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Acidente com ônibus escolar mata 32 crianças e três adultos

Trinta e duas crianças em idade escolar, dois professores e um motorista de microônibus morreram na Tanzânia quando o veículo deles mergulhou em um barranco na estrada na região turística de Arusha neste sábado (06), informou um alto funcionário da polícia.

“O acidente aconteceu quando o ônibus estava descendo em uma colina íngreme em condições chuvosas”, disse o comandante da polícia regional de Arusha, Charles Mkumbo, à Reuters por telefone.

“Nós ainda estamos investigando o incidente para determinar se ele foi causado por um defeito mecânico ou erro humano por parte do motorista.”

Os alunos mortos no acidente, que ocorreu no distrito de Karatu, eram da escola primária Lucky Vincent, a caminho para visitar outra escola, disse Mkumbo. O presidente John Magufuli descreveu o acidente como uma “tragédia nacional” em um comunicado.

Corpos das vítimas de acidente com veículo escolar na Tanzânia, neste sábado (06) (Foto: Reuters/Emmanuel Herman)Corpos das vítimas de acidente com veículo escolar na Tanzânia, neste sábado (06) (Foto: Reuters/Emmanuel Herman)

UOL

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Como identificar possíveis sinais de abuso sexual em crianças?

70% das vítimas de violência sexual são crianças e adolescentes (Foto: CDC/ Amanda Mills)

Casos de violência e abuso sexual contra crianças e adolescentes são mais comuns do que se imagina – dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), por exemplo, mostram que 70% das vítimas de estupro do país são menores de idade.

Segundo dados do Disque 100 (Disque Direitos Humanos) e do Sistema Único de Saúde, mais de 120 mil casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes foram registrados no país entre 2012 e 2015 – o equivalente a pelo menos três ataques por hora.

Mas como identificar abuso sofrido por uma criança próxima? O caso do uruguaio Felipe Romero, que teria sido vítima de seu técnico de futebol, chamou a atenção dos leitores da BBC Brasil, que pediram esclarecimentos sobre quais são, afinal, esses sinais.

Com base em informações de sites especializados e entrevistas com profissionais da área, a BBC Brasil elaborou o guia abaixo.

“Geralmente, nao é um sinal só, mas um conjunto de indicadores. É importante ressaltar que a criança deve ser levada para avaliação de especialista caso apresente alguns desses sinais”, diz Heloísa Ribeiro, diretora executiva da ONG Childhood Brasil, de defesa dos direitos das crianças e adolescentes.

1) Mudança de comportamento

O primeiro sinal a ser observado é uma possível mudança no padrão de comportamento das crianças. Segundo Ribeiro, esse é um fator facilmente perceptível, pois costuma ocorrer de maneira repentina e brusca.

“Por exemplo, se a criança nunca agiu de determinada forma e, de repente, passa a agir. Se começa a apresentar medos que não tinha antes – do escuro, de ficar sozinha ou perto de determinadas pessoas. Ou então mudanças extremas no humor: a criança era superextrovertida e passa a ser muito introvertida. Era supercalma e passa a ser agressiva”, afirmou.

A mudança de comportamento também pode se apresentar com relação a uma pessoa específica, o possível abusador.

“Como a maioria dos abusos acontece com pessoas da família, às vezes a criança apresenta rejeição a essa pessoa, fica em pânico quando está perto dela. E a família estranha: ‘Por que você não vai cumprimentar fulano? Vá lá!’. São formas que as crianças encontram para pedir socorro, e a família tem que tentar identificar isso”, afirma a educadora sexual Maria Helena Vilela, do Instituto Kaplan.

Em outros casos, a rejeição não se dá em relação a uma pessoa específica, mas a uma atividade. A criança não quer ir a uma atividade extracurricular, visitar um parente ou vizinho ou mesmo voltar para casa depois da escola.

2) Proximidade excessiva

Apesar de, em muitos casos, a criança demonstrar rejeição em relação ao abusador, é preciso usar o bom senso para identificar quando uma proximidade excessiva também pode ser um sinal.

