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CRM diz que saúde é caótica no interior e médicos evitam carreira em cidade pequena

Pedro Ventura/ Agência Brasília (Ilustração) CRM descreve situação ruim em unidades de saúde
Pedro Ventura/ Agência Brasília (Ilustração)
CRM descreve situação ruim em unidades de saúde

A situação de trabalho dos médicos é caótica em cidades do interior. Essa é a constatação do diretor de fiscalização do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), João Alberto. Os profissionais não querem trabalhar em municípios pequenos por conta da precariedade em assistência e estrutura, o que faz com que 79% dos médicos se concentrem nas duas maiores cidades do estado. O governo federal vê no programa Mais Médicos uma forma de resolver essa falta de profissionais em cidades pequenas, mas o CRM não concorda e assim como outros profissionais, defende a criação da Carreira de Estado. Neste domingo (18) é comemorado o Dia do Médico.

O CRM calcula que 6.493 médicos atuam na Paraíba, sendo 3.727 em João Pessoa e 1.407 em Campina Grande. Para cobertura em todas as outras 221 cidades do estado, restam 1.350 profissionais, o que representa 21% do total.

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Hércules Firmino, de 30 anos, se formou em Medicina em 2011. Atuando na área de clínica médica desde que se graduou, está no Samu de João Pessoa e no Hospital Flávio Ribeiro Coutinho de Santa Rita, na região metropolitana. Ele disse que já trabalhou nas cidades de Timbaúba (PE), por nove meses, no Hospital Regional, e em São Vicente Férrer (PE), por apenas três meses, em Postos de Saúde da Família (PSFs) da cidade. Nesses locais, Hércules explica que a maior parte dos atendimentos sempre tinha que ser direcionada para Recife (PE).

“Eu era recém-formado, então foi um trabalho mais para pegar experiência. No hospital de Timbaúba, os atendimentos, em sua maioria, eram de baixa complexidade e quando um paciente de quadro grave chegava, nós só tínhamos apenas que estabilizá-lo e encaminhá-lo para Recife, ou seja, os atendimentos mais complexos não eram feitos lá [em Timbaúba]. Meu objetivo era ganhar experiência. Já no PSF, o atendimento era apenas básico. Foi meu primeiro emprego”, disse.

Ele defende a ideia de iniciar a carreira em cidades pequenas para aquisição de experiência, mas lamenta pelas dificuldades encontradas no interior.

“Para o médico que quer fazer mais um atendimento básico e ter experiência, é válido. Mas, as cidades pequenas não têm estrutura para atender os casos mais complexos e comuns, como infarto, acidente vascular cerebral e traumas. Muitas vezes nós precisamos de um exame, mas não há equipamento necessário para realizar. Também não têm medicamentos para casos mais graves. Claro que não são em todas as cidades do interior que são assim, mas essa é a realidade da maioria. Se torna arriscado tanto para o paciente, quanto para o médico o atendimento em um hospital sem estrutura”, argumentou Hércules.

O diretor de fiscalização do CRM-PB João Alberto é formado em Medicina há 40 anos. Natural de João Pessoa, ele disse que nunca atuou em cidades menores, mas como trabalha no setor de fiscalização do CRM, encontra situações caóticas em hospitais e unidades de saúde. “É caótico! A estrutura de muitos hospitais é precária e eles não podem ser totalmente fechados para que a população não sofra mais ainda sem nenhum atendimento. Alguns, mesmo precários, ainda atendem e por isso são mantidos em funcionamento”, revelou.

Apesar dos salários para médicos que trabalham no interior girarem em torno de R$ 10 mil, João Alberto explica que isso não garante qualidade de vida e segurança para o profissional. “Os médicos não recebem benefícios e quando são demitidos, ficam sem nada. É um dinheiro que, muitas vezes, é mal planejado pelas Prefeituras e que não garante segurança financeira para os profissionais”.

Profissionais sugerem Carreira de Estado

João Alberto sugere que seja adotada a Carreira de Estado, na qual o profissional recém-formado começa a exercer a função no interior e, gradativamente, chega até as grandes cidades. Ele explica que esse procedimento seria importante para a humanização e desenvolvimento profissional do médico. Porém, a falta de estrutura não garante que isso seja benéfico.

