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De tirar o fôlego: Robson derrota rival cubano e vai em busca de ouro inédito

A missão deste domingo foi cumprida. Robson Conceição queria presentear a si mesmo pelo Dia dos Pais “mudando a cor da medalha”, como ele mesmo disse após garantir o bronze com a vitória nas quartas de final. Pai de Sophia, que completa dois anos no dia 19, ele também prometeu a medalha de ouro para ela. Desta vez, na semifinal, teve seu grande rival, Lazaro Alvarez, de Cuba, no caminho. Fácil, é claro, não seria, afinal, o adversário era um tricampeão mundial, medalhista de bronze em Londres 2012 e primeiro colocado no ranking da AIBA (Associação Internacional de Boxe Amador). Entretanto, o baiano, vice-líder da categoria peso-leve (até 60kg) conseguiu o triunfo por decisão unânime, com 3 a 0 (29-28, 29-28 e 30-27) e está na grande decisão do ouro, que será disputada na próxima terça-feira, às 19h15.

Boxeador Robson Conceição comemora vitória sobre Jorge Alvarez (Foto: Peter Cziborra / Reuters)Robson Conceição comemora a vitória sobre Jorge Alvarez: rumo ao ouro (Foto: Peter Cziborra / Reuters)

 

Na zona mista minutos depois do triunfo, Robson comentou a respeito do fim de luta emocionante, quando ele foi para a trocação franca com o adversário e minimizou o corte sofrido no supercílio. Ele garante que isso não será problema para a final e promete foco nos próximos dias para poder subir ao topo do pódio.

– Os meus técnicos falaram para que eu não entrasse na curta distância com ele, porém, senti que estava bem, no gás. Ele veio para cima, comecei a trocar também e acho que levei ligeira vantagem. Estou preparado para quem vier. Treinei bastante, esse corte não vai fazer diferença. É botar gelo e ver se posso tomar alguma medicação. Vou me concentrar, manter os pés no chão e ficar pronto para buscar a medalha de ouro – disse.

Na final, Robson pega o vencedor de Otgondalai Dorjnyambuu (Mongólia) x Sofiane Oumiha (França) – embate que acontece neste domingo, 18h30. A torcida brasileira pode ficar otimista, ao menos no que depender de Robson, pois antes do duelo contra Alvarez, ele acreditava que o confronto seria a final antecipada.

Caso vença a decisão, Robson alcançará o maior resultado da história do boxe brasileiro em Olimpíadas. O país não tem nenhuma medalha de ouro na modalidade. Nos Jogos de 2012, em Londres, Esquiva Falcão bateu na trave e ficou com a prata. Na mesma edição, a nobre arte do país faturou dois bronzes, com Adriana Araújo e Yamaguchi Falcão. A dupla se juntou a Servílio de Oliveira, o primeiro atleta canarinho a conquistar uma medalha na modalidade, em 1968, na Cidade do México.

A LUTA

Robson entrou no ringue demonstrando serenidade. Jogando nos contra-ataques, ele evitava com maestria os golpes de Alvarez e entrava no tempo certo. Em desvantagem na primeira metade do round, o cubano foi para cima de forma acelerada e os dois trocaram golpes francos na curta distância. O brasileiro movimentava bem a cabeça para se defender e chegava a ficar de guarda baixa para atrair Alvarez e contra-golpear. No fim do round, ambos levantaram o braço após muito equilíbrio.

Robson caminhou mais para a frente no início do segundo assalto, procurando mais a luta e chegou a enquadrar o cubano, que devolveu da mesma forma. Ambos clincharam para conter o momento. O brasileiro levantava a torcida a cada golpe certeiro que desferia, mas o perigoso Alvarez também respondia de forma efetiva. Nos 20 segundos finais, Robson cresceu e acertou duas combinações.