Teria sido o caso, por exemplo, do técnico de futebol Fernando Sierra, que tinha uma relação quase paternal com o garoto Felipe Romero. O treinador buscou o menino na escola, desapareceu e ambos foram encontrados mortos dois dias depois.

A hipótese principal é que o treinador tenha atirado no menino e, em seguida, cometido suicídio por não aceitar um pedido da mãe para que se afastasse da criança. Laudo preliminar da autópsia indicou que o garoto vinha sendo vítima de abusos sexuais.

Importante notar, no entanto, que o papel do desconhecido como estuprador aumenta conforme a idade da vítima – ou seja, no abuso de menores de idade, a violência costuma ser praticada por pessoas da família na maioria dos casos.

Se, ao chegar à casa de tios, por exemplo, a criança desaparece por horas brincando com um primo mais velho ou se é alvo de um interesse incomum de membros mais velhos da família em situações em que ficam sozinhos sem supervisão, é preciso estar atento ao que possa estar ocorrendo nessa relação.

Segundo o NHS, o SUS britânico, 40% dos abusos no Reino Unido são cometidos por outros menores de idade, muitas vezes da mesma família. Também segundo os dados britânicos, 90% dos abusadores fazem parte da família da vítima.

No Brasil, 95% dos casos desse tipo de violência contra menores são praticados por pessoas conhecidas das crianças, e em 65% deles há participação de pessoas do próprio grupo familiar.

Nessas relações, muitas vezes, o abusador manipula emocionalmente a vítima que nem sequer percebe estar sendo vítima naquela etapa da vida, o que pode levar ao silêncio por sensação de culpa. Essa culpa pode se manifestar em comportamentos graves no futuro como a autoflagelação e até tentativas de suicídio.

“As pessoas acham que o abusador será um desconhecido, que não faz parte dessa vida da criança. Mas é justamente o contrário, na grande maioria dos casos são pessoas próximas, por quem a criança tem um afeto. O abusador vai envolvendo a criança pra ganhar confiança e fazer com que ela nao conte”, afirmou Ribeiro, da ONG Childhood Brasil.

“A violência sexual é muito frequente dentro de casa, ambiente em que a criança deveria se sentir protegida. É um espaço privado, de segredo familiar e é muito comum que aconteça e seja mantido em segredo.”

3) Regressão

Outro indicativo apontado pelas especialistas é o de recorrer a comportamentos infantis, que a criança já tinha abandonado, mas volta a apresentar de repente. Coisas simples, como fazer xixi na cama ou voltar a chupar o dedo. Ou ainda começar a chorar sem motivo aparente.

“É possível observar também as características de relacionamento social dessa criança. Se, de repente, ela passa a apresentar esses comportamentos infantis. Ou se ela passa a querer ficar isolada, não ficar perto dos amigos, não confiar em ninguém. Ou se fugir de qualquer contato físico. A criança e o adolescente sempre avisam, mas na maioria das vezes não de maneira verbal”, considera Ribeiro.

A diretora da ONG Childhood Brasil alerta, porém, que é importante procurar avaliação especializada que possa indicar se eventuais mudanças de comportamento são apenas parte do desenvolvimento da criança ou indicativos de vulnerabilidade.

“É importante lembrar que o ser humano é complexo, então esses comportamentos podem aparecer sem estarem ligados a abuso.”

4) Segredos

Para manter o silêncio da vítima, o abusador pode fazer ameaças de violência física e promover chantagens para não expor fotos ou segredos compartilhados pela vítima.

É comum também que usem presentes, dinheiro ou outro tipo de benefício material para construir a relação com a vítima. É preciso também explicar para a criança que nenhum adulto ou criança mais velha deve manter segredos com ela que não possam ser compartilhados com adultos de confiança, como a mãe ou o pai.

5) Hábitos

Uma criança vítima de abuso também apresenta alterações de hábito repentinas. Pode ser desde uma mudança na escola, como falta de concentração ou uma recusa a participar de atividades, até mudanças na alimentação e no modo de se vestir.

