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TST julga dissídio coletivo e Correios diz que vai cumprir decisão

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgou, ontem (2), o dissídio coletivo ingressado pelos Correios em setembro. Entre as conclusões, a Corte definiu sobre o reajuste salarial e dos benefícios em 3% e a manutenção da maioria das cláusulas vigentes dos acordos coletivos anteriores, entre elas as que se referem ao vale alimentação/refeição, vale cultura e adicional de férias.

Os Correios cumprirão integralmente a decisão, mas alertam para a delicada situação financeira da empresa, que já acumula um prejuízo de aproximadamente R$3 bilhões. As condições econômicas da estatal foram, inclusive, contempladas no parecer divulgado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) no último dia 30. Em sua avaliação sobre as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho da empresa, o órgão considerou que algumas delas têm percentuais acima do mínimo previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com valores incomuns se comparados com outras categorias; como o adicional de 70% de férias, entre outros.

O documento do MPT ressalta, ainda, que algumas conquistas hoje consideradas históricas pela categoria foram obtidas em “tempos em que a situação econômica da empresa estava em outra realidade”. Para o MPT, “se faz necessária a flexibilização do direito do empregado a fim de preservar a própria existência da empresa”. Vale destacar que, atualmente, as despesas com pessoal equivalem a 62% dos dispêndios anuais dos Correios.

Negociação – Por três meses, os Correios estiveram em negociação com as representações sindicais na tentativa de construir uma proposta de Acordo Coletivo de Trabalho que respeitasse as condições financeiras suportadas pelo caixa da estatal. Ainda assim, não foi possível alcançar um consenso, uma vez que as federações reivindicaram benefícios que superavam até mesmo o faturamento anual da empresa.

Ciente da relevância que a estatal possui para o país, a direção dos Correios permanece comprometida em recuperar a sua sustentabilidade e os índices de eficiência dos produtos e serviços oferecidos à população brasileira.

 

Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Assessoria Correios

 

 

Correios: TST determina que 70% dos funcionários mantenham atividades

O ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Mauricio Godinho Delgado determinou nessa quinta-feira (12) que 70% dos empregados dos Correios mantenham as atividades da empresa durante a greve iniciada nesta semana. Pela decisão, o descumprimento do efetivo acarretará na aplicação de multa de R$ 50 mil por dia aos sindicatos da categoria.

A decisão do ministro foi proferida em audiência de conciliação feita entre a empresa e os sindicatos que representam os trabalhadores. Na reunião, o ministro propôs o fim da greve. Em contrapartida, os Correios devem manter os termos do atual acordo coletivo de trabalho e o plano de saúde dos empregados até 2 de outubro, data do julgamento do dissídio coletivo pelo TST. A empresa aceitou a medida e os sindicatos levarão a proposta para votação nas assembleias locais.

De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), os trabalhadores reivindicam reajuste salarial com reposição da inflação (3,25%) e não querem cortes de direitos conquistados.

Segundo a Fentect, mesmo com a mediação já iniciada no TST, referente ao processo de negociação do Acordo Coletivo 2019/2020, a empresa deixou de receber os representantes dos trabalhadores. Para a entidade, a empresa não dá prejuízo e não depende de financiamento público. Os empregados também são contra a eventual privatização dos Correios.

Em nota, os Correios afirmaram que aceitaram a proposta de encaminhamento do ministro “para minimizar os impactos da paralisação, inclusive a perda de clientes para a concorrência”. A empresa também declarou que espera chegar a um “entendimento razoável” para não comprometer suas finanças.

“Vale destacar que, atualmente, as despesas com pessoal equivalem a 62% dos dispêndios anuais da empresa”, diz o comunicado.

Serviços

Segundo os Correios, devido à greve, um Plano de Continuidade de Negócios foi montado pela empresa e as postagens e entregas de correspondências e de encomendas Sedex e PAC continuam sendo realizadas em todos os municípios. Os serviços com hora marcada (Sedex 10, Sedex 12, Sedex Hoje) estão suspensos temporariamente.

 

 

Agência Brasil

 

 

Greve: em nota, Correios garantem manutenção de serviços de atendimento

A paralisação parcial dos empregados dos Correios, iniciada nesta terça-feira (10) pelas representações sindicais da categoria, não afeta os serviços de atendimento da estatal.