Robson manteve a postura mais agressiva no início e combinou bem para jab e direto, mas Alvarez foi contundente e, na primeira investida, quase levou o brasileiro a knockdown. O cubano ganhou confiança e buscou a trocação franca, mas Robson respondeu com uma boa esquerda. O brasileiro precisou usar o clinche diversas vezes e, na saída de um deles, encaixou bom cruzado de esquerda – mas Alvarez abriu um corte no rosto de Robson, que precisou receber atendimento médico. Nos 35 segundos finais, Robson arriscou tudo e trabalhou muitos ganchos na linha de cintura, terminando melhor a luta.

Robson Conceição com sangramento ao fim da luta contra o cubano Jorge Alvarez (Foto: Danilo Verpa/ Folha de S.Paulo/ NOPP)Robson apresenta sangramento ao fim da luta contra o cubano (Foto: Danilo Verpa/ Folha de S.Paulo/ NOPP)
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Cubano diz que médicos brasileiros se preocupam mais com dinheiro e status

medicoPrestes a começar a trabalhar pelo programa Mais Médicos, o cubano Amauri Cancio, de 40 anos de idade, diz que está ansioso para começar suas atividades em Codajás, na Amazônia. Depois de três semanas de curso em Brasília, ele chega a Manaus nesta segunda-feira (16) para uma semana de “acolhimento” em que vai conhecer os hospitais e unidades básicas de saúde, além de ter informações sobre hábitos de vida e doenças mais comuns daquela região.

Para o médico, viver em uma cidade distante da capital (Codajás fica a 240 km de Manaus) e também das maiores capitais brasileiras não será problema, já que seu objetivo de vida “é levar saúde onde se precisa dela”. De acordo com o cubano, muitos médicos brasileiros não querem ir para longe.

— O que nos move é o sentimento profissional. Nós fizemos um juramento, temos que cumpri-lo. Onde estudamos, aprendemos que devemos servir à nossa própria comunidade. Aqui no Brasil, para os médicos, o dinheiro e o status, às vezes, são mais importantes. Nós não viemos por dinheiro, viemos por solidariedade. O sistema de saúde e as políticas brasileiras são boas, mas é preciso universalizar o serviço.

Apesar de não ter fluência no português e ser estrangeiro, Cancio afirma que não está preocupado se sofrerá ou não algum tipo de preconceito de pessoas da comunidade onde vai trabalhar.

— Não estamos preocupados com o que falam de nós, vamos fazer o nosso trabalho aqui no Brasil, como já fizemos em outros países. Somos todos latinos, temos personalidades parecidas, somos muito calorosos, os brasileiros vão ver isso. Aqui nos receberam muito bem, o curso é excelente e vimos que não há tanta diferença no sistema de saúde dos dois países.

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Mais uma paciente denuncia médico cubano por abuso sexual

Ministério da Saúde diz estar averiguando o caso do médico cubano que teria abusado sexualmente de grávidas no Entorno do DF Reprodução/Google Street View
Ministério da Saúde diz estar averiguando o caso do médico cubano que teria abusado sexualmente de grávidas no Entorno do DF Reprodução/Google Street View

Mais uma mulher procurou a Polícia Civil de Luziânia, no entorno do Distrito Federal, para denunciar abusos que teriam sido cometidos por um médico cubano de 45 anos, que trabalha em um posto de saúde da cidade. O profissional já era investigado após denúncias de três pacientes grávidas que desconfiaram da conduta dele em consultas.

O médico prestou depoimento à polícia na quarta-feira (21). Segundo a delegada Dilamar de Castro, o profissional negou as acusações e disse que realizou “procedimentos normais”. “O fato de surgir uma nova mulher trazendo mais informações reforça uma tese. Mas ainda não podemos ser prematuros, pois ainda existe muito a investigar”, afirmou.