“O ideal seria que os médicos recém-formados começassem no interior, mas isso precisaria ser bem estudado, organizado para garantir estrutura. Faltam medicamentos, insumos e equipamentos, o que torna o trabalho e o atendimento perigosos, tanto para pacientes, quando para os médicos”, explicou João, compartilhando a opinião semelhante já relatada pelo clínico Hércules Firmino, quando levantada a questão dos perigos existentes em situações como essas.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) defende que a Carreira de Estado contribuiria para sanar alguns problemas crônicos da saúde brasileira, como a precarização do trabalho médico, a deficiência da rede de estabelecimentos de atenção e a falta de políticas de interiorização da medicina.

O estudante de Medicina Filipe Pressuto assina um texto no qual explica o que é a Carreira de Estado e os prós e contras da ideia. Segundo ele, a tentativa de criar uma carreira estatal para médicos é algo buscado há alguns anos. Algumas propostas já foram apresentadas e tramitam há algum tempo. Leia aqui.

Ele relata no texto que são exemplos a PEC 454/2009 e a PEC 34/2011 – ambas são tentativas de criar uma carreira de médico de Estado – e a portaria 2517, de 1° de Novembro de 2012.

Pressuto explica o que preveem os projetos e aponta como ponto negativo da ideia o impacto que a medida teria nos cofres públicos, uma vez que, segundo ele, os governos municipais e estaduais são responsáveis por custear a maioria dos gastos com honorários de médicos.

Programa ‘Mais Médicos’

A Paraíba tem 421 médicos atuando em 121 municípios por meio do ‘Mais Médicos’. De acordo com o Ministério da Saúde, o programa do governo federal criado em 2013 tem como objetivo levar profissionais para unidades básicas de saúde das regiões onde há carência deles, de modo a promover ampliação da assistência prestada na Atenção Básica, capaz de resolver 80% dos problemas de saúde da população sem necessidade de encaminhamento a hospitais.

Na época do lançamento do Programa, o Brasil tinha média de 1,8 médicos por mil habitantes e a Paraíba, 1,17 médicos por mil habitantes. No Brasil, atualmente, o governo federal mantém 18.240 médicos em 4.058 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), levando assistência para cerca de 63 milhões de pessoas.

Segundo o Ministério da Saúde, os médicos participantes do Programa recebem bolsa-formação no valor de R$ 10 mil, além de receberem auxílios moradia e alimentação por parte da prefeitura.

O governo federal afirma que a estimativa é garantir ao país 600 mil profissionais e uma proporção de 2,7 médicos por mil habitantes em 2026. Se nenhuma vaga em cursos de Medicina fosse aberta no país, essa proporção seria atingida somente em 2035.

Mesmo com todos esses números, o CRM-PB não acredita que o programa seja uma saída para suprir as deficiências de cobertura médica em cidades de interior e ainda critica os embates políticos que atrapalham a ideia. Como o próprio programa define, os profissionais não são especialistas e trabalham com atenção básica.

“Não somos contra o ‘Mais Médicos’, mas contra pessoas sem qualificação para atendimentos e que estão disponíveis apenas para interesses políticos. Os prefeitos contratam médicos em cidades onde não havia nenhum profissional, só para dizer que ali tem um médico, mas não oferecem condições para que esses profissionais trabalhem da forma como deve ser”, finalizou João Alberto.

Por Alisson Correia e Naira Di Lorenzo

 

CRM denuncia gangue do atestado falso na Paraíba

Conselho Regional de Medicina - PB
Conselho Regional de Medicina – PB

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) denunciou nesta quarta-feira (11) a existência de uma “gangue” do atestado falso na Paraíba. De acordo com o diretor de Fiscalização do CRM, João Alberto, as investigações foram iniciadas há quatro meses, após denúncia de uma empresa que recebeu cerca de 70% de atestados falsos.

Segundo ele, a entidade recebe, em média, 20 a 30 denúncias desse tipo por mês e a preocupação já foi alvo de debate no Conselho Federal de Medicina (CFM).

