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Evento discute produção e cultivo de peixes e camarão em Bananeiras

I Encontro Paraibano de Aquicultura será realizado nos dias 19 e 20 de agosto, no Campus de Bananeiras da UFPB

Imagem FN
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Ações para o desenvolvimento da cadeia produtiva da aquicultura na região do Brejo paraibano serão discutidas nos próximos dias 19 e 20 de agosto, em Bananeiras, durante o I Encontro Paraibano de Aquicultura (I Enaqua). O evento, que vai reunir pesquisadores e cerca de 500 produtores paraibanos, contará com debates, palestras técnicas e oficinas sobre o cultivo de peixes e camarão.

De acordo com o analista técnico e coordenador de Agronegócios do Sebrae Paraíba, Jucieux Palmeira, a proposta do evento é apresentar o cenário brasileiro e paraibano da piscicultura, discutir as estratégias para melhoria da cadeia produtiva da tilápia, mostrar iniciativas realizadas pelo Sebrae Paraíba e outras instituições para o desenvolvimento do setor, além de buscar soluções para os problemas encontrados na atividade.

“A piscicultura na Paraíba ainda se encontra em desenvolvimento. Ocupamos o sétimo lugar como produtor na aquicultura continental no Nordeste. Esta posição pode ser melhorada com o aumento de área produzida e da intensificação da produção por meio da aplicação de tecnologias e manejos adequados, além da oportunidade da produção em tanques rede que pode vir a se tornar realidade para um maior número de produtores do estado, que possui dois grandes espelhos de água -Boqueirão e Coremas – que podem ser mais aproveitados na produção de pescados. Assim como nos municípios de Sapé, Araçagi e outros municípios da região do Agreste Paraibano”, destacou o analista.

Através do projeto AquiParaíba  do Sebrae Paraíba, estão sendo desenvolvidas ações para estimular o desenvolvimento do cultivo da tilápia em 23 municípios da região do Agreste paraibano (Araçagi, Alagoa Grande, Alagoinha, Areia, Bananeiras, Belém, Borborema, Caiçara, Cuitegi, Duas Estradas, Guarabira, Lagoa de Dentro, Logradouro, Mari, Mulungu, Pilões, Pilõezinho, Pirpirituba, Sapé, Serra da Raiz, Serraria e Sertãozinho).

“O Agreste paraibano é a principal região produtora na aquicultura continental do Estado, pois possui um potencial ambiental e econômico. Esperamos desenvolver o agronegócio dos empreendimentos rurais que atuam na cadeia produtiva da aquicultura, através do fomento à inovação, à sustentabilidade, ao aumento da produtividade e à melhoria da gestão dos negócios”, disse Jucieux Palmeira.

De acordo com o analista, apesar da piscicultura estar mantendo um crescimento acima do desempenho geral da economia, superando, nos últimos 10 anos, a taxa de crescimento da produção de outras carnes, a produção de pescado brasileiro não consegue atender à demanda interna.

“Nos últimos quatro anos a importação de pescados dos países asiáticos cresceu consideravelmente, sendo estes os maiores produtores de pescado do mundo. O piscicultor brasileiro, tampouco a indústria pesqueira do país, tem hoje condições de competir com os preços dos pescados importados da Ásia, em especial pela grande disparidade na carga tributária, salários e encargos trabalhistas em relação a esses países, o que acaba onerando demasiadamente os preços das rações, mão de obra, energia, equipamentos e serviços para o setor no Brasil”, explicou.

Programação Enaqua – O I Encontro Paraibano de Aquicultura será realizado ao longo de dois dias, das 8h às 18h.  Estão programadas palestras sobre “Cenário atual do mercado da tilápia no Brasil”, com Francisco Medeiros, secretário executivo da PeixeBR; “A experiência de uma cooperativa que atua na cadeia produtiva da piscicultura no Oeste do Paraná, com Ricardo Krause (Copices); “O beneficiamento de tilápias através de entrepostos móvel de pescado”, com Patrícia Mochiaro (Embrapa); e “Trabalhos desenvolvidos pelos projetos ArquinordesteAquiparaiba”, com Jucieux Palameira, Gustavo Costa (Sebrae Paraíba) e Rui Trombeta (Ecofish).