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O médico é um dos 18 estrangeiros que atuam em Luziânia por meio do programa federal Mais Médicos. Ele compareceu ao interrogatório, que durou 3h30, acompanhado de uma advogada e do secretário de Saúde de Luziânia, Watherson Roriz de Oliveira. Segundo a polícia, Oliveira deve ser ouvido na próxima segunda-feira (26) sobre o caso.

Apesar da negativa do clínico geral, a delegada disse que existe muita discrepância entre o que ele e as vítimas disseram. “A forma que ele narra como conduziu o procedimento e a consulta dá para suspeitarmos que houve algo errado, algo fora dos padrões. Há algumas incongruências no depoimento”, revelou. A delegada disse que tem mais de uma linha de investigação sobre o fato, mas não quis revelar quais são elas.

Na terça-feira (21), representantes do Ministério da Saúde, responsável pela seleção dos profissionais do Mais Médicos, se reuniram a portas fechadas com o secretário de Saúde da cidade para discutir o caso. Segundo a assessoria de imprensa do ministério informou ao G1, o encontro faz parte do trabalho de acompanhamento da situação.

O Ministério da Saúde instaurou um processo disciplinar para apurar a conduta do profissional. Ele está afastado e deve permanecer assim até o fim das investigações, segundo a Secretaria de Saúde.

Médico cubano depõe e nega que abusou de pacientes grávidas em Luziânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Médico prestou depoimento à polícia e negou
acusações (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Denúncias
Três grávidas procuraram a Polícia Civil para denunciar o médico, que trabalha na cidade desde o início deste ano. As pacientes afirmaram que ele cometeu atos libidinosos contra elas durante as consultas.Todas foram submetidas ao exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). A quarta vítima ainda passará por exames.

Segundo uma das gestantes, que está de 7 meses, o abuso aconteceu durante um exame pré-natal. “Fui para uma consulta de rotina, meu quadro é de infecção urinária. Ele pediu para que eu deitasse em uma maca não convencional, não usada para aquilo, e tocou nas minhas partes íntimas por um período maior que o normal de um toque. Ele teve a intenção de um ato libidinoso”, relatou a paciente.

As vítimas já haviam reclamado da situação para uma enfermeira antes de procurar a polícia, em Luziânia, cidade goiana do Entorno do Distrito Federal. A profissional, que trabalhou com o clínico geral no posto de saúde onde teriam ocorrido os crimes, prestou depoimento na terça-feira.

“Antes de chegar à delegacia, as vítimas informaram que procuraram uma enfermeira do posto de saúde e comunicaram o que tinha acontecido. Ela informou que aquele procedimento não estava correto e que o médico tinha agido de maneira errada. Com base nessa informação, elas vieram a delegacia e nós fizemos o registro da ocorrência para investigar a situação”, afirma a delegada Dilamar de Castro.

G1

 

Escândalo: Médico cubano é acusado de abusar sexualmente de grávidas

Ministério da Saúde diz estar averiguando o caso do médico cubano que teria abusado sexualmente de grávidas no Entorno do DF Reprodução/Google Street View
Ministério da Saúde diz estar averiguando o caso do médico cubano que teria abusado sexualmente de grávidas no Entorno do DF Reprodução/Google Street View

Um médico cubano do Mais Médicos, programa do governo federal, é acusado de abusar sexualmente de três grávidas durante consulta em um posto de saúde em Luziânia (GO), no Entorno do Distrito Federal. Segundo a delegada que investiga o caso, Dilamar de Castro, o médico deve prestar depoimento na Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) da região na tarde desta terça-feira (20). Caso ele não compareça sem justificativa, a delegada poderá representar pela prisão.

De acordo com Dilamar de Castro, as três gestantes narraram o abuso de forma bastante semelhante. Em depoimento, elas contaram que o médico praticava atos libidinosos durante o exame de toque e demorava cerca de dez minutos. Uma delas, segundo a delegada, teria reclamado com o médico de que aquele não era o padrão e ele teria dito “relaxa e fecha os olhos”.

