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Incêndio em apartamento no Bairro das Indústrias deixa crianças feridas

Um incêndio causado possivelmente por uma explosão de botijão GLP deixou três crianças e uma senhora feridas neste sábado (5) a noite no bairro das Indústrias, em João Pessoa. De acordo com informações policiais, inicialmente, o fogo atingiu o terceiro andar do condomínio residencial conhecido como ‘Dilmão’.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, os moradores do apartamento passaram mal e foram atendidos e socorridos por ambulâncias ao hospital. As vítimas foram retiradas do meio da fumaça pelos bombeiros, pois não conseguiram abandonar o local.

Na chegada ao local da ocorrência, as guarnições de incêndio logo controlaram o fogo e, depois de quase duas horas de rescaldo, declararam a área livre do novos focos ou sem vítimas das chamas.

portalcorreio

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Homem é preso por tocar fogo em residência com cinco crianças dentro, em Bananeiras

Homem é preso em flagrante após ter ateado fogo numa residência nesta quarta-feira (20), no sítio Caboclo, município de Bananeiras-PB. De acordo com a Polícia, testemunhas acionaram o Copom/Solânea, relatando que um homem havia ateado fogo em uma casa, com cinco crianças dentro da residência.

De imediato, a guarnição da R/P de Solânea, comandada pelo CPU Tenente Willys, se deslocou ao local e conseguiu prender o suspeito Joelson Olímpio da Silva, 31 anos.

Testemunhas informaram a PM que o acusado chegou à residência, arrombou a porta e jogou gasolina no telhado da residência e ateou fogo. Ele também chegou a ameaçar de cortar as orelhas de uma das crianças. Os vizinhos conseguiram resgatar as crianças, pois estavam sozinhas, já que sua genitora estava na maternidade em serviço de parto.

O acusado alega que uma das vítimas (criança) tinha discutido com uma de suas filhas, que também é menor. O indivíduo para se vingar praticou o ato criminoso.

A guarnição, após efetuar diligências, prendeu o criminoso e com ele foi apreendida uma arma de fogo de calibre indefinido.

O acusado foi conduzido à DP de Solânea juntamente com a arma apreendida e autuado em flagrante delito por incêndio criminoso, posse ilegal de arma de fogo e dano.

Bananeiras Online

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Trauma de JP recebe mais de 800 crianças vítima de acidentes domésticos

Junho e julho são os meses mais preocupantes para os pais, pois se somam férias escolares das crianças, chuva e tempo ocioso, contribuindo para o aumento de acidentes domésticos. Dados do Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, demonstram que as famílias precisam mesmo estar em alerta durante este período, já que foram registrados 811 casos com crianças atendidas na unidade de saúde.

Só nos 14 dias de julho deste ano já foram registrados 249 acidentes domésticos com crianças entre 0 a 12 anos, somando com os ocorridos em junho (562) foram 811 casos. Os motivos geralmente são os mesmos: quedas (458), corpo estranho (164), pancada (67), queimadura (31), atropelamento (22), acidente com bicicleta (24), corte (5) e choque (3).

O coordenador da pediatria do Hospital de Trauma, Fabiano Alexandria, destaca algumas situações de risco que para os pais parecem pouco perigosas. “Nas áreas de serviços das casas é onde ocorrem os principais acidentes, como por exemplo: baldes com água, tanque, tomadas desencapadas e produtos químicos, principalmente com crianças entre 2 a 4 anos”, frisou.

Traumas e fraturas em braços e pernas também são bastante comuns. Boa parte das contusões, entorses e até mesmo fraturas sofridas por crianças ocorrem dentro de casa. Na instituição, as principais entradas são de quedas e corpo estranhos. Para se ter uma idéia, em julho de 2016, foram 550 acidentes envolvendo crianças. 313 foram vítimas de quedas e 117 de corpo estranho. E em junho do mesmo ano foram 205 quedas e 110 corpos estranhos. Segundo o coordenador da ortopedia, Umberto Jansen, a região mais atingida nos pequenos é o membro superior. “Sendo a fratura mais comum no antebraço, principalmente o punho. Já no membro inferior, a perna é a parte mais atingida”, completou.