O presidente do CRM, João Medeiros, disse que os casos já foram encaminhados para a Delegacia de Defraudações e para a Polícia Federal. “O Conselho não tem gerência sobre isso e cabe à Polícia Federal e à Delegacia de Defraudações investigar e punir”, afirmou.

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Segundo ele, os funcionários que apresentam atestados falsos, além de serem demitidos por justa causa, podem responder criminalmente.

 

 

BlogdoGordinho

Técnico de enfermagem se passava por médico no litoral da PB, diz CRM

Policial .Um técnico de enfermagem foi afastado de suas funções após se passar por médico em um hospital de Mamanguape, no litoral paraibano. Após fiscalização onde foi constatado que ele tinha registro profissional devido a um diploma falsificado, o Conselho Regional de Medicina (CRM) da Paraíba prestou queixa na Polícia Federal nesta quinta-feira (28) e vai cancelar o cadastro do profissional.

O falso médico estava cadastrado no CRM desde novembro de 2013. Ele atuava no Hospital e Maternidade Nossa Senhora do Rosário. O diretor de fiscalização do CRM, Eurípedes Mendonça, disse que a a irregularidade foi denunciada pela Secretaria de Saúde de Mamanguape.

“Após a denúncia nós entramos em contato com uma faculdade de Pernambuco, que seria o local onde ele teria se formado, que nos repassou que ele não foi aluno de lá, não se formou lá”, explicou Mendonça.

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Este foi o segundo caso, em apenas 24 horas, de um falso médico denunciado atuando ilegalmente no estado. Na quarta-feira (27), um agente penitenciário de São Paulo foi preso na cidade de Teixeira, no Sertão do estado, exercendo a medicina. Ele estava utilizando o registro de outro médico, afastado das funções.

Eurípedes Mendonça informou que o CRM-PB recebe em média uma denúncia de exercício ilegal da profissão a cada 15 dias. O diretor ressaltou que o nome do falso médico de Mamanguape só será divulgado após o Conselho confirmar o cancelamento da inscrição.

Do G1 PB

 

CRM denuncia precariedade e superlotação no Trauma de JP e classifica situação como ‘grave’

hospital-de-trauma

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) denunciou, nesta sexta-feira (25), por meio de nota, a situação de precariedade e superlotação a qual, segundo o documento, se encontra o Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. A entidade classificou os problemas encontrados no hospital como ‘grave crise’ e, por conta disso, o Conselho quer que o governo estadual nomeie os médicos que foram aprovados em concurso, mas que não foram convocados ainda.

“Ocorre que, a par dos graves problemas relacionados à superlotação daquela instituição, com a rescisão dos contratos com a Cooperativa de Anestesiologistas da Paraíba (Coopanest), por força de uma decisão judicial transitada em julgado, a escala de plantões – apesar das reiteradas advertências deste Conselho – vem sendo preenchida de forma muito precária e incompleta, com sérios riscos à população, a exemplo de fato lamentável recentemente denunciado a este Conselho”, diz a nota.

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Diante dos problemas percebidos, o CRM quer que os médicos aprovados recentemente em concurso sejam convocados pelo governo. “As dificuldades na contratação de profissionais são conhecidas, mas por outro lado, é notório que o Estado realizou concurso para médicos no qual foram aprovados e classificados 64 anestesiologistas, que aguardam contratação há dois meses, solução mais viável e definitiva para solucionar a grave carência de profissionais, atualmente suprida precariamente por médicos oriundos de outros estados”, completa o documento.

Para o Conselho, a situação em que se encontra o hospital tem uma gravidade extrema. “O CRM-PB reitera sua preocupação com a gravidade extrema da situação e se coloca a disposição do Ministério Público e da classe médica para discutir as possíveis soluções estruturais e conjunturais ora vividas pela saúde pública paraibana, ao tempo em que apela publicamente aos gestores de saúde no sentido de envidar as providências urgentes para solucionar a grave crise que atravessa o HTSUL, principal instituição dedicada ao atendimento de urgência e emergência do nosso meio, salvaguardando assim o interesse maior da nossa sociedade”, finaliza a nota.

