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Deputado da PB repercute matéria e acusa Temer de negociar R$ 40 milhões com Cunha

Em pronunciamento feito nessa quinta-feira, 4, na Câmara dos Deputados, Luiz Couto (PT-PB) repercutiu informações publicadas na revista Carta Capital na matéria “Temer Delata o Golpe”. De acordo com o parlamentar, a reportagem confirmaria que o Impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) teria sido vingança de Eduardo Cunha contra o PT.

Couto destacou que delatores da Odebrecht relataram ter sido no escritório político de Michel Temer, em São Paulo, quando ele era vice-presidente, que foi negociada, junto a Eduardo Cunha, uma quantia de 40 milhões de dólares em 2010.

“Esse governo está atolado em suspeitas, abriga oito ministros investigados por corrupção, com dificuldades cada vez maiores para aprovar no Congresso o pacote completo de medidas impopulares defendidas pela turma que embarcou no revanchismo cunhista e fica a dúvida sobre até quando o governo Temer resistirá”, disse Couto.

A matéria de André Barrocal na Carta Capital detalha o passo a passo da susposta negociação dos U$ 40 milhões e Couto declarou que o atual presidente Michel Temer e Eduardo Cunha teriam negociado juntos a quantia.

“Cunha e Temer sempre foram carne e unha. Andavam juntos, negociavam juntos e comiam na mesma mesa. Não tenho dúvidas que além desta acusação de 40 milhões de dólares, negociados no escritório de Temer, ainda surgirão outras. Agora, o único que está sendo desmontado e afundando, nesta história, é o povo humilde deste país. Enquanto se negociam votações de retiradas de direitos, lá no Planalto, enquanto se ouve delatores em negociatas bilionárias, o povo sofre”, disse Couto, em referências às reformas trabalhistas e previdenciária em tramitação no Congresso.

“O povo sempre foi o pilar da democracia e agora, mais do que nunca, precisa se reinventar e fazer cumprir seus direitos democráticos. Precisamos de eleições direitas. Precisamos de um presidente que não seja colocado por um golpe e sim pelo povo”, concluiu o parlamentar paraibano.

PB Agora

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“Nem a prisão foi capaz de fazer Cunha abandonar hábito de chantagens”, diz Moro

José Cruz/Agência Brasil
José Cruz/Agência Brasil

Na sentença desta quinta-feira (30), em que condena o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB)  a 15 anos e quatro meses de prisão por crimes apurados na Operação Lava Jato, o juiz Sérgio Moro alegou que nem mesmo a prisão do ex-deputado, ocorrida em outubro do ano passado, foi capaz de “fazê-lo abandonar o modus operandi , de extorsão, ameaça e chantagem”.

Esse ‘hábito’, lembra Sérgio Moro , já havia sido percebido em episódios anteriores, como quando o delator Júlio Camargo, primeiro a relatar a participação de Cunha no esquema criminoso na Petrobras, disse que chegou a esconder em juízo fatos relacionados ao peemedebista “por medo das consequências”.

Moro diz que Eduardo Cunha tentou “intimidar e constranger” o presidente Michel Temer ao questioná-lo sobre sua relação com o ex-assessor José Yunes e um suposto esquema de repasses ilegais a campanhas do PMDB em 2014.

“A pretexto de instruir a ação penal, Eduardo Cosentino da Cunha apresentou vários quesitos dirigidos ao Exmo. Sr. Presidente da República que nada diziam respeito ao caso concreto”, escreve o juiz. “Tais quesitos, absolutamente estranhos ao objeto da ação penal, tinham por motivo óbvio constranger o Exmo. Sr. Presidente da República e provavelmente buscavam com isso provocar alguma espécie intervenção indevida da parte dele em favor do preso, o que não ocorreu.”