Entre os ambientes mais perigosos das residências, a campeã é a cozinha, onde estão expostos fogão, botijão de gás, tomadas, baldes e objetos cortantes. Foi nesse ambiente que a pequena Mirella Vitória, de apenas um ano, se queimou após colocar a mão no forno quente. “Foi muito rápido, questões de segundos, havia acabado de pedir ao pai que olhasse a menina. Um susto grande que serve de alerta para todos os pais: lugar de criança não é na cozinha”, relatou a mãe, Maria Vitória Lima dos Santos. Por isto, o cirurgião plástico da unidade de saúde, Saulo Montenegro, pede atenção redobrada dos pais. “Atenção ao utilizar o forno (que fica na altura dos olhos das crianças) e com panelas, frigideiras, cafeteiras e tudo que fica sobre o fogão. Utilizar as bocas de trás e manter o cabo dos utensílios para dentro, não para fora do eletrodoméstico, é um primeiro passo para atenuar eventuais problemas”, salientou.

Na unidade de saúde, os casos mais comuns com relação às queimaduras são por líquido em alta temperatura que já somam 74 neste período de férias, seguidos de acidentes por fogo (13), fogo de artifício (12) e por contato com objeto de alta temperatura (13). Uma das vítimas foi Lucas Gabriel, de dois anos, que puxou a toalha da mesa da sala onde estava a garrafa de café quente e acabou virando em cima dele. “Meu filho sempre foi muito calmo, nunca imaginei que ele pudesse tomar essa iniciativa, agora todo cuidado é pouco com ele”, comentou a mãe Jaqueline Araújo.

PB Agora

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Pais devem acompanhar o acesso de crianças à internet, alertam especialistas

Julho é o mês das férias escolares e, com elas, vêm a preocupação de muitos pais sobre como os filhos aproveitam o tempo livre. O acesso à internet e às redes sociais é uma das formas de passar o tempo, mas deve ser feito com cuidado para não prejudicar as crianças e adolescentes.

Especialistas concordam que o acesso à rede mundial é um caminho sem volta, e a proibição do uso não é a melhor opção para os pais. O presidente da organização não governamental Safernet, Thiago Tavares, diz que a melhor estratégia continua sendo o diálogo, a conversa franca e a relação de confiança que deve existir entre pais e filhos.

“Da mesma forma que você conversa com seus filhos sobre os riscos que existem ao sair na rua, na escola, no cinema, você diz para ele não aceitar bala de estranhos, você também deve orientá-lo em relação ao uso seguro da internet”, diz. Ele recomenda também o uso de versões customizadas de sites e aplicativos, que selecionam o conteúdo apropriado para crianças.

O especialista não recomenda o monitoramento dos filhos com o uso de softwares espiões. Segundo ele, esses programas passam uma falsa sensação de segurança e podem comprometer a relação de confiança entre pais e filhos. “Proibir o uso da internet não adianta. E monitorar o que seu filho faz por meio de softwares espiões também não ajuda, porque quebra uma relação de confiança e é ineficiente, porque as crianças não acessam a internet de um único dispositivo”, justifica.

Espaço público

A mestre em psicologia clínica Laís Fontenelle orienta aos pais acompanhar os acessos virtuais dos filhos da mesma forma como é feito no mundo real. “O mesmo cuidado que tem de ter na internet é o cuidado que tem de ter em um espaço público. Os pais têm de monitorar da mesma forma que monitora a casa do amigo que o filho vai, a praça que vai frequentar, a festa, porque é como se fosse um espaço público, só que virtual”, explica.

No caso de crianças não alfabetizadas, o acesso à internet precisa sempre ser feito com a supervisão de um adulto, diz a psicóloga. “A mediação é imprescindível principalmente para crianças que não estão alfabetizadas. Elas vão com o dedinho no touchscreen [tela do celular ou tablet] e podem cair em um conteúdo que não é adequado para elas, e não têm a maturidade para lidar com o conteúdo que está ali”, adverte.