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A delegada ouviu na manhã desta terça-feira (20) a enfermeira a quem as grávidas teriam reportado os atos libidinosos ocorridos durante a consulta. Segundo Dilamar de Castro, a profissional confirmou que as reclamações das pacientes estavam fora do padrão.

— Ela [enfermeira] confirma que as grávidas levaram até ela o conhecimento dos fatos e ela percebeu que aquilo não era padrão de atendimento.

A enfermeira sugeriu às gestantes que procurassem a Secretaria Municipal de Saúde de Luziânia para reportar o fato, mas as vítimas preferiam ir primeiro à delegacia. No outro dia, a própria secretaria teria marcado uma audiência com as vítimas.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Luziânia informou que afastou o médico em caráter preventivo até que os fatos sejam apurados. A secretaria também notificou o Ministério da Saúde já que o programa Mais Médicos, ao qual o profissional está inserido, pertence ao governo federal.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que o profissional do Programa Mais Médicos envolvido nas denúncias está afastado de suas atividades até a conclusão das investigações. O ministério informou ainda que já instaurou um processo disciplinar para apuração da conduta deste médico e que apoiará a Polícia Civil de Goiás e acompanhará a investigação criminal.

R7

A história do médico cubano sabotado por duas médicas brasileiras

A diarista Gilmara Santos foi a um posto de saúde no bairro Viveiros, em Feira de Santana (BA), para que seu filho recebesse atendimento.

Lá encontrou o médico cubano Isoel Gomez Molina.

Ele atendeu a mãe e a criança de forma atenciosa, receitou dipirona para o tratamento e explicou detalhadamente a Gilmara como ela deveria aplicar o medicamento. Nas palavras dela:

“Ele me atendeu muito bem. Ele tratou meu filho super bem, porque tem médico que nem olha na cara da mãe e nem da criança. Ele me explicou direitinho como dar o remédio, disse ainda que a quantidade de gotas é definida a partir do peso da criança. Ele prescreveu 40 gotas, mas foi apenas um erro. Ele me disse exatamente o que eu deveria fazer, que era para dar apenas 10 gotas.”

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Na receita entregue a ela, dizia que deveria dar ao filho 40 gotas de dipirona — “não em dose única, mas divididas em quatro vezes, a cada seis horas, em caso de febre e dor”. Além de escrever desta forma, deixando claro que cada dosagem seria de 10 gotas, ele explicou direitinho à mãe, durante a consulta, e ela entendeu bem.

Eis que, ao ver a receita, outra médica — esta brasileira — “entendeu” que o médico havia sugerido uma dose única de 40 gotas, tirou uma foto da receita médica — que é um documento particular do paciente — e a publicou na internet, em uma rede social. Em seguida, um vereador, chamado José Carneiro (PSL), viu a foto na rede social e resolveu denunciá-la na Câmara Municipal e para a imprensa. Quando perguntado por repórteres, ao que tudo indica, mentiu, dizendo que Gilmara é que o tinha procurado para fazer a denúncia, o que ela negou veementemente.

Nas palavras de Gilmara, mais uma vez:

“Quando eu voltei, uma outra médica me atendeu. Como eu ando em mãos com todas as receitas que passam para meu filho, eu cheguei a mostrar para essa médica, que chamou outra colega. Aí elas tiraram uma foto e postaram na internet. Foi aí que o vereador ficou sabendo e tudo isso começou. Acho que isso é uma postura antiética da médica. Querem prejudicar os cubanos, porque eles atendem bem.”

O médico cubano Isoel Gomez Molina (Reprodução)

Além de Gilmara, cerca de 300 moradores de Viveiros fizeram um abaixo-assinado em defesa do médico cubano e pedindo sua continuidade no posto de saúde da comunidade. Os enfermeiros do posto de saúde organizam uma festa para ele, que voltará ao trabalho hoje, porque, nas palavras de uma enfermeira ”ele é um médico que chegou e que nós adotamos pelo carisma que ele tem, pela bondade que ele apresentou com a gente e pela presteza em não atender de cara feia”.