“A conduta processual do condenado no episódio apenas revela que sequer a prisão preventiva foi suficiente para fazê-lo abandonar o modus operandi , de extorsão, ameaça e chantagem”, complementa Moro, que ratifica que “não há qualquer registro” de que Michel Temer tenha cedido à tentativa de intimidação.

Condenação

Em sua decisão, Moro entendeu que o principal algoz da ex-presidente Dilma Rousseff cometeu os crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas.

A ação penal na qual Eduardo Cunha foi condenado se referia ao uso de contas na Suíça para receber propina de R$ 5 milhões referente à operação de compra pela Petrobras do Bloco 4, campo de petróleo no Benin, na África, em 2011.

A defesa já anunciou que irá recorrer da decisão do juiz Moro, da 13ª Vara Federal, ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

Além da pena de 15 anos e quatro meses de prisão, o ex-deputado também foi condenado a pagar US$ 1,5 milhão à Petrobras. O Ministério Público Federal pedia multa de US$ 77,5 milhões, que se refere ao valor total do prejuízo da Petrobras na compra do campo de Benin.

Moro recorda Teori e exalta Lava Jato

Alvo de recorrentes críticas sobre sua atuação na operação, o juiz da 13ª vara criminal usou sua decisão para exaltar a Lava Jato e recordar o trabalho de Teori Zavaski, ex-relator da operação, que foi morto em um acidente aéreo em janeiro deste ano.

Segundo o juiz, a condenação de Cunha só foi possível “devido a coragem institucional da Procuradoria Geral da República e do Egrégio Supremo Tribunal Federal”.

Entre as decisões tomadas no STF, Moro destacou o afastamento do ex-deputado, considerando que a atitude da Corte “possibilitou o andamento normal do processo de cassação de seu mandato parlamentar”.

“Necessário reconhecer também o mérito posterior da própria Câmara dos Deputados que, sucessivamente, cassou o mandado parlamentar”, escreve o juiz.

O magistrado destacou ainda o trabalho individual do “eminente e saudoso” ministro do STF Teori Zavascki. “Por essa decisão e por outras, o legado de independência e de seriedade do Ministro Teori Zavascki não será esquecido”

“Não há melhor momento para recordar o legado de independência do Ministro Teori Zavaski do que agora, quando discute-se a aprovação de nova lei de abuso de autoridade que, sem as salvaguardas necessárias, terá o efeito prático de criminalizar a interpretação da lei e com isso colocará em risco a independência judicial, subordinando-a ao interesse dos poderosos. Espera-se e confia-se que o Congresso saberá proceder com sabedoria para a adoção de salvaguardas explícitas e inequívocas”, completa Sérgio Moro.

 

iG

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Cunha pretende revelar o preço do PMDB de Temer para apoiar Dilma nas eleições

cunhaFaltavam 16 dias para o segundo turno das eleições de 2014 quando Eduardo Cunha enviou uma mensagem, em tom de ordem, ao presidente da OAS, Léo Pinheiro. “Vê Henrique seg turno”, escreveu o então líder do PMDB, em 10 de outubro, pedindo ajuda financeira para a reta final da campanha do aliado Henrique Eduardo Alves ao governo do Rio Grande do Norte. Como o dinheiro demorava a cair, Cunha ficou impaciente. “Amigo, a eleição é semana que vem, preciso que veja urgente”, escreveu, três dias depois. “Tem de encontrar uma solução, senão todo esforço será em vão”, insistiu, dali a dois dias. Pinheiro respondia sempre que estava com dificuldades para levantar novos recursos. Cunha, habilidoso negociador, decidiu resolver o problema por conta própria. Providenciou com dirigentes da Odebrecht uma transferência eletrônica de R$ 4 milhões da empreiteira para o comitê nacional do partido em 23 de outubro. Naquele dia, um cheque do mesmo valor saiu da cúpula da sigla para o diretório do PMDB-RN e, ao longo da semana, todos os R$ 4 milhões chegaram à conta da campanha de Alves.