A psicóloga também “puxa a orelha” dos pais, alertando para a responsabilidade do exemplo dado às crianças. “Não adianta a gente fazer um overposting dos nossos filhos nas redes sociais, expondo tudo que acontece na vida deles: ‘ganhou um peniquinho, comeu a primeira papinha’ e dizer para eles não fazerem isso. Se a gente não sabe lidar com esses limites claros sobre o que pode ser publicizado sobre a intimidade das nossas vidas, eles nunca vão saber”, diz Laís.

Os principais riscos do uso da internet por crianças e adolescentes são os acessos a conteúdos inapropriados para a idade, como pornografia, a exposição da privacidade em redes sociais, o cyberbulling e a exposição da intimidade, principalmente na adolescência. “Os casos de vazamento de nudes [fotos de nudez] não param de crescer ano a ano”, diz o presidente da Safernet. Além disso, há o perigo do contato com estranhos, que pode resultar em tentativas de assédio, aliciamentos ou golpes.

Uma pesquisa divulgada no ano passado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil mostrou que 87% crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos têm perfil em redes sociais, e 66% acessam a internet mais de uma vez por dia. Segundo o estudo TIC Kids Online Brasil, 11% dos entrevistados acessaram a internet antes dos 6 anos de idade.

Trem-bala

A jornalista Melissa Gass levou um susto quando viu que o canal no Youtube da filha Lívia, de 7 anos, tinha mais de 15 mil visualizações. O sucesso veio quando a menina postou um vídeo dançando o hit Trem-Bala, da cantora Ana Vilela. “Como ela não posta muita coisa, eu não esperava, mas por causa desse vídeo acabou tendo uma repercussão maior. É muita exposição, a gente fica meio preocupado”, conta a mãe.

Em seu canal, Lívia mostra brincadeiras, músicas, livros e até receitas culinárias. “Eu gosto de ser famosa”, diz a menina, que também participa de aulas de canto, dança e vai começar a fazer teatro.

Para Melissa, não tem como proibir o acesso das crianças à internet, mas é preciso monitorar as atividades dos pequenos na rede. “A tecnologia é uma realidade. Com um ano de idade, ela mexia no celular, então não tem como fugir. Quando a gente proíbe, é pior, porque vai fazer escondido. Então a gente monitora, acompanha, incentiva o que pode incentivar”, explica.

Entre as orientações que os pais dão para Lívia, estão não seguir canais de adultos e não comentar nem trocar mensagem privada com desconhecidos. “A gente fala que têm adultos que querem fazer maldades para as crianças, então que ela tem de tomar cuidado, a gente dá essa orientação”, diz Melissa. A mãe também monitora as redes sociais da filha e, quando vê algo suspeito, desabilita o contato.

Agência Brasil 

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Jovem é preso suspeito de filmar e divulgar vídeo de sexo entre crianças no Sertão da PB

(Foto: Reprodução/TV Paraíba)

Um jovem de 20 anos foi preso após filmar e divulgar um vídeo de duas crianças, de 8 e 10 anos, praticando sexo. O caso aconteceu por volta das 18h de terça-feira (4) na cidade de Santa Luzia, no Sertão paraibano. Segundo a polícia, as crianças disseram que foram forçadas pelo jovem a praticar atos sexuais para que ele pudesse filmar.

De acordo com informações repassadas pela Polícia Militar, a mãe de uma das vítimas acionou os policiais após flagrar o suspeito filmando e, posteriormente, divulgando o vídeo do filho em redes sociais. Na gravação, outra criança de 5 anos aparece na companhia dos dois meninos.

O suspeito, a mãe que denunciou e os filhos foram levados para a delegacia da Polícia Civil, onde prestaram depoimento. O jovem foi encaminhado para a delegacia pública de Santa Luzia.

G1

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Crianças e adolescentes são metade das vítimas de queimaduras em João Pessoa

(Foto: Maurício Melo/G1)

Metade dos atendidos pelo Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa com ferimentos causados por fogo e fogos de artifícios foram crianças e adolescentes até 14 anos, durante a Campanha de Prevenção às Queimaduras deste ano. A ação que compreende o período de festejos juninos, teve uma redução de 13% nos atendimentos em relação a 2016.