O resumo que entendi dessa história toda: o médico, que teve nome e foto expostos como um criminoso, que apareceu no telejornal como “o médico que receitou dose errada“, merece, na verdade, um prêmio, pelo excelente atendimento que vem prestando, conforme os enfermeiros, Gilmara e as outras 300 pessoas da comunidade. O vereador, que mentiu ao declarar que Gilmara havia procurado ele, não sofrerá qualquer punição. E as outras médicas, as brasileiras, que agiram de forma antiética ao divulgar em uma rede social a foto de uma receita de paciente que nem era dela, que tiveram nomes e imagens preservados, tampouco sofrerão qualquer punição, nem mesmo de seu Conselho Regional de Medicina. Eu gostaria de saber quem são elas, será que alguém pode me dizer? Não quero, jamais, correr o risco de ser atendida por alguma delas e ver minha receita médica numa página do Facebook.

Pra mim, este caso concreto do “primeiro profissional do Mais Médicos afastado”, como se noticiou com alarde — que na verdade poderia ser o “primeiro médico sabotado do Mais Médicos”, já devidamente inocentado (de cara, pela própria suposta vítima) e já devolvido a seu consultório — ilustra com perfeição tudo o que foi debatido neste blog, entre julho e agosto.

 

Por Kika Castro, do Blog da Kika Castro

ONU elogia esforços do governo cubano para combater corrupção

O diretor do Departamento de Luta contra a Corrupção e Delitos Econômicos da ONU, o grego Dimitri Vlassis, elogiou, em Havana, os esforços do governo de Raúl Castro para enfrentar esse crime.

 

“Valorizamos ao extremo os resultados da aplicação dos capítulos III e IV da Convenção Internacional contra a Corrupção”, afirmou Vlassis, como informou a Prensa Latina.

Vlassis apresentou as conclusões e recomendações da análise realizada na ilha sobre essas questões em uma coletiva de imprensa na sede da Controladoria Geral de Cuba.

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A controladora-geral cubana, Gladys Bejerano afirmou que a ilha “recebeu com muito gosto e interesse a avaliação e as observações feitas pela ONU”.

“O que acontece em Cuba é uma fonte de inspiração para outros países e, ao mesmo tempo, um momento de aprendizado para todos nós”, disse Vlassis.

“Apesar das particularidades de cada país é possível nos unir e trabalhar em conjunto”, e acrescentou que a instituição responsável está determinada a continuar a luta contra este crime.

Desde que substituiu no comando seu irmão Fidel, em 2006, Raúl Castro deu prioridade à luta contra a corrupção e criou em 2009 a Controladoria Geral para fiscalizar as instituições públicas.

Com informações da Prensa Latina

Empresa socialista é decisiva no modelo cubano, mas com mudanças

 

A empresa estatal socialista é a fórmula fundamental no modelo econômico cubano, mas é preciso modificar suas regras de funcionamento, afirmou na sexta-feira (5) o vice-presidente do Conselho de Ministros, Marinho Murillo.

cuba-trabajoO chefe da Comissão de Implementação das Diretrizes aprovadas pelo Partido Comunista de Cuba para a atualização do modelo socialista na ilha, interveio na Comissão de Assuntos Econômicos da Assembleia Nacional do Poder Popular, que se realiza antes do início de sua oitava legislatura.

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A respeito, sublinhou que não há atualização do modelo econômico cubano se não houver modernização do sistema empresarial socialista.

Afirmou que as diretrizes do próximo orçamento nacional contêm os primeiros passos para mudar as regras do jogo que regem o setor estatal no país.

Entre as mudanças inclui-se que a empresa fica com os fundos de amortização, cuja maioria hoje passa para as mãos do Estado.