“Às vezes de repente a criança começa a ter uma aparência mais descuidada, não quer trocar de roupa. Outras passam a não comer direito. Ou passam a comer demais”, pontuou Ribeiro.

A mudança na aparência pode ser também uma forma de proteção encontrada pela criança. Em entrevista à BBC Brasil no ano passado, a nadadora Joanna Maranhão, que foi vítima de abuso sexual por seu técnico quando tinha nove anos, revelou que se vestia como um menino na adolescência para fugir de possíveis violências.

Ribeiro cita também mudanças no padrão de sono da criança como indicativo de que algo não anda bem. “Se ela começa a sofrer com pesadelos frequentes, ou se tem medo de dormir ou medo de ficar sozinha.”

6) Questões de sexualidade

Um desenho, uma “brincadeira” ou um comportamento mais envergonhado podem ser sinais de que uma criança esteja passando por uma situação de abuso. “Quando uma criança que, por exemplo, nunca falou de sexualidade começa a fazer desenhos em que aparecem genitais, isso pode ser um indicador”, apontou Maria Helena Vilela.

“Pode vir em forma de brincadeira também. Ela chama os amiguinhos para brincadeiras que têm algum cunho sexual ou algo do tipo”, observou Henrique Costa Brojato, psicólogo e especialista psicossocial. Podem, inclusive, reproduzir o comportamento do abusador em outras crianças.

Para Heloísa Ribeiro, o alerta deve ser dado especialmente para crianças que, ainda novas, passam a apresentar um “interesse público” por questões sexuais. “Quando ela, em vez de abraçar um familiar, dá beijo, acaricia onde não deveria, ou quando faz uma brincadeira muito para esse lado da sexualidade.”

O uso de palavras diferentes das aprendidas em casa para se referir às partes íntimas também é motivo para se perguntar à criança onde ela aprendeu tal expressão.

7) Questões físicas

Há também os sinais mais óbvios de violência sexual em menores – casos que deixam marcas físicas que, inclusive, podem ser usadas como provas à Justiça. Existem situações em que a criança acaba até mesmo contraindo doença sexualmente transmissível.

“Há casos de gravidez na adolescência, por exemplo, que é causada por abuso. É interessante ficar atento também a possíveis traumatismos físicos, lesões que possam aparecer, roxos ou dores e inchaços nas regiões genitais”, observou a diretora da Childhood.

8) Negligência

Muitas vezes, o abuso sexual vem acompanhado de outros tipos de maus tratos que a vítima sofre em casa, como a negligência.

Uma criança que passa horas sem supervisão ou que não tem o apoio emocional da família, com o diálogo aberto com os pais, estará em situação de maior vulnerabilidade.

O que fazer

Caso identifique um ou mais dos indicadores listados acima, o melhor a se fazer é, antes mesmo de conversar com a criança, procurar ajuda de um especialista que possa trazer a orientação correta para cada caso.

“Há muitas dessas características que são semelhantes às de um adolescente em desenvolvimento. Por isso que é importante ter avaliação de alguém que é especialista nisso. Um psicólogo, por exemplo. Se tiver dúvidas, a pessoa pode perguntar na escola, que costuma ter profissionais treinados pra identificar esses casos”, disse Ribeiro.

“É sempre aconselhável também acionar o Sistema de Garantia de Direitos à criança e ao adolescente, um conselho tutorial ou uma Vara da Infância e da Juventude para encontrar caminhos para uma resposta mais adequada”, afirmou Henrique Costa Brojato.

Muitas vezes por se sentir culpada, envergonhada ou acuada, a criança acaba não revelando verbalmente que está ou que viveu uma situação de abuso. Mas há situações também em que ela tenta contar para alguém e acaba não sendo ouvida. Por isso, o principal conselho dos especialistas é sempre confiar na palavra dela.

“Em primeiro lugar, é importante que quando a criança tentar falar alguma coisa, que ela se sinta ouvida e acolhida. Que nunca o adulto questione aquilo que ela está contando. Ou que tente responsabilizá-la pelo ocorrido”, diz Ribeiro.