 

Blogdogordinho

CRM-PB interdita UBSFs em Campina Grande e Gurinhém

 

Duas unidades Básicas de Saúde da Família (UBSFs) foram interditadas pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) nesta segunda-feira (7) e terça-feira (8) em virtude de diversas irregularidades encontradas durante a vistoria do Conselho. A primeira interdição foi realizada na UBSF Malvinas V, localizada no bairro das Malvinas, em Campina Grande. A segunda foi a UBSF Boqueirão III, no distrito de Boqueirão, no município de Gurinhém.

De acordo com o diretor do Departamento de Fiscalização do CRM-PB, Eurípedes Mendonça, a unidade do bairro Malvinas abriga duas equipes de saúde, porém não tem estrutura adequada para comportar mais de uma equipe. “Apenas na sala de espera, identificamos diversos problemas, como ventilador quebrado, água sem refrigeração servida em copo de vidro. Único aparelho de verificação de pressão arterial quebrado, banheiros com fechaduras quebradas, ausência de extintores de incêndio e cadeiras de rodas”, destacou.

Eurípedes Mendonça disse ainda que foram encontradas irregularidades nas salas de vacina e de curativo, na farmácia e nos consultórios médicos  (o ventilador usado é emprestado pela médica). “Ainda verificamos lixo exposto e falta de sinalização. O banheiro dos funcionários é acessado pelo interior da copa. Não há sala de esterilização e nem sala de reuniões. Não havia o alvará da vigilância sanitária”, ressaltou.

Já a UBSF de Boqueirão foi interditada em função de diversos problemas detectados, como falta de água, inclusive para beber, lixo espalhado, paredes desgastadas e poeira. “Há evidentes sinais de que o prédio foi abandonado. A falta de água inviabiliza o funcionamento da sala de curativos e do consultório odontológico. Encontramos ventilador com fiação exposta, bombonas nos corredores e lixo espalhados na parte externa, inclusive flagramos sinais de incineração de medicamentos na parte externa”, disse o diretor de Fiscalização.

Os relatórios com os detalhes das vistorias serão encaminhados para as secretarias municipais de Saúde das cidades e para o Ministério Público. As unidades só serão desinterditadas quando as irregularidades forem resolvidas.

 

Assessoria de Comunicação

CRM interdita setores de hospital de Bayeux, na Grande João Pessoa

Os setores de pronto-atendimento e maternidade do Hospital Materno Infantil João Mariscano, em Bayeux, na Grande João Pessoa, foram interditados eticamente na tarde desta sexta-feira (28) pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba. A interdição é resultado da falta de equipe de enfermagem nos setores após a interdição ética realizada pelo Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB) na última quinta-feira (27). Com a decisão, os médicos e enfermeiros das unidades ficam impedidos de trabalhar.[bb]

De acordo com o diretor do Departamento de Fiscalização do CRM-PB, Eurípedes Mendonça, sem enfermeiros e técnicos de enfermagem a equipe médica fica impossibilitada de realizar diversos atendimentos e os cuidados com os pacientes ficam comprometidos. “Com interdição no pronto-atendimento e maternidade, apenas o setor pediátrico do hospital está funcionando. Pedimos à população que procure outro hospital para receber atendimento”, informou.

Na quinta-feira (27), o mesmo hospital foi interditado eticamente pelo Conselho Regional de Enfermagem (Coren) após uma vistoria realizada pela entidade. Com a interdição ética as unidades permanecem abertas, mas os profissionais ficam proibidos de realizar qualquer tipo de atendimento.

Também na quinta, a Unidade de Saúde da Família no bairro do Roger, em João Pessoa, e outro no bairro Cidade Verde,  também foram interditados. Eurípedes Mendonça disse que a unidade apresenta diversos problemas estruturais que comprometem o adequado atendimento médico à população.[bb]

O G1 não conseguiu entrar em contato com a Prefeitura de Bayeux até as 16h30 desta sexta-feira (28).

