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Pai de criança atropelada por caminhão na PB vai responder por homicídio culposo, diz delegada

O pai que atropelou o filho acidentalmente na manhã desta quinta-feira (29), em Monte Horebe, no Sertão da Paraíba, vai responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, conforme a delegada de homicídios de Cajazeiras, Yvina, responsável pelo caso. O menino, de 1 ano e dois meses, morreu após ser atropelado por um caminhão caçamba conduzido pelo pai, quando corria para abraçá-lo.

“O pai vai responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, o que a gente trata também como negligência, imprudência e imperícia. Mas é preciso salientar que, em casos como esse, em análise judicial, o juiz pode aplicar um perdão judicial se o sofrimento do pai for muito mais intenso do qualquer penalidade que ele possa ter”, explicou a delegada.

Menino foi atingido por pneu traseiro de caminhão

De acordo com a delegada, a vítima, Márcio Ryan, foi atingida na cabeça por um dos pneus traseiros do caminhão caçamba conduzido pelo pai, de 54 anos. “Antes de entrar no caminhão, o pai estava brincando com o filho dentro de casa, se despedindo para ir trabalhar. Quando ele entrou no caminhão, a criança correu ao encontro dele novamente, mas ele não percebeu”.

Conforme Yvina, o pai precisou dar marcha à ré no caminhão caçamba para sair de casa. Foi nesse momento que o menino estava atrás do veículo e o pai acabou não percebendo que o filho estava no local.

“Infelizmente, na hora que ele saiu com o caminhão de ré, o menino estava atrás do veículo e acabou sendo atingido na cabeça por um dos pneus traseiros do veículo. O pai ainda pegou o menino nos braços e acionou o Samu ao local, mas a criança já estava morta”, contou a delegada.

Mãe pediu para verificar corpo do filho

Ainda conforme relato da delegada ao G1, a mãe da criança, que está em choque, fez um único pedido à polícia. “Todos estão em choque com o que aconteceu. A mãe da criança, que não acredita no que aconteceu, pediu pra que a gente verificasse o corpo do filho, pra saber se o menino havia sofrido muito na hora da morte”, disse Yvna.

De acordo com a delegada, a perícia analisou o caminhão caçamba e no veículo não há nenhuma marca do acidente. “Pelo que a gente analisou no local, a criança pode ter ido à óbito com a pancada que sofreu na cabeça. No local não há nenhum sinal do acidente, não há marcas ou restos encefálicos da criança no pneu do caminhão”, salientou.

Caso é investigado na Delegacia de Homicídios de Cajazeiras — Foto: Beto Silva/TV Paraíba

Caso é investigado na Delegacia de Homicídios de Cajazeiras — Foto: Beto Silva/TV Paraíba

Testemunhas serão ouvidas na terça-feira (3)

A delegada informou que a família da criança e testemunhas serão ouvidas no dia 3 de setembro. “As oitivas estão marcadas pra próxima terça-feira. Todos da família e testemunhas que estavam no local vão prestar esclarecimentos do caso na delegacia”, pontuou.

G1

 

Marido de Caroline Bittencourt será indiciado por homicídio culposo

A Polícia Civil informou, no começo da noite da noite desta segunda-feira (6), que vai indiciar por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar) o empresário Jorge Sestini, marido de Caroline Bittencourt. Ela morreu ao cair de uma lancha durante um vendaval que atingiu o litoral norte de São Paulo no último dia 28.

O delegado Vanderlei Pagliarini, responsável pelo inquérito, decidiu pelo indiciamento após ouvir formalmente o dono da marina de onde a embarcação do casal partiu. O marinheiro que resgatou o empresário do mar também foi ouvido. Sestini ainda não prestou depoimento – a polícia ainda não marcou uma data.

Segundo o inquérito, há indícios da conduta culposa do empresário, que mesmo advertido sobre o mau tempo, lançou-se ao mar. Para o delegado, houve “negligência”.