A campanha encerrou nesta terça-feira (4) com 95 atendimentos no total, contra 109 no ano passado. Pessoas atendidas com queimaduras foram 24, sendo 12 crianças de zero a 14 anos. No primeiro semestre de 2017 foram atendidas 587 vítimas de queimaduras na unidade de saúde.

“Houve um pequeno aumento com relação aos números de crianças vítimas de fogos e o alerta é para que os pais entendam que lugar de criança não é perto de fogo ou cozinha”, frisou o coordenador da Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ), Saulo Montenegro.

G1

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Paraíba teve 143 crianças adotadas em 2016, aponta relatório da Ceja

Paraíba teve 143 crianças adotadas no ano de 2016, segundo dados do relatório da Comissão Estadual do Poder Judiciário (Ceja), divulgado nesta sexta-feira (30). Desse total, 46 adoções foram realizadas por meio do Cadastro Nacional de Adoção (CNA).

Outras 97 adoções aconteceram fora do Cadastro – essa situação é possível quando o juiz, baseado em lei, realiza a adoção ao pretendente, mesmo não estando na lista de espera (cadastrado no CNA), visando o interesse da criança e a preservação dos laços afetivos já existentes.

De acordo com a Ceja, no ano passado existiam 46 pretendentes à adoção, habilitados no CNA, e todas as adoções foram concretizadas. Entre as 46 adoções feitas por meio do CNA, 18 foram ‘Intuitu Personae’, quando são consensuais, na qual a mãe biológica manifesta o interesse em entregar o filho para determinada pessoa.

A fim de incentivar o processo de adoção, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu propor a ampliação do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), que deverá incluir nas fichas das crianças aptas à adoção dados sobre relatório psicológico e social, fotos e vídeos, com objetivo de ampliar o perfil desejado pelos pretendentes. Neste caso, essas informações serão acessadas, exclusivamente, pelos adotantes e magistrados.

O novo projeto de Lei nº 5.850 de 2016, que propõe a inclusão dessas informações no cadastro, deverá alterar a Lei nº 8.069, de 13 de maio de 1990, que “dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), especialmente quanto à destituição do poder familiar e dá outras providências”.

O coordenador estadual da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça da Paraíba, juiz Adhailton Lacet Porto, ao falar da nova proposta, enfatizou que o projeto de lei que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente “é por demais importante”, porque visa agilizar o processo de adoção, evitando que as crianças fiquem muito tempo no acolhimento institucional.

“A ideia é fazer com que as crianças ou adolescentes sejam encaminhadas com maior rapidez, para adoção, a uma família substituta, que o novo projeto de alteração do ECA chama ‘família adotiva’”, afirma o juiz Adhailton Lacet.

G1

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Projetos sociais ajudam crianças e adolescentes a se afastarem do trabalho infantil em Bananeiras

Projetos sociais desenvolvidos pela Prefeitura de Bananeiras através da Secretaria de Desenvolvimento Social fazem com que centenas de crianças e adolescentes não precisem se submeter a trabalhos como forma de sustento. Desde 2002, a Organização Internacional do Trabalho que é uma agência vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), estabeleceu o dia 12 de junho como o dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil.

O principal objetivo da data é alertar a comunidade em geral e os diferentes núcleos do governo sobre a realidade do trabalho infantil, uma prática que se mantém corriqueira em diversas regiões do Brasil e do mundo.

Um trabalho em conjunto das Secretarias de Saúde, Educação e Desenvolvimento Social garantem os direitos fundamentais estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do adolescente. Esse trabalho permanente proporcionaram em 2016 o quarto Selo consecutivo do Unicef- Município aprovado a Bananeiras.

No município, 3.438 famílias são beneficiárias com o Bolsa Família. Esse númer, equivale a 39,35% da população total do município, destas 2.946 famílias sem o programa estariam em condição de extrema pobreza. No Cadastro Único disponibilizado pelo Governo Federal, são 5.025 famílias, que são beneficiadas diretamente por variadas ações desenvolvidas pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos que atua diretamente em lazer e capacitações, dessas crianças e adolescentes e também das mulheres para que possam desenvolver suas habilidades e poder melhorar a forma de sustento.