G1

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Prefeito de Bananeiras fala sobre políticas públicas para crianças em Brasília

A construção de políticas públicas intersetoriais como instrumento para garantia de direitos e inclusão social de crianças e adolescentes valeu ao prefeito Douglas Lucena, de Bananeiras, convite da Unicef para ser um dos palestrantes do IV Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável (EMDS), que se realiza em Brasília.

Douglas falou sobre a política pública do Unicef chamada Selo Unicef Município Aprovado, que analisa e orienta ações dos municípios do Semiárido Nordestino e da Amazônia Legal. Bananeiras já foi premiada quatro vezes com o selo por ações e programas da Prefeitura local na área da Saúde, Educação e Desenvolvimento Social em benefício de crianças e jovens no município.

A palestra do prefeito de Bananeiras fo realizada na tarde dessa segunda-feira (24) no Estádio Mané Garrincha, local do evento que reúniu prefeitos e vereadores de mais de 1.700 municípios de 19 estados, além de representantes de outros países da América Latina. “Fui escolhido, creio, em função das nossas ações de inclusão, com a criação de mecanismos para garantir e preservar os direitos de nossas crianças”, disse Douglas ao Blog.

O prefeito citou, entre programas sociais da cidade que se transformaram em referência, a Escola Municipal de Artes, com oficinas de música, teatro e dança; a redução da mortalidade infantil e a melhora no índice que avalia a distorção idade/série nas escolas municipais.

Sobre o Unicef

“O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) está presente no Brasil desde 1950, apoiando as mais importantes transformações na área da infância e da adolescência no País. O Unicef participou das grandes campanhas de imunização e aleitamento materno, da mobilização que resultou na aprovação do artigo 227 da Constituição Federal e na elaboração do Estatuto da Criança e do Adolescente, do movimento pelo acesso universal à educação, dos programas de enfrentamento ao trabalho infantil”, apresenta-se a instituição em seu portal na Internet.

jornaldaparaiba

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Preso idoso suspeito de oferecer R$ 10 para atrair crianças e estuprá-las

policiaUm idoso de 65 anos foi preso, nessa terça-feira (11) à tarde, suspeito de abusar sexualmente de três crianças na cidade de Campina Grande.

Segundo a Polícia Civil, os estupros foram denunciados em 2010 e o suspeito nunca compareceu para prestar esclarecimentos, passando a ser considerado foragido da justiça. As vítimas informaram que ele oferecia presentes e cerca R$ 10 para atraí-las ao abuso.

O mandado de prisão preventiva contra ele foi cumprido após investigações apontarem que ele havia retornado à cidade e estava trabalhando com conserto de relógios no Centro. O idoso foi preso no local onde exercia a atividade comercial.

De acordo com a delegada Alba Tânia Abrantes, da Delegacia de Crimes Contra a Infância e a Juventude, o suspeito foi levado para a Central de Polícia Civil, onde aguarda realização de audiência de custódia.

Portal Correio

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Projeto Social leva crianças e adolescentes a plantarem árvores em Dona Inês-PB

PlantioVárias crianças e adolescentes que participam de um Projeto Social de Escolinha de Futsal participaram na manhã deste sábado, 01 de abril, em Dona Inês, de uma Caminhada Ecológica promovida pela Associação Astro, que é responsável pela Escolinha de Futsal.

O grupo que contou com as presenças do Presidente da Associação; José de Arimateia, dos monitores da Escolinha de Futsal; Carlinhos, Paulo e Rosenildo e de outros colaboradores, saíram do Centro da Cidade e foram em caminhada até a reserva Ecológica Mata do Seró, onde fizeram o plantio de 100 mudas de árvores nativas como; ipê rosa, ipê branco, acácia e moringa. O plantio foi feito em uma área de degradação na reserva.

Para Demétrio Ferreira, Vice-Prefeito de Dona Inês, que acompanhou o grupo, “foi um momento simbólico para o início de um projeto de preservação do meio ambiente que se inicia no Município e terá a frente a Associação Astro, com seus colaboradores.” O Vice-prefeito que é um colaborador e apoiador do Projeto Social acrescentou que cuidar do meio ambiente é uma responsabilidade de todos e que é necessário que cada um faça a sua parte na preservação ambiental.