Também disporá de 50 por cento dos rendimentos depois do pagamento dos impostos. “O grande desafio é conseguir que a empresa estatal tenha a independência relativa no socialismo”, indicou Murillo.

Disse que a nova política sobre o objeto social define a atividade fundamental da empresa, mas as não fundamentais são prerrogativas do diretor.

Não vamos questionar as faculdades empresariais, mas vamos enfrentar a irracionalidade das despesas, advertiu.

Comentou casos de cadeias produtivas paradas à espera da aprovação “de uma rede de permissões” ao nível superior.

Sobre isso expressou a contradição de ter empresas que durante vários anos trabalham com perdas sem que o Estado as feche ou decida refinanciá-las.

Tivemos uma empresa com nove anos de perdas. Como vivia? Não pagava suas dívidas, citou na mencionada comissão, da qual participou o presidente do Parlamento cubano, Esteban Lazo.

Se queremos estimular as forças produtivas, é preciso transformar o sistema empresarial socialista, dimensionou ao antecipar mudanças no vínculo com o orçamento, os investimentos, o objeto social, o pedido estatal e o reconhecimento do mercado.

Além do intercâmbio sobre estes temas, a Comissão de Assuntos Econômicos da Assembleia deverá opinar nesta sexta-feira sobre o relatório de liquidação do orçamento do ano passado.

Prensa Latina

Modelo de saúde pública cubano é motivo de orgulho, afirma país

 

O governo de Cuba se orgulha de o país ter se tornado referência internacional em saúde. Autoridades cubanas informam que há médicos do país principalmente na Bolívia, na Venezuela, no Peru e no Brasil. Pelos dados oficiais, em Cuba há 6,4 médicos para mil habitantes. No Brasil, o Ministério da Saúde mostra que existe 1,8 médico para mil habitantes. Na Argentina, a proporção é 3,2 médicos para mil habitantes e, em países como Espanha e Portugal, essa relação é 4 médicos.

A polêmica gerada pela disposição do governo de contratar cerca de 6 mil médicos de Cuba para trabalhar na atenção primária à saúde nas regiões mais carentes do país é estimulada, entre outras razões, pela dúvida sobre a formação profissional deles. Mas o governo cubano rebate as dúvidas com números. Em Cuba, há 25 faculdades de medicina, todas públicas, e uma Escola Latino-Americana de Medicina, na qual estudam estrangeiros de 113 países, inclusive do Brasil.

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A Embaixada de Cuba em Brasília informou que o país é referência internacional nas áreas de neurologia, ortopedia, dermatologia e oftalmologia. Apenas em 2012, Cuba formou 11 mil novos médicos. Do total, 5.315 são cubanos e 5.694 vêm de 59 países principalmente da América Latina, África e Ásia.

Em Cuba, os dados oficiais indicam que a taxa de mortalidade é de 4,6 para mil crianças nascidas. A expectativa de vida é 77,9 anos. Os números são de janeiro de 2013. Os dados do Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, mostram que a taxa de mortalidade é 15,6% para mil bebês nascidos. Os números mostram avanços, mas as autoridades brasileiras querem reduzir ainda mais o percentual.

De acordo com o governo de Cuba, desde a Revolução Cubana em 1959, foram aproximadamente 109 mil médicos no país. O país tem 161 hospitais e 452 clínicas para pouco mais de 11, 2 milhões de habitantes. As dificuldades para o exercício da medicina no país, segundo autoridades, são causadas pelas limitações provocadas pelo embargo econômico imposto pelos Estados Unidos ao país – que proíbe o comércio e as negociações bancárias com Cuba.

Curso em Cuba

A duração do curso de medicina em Cuba, a exemplo do Brasil, é seis anos em período integral, depois há mais três a quatro anos para especialização. Pelas regras do Ministério da Educação de Cuba, apenas os alunos que obtêm notas consideradas altas em uma espécie de vestibular e ao longo do ensino secundário são aceitos nas faculdades de medicina.