O episódio diz muito sobre Cunha e o PMDB. Ao contrário do PT, o PMDB não teve, nas eleições mais recentes, um tesoureiro responsável por centralizar a arrecadação e a distribuição de dinheiro de campanha – é por isso que, no petrolão, não se descobriu no partido de Cunha figuras como João Vaccari e Delúbio Soares. A maior legenda do Brasil constitui-se numa aglomeração de chefes políticos que, a depender do momento e da oportunidade, organizam-se regionalmente ou no Congresso. Divide-se, em Brasília, em dois grupos principais: o PMDB da Câmara e o PMDB do Senado. A arrecadação de doações eleitorais obedecia a essa estrutura política. O caixa eleitoral do partido, no entanto, era único. Empresários doavam a uma conta nacional, mesmo que quisessem repassar o dinheiro a um candidato específico. A confusão era certa. Não era fácil identificar qual doação pertencia a qual candidato – às vezes, mais de um candidato.

Cunha, graças a seu excelente relacionamento com os maiores empresários do país, conforme o episódio com Léo Pinheiro deixa claro, encarregava-se, sobretudo na campanha de 2014, de resolver as encrencas. Conhecia todo mundo que doava e conhecia no PMDB todo mundo que receberia, ou deveria receber, o dinheiro. Tornara-se, de certa maneira, um tesoureiro informal do PMDB. Agora, esse tesoureiro está preso pela Lava Jato – e seus segredos não estão somente na Suíça.

Cunha, portanto, conhece como ninguém os bastidores da arrecadação do PMDB em 2014. Meticuloso, guardou documentos e anotou todos os detalhes, incluindo valores e destinatários, das doações – legais e ilegais – daquela campanha. Nelas, há até datas e locais de encontros com empresários, lobistas e políticos do PMDB. Na pauta, sempre dinheiro de campanha. “Ou dinheiro pago durante a campanha”, disse ele recentemente a amigos, com leve ironia. Ele se referia ao fato muito conhecido, nos bastidores do poder, de que eleições são oportunidades para políticos ganharem dinheiro. Afinal, uma vez na posse das contribuições, legais ou ilegais, dos empresários, um político pode usá-las para produzir santinhos – ou produzir saldo em contas na Suíça.

Nos últimos meses, conforme a perspectiva de que fosse preso tornava-se cada vez mais próxima, Cunha, percebendo-se sem saída, reuniu os documentos e organizou as anotações. Passava os dias – e as madrugadas – consultando os arquivos, em papel e no computador, e a memória. Criou pastas para cada alvo. Preparava-se para tentar, no momento certo, uma delação premiada. (Seus advogados chegaram a sondar a Procuradoria-Geral da República, mas as conversas não avançaram.) Parte do material serviria para o livro que Cunha estava escrevendo sobre os bastidores do impeachment de Dilma Rousseff. Nele, Cunha descreveria os fatos políticos da queda da petista, sem mencionar ilegalidades. Estas ficariam para a delação.

Lei a matéria completa na Revista Época 

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Ação de Cunha como arrecadador informal do PMDB em 2014 pode afetar Temer

(Foto: André Dusek/Estadão Conteúdo)
(Foto: André Dusek/Estadão Conteúdo)

A atuação do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso nesta quarta-feira (19), como arrecadador informal de doações empresariais na campanha eleitoral de 2014 envolve o risco de afetar o presidente Michel Temer. Mesmo sem papel formal na sigla, Cunha mantinha relações próximas com o setor privado e direcionava transferências para o comando de seu partido. Presidente do PMDB na ocasião, Temer compartilhava responsabilidades financeiras com a tesouraria da legenda, assinando documentações e transferências bancárias.