G1 PB

CRM-PB interdita unidade de saúde em Santa Rita



De acordo com a fiscalização, PSF interditado era um dos piores do Estado
Mais uma unidade do Programa Saúde da Família (PSF) foi interditada na manhã desta quarta-feira (19) pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB). Localizado em Santa Rita, no bairro Alto das Populares, o PSF Aldeni Montenegro apresenta sérias irregulares que ferem tanto o Código de Ética Médica quanto a Cartilha de Atendimento ao usuário do SUS.
De acordo com o diretor do Departamento de Fiscalização do CRM-PB, Eurípedes Mendonça, o PSF funciona em uma casa alugada, com meias-paredes que impossibilitam o sigilo dos consultórios, paredes com reboco caindo, mofo e sem conforto térmico. “Esta é uma das piores unidades que já visitamos em todo o Estado. Além destes problemas, o PSF está sem recepcionista e auxiliar de limpeza. Os medicamentos ficam expostos na sala de espera ao alcance de qualquer paciente”, destacou.
Eurípedes disse ainda que a sala de imunização apresenta problemas graves, como ausência de equipamento que controle a temperatura das vacinas. “Sem este controle, não é possível assegurar a qualidade do material”, ressaltou. Outra situação preocupante é o lixo dispensado ao ar livre. “Fomos informados que ainda hoje o abastecimento de água seria cortado por falta de pagamento, algo muito grave para o funcionamento de uma unidade de saúde”, disse Eurípedes Mendonça.
Esta é 32ª interdição que o CRM-PB fez nas unidades de saúde da Paraíba só este ano. De acordo com Eurípedes Mendonça, é visível a precariedade da saúde pública após o período eleitoral. “Em todo o Estado, a situação piorou”, destacou.
Os moradores da área próxima ao PSF Aldeni Montenegro devem procurar, a partir desta quinta-feira (20), outra unidade de saúde para receber atendimento. O diretor do Departamento de Fiscalização do CRM-PB ainda destacou que é importante que a Vigilância Sanitária faça uma vistoria ao PSF. “Não há como uma unidade desta permanecer aberta”, disse.

Assessoria de Comunicação para o Focando a Notícia

CRM interdita unidade de saúde no município de Guarabira-PB

A Unidade Básica de Saúde da Família Santa Terezinha, em Guarabira, no Brejo paraibano, foi interditada nesta quarta-feira (28) pelo Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba (CRM-PB). O diretor de Fiscalização do CRM, Eurípedes Mendonça, explicou que a unidade apresenta graves problemas de infraestrutura, higiene, acessibilidade e falta de medicamentos.

Foi observado pela fiscalização que as paredes estavam com reboco caindo, constatação de  esgoto a céu aberto ao lado da copa, lixo contaminado guardado em uma dependência próxima, falta de extintores de incêndio, consultório médico sem privacidade e falta de antibióticos na farmácia.

O G1 tentou entrar em contato com a Secretaria de Saúde do município de Guarabira e com a secretária, mas não conseguiu até as 16h desta quarta-feira (28).

“Infelizmente, havia várias irregularidades, que já tinham sido observadas desde o dia 21 de agosto, quando fizemos outra fiscalização. Nenhum dos problemas foi resolvido e outros pioraram”, disse Eurípedes.

Segundo o médico, a higienização do local também está comprometida. “A água aos pacientes e funcionários é servida em copos de vidro, o que deveria ser feito em copo descartável. Encontramos até fezes de rato no arquivo da unidade. A população não pode se tratar nesse local, nem os profissionais médicos podem continuar trabalhando nessas condições”, acrescentou. Esta foi a vigésima interdição ética realizada pelo CRM-PB neste ano de 2012.

G1 PB

Denúncias por erro médico crescem na PB e CRM estuda realizar avaliação profissional

Após constantes denúncias de erro médico, o Conselho Federal de Medicina (CFM) pretende realizar uma avaliação profissional para verificar o nível de conhecimento dos médicos. Dados do Conselho Regional de Medicina da Paraíba indicam que as denuncias por erros médicos são comuns no Estado e vem crescendo.

Em 2011, foram 11 denuncias em relação a erros médico e nos 7 primeiros meses desse ano, 8 pacientes registraram a má conduta profissional. O principal erro cometido pelos médicos esta exatamente na hora de realizar algum tipo de cirurgia.

