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Quadrilha que cometia crimes na região do brejo é desarticulada pela polícia

Uma operação das polícias Civil e Militar desarticulou na manhã de quinta-feira (20) uma quadrilha acusada de vários crimes na região do brejo Paraibano, mais precisamente em Serraria e municípios vizinhos.

Dois dos presos eram albergados da cadeia de Bananeiras, mas que não estavam comparecendo para dormir. Foi apreendido um menor de 17 anos e os demais tinham 21, 22 e 23 anos de idade.

Os acusados irão responder por tráfico, associação criminosa armada, tráfico de drogas e resistência. Todos passarão por audiência de custodia nesta sexta-feira (21).

 

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Presidente do TCE-PB diz que pessoas comentem crimes e não instituições

O presidente do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), conselheiro Arnóbio Viana, negou nesta quarta-feira (15) que teria convocado uma reunião com os demais integrantes da corte para debater as consequências da Operação Calvário que no âmbito da instituição causou o afastamento de dois conselheiros.

“Estamos na expectativa porque dois conselheiros foram afastados e nós já substituímos os afastados. Eu cheguei no Tribunal e tinha essa história, daí você vê que às vezes notícias que não estão calcadas na verdade se propagam. Eu não marquei reunião nenhuma. É mentira, eu não convoquei reunião nenhuma até porque já substituí os conselheiros afastados e todas as notícias dependem de quem está investigando e não do Tribunal de Contas que fez apenas as substituições” declarou.

Arnóbio Viana ainda ressaltou que cabe ao Ministério Público investigar e denunciar os envolvidos e reforçou que é a favor da celeridade e punição para quem cometeu os crimes investigados “doa a quem doer”.

“O Ministério Público é quem tem o papel de investigar e denunciar para que os envolvidos sejam punidos o TCE continua com seu trabalho sempre altivo e em defesa da correta aplicação dos recursos públicos. Pedi celeridade e punição a quem deve doa a quem doer. Eu fico triste quando as notícias envolvem o nome da instituição, porque quem comete crimes são as pessoas e não as instituições então tem que se citar o nome da pessoa, o fato e se fazer as punições devidas” concluiu.

As informações repercutiram no programa Correio Debate.

PB Agora

 

 

MPPB diz que TCE atuou como ‘instrumento para encobrir crimes’

A denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB) formalizada nessa segunda-feira (13) no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) contra 35 agentes públicos aponta o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) como “instrumento para encobrir práticas criminosas”. O caso é referente à Operação Calvário, que apura desvios de R$ 1 bilhão em recursos públicos da Saúde e Educação do Estado a partir da gestão do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB).

De acordo com a denúncia, que tem 223 páginas, o ex-governador Ricardo Coutinho tinha “amplo domínio sobre segmentos dos demais poderes”.

“As investigações revelaram um amplo domínio de Ricardo Coutinho, então governador, sobre segmentos dos demais poderes. Parte dessa submissão está sendo apurada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), uma vez que se detectou, no curso das investigações, que o Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), por parcela de seus conselheiros, tornou-se um dos principais instrumentos para encobrir as práticas criminosas e, em determinados momentos, potencializá-las, tendo papel central no “modelo de negócio” da empresa criminosa, que passou a deixar a intimidação como “força de reserva” para adotar a “infiltração” nos setores públicos”, diz o MPPB na denúncia.

Dois conselheiros do TCE foram afastados das funções, a partir de determinação do STJ, em dezembro do ano passado. O STJ informou ao Portal Correio que a investigação corre em segredo de Justiça e o TCE não divulgou os nomes dos conselheiros afastados. Porém, no dia 9 de janeiro, o presidente do TCE, Arnóbio Viana, indicou os conselheiros Antônio Cláudio Silva Santos e Oscar Mamede Santiago Melo para substituírem Nominando Diniz Filho e Arthur Cunha Lima, que são os dois afastados.