O evento vai oferecer duas palestras técnicas: “Elaboração de co-produtos a base de tilápia”, com Luciana Andrade e Maria de Fátima Lacerda (IFPB), e “Alternativa econômica para piscicultura do Brejo paraibano: policultivo de tilápia x macrobrachiumrosembergii”, com Marino Eugenio (UFPB).

Entre as oficinas estão programadas: “Elaboração de co-produtos a base de tilápia”; “Qualidade de água na piscicultura”; e “Projetos técnicos de viabilidade econômica e de regularização ambiental na piscicultura”.

Para se inscrever no evento, basta acessar o site: https://www.sympla.com.br/i-enaqua—encontro-paraibano-de-aquicultura__78698. A inscrição para o seminário custa R$ 20 e para as oficinas R$ 20. Os interessados em participar de todas as atividades pagam R$ 30. O I Enaqua é uma realização do Sebrae Paraíba e da UFPB – Campus Bananeiras.

 Assessoria

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Governo quer ampliar área para cultivo de palma forrageira na Paraíba

O Governo do Estado solicitou ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para que seja ampliada a área de zoneamento agrícola para o cultivo da palma forrageira na Paraíba, com a inclusão de mais 42 municípios. Atualmente são 119 que estão habilitados a acessar linha de crédito para essa cultura.

Na ação integrada da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e suas vinculadas, a meta é garantir a produção de ração para os rebanhos em períodos de estiagens prolongadas, como a que se verifica neste período, informou o secretário da Agricultura Familiar, Alexandre Eduardo. O novo zoneamento vai contribuir para a ampliação dessa atividade tão importante na produção de ração animal. Caberá a Emater Paraíba a orientação do plantio, o acompanhamento e outras atividades necessárias para o cultivo.

A sugestão para ampliação da área cultivada com palma forrageira é fruto de discussões técnicas entre profissionais de diferentes instituições que atuam no desenvolvimento rural da Paraíba. A palma tem condições de ser cultivada em quase todo o Estado, presente em quase todos os municípios paraibanos. Atualmente, o Cariri concentra 70% da produção da palma forrageira.

A preocupação do governo é com relação à proliferação da praga da cochonilha do carmim a partir do início da década 2000, estando hoje o cultivo reduzido de 190 mil para 87 mil hectares, aumentando a carência de aumentos para o rebanho, agravada ainda mais com a prolongada estiagem que se verifica em toda região.

Como está no período de plantio da palma, nos meses que antecedem ao inverno, o Governo determinou que fosse ampliada a distribuição de raquetes de variedade resistente à praga, pesquisada pela Emepa. Atualmente são quatro variedades de mudas em processo de reprodução.

Os pesquisadores da Emepa inovam com uma técnica de micropropagação de mudas. Com o método, a raquete de palma forrageira resistente a pragas e doenças se multiplica em 30 mudas. A meta é distribuir as mudas da palma em todo território paraibano para substituir as palmas que estão sendo dizimadas pela praga da cochonilha-do-carmim.

A palma forrageira é um alimento importante na atividade pecuária. A Emepa tem quatro cultivadores registrados no Ministério da Agricultura a partir de pesquisas.

O assessoramento para o plantio e manuseio das mudas e raquetes de palma aos produtores é feito pela Emater, que também faz a elaboração de projetos junto ao agente financeiro. No campo, as mudas precisam passar oito dias na sombra depois do corte e, em seguida, poderão ser plantadas e irrigadas. Se um produtor plantar em um canteiro de um metro por dez metros, com espaçamento de dez centímetros, ele terá 1.000 mudas para plantar a cada 35 dias.

Os municípios que poderão ser incluídos no Zoneamento Agrícola da Cultura da Palma na Paraíba são: Alagoa Grande, Araçagi, Arara, Serra Redonda, Mogeiro, Gurinhém, Juarez Távora, Logradouro, Dona Inês, Solânea, Belém, Duas Estradas, Lagoa de Dentro, Itapororoca, Pirpirituba, Cuitegi, Alagoinha, Mulungu, Caldas Brandão, Sossego, Riachão de Bacanarte, São José dos Ramos, São Miguel de Itaipu, Pilar, Salgado de São Felix, Itabaiana, Fagundes, Umbuzeiro, Olho D’água, Nova Olinda, Piancó, Igaraçi, Coremas, Itaporanga, Catingueira, Condado, Juripiranga, Bananeiras, Caiçara, Remígio e Guarabira.