Médicos cubanos que atuam no Brasil contam que, em Cuba, o estudante tem duas chances para ser aprovado em uma disciplina na faculdade: se ele for reprovado, é automaticamente desligado do curso. Na primeira etapa do curso, há aulas de biomédicas, ciências sociais, morfofisiologia e interdisciplinaridade.

Nas etapas seguintes do curso, os estudantes de medicina em Cuba têm aulas de anatomia patológica, genética médica, microbiologia, parasitologia, semiologia, informática e outras disciplinas. Segundo os médicos cubanos, não há diferença salarial entre os profissionais exceto pela formação – os que têm mestrado e doutorado podem ganhar mais.

De acordo com os profissionais cubanos, todos os estudantes de medicina passam o sexto ano do curso em período de internato, conhecendo as principais áreas de um hospital geral. A formação dos profissionais em Cuba é voltada para a chamada saúde da família: os médicos são clínicos gerais, mas com conhecimento em pediatria, pequenas cirurgias e até ginecologia e obstetrícia.

Porém, a possibilidade de contratar médicos cubanos gera críticas e ressalvas de profissionais brasileiros. Mas o governo brasileiro considera que a necessidade de profissionais e de garantia de saúde para toda a população brasileira deve prevalecer em relação às eventuais restrições aos estrangeiros.

No começo do ano, os prefeitos que assumiram os mandatos apresentaram ao governo federal uma série de demandas na área de saúde. Na relação dos pedidos apresentados pelos prefeitos estavam a dificuldade de atrair médicos para as áreas mais carentes, para as periferias das cidades e para o interior do país.

Fonte: Agência Brasil

(imagem: Página13)

Mais de 6,5 milhões de alfabetizados com programa cubano

O método cubano de alfabetização “Sim, eu posso” tirou do analfabetismo, em pouco menos de uma década, cerca de 6,5 milhões de pessoas, um número superior ao conseguido até hoje por outros programas no mundo.

Não havia sido desenvolvimento no mundo nenhum outro procedimento, explicou em conversa com a Prensa Latina, José Ricardo del Real, chefe do Departamento de Educação de Jovens e Adultos e Alfabetização do Instituto Pedagógico Latino-americano e Caribenho.

Isto pode ser somado à atual situação nas salas de aula onde existem mais de um milhão de iletrados, disse a diretoria ao referir-se aos resultados do sistema experimentado pela primeira vez na Venezuela em 2002 e que já se aplicou em 28 países.

Interrogado sobre os custos do método “Sim, eu posso” – que deve desenvolver-se entre sete e 14 semanas – Del Real afirmou que o custo é relativo em função da concepção do programa, mas que em média não supera os cinco dólares.

Dependendo da concepção do programa e a garantia dos materiais docentes, televisor e reprodutor de DVD, alfabetizar uma pessoa pode custar de quatro a cinco dólares, estimou.

Com uma aritmética simples se necessitariam sete mil 590 milhões de dólares para eliminar esse flagelo, a julgar pela estatística que consta em 759 milhões os adultos que a nível mundial não sabem ler e escrever.

O dado duplicaria se levar em conta os que não têm o nível equivalente ao ensino fundamental (seis graus), acrescentou. Nosso propósito, apontou, foi criar uma metodologia que irá assegurar um processo de ensino-aprendizagem com qualidade e em curto prazo, e que possa implementar-se com economia de recursos humanos e financeiros.

O sistema nos permite chegar aos lugares mais desconhecidos e não necessita a formação de docentes ao usar facilitadores, no geral voluntários, com os quais se diminuem os custos e tempos de duração, assegurou o acadêmico.

“Foi demonstrado que com economia de recursos e de tempo pode contribuir com a solução do fenômeno do analfabetismo” argumentou del Real ao destacar o plano piloto que se realiza atualmente na Austrália e sua aplicação no Equador.

A notícia é da Prensa Latina, por Roberto Hernández

Adital