Pouco antes de definir esse afastamento, Viana divulgou nota afirmando que defende as investigações da Operação Calvário e que elas devem alcançar todos os envolvidos, “doa a quem doer”. A esposa dele, Georgiana Cruz, é citada em trecho da delação da ex-secretária de Estado, Livânia Farias, como responsável por distribuir R$ 50 mil em propina no TCE para que auditores fiscais resolvessem as contas do ex-governador Ricardo Coutinho.

O que diz o TCE

A assessoria de comunicação do TCE-PB disse ao Portal Correio que ainda não há uma posição oficial acerca da denúncia do MPPB e que os conselheiros deverão se reunir para discutir o assunto.

Denúncia do MPPB

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) protocolou no Tribunal de Justiça, nessa segunda-feira (13), a sexta denúncia com base nas investigações da ‘Operação Calvário’. Na peça jurídica, o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e a Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e a Improbidade Administrativa (Ccrimp) acusam 35 agentes públicos, empresários e operadores financeiros de formarem uma organização criminosa (Orcrim) para a prática de delitos, como corrupção e lavagem de ativos, através de atividades de organizações sociais (OS) na saúde e da adoção de inexigibilidades (fraudadas) na educação

De acordo com a denúncia, a organização criminosa atuava em três núcleos: político, administrativo e financeiro operacional. Integravam o núcleo político, o ex-governador do Estado Ricardo Coutinho; a deputada estadual Estela Bezerra; a ex-secretária de Estado, Maria Aparecida Ramos de Meneses (Cida Ramos) e a prefeita de Conde, Márcia Lucena. Faziam parte do núcleo administrativo: Waldson Dias de Souza, Gilberto Carneiro da Gama, Coriolano Coutinho, José Edvaldo Rosas, Cláudia Luciana de Sousa Mascena Veras, Aracilba Alves da Rocha, Livânia Maria da Silva Farias (colaboradora) e Ivan Burity de Almeida (colaborador).

Ainda estão denunciados como integrantes do núcleo financeiro operacional da Orcrim: Francisco das Chagas Ferreira, Ney Robinson Suassuna, Geo Luiz de Souza Fontes, Bruno Miguel Teixeira de Avelar Pereira Caldas, Jair Éder Araújo Pessoa Júnior, Raquel Vieira Coutinho, Benny Pereira de Lima, Breno Dornelles Pahim Filho, Breno Dornelles Pahim Neto, Denise Krummenauer Pahim, Saulo Pereira Fernandes, Keydison Samuel de Sousa Santiago, Maurício Rocha Neves, Leandro Nunes Azevedo (colaborador), Maria Laura Caldas de Almeida Carneiro (colaboradora), Daniel Gomes da Silva (colaborador), David Clemente Monteiro Correia, José Arthur Viana Teixeira, Vladimir dos Santos Neiva, Valdemar Ábila, Márcio Nogueira Vignoli, Hilário Ananias Queiroz Nogueira, Jardel da Silva Aderico.

A deputada estadual Cida Ramos (PSB) disse, em nota divulgada à imprensa, que recebeu com surpresa a notícia de que foi denunciada pelo Ministério Público da Paraíba, no âmbito da Operação Calvário, e se declarou inocente. Ela foi a única que se posicionou oficialmente sobre a denúncia, dentre os 35 acusados.

Operação Calvário investiga corrupção no Estado

A Operação Calvário foi desencadeada no dia 14 de dezembro de 2018 para investigar núcleos de uma organização criminosa, gerida por Daniel Gomes da Silva, que se valeu da Cruz Vermelha Brasil – filial do Rio Grande do Sul (CVB/RS) e do Ipcep como instrumentos para a operacionalização de um esquema de propina no Estado da Paraíba. A organização seria responsável por desvio de recursos públicos, corrupção, lavagem de dinheiro e peculato, através de contratos firmados junto a unidades de saúde do Estado, que chegaram a R$ 1,1 bilhão.

portalcorreio

 

Crimes contra bancos têm queda de 83,3% na Paraíba

Em 2019, a Paraíba registrou 11 explosões de caixas eletrônicos, dois assaltos, cinco arrombamentos, três tentativas de assalto e uma saidinha de banco, somando 22 ocorrências. O número representa uma queda de 83,33% em relação aos registros de 2018, que teve 66 ocorrências envolvendo explosões, assaltos e arrombamentos em bancos.