Auxiliares do Palácio do Planalto reconhecem a possibilidade de que uma delação premiada negociada por Cunha resvale nessa função de Temer, então candidato à reeleição como vice na chapa de Dilma Rousseff. Seus principais aliados ressaltam que ele jamais tomou conhecimento de qualquer ilegalidade na arrecadação e que todas as doações empresariais que Cunha direcionava para o partido foram registradas na Justiça Eleitoral. O Planalto reconhece, por outro lado, que uma delação que indique que o dinheiro teve origem em negociações ilícitas ligadas ao petrolão criaria um constrangimento político ao presidente da República, que sempre negou envolvimento com o esquema do qual expoentes do PT são acusados de participar.

Na sede do governo, a potencial delação premiada após a prisão é vista como uma saída provável para Cunha. Aliados de Temer acreditam que esse risco passou a ser uma das únicas fontes de poder do ex-deputado, que viu sua influência ser esvaziada ao longo do processo que levou a sua cassação no plenário da Câmara, em setembro, por 450 votos a 10. Alguns de seus antigos aliados que o abandonaram ao longo do processo circularam nesta quarta-feira pelo Palácio do Planalto. Todos classificaram a probabilidade de delação como alta, mas levantaram dúvidas de que ele terá sucesso nas negociações com a procuradoria.

Época

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Lindbergh: “Se Cunha fizer delação, Temer não se sustenta por um dia”

lindenbergRepresentantes da oposição afirmaram nesta quarta-feira, 19, que a possibilidade de o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) firmar acordo de delação premiada pode prejudicar o governo do presidente Michel Temer. O ex-presidente da Câmara foi preso no início desta tarde por ordem do juiz Sérgio Moro. O peemedebista nega que esteja negociando o acordo com a força-tarefa da Operação Lava Jato.

O líder da oposição, senador Lindbergh Farias (PT-RJ), ao anunciar no plenário do Senado a prisão preventiva de Cunha, disse torcer por uma delação e afirmou que, caso aconteça, o governo de Michel Temer não irá resistir.

“Acaba de ser preso Eduardo Cunha. E eu, sinceramente, espero que ele faça uma delação. Se ele fizer uma delação, esse governo de Michel Temer não se sustenta por um dia”, anunciou Lindbergh ao plenário lotado, que votava uma medida provisória.

O senador também registrou que a prisão de Eduardo Cunha procedeu de forma diferente de outras ações da Lava Jato. “Essas ações da Lava Jato aconteceram com grande cobertura midiática. Dessa vez, não aconteceu. Espero que seja uma mudança de procedimento”, afirmou. Segundo o senador, ações que envolvem membros do PT são anteriormente avisadas para a imprensa e acontecem no início da manhã.

O deputado Silvio Costa (PTdoB-PE) afirmou que a prisão do deputado cassado vai representar o fim do governo do presidente Temer. Costa foi um dos muitos deputados da oposição que defenderam que Cunha deveria fazer uma delação premiada e contar detalhes dos esquemas de corrupção do qual é acusado de participar, como o investigado pela Operação Lava Jato.

“Muitos deputados vão aumentar o uso de Lexotan, e eu sei que lá no Palácio do Planalto tem muita gente pedindo entrega a domicílio de calmante”, disse Costa.

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) também afirmou que um eventual acordo de colaboração premiada de Cunha poderia prejudicar Temer. “Cunha é a delação das delações, ele, sem dúvida, pode derrubar o governo do presidente Michel Temer”, disse.

Ivan disse ainda que houve uma “imensa cumplicidade” dos deputados em relação a Cunha, que postergaram por cerca de oito meses a tramitação do processo de cassação do mandato do deputado no Conselho de Ética. “A medida que ele perdeu a imunidade parlamentar, há um mês e pouco, nós estamos assistindo agora a ação imediata do juiz de Curitiba para prisão preventiva”, disse.