O Projeto Social Escolinha de Futsal, de responsabilidade da Associação Astro, contempla 50 alunos com idades de 10 a 17 anos, divididos em três categorias; SUB-13, SUB-15 e SUB-17. Para participar do projeto, todos os alunos devem estar regularmente matriculados na Rede Municipal de Ensino e apresentarem bom comportamento em sala de aula.

Assessoria

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Na Paraíba, 75% das crianças de até 4 anos não vão a creche ou escola

crecheCerca de 174 mil crianças de até 4 anos não frequentavam creche ou escola na Paraíba, em 2015. Esse número representa 75,9% do total de crianças que estão na fase inicial da Primeira Infância e residem no estado. Os dados são do Suplemento “Cuidado das crianças de até 4 anos de idade”, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2015 (PNAD 2015), divulgado nesta quarta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dentro desse total, em 107 mil casos, ou 61,71%, os responsáveis pela criança tinham interesse em matriculá-la em alguma creche ou escola, mas apenas 23 mil tomaram alguma iniciativa para que a criança fosse efetivamente matriculada.

Na Paraíba, 24,1% (54 mil) das crianças de até 4 anos de idade eram matriculadas em creche ou escola em 2015, de um total de 229 mil crianças nessa faixa etária.

No Nordeste, a Paraíba é o estado com a terceira maior quantidade de crianças fora da creche, com 75,9%, ficando atrás apenas do Ceará (72,1%) e do Rio Grande do Norte (74,4%). No Brasil, esse percentual foi de 74,3% e no Nordeste foi de 80,7%.

Onde as crianças ficam durante a semana
Das 229 mil crianças paraibanas com até 4 anos de idade, 79,4% (182 mil) permaneciam, de segunda a sexta-feira, durante todo o dia, no mesmo local e com a mesma pessoa. Esta é a terceira menor proporção dentre os estados da região Nordeste.

Quanto mais nova a criança, maior era o percentual de permanência no mesmo lugar e com a mesma pessoa ao longo do dia. No Brasil, para aquelas de menos de 1 ano de idade, esse valor alcançava 95,1%, enquanto entre as de 3 anos a proporção baixava para 70,1%.

Esse padrão ocorreu em todas as regiões, sendo que, no Nordeste, verificou-se a maior diferença entre as idades, 96,3% das crianças de menos de 1 ano de idade permaneciam no mesmo local e com a mesma pessoa enquanto que, entre crianças de 3 anos de idade, a proporção chegava a 61,6%.

Domicílios com crianças de até 4 anos
A presença de crianças com até 4 anos de idade foi registrada em 13,7% dos domicílios do país. Na Paraíba, existem 205 mil domicílios com moradores nessa faixa etária, representando 16,3% do total de domicílios do estado (1,2 mil). Esse percentual é o segundo maior da Região Nordeste, atrás apenas do Maranhão, que possui 20,8% de domicílios com moradores com menos de 4 anos de idade.

G1 PB

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Apenas 25% das crianças com menos de 4 anos frequentam creche ou escola

educacaoEm 2015, das 10,3 milhões de crianças brasileiras com menos de 4 anos, 25,6% (2,6 milhões) estavam matriculadas em creche ou escola. Entretanto, 74,4% (7,7 milhões) não frequentavam esse tipo de estabelecimento nem de manhã, nem à tarde.

Desse contingente de 7,7 milhões de crianças que ficavam em casa, 61,8% de seus responsáveis demonstravam interesse em matricular na creche, o que representa 4,7 milhões dos casos. O interesse do responsável em matricular a criança crescia com o aumento da idade, passando de 49,1% em crianças com menos de 1 ano e atingindo 78,6% entre as crianças de 3 anos.

As informações constam do suplemento Aspectos dos cuidados das crianças de menos de 4 anos de idade, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2015, divulgado hoje (29) no Rio de Janeiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a pesquisa, o percentual de crianças de menos de 4 anos cujos responsáveis tinham interesse em matriculá-las em creche ou escola diminuía nas classes de renda média domiciliar per capita mais altas.