Segundo o ‘Mapa da Violência’ do Sindicato dos Bancários da Paraíba, a queda é acentuada desde o início do registro dessas ocorrências quando foram apontados 105 em 2016, 81 em 2017, 66 em 2018 e 22 em 2019.

Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Lindonjhonson Almeida, existem diversos motivos para essa redução de ocorrências, entre a atuação policial que dá mais segurança e que realizou operações desarticulando diversas quadrilhas especializadas em ataques aos bancos, até a desativação de agências bancárias que foram alvos desses crimes.

“Alguns bancos têm uma política de retirar o dinheiro de agências que são assaltadas. Esses locais passam a funcionar apenas com serviços burocráticos ou com atendimentos que não envolvam dinheiro em papel. Essa atitude atinge principalmente a população que reside no interior, pois isso prejudica toda a cadeia comercial além dos próprios usuários, que precisam se deslocar até outros municípios para conseguir sacar seu dinheiro”, criticou.

 

portalcorreio

 

 

‘Prever e educar’, defende especialista contra crimes cibernéticos

“Prever e educar”. Essa seria a solução para evitar crimes cibernéticos, a partir da óptica do CEO e presidente da Samaia IT, Diego Harsteln. Ele está em João Pessoa (PB), onde participa do Fórum 2019 do Instituto Brasileiro de Segurança e Justiça (iBRASJUS Fórum 2019), que ocorre no Centro Cultural Ariano Suassuna, no Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB).

Diego explana nesta terça-feira (27) sobre ‘A Tecnologia como Instrumento de Governança, Gestão e de Potencialização da Capacidade Operativa do Sistema de Justiça Criminal’.

Ele explica como a tecnologia pode ser essencial para o campo da segurança pública. “A ideia é debater o problema que temos com milhões de fontes de dados, em redes sociais, mídias, ligações telefônicas etc. Como as áreas da segurança organizam esses dados e obtêm informações, com base nesse universo que cresce cada vez mais e boa parte não é estruturada”, afirmou, sobre a dificuldade de se organizar informações a partir do grande número de dados dispostos de diferentes formas.

Crimes cibernéticos
CEO e presidente da Samaia IT, Diego Harsteln (Foto: Divulgação/Nice Almeida)

Para solucionar um crime, por exemplo, o especialista entende que as informações precisariam ser mais concentradas. “A maneira mais simples de até mesmo solucionar um crime seria colocar todas essas informações no mesmo lugar, saber as perguntas certas que têm que ser feitas e, com a resposta certa, agir de maneira rápida”, explicou, afirmando que a resposta rápida a crimes é essencial para a segurança pública.

Sobre os crimes cibernéticos, Diego acredita se tratar de uma realidade cada vez mais presente entre pessoas e instituições, mas defende que há soluções. “O principal ponto é prevenir, adotar protocolos de segurança ou de uso de redes sociais, de [aplicativos] mensageiros, principalmente pessoas que têm visibilidade maior, que estão mais expostas e são mais assediadas, elas têm que tomar essa precauções que dificultem ataques cibernéticos. A ideia principal é prever e educar, como em todas as áreas”, finalizou.

Inteligência artificial e LGPD como soluções

O diretor de Justiça e Segurança Pública da Microsoft na América Latina, coronel Alfredo Deak Júnior, orienta como se proteger de golpes na internet. Ele também se apresenta no Painel 5 do evento com o tema ‘A Tecnologia como Instrumento de Governança, Gestão e de Potencialização da Capacidade Operativa do Sistema de Justiça Criminal’.

“Deve-se prestar atenção na maior parte das ameaças, que são os ‘fishings’ [emails que ‘pescam’ dados pessoas do usuário através de links maliciosos], oferecendo prêmios ou produtos muito baratos. Esses representam 90% dos crimes cibernéticos. É importante conhecer a origem da mensagem, mas quando isso não for possível, deve-se observar com atenção o que há por trás dessa mensagem”.