Secom-PB

Cultivo de flores no município de Pilões (PB) é destaque no Portal Uol

As flores mudaram a vida das agricultoras de Pilões, município do interior da Paraíba. Foi o cultivo delas que garantiu a 22 mulheres renda para suas famílias, após o fechamento de uma usina que tirou empregos nos canaviais. O negócio se mostrou promissor e, hoje, a cooperativa que elas criaram vende o produto na Paraíba e em outros Estados.

A ideia de trabalhar com flores foi de Maria Helena dos Santos, que tinha um terreno, e Karla Cristina. Mas o cultivo da planta era desconhecido na região. Todas as flores comercializadas na Paraíba vinham de Recife e São Paulo. “Não sabíamos plantar, nem como começar. A única certeza que tínhamos era que precisávamos ganhar dinheiro”, Maria Helena.

Mas era necessário trabalhar com uma atividade próxima à realidade delas. Chegou-se à conclusão que tinha de ser com terra.

A outra opção era investir na plantação de bananas, negócio não muito rentável, visto que era preciso concorrer com grandes proprietários de terra. “Diante dessa realidade sentimos a necessidade de fazer alguma coisa para ter uma renda”, diz.

Após testes, perceberam que no brejo a flor daria certo. O terreno de Maria Helena foi doado ao grupo. Em troca, a associação oferecia 10% da renda.

Projeto pioneiro já foi premiado

O percurso foi marcado por dificuldades. Ninguém acreditava nelas: nem o banco, nem os amigos, nem os próprios maridos. Com exceção do Sebrae-PB, serviço de apoio às micro e pequenas empresas, que de imediato acreditou na iniciativa e passou a apoiar o sonho daquelas mulheres. Surgia a Cofep (Cooperativa de Flores de Pilões).

Agora, o projeto pioneiro é sinônimo de sucesso e conta com o apoio do Banco do Brasil e do Governo da Paraíba.  De acordo com a cooperativa, por mês são produzidos, em média, 700 pacotes de flores. No início eram 200.

O rendimento mensal é muito variável, mas nunca inferior a R$15 mil. A cooperativa trabalha com 12 variedades de flores, desde a rosa vermelha até a gérbera. O objetivo é ampliar a produção para mil pacotes até o próximo ano.

A Cofep já ganhou vários prêmios de reconhecimento e Maria Helena o prêmio Mulher Empreendedora do Sebrae-PB.São mais de sete hectares de terra de cultivo.

Mulheres enfrentaram resistência em casa, mas hoje colhem reconhecimento

Até 1999, em Pilões, a única ocupação das mulheres era ficar em casa tomando conta das crianças, enquanto os maridos trabalhavam em uma usina da cidade, que declarou falência e deixou várias famílias sem nenhuma perspectiva de vida.

A situação era difícil. Sem emprego, alguns arriscaram ir embora para São Paulo ou Rio de Janeiro, na esperança de uma vida mais digna. De uma forma geral, a pobreza predominava nas casas daquelas famílias.

Mas nada foi fácil. As mulheres tiveram de enfrentar o machismo de seus maridos, que não aceitavam a ideia. “Achavam loucura”, conta Maria Helena. As flores, símbolo do amor e do romantismo, por pouco não causou divórcio na localidade.

Nada disso foi mais forte que a força de vontade. “Chegamos a pensar em fábrica de redes, de doces, de sandálias, mas depois vimos que o melhor mesmo era cultivar flores”, declara.

As mulheres de Pilões quebraram as barreiras e o machismo. Hoje, trabalham na cooperativa 22 mulheres e seis homens. “As flores trouxeram renda e até melhoraram a convivência com nossos maridos. A vida agora é outra. Tudo são flores”, diz.

Do UOL