“Nas classes sem rendimento a menos de ¼ do salário mínimo, essa proporção era de 61,5%, crescendo até a classe de ½ a menos de 1 salário mínimo (63,9%). A partir da classe de 1 a menos de 2 salários mínimos, verificava-se redução da proporção, com estimativa de 60,1%, chegando a 54,4% na classe de rendimento domiciliar per capita de 3 ou mais salários mínimos”, informa o documento.

Das 4,7 milhões de crianças de menos de 4 anos não matriculadas em creche ou escola, mas cujos responsáveis tinham interesse em fazê-lo, em 43,2% (2,1 milhões) dos casos os responsáveis tomaram alguma ação para conseguir uma vaga. Dentre as medidas adotadas, as mais recorrentes foram o contato com a creche, a prefeitura ou secretaria para informações sobre existência de vagas (58,7%) e a inscrição em fila de espera para vagas (37,3%).

A assistente administrativa Dayse Fernandes Bezerra Arruda, de 39 anos, busca uma vaga em creche municipal para seu filho de 6 meses desde o ano passado para poder voltar a trabalhar. Ela recorreu à Justiça para que a prefeitura do Rio de Janeiro matricule seu filho em uma creche.

“Estou com processo em andamento e até agora nada. Fiz a inscrição em cinco creches em bairros próximos de casa, mas ele não foi sorteado. Eu não tenho com quem deixá-lo. Meu marido trabalha. Uma creche particular é inviável, a mais barata está na faixa de R$ 1,5 mil. Vivemos de aluguel, é complicado pagar uma creche”, disse Dayse.

Plano Nacional de Educação

O Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado em 2014, estabelece na sua primeira meta a universalização da educação infantil na pré-escola para crianças de 4 a 5 anos até 2016 e a ampliação da oferta de educação em creches de forma a atender, no mínimo, 50% das crianças de até 3 anos até 2024.

Segundo o IBGE, os dados de 2015 da Pnad mostram que a taxa de frequência de crianças de 4 a 5 anos na pré-escola está em 84,3%. No caso das crianças com menos de 4 anos, apenas 25,6% estavam em creches.

O PNE estabelece metas e estratégias para melhorar a qualidade da educação até 2024. As metas vão desde a educação infantil até a pós-graduação e incluem valorização dos professores e melhorias em infraestrutura.

Perfil das famílias

A Pnad 2015 estimou que os 10,3 milhões de crianças com menos de 4 anos no país correspondem a 5,1% da população brasileira. A presença de crianças desse grupo etário foi registrada em 13,7% dos domicílios.

Segundo a pesquisadora do IBGE Adriana Araújo Beringuy, o aspecto mais distintivo entre os domicílios foi o rendimento domiciliar per capita: a presença de crianças de menos de 4 anos é maior nas classes menos elevadas. “Quase 74% dos domicílios com crianças até 3 anos estavam nas faixas de rendimento domiciliar per capita até um salário mínimo. É perceptível que as crianças desse grupo etário estão em domicílios de renda mais baixa”, disse.

Agência Brasil

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Andador pode limitar a exploração motora e a visão das crianças

andadorDepois de três meses de idade, um bebê mediano começa a rolar deliberadamente (e não acidentalmente como anteriormente fazia). Primeiramente, o movimento de rolar será de frente para trás, depois de trás para a frente. Com seis meses de idade, o bebê irá conseguir sentar-se sem apoio. Entre os seis meses e os dez meses, a maioria dos bebês começam a se deslocar por conta própria: arrastando-se e engatinhando.

Bebês que engatinham tornam-se mais sensíveis ao lugar onde os objetos estão, começam a perceber mais o que mundo que o cerca. Se os objetos que o rodeiam podem se deslocar e como eles se parecem. É uma fase de muitas descobertas.