Parlamentares da Rede, como Miro Teixeira (RJ) e Alessandro Molon (RJ), também defenderam que Cunha deve fazer um acordo de delação. “Nós temos que cobrar que Eduardo Cunha colabore com a Justiça, para colaborar com a sociedade. Essa é uma maneira de ele se redimir. Ele faria um grande bem ao Brasil se delatasse, se desse nomes aos bois, descrevendo qual foi o papel de cada um deles”, disse Miro.

Assim que a notícia da prisão de Cunha veio a público, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) anunciou a decisão do juiz Sérgio Moro, da 13.ª Vara de Curitiba, no plenário da Câmara. Na hora, não houve manifestações, nem contra nem a favor do peemedebista.

Estadão

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Em nota, Cunha classifica prisão como ‘decisão absurda’

cunhaEm nota publicada em sua página no Facebook, Eduardo Cunha classificou a decisão judicial pedindo sua prisão como absurda.

Leia a íntegra do comunicado:

Tendo em vista o mandado de prisão preventiva decretado hoje pela 13º Vara Federal do Paraná, tenho a declarar o que se segue: Trata-se de uma decisão absurda, sem nenhuma motivação e utilizando-se dos argumentos de uma ação cautelar extinta pelo Supremo Tribunal Federal. A referida ação cautelar do Supremo, que pedia minha prisão preventiva, foi extinta e o juiz, nos fundamentos da decretação de prisão, utiliza os fundamentos dessa ação cautelar, bem como de fatos atinentes a outros inquéritos que não estão sob sua jurisdição, não sendo ele juiz competente para deliberar. Meus advogados tomarão as medidas cabíveis para enfrentar essa absurda decisão.

Da Redação

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Dez dos doze deputados paraibanos confirmaram presença em sessão sobre cassação de Cunha

eduardo-cunhaEm pesquisa realizada pelo portal Congresso em Foco, dez dos doze deputados federais da Paraíba confirmaram presença na sessão a realizada nesta segunda-feira (12) na Câmara Federal para deliberar sobre a cassação do deputado afastado e ex-presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB).

Aguinaldo Ribeiro (PP) e Hugo Mota (PMDB) foram os únicos que ainda não garantiram sua presença. O peemedebista, que presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, é um dos aliados de Eduardo Cunha.

Em uma enquete promovida pelo jornal ‘O Globo’ apenas cinco parlamentares paraibanos anteciparam que irão votar pela cassação de Cunha. São eles: Efraim Filho (DEM), Luiz Couto (PT), Pedro Cunha Lima (PSDB), Rômulo Gouveia (PSD) e Wilson Filho (PTB).

O ex-presidente já informou que pretende comparecer pessoalmente à sessão para fazer a sua defesa ao lado do seu advogado, Marcelo Nobre. Alvo da Operação Lava Jato, o peemedebista é acusado de manter contas bancárias secretas no exterior e de ter mentido sobre a existência delas em depoimento à CPI da Petrobras no ano passado. A sessão está prevista para ter início às 19h.

Congresso em Foco

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Deputado ocupa redes sociais e ironiza cassação de Cunha

O deputado federal, Luiz Couto (PT), ocupou, nesta sexta-feira (9), as redes sociais para manifestar o seu voto na sessão da próxima segunda-feira (12) que decidirá o destino do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Na postagem, Luiz Couto aparece sorridente empunhando um cartaz com saudação de despedida ao colega de parlamento. “Para que não exista qualquer dúvida sobre meu voto, deixo bem clara a minha postura quanto à votação do deputado Eduardo Cunha. Estarei em Brasília já no domingo, 11, e na segunda-feira, 12, estarei pontualmente na Câmara para votar pela cassação do mandato deste Golpista. Nada menos do que isso”, afirmou.

 

MaisPB

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Saiba quais deputados da PB confirmaram presença na votação sobre cassação de Cunha e como votarão

camaradosdeputadosO presidente da Câmara, deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), marcou para as 19h desta segunda-feira (12) a sessão que votará o parecer do Conselho de Ética que pede a cassação do deputado federal afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A bancada da Paraíba é composta por 12 deputados e apenas metade deles confirmou presença, até o momento, na sessão.

