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Convivência com a Seca: Estado aposta na educação do sertanejo e em soluções criativas para estiagem

secaUm dos maiores problemas enfrentados pelo Nordeste brasileiro é, sem dúvidas, a seca. Este fenômeno natural, conhecido antigo dos sertanejos, que todos os anos trava uma batalha desproporcional contra os agricultores do semi-árido, devastando produções, matando criações e diminuindo potencialmente a população dessas regiões.

 

Tendo em vista as consequências da estiagem, é que o Governo do Estado da Paraíba vem trabalhando no Programa Convivência com a Seca, que investe na educação do sertanajo e proporciona a esta população a oportunidade tomar conhecimento de soluções simples, mas extremamente eficientes para minimizar os problemas da seca.

 

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Em andamento desde abril de 2012, o Programa tem reunido diversos órgão e projetos que lidam desde a manutenção do rebanho até a falta de água potável, levando benefícios a quase toda população do sertão paraibano.

 

De acordo com Ernesto Lucena, diretor técnico da Empresa de Assistência Técnica e Educação Rural (Emater), o projeto está empenhado em ações continuas que trabalhem os potenciais dos produtores rurais. “Nossa missão é preparar o agricultor para seca e para chuva. Temos a obrigação moral de instrumentalizar a juventude no convívio com a seca e incentivar os jovens agricultores a buscar pelo empreendedorismo, treinar a juventude para ser empreendedora”, disse.

 

Entre as ações promovidas pela Emater o diretor destacou as atividades de incentivo a educação em comunidades mais distantes que tem reunindo agricultores e estudantes de escolas técnicas de todo estado empenhados em tentar sanar os problemas com medidas criativas e sustentáveis.

 

“A experiência mais recente que tivemos foi no município de Esperança. Buscamos conscientizar sobre os recursos hidrícos, utilização da ração, o re-aproveitamento de elementos, a construção do biodigestor. Procuramos atentar para a sustentabilidade do campo e o entendimento de que velhas práticas não são coerentes ao rendimento e o desenvolvimento da produção”, concluiu o diretor.

Cybele Soares