O ato de engatinhar auxilia para que o bebê comece a desenvolver noções de distância e profundidade. A partir do momento que ele começa a ter autonomia para se movimentar mais, o bebê começa a ouvir advertências do tipo “Volte aqui”. Quando os adultos pegam o bebê e os vira em outra direção mais segura, o bebê irá começar a se lembrar dessas instruções quando ele seguir para uma direção de um objeto proibido. Com isso, o condiciona a olhar para os cuidadores para saber se uma situação é segura ou perigosa, surgindo, assim, uma habilidade já conhecida como referencial social.

Ao segurar nas mãos de alguém ou se apoiar em algum móvel, o bebê consegue ficar de pé pouco depois dos sete meses de idade. Em pouco tempo, o bebê irá largar o apoio e ficará de pé sozinho. Um bebê mediano conseguir ficar em pé normalmente uma ou duas semanas antes do primeiro aniversário (ou seja antes de 1 ano de idade). Logos após o primeiro aniversário, uma criança mediana consegue andar razoavelmente bem.

Muitos pais colocam os bebês em andadores acreditando que com essa atitude seus filhos irão começar a andar mais cedo. O andador restringe a exploração motora do bebê, além de limitar a visão que o bebê tem acerca dos seus próprios movimentos, com isso, os andadores podem retardar o desenvolvimento da habilidade motora de seu bebê, afetando assim na psicomotricidade do mesmo.

Com dois anos de idade, a criança começa a subir degraus, um de cada vez, colocando um pés após o outro no mesmo degrau, mais tarde ela alternará os pés. Somente depois é que ela irá passar a descer degraus. Aos 3 anos de idade, a criança já consegue correr, pular, equilibra-se brevemente em um pé só e a partir daí ela começa a saltar.

Marcos do Desenvolvimento Motor:

Habilidade 50% 90%
Rolar 3 meses 5 meses
Pegar um chocalho 3 meses 4 meses
Sentar sem apoio 5 meses 7 meses
Ficar em pé apoiando em algo 7 meses 9 meses
Pegar com o polegar e o indicador 8 meses 10 meses
Ficar em pé sozinho e com firmeza 11 meses 13 meses
Andar bem 12 meses 14 meses
Montar uma torre com 2 cubos 14 meses 20 meses
Subir escadas 16 meses 21 meses
Pular no mesmo lugar 23 meses 24 meses
Copiar um círculo 3 anos 4 anos

A relação entre o corpo e os objetos situados no espaço ao seu redor contribui para a consciência de si próprio e contribui para o seu desempenho no espaço. Com a percepção ampla do corpo, vem uma seguinte etapa, a de consciência de cada segmento corporal, qual realiza de forma interna (sentindo uma parte de seu próprio corpo) e externa (a percepção em relação ao corpo alheio como se fosse um “espelho).

Ajuriaguerra (1972) defende a ideia de que a por meio do corpo a criança elabora todas as suas experiências vitais e contribui para a organização de sua personalidade. A construção da imagem corporal está associada as estruturas mentais, devido a maturação cognitiva os movimentos se tornam mais elaborados, coordenados e complexos.

Devido a imagem corporal, a criança começa a delinear as primeiras noções espaciais, devido a distância percebida entre ela e o objeto, e a partir de seu próprio corpo a criança esboça as primeiras noções de profundidade, quando ela flexiona o tronco de seu corpo.

A evolução da imagem corporal e a aprendizagem dependem de um equilíbrio entre a quantidade e a qualidade das relações integradas: objeto, corpo e meio social. A imagem corporal contribui também para a organização das emoções, que naturalmente depende da relação e interação com o outro, aliás, também fatores como tempo e momento.

Na criança sua imagem corporal depende, compreende e completa-se na imagem do corpo do outro e os outros que a rodeiam a envolvem, até porque o outro para criança é o centro de suas atenções e motivações, com isso a criança canaliza toda a sua afetividade nessa interação com o outro.

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Idoso e três crianças são presos em banheiro durante assalto em Solânea

sireneUm comerciante de 73 anos e três crianças viveram momentos de terror nessa quinta-feira (16), em Solânea. Eles foram presos em um banheiro por três bandidos armados, que assaltaram a casa do idoso.