Já declararam que participarão da votação os deputados Efraim Filho (DEM), Benjamin Maranhão (SD), André Amaral (PMDB), Pedro Cunha Lima (PSDB), Luiz Couto (PT) e Rômulo Gouveia (PSD). Desses, só Maranhão e Amaral não divulgaram como votarão, os demais são a favor da cassação de Cunha.

O deputado Wilson Filho (PTB), anteriormente, já havia declarado que votará pela cassação do ex-presidente da Câmara, mas ainda não confirmou presença em Brasília. O deputado Manoel Júnior (PMDB) afirmou que seguirá a orientação da bancada do PMDB na votação, mas aguarda a confirmação de um debate em João Pessoa, onde ele concorre a vice-prefeito, para saber se estará na sessão ou não.

De acordo com o levantamento do jornal ‘O Globo’, o deputado Damião Feliciano (PDT) está indeciso sobre como votará. Já os deputados Hugo Motta (PMDB), Aguinaldo Ribeiro (PP) e Wellington Roberto (PR) não se pronunciaram a respeito do assunto.

Investigado por suposta quebra de decoro parlamentar, Cunha é acusado de manter contas secretas no exterior e de mentir sobre a existência delas em depoimento à CPI da Petrobras, no ano passado.

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Cunha é notificado pelo ‘Diário Oficial’ sobre sessão para votar cassação

Pedro Ladeira/Folhapress
Pedro Ladeira/Folhapress

O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi notificado nesta quinta-feira (8) por meio publicação no “Diário Oficial da União” sobre a sessão convocada para o próximo dia 12 destinada a votar seu processo de cassação.

A sessão será realizada a partir das 19h, de acordo com o edital, assinado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A decisão de publicar a notificação no “Diário Oficial da União” foi tomada após a Câmara não conseguir localizar o deputado pessoalmente. Segundo a Secretaria-Geral, foram feitas três tentativas no gabinete e no apartamento funcional ocupado pelo parlamentar em Brasília, mas ele não foi localizado. Assessores tentaram ainda fazer a entrega no Rio de Janeiro, onde ele tem residência declarada, mas não conseguiram. A notificação também foi enviada pelo correio, com aviso de recebimento.

Diante disso, a notificação, que é uma etapa burocrática exigida pelo processo, foi publicada a fim de formalizar a comunicação. No entanto, a pedido de Cunha, uma notificação também será entregue pessoalmente na quinta-feira (8) em Brasília.

O processo disciplinar de Cunha, ex-presidente da Casa, ficou pronto para ser levado ao plenário antes do recesso parlamentar de julho. No entanto, por pressão de partidos da base aliada de Michel Temer, o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), marcou a votação somente para depois da conclusão do processo de impeachment de Dilma Rousseff.

A escolha da data sofreu críticas de partidos adversários de Cunha. Por ser uma segunda-feira, dia geralmente esvaziado no Congresso Nacional, o receio de deputados desses partidos é que não haja quórum suficiente, o que beneficiaria Cunha.

São necessários 257 votos para que seja aprovado o parecer do Conselho de Ética que pede a perda do mandato de Cunha.

“Esse não é o problema [notificação de Cunha]. O prazo está longo. […] Então, vamos deixar o plenário decidir. O importante é que esse assunto tenha fim no dia 12 de setembro”, minimizou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, questionado por jornalistas sobre a dificuldade em notificar Cunha da votação.

A acusação
Investigado por suposta quebra de decoro parlamentar, Cunha é acusado de manter contas secretas no exterior e de mentir sobre a existência delas em depoimento à CPI da Petrobras, no ano passado.

Ele nega ser dono de contas bancárias fora do país e argumenta ter apenas o usufruto de bens geridos por trustes (empresas jurídicas que administram fundos e bens).

G1

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