Ascom-PMB

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Acidente com ônibus escolar mata 32 crianças e três adultos

Trinta e duas crianças em idade escolar, dois professores e um motorista de microônibus morreram na Tanzânia quando o veículo deles mergulhou em um barranco na estrada na região turística de Arusha neste sábado (06), informou um alto funcionário da polícia.

“O acidente aconteceu quando o ônibus estava descendo em uma colina íngreme em condições chuvosas”, disse o comandante da polícia regional de Arusha, Charles Mkumbo, à Reuters por telefone.

“Nós ainda estamos investigando o incidente para determinar se ele foi causado por um defeito mecânico ou erro humano por parte do motorista.”

Os alunos mortos no acidente, que ocorreu no distrito de Karatu, eram da escola primária Lucky Vincent, a caminho para visitar outra escola, disse Mkumbo. O presidente John Magufuli descreveu o acidente como uma “tragédia nacional” em um comunicado.

Corpos das vítimas de acidente com veículo escolar na Tanzânia, neste sábado (06) (Foto: Reuters/Emmanuel Herman)Corpos das vítimas de acidente com veículo escolar na Tanzânia, neste sábado (06) (Foto: Reuters/Emmanuel Herman)

UOL

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Como identificar possíveis sinais de abuso sexual em crianças?

70% das vítimas de violência sexual são crianças e adolescentes (Foto: CDC/ Amanda Mills)

Casos de violência e abuso sexual contra crianças e adolescentes são mais comuns do que se imagina – dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), por exemplo, mostram que 70% das vítimas de estupro do país são menores de idade.

Segundo dados do Disque 100 (Disque Direitos Humanos) e do Sistema Único de Saúde, mais de 120 mil casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes foram registrados no país entre 2012 e 2015 – o equivalente a pelo menos três ataques por hora.

Mas como identificar abuso sofrido por uma criança próxima? O caso do uruguaio Felipe Romero, que teria sido vítima de seu técnico de futebol, chamou a atenção dos leitores da BBC Brasil, que pediram esclarecimentos sobre quais são, afinal, esses sinais.

Com base em informações de sites especializados e entrevistas com profissionais da área, a BBC Brasil elaborou o guia abaixo.

“Geralmente, nao é um sinal só, mas um conjunto de indicadores. É importante ressaltar que a criança deve ser levada para avaliação de especialista caso apresente alguns desses sinais”, diz Heloísa Ribeiro, diretora executiva da ONG Childhood Brasil, de defesa dos direitos das crianças e adolescentes.

1) Mudança de comportamento

O primeiro sinal a ser observado é uma possível mudança no padrão de comportamento das crianças. Segundo Ribeiro, esse é um fator facilmente perceptível, pois costuma ocorrer de maneira repentina e brusca.

“Por exemplo, se a criança nunca agiu de determinada forma e, de repente, passa a agir. Se começa a apresentar medos que não tinha antes – do escuro, de ficar sozinha ou perto de determinadas pessoas. Ou então mudanças extremas no humor: a criança era superextrovertida e passa a ser muito introvertida. Era supercalma e passa a ser agressiva”, afirmou.

A mudança de comportamento também pode se apresentar com relação a uma pessoa específica, o possível abusador.

“Como a maioria dos abusos acontece com pessoas da família, às vezes a criança apresenta rejeição a essa pessoa, fica em pânico quando está perto dela. E a família estranha: ‘Por que você não vai cumprimentar fulano? Vá lá!’. São formas que as crianças encontram para pedir socorro, e a família tem que tentar identificar isso”, afirma a educadora sexual Maria Helena Vilela, do Instituto Kaplan.

Em outros casos, a rejeição não se dá em relação a uma pessoa específica, mas a uma atividade. A criança não quer ir a uma atividade extracurricular, visitar um parente ou vizinho ou mesmo voltar para casa depois da escola.

2) Proximidade excessiva

Apesar de, em muitos casos, a criança demonstrar rejeição em relação ao abusador, é preciso usar o bom senso para identificar quando uma proximidade excessiva também pode ser um sinal.