De acordo com a vítima, que é um comerciante conhecido na cidade, dois homens e uma mulher chegaram em sua residência interessados em adquirir terrenos à venda. Após alguns instantes de conversa os indivíduos anunciaram o roubo, apresentaram as armas e os detiveram trancados em um banheiro. Logo em seguida, após revirarem todos os cômodos da residência, fugiram com destino ignorado tranquilamente levando dois aparelhos celulares, um notebook, algumas escrituras de imóveis e terrenos e a quantia de R$ 5.000,00.

A vítima relatou ainda que uma semana atrás havia sido furtado da sua casa um revólver de sua propriedade, o qual não tem suspeita de quem poderia ter sido.

Compareceu ao local a guarnição da viatura 6932, que orientou a vítima a procurar a delegacia local para prestar melhores esclarecimentos no intuito de ajudar a elucidar o ocorrido.

Focando a Notícia

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Exames podem detectar autismo em crianças antes de sintoma aparecer

autismoExames cerebrais de ressonância magnética podem detectar autismo antes que qualquer sintoma comece a surgir, afirmam pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

Atualmente, as crianças podem ser diagnosticadas a partir dos dois anos de idade, mas, em geral, isso costuma ocorrer mais tarde. O estudo, publicado na revista “Nature” , entretanto, mostra que as origens do autismo estão bem antes disso –no primeiro de ano de vida. As descobertas do estudo podem levar a um diagnóstico precoce e até mesmo a terapias imediatas.

De acordo com o levantamento, uma em cada cem pessoas tem autismo, condição que afeta o comportamento e interação social. A pesquisa analisou 148 crianças, incluindo aquelas com alto risco de autismo porque tinham irmãos mais velhos com o distúrbio. Todos foram submetidos a exames de ressonância magnética aos seis, 12 e 24 meses de vida.

“Muito cedo, no primeiro ano de vida, vemos diferenças de área de superfície do cérebro que precedem os sintomas que as pessoas associam tradicionalmente com autismo”, disse à BBC o médico Heather Hazlett, um dos pesquisadores da Universidade da Carolina Norte.O estudo revelou diferenças iniciais no córtex cerebral, a parte do cérebro responsável por funções de alto nível –como linguagem por exemplo– em crianças que depois viriam a ser diagnosticadas com autismo.

“Os exames indicam que essas diferenças do cérebro podem ocorrer em crianças com alto risco de autismo”, afirma Hazlett. O estudo abre possibilidades para avanços na forma que a doença é tratado e diagnosticada.

Escaneamentos do cérebro de bebês, particularmente em famílias de alto risco, podem levar a um diagnóstico precoce. Acredita-se que, a longo prazo, possam surgir exames de DNA, aplicáveis a todas as crianças, capazes de identificar aquelas em que o risco de ter autismo é alto.

Com a doença diagnosticada cedo, é possível implantar antes terapias comportamentais –como treinar pais a interagir com o filho autista– em busca de resultados mais eficientes.

INTERVENÇÃO PRECOCE

Outro pesquisador do projeto, Joseph Piven, diz que agora pode ser possível identificar crianças propensas a ter autismo. “Isso nos permite intervir antes que apareçam os comportamentos da doença. Há amplo consenso de que há mais impacto antes que os sintomas tenham se consolidado. O resultado dessa pesquisa é muito promissor”, afirmou.

Com a descoberta, os pesquisadores afirmam ser possível prever quais crianças desenvolverão autismo com 80% de precisão.

“É possível que a varredura feita através de ressonância magnética (MRI, sigla em inglês) possa ajudar as famílias que já têm uma criança autista para acessar o diagnóstico anterior de crianças subsequentes. Isso significaria que essas crianças poderiam receber o apoio certo tão cedo quanto possível”, diz Carol Povey, diretora da Sociedade Nacional de Autistas da Grã-Bretanha.

A especialista afirma, no entanto, que o autismo pode se manifestar de diferentes maneiras e “nenhum teste único poderia ser capaz de identificar o potencial de autismo em todas as crianças”.

Com informações da Folha de SP.

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