A empresa já colocou em prática seu Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população. Medidas como o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, remanejamento de veículos e a realização de mutirões estão sendo adotadas.

Levantamento parcial realizado na manhã desta quarta-feira (11) mostra que 82% do efetivo total dos Correios no Brasil está trabalhando regularmente. Na Paraíba, 82% dos empregados estão trabalhando normalmente.

Negociação — Conforme amplamente divulgado, os Correios estão executando um plano de saneamento financeiro para garantir sua competitividade e sustentabilidade. Desde o início de julho, a empresa participa de reuniões com os representantes dos empregados, nos quais foram apresentada a real situação econômica da estatal e propostas para o acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado, atualmente na ordem de R$ 3 bilhões. As federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa.

Vale ressaltar que, neste momento, um movimento dessa natureza agrava ainda mais a combalida situação econômica da estatal. Por essa razão, os Correios contam com a compreensão e responsabilidade de todos os seus empregados, que precisam se engajar na missão de recuperar a sustentabilidade da empresa e os índices de eficiência dos serviços prestados à população brasileira.

 

pbagora

 

 

Trabalhadores dos Correios da Paraíba entram em greve por tempo indeterminado, diz sindicato

Os trabalhadores dos Correios da Paraíba entraram em greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira (11). Uma assembleia do Sindicato dos Trabalhadores de Correios e Telégrafos da Paraíba (Sintect), realizada na noite desta terça-feira (10), definiu o posicionamento dos trabalhadores.

De acordo com o diretor do sindicato, Fael Paiva, desde julho os trabalhadores estão em campanha salarial, no entanto, ele informou que não houve negociação. O G1entrou em contato com a assessoria de comunicação dos Correios e aguarda um posicionamento sobre os impactos que foram gerados na execução das atividades.

A principal reivindicação, segundo o sindicato, é a reposição salarial de acordo com a inflação e os benefícios integrais no valor acumulado da inflação do período agosto de 2018 a julho de 2019. Além disso, os trabalhadores pedem manutenção de cláusulas sociais e aumento de salário no valor de R$ 300 linear.

Conforme o Sintect, a proposta da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) reduziria a reposição salarial para 0,8% de reajuste, o que representa R$ 13 no salário-base de carteiro.

G1

 

Prejuízos por fraudes aos Correios ultrapassam R$13 milhões

Cálculos iniciais da Polícia Federal indicam que os prejuízos dos Correios com as fraudes identificadas na Operação Postal Off, deflagrada nesta sexta-feira (6) chegam a R$ 13 milhões, mas para o delegado Christian Luz Barth, da Delegacia de Combate à Corrupção da Superintendência Regional em Santa Catarina os valores podem ser bem maiores.

“A gente estima que esses valores vão subir, e muito, após a análise do material apreendido”, disse durante entrevista coletiva à imprensa para explicar a Operação e a ação da organização criminosa.

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O delegado da regional de Combate ao Crime Organizado no Rio de Janeiro, Rodrigo Alves, presta esclarecimentos sobre as operações Postal Off e Radio Pirata na sede da Polícia Federal (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A Polícia Federal cumpriu 9 mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro; 2 mandados de prisão preventiva e 5 mandados de busca e apreensão no Estado de São Paulo; além de 1 mandado de prisão temporária e um mandado de busca em Minas Gerais, todos expedidos pela 7ª Vara Federal de Florianópolis/SC. “Todos os alvos da operação estão presos, as buscas foram realizadas e agora partimos para análise do material”, disse o delegado.

Esquema

A organização criminosa investigada trabalhava com postagens de grandes clientes, de grandes empresas que têm volume de postagem muito alto, com um fluxo elevado de objetos por mês. “Eles criaram uma sistemática que foi evoluindo com o tempo em que eles conseguiram colocar no fluxo postal dos Correios encomendas, cartas comerciais, sem faturamento ou então com faturamento muito abaixo do que efetivamente era postado”, revelou.

Para garantir o ressarcimento dos prejuízos causados aos Correios, a justiça determinou os bloqueios de contas bancárias e o arresto de bens móveis e imóveis, incluídos carros de luxo e duas embarcações, sendo uma delas, um iate avaliado em R$ 3 milhões. “Só com os bloqueios, para se ver o poder econômico da organização criminosa, de bens móveis e imóveis, embarcações inclusive, chegamos a uma cifra de R$ 40 milhões, que podem garantir o ressarcimento aos Correios”, apontou.