Teria sido o caso, por exemplo, do técnico de futebol Fernando Sierra, que tinha uma relação quase paternal com o garoto Felipe Romero. O treinador buscou o menino na escola, desapareceu e ambos foram encontrados mortos dois dias depois.

A hipótese principal é que o treinador tenha atirado no menino e, em seguida, cometido suicídio por não aceitar um pedido da mãe para que se afastasse da criança. Laudo preliminar da autópsia indicou que o garoto vinha sendo vítima de abusos sexuais.

Importante notar, no entanto, que o papel do desconhecido como estuprador aumenta conforme a idade da vítima – ou seja, no abuso de menores de idade, a violência costuma ser praticada por pessoas da família na maioria dos casos.

Se, ao chegar à casa de tios, por exemplo, a criança desaparece por horas brincando com um primo mais velho ou se é alvo de um interesse incomum de membros mais velhos da família em situações em que ficam sozinhos sem supervisão, é preciso estar atento ao que possa estar ocorrendo nessa relação.

Segundo o NHS, o SUS britânico, 40% dos abusos no Reino Unido são cometidos por outros menores de idade, muitas vezes da mesma família. Também segundo os dados britânicos, 90% dos abusadores fazem parte da família da vítima.

No Brasil, 95% dos casos desse tipo de violência contra menores são praticados por pessoas conhecidas das crianças, e em 65% deles há participação de pessoas do próprio grupo familiar.

Nessas relações, muitas vezes, o abusador manipula emocionalmente a vítima que nem sequer percebe estar sendo vítima naquela etapa da vida, o que pode levar ao silêncio por sensação de culpa. Essa culpa pode se manifestar em comportamentos graves no futuro como a autoflagelação e até tentativas de suicídio.

“As pessoas acham que o abusador será um desconhecido, que não faz parte dessa vida da criança. Mas é justamente o contrário, na grande maioria dos casos são pessoas próximas, por quem a criança tem um afeto. O abusador vai envolvendo a criança pra ganhar confiança e fazer com que ela nao conte”, afirmou Ribeiro, da ONG Childhood Brasil.

“A violência sexual é muito frequente dentro de casa, ambiente em que a criança deveria se sentir protegida. É um espaço privado, de segredo familiar e é muito comum que aconteça e seja mantido em segredo.”

3) Regressão

Outro indicativo apontado pelas especialistas é o de recorrer a comportamentos infantis, que a criança já tinha abandonado, mas volta a apresentar de repente. Coisas simples, como fazer xixi na cama ou voltar a chupar o dedo. Ou ainda começar a chorar sem motivo aparente.

“É possível observar também as características de relacionamento social dessa criança. Se, de repente, ela passa a apresentar esses comportamentos infantis. Ou se ela passa a querer ficar isolada, não ficar perto dos amigos, não confiar em ninguém. Ou se fugir de qualquer contato físico. A criança e o adolescente sempre avisam, mas na maioria das vezes não de maneira verbal”, considera Ribeiro.

A diretora da ONG Childhood Brasil alerta, porém, que é importante procurar avaliação especializada que possa indicar se eventuais mudanças de comportamento são apenas parte do desenvolvimento da criança ou indicativos de vulnerabilidade.

“É importante lembrar que o ser humano é complexo, então esses comportamentos podem aparecer sem estarem ligados a abuso.”

4) Segredos

Para manter o silêncio da vítima, o abusador pode fazer ameaças de violência física e promover chantagens para não expor fotos ou segredos compartilhados pela vítima.

É comum também que usem presentes, dinheiro ou outro tipo de benefício material para construir a relação com a vítima. É preciso também explicar para a criança que nenhum adulto ou criança mais velha deve manter segredos com ela que não possam ser compartilhados com adultos de confiança, como a mãe ou o pai.

5) Hábitos

Uma criança vítima de abuso também apresenta alterações de hábito repentinas. Pode ser desde uma mudança na escola, como falta de concentração ou uma recusa a participar de atividades, até mudanças na alimentação e no modo de se vestir.

“Às vezes de repente a criança começa a ter uma aparência mais descuidada, não quer trocar de roupa. Outras passam a não comer direito. Ou passam a comer demais”, pontuou Ribeiro.

A mudança na aparência pode ser também uma forma de proteção encontrada pela criança. Em entrevista à BBC Brasil no ano passado, a nadadora Joanna Maranhão, que foi vítima de abuso sexual por seu técnico quando tinha nove anos, revelou que se vestia como um menino na adolescência para fugir de possíveis violências.

Ribeiro cita também mudanças no padrão de sono da criança como indicativo de que algo não anda bem. “Se ela começa a sofrer com pesadelos frequentes, ou se tem medo de dormir ou medo de ficar sozinha.”

6) Questões de sexualidade

Um desenho, uma “brincadeira” ou um comportamento mais envergonhado podem ser sinais de que uma criança esteja passando por uma situação de abuso. “Quando uma criança que, por exemplo, nunca falou de sexualidade começa a fazer desenhos em que aparecem genitais, isso pode ser um indicador”, apontou Maria Helena Vilela.

“Pode vir em forma de brincadeira também. Ela chama os amiguinhos para brincadeiras que têm algum cunho sexual ou algo do tipo”, observou Henrique Costa Brojato, psicólogo e especialista psicossocial. Podem, inclusive, reproduzir o comportamento do abusador em outras crianças.

Para Heloísa Ribeiro, o alerta deve ser dado especialmente para crianças que, ainda novas, passam a apresentar um “interesse público” por questões sexuais. “Quando ela, em vez de abraçar um familiar, dá beijo, acaricia onde não deveria, ou quando faz uma brincadeira muito para esse lado da sexualidade.”

O uso de palavras diferentes das aprendidas em casa para se referir às partes íntimas também é motivo para se perguntar à criança onde ela aprendeu tal expressão.

7) Questões físicas

Há também os sinais mais óbvios de violência sexual em menores – casos que deixam marcas físicas que, inclusive, podem ser usadas como provas à Justiça. Existem situações em que a criança acaba até mesmo contraindo doença sexualmente transmissível.

“Há casos de gravidez na adolescência, por exemplo, que é causada por abuso. É interessante ficar atento também a possíveis traumatismos físicos, lesões que possam aparecer, roxos ou dores e inchaços nas regiões genitais”, observou a diretora da Childhood.

8) Negligência

Muitas vezes, o abuso sexual vem acompanhado de outros tipos de maus tratos que a vítima sofre em casa, como a negligência.

Uma criança que passa horas sem supervisão ou que não tem o apoio emocional da família, com o diálogo aberto com os pais, estará em situação de maior vulnerabilidade.

O que fazer

Caso identifique um ou mais dos indicadores listados acima, o melhor a se fazer é, antes mesmo de conversar com a criança, procurar ajuda de um especialista que possa trazer a orientação correta para cada caso.

“Há muitas dessas características que são semelhantes às de um adolescente em desenvolvimento. Por isso que é importante ter avaliação de alguém que é especialista nisso. Um psicólogo, por exemplo. Se tiver dúvidas, a pessoa pode perguntar na escola, que costuma ter profissionais treinados pra identificar esses casos”, disse Ribeiro.

“É sempre aconselhável também acionar o Sistema de Garantia de Direitos à criança e ao adolescente, um conselho tutorial ou uma Vara da Infância e da Juventude para encontrar caminhos para uma resposta mais adequada”, afirmou Henrique Costa Brojato.

Muitas vezes por se sentir culpada, envergonhada ou acuada, a criança acaba não revelando verbalmente que está ou que viveu uma situação de abuso. Mas há situações também em que ela tenta contar para alguém e acaba não sendo ouvida. Por isso, o principal conselho dos especialistas é sempre confiar na palavra dela.

“Em primeiro lugar, é importante que quando a criança tentar falar alguma coisa, que ela se sinta ouvida e acolhida. Que nunca o adulto questione aquilo que ela está contando. Ou que tente responsabilizá-la pelo ocorrido”, diz Ribeiro.

G1

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