nem sempre acertarem o diagnostico e não darem a devida atenção”, finaliza.
PROTAGONISTA
“Antigamente a reza era a nossa única opção”
A dona-de-casa Valdenir Cardoso, 60, conta, com emoção, como criou os seus filhos. Todos, segundo ela, à base de lambedores caseiros, chás de boldo, emulsões de alfavaca, banhos de aroeira e eucalipto. Imaginem, então, os cheiros que exalavam na casa de Valdenir, erva pura!
Ela narra que a sua mãe, de 87, raramente procura um médico, diz não confiar muito no tal “doutô”. Os remédios fariam mais mal do que bem ao corpo, de tão cheio de efeitos colaterais. Dona Valdenir lembra com saudade as batidas na porta da rezadeira em plena madrugada, agoniada pedindo ajuda. “Antigamente a reza era a nossa única opção”.
OPINIÃO DO ESPECIALISTA
Medicina ´Oficial´ e Popular se complementam
Cristiane Pimentel
Jornalista e pesquisadora
Consideradas como um misto de farmacêutica e médica pelas comunidades nas quais atuam – com a particularidade de não cobrarem por seus serviços – as rezadeiras atuam na proteção e cura de males de origem física ou espiritual. Numerosas em comunidades rurais e de baixa renda, possuem, no entanto, um público que extrapola essa esfera. É importante perceber que um doente que procura uma rezadeira não o faz, primeiramente, por fatores sociais e econômicos, mas por aquela prática possuir respaldo cultural para tanto. De fato, todo aquele que opta pela cura na Medicina Popular o faz de acordo com as concepções de enfermidade e saúde inseridas em sua cultura. Por exemplo, se um determinado indivíduo crê que o chamado “cobreiro” (herpes zoster) é uma enfermidade não passível de ser curada pelo médico, mas sim pela rezadeira; ou se outro acredita que a apatia de seu filho não é outra coisa senão “quebranto”, então ambos irão procurar a rezadeira. Não há fatores de dúvida, pois, para aquele paciente, a Medicina Popular é a única apta a curar os chamados “males de reza”, e a Medicina “Oficial”, os “males de dotô”. Obviamente que a dificuldade de acesso a recursos e informações de saúde tem seu peso quando se pensa em um suposto distanciamento da chamada Medicina “Oficial” por parte desse paciente. Porém, sem dúvida, é equivocado definir que o ofício de rezadeira persista até os dias de hoje, mesmo em ambientes urbanos, por conta da ineficiência do sistema de saúde. É a cultura que age como fator decisivo na opção entre ir ao médico ou a rezadeira. A cultura impele a crer que aquela é a única opção, o único caminho pelo qual ele obterá a cura. Por isso mesmo que não é difícil encontrar entre os clientes das rezadeiras pessoas de elevado grau de informação ou poder aquisitivo. É com essa acertada percepção de que não há conflito, mas complementaridade, entre Medicina Popular e “Oficial”, que municípios vêm aliando suas equipes de saúde a rezadeiras, em programas de saúde preventiva, como ocorreu no município de Rebouças, no interior do Paraná. Lá foi sancionada, em fevereiro deste ano, uma lei inédita no País, que confere às rezadeiras o status de profissionais de saúde.
Desafio é romper com a centralidade no médico
Em meio a toda essa discussão sobre quem tem o poder de curar – médicos, rezadeiras (ou ambos), as práticas ditas complementares e alternativas tentam se misturar, em um verdadeiro caldeirão de saberes, com as técnicas formais, medicamentosas, ditas ´oficiais´. E como encontrar, em um mesmo espaço, clínicos gerais indicando remédios alopáticos e outros profissionais tentando curar através de massagens, rezas, lambedores, ervas, conversas, pelo toque ou afeto.
Uma das rezadeiras mais conhecidas de Fortaleza, a Mãe Mocinha, uniu os seus conhecimentos da reza junto às técnicas de massoterapia
   Apesar de o Ministério da Saúde já preconizar e até estimular o uso dessas diversas práticas terapêuticas complementares dentro das unidades médicas, o desafio ainda é conciliar, tentar mediar os conflitos de quem concorda e discorda dos mil interesses.
“O que queremos hoje é romper com essa centralidade do cuidado apenas no médico. Acabar com a ´desmedicalização´. Fazer com que todos compreendam que a cura vem de um trabalho conjunto, multidisciplinar que conta, inclusive, com a presença do clínico e da rezadeira”, explica a médica, educadora popular e atual coordenadora pedagógica do Sistema Municipal de Saúde e Escola, Vera Dantas.
Na rede pública de Fortaleza, Vera Dantas enumera diversas ações já existentes na área. Ainda são poucas, segundo ela, mas bem expressivas. Existem hoje, na Capital, conforme Vera, duas Ocas Comunitárias geridas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o programa ´Cirandas da Vida´, trabalhos conjuntos com o Projeto Quatro Varas, terapeutas em postos de saúde e nos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPSAD).
Capacitação
“Além de reconhecer a importância das rezadeiras, por exemplo, temos a consciência também de que elas devem renovar seus saberes. Daí, oferecermos cursos de capacitação em outras áreas como massoterapia e técnicas de reiki. Tudo sem imposição, com respeito à todos as culturas e à diversidade religiosa. Estamos fazendo um trabalho pequeno ainda, de formiga, mas torcendo sim e lutando muito por uma universalização da saúde de qualidade e mais humanizada”, afirma a médica Vera Dantas.
E não faltam exemplos de rezadeiras que, junto com o trabalho tradicional da fé, têm aprendido novas práticas. A mãe de santo e rezadeira, Maria Perpetua Meneses, 68, conhecida como ´Mãe Mocinha´, é famosa na cidade com a cura pelas mãos. Moradora do Pirambu, já rezou em muita gente. Hoje, trabalha também como massoterapeuta no CAPSAD da Secretaria Executiva Regional (SER) IV.
Para a Mãe Mocinha, o momento agora é de fortalecer essas técnicas tradicionais e garantir que elas, cada vez mais, estejam dentro dos espaços formais.
“A gente trabalha com muito amor. Esse é o nosso diferencial com relação aos demais. O que me motiva a rezar nas pessoas é a caridade, a vontade de ajudar. Penso com otimismo, acredito que as rezadeiras nunca vão se acabar. Sempre vai existir gente fazendo o bem”, relata Mocinha.
IVNA GIRÃO
REPÓRTER