Crimes cibernéticos
Coronel Alfredo Deak Júnior (Foto: Divulgação/Nice Almeida)

Como solução, Deak entende que as empresas devem se antecipar, usando ferramentas de inteligência artificial no combate aos crimes cibernéticos, e acredita que a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoas (LGPD) tem impacto positivo para colaborar com a segurança.

A LGPD foi sancionada em agosto de 2018 e dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.

“A lei traz uma obrigação maior para empresas públicas e privadas, garantindo que as informações pessoais e individuais sejam antecipadamente autorizadas para divulgação. É bom pra todo mundo nessa ‘briga’ contínua sobre direito à privacidade”, finalizou.

iBRASJUS Fórum 2019

O evento começou nessa segunda-feira (26) e segue até o próximo dia 28. Nessa segunda, o iBRASJUS Fórum 2019 foi aberto pelo vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia. Veja aqui a programação completa. 

Além do secretário nacional de Segurança Pública, o segundo dia do IBRASJUS Fórum 2019 conta com a participação do ex-secretário Nacional e consultor em Segurança Pública, Coronel José Vicente da Silva Filho, e do promotor de Justiça de São Paulo, Lincoln Gakiya.

 

 

portalcorreio

 

 

Operação prende 6 acusados de crimes de violência contra mulher e crianças na PB

Uma operação das Polícias Civil e Militar realizam prisões contra sete acusados de crimes relacionados à violência contra mulher, criança e adolescente, além de crimes sexuais, na manhã desta quarta-feira (21), na Região do Vale do Mamanguape.

Segundo policiais militares, seis mandados judiciais foram cumpridos nas cidades de Mamanguape, Itapororoca, Barra de Camaratuba e Guarabira. Um dos homens suspeitos está foragido. Os presos foram encaminhados à Delegacia de Mamanguape, onde aguardam a realização da audiência de custódia.

Nesse mês comemorativo ao aniversário da Lei Maria da Penha, a ‘Operação Inimigo Íntimo’ desencadeada objetiva demonstrar a efetividade da referida legislação protetiva com consequente redução de condutas criminosas dessa natureza na região, conforme a PM.

 

pbagora

 

 

Secretário destaca elucidação de cerca de 80% dos crimes em várias regiões do Estado da Paraíba

O secretário de Segurança e Defesa Social da Paraíba,  Jean Francisco Bezerra Nunes destacou na  tarde desta quarta-feira (18) que existe áreas na Paraíba aonde a elucidação dos crimes chega a 80% e citou como exemplos o município de Campina Grande.

Durante entrevista ao Programa Arapuan Verdade do Sistema Arapuan de Comunicação, o secretário destacou que essa redução deve-se  ao apoio e a implantação de políticas públicas de segurança pelo Governo do Estado, bem como a capacitação dos policiais associado a uso da tecnologia  e da inteligência além da parceria com todos os órgãos de segurança pública do Estado. ” São vários atores em cena e dispostos a trabalhar para garantir a segurança do povo paraibano, isso a gente não pode negar” .

Ainda durante a entrevista, o secretário falou sobre o grande número de assassinatos registrados no município de Santa Rita, região metropolitana de João Pessoa,  neste último final de semana.

Jean Bezerra   afirmou o município de Santa Rita tem uma área territorial muito e com grandes dificuldades de mobilidade urbana o que dificulta o  trabalho da polícia, mas  mesmo assim, os nossos policiais não medindo esforços para garantir a segurança daquela população e mesmo diante desses fatos, não podemos tirar o mérito de nossos policiais” disse o secretário ao garantir  que um plano de segurança está sendo montado para região com forma de prevenir esses casos de violência.

Foto: Kauê Barreto

http://paraiba.com.br

 

 

Dona Inês: vereador denúncia gestão por supostos crimes de estelionato e falsidade ideológica

Na Sessão Ordinária de segunda-feira (01), o Vereador Damásio Berto (PSD), fez uma denúncia grave na tribuna da Câmara de Dona Inês-PB.