Para que os casos envolvendo erros médicos não continuem aumentando, o Conselho Federal de Medicina estuda a possibilidade de realizar um exame semelhante ao da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para regular a entrada de formados em Medicina no mercado de trabalho.

Segundo José Mário Espínola corregedor do CRM/PB, o Conselho Federal de Medicina defende que o processo avaliaria continuadamente as escolas médicas, o processo pedagógico e o produto, para que o estudante tenha a melhor formação possível.

“O CFM defende esse projeto para que se tenha uma idéia não apenas da qualidade do médico como da qualidade do ensino no qual o profissional está submetido” disse

Espínola orienta aos familiares dos pacientes, que foram vítimas de algum erro médico, façam a denúncia por escrito e com identificação no Conselho de Medicina para que sejam apuradas as circunstâncias.

Tarcísio Timóteo

CRM-PB ameaça interditar hospital de Patos por sobrecarga de médicos

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) anunciou nesta segunda-feira (2) que vai fazer uma interdição ética no Hospital Regional Janduhy Carneiro, em Patos, nos próximos dias. Segundo a assessoria do órgão, a interdição ética acontece quando o CRM proíbe os médicos de atuarem no hospital. Neste caso, o motivo é a falta de condições mínimas para o exercício da medicina.

A medida foi tomada com base no resultado de inspeções realizadas pelo Departamento de Fiscalização do CRM-PB, que identificou sérios problemas na instituição, como falta de médicos na escala de plantão, deficiências na estrutura física e superlotação.

O G1 entrou em contato com a assessoria da Secretaria de Estado da Saúde, mas ainda aguarda resposta sobre o caso.

O CRM-PB garantiu que, na última quinta-feira (28), enviou um ofício ao secretário estadual de Saúde, Waldson de Souza, relatando a situação crítica do hospital, o que também já tinha sido feito em uma audiência realizada no dia 19 de junho, mas até o momento nenhuma solução para o problema foi tomada.

“A interdição ética recomendada pelo conselho no caso do Hospital Regional de Patos decorre do fato de inexistirem condições mínimas para o exercício da medicina no local. A par de sua deficiente estrutura física e de sua superlotação, a escala de plantões apresenta grandes lacunas, especialmente nos finais de semana, o que compromete seriamente o atendimento à população daquela região”, disse o presidente do CRM-PB, João Medeiros.

Ele explicou que a interdição ética recomendada não significa fechamento da unidade. “O Governo do Estado da Paraíba é quem determina se o mesmo fica ou não aberto. Os médicos ficam impedidos de dar expediente no Hospital Regional de Patos até a Secretaria de Saúde proporcionar as condições mínimas para que eles possam dar atendimento de saúde digno e seguro à população”, explicou o presidente do conselho.

Em um Hospital de alta complexidade como o Regional de Patos não cabe improvisação”
Eurípedes Mendonça,
diretor de Fiscalização do CRM-PB

Ao longo do mês de junho, vários médicos entraram em contato com CRM-PB preocupados com a situação do hospital e solicitando orientações. “Alguns profissionais estão há mais de 24 horas de plantão, esgotados e sem substitutos imediatos. Em um Hospital de alta complexidade como o Regional de Patos não cabe improvisação, ou seja, um clínico não deve assumir as tarefas de um cirurgião e vice-versa, pelos riscos decorrentes”, destacou o diretor de Fiscalização do CRM-PB, Eurípedes Mendonça.

O presidente do CRM-PB disse que a situação crítica do Hospital Regional de Patos já soma quase um mês. “A Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba tem sido repetidamente notificada dos problemas existentes e não foram tomadas medidas efetivas para resolvê-los. O Conselho não efetivará a interdição se a Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba tomar medidas concretas para corrigir os problemas do Hospital Regional de Patos”, destacou o presidente do CRM-PB.

Além do problema no corpo médico, a crise também atinge a equipe de enfermagem. Nos últimos dias, o Conselho Regional de Enfermagem também fiscalizou o hospital para verificar a dimensão do problema de insegurança no ato de enfermagem e há também a possibilidade de interdição do corpo de enfermagem.

G1 PB