Grávida adia tratamento de câncer para salvar filha e descobre que não tem mais cura

 

Sarah salvou a vida de Polly Foto: Reprodução / Mail Online Extra Online

Sarah Brook estava grávida de 25 semanas, quando descobriu um câncer no intestino. E os hormônios da gestação estavam acelerando o crescimento do tumor. Mesmo assim, a designer gráfica de Londres, na Inglaterra, decidiu adiar o tratamento por duas semanas, até que pudesse dar à luz a pequena Polly Jean . A intenção era não colocar em risco a saúde da filha.

O bebê nasceu saudável com 27 semanas (um pouco mais de 6 meses) de gestação, por cesárea, pesando 900 gramas. Mas Sarah foi informada de que não tinha muito tempo de vida. O câncer já havia se espalhado para o pâncreas, pulmões, pescoço e tomado conta dos intestinos.

– Eu só quero ser uma mãe para minha bebê e continuar sendo uma mulher e a melhor amiga do meu marido pelo maior tempo possível. Eu não posso pensar em um futuro além disso – disse Sarah.

Ela descubriu o câncer com 25 semanas de gestaçãoEla descubriu o câncer com 25 semanas de gestação Foto: Reprodução / Mail Online

Polly já está com quatro semanas de vida. E fez valer a pena o sacrifício da mãe. O bebê teve algumas complicações de saúde, mas está mais forte a cada dia, segundo o jornal Daily Mail.

– O sentimento quando a vi pela primeira vez foi de completo amor e espanto – contou a inglesa.

Sarah já começou as sessões de quimioterapia, mas disse que o tratamento era um paliativo para aliviar o desconforto e mantê-la viva o maior tempo possível. Os médicos que cuidam dela disseram que há apenas 25 casos registrados em todo o mundo, de pessoas com o mesmo nível de tumores secundários que Sarah.

Sarah casou com Ben em 2006Sarah casou com Ben em 2006 Foto: Reprodução / Mail Online

A designer cresceu em Londres, mas se mudou para a Austrália em 2006, logo depois do casamento com Ben. Agora, passa a maior parte do tempo em um hospital em Sydney, fazendo o tratamento contra a doença e cuidando da filha, que ainda está na unidade de tratamento intensivo neonatal. A família de Sarah está na Austrália, apoiando Ben e cuidando de Polly também.

Os dois paparicam o bebêOs dois paparicam o bebê Foto: Reprodução / Mail Online

– Tem sido muito difícil para o meu marido, já que ele precisa lidar com a ideia de como será a vida sem mim, e como ele irá criar Polly como pai solteiro – desabafou Sarah – Eu irei conviver com o câncer pelo resto da minha vida e não se sabe o quanto ela vai durar – conformou-se ela.

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