De acordo com Vereador, o Prefeito João Idalino (PSD), teria cometido supostos crimes de estelionato, falsidade ideológica e desvio de recursos públicos, trazendo a tona farta documentação que comprovam os fatos narrados: cópias dos empenhos, notas fiscais e cheques, de supostos serviços na contratação de uma retroescavadeira para limpeza de barreiros no montante de R$ 56.720,00, do FPM.

Conforme documentos apresentados por Damásio, há falsidade grosseira nas assinaturas dos cheques do recebedor, tendo em vista que as mesmas não condizem com a do seu RG, e em outros, não existem sequer a assinatura endossada pelo prestador de serviços, conforme mostram os documentos abaixo.

Após a denúncia no plenário da Câmara, o parlamentar exigiu posicionamento de seus pares e que a Mesa Diretora encaminhe esta séria denúncia aos órgãos fiscalizadores, como Tribunal de Contas, Ministério Público Estadual e até a Polícia Federal por se tratar de danos ao erário público.

“Uma verba dessa, que é destinada a população faria uma diferença muito grande na questão social, uma vez que a Campanha da Fraternidade da CNBB está discutindo em todo Brasil, o seguinte tema: Fraternidade e Políticas Públicas”, frisou o Vereador.

  
blogdofelipesilva com Henrique Florêncio

 

Crimes eleitorais tendem a crescer na semana que antecede as eleições

Historicamente, a semana que antecede o primeiro turno das eleições gerais no Brasil tende a registrar um crescimento do número de denúncias por crimes eleitorais. Segundo a Polícia Federal (PF), isso se deve à intensificação da disputa pelo voto dos eleitores e exige um incremento da atuação da polícia judiciária eleitoral.

Segundo o delegado federal Thiago Borelli, coordenador-geral de Defesa Institucional da PF, cerca de 40% dos 1.660 procedimentos investigatórios instaurados durante o período eleitoral das últimas eleições gerais, em 2014, foram ajuizados na semana que antecedeu o primeiro turno.

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e o diretor da Polícia Federal, Rogério Galoro, participam da solenidade de abertura do Centro  Integrado de Comando e Controle das Eleições Gerais de 2018 (CICCE).
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e o diretor da Polícia Federal, Rogério Galoro, na abertura do Centro Integrado de Comando e Controle das Eleições Gerais de 2018 – José Cruz/Agência Brasil

Para dar maior agilidade e eficácia ao seu trabalho de Polícia Judiciária Eleitoral e aperfeiçoar o apoio à Justiça Eleitoral, a PF criou o Centro Integrado de Comando e Controle das Eleições 2018 (Cicce). O centro atuará com o apoio de 14 instituições e órgãos públicos federais de hoje (1) ao dia 8 e de 22 a 28. Funcionará de forma semelhante à já experimentada durante os grandes eventos ocorridos no Brasil entre os anos de 2013 a 2016, monitorando situações sob responsabilidade da PF em todo o país.

“O centro reúne diversos parceiros com a função de zelar para que a vontade do povo seja respeitada”, disse o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, destacando a importância de, a partir de hoje (1), os vários órgãos que cuidam do “bom transcurso das eleições” terem um centro de informações integradas. “A democracia é nosso bem maior e não podemos abrir mão dela de forma alguma”, acrescentou o ministro.

Entre os crimes eleitorais mais comuns às vésperas do primeiro turno estão o Caixa 2, ou seja, o uso de dinheiro não contabilizado na prestação de contas aos tribunais eleitorais; a boca de urna; a propaganda eleitoral fraudulenta; o transporte de eleitores e os crimes contra a honra (calúnia, injúria e difamação) de candidatos. Além desses, o próprio diretor-geral da PF, Rogério Galloro, admite que, em função do recente ataque ao candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), este ano a PF redobrou o grau de atenção com a segurança dos candidatos.

“Esse pleito nos traz uma preocupação a mais, que é a segurança dos candidatos, já que tivemos um atentado contra um candidato”, disse Galloro ao se referir ao episódio em que Bolsonaro foi esfaqueado durante um comício em Juiz de Fora (MG), no início de setembro. Dos 13 candidatos que disputam a Presidência da República, apenas seis pediram proteção à PF.