Segundo Barth as apurações indicaram também que alguns cargos nos Correios tinham preço para facilitar a operação da organização. Ele afirmou que além de funcionários da estatal e laranjas, havia a participação de empresários com empresas também de fachada.

“A organização estava tão bem estruturada que tinha inúmeras empresas laranjas, que firmavam contratos com os Correios para fazer as suas postagens e quando essas empresas laranjas eram descobertas e identificada alguma irregularidade, as empresas eram abandonadas, dívidas tributárias, dívidas com os Correios. A gente tem uma lista gigantesca de empresas para analisar”, explicou.

O delegado acrescentou que a investigação está sob sigilo e, por isso, não poderia citar nomes de envolvidos na organização, que atuava desde novembro de 2016 com suporte de funcionários de alto escalão dos Correios. “A função básica deles era dar suporte para a organização criminosa, evitando fiscalizações, avisando quando haveria alguma fiscalização. Temos informações inclusive de participarem de reuniões com clientes que eram dos Correios para que saíssem dos Correios, em contratos próprios, e passassem para as empresas da organização criminosa, ou seja, os Correios perdiam dos dois lados”, detalhou.

Apesar de não citar nomes, o delegado adiantou que entre os alvos dos mandados de prisão havia um “elemento político” sendo investigado.

Investigação

Prejuízos por fraudes aos Correios ultrapassam R$13 milhões Prejuízos por fraudes aos Correios ultrapassam R$13 milhões Segundo Christian Luz Barth, a investigação começou em novembro de 2018 em Santa Catarina, quando foi identificada a tentativa de uma organização criminosa de cooptar servidores públicos no estado. De acordo com o delegado, as investigações apontaram para duas bases da organização, uma no Rio de Janeiro e outra em São Paulo. “Observamos que Santa Catarina, na verdade, foi uma tentativa de chegar lá e começar a implementar os seus crimes. Basicamente estamos falando de fraudes contra os Correios”, disse.

Agência Brasil

 

 

Bandidos assaltam agência dos Correios; uma pessoa foi ferida durante troca de tiros com a PM

A agência dos Correios e Telégrafos no Cristo Redentor foi assaltada no início da tarde de hoje, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Houve troca de tiros envolvendo equipes da Polícia Militar e os criminosos. Uma pessoa foi baleada e detida,  sendo socorrida pelo Samu.

Segundo a PRF, o trânsito está completamente interditado na BR 230, no viaduto do Geisel, sentido Cabedelo.

A agência alvo da ação dos bandidos fica ao lado da Superintendência da Empresa de Correios e Telégrafos, no Cristo Redentor.

Mais informações em instantes.

 

parlamentopb

 

 

Sindicato sinaliza paralisação após anúncio de privatização dos Correios

O anúncio do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), sobre a privatização dos Correios caiu como uma bomba na cabeça dos servidores da estatal. E, uma das consequências dessa medida pode ser uma paralisação geral, o que deixaria milhões de brasileiros sem receber correspondências.

O presidente Jair Bolsonaro deverá anunciar nesta quarta-feira (17) a lista de privatizações que pretende fazer. Ao todo, são 17 empresas públicas que deverão ser privatizadas até o final do ano, incluindo os Correios, a Casa da Moeda, a CBTU, a Telebras e a Eletrobras.

Para o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telegráfos (Sintect-PB), Tony Sérgio, vários ações já estão sendo desenvolvidas pelos líderes sindicais e servidores na tentativa de impedir que a privatização aconteça.

“Aqui na Paraíba já temos uma audiência pública agendada para o próximo dia 30 onde discutiremos a situação atual dos Correios. Também estamos coletando assinaturas para fazermos um abaixo-assinado contra essa medida, isso já em âmbito nacional. Vamos fazer assembleias e a paralisação também está na pauta. Pode sim acontecer”, informou Tony.