A informação sobre o alerta consta no depoimento do proprietário da Lemar Garagem Náutica, Lenildo de Oliveira. Segundo o delegado, as declarações permitem concluir pela responsabilização criminal de Jorge Sistini.

Oliveira disse à polícia que orientou na sexta-feira (26) que Sestini ficasse atento às mudanças climáticas, porque estava previsto um vento a noroeste entre sábado e domingo. Essa conversa ocorreu antes de o casal partir da marina, em São Sebastião, para passar o fim de semana em Ilhabela.

O dono da marina contou ainda que, já no domingo, dia do acidente, recebeu alertas de mudança nas condições de tempo e encaminhou aos clientes da marina, entre eles Sestini. Às 15h44, ele recebeu uma mensagem de áudio pelo WhatsApp, último contato com o marido da modelo, que agradeceu pelo aviso e disse que já estava no canal entre São Sebastião e Ilhabela. O empresário afirmou que tinha retorno previsto para as 17h30. O vendaval atingiu Ilhabela por volta de 17h.

Às 17h15, Oliveira disse à polícia que tentou novo contato com o casal pedindo que, caso ainda estivesse no canal, que não tentasse a travessia, que deixasse para o dia seguinte, 29 de abril, porque as condições no tempo tinham piorado e eram críticas.
Para o delegado, o conjunto de provas e indícios colhidos até o momento permitem verificar “com clareza a incidência de conduta culposa dele”.

“Sabedor do mau tempo que assolava naquele momento a região, especialmente para quem se encontrava a bordo de embarcações de pequeno porte, expressamente advertido a esse respeito, resolveu por lançar-se ao mar, não providenciando ao menos que a vítima utilizasse um colete salva-vidas, como lhe competia, negligência indiscutível que remete aos fundamentos dos delitos culposos”, disse o delegado em trecho do documento.

O pedido de indiciamento foi enviado para a polícia de São Paulo, que deve intimar Sestini. Na ocasião, ele será informado oficialmente do indiciamento. “Enviamos um questionário elaborado com perguntas para ele responder. Quando comparecer à delegacia, ele irá ser indiciado formalmente”, afirmou Pagliarini.

A Marinha também instaurou um inquérito para apurar o acidente. A lancha que o casal ocupava quando Caroline caiu no mar foi periciada.

Outro lado

Jorge Sestini tem a opção de não responder aos questionamentos policiais. A família de Sestini foi procurada pela reportagem, mas informou que não vai comentar o caso.

A pena, caso Jorge seja condenado por homicídio culposo, é de um a três anos de detenção.

Histórico

Caroline tinha 37 anos e morreu no último dia 28 abril quando velejava com o marido. Eles faziam a travessia entre São Sebastião e Ilhabela quando foram surpreendidos por fortes ventos.

Em nota publicada pela filha de Caroline em uma rede social no domingo, a família deu detalhes do acidente. Segundo o texto, o vento jogou a modelo com os dois cachorros no mar. O marido tentou resgatá-la, mas a modelo não teria aguentado continuar nadando.

O corpo de Caroline foi achado no dia 29 de abril por uma embarcação civil que ajudava nas buscas. A embarcação onde o casal estava foi achada por volta de meio-dia do mesmo dia, perto da praia do Massaguaçu, em Caraguá.

A lancha em que o casal estava foi periciada pela Marinha no dia 30 de abril. Nenhuma informação foi antecipada pela Capitania dos Portos.

No dia 1º de maio, turistas encontraram uma mala com as iniciais e roupas da modelo Caroline Bittencourt em cima de uma pedra na ilha do Tamanduá, em Caraguatatuba. Os pertences foram entregues à polícia.

Parentes e amigos de Caroline celebraram, nesta segunda, a missa de sétimo dia da modelo, na Igreja Nossa Senhora do Brasil, no Jardim Paulistano, Zona Oeste de São Paulo.

 

 

G1