Integração

Jungmann destacou que as autoridades públicas também estarão atentas à disseminação das chamadas fake news, informações mentirosas que, durante o processo eleitoral, é criada e divulgada com o objetivo de beneficiar determinados candidatos ou prejudicar seus concorrentes. “As fake news têm o efeito de turbar, de desinformar e criar situações prejudiciais até mesmo ao andamento das eleições”, disse Jungmann, esclarecendo que a PF também está monitorando as atuações de organizações criminosas que, eventualmente, possam tentar interferir no processo eleitoral.

Segundo o delegado federal Thiago Borelli, a instauração do centro integrado permitirá às autoridades a acompanhar, em tempo real, todos os crimes que estejam sendo investigados pela PF, principalmente os crimes eleitorais, reduzindo o tempo de resposta nos atendimentos às urgências e emergências.

“Essa integração nos dará uma visão macro [das situações], melhor resposta, com pronto atendimento [às demandas] e mais capacidade de subsidiar a Justiça Eleitoral e atender à sociedade”, complementou Borelli.

Reforço

Preocupados com a situação, superintendentes da PF no Amazonas, em Pernambuco e Roraima pediram reforço à Brasília, que deslocará policiais de outras unidades para esses estados. “Desde o início do ano estamos nos preparando para as eleições. Houve a difusão de diretrizes institucionais de atuação e investigação da PF. E ao apresentarem seus planos operacionais, essas três unidades requisitaram a necessidade de aumento do efetivo”, informou Borelli. O efetivo de reforço será distribuído pelos municípios que, em anos anteriores, apresentaram alta incidência de conflitos e crimes eleitorais.

 

Agência Brasil

Pai e filho são suspeitos de chefiar 21 pessoas para crimes na PB e no RN

(Foto: Alexandre Freire/Portal Correio)

Uma operação integrada entre Polícias Civil e Militar através do Núcleo de Homicídios da 6ª Delegacia Seccional de Alhandra desarticulou uma quadrilha de 23 pessoas, comandada por pai e filho. Eles são suspeitos de chefiar o tráfico de drogas e a prática de homicídios no Litoral Sul da Paraíba. Dezenove pessoas foram presas em flagrante e quatro adolescentes apreendidos na ação que foi chamada de ‘Operação Arataguis’.

Entre os presos está Marcos Honório Júnior, de 31 anos, que é apontado como autor de vários homicídios motivados pelo controle do tráfico de drogas na região. Segundo a polícia, enquanto Marcos Honório Júnior comandava as ações na região do Rio Grande do Norte, o pai, Marcos Honório, gerenciava o tráfico no Litoral Sul paraibano. Além do pai e do filho, a esposa de Marcos Honório Júnior, também foi presa.

De acordo com o delegado responsável pela ação, Aneílton de Castro, a família também é responsável por assassinatos. “Nós estamos nas investigações de forma mais intensa há cerca de dois meses, mas sabemos da existência do grupo desde 2016. Tanto Marcos Honório como Marcos Honório Júnior pertencem a facção Okaida e são responsáveis diretamente por dez homicídios, entre duplos e triplos homicídios”, garantiu o delegado.

Além das pessoas presas, a operação ainda apreendeu nove armas de fogo, 54 munições, 402 gramas de cocaína e seis quilos de maconha.

Detalhe sórdido

O delegado Aneílton de Castro ainda revelou um detalhe sórdido sobre a crueldade dos suspeitos presos. De acordo com Aneílton, em uma das ações do grupo, uma criança de apenas 1 ano foi baleada nas costas e ficou paraplégica. Ainda segundo o delegado, o grupo era conhecido pela violência em suas ações, matando inclusive membros da própria facção, a fim de liderar o tráfico na região.

‘Arataguis’

A operação foi batizada com o nome ‘Arataguis’ em referência ao primeiro nome da cidade de Alhandra, visto que os acusados tentavam sitiar a cidade e região.

portalcorreio

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