Para o dirigente, a privatização não trará benefícios para o Brasil, já que a empresa é autossustentável e poderia sobreviver, se o governo tivesse interesse em investir. Ele diz que o presidente criou um factóide para justificar a privatização da estatal. “Nós temos 35% da população que não tem acesso a internet e depende dos Correios para se comunicar. As pessoas dos municípios mais distantes sofrerão com essa medida. Dos mais de 5 mil municípios, apenas 324 são lucrativos, e será nesses locais que a empresa compradora investirá deixando o restante de lado”, garantiu.

Tony Sérgio ressaltou que o sucateamento dos Correios tem prejudicado os servidores e os usuários. “Nós estamos trabalhando num regime que as ruas ficam recebendo correspondências dia sim, dia não, porque o número de funcionários já é limitado. Se houvesse investimento, se o governo devolvesse os mais de sete bilhões que foram retirados dos Correios, teria como funcionar”, finalizou.

 

clickpb

 

 

Correios fará assembleia nesta quarta-feira e pode parar na Paraíba

O Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos na Paraíba (SINTECT-PB) convocou a categoria para uma assembleia geral nesta quarta-feira (31). De acordo com o comunicado emitido pela instituição, o intuito é debater a possibilidade de greve a partir desta quinta-feira (1º).

Além da possibilidade de paralisação, os trabalhadores dos Correios devem ainda avaliar a campanha salarial 2019/2020.

Confira comunicado emitido pelo sindicato:

 

PB Agora

 

 

Correios da Paraíba tem novo superintendente após aposentadoria de antecessor

Luiz Monteiro Varas é o novo superintendente estadual dos Correios na Paraíba. Empregado dos Correios desde o ano 2000, ele assume a função no lugar de Alfredo Fernandes Filho, que se aposentou da empresa no início deste mês.

O novo superintendente estadual graduou-se em direito pelo Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ) em 1994.  Possui pós-graduação pela Escola Superior da Magistratura Paraibana (ESMA) e especialização em Direito pela Universidade Tiradentes (UNIT) de Sergipe. No início do ano 2000, foi aprovado em concurso Público, em âmbito nacional, e ingressou como aluno no Curso de Oficiais da Marinha do Brasil, para exercer o cargo de advogado. No mesmo ano, também aprovado por meio de concurso público nacional, ingressou nos Correios no cargo de advogado, iniciando sua carreira na empresa no estado da Bahia.

Em 2001, assumiu a Assessoria Jurídica em Sergipe e, a partir de 2008, passou a exercer a função de diretor regional daquele estado. No ano de 2010, foi transferido para a Diretoria Regional da Paraíba, onde passou a exercer a função de gestor da Assessoria Jurídica –PB. Em julho deste ano, foi designado para exercer a função de Superintendente Estadual de Operações na Paraíba, cumulativamente com a função de Assessor Jurídico.

 

pbagora

 

 

 

PF desarticula esquema de desvio de encomendas entregues pelos Correios, em Araruna

Dois mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos, na manhã desta sexta-feira (12), em Araruna, em uma operação da Polícia Federal para combater o desvio de encomendas a serem entregues pelos Correios em várias cidades na Paraíba. A Operação ATE contou com a participação de 15 policiais federais.

Durante a operação os policiais federais encontraram centenas de correspondências desviadas dos Correios e violadas. A ordem dos mandados de busca e apreensão foi expedida pelo Juiz Federal da Vara de Guarabira.

De acordo com a Polícia Federal, os suspeitos tinham acesso às encomendas a serem entregues pelos Correios e posteriormente desviavam os pacotes para venda informal no comércio da região.

As investigações indicam que a maioria das encomendas desviadas se tratavam de aparelhos celulares que eram comprados através da internet e possivelmente contaria com a participação de um funcionário dos órgão da região para o acesso regular às encomendas e pelo menos mais um terceiro que tinha como principal objetivo realizar a venda das encomendas em questão.

Diante desse fato, foi determinado pelo Poder Judiciário o cumprimento de mandados de busca e apreensão nos endereços dos investigados, sendo um deles funcionário dos Correios e suspeito de participação no esquema criminoso.

O nome da operação é uma alusão a deusa grega ATE que é vista como a personificação do erro e da tolice. Segundo a mitologia, a Deusa ATE significa a ruína, o engano, o erro, a tolice e a cegueira da razão que interferia no destino daqueles que não pensavam em suas ações e por isso sofriam suas consequências.

Foto: Polícia Federal